A ANÁLISE DO EFEITO DE ORELHA E DE ELETRODO DO POTENCIAL EVOCADO AUDITIVO DE MÉDIA LATÊNCIA PODE CONTRIBUIR COM O ESTUDO DA INTEGRAÇÃO BINAURAL?
Malavolta, V.C. ;
Soares, L.S. ;
Moreira, H.G. ;
Tessele, D.R. ;
Schumacher, C. ;
Moura, A.F. ;
Weber. V. ;
Ito, V.C. ;
Schindler, D. ;
Garcia, M.V. ;
Introdução: A integração binaural é uma das mais relevantes habilidades auditivas, sendo que, para o seu adequado desempenho, as vias auditivas ipsi e contralaterais precisam estar íntegras e com funcionamento simétrico. Através do Efeito de Orelha(EO) e Efeito de Eletrodo(EE) do Potencial Evocado Auditivo de Média Latência(PEAML) é possível analisar a simetria da resposta neural da via auditiva em níveis subcorticais e corticais. Objetivos: Analisar a correlação entre a habilidade de integração binaural e as respostas de EO e EE do PEAML. Método: Estudo de caráter longitudinal, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o número 25933514100005346. A amostra foi composta por 32 sujeitos, sendo 20 do sexo feminino e 12 do sexo masculino, com média de idade 22,64 anos(18 a 34 anos) e a de escolaridade 14,94 anos. Todos os participantes eram destros e falantes do português brasileiro. Como critério de elegibilidade, os participantes deveriam apresentar bilateralmente: limiares auditivos dentro dos padrões de normalidade, curvas timpanométricas do tipo “A”, reflexos acústicos contralaterais presentes, Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico com valores de latência e intervalos interpicos dentro dos padrões de normalidade; não fazer uso de medicação contínua; não apresentar zumbido, tontura e diagnóstico de doenças neurológicas. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e foram submetidos aos seguintes procedimentos: Audiometría Tonal Liminar, Logoaudiometría, Medidas de Imitancio Acústica, Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico, Teste Dicótico de Dígitos (TDD) e PEAML. Para a mensuração do EO e do EE, a amplitude Na-Pa das ondas foi considerada, sendo o EO a análise da chegada do estímulo, de ambas as orelhas, no mesmo hemisfério e o EE a mesma orelha analisada nos hemisférios diferentes. A análise de correlação foi realizada através do teste de Pearson, tomando p 0,05 como nível de significância. Resultados: Observou-se correlação negativa e moderada (r=-0,52) entre o TDD OD e EO HE (p=0,02), ou seja, quanto maior o resultado do TDD OD, menor foi a diferença de resposta entre as orelhas. Na correlação TDD OE e o EE OE (p=0,02), observou-se correlação negativa e moderada (r=-0,68), assim sendo, quanto maior o resultado do TDD OE, menor foi a diferença de respostas nos hemisférios direito e esquerdo. Assim como, correlação negativa e moderada (r=-0,65) entre TDD OD e EE OD (p=0,03), que quanto maior o resultado do TDD da OD menor foi a diferença de respostas nos hemisférios direito e esquerdo. Conclusão: A mensuração da simetria de resposta, através do PEAML, entre as orelhas(EO) e principalmente entre os hemisférios (EE), se correlaciona com a habilidade de integração binaural e possui potencial contribuição para informações eletrofisiológicas desta importante habilidade auditiva.
Bresola et al. O uso do teste dicótico de dígitos como método de triagem CoDAS 2021;33(6):e20200314 DOI: 10.1590/2317-1782/20202020314
Jeffrey Weihing, Eliane Schochat†, Frank Musiek. Ear and electrode effects reduce within-group variability in middle latency response amplitude measures. International Journal of Audiology 2012; 51: 405–412
Frank Musiek,Stephanie Nagle. The Middle Latency Response: A Review of Findings in Various Central Nervous System Lesions. J Am Acad Audiol 2018; 29(09): 855-867 DOI: 10.3766/jaa.16141
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.608
ISSN 1983-1793X
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A AUDIÇÃO DE DISK JOCKEYS: UM ESTUDO DOS SINAIS E SINTOMAS AUDITIVOS E DOS HÁBITOS DE EXPOSIÇÃO A NÍVEIS DE PRESSÃO SONORA ELEVADOS
Ramos, L. ;
Scharlach, R.C. ;
Introdução: Estima-se que mais de 1 bilhão de jovens (12 a 35 anos de idade) do mundo, corram o risco de sofrer perda auditiva devido a exposição voluntária a níveis de pressão sonora elevada. Segundo a OMS um quarto da população mundial terá alguma perda auditiva até 2050, sendo que 60% dessas poderiam ter sido evitadas. Diversas categorias profissionais são expostas no ambiente de trabalho a níveis de pressão sonora elevados, dentre eles destaca-se o Disk Jockey (DJ). A profissão dos DJs iniciou por volta de 1970 nas discotecas e hoje estes profissionais são responsáveis por levar alegria e diversão por meio da música para o público. Com o crescimento da profissão eles têm estado bastante susceptíveis a desenvolver alterações auditivas devido à exposição frequente, constante a níveis de pressão sonora elevados. Objetivo: Investigar as queixas auditivas e hábitos de exposição a níveis de pressão sonora elevados em DJs. Metodologia: Estudo observacional, descritivo, transversal, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (nº: 4.859.179 / CAAE: 48298621.8.0000.0121), realizado com DJs de uma capital da região sul do Brasil, com atividade na área há pelo menos dois anos. A amostra foi do tipo não probabilística, utilizando-se a técnica de amostragem por conveniência. Foram constituídos dois grupos (estudo e controle) pareados por sexo e faixa etária, cada grupo composto por 15 adultos, com média etária de 26 anos. Aplicou-se um questionário desenvolvido pelos pesquisadores com 53 questões sobre queixas auditivas, extra auditivas e hábitos de exposição a níveis de pressão sonora elevados. Os dados coletados foram tabulados em planilha do excel e submetidos a uma análise estatística descritiva. Resultados: Os sintomas auditivos mais frequentes no grupo estudo em comparação ao grupo controle foram: zumbido (13%), plenitude aural (13%), tontura (13%) e dificuldade para ouvir televisão (26%). Dentre os sintomas extra auditivos estão: ansiedade (94%), dificuldade de concentração (73%) e cansaço (60%). Após as performances, os sintomas auditivos mais frequentes foram: diminuição da audição (80%), zumbido (60%) e desconforto a sons intensos (60%). O tempo de profissão foi de seis anos ou mais para 79% dos DJs. Muitos realizam mais de uma performance por noite, sendo que 71,42% dos DJs relataram que continuam expostos a sons elevados durante os intervalos; 86% raramente ou nunca utilizaram protetor auricular durante as performances. A maior parte dos DJs (93%) relataram que o ambiente de trabalho é prejudicial à audição, mas apenas 53% já realizaram audiometria. Apesar de 87% dos profissionais relatarem que a intensidade do som durante a performance é forte ou muito forte, apenas 20% têm o conhecimento sobre a qual intensidade ficam expostos e 80% não sabem qual o mínimo de pressão sonora prejudicial ao sistema auditivo. Conclusão: Os DJs desse estudo apresentam hábitos de exposição a níveis de pressão sonora elevados inadequados. Apesar de terem conhecimento sobre os efeitos nocivos do ruído, desconhecem os níveis sonoros prejudiciais e não fazem uso de medidas protetivas. Os sintomas auditivos mais frequentes após as performances foram sensação de diminuição da audição, zumbido e desconforto a sons intensos.
1-Nações Unidas. Mais de 1 bilhão de jovens correm risco de perda auditiva devido à exposição a sons altos. [cited 2021 Sep 03]; [about 3 screens]. Available from: https://news.un.org/pt/story/2019/02/1659581
2-Nações Unidas do Brasil. OMS: 2,5 bilhões de pessoas podem sofrer algum tipo de perda auditiva em 2050 [cited 2021 Sep 03]; [about 1 screen] Available from: https://brasil.un.org/pt-br/114345-oms-25-bilhoes-de-pessoas-podem-sofrer-algum-tipo-de-perda-auditiva-em-2050
3-Macedo EMB, Andrade WTL de. Queixas auditivas de disc jockeys da cidade de Recife. Rev CEFAC 2010;13(3):452–9. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-18462011000300008&lng=pt&tlng=pt . doi.org/10.1590/S1516-18462010005000120
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Página(s): p.486
ISSN 1983-1793X
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A COMUNICAÇÃO DE USUÁRIOS DE PRÓTESES AUDITIVAS NA VISÃO DE ACOMPANHANTES NO PERÍODO PANDÊMICO
Nascimento, R. N. do ;
Fornari, B. L. ;
Patatt, F. S. A. ;
Introdução: Devido a pandemia do COVID-19 surgiu a necessidade de adotar medidas preventivas contra o contágio pelo vírus. O uso de máscaras de proteção facial, a adoção do distanciamento físico em relação às pessoas e uso de tecnologias digitais para manter o contato à distância foram amplamente adotadas neste cenário. Contudo, estas medidas acarretam na perda de importantes pistas visuais e atenuam a transmissão acústica da fala, trazendo prejuízos à comunicação de usuários de aparelhos auditivos. Objetivo: Verificar o impacto das modificações impostas pela pandemia, na comunicação de adultos e idosos usuários de próteses auditivas, adaptados em um serviço público, através da percepção de seus acompanhantes. Metodologia: Estudo quantitativo e transversal aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o número 4.844.159. Todos os acompanhantes dos usuários de prótese auditiva foram convidados a participar voluntariamente da pesquisa enquanto estes aguardavam o atendimento fonoaudiológico na instituição. Incluiu-se acompanhantes com idade igual ou superior a 18 anos e que convivem com os usuários de próteses auditivas no dia a dia. Para a coleta de dados foi utilizado um protocolo contendo 15 questões fechadas, as quais foram apresentadas oralmente pela pesquisadora, em sala silenciosa. Os dados compilados foram analisados descritivamente. Resultados: Participaram do estudo 25 indivíduos, com idades entre 22 e 78 anos (média de 53,85 anos), sendo 83,33% do sexo feminino e 16,67% do sexo masculino. Destes, 75% perceberam dificuldades por parte dos usuários em compreender a fala por causa do uso de máscaras e 79,16% notaram dificuldades de compreensão advindas do distanciamento físico do interlocutor. Ainda, os acompanhantes relatam que 87,5% dos usuários utilizam tecnologias digitais para comunicação, sendo que 75% dos acompanhantes não percebem dificuldades na comunicação por meio destes, enquanto outros 25% percebem. No geral, 75% dos acompanhantes notam que as medidas de proteção dificultaram a comunicação dos sujeitos e 54,16% acreditam que prejudicaram também a vida social, sendo que 62,5% dos acompanhantes notam um aumento da frustração e tristeza entre os usuários e 50% percebem que os sujeitos passaram a interagir menos em decorrência de tais medidas. Conclusão: Os acompanhantes dos usuários de próteses auditivas adaptados em um serviço público, em sua maioria, notam barreiras na comunicação destes, em decorrência da adoção do distanciamento físico e uso de máscaras de proteção facial, sendo que tais medidas protetivas trazem também dificuldades de integração junto à sociedade, pois acarretam em comportamentos de exclusão por parte do usuário. Quanto ao uso das tecnologias digitais, não foi notado nenhum aumento na dificuldade dos usuários por parte dos acompanhantes, visto que estas já estavam presentes no dia a dia de muitos indivíduos antes da pandemia. Ademais, é imprescindível que usuários e acompanhantes recebam orientações dos profissionais da saúde referentes a estratégias comunicativas que possam auxiliar neste período.
GIOVANELLI, E. et al. Unmasking the Difficulty of Listening to Talkers With Masks: lessons from the COVID-19 pandemic. i-Perception, v. 12, n. 2, 2021.
OLIVERA, A. C. DE; LUCAS, T. C.; IQUIAPAZA, R. A. O Que a Pandemia Da Covid-19 Tem Nos Ensinado Sobre Adoção De Medidas De Precaução? Texto & Contexto Enfermagem, v. 29, p. 15, 2020.
SAUNDERS, G. H.; JACKSON, I. R.; VISRAM, A. S. Impacts of face coverings on communication: an indirect impact of COVID-19. International Journal of Audiology, v. 0, n. 0, p. 1–13, 2020.
TAVANAI, E.; ROUHBAKHSH, N.; ROGHANI, Z. A review of the challenges facing people with hearing loss during the COVID-19 outbreak : toward the understanding the helpful solutions. Auditory and Vestibular Research, v. 30, n. 2, p. 62–73, 2021.
TEN HULZEN, R. D.; FABRY, D. A. Impact of Hearing Loss and Universal Face Masking in the COVID-19 Era. Mayo Clinic Proceedings, v. 95, n. 10, p. 2069–2072, 2020.
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Página(s): p.556
ISSN 1983-1793X
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A CONTRIBUIÇÃO DO CE-CHRIP® LS NA TOMADA DE DECISÃO PARA INÍCIO DA PESQUISA NO PEATE COM ESTÍMULO NB CE-CHRIP® LS.
Araújo, F. C. M. ;
Mendes, B. C. A. ;
Lewis, D. L. ;
Introdução: Na avaliação audiológica pediátrica é sugerida a obtenção de uma estimativa de um audiograma, por meio do potencial evocado auditivo do tronco encefálico (PEATE) com frequências específicas. No entanto, determinar a intensidade inicial na pesquisa dos limiares eletrofisiológicos é um desafio, uma vez que as perdas auditivas (PA) podem ter graus e configurações diferentes, e o registro deve ser rápido. O limiar utilizando o estímulo de banda larga não consegue estimar um audiograma. Mas poderia ser utilizado como parâmetro para início do exame eletrofisiológico? Objetivo: Correlacionar os limiares eletrofisiológicos obtidos com o CE-Chrip® LS e o NB CE-Chrip® LS nas frequências de 500, 1000, 2000 e 4000 Hz. Método: Participaram da pesquisa 10 crianças que falharam na triagem auditiva neonatal e tiveram o diagnóstico audiológico concluído até os 6 meses de idade. Foi utilizado o PEATE utilizando CE-Chrip® LS e NB CE-Chrip LS, nas frequências de 500, 1000, 2000 e 4000 Hz, com os parâmetros descritos pela BSA (2021) e NHSP (2013). A pesquisa do limiares eletrofisiológicos foi realizada, por via aérea, com intensidade variando de 100 a 10 dBn NA. Foi aplicada estatistica t-Student, correlação de Sperman e regressão linear. Comitê de ética no 1.908.319. Da amostra, 60% foi do sexo feminino. Não houve diferença estatística entre as orelhas e o sexo, e optamos por realizar a análise por orelha, passando a amostra a ser de 15 sujeitos. O limiar eletrofisiológico com CE-Chirp® LS teve maior grau de correlação com 1000 Hz (p = 0,96), seguido de 500 Hz (p= 0,82); 4000 Hz (p=0,64) e 2000 Hz (p=0,46). A regressão linear demonstrou uma forte previsão dos limiares entre o CE-Chrip® LS e o NB CE-Chrip® LS de 1000Hz (R2=0,92), seguido de 500 Hz (R2=0,67), 4000 Hz (R2=0,40) e 2000 Hz (R2=0,21). Estimar um audiograma com o PEATE por frequência específica, é um desafio, em especial quando o exame é realizado em sono natural. Conclusão: O CE-Chrip® LS apresenta-se como uma ferramenta interessante para a tomada de decisão, de quais intensidades poderiam ser utilizadas no início do exame com frequências específicas, apesar de se saber que as configurações podem gerar resultados diferentes nesta correlação. A frequência média de 1000 Hz, pode ser aquela de início dos registros nas frequências, seguida de 500 Hz, 4000 Hz e 2000 Hz. A experiência do avaliador e os resultados de outros exames podem ainda contribuir para estas decisões.
British Society of Audiology. Auditory Brainstem Response (ABR) Testing in Babies. Recomended Procedure; 2019. https://www.thebsa.org.uk/wp-content/uploads/2019/06/OD104-81-Recommended-Procedure-for-ABR-Testing-in-Babies.pdf
British Society of Audiology. Recommended Procedure Auditory Brainstem Response testing post new-born and adults, 2019. https://www.thebsa.org.uk/wp-content/uploads/2020/03/OD104-84-FINAL-RP-ABR-post-newborn-and-Adult-Nov2019b.pdf
British Society of Audiology. Practice Guidance Early Audiological Assessment and Management of Babies Referred from the Newborn Hearing Screening Programme, 2021. https://www.thebsa.org.uk/wp-content/uploads/2022/01/OD104-98-BSA-Practice-Guidance-Early-Assessment-Management-1.pdf
Joint Committee on Infant Hearing. Year 2019 Position Statement: Principles and Guidelines for Early Hearing Detection and Intervention Programs. The Journal of Early Hearing Detection and Intervention 2019; 4(2): 1–44.
NHSP Clinical Group. Guidelines for the early audiological assessment and management of babies referred from the Newborn Hearing Screening Programme. NHSP Early assessment guidelines v3.1, Julho, 2013.
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Página(s): p.625
ISSN 1983-1793X
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A INCIDÊNCIA DE ALTERAÇÕES AUDITIVAS E VESTIBULARES EM PESSOAS COM FIBROMIALGIA
FERNANDES, D. P ;
Introdução: A fibromialgia (FM) pode ser definida como uma síndrome musculoesquelética, tendo como característica a dor crônica e generalizada, sendo uma doença multifatorial, que tem como possível fisiopatologia a alteração do mecanismo central de controle a dor, que incluiria uma deficiência de neurotransmissores inibitórios ou uma hiperatividade desses neurotransmissores, devido a um distúrbio na neuromodulação da dor, relacionado as alterações no Sistema Nervoso Central (SNC). Dentre os inúmeros sintomas presentes no quadro clínico da doença, verifica-se alteração no processamento sensorial auditivo e uma maior probabilidade de perda auditiva nesse público, além de achados relacionados a distúrbios na função oculomotora, diminuição do fluxo sanguíneo no labirinto, sendo também que a disfunção vestibular pode estar associada ao SNC. Esses achados relacionados aos aspectos auditivos e vestibulares podem afetar a qualidade de vida desses indivíduos, que já é prejudicada pelo diagnóstico em si da doença. Objetivo: Identificar a incidência de alterações auditivas e vestibulares em pessoas com fibromialgia. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa do tipo analítica observacional transversal de caráter quantitativo, avaliado e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com seres humanos, sob o parecer de número 5.101.005. Realizou-se um questionário adaptado para aplicação em formato de formulário para os participantes, que totalizou 22 perguntas, sendo apresentado via link do Google Forms. Participaram dessa pesquisa o total de 541 participantes, com a idade variando-se entre 20 a 70 anos, destas, 98,71% foram do sexo feminino e 1,29% do masculino. Resultados: Dentre os participantes, encontraram-se as queixas relacionadas as alterações auditivas, sendo 87,99% apresentaram dificuldade de escutar em ambiente ruidoso, 85,77% não entende quando falam rápido ou ‘‘abafado’’, 73,20% tem dificuldade para entender os sons, 90,02% pedem para repetir o que lhe foi dito. Quanto as alterações vestibulares, foi possível evidenciar que 86,65% apresentaram tontura e 87,80% apresentaram zumbido. Além disso, evidenciou-se que 81,4% negaram terem sido informados ou orientados sobre a possibilidade dos prováveis sintomas auditivos e vestibulares, como também observou-se um percentual elevado de participantes que negaram terem sido orientados a buscar tratamento com o médico otorrinolaringologista e/ou fonoaudiólogo. Conclusão: Portanto, pode-se concluir que as pessoas com fibromialgia apresentam alta incidência de alterações auditivas e vestibulares, e que não recebem orientações e muito menos o tratamento audiológico e otológico apropriado, resultando em mais prejuízos na qualidade de vida, destacando-se a importância do acompanhamento fonoaudiológico e otorrinolaringológico.
IIKUNI, Fusako et al. Why do patients with fibromyalgia complain of ear-related symptoms? Ear-related symptoms and otological findings in patients with fibromyalgia. Clinical rheumatology, v. 32, n. 10, p. 1437-1441, 2013.
LE, Thi Phuong et al. Risk of hearing loss in patients with fibromyalgia: A nationwide population-based retrospective cohort study. Plos one, v. 15, n. 9, p. e0238502, 2020.
STRANDEN, Magne; SOLVIN, Havard; FORS, Egil A.; GETZ, Linn; HELVIK, Anne-S. Are persons with fibromyalgia or other musculoskeletal pain more likely to report hearing loss? A HUNT study. BMC Musculoskeletal Disorders, p. 17:477. 2016.
ZEIGELBOIM, B. S.; KLAGENBERG, K. F.; LIBERALESSO, P. B. N.; JURKIEWICZ, A. L. Avaliação vestibulococlear na fibromialgia. Revista CEFAC, Curitiba, v.13, n. 01, p. 165-170, 2011.
ZEIGELBOIM, Bianca Simone; MOREIRA, Denise Nunnes. Achados vestibulares em pacientes portadores de fibromialgia. Arquivos Internacionais de Otorrinolaringologia, v. 15, p. 283-289, 2011.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.553
ISSN 1983-1793X
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A INCLUSÃO DE ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E SUPERIOR: O FUNCIONAMENTO DE UM SETOR DE ACESSIBILIDADE
Silva, A. P. S. ;
B, F. V. ;
Pavão, S. M. O. ;
Introdução: O número de estudantes com deficiência no ensino superior aumentou de forma significativa há alguns anos, devido em grande parte, a políticas educacionais que favoreceram tal mudança. Esses estudantes devem ser acompanhados, a fim de que o acesso, a permanência e a conclusão do curso se efetivem, e para que isso ocorra, o setor de Acessibilidade da instituição de ensino tem muito a contribuir. O objetivo deste trabalho foi verificar o número de estudantes com deficiência auditiva que ingressaram na educação profissional e superior no período de 2019 a 2021 e relatar o funcionamento de um setor de acessibilidade de uma instituição de ensino superior. Metodologia: Estudo retrospectivo. Os dados foram extraídos do banco de dados do setor de acessibilidade. As ações pedagógicas desenvolvidas estão vinculadas a um projeto de ensino, cadastrado na instituição sob o número 045501. A equipe do setor conta atualmente com uma técnica em assuntos educacionais (Educadora Especial), uma fonoaudióloga, um técnico administrativo, 14 tradutores e intérpretes de Libras e bolsistas de pós-graduação nas áreas de Educação Especial e Terapia Ocupacional. Atuam no setor ainda, bolsistas de graduação que realizam atividades como adaptações de textos, descrição de imagem/audiodescrição e elaboração de materiais diversos. Após o ingresso, os estudantes realizam uma entrevista inicial no setor para que suas demandas sejam conhecidas e seja elaborado um plano de atendimento, caso necessário e o estudante concorde em ser atendido. A seguir, é enviado um memorando às coordenações dos cursos nos quais estes estudantes ingressaram, informando a condição do estudante e quais ações/adaptações podem beneficiá-lo (exemplos: leitura orofacial, uso de legendas e demais adaptações pedagógicas). Este contato com o curso se mantém ao longo do percurso acadêmico, pois a cada semestre mudam os professores e as demandas também vão sendo modificadas. Resultados: No período de 2019 a 2021 ingressaram na instituição 23 estudantes com deficiência auditiva (9 em 2019, 9 em 2020 e 5 em 2021). Destes, 10 se matricularam no ensino profissional e 13 no ensino superior, sendo que 20 ingressaram pela reserva de vagas ("cotas"). Foi possível verificar a diversidade da deficiência auditiva no perfil dos estudantes ingressantes: variados graus de perda auditiva, alguns utilizam implante coclear (IC) e/ou aparelho de amplificação sonora individual (AASI) e sistema FM; alguns utilizam a Libras como forma de comunicação, já outros se comunicam oralmente. Assim, como há essa diversidade na deficiência auditiva, o mesmo ocorre em relação às demandas dos estudantes, destes, 10 utilizam o serviço de tradução/interpretação em libras e 8 frequentam o Atendimento Educacional Especializado (AEE) que é voltado para as questões pedagógicas, entre eles um estudante que também é acompanhado por intérprete de Libras. Conclusão: O setor de acessibilidade exerce função importante no processo de inclusão de alunos com deficiência, tanto no atendimento direto ao estudante, como na interação com professores e coordenação de curso, dialogando, propondo ações/adaptações, bem como fornecendo orientações que irão contribuir durante a permanência do estudante na instituição.
Marquesan, I. Q., Silva, H. J. e Tomé, M. C. (Org.). Tratado das Especialidades em Fonoaudiologia. In: Santana, A. P. O. e Soltosky, M. Atuação Fonoaudiológica na Educação. 1º Ed. São Paulo: Ed Roca. 2014. P. 488-496.
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Página(s): p.436
ISSN 1983-1793X
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A MUTAÇÃO DO GENE GJB2 COMO POSSÍVEL FATOR ETIOLÓGICO PARA PERDA AUDITIVA COM CONFIGURAÇÃO AUDIOMÉTRICA ATÍPICA: UM ESTUDO DE CASO
Nunes, I. ;
Floriani, R. ;
Jesus, C.J. ;
Stürmer, I. ;
Silva, D.P.C ;
Roggia, S.M. ;
Introdução: A perda auditiva (PA) pode afetar diretamente a qualidade de vida do indivíduo por ela acometido, interferindo na comunicação e nas relações interpessoais. Dentre as possíveis causas das PA encontram-se as mutações genéticas, tais como a mutação do gene GJB2, que codifica a proteína conexina 26 (Cx26). A alteração desta proteína causa um comprometimento na transferência de íons de potássio intracelulares, não permitindo a rápida excitação das células ciliadas frente a novos estímulos sonoros, causando PA. Objetivo: Descrever o caso de um indivíduo do sexo masculino de 48 anos, diagnosticado com PA sensorioneural bilateral de características audiológicas atípicas, com destaque para a configuração audiométrica em U, comparando tais resultados com os achados audiológicos frequentemente encontrados em pacientes com mutação do gene GJB2. Metodologia: Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CAAE: 46189021.2.0000.0121). Trata-se de um estudo de caso, desenvolvido a partir de dados obtidos da documentação referente às avaliações audiológicas básicas e complementares realizadas em uma Clínica Escola de Fonoaudiologia. Resultados: Homem de 48 anos, sem histórico de avaliação audiológica, com queixa auditiva de dificuldade para entender ao interlocutor, percebida após reclamação frequente das pessoas com quem convive. Refere também zumbido de pitch agudo em ambos os lados e plenitude auricular e otalgia à direita. Após avaliação audiológica básica, obteve parecer audiológico de PA sensorioneural de grau leve à direita e moderado à esquerda com configuração em U bilateralmente. Na logoaudiometria, apresentou Limiar de Reconhecimento de Fala de 40dB em ambas orelhas e Índice de Reconhecimento de Fala de 96% à direita e 100% à esquerda. Em relação à imitanciometria, observou-se curva tipo A bilateralmente e presença da maior parte dos reflexos, exceto dos contralaterais da orelha direita. Verificou-se fenômeno de recrutamento em várias frequências. Nas Emissões Otoacústicas Evocadas por Estímulo Transiente observou-se ausência de resposta na banda de frequência de 2.000Hz à direita e em todas as bandas pesquisadas à esquerda. Na Produto de Distorção , encontrou-se ausência de resposta na frequência de 3.000Hz à direita e 3.000Hz e 4.000Hz à esquerda. Tais resultados indicam alteração no funcionamento das células ciliadas externas. Já os achados do Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico sugerem comprometimento auditivo retrococlear bilateralmente, devido a latência absoluta da onda V atrasada e intervalos interpicos III-V e I-V aumentados à direita e à esquerda. Conclusão: Verificou-se que os achados do presente caso não são integralmente compatíveis com as características audiológicas apresentadas por indivíduos que possuem PA decorrente da mutação do gene da Cx26. A ausência de histórico de PA familiar é um fator desfavorável para a hipótese etiológica levantada. Contudo, nota-se relação entre as características audiológicas do paciente com as do padrão de transmissão dominante do gene, com destaque para o grau moderado da PA à direita, configuração audiométrica em U e presença de PA pós-lingual, sendo importante o encaminhamento para o diagnóstico etiológico da provável mutação genética, tendo em vista a inexistência de outros dados na história clínica que justifiquem a configuração audiométrica atípica constatada na audiometria do paciente.
BARASHKOV, N.A. et al. Age-Related Hearing Impairment (ARHI) Associated with GJB2 Single Mutation IVS1+1G>A in the Yakut Population Isolate in Eastern Siberia. Plos One, [S.L.], v. 9, n. 6, p. 1-7, 24 jun. 2014. http://dx.doi.org/10.1371/journal.pone.0100848.
BORMIO, L.M.G.; HASSAN, S.E.; RIBEIRO, L.A. Surdez Genética pela Mutação da Conexina 26: uma revisão de literatura do diagnóstico ao tratamento. Revista Unilago, São José do Rio Preto, v. 1, n. 1, p. 1-11, 25 ago. 2021.
IWANICKA-PRONICKA, K. et al. Audio Profiles in Mitochondrial Deafness m.1555A>G and m.3243A>G Show Distinct Differences. Medical Science Monitor, [S.L.], v. 21, p. 694-700, 2015. International Scientific Information, Inc. http://dx.doi.org/10.12659/msm.890965.
QI, Li et al. Tonal audiometry of GJB2 235delC single heterozygous mutation carriers. Zhonghua Er Bi Yan Hou Tou Jing Wai Ke Za Zh , [S. L], v. 7, n. 46, p. 543-546, 2011.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.469
ISSN 1983-1793X
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A NEUROCIÊNCIA AUDITIVA E SUAS RELAÇÕES COM O FENÔMENO DO OUVIDO ABSOLUTO
Santos , M. F. ;
Bezerra, L. B. M ;
Pereira, V. R. C. ;
Introdução: A neurociência é uma ampla área do conhecimento que estuda o funcionamento do sistema nervoso por meio de várias tecnologias, com o intuito de compreender as estruturas neurais, os órgãos do sistema nervoso, suas respectivas funções e como o funcionamento dessas estruturas resulta nas ações do ser humano (GUERRA, 2011; MOORE et al., 2018). O ouvido absoluto (OA) é definido como sendo a habilidade de reconhecer, definir, cantar ou nomear uma determinada nota musical, não sendo necessário o auxílio de uma referência externa para comparação (BACHEM, 1955; VANZELLA et al., 2010; VANZELLA & RANVAUD, 2014; GERMANO, 2015). Objetivo: verificar, por meio de uma revisão de literatura, como o estudo da neurociência pode contribuir para compreender o fenômeno do ouvido absoluto. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa de literatura, no período de abril a maio de 2021, utilizando a pergunta norteadora: “Como a neurociência contribui para o entendimento sobre o fenômeno do ouvido absoluto?”. Foram utilizadas as bases de dados: PubMed, Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), Scielo, Lilacs e Portal de Periódicos da Capes, utilizando os seguintes descritores como estratégia de busca: “neuroscience” AND “absolute pitch”. Inicialmente, foram encontrados um total de 266 estudos nas cinco bases de dados. Após uma prévia seleção por meio da leitura dos títulos e resumos, foram selecionados 11 artigos. Deste total, após a leitura na íntegra, 2 estudos foram excluídos por não responderem à questão norteadora e 9 foram selecionados para compor a amostra final. Resultado: Dos estudos selecionados, 88,9% (n=8) são publicações internacionais com levantamento de dados e 11,1% (n=1) refere-se a uma revisão de literatura, publicada nacionalmente. A população dos estudos foi composta por músicos com OA, músicos sem OA e não músicos. Em 88,9% (n=8) dos estudos, foi observado o melhor desempenho dos músicos com OA nos testes aplicados em comparação ao grupo sem OA. 44,4% (n=4) dos estudos mostraram que os portadores de OA possuem maior conectividade, padrão da atividade neural, em áreas especificas do cérebro em relação aos músicos sem OA (LOUI et al., 2011; LOUI; ZAMM; SCHLAUG, 2012; JÄNCKE; LANGER; HÄNGGI, 2012; ELMER et al., 2015). Em seus estudos, Loui et al., (2011) e Elmer et al., (2015) relataram predominância de conectividade no hemisfério esquerdo, sendo um preditivo do bom desempenho no teste de ouvido absoluto nos músicos com OA quando comparado aos músicos sem OA (ELMER et al., 2015). Conclusão: Pôde-se concluir que não há clareza na literatura sobre a origem e desenvolvimento do OA, porém foi possível concluir que os portadores de OA apresentam alterações específicas de neuroanatomia e fisiologia, como maior conectividade intracraniana em músicos com OA em comparação a músicos sem OA, além de maior volume à esquerda em determinadas regiões cerebrais.
BAHARLOO, Siamak et al. Absolute pitch: an approach for identification of genetic and nongenetic components. The American Journal of Human Genetics, v. 62, n. 2, p. 224-231, 1998.
GERMANO, N.G. Em busca de uma definição para o fenômeno do Ouvido Absoluto. 2015. 133 f. Dissertação (Mestrado em Música) – Instituto de Artes, Universidade Estadual Paulista. São Paulo. 2015.
VANZELLA, Patricia; RANVAUD, Ronald. Por dentro do ouvido absoluto: Investigações por neuroimagem. PERCEPTA-Revista de Cognição Musical, v. 1, n. 2, p. 51, 2014.
ELMER, Stefan et al. Bridging the gap between perceptual and cognitive perspectives on absolute pitch. Journal of Neuroscience, v. 35, n. 1, p. 366-371, 2015.
LOUI, Psyche; ZAMM, Anna; SCHLAUG, Gottfried. Enhanced functional networks in absolute pitch. Neuroimage, v. 63, n. 2, p. 632-640, 2012.
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Página(s): p.634
ISSN 1983-1793X
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A NEUROSCIÊNCIA AUDITIVA E O BILINGUISMO
Bezerra, L. B. M. ;
Santos, M. F. ;
Pereira, V. R. C. ;
INTRODUÇÃO
O bilinguismo é a proficiência de um indivíduo em duas línguas, sendo o sujeito bilíngue aquele que tem competência para conduzir a fluência e a compreensão igualmente em duas línguas distintas, sendo uma delas a sua língua materna. Semelhante ao bilinguismo, o multilinguismo é a proficiência em outra língua que não seja apenas a sua materna, contendo a fluência e compreensão em várias línguas distintas. A neurociência, área de estudo da psicologia cognitiva, estuda o princípio das estruturas e determina o funcionamento neural, proporcionando uma compreensão dos fenômenos observados (Guerra, 2011). O processamento auditivo foi definido pela American Speech-Language-Hearing-Association (ASHA) como “efetividade e eficiência com que o sistema auditivo central utiliza a informação auditiva” (ASHA, 2005). O objetivo da pesquisa é verificar, por meio de um levantamento na literatura, como a neurociência auditiva contribui para a compreensão do processamento auditivo de indivíduos bilíngues.
METODOLOGIA
Foi realizada uma revisão de literatura em 5 bases de dados distintas. Esta revisão teve como pergunta norteadora para a pesquisa: “O que a neurociência revela sobre o processamento auditivo de bilíngues em comparação a monolíngues?”. Foram utilizadas as bases: PubMed, Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), Scielo, Lilacs e Portal de Periódicos da Capes, utilizando os seguintes descritores como estratégia de busca: “Auditory Neuroscience” AND multiligualism OR bilingualism. As buscas iniciais encontraram 4196 artigos, após a aplicação dos critérios de inclusão nos títulos e resumos, foram considerados um total de 12 publicações para análise posterior. Desse total, excluímos 6 artigos (50%), pois não havia relação com o intuito central da pesquisa, o que gerou um resultado de 6 artigos para serem considerados.
RESULTADOS
66,66%, n=4 das publicações foram publicados nos últimos 5 anos, durante o período de 2017 a 2020. Quanto ao tipo de estudo, 3 (Hayakawa & Marian, 2019, Grundy et al., 2017 e Schroeder & Marian, 2017) são revisões de literatura e os demais, artigos originais com levantamento de dados. Todos os artigos foram publicados em periódicos internacionais. O estudo comparativo entre monolíngues e bilíngues foi visto em todos os artigos, sendo que em um também realizou uma comparação com o trilinguismo (Scott, 2017).
DISCUSSÃO
Os estudos tinham como objetivo analisar a influência do bilinguismo sobre a rede neural de indivíduos e como isso poderia se expressar no processamento auditivo. Diante disso, os resultados apontam que o processamento auditivo de bilíngues é mais desenvolvido, com maior ativação do lobo temporal esquerdo (Gresele et. al, 2013) e menor ativação do lobo frontal (Grundy et.al, 2017), em comparação a monolíngues.
O estudo das imagens neurais mostra que o cérebro bilíngue apresenta mudanças nas regiões de processamento de linguagem, com aumento da massa cinzenta (Mechelli et al., 2004) associadas a representações mentais, memória de trabalho, memória fonológica, integração semântica e fonológica e controle cognitivo, quando comparadas ao cérebro monolíngue.
CONCLUSÃO
Conclui-se com esse estudo que o fenômeno do bilinguismo influencia diretamente o desenvolvimento das habilidades do processamento auditivo, bem como promove maior ativação das áreas neurais ligadas a audição.
HAKUTA, K., GARCIA, E. E. Bilingualism and education. American Psychologist, 44(2), 374–379. (1989).
GROSJEAN, F. Individual Bilingualism. Em: Spolsky, B. Concise Encyclopedia of Educational Linguistics. Oxford: Elsevier. (1999).
NOBRE, A. P.; HODGES, L. V.; A relação bilinguismo-cognição no processo de alfabetização e letramento. Ciências & Cognição, v. 15, n. 3, p. 180–191, 2010.
LEVY, Simon; PARKIN, C Melanie. Are We Yet Able to Hear the Signal Through the Noise? A Comprehensive Review of Central Auditory Processing Disorders: Issues of Research and Practice. [s.l.: s.n., s.d.].
GUERRA, Leonor Bezerra. O Diálogo Entre a Neurociência E a Educação: Da Euforia Aos Desafios E Possibilidades. Revista Interlocução, v. 4, n. 4, p. 3–12, 2011. Disponível em:
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Página(s): p.485
ISSN 1983-1793X
https://audiologiabrasil.org.br/37eia/anais-trabalhos-consulta/485
A PRESENÇA DO ECAP NO INTRA-OPERATÓRIO É UM PREDITOR PARA O PROGNÓSTICO EM ADULTOS USUÁRIOS DE IMPLANTE COCLEAR?
Ribeiro, GE ;
Magalhaes, ATM ;
Goffi-Gomez, MVS ;
Hoshino, ACH ;
Tsuji, RK ;
Introdução: O Potencial de Ação Composto Eletricamente Evocado (eCAP) captado por meio da Telemetria de Reposta Neural (TRN), quando presente indica que as fibras auditivas estão sendo recrutadas apontando uma boa transmissão da informação temporal e espectral favorecendo em um melhor desempenho das habilidades auditivas. No entanto, para alguns indivíduos, pode-se observar ausência do eCAP ainda no intra-operatório, trazendo incertezas quanto ao prognóstico, pois apesar de ser uma medida que avalia estruturas auditivas a nível periférico, sabe-se que a estimulação elétrica nessa via é a precursora para que o estímulo chegue ao córtex auditivo. Além do mais, a investigação do comportamento das respostas neurais em indivíduos com surdez de instalação pré-lingual implantados na idade adulta torna-se importante, pois a literatura mostra que a privação sensorial a longo prazo, pode diminuir o número de células ganglionares levando a se pensar que esses indivíduos apresentam maior índice de insucesso na TRN no momento intra-operatório, bem como menor benefício com o uso do implante coclear (IC). Objetivo: Identificar se a presença do eCAP no momento intra-operatório tem influência no prognóstico do resultado do IC em indivíduos adultos com surdez de instalação pré e pós-lingual. Metodologia: Trata-se de um estudo retrospectivo de corte transversal, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição, processo CAAE: 03409212.8.0000.0068 sob parecer 188.167. Os resultados do eCAP no momento intra-operatório e os testes de reconhecimento de fala após doze meses de uso efetivo do IC foram coletados de prontuários de indivíduos com perda auditiva de diferentes etiologias que receberam o IC na idade adulta, com surdez de instalação pré ou pós-lingual. Resultados: Foram analisados os dados de 121 orelhas, 101 com surdez de instalação pós lingual e 20 de instalação pré-lingual. Dessa amostra, 90,9% apresentou presença de eCAP, sendo 100% dos indivíduos com surdez de instalação pré-lingual e 89% com surdez de instalação pós-lingual. Nos indivíduos com presença de eCAP, o desempenho nos testes de reconhecimento de fala foi significativamente superior em comparação aos que tiveram ausência de eCAP no momento intra-operatório, sendo apresentação em contexto aberto (p=0,0281) e fechado (p=0,0046). Conclusão: Nos indivíduos com surdez de instalação pós-lingual, 89% tiveram eCAP no momento intra-operatório e houve correlação entre a sua presença e o melhor desempenho no teste de reconhecimento de fala. Nos indivíduos com surdez de instalação pré-lingual todos tiveram presença da resposta neural no momento intra-operatório, porém sem correlação com o desempenho nos testes de reconhecimento de fala.
1. Abbas PJ, Brown CJ, Shallop JK, Firszt JB, Hughes ML, Hong SH, et al. Summary of results using the nucleus CI24M implant to record the electrically evoked compound action potential. Ear Hear. 1999; 20:45-59.
2. Guedes MC, Weber R, Gomez MV, Neto RV, Peralta CG, Bento RF. Influence of evoked compound action potential on speech perception in cochlear implant users. Braz J Otorhinolaryngol. 2007; 73:439-45.
3. Debruyne JA, Francart T, Janssen AML, Douma K, Brokx JPL. Fitting prelinguall deafened adult cochlear implant users based on electrode discrimination performance. Int J Audiol. 2017; 56: 174-185.
4. Lazard DS, Vincent C, Venail F, Van de Heyning P, Truy E, Sterkers O, et al. Pre-, per- and postoperative factors affecting performance of postlinguistically deaf adults using cochlear implants: a new conceptual model over time. PLoS One. 2012b;7:e48739.
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Página(s): p.606
ISSN 1983-1793X
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A RELAÇÃO ENTRE OS EXAMES DE PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL (PAC) EM CRIANÇAS COM DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM - UM ESTUDO DE REVISÃO
Novanta, GGR ;
SANTOS, MA ;
COSTA, SC ;
MOURA, JP ;
FERNANDES, GCS ;
Introdução: A avaliação do processamento auditivo é extremamente necessária em crianças que apresentam dificuldade na aprendizagem, para identificar se essa dificuldade está relacionada com problemas no processamento do som. Objetivo: Identificar se existe relação entre as alterações do processamento auditivo em crianças com dificuldade de aprendizagem. Métodos: Em uma revisão de literatura narrativa, foram realizadas buscas em três bases de dados, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Electronic Library Online (SciElo) e PubMed. Foi estabelecido um período de 11 anos para a busca de artigos (entre 2010 e 2021). Quatro etapas foram estabelecidas com estratégia de pesquisa (identificação, seleção, elegibilidade e inclusão). Resultados: Na identificação dos trabalhos, 239 foram encontrados, para maior abrangência os descritores português e inglês foram considerados, para maior abrangência da pesquisa. Entre os artigos, 55 (23,01 %) com os títulos relacionados ao Processamento Auditivo Central (PAC) e dificuldade de aprendizagem em crianças que foram mantidos para a próxima etapa. Destes, 37 (11,29 %) foram selecionados após a exclusão dos artigos duplicados, sendo admitidos apenas uma vez. Foram considerados artigos que utilizaram participantes com TPAC e dificuldade de aprendizado, sem nenhuma patologia associada. Desses, após a aplicação dos critérios de exclusão, 8 (3,35 %) tinham indícios dos dados que estavam relacionados a este estudo, por isso foram considerados para continuidade do trabalho. Na análise dos estudos selecionados, com relação ao tipo de dificuldade de aprendizagem, as relacionadas à leitura e escrita foram as mais citadas com 62,5%, seguido de alterações da linguagem oral com 25% e dificuldades de aprendizagem não especificadas com 12,5%. Quanto aos testes de avaliação comportamental do processamento auditivo, os mais referenciados foram os Testes de localização sonora, os Testes de memória sequencial para sons verbais e o Teste de memória sequencial para sons não verbais , cada um referido em 50% dos estudos. Já o Teste Dicótico de Dígitos (TDD), o Teste de Fala Dicótica (SSW) e o Teste de Fala no Ruído foram referidos em 25% dos estudos cada. Os menos citados foram o Teste de Logoaudiometria Pediátrica (PSI) com mensagem competitiva ipsilateral, Randon Gap Detection Test (RGDT), Teste de Padrão de Frequência (TPF), Teste de Padrão de Duração (TPD), e o Gaps in Noise (GIN), cada um referido em apenas em 1 estudo (12,5%).
Conclusão: Foi possível identificar uma relação entre as alterações observadas nos resultados dos exames do PAC com as dificuldades de aprendizagem na vida acadêmica das crianças que participaram dos estudos.
Ahmmed, AU., Ahmmed, AA., Bath, JR., Ferguson, MA., Plack, CJ., Moore, DR. Assessment of children with suspected auditory processing disorder: a factor analysis study. Ear and hearing. 2014; 35(3), 295-305.
Almeida CC. Processamento auditivo e fonológico em crianças: influência da faixa etária e da alfabetização. 119 f. Dissertação (Mestrado). São Paulo. Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo; 2000.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.452
ISSN 1983-1793X
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A UTILIZAÇÃO DE TESTES COMPORTAMENTAIS NA AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL EM CRIANÇAS – UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
Avanzi, A. M. F. ;
CARDOSO, A. C. V. ;
Introdução: Atualmente, alguns testes comportamentais têm sido utilizados para triagem do processamento auditivo central (PAC) em crianças de sete a 12 anos de idade bem como há muito interesse em se realizar uma avaliação adequada usando testes que sejam de fácil aplicação, que englobem todos os mecanismos do sistema auditivo central e que possibilitem a confirmação diagnóstica. Objetivo: Analisar a produção bibliográfica nacional da última década sobre os testes comportamentais mais utilizados na avaliação do PAC na população infantil. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura do material brasileiro publicado entre 2012 e 2021. A questão norteadora delineada foi: “Quais os testes comportamentais que são mais utilizados na avaliação do PAC em crianças?”. O operador booleano foi: “(processamento auditivo) AND (testes comportamentais) AND (crianças)”. As bases de dados previamente escolhidas, via internet, foram: Oásis, BVS e SciELO. Os demais critérios de inclusão foram: Relatos de caso, relatos de experiência, capacitações, propostas de intervenção, teses, dissertações, trabalhos de conclusão de curso, estudos descritivos e pesquisas quantitativas e qualitativas, publicados na íntegra em português ou inglês, com metodologia clara e replicável e acesso gratuito. A análise foi realizada em equipe. Resultados e Discussão: Foram localizados 64 artigos, mas, após a aplicação dos critérios de exclusão, permaneceram 28 (44%) que foram lidos na íntegra. Embora o foco da pesquisa fosse a avaliação do PAC na população infantil, encontraram-se também publicações cujo público-alvo foram adolescentes e adultos. Vários autores avaliaram o PAC em sujeitos com diferentes diagnósticos clínicos e desenvolvimento típico utilizando diversas baterias de testagem. Os resultados dos artigos revisados mostraram que os testes comportamentais mais utilizados para a avaliação do PAC na população infantil foram: Teste Dicótico de Dígitos (TDD: 67,85%), Teste de Padrão de Frequência (TPF: 57,14%), Teste de Logoaudiometria Pediátrica (PSI: 42,85%), Gaps in Noise (GIN: 39,28%) e Teste de Fala com Ruído (TFR: 39,28%). Outros testes que compõem a bateria do PAC também foram citados, contudo com menor ocorrência. Mais de dez dos estudos analisados apontaram diversos benefícios desses testes como: facilidade e rapidez na aplicação, eficácia na detecção de lesões de tronco encefálico e corticais, alta confiabilidade teste-reteste, bons índices de sensitividade e especificidade e, que em alguns dos testes supracitados, se exige menos de domínios cognitivos, tornando mais fácil a execução da tarefa para o avaliado. No entanto, as pesquisas fizeram alguns apontamentos como a necessidade de mais artigos que: utilizem o Teste Dicótico de Dígitos como método de triagem e critério de inclusão em seus trabalhos e que associem o baixo desempenho nessa habilidade a fatores ambientais; avaliem as habilidades auditivas em escolares na faixa etária de seis e sete anos; investiguem o processamento temporal utilizando o Teste Temporal Progressivo; e apontem um método de triagem mais sensível para alterações do PAC bem como de cunho epidemiológico. Conclusão: Testes comportamentais vêm sendo amplamente utilizados na avaliação do PAC em todas as faixas etárias, principalmente, na população infantil e os testes comportamentais mais utilizados nos estudos encontrados foram: TPF, TDD, GIN, TFR e PSI.
MAGALHÃES, Melissa dos Santos Quintal. O distúrbio do processamento auditivo central na formação continuada de professores. 2020. 112 f. Dissertação (Programa de Mestrado em Gestão e Práticas Educacionais) - Universidade Nove de Julho, São Paulo.
AMARAL, Maria Isabel Ramos do; CARVALHO, Nádia Giulian de; COLELLA-SANTOS, Maria Francisca. Programa online de triagem do processamento auditivo central em escolares (audBility): investigação inicial. In: CoDAS. Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, 2019.
SOUZA, Inaie Maria Prado de et al. Triagem do processamento auditivo central: contribuições do uso combinado de questionário e tarefas auditivas. Audiology-Communication Research, v. 23, 2018.
SAKAI, Tamires Andrade. Desempenho Auditivo de Crianças com Transtorno dos Sons da Fala Após Estimulação Auditiva: Revisão Integrativa da Literatura, 54 f, Dissertação (Mestrado), Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista, 2020.
SARTORI, Adriana Aparecida Tahara Kemp; DELECRODE, Camila Ribas; CARDOSO, Ana Claúdia Vieira. Processamento auditivo (central) em escolares das séries iniciais de alfabetização. In: CoDAS. Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, 2019.
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Página(s): p.544
ISSN 1983-1793X
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ACHADOS AUDIOLÓGICO E MIOFUNCIONAIS NA SÍNDROME DE MOÉBIUS: ESTUDO DE CASO
Teles, D. O. ;
Souza, M. V. do A. ;
Silva, R. C. ;
Torres, G. M. ;
Silva, da K. ;
Sordi, C. ;
Carlino, F. C. ;
Trench, J. de A. ;
Duarte, J. L. ;
Introdução: a Sequência de Moébius é uma síndrome congênita que pode afetar vários pares cranianos, causando impacto na comunicação do indivíduo. Como manifestações clínicas, podem ser observadas, ausência de expressão facial em decorrência da paralisia da musculatura da face; alterações na mobilidade da língua, acarretando distúrbios da fala; estrabismo convergente; hipoplasia dos dedos com atrofia dos pés; e, alterações no sistema auditivo que podem ser decorrentes desde alteração na anatomia, assim como alteração na função. Devido a diversidade nas manifestações clinicas, as alterações na comunicação podem se apresentar de diferentes formas, mostrando a necessidade de estudos com enfoque na comunicação para esta síndrome. Objetivo: Verificar os achados audiológicos e miofuncionais de uma paciente de 1 ano e 8 meses diagnosticada com a Síndrome de Moebius. Métodos: O estudo foi realizado na clínica escola de fonoaudiologia após a aprovação do comitê de ética e consentimento dos pais. Foram coletados dados do prontuário da paciente, sobe os resultados das avaliações audiológicas e de motricidade orofacial, que foram previamente avaliados em atendimento na Clínica escola de fonoaudiologia. Para a avaliação audiológica foi realizada Emissões Otoacústicas evocadas por estímulo transientes, Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico, Imitanciometria e avaliação do comportamento auditivo pelo reflexo cócleopalpebral realizado com agogô. Para a avaliação miofuncional foram realizadas estimulações e observação das musculaturas da região de cabeça e pescoço como também seu funcionamento. Os dados foram analisados qualitativamente e de forma descritiva. Resultados: Trata-se de uma criança do gênero feminino com um ano e oito meses de idade cronológica. Como manifestações clinicas foram observadas ausência de comunicação oral, alterações nos membros superiores e inferiores, com correção por meio de cirurgia e prótese nas pernas. o que impossibilita com que a paciente permanecer sentada. A avaliação do sistema estomatognático demonstrou alterações estruturais e funcionais em toda musculatura mastigatória e de expressão facial. A paciente apresenta paralisia facial bilateral, com alteração do tônus e redução significativa da amplitude do movimento em toda musculatura de expressão facial; lábio inferior com eversão, ineficiência do vedamento labial, dificuldade para deglutir o alimento ofertado, dificuldade para protruir os lábios, gerenciar o alimento na cavidade oral e acúmulo de saliva na cavidade oral. A mandíbula se encontra com a musculatura elevadora com alteração do tônus e a mobilidade reduzida. Como manifestações auditivas pode-se observar presença das emissões otoacústicas evocadas por estímulo transientes, curva timpanométrica do tipo A, ausência de reflexos acústicos. No Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico, foi possível observar aumento da latência absoluta da onda III e do interpico II-III, e discreto aumento da latência absoluta da onda V e interpico I-V, sugerindo alteração na região de colículo inferior, já que as demais ondas e interpicos encontram-se com valores dentro da normalidade. A avaliação do comportamento auditivo demostrou presença do reflexo cocleopalpebral realizado com o agogô. Conclusão: os achados demostraram que a comunicação oral nesta paciente se encontra comprometida, com grande prejuízo nas funções orais, além de alteração auditiva retrococlear, que dificulta o processamento da informação acústica.
ALBUERQUE, T. C. A. L. DE; BARRETO, R.R. DA S.; COSTA, T. C. C. M. DA. Sequência de Möbius: protocolo de anamnese e avaliação Rev Soc Bras Fonoaudiol, v. 14, n. 1, p. 115 - 122, 2009.
ARRIET, J. P.; PÉREZ, D. M.; ORTIZ, DE Z. G.; CÁRDENAS, M. A. Estudio clínico, citogenético, molecular y de imagen de los pacientes con síndrome de Moebius del Hospital General “Dr. Manuel Gea González”, Ciudad de México. Cirugía Plástica Ibero-Latinoamericana, v. 43, n. 4, p. 395 – 400, 2017.
Sordi, C.; Paiva, S.F.; Paranhos, L.R.; Baldrighi SEZM, César, C.P.H.A.R. Atuação interdisciplinar na Sequência de Möebius. Coletâneas em saúde. São José dos Pinhais: Editora Plena; 2014. p. 7-20.
HERNÁNDEZ, J. A. B.; RAJAS, A. P. C.; GARCÍA, E. T. E. Síndrome de Moebius: manifestaciones neurológicas, musculoesqueléticas y del linguaje. Repertorio de Medicina y Cirugía, v. 26, n. 2, p. 109 – 112, 2017.
FONTENELLE, L.; ARAUJO, A. DE Q.C.; FONTANA, R. F. Síndrome de Moebius. Arq Neuropsiquiatr, v. 59, n.3 – B, p. 812 – 814, 2001.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.651
ISSN 1983-1793X
https://audiologiabrasil.org.br/37eia/anais-trabalhos-consulta/651
ACHADOS AUDIOLÓGICO E MIOFUNCIONAIS NA SÍNDROME DE MOÉBIUS: ESTUDO DE CASO
Teles, D. O. ;
Souza, M. V. do A. ;
Silva, R. C. ;
Torres, G. M. ;
Silva, da K. ;
Sordi, C. ;
Carlino, F. C. ;
Trench, J. de A. ;
Duarte, J. L. ;
Introdução: a Sequência de Moébius é uma síndrome congênita que pode afetar vários pares cranianos, causando impacto na comunicação do indivíduo. Como manifestações clínicas, podem ser observadas, ausência de expressão facial em decorrência da paralisia da musculatura da face; alterações na mobilidade da língua, acarretando distúrbios da fala; estrabismo convergente; hipoplasia dos dedos com atrofia dos pés; e, alterações no sistema auditivo que podem ser decorrentes desde alteração na anatomia, assim como alteração na função. Devido a diversidade nas manifestações clinicas, as alterações na comunicação podem se apresentar de diferentes formas, mostrando a necessidade de estudos com enfoque na comunicação para esta síndrome. Objetivo: Verificar os achados audiológicos e miofuncionais de uma paciente de 1 ano e 8 meses diagnosticada com a Síndrome de Moebius. Métodos: O estudo foi realizado na clínica escola de fonoaudiologia após a aprovação do comitê de ética e consentimento dos pais. Foram coletados dados do prontuário da paciente, sobe os resultados das avaliações audiológicas e de motricidade orofacial, que foram previamente avaliados em atendimento na Clínica escola de fonoaudiologia. Para a avaliação audiológica foi realizada Emissões Otoacústicas evocadas por estímulo transientes, Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico, Imitanciometria e avaliação do comportamento auditivo pelo reflexo cócleopalpebral realizado com agogô. Para a avaliação miofuncional foram realizadas estimulações e observação das musculaturas da região de cabeça e pescoço como também seu funcionamento. Os dados foram analisados qualitativamente e de forma descritiva. Resultados: Trata-se de uma criança do gênero feminino com um ano e oito meses de idade cronológica. Como manifestações clinicas foram observadas ausência de comunicação oral, alterações nos membros superiores e inferiores, com correção por meio de cirurgia e prótese nas pernas. o que impossibilita com que a paciente permanecer sentada. A avaliação do sistema estomatognático demonstrou alterações estruturais e funcionais em toda musculatura mastigatória e de expressão facial. A paciente apresenta paralisia facial bilateral, com alteração do tônus e redução significativa da amplitude do movimento em toda musculatura de expressão facial; lábio inferior com eversão, ineficiência do vedamento labial, dificuldade para deglutir o alimento ofertado, dificuldade para protruir os lábios, gerenciar o alimento na cavidade oral e acúmulo de saliva na cavidade oral. A mandíbula se encontra com a musculatura elevadora com alteração do tônus e a mobilidade reduzida. Como manifestações auditivas pode-se observar presença das emissões otoacústicas evocadas por estímulo transientes, curva timpanométrica do tipo A, ausência de reflexos acústicos. No Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico, foi possível observar aumento da latência absoluta da onda III e do interpico II-III, e discreto aumento da latência absoluta da onda V e interpico I-V, sugerindo alteração na região de colículo inferior, já que as demais ondas e interpicos encontram-se com valores dentro da normalidade. A avaliação do comportamento auditivo demostrou presença do reflexo cocleopalpebral realizado com o agogô. Conclusão: os achados demostraram que a comunicação oral nesta paciente se encontra comprometida, com grande prejuízo nas funções orais, além de alteração auditiva retrococlear, que dificulta o processamento da informação acústica.
ALBUERQUE, T. C. A. L. DE; BARRETO, R.R. DA S.; COSTA, T. C. C. M. DA. Sequência de Möbius: protocolo de anamnese e avaliação Rev Soc Bras Fonoaudiol, v. 14, n. 1, p. 115 - 122, 2009.
ARRIET, J. P.; PÉREZ, D. M.; ORTIZ, DE Z. G.; CÁRDENAS, M. A. Estudio clínico, citogenético, molecular y de imagen de los pacientes con síndrome de Moebius del Hospital General “Dr. Manuel Gea González”, Ciudad de México. Cirugía Plástica Ibero-Latinoamericana, v. 43, n. 4, p. 395 – 400, 2017.
Sordi, C.; Paiva, S.F.; Paranhos, L.R.; Baldrighi SEZM, César, C.P.H.A.R. Atuação interdisciplinar na Sequência de Möebius. Coletâneas em saúde. São José dos Pinhais: Editora Plena; 2014. p. 7-20.
HERNÁNDEZ, J. A. B.; RAJAS, A. P. C.; GARCÍA, E. T. E. Síndrome de Moebius: manifestaciones neurológicas, musculoesqueléticas y del linguaje. Repertorio de Medicina y Cirugía, v. 26, n. 2, p. 109 – 112, 2017.
FONTENELLE, L.; ARAUJO, A. DE Q.C.; FONTANA, R. F. Síndrome de Moebius. Arq Neuropsiquiatr, v. 59, n.3 – B, p. 812 – 814, 2001.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.652
ISSN 1983-1793X
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ACHADOS AUDIOLÓGICOS DE JOVENS USUÁRIOS DE FONES DE OUVIDO: REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA.
SANTOS, T. T. S. ;
TOMIASI, A. A. ;
TOPANOTTI, J. ;
PAULA, G. R. ;
MORAES, M. C. O. ;
SCHERER, V. L. ;
Introdução: Com o avanço tecnológico, o ruído está constantemente presente em nosso dia a dia. Na população mais jovem, a exposição voluntária a fortes intensidades sonoras é bastante frequente, como a utilização de estéreos pessoais, com fones de ouvido que se tornou um hábito natural. Objetivo: Compilar os artigos científicos que apresentam estudos acerca dos achados audiológicos de jovens usuários de fones de ouvido. Metodologia: Foram analisadas publicações indexadas nas bases de dados LILACS e SCIELO, no período de 2011 a 2021, no idioma português, com disponibilidade gratuita e integral do texto. Para a busca, utilizou-se as seguintes palavras-chaves combinadas: perda auditiva AND fones de ouvido; perda auditiva AND adolescentes; fones de ouvido AND jovens; ruído AND jovens. Resultados: Os sintomas auditivos mais prevalentes nos jovens usuários de fones de ouvido foram o zumbido, a plenitude auricular e a dificuldade na inteligibilidade de fala. Quanto maior o tempo de utilização de fones, durante anos, maior foi a prevalência de sintomas e alterações auditivas. Os achados auditivos evidenciam normalidade auditiva, porém com limiares piores nas frequências entre 3kHz a 6kHz quando comparados ao grupo controle. Foi observado alterações nos registros das Emissões Otoacústicas Evocadas por Estímulo Transiente (EOAT) e Emissões Otoacústicas Evocadas – Produto de Distorção (EOAPD). Notou-se falta de conhecimento desta população quanto aos efeitos ocasionados por esta exposição na audição. Conclusão: a utilização constante de fones de ouvido, em fortes intensidades, é um fator relevante para o desenvolvimento de problemas auditivos. Torna-se importante a elaboração estratégias de conscientização quanto ao uso inadequado de fones de ouvido, proporcionando melhor compreensão quanto a saúde auditiva, prevenindo assim, os efeitos ocasionados por esta exposição.
BARCELOS, D.D; DAZZI, N.S. Efeitos do mp3 player na audição. CEFAC, São Paulo, v. 16, n. 3, p. 779-791, jun./2014.
GONÇALVES, C. L.; DIAS, F. A. M. ACHADOS AUDIOLÓGICOS EM JOVENS USUÁRIOS DE FONES DE OUVIDO. CEFAC, Belo Horizonte, v. 16, n. 4, p. 1097-1108, ago./2014.
FIGUEIREDO, R. R.; AZEVEDO, A. A.; OLIVEIRA, P. M. Incidência de zumbido em usuários de estéreos pessoais. Braz J Otorhinolaryngol, Online, v. 3, n. 73, p. 8-293, jan./2011.
FRANÇA, A. G.; LACERDA, A. B. M. Promoção da saúde auditiva: estratégias educativas desenvolvidas por estudantes do ensino médio. Distúrb Comun, São Paulo, v. 26, n. 1, p. 365-372, mar./2014.
LACERDA, A.B.M; GONÇALVES, C.G.O; ZOCOLI, A.M.F; DIAZ, C. e PAULA, K. HÁBITOS AUDITIVOS E COMPORTAMENTO DE ADOLESCENTES DIANTE DAS ATIVIDADES DE LAZER RUIDOSAS. CEFAC, Curitiba, v. 13, n. 2, p. 322-329, abr./2011.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.449
ISSN 1983-1793X
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ACHADOS AUDIOLÓGICOS EM PROFISSIONAIS DISC JOCKEYS (DJS): REVISÃO DE LITERATURA INTEGRATIVA.
MORAES, M. C. O. ;
TOMIASI, A. A. ;
PAULA, G. R. ;
MENESES, A. A. ;
SANTOS, T. T. S. ;
SCHERER, V. L. ;
Introdução: Nos últimos anos, o ruído se destacou entre os agentes físicos mais nocivos à saúde nos ambientes de trabalho, e profissionais como o Disc Jockey (DJ), se enquadram nessa população devido a exposição a níveis elevados de pressão sonora. Certamente a audição é essencial para as atividades dos DJs, seja no momento de elaborar as músicas, como na hora de apresentá-las. Nesse sentido, é fundamental o desenvolvimento de ações de promoção à saúde auditiva para essa população, de forma a auxiliá-las quanto aos cuidados necessários para o exercício profissional de forma adequada. Objetivo: Compilar os artigos científicos que apresentam resultados dos achados audiológicos em profissionais DJs. Metodologia: tratou-se de uma revisão de literatura integrativa, no qual foram analisadas publicações disponibilizadas nas bases de dados GOOGLE ACADÊMICO e LILACS, no período de 2005 a 2021e no idioma português, com disponibilidade integral e gratuita do texto. A busca foi realizada por meio das seguintes palavras-chaves em combinação: perda auditiva AND disc jockeys. Resultados: observou-se por meio dos estudos queda dos limiares auditivos nas frequências de 3KHz a 6KHz na maior parte e alteração nas emissões otoacústicas, sendo que as emissões otoacústicas evocadas por estímulo transiente detectou em sua maioria os estágios iniciais de disfunção coclear, enquanto nas emissões otoacústicas evocadas –produto de distorção foi possível perceber diminuição do nível de respostas nas frequências mais altas, a partir de 4kHz em ambas as orelhas. Ao averiguar as queixas auditivas, pode-se observar que o zumbido foi o mais relatado por profissionais DJs nos estudos, seguindo de plenitude auricular, desconforto a sons intensos, diminuição da acuidade auditiva e otalgia. Conclusão: Ficou evidente nos estudos que profissionais DJs são vulneráveis para o desenvolvimento de problemas auditivos decorrentes da exposição a música amplificada. Torna-se importante elaboração de estratégias de conscientização e prevenção em relação a saúde auditiva desta população.
CARNEIRO, A. C. S. Perda auditiva induzida por ruído ocupacional em disco-jóqueis. Universidade da Beira Interior. Covilhã, 2012.
COSTA, R. A. et al. Perfil audiológico de profissionais disc jockeys. Rev. CEFAC, São Paulo, v.21, n.3, 2019.
LOPES, J. J. Música e audição: os sentidos atribuídos por Disc Jockeys de música eletrônica. International Archives of Otorhinolaryngology. v. 13, n. 3, pág. 293-299, São Paulo, 2009.
MACEDO, E. M. B.; ANDRADE, W. T. L. Queixas auditivas de disc jockeys da cidade de Recife. Rev. CEFAC, São Paulo, v.13, n.3, p. 452-459, jun. 2011.
MONTEIRO, R. et al. Análise de exposição ao ruído de disc jockey (DJ). Senac, v.1, n.7, jan. 2018.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.448
ISSN 1983-1793X
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ACHADOS AUDIOLÓGICOS NO POTENCIAL EVOCADO AUDITIVO DE TRONCO ENCEFÁLICO EM INDIVÍDUOS NORMO-OUVINTES EXPOSTOS AO RUÍDO OCUPACIONAL
Girnos, RC ;
Kamita, M.K. ;
Rocha, C.H. ;
Moreira, R.R. ;
Neves-Lobo, IF ;
Samelli, A.G. ;
Matas, C.G. ;
Introdução: A sinaptopatia auditiva, como também é conhecida a Perda Auditiva Oculta (Hidden Hearing Loss), tem sido um fenômeno recentemente estudado em indivíduos expostos ao ruído ocupacional, uma vez que já foi demonstrado em estudos com animais que o ruído pode causar prejuízos às vias auditivas, mesmo na presença de limiares auditivos dentro da normalidade. Com base nestas pesquisas experimentais, uma das possíveis explicações para esta alteração é o dano às fibras auditivas de baixa taxa de disparo, que fazem sinapse com as células ciliadas internas da cóclea e que são mais suscetíveis aos prejuízos causados pelo ruído. Estas fibras são particularmente importantes para o desempenho auditivo em ambientes ruidosos e, por isso, acredita-se que a perda auditiva oculta pode resultar em prejuízos para a escuta em ambientes ruidosos e para a percepção de pistas auditivas temporais. Por isso, para indivíduos expostos ao ruído ocupacional, apenas a avaliação audiológica tradicional não seria suficiente para identificar este tipo de alteração. Alguns pesquisadores sugerem que a avaliação por meio do potencial evocado auditivo de tronco encefálico (PEATE) com ruído mascarante contralateral possibilitaria a análise da via auditiva central, assim como das fibras de baixa taxa de disparo. Objetivo: Analisar os valores das latências absolutas das ondas I, III e V e dos interpicos I-III, III-V e I-V do PEATE, na presença e ausência de ruído contralateral, em indivíduos normo-ouvintes expostos ao ruído ocupacional em comparação com indivíduos normo-ouvintes não expostos ao ruído. Método: Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Instituição (parecer nº 2.435.259/CAAE: 79905317.7.0000.0065). Participaram do estudo 40 indivíduos do sexo masculino, com idades entre 22 e 54 anos (média de 36,6 anos), divididos em grupo estudo (GE), com 20 trabalhadores com exposição ao ruído ocupacional, e grupo controle (GC), com 20 participantes sem exposição ao ruído ocupacional. Foram realizadas avaliação audiológica básica e o PEATE, sem e com ruído contralateral. Todos os participantes apresentavam limiares auditivos dentro da normalidade entre as frequências de 250 a 8kHz. Resultados: Foram verificadas diferenças estatisticamente significantes na comparação entre o GC e GE, sendo os valores médios maiores para GE, para as latências absolutas das ondas I, III e V e para os interpicos I-III e I-V no PEATE realizado sem ruído contralateral, assim como para as latências absolutas das ondas I, III e V no PEATE realizado com ruído contralateral. Conclusão: Com base nos nossos achados, o pior desempenho verificado no PEATE para o GE quando comparado ao GC, nas situações sem e com ruído contralateral, pode sugerir prejuízos na via auditiva em tronco encefálico causados pela exposição prolongada ao ruído ocupacional, apesar de limiares auditivos dentro da normalidade, enfatizando a necessidade de incorporarmos avaliações audiológicas complementares para esta população.
1. Eggermont JJ. Effects of long-term non-traumatic noise exposure on the adult central auditory system. Hearing problems without hearing loss. Hear Res. 2017;352:12-22.
2. Furman AC, Kujawa SG, Liberman MC. Noise-induced cochlear neuropathy is selective for fibers with low spontaneous rates. J Neurophysiol. 2013;110:577-86.
Kobel M, Le Prell CG, Liu J, Hawks JW, et al. Noise-induced cochlear synaptopathy: Past findings and future studies. Hear Res. 2017;349:148-54.
3. Kujawa SG, Liberman MC. Synaptopathy in the noise-exposed and aging cochlea: Primary neural degeneration in acquired sensorineural hearing loss. Hear Res. 2015;330:191-9.
4. Kumar UA, Ameenudin S, Sangamanatha AV. Temporal and speech processing skills in normal hearing individuals exposed to occupational noise. Noise Health. 2012;14(58):100-105. doi:10.4103/1463-1741.97252.
5. Shi L, Chang Y, Li X, Aiken S, et al. Cochlear Synaptopathy and Noise-Induced Hidden Hearing Loss. Neural Plast. 2016;2016:6143164.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.500
ISSN 1983-1793X
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ACHADOS AUDIOMÉTRICOS EM OSTEOGÊNESE IMPERFEITA: CORRELAÇÃO ENTRE GENÓTIPO E FENÓTIPO
ALS ;
LTS ;
APH ;
SNG ;
ART ;
TMF ;
Introdução: A Osteogênese imperfeita (OI) é uma doença hereditária rara caracterizada pela diminuição da densidade óssea devido a defeitos na biossíntese de colágeno tipo 1. A maioria dos casos de OI é causada por mutações nos genes COL1A1 e COL1A2 que codificam as cadeias de procolágenos α1 e α2. Dentre as manifestações encontramos a perda auditiva. Objetivos: Verificar a prevalência de perda auditiva em uma série de casos de OI e correlacionar com o genótipo . Metodologia: Os casos foram recrutados em um Centro de Referência em OI e todos realizaram audiometria tonal liminar. A análise molecular foi realizada através de um Painel de Sequenciamento de Nova Geração (NGS). O projeto foi aprovado com o número CAAE: 3233018500005327. Resultados: A amostra foi composta por 71 casos (N: 142 orelhas), sendo 44 do sexo feminino e 27 do masculino com idade mínima de 5 e máxima de 66 anos (mediana de 19 anos). Dentre os tipos de OI foram avaliadas 104 orelhas de indivíduos clinicamente classificados com OI Tipo I, 10 do Tipo III, 22 do Tipo IV e 6 do Tipo V. A análise molecular foi realizada em 63,38% dos casos. Verificou-se maior prevalência de defeito quantitativo observada no gene COL1A1 (40%), seguida do defeito qualitativo no gene COL1A2 (28,89%). A alteração no gene IFITM5, característica do tipo V foi confirmada nos 3 casos. Apresentaram resultado negativo no painel NGS, sendo considerados sem diagnóstico molecular 7,04% dos casos. Nos casos sem diagnóstico molecular, em 51,92% das orelhas os achados auditivos foram normais. Quando alterado, a perda auditiva mista foi evidenciada em 64% dos casos, seguida pela presença de componente condutivo com 20%, perda auditiva neurossensorial com 12% e perda auditiva em alta frequência com 4%. Nos casos com diagnóstico molecular a normalidade foi observada em 50%. Quando alterado, tanto a presença de componente condutivo quanto a perda auditiva mista atingiu 31,11% dos casos, seguida por 20% de perda auditiva neurossensorial, 13,33% de perda condutiva e 4,44% de perda em alta frequência. Comparando os defeitos encontrados, constatou-se uma maior perda auditiva nos casos com alteração quantitativa nos genes COL1A1 e COL1A2 (60,53%), seguida dos casos de defeitos qualitativos (47,22%). Na alteração do gene IFITM5, 66,67% dos casos apresentaram perda auditiva, sendo 50% do tipo neurossensorial e 25% tanto de perda auditiva condutiva quanto mista. No que tange a gravidade da alteração auditiva, os defeitos quantitativos revelaram 52,17% de perda auditiva mista, enquanto os defeitos quantitativos estavam empatados no componente condutivo e na perda auditiva condutiva com 29,41%. Conclusões: Os achados demonstram que nos casos onde o defeito dos genes COL1A1 e COL1A2 foi quantitativo houve uma maior prevalência de alteração auditiva, sugerindo que esses casos devam ser avaliados precocemente. Faz-se necessário um maior número de estudos sobre o tema para compreendermos melhor a perda auditiva nesta população.
* VAN DIJK, F. S.; SILLENCE, D. O. Osteogenesis imperfecta: clinical diagnosis, nomenclature and severity assessment. American journal of medical genetics Part A, v. 164, n. 6, p. 1470-1481, 2014.
* MACHOL, Keren et al. Hearing loss in individuals with osteogenesis imperfecta in North America: Results from a multicenter study. American Journal of Medical Genetics Part A, v. 182, n. 4, p. 697-704, 2020.
* DA COSTA OTAVIO, Andressa Colares et al. Osteogenesis imperfecta and hearing loss: an analysis of patients attended at a benchmark treatment center in southern Brazil. European Archives of Oto-Rhino-Laryngology, v. 277, n. 4, p. 1005-1012, 2020.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.505
ISSN 1983-1793X
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ACHADOS AUDIOVESTIBULARES PÓS-COVID-19 EM PACIENTES ASSINTOMÁTICOS
Ferreira, R. J. S. ;
Barboza, H. N. ;
Paiva, S.F. ;
Araújo, A. L. L. S. ;
Rosa, M. R. D. ;
Até 20 de janeiro de 2022, a COVID-19 já atingiu mais de 338 milhões de pessoas em todo o mundo, sejam sintomáticos ou assintomáticos. Em decorrência da doença, diversas alterações são relatadas na literatura para ambos os grupos, em diferentes órgãos, sistemas e funções do corpo humano, incluindo os sistemas auditivo e vestibular. Esta relação pode ser decorrente pelo fato de que infecções virais podem ser danosas ao sistema auditivo/vestibular, o estresse e medo enfrentados podem aumentar a percepção destes sintomas, além do uso de medicamentos ototóxicos/vestibulotóxicos poderem potencializar o aparecimento destes quadros. É necessário observar estes sintomas para as diferentes manifestações da COVID-19, visando o maior conhecimento do perfil dos novos pacientes da clínica audiológica. Objetivo: Apresentar perfil de sintomas audiovestibulares pós-COVID-19 de pacientes assintomáticos. Método: Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa sob parecer de número 4.297.779. A pesquisa foi realizada através da aplicação de questionário virtual com dados sociodemográficos e sobre saúde auditiva/ vestibular para a população infectada por COVID-19 em todo território nacional. Os dados foram analisados de forma descritiva para obtenção das médias, utilizando o software JAMOVI versão 1.6.23. Resultados: 28 participantes colaboraram com o estudo, sendo 20 (71,4%) do sexo feminino e 8 (28,6%) do masculino, com idade média de 35,4 anos (DP=12,8; 19-60). Nenhum dos participantes relatou exposição à ruído ocupacional. Os sintomas audiovestibulares antes da COVID-19 relatados foram: plenitude auricular (10,7%) e hipoacusia (3,5%). Os sintomas audiovestibulares mais relatados pós-COVID-19 foram: Zumbido (35,7%), tontura (28,6%), plenitude auricular (25%), dificuldade de ouvir no ruído (14,2%), otalgia (14,2%), hipoacusia (10,7%), ouvir e não entender (10,7%), desequilíbrios (7,14%) e otorreia (3,5%). Sobre a estabilidade dos sintomas, 39,3% referem que foi regressivo e melhorando gradualmente, 21,4% de início imediato e contínuo, sem variação de melhora ou piora, e 17,8% progressivo, ou seja, piorando gradualmente. Quanto a duração, 42,8% relataram que os sintomas foram temporários e desapareceram com o tempo, enquanto 57,2% permanecem estáveis até o momento da pesquisa. Pesquisas já apontam uma forte relação entre a COVID-19 e o aparecimento e/ou agravamento dos sintomas audiovestibulares, principalmente nos primeiros meses após a infecção, sendo estes sintomas reduzidos ao longo do tempo. Um estudo realizado em pacientes assintomáticos sugere que a infecção por COVID-19 pode ter efeitos deletérios nas funções das células ciliadas da cóclea, fato este que pode é endossado por outras pesquisas mais recentes e comprovado por exames diagnósticos objetivos. Os resultados da presente pesquisa colaboram com a afirmação da presença destes sintomas, mesmo em pacientes assintomáticos. Conclusão: Os sintomas audiovestibulares foram relatados por pacientes assintomáticos pós-COVID-19, sendo zumbido, tontura e plenitude auricular os mais referidos, estando presentes até o momento na maior parte da amostra. Quanto a intensidade, os participantes referem melhora gradual dos sintomas, como visto em outros estudos da literatura. É necessário que se desenvolvam pesquisas de diagnóstico desta população para observação de funcionamento e integridade dos sistemas auditivo e vestibular, visando uma melhor caracterização clínica desta relação.
1- Almufarrij I, Munro KJ. One year on: an updated systematic review of SARS-CoV-2, COVID-19 and audio-vestibular symptoms. International Journal of Audiology. 2021 Mar 2:1-1.
2- Mustafa MW. Audiological profile of asymptomatic Covid-19 PCR-positive cases. American Journal of Otolaryngology. 2020 May 1;41(3):102483.
3- Karimi-Galougahi M, Naeini AS, Raad N, Mikaniki N, Ghorbani J. Vertigo and hearing loss during the COVID-19 pandemic–is there an association?. Acta Otorhinolaryngologica Italica. 2020 Dec;40(6):463.
4- Ferreira RJS, Barboza HN, Araújo ALLS, Paiva SF, Rosa MRD. Auditory and vestibular symptoms after COVID-19 infection: a preliminary Brazilian report. Revista CEFAC. 2021 Dec 6;23.
5- Bozdemir K, Çallıoğlu EE, İslamoğlu Y, Ercan MK, Eser F, Özdem B, Kıraç A, Bayazıt D, Güner R, Babademez MA. Evaluation of the effects of Covid-19 on cochleovestibular system with audiovestibular tests. Ear, Nose & Throat Journal. 2022 Jan 6:01455613211069916.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.510
ISSN 1983-1793X
https://audiologiabrasil.org.br/37eia/anais-trabalhos-consulta/510
ACHADOS AUDITIVOS E VESTIBULARES NO AQUEDUTO VESTIBULAR ALARGADO
Bastos, P. A. ;
Zabeu, J. S. ;
Oliveira, J. R. M. O. ;
Raineri, G. G. ;
Mondelli, M. F. C. G. ;
Introdução: o Aqueduto Vestibular Alargado (AVA) é uma anormalidade da orelha interna e pode estar associado a sintomas auditivos como a perda de audição, bem como apresentar sintomas vestibulares. Objetivo: descrever os achados clínicos da avaliação das funções auditiva e vestibular em indivíduos com diagnóstico de AVA. Metodologia: estudo observacional, descritivo, retrospectivo e prospectivo, de série de 3 casos clínicos, realizado por meio de levantamento de dados de prontuário, como histórico clínico, avaliação auditiva, incluindo audiometria lúdica, audiometria tonal limiar, imitanciometria, pesquisa do reflexo acústico, audiometria de observação de comportamento, potencial evocado auditivo de tronco encefálico e emissões otoacústicas evocadas, e avaliação da função vestibular com emprego do inventário Dizziness Handicap Inventory (DHI) Child/Adolescent- Short Form e com provas de posicionamento (Head Roll Test e Dix-Hallpike) para análise em relação à vertigem postural. Este estudo obteve aprovação mediante ao parecer 4.248.686 do Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: verificou-se que os casos 1 e 3 apresentam deficiência auditiva sensorioneural profunda bilateral, usuários de implante coclear, sendo o caso 1 de surdez súbita e o caso 3 de caráter progressivo e, ambos com fatores de risco em seu histórico. O caso 2 possui deficiência auditiva unilateral mista moderada, com uso prévio do AASI, porém no momento a família optou por não utilizar o dispositivo. Quanto ao desenvolvimento auditivo dos casos 1 e 3, com os dispositivos eletrônicos somados às demais variáveis envolvidas, em especial a reabilitação auditiva e a participação família nesse processo, ambos atingiram habilidades em conjunto aberto, com percepção de fala no ruído. Com relação à avaliação da função vestibular, todos os casos apresentaram pontuação significativa do DHI, refletindo impacto dos sintomas vestibulares na qualidade de vida dos indivíduos. No caso 1 observa-se que a tontura interfere negativamente nos aspectos: emocional, por medo de sair de casa, tristeza; funcional, como às vezes deixar de ir à escola, e limitação de atividades como pular, jogar bola; físico, piora da tontura diante de movimentos rápidos de cabeça. O caso 2 não relatou interferência da tontura em seu aspecto emocional, contudo há impacto nos aspectos funcional (correr, andar de bicicleta, andar no escuro e às vezes dificuldade na leitura); e físico (movimentos rápidos de cabeça, abaixar a cabeça ou corpo). O caso 3 apresentou alteração quanto aos aspectos: emocional (medo de ficar sozinho); funcional (correr, jogar bola, deixar de ir a lugares altos, entre outros); físico (andar de bicicleta, movimentos rápidos de cabeça e às vezes ao abaixar a cabeça). Nenhum dos indivíduos apresentaram resultado positivo às Provas de Posicionamento. Conclusão: com o estudo pode-se verificar que: 1) os pacientes avaliados com AVA, embora com variabilidade nos achados audiológicos, podem atingir habilidades de percepção de fala em conjunto aberto, em diferentes condições - silêncio e situações desafiadoras, como no ruído, desde que obtenham a reabilitação auditiva adequada; 2) são necessárias orientações aos responsáveis e pacientes a respeito da influência da tontura nas atividades de vida diária, e dos cuidados para diminuição do impacto dos sintomas vestibulares em sua qualidade de vida.
BHATTACHARYYA, N. et al. Clinical practice guide-line: benign paroxysmal positional vertigo (update).Otolaryngol Head Neck Surg, v.156, sup 3, p.1–47, 2017.
LEE, K.H et al. Cochlear implantation in children with enlarged vestibular aqueduct. Laryngoscope, n.120,p.1675–81. 2010
MANZARI, L. Vestibular signs and symptoms of volumetric abnormalities of the vestibular aqueduct. The JournalofLaryngology&Otology,122(6), p.557-563, 2007.
SMITH, B.; MCCASLIN,D.L. Audiovestibular Findings in Children with enlarged vestibular aqueduct. ENT & Audiology News, v.24, n.5, p.96-99, 2015.
SOUSA, M.G.C et al. Propriedades psicométricas do dizziness handicap inventory-child/adolescent – versão reduzida. Audiol Commun Res., v.22, e1817, 2017.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.605
ISSN 1983-1793X
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AÇÕES EDUCATIVAS COM AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE SANTA MARIA/RS SOBRE SAÚDE E ALTERAÇÕES AUDITIVAS: RETENÇÃO DE CONHECIMENTO
Streit, G. C. de S. ;
Nascimento, R. N. do ;
Thomazi, A. B. de O. ;
Patatt, F. S. A. ;
Introdução: Alterações auditivas podem gerar o afastamento do sujeito do seu meio social e familiar, além de potencializar o declínio cognitivo e quadros de depressão. Haja vista que o Agente Comunitário de Saúde (ACS) é a porta de entrada do usuário ao Serviço de Saúde Pública, torna-se imprescindível a capacitação destes profissionais, com o intuito de proporcionar maior conhecimento e segurança para darem o suporte que a comunidade necessita. Portanto, é importante avaliar a retenção do conhecimento adquirido por estes profissionais, a fim de determinar os assuntos com menor domínio e a necessidade da elaboração de estratégias direcionadas para cada lacuna observada. Objetivo: Avaliar a retenção de conhecimento após ações educativas de ACS sobre os temas audição, saúde e alterações auditivas, organização do Serviço de Atenção à Saúde Auditiva (SASA), uso e higienização das próteses auditivas e importância do retorno dos usuários ao SASA. Metodologia: Trata-se de um estudo longitudinal, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, sob nº 4.847.070. Fizeram parte da amostra 44 ACS do município de Santa Maria (RS), que concordaram em participar da pesquisa assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e que compareceram a todos os encontros propostos. A coleta de dados foi realizada por meio da aplicação de um Quiz, pré e pós ações educativas, contendo dez situações-problema sobre os cinco temas propostos, todas elas com quatro possibilidades de resposta, elaboradas no Google Forms. As ações ocorreram em três encontros previamente agendados, realizados via Google Meet, sendo no primeiro encontro coletados os dados do conhecimento prévio (Quiz pré) e, no segundo e terceiro encontros, logo após as ações, a retenção de conhecimento (Quiz pós). O link de acesso ao Quiz foi disponibilizado via chat da referida plataforma. Os dados compilados foram acessados pelos pesquisadores e posteriormente transferidos para uma planilha do Excel, a partir da qual procedeu-se a análise, sendo os dados tratados de forma descritiva. Resultados: Dos 44 ACS que fizeram parte da amostra, 86% (n=38) são do sexo feminino e 14% (n=6) do masculino. Sobre o tema “audição”, 52,2% dos profissionais selecionaram a resposta correta no Quiz pré e 74,4% no pós, quanto ao tema “saúde e alterações auditivas”, 62,75% dos sujeitos acertaram no pré e após as ações, 83,7%. No tema “organização do SASA”, 67,6% optaram pela alternativa correta no pré, enquanto 91,85% no pós. Referente ao tema “uso e higienização das próteses auditivas”, 51,15% dos ACS acertaram os questionamentos no pré e 87,2% no pós. Por fim, no tema “importância do retorno dos usuários ao SASA”, 80,35% dos profissionais acertaram as respostas do Quiz pré e no pós 82,55%. Conclusão: Constatou-se que os ACS apresentaram retenção de conhecimento após as ações educativas sobre todos os temas propostos, o que foi evidenciado pela melhora nos escores das situações-problema no Quiz pós-capacitação. Observou-se maior retenção sobre a temática “uso e higienização das próteses auditivas” e menor sobre a temática “importância do retorno dos usuários ao SASA”, visto que os profissionais já tinham conhecimento prévio satisfatório sobre este tema.
ALVARENGA, Kátia Freitas et al. Proposta para capacitação de agentes comunitários de saúde em saúde auditiv. Pró-Fono Revista de Atualização Científica [online]. 2008, v. 20, n. 3 [Acessado 22 Agosto 2021] , pp. 171-176.
ANDRADE, Analise et al. Capacitação sobre saúde auditiva para agentes comunitários de saúde: uma avaliação de sua efetividade. Revista Aten. Saúde, São Caetano do Sul, v. 18, n. 63, p. 52-64, jan./mar., 2020.
BOÉCHAT, Edilene Marchini; RUSSO, Ieda Chaves Pacheco; ALMEIDA, Kátia. Reabilitação do adulto deficiente auditivo. In: ALMEIDA, Kátia; IÓRIO, Maria Cecília Martinelli. Próteses auditivas: fundamentos teóricos e aplicações clínicas. 2ª ed. São Paulo: Lovise; 2003. p. 437-46.
MARTINES, Wania Regina Vieira; CHAVES, Eliane Corrêa. Vulnerabilidade e sofrimento no trabalho do agente comunitário de saúde no programa de saúde da família. Revista Escola de Enfermagem USP, v. 41, n. 3, p. 426-433, 2007.
TEIXEIRA, Adriane Ribeiro; ALMEIDA, Luciane Gomes; JOTZ, Geraldo Pereira; DE BARBA, Marion Cristine. Qualidade de vida de adultos e idosos pós adaptação de próteses auditivas. Rev. soc. bras. fonoaudiol. [online]. 2008, vol. 13, n. 4, pp. 357-361.
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Página(s): p.549
ISSN 1983-1793X
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ACOMPANHAMENTO DAS HABILIDADES AUDITIVAS APÓS TREINAMENTO AUDITIVO EM UM INDIVÍDUO COM HISTÓRICO MÚLTIPLO DE TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO
Cibian, A.P. ;
Gil, D. ;
Introdução. Os danos neurológicos decorrentes de um traumatismo cranioencefálico podem acarretar em um transtorno de processamento auditivo, o qual pode ser identificado com testes comportamentais e reabilitado através do treinamento auditivo. Alguns estudos mostram que a melhora das habilidades auditivas se mantém a longo prazo se o processo de intervenção for o quanto antes para que o processo de recuperação espontânea decorrente de um traumatismo cranioencefálico seja favorecido. Objetivo. Monitorar a eficácia do treinamento auditivo acusticamente controlado a longo prazo em um indivíduo com histórico de três traumatismos cranioencefálicos através de testes comportamentais. Metodologia. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Plataforma Brasil). Participou deste trabalho um voluntário, com idade de 52 anos, nível de escolaridade ensino médio completo. Encontrava-se acompanhamento com equipe médica por distúrbio de coagulação. Referiu dois episódios de traumatismo craniano leve (Glasgow 15) aos 45 anos e o último aos 52 anos, no qual foi constatado um Hematoma Subdural Crônico na tomografia em localização no lobo frontal, tendo sido o mesmo drenado em procedimento cirúrgico. Três meses depois da cirurgia, foi submetido aos testes comportamentais da audição. Os testes comportamentais para avaliar o processamento auditivo foram: fala com ruído branco, dicótico de dissílabos alternados, dicótico consoante vogal, detecção de gaps aleatórios, identificação de sentenças sintéticas, reconhecimento de padrão de frequência e limiar diferencial de mascaramento. Tais procedimentos foram realizados em quatro momentos: primeiro momento, antes do treinamento auditivo; segundo momento, após o final do treinamento; terceiro momento, três meses após o término do treinamento e quarto momento, um ano após o término da intervenção. O treinamento auditivo foi realizado em nove sessões de 45 minutos cada. Resultados. Em que diz respeito à padrões de normalidade em todos os momentos descritos; no primeiro momento, todos os testes comportamentais encontravam-se alterados. No segundo momento, houve melhora apenas no limiar diferencial de mascaramento. No terceiro momento, houve melhora nos testes fala com ruído branco, dicótico de dissílabos alternados e identificação de sentenças sintéticas. Um ano após o término da intervenção, denominado de quarto momento, nota-se melhora nos testes dicótico consoante vogal, reconhecimento de padrão de frequência e detecção de gaps aleatórios. Fatos que permitem observar que houve melhora e normatização em todos os testes propostos nesta bateria. Vale ressaltar que o indivíduo pós treinamento retomou suas atividades laborais, fato que pode ter auxiliado também a manter as suas habilidades auditivas e aprimorá-las a longo prazo, pois a demanda da rotina exige diversas estratégias. Conclusão. Houve melhora significativa nas respostas dos testes comportamentais. Com base nestes resultados, podemos inferir que as mudanças comportamentais provocadas pelo treinamento auditivo são positivas e duradouras.
Gil D, Ziliotto K. Treino auditivo formal nos distúrbios de processamento
auditivo.. In: Bevilacqua MC, Martinez MAN, Balen SA, Pupo AC, Reis ACM, Frota
S. Tratado de Audiologia. São Paulo: Santos; 2011. Cap. 49.
Marangoni AT, Gil D. Avaliação comportamental do processamento auditivo pré
e pós treinamento auditivo formal em indivíduos após traumatismo
cranioencefálico. Audiol., Commun. Res. [online]. 2014, vol.19, n.1, pp. 33-39.
Musiek FE, Chermak G. Testing and treating (C) APD in head injury patients.
Hear J. 2008;61(6):36-8.
Perez AP. Re (habilitação) por meio do uso do sistema FM e do treinamento
auditivo acusticamente controlado em distúrbio do processamento auditivo. [Tese]
São Paulo (SP): Escola Paulista de Medicina; 2015.
Stoodley M, Weir B. Contents of chronic subdural hematoma. NeurosurgClin N
Am 2000;11:425-434.
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Página(s): p.552
ISSN 1983-1793X
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ADAPTAÇÃO E VALIDAÇÃO DO QUESTIONÁRIO ‘’CRIANÇAS COM IMPLANTE COCLEAR: PERSPECTIVA DOS PAIS’’ PARA CRIANÇAS USUÁRIAS DE APARELHO DE AMPLIFICAÇÃO SONORA INDIVIDUAL
Silva, R.E.P ;
Antonio, F.L ;
Moret, A.L.M ;
Objetivo: Adaptar e validar o questionário ‘’Crianças com Implante Coclear: perspectiva dos pais’’ para crianças com deficiência auditiva usuárias de aparelho de amplificação sonora individual. Metodologia: Pesquisa aprovada eticamente nº 20420019.1.00005441. Utilizou-se o questionário ‘’Crianças com Implante Coclear: perspectiva dos pais’’ que consiste em 74 declarações. O instrumento, em sua versão português do Brasil, foi adaptado por um profissional especialista na área, visando à elaboração individual da primeira versão do material. Em seguida, foi realizada a etapa de validação do questionário com a participação de 12 crianças na faixa etária de cinco a 12 anos, e seus respectivos pais ou responsáveis Resultados: Alguns termos foram substituídos, chegando-se assim ao questionário “Crianças com aparelho de amplificação sonora individual: perspectiva dos pais”, adaptado para o gênero feminino e masculino. Foram mantidas as 74 declarações, domínios, e a escala de respostas do tipo múltipla escolha. Na perspectiva dos pais ou responsáveis o AASI melhorou a qualidade de vida em todos os domínios relacionados à criança e em um dos domínios relacionada à família. Conclusão: Foi atingido o objetivo de realizar a adaptação e validação do questionário ‘’Crianças com Implante Coclear: perspectiva dos pais’’, resultando no questionário ‘’Crianças com aparelho de amplificação sonora individual: perspectiva dos pais’’, oferecendo assim aos profissionais da área, um novo instrumento que possibilita avaliar a qualidade de vida da população pediátrica usuária de AASI.
Ribeiro UASL, Souza VC, Lemos SMA. Quality of life and social determinants in individual hearing AIDS users. Codas: Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. 2019;31.
Silva JDM., Campos, PD, Moret, ALM. Influencing variables in the quality of life of children with cochlear implants: a systematic review. In CoDAS . Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia.2021;33.
Renata QM et al. Percepção da qualidade de vida em crianças e adolescentes usuárias de próteses auditivas. Distúrbios da Comunicação. (2019); 31(4):565-574.
Silva JM et al. Factors influencing the quality of life of children with cochlear implants
. Braz. j. otorhinolaryngol. 2020; 86: 411-418.
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Página(s): p.463
ISSN 1983-1793X
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ADULTS WITH COCHLEAR IMPLANTS IN CHILE: PROMISING RESULTS FROM A HIGH-COST HEALTH INTERVENTION POLICY FOR POSTLINGUAL DEAFNESS.
Bustos-Rubilar M. ;
Hormazabal-Reed X. ;
Tapia D. ;
Dr. Kyle ;
Dr. Mahon ;
Introduction: In Chile, hearing loss (HL) is present in around 31% of the population above 18 years of age, representing the third cause of disability in this group. Considering the tremendous impact that HL has in the communication, wellbeing, and economy of each adult with HL, from 2018 this condition was included in the national high-cost health policy “Ley Ricarte Soto”. This regulation covers the diagnosis and intervention with Cochlear Implants (CI) to all adults with post lingual deafness. This is an evidence-based policy, which considers a strict process of pre-evaluation for each candidate, including international guidelines about CI in adults within local regulations in HL intervention. The above is especially important in the Chilean and Latin American context, where there might be additional factors affecting the outcomes expected with the CI. Aims: to characterise factors and outcomes in all adults implanted with CI under the Chilean high-cost policy from 2018 to 2020 and to investigate which factors affect their outcomes. Methodology: Information of 123 adults implanted from 2018-2020 was given by health authorities. 76 adults above 18 years of age accepted to participate in the study. The characterisation was completed using two sources of information: Clinical record information, and an online survey about factors and outcomes in OPINION platform. The characterisation considered 4 groups of factors and 3 outcomes The study is part of a PhD research and is supported by a small grant from a national public tender. Approval from two different Ethics Committees was obtained: in Chile(167-2020) and in the UK (LCD-2020-13).Results: Sociodemographic, audiological-medical, rehabilitation and CI use information were characterised as factors. Diversity in socioeconomic level and education was found. Considering the audiological aetiology, 35% of adults present unknown causes of HL. In rehabilitation, 56% of participants received weekly sessions of rehabilitation, and 71% reported it as “easy” for going to the health centre. Regarding outcomes, around 60% of users keep or improve their labour conditions, more than 60% of participants describe the service as “good” or “very good”, and the mean of satisfaction using CIRUA evaluation showed high results in the participants. Rehabilitation time and CI use are reported as important factors affecting outcomes in Chilean adults with CI. Conclusion:This first characterisation of adults with CI under the terms of the high-cost health policy shows promising results regarding the outcome expected in this group. A high level of satisfaction and use of the device show the possible effect of a detailed process of candidate selection. This is important considering the lack of resources in public health, and the high cost of the CI intervention and rehabilitation in Chile. Additionally, the good results in labour conditions outcome prove this intervention can impact not only in the communication but also in social determinant of health and economy of each adult.
Boisvert, I., Reis, M., Au, A., Cowan, R. & Dowell, R.C. (2020). Cochlear implantation outcomes in adults: A scoping review. PLoS ONE; 15(5):e0232421.
de Sousa, A.F., Vieira, M.I., Martinho, A.C. (2017). Quality of life and cochlear implant: results in adults with postlingual hearing loss. Braz J Otorhinolaryngol;84(4):494-499.
deaf.
Gantz, B.J., Woodworth, G.G., Knutson, J.F., Abbas, P.J. & Tyler, R.S. (1993). Multivariate Predictors of Audiological Success With Multichannel Cochlear Implants. Ann Otol Rhinol Laryngol; 102(12):909-16.
Le Roux, T., Vinck, B., Butler, I., Louw, L., Nauta, L., Schlesinger, D. & Swanepoel, D.W. (2016). Predictors of health-related quality of life in adult cochlear implant recipients in South Africa. International Journal of Audiology; 56(1), 16–23.
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Página(s): p.476
ISSN 1983-1793X
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ALTERAÇÕES NA AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL EM INDIVÍDUOS COM TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
Assis, Z.S.T. ;
Braga Júnior, J. ;
Ribeiro, G.E. ;
Pinheiro, M.M.C. ;
Silva, D.P.C. ;
Introdução: O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é definido como um transtorno neurobiológico ocasionado por fatores genéticos e ambientais, que pode ter seus primeiros sintomas na infância e frequentemente, acompanha o indivíduo por toda a sua vida. O TDAH está associado a uma diversidade de déficits de domínio cognitivo, como déficit nas funções executivas, memória de trabalho, atenção e alterações na organização e planejamento das ações, consequentemente ocasionando um maior comprometimento na linguagem, aprendizagem e comunicação social nesses indivíduos. A associação entre transtorno do processamento auditivo central (TPAC) e TDAH é relativamente comum, pois muitos indivíduos com uma destas condições também apresentam a outra, e estabelecer se é o transtorno de atenção que leva ao TPAC ou o contrário, se o portador de TPAC tem como comorbidade o transtorno atencional, vem sendo uma das dificuldades para a realização do diagnóstico diferencial de ambos os transtornos. Objetivo: Verificar a ocorrência de alterações na avaliação do processamento auditivo central (PAC) em crianças e adolescentes com TDAH. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática foi conduzida conforme as recomendações do PRISMA. A pergunta norteadora foi elaborada com base na estratégia PECOS, sendo: “Há alterações nos testes comportamentais do PAC em crianças e adolescentes com TDAH?”. Foram selecionados os seguintes descritores: “Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade” e “Transtornos da Percepção Auditiva”, nos idiomas português e inglês. Foram identificados estudos indexados nas bases de dados: Pubmed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, LILACS, LIVIVO, Proquest e Google Scholar. Critérios de seleção: Foram selecionados estudos observacionais direcionados ao tema, nos idiomas inglês e português, sem restrição de data. O estudo ocorreu em duas fases. Na fase um, os títulos e resumos de todas as citações do banco de dados foram selecionadas de forma independente por três revisores. Na fase dois, foi feita a leitura na íntegra dos estudos e após a seleção foram extraídos os dados para análise. Análise dos dados: Os dados extraídos dos estudos foram: características do estudo (autores, ano de publicação, país, tipo de estudo), características da população (tamanho da amostra, idade média de participantes, gênero), características de exposição (critérios de diagnóstico para TDAH) e características de desfecho (resultados da avaliação comportamental do PAC e principais achados). Foram descritas a ocorrência das alterações na avaliação comportamental do PAC nos indivíduos com TDAH. Resultados: A estratégia de busca recuperou 1233 artigos, após a remoção dos duplicados (522), foi feita a leitura de 711 títulos e resumos e selecionados 38 para leitura na íntegra, dos quais 13 atenderam os critérios de elegibilidade. As habilidades de ordenação e resolução temporal foram as mais comprometidas e o uso de medicação favoreceu o desempenho nos testes do PAC. Conclusão: Os resultados apresentados por esta pesquisa evidenciam que há alteração nos testes comportamentais do PAC em crianças e adolescentes com TDAH. A habilidade auditiva frequentemente alterada nesses indivíduos foi o processamento temporal, tanto resolução como ordenação. O uso de medicação favoreceu o desempenho nos testes e a maioria dos estudos mostrou risco baixo ou moderado de viés.
1. Abdo AGR, Murphy CFB, Schochat E. Hearing abilities in children with dyslexia and attention deficit hyperactivity disorder. Pro Fono. 2010; 22(1): 25-30.
2.Page MJ, McKenzie JE, Bossuyt PM, Boutron I, Hoffmann TC, Mulrow CD, et al. The PRISMA 2020 statement: an updated guideline for reporting systematic reviews. Bmj. 2021; (71): 372.
3. Cavadas M, Pereira LD, Mattos P. Effects of methylphenidate in auditory processing evaluation of children and adolescents with attention deficit hyperactivity disorder. Arq Neuropsiquiatr. 2007; 65(1): 138-43.
4. Barkley RA Major life activity and health outcomes associated with attention-deficit/hyperactivity disorder. J Clin Psychiatry. 2002; 63(12):10-5.
5.American Psychiatric Association. Diagnostic and statistical manual of mental disorders, 5th edn. Arlington, VA: American Psychiatric Association, 2013.
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Página(s): p.535
ISSN 1983-1793X
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AMPLITUDES DAS ONDAS DO PEATE EM SUJEITOS COM E SEM ZUMBIDO
Pereira, E.A. ;
Silva, D.P.C. ;
Roggia, S.M. ;
Introdução: O potencial evocado auditivo de tronco encefálico (PEATE) avalia o funcionamento do nervo auditivo e da via auditiva no tronco encefálico. Os parâmetros mais utilizados clinicamente são as latências absolutas das ondas I, III e V, os intervalos interpicos I-III, III-V e I-V e a diferença interaural da latência da onda V. No entanto, estudos recentes têm evidenciado a importância da análise das amplitudes das ondas do PEATE, em especial das ondas I e V, bem como da relação entre as amplitudes das ondas V/I. Nesse sentido, foram encontrados estudos nos quais a amplitude da onda I foi diminuída em pacientes com zumbido, mesmo com limiares auditivos dentro dos padrões da normalidade. Objetivo: Analisar a amplitude das ondas I e V, bem como a relação das amplitudes das ondas V/I em sujeitos com e sem zumbido. Metodologia: Estudo transversal aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CAAE: 46189021.2.0000.0121). Foram avaliados 13 sujeitos (Idade média = 28 anos, de ambos os sexos) com zumbido no grupo de estudo – GE e 15 sujeitos (Idade média = 25 anos, de ambos os sexos) sem queixas auditivas no grupo controle – GC, todos eles com limiares auditivos dentro dos padrões da normalidade bilateralmente. O PEATE foi realizado no equipamento Smart EP, com velocidade de 21.1 cliques/segundo, polaridade rarefeita, filtros de 100 e 3000 Hz, 80 dBNA, fones de inserção ER3A, em duas varreduras de 2048 estímulos cada. A medida da amplitude das ondas I e V, foi realizada nas duas varreduras de cada orelha, utilizando-se o valor médio das varreduras para o cálculo das amplitudes das ondas, bem como para a análise da relação V/I. Como não houve diferença entre as amplitudes das ondas I e V entre as orelhas em nenhum dos grupos, a análise estatística foi feita considerando-se 26 orelhas do GE versus 30 orelhas do GC. Resultados: Na comparação da amplitude da onda I, entre o GE e o GC, a média dos valores entre os grupos (GE = 0,417 ± 0,151; GC = 0,430 ± 0,113) não diferiram de forma significativa (p = 0,698; Teste T para grupos independentes). Na comparação da amplitude da onda V, entre o GE e o GC, a média dos valores entre os grupos (GE = 0,472 ± 0,163; GC = 0,434 ± 0,154) não diferiram de forma significativa (p = 0,374; Teste T para grupos independentes). Na comparação da relação amplitude V/I, entre o GE e o GC, as medianas dos valores entre os grupos ( GE = 1,08; GC = 1,03) não diferiram de forma significativa (p = 0,379; Teste Mann Whitney). Conclusão: Não foram encontradas diferenças nas amplitudes das ondas I e V do PEATE, bem como na relação V/I entre sujeitos com e sem zumbido, apesar de existirem relatos na literatura em relação às diferenças na amplitude da onda I. Sugere-se portanto, a realização de mais estudos sobre essa temática, envolvendo casuísticas maiores.
HAN, M.S. et al. Auditory brainstem response test results in normal hearing adolescents with subjective tinnitus. International Journal of Pediatric Otorhinolaryngology, v.146, 110775, 2021. https://doi.org/10.1016/j.ijporl.2021.110775
JOO, J.W. et al. Analysis of Auditory Brainstem Response Change, according to Tinnitus Duration, in Patients with Tinnitus with Normal Hearing. J Int Adv Otol, v.16, n. 2., p.190-6, 2020.
PARK, E. et al. Evidence of Cochlear Synaptopathy and the Effect of Systemic
Steroid in Acute Idiopathic Tinnitus With Normal Hearing. Otol Neurotol, v.42, p.978–984, 2021. DOI: 10.1097/MAO.0000000000003189
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Página(s): p.490
ISSN 1983-1793X
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ANÁLISE DA COBERTURA DA TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL NAS MACRORREGIÕES DE SAÚDE DO ESTADO DA BAHIA: UMA BASE DE DADOS DO DATASUS
Pereira, MCCS ;
Andrade, CLO ;
Silva, VRC ;
Introdução: A deficiência auditiva, que acomete de 3 a 5 para cada 1.000 nascimentos no Brasil, pode desencadear impactos no curso do desenvolvimento global da criança, o que torna o diagnóstico precoce fundamental nesse processo. A Triagem Auditiva Neonatal é a primeira etapa da investigação auditiva na infância, pois identifica precocemente perdas auditivas, a fim de coibir repercussões suscetíveis à deficiência. Embora assegurada por lei, sua cobertura não tem sido satisfatória em várias unidades federativas, especialmente nos estados do Nordeste, os quais apresentam taxas de cobertura inferiores aos preconizados . Objetivo: Analisar a cobertura da triagem auditiva neonatal nas macrorregiões de saúde do Estado da Bahia, no período entre 2017 a 2021, por meio de dados secundários. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico, baseado em dados secundários dispostos em uma plataforma de domínio público, o DATASUS. Conforme a Resolução n° 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde, não houve necessidade de submissão do trabalho ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). Foi efetuada a busca pelo quantitativo de triagens auditivas neonatais realizadas por meio de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOA) e Potenciais Evocados Auditivos de Tronco Encefálico Automático (PEATE-A) e os equipamentos disponíveis nas nove macrorregiões de saúde do Estado da Bahia. Os dados foram analisados de forma descritiva e expostos por meio de frequências absolutas e relativas, assim como o cálculo das taxas de crescimento. Resultados: Observou-se que nos períodos analisados a macrorregião Leste (Salvador) concentrou aproximadamente 50% dos equipamentos para o exame das EOA e cerca de 60% dos de PEATE-A disponíveis no Estado da Bahia. Das nove macrorregiões, apenas 11,1% realizaram procedimentos com o PEATE-A em 2019 e 33,3% nos demais anos, enquanto que 100% das macrorregiões, em todos os anos, utilizaram as EOA. A macrorregião Leste obteve a maior efetuação de triagens com o uso do PEATE-A (96,2%), ao tempo que não houve registros de triagens com tal procedimento nas macrorregiões Sul (Ilhéus), Oeste (Barreiras) e Centro-Leste (Feira de Santana). Utilizando EOA, a macrorregião Leste também obteve o maior percentual (21,3%) e o Extremo-Sul (Teixeira de Freitas) o menor (4,8%). Os dados também revelam que a macrorregião de maior concentração de todos os testes foi a Leste (24%), enquanto que o Extremo-Sul obteve o menor desempenho (4,7%). A taxa de crescimento de todo Estado sofreu variações, havendo o aumento de 3,3% em 2018, 0,7% em 2019 e diminuições em 2020 e 2021, com o percentual de -30% e -4,3%, respectivamente. Conclusão: Os dados sugerem que a cobertura da triagem auditiva neonatal no Estado da Bahia se distribui desigualmente entre suas nove macrorregiões de saúde, havendo centralização dos serviços e recursos tecnológicos na capital do Estado. Percebe-se também que a taxa de crescimento se encontra irregular nos períodos estudados, sofrendo pequenos aumentos e reduções significativas. Analisando a diminuição nos anos de 2020 e 2021, não se pode descartar que nestes anos tenha havido influência da Pandemia pelo Covid-19. Nota-se uma taxa de cobertura inferior à média nacional e valores discrepantes daqueles preconizados para a universalização da triagem auditiva neonatal.
ARORA, S. et al. Language environments and spoken language development of children with hearing loss. Journal of Deaf Studies and Deaf Education, v. 25, n. 4, p. 457–468, 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes de atenção da triagem auditiva neonatal. Brasília: MS, 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_triagem_auditiva_neonatal.pd.
JOINT COMMITTEE ON INFANT HEARING. Year 2019 Position Statement: Principles and Guidelines for Early Hearing Detection and Intervention Programs. The Journal of Early Hearing Detection and Intervention, v.4, n. 2, p.1-44, 2019.
PASCHOAL, M. R.; CAVALCANTI, H. G.; FERREIRA, M. Â. F. Análise espacial e temporal da cobertura da triagem auditiva neonatal no Brasil (2008-2015). Ciência e Saúde Coletiva, v. 22, n. 11, p. 3615–3624, 2017.
PIMPERTON, H.; KENNEDY, C. R. The impact of early identification of permanente childhood hearing impairment on speech and language outcomes. Archives of Disease in Childhood, v. 97, n. 7, p. 648–653, 2012.
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Página(s): p.635
ISSN 1983-1793X
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ANÁLISE DA COBERTURA DE REPOSIÇÕES DE APARELHOS DE AMPLIFICAÇÃO SONORA INDIVIDUAL DURANTE PANDEMIA DE COVID-19
Fernandes, D. S. ;
Lüders, D. ;
Cabral, J. ;
Foppa, M. C. C. ;
Zeigelboim, B. S. ;
José, M. R. ;
Introdução: O uso do Aparelho Amplificação Sonora Individual (AASI) possibilita uma melhora da capacidade auditiva do paciente, devido à amplificação fornecida por este dispositivo que permite acesso aos sons por meio da audição residual. Durante a pandemia do COVID-19, muitas mudanças foram necessárias devido aos protocolos de segurança para evitar o contágio pelo SARS-CoV2, exigindo modificações em vários serviços de saúde, sendo um destes setores o de saúde auditiva, que em determinados períodos vieram a suspender os atendimentos ou realizá-los por meio de teleatendimento, devido às incertezas decorrentes do cenário mundial, que se encontrava em uma crise sanitária jamais vista neste século (1-3). Objetivo: Realizar um levantamento da cobertura de reposição dos aparelhos de amplificação sonora individual, durante o período da pandemia de COVID-19 e comparar com o quantitativo de reposições de AASI ocorridas em período anterior a pandemia de COVID-19. Métodos: Este trabalho trata-se de um estudo ecológico descritivo, sendo apresentado como unidade de análise as unidades federativas do Brasil, os procedimentos realizados para reposição de AASI no Sistema Único de Saúde e os meses em que as reposições de AASI foram realizadas. Por se tratar de um estudo secundário, com coleta de dados públicos em que não há a identificação dos participantes, não foi necessária aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos. Para levantamento dos dados, foi realizada uma análise na plataforma do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS (4), no período compreendido entre março/2020 a setembro/2021, correspondendo ao período da pandemia de COVID-19 e março/2018 a setembro/2019, relacionado ao período anterior a pandemia de COVID-19. Os resultados dos dados coletados foram analisados de maneira descritiva. Resultados: Observou-se uma redução de 3.820 AASIs repostos (4,21%) no período entre março/2020 a setembro/2021, em comparação com o período de março/2018 a setembro/2019, com maior impacto no quantitativo de reposições de AASI ocorridas entre março a agosto de 2020, com diminuição de 8.824 (30,83%) reposições nesse período, em comparação com os mesmos meses de 2018. Os modelos de AASI em que houve maior redução da reposição foram os externos retroauriculares. O Sudeste foi a região brasileira que demonstrou maior queda no quantitativo de reposições de AASI no período da pandemia de COVID-19 (n=2.035), porém correspondendo a redução percentual de 4,52%. Já as regiões em que se observou maior queda percentual do número de reposições durante a pandemia foram as regiões norte e nordeste, correspondendo a diminuição de 7,26% (n= 390) e 6,03% (n= 795), respectivamente. Somente na região centro-oeste houve aumento de 418 (4,4%) reposições durante a pandemia de COVID-19. Conclusão: Este estudo permitiu verificar que o número de reposições de AASI diminuiu no período de pandemia da SARS-CoV2, principalmente no período entre março a agosto de 2020, devido as medidas restritivas de distanciamento/isolamento social e, possivelmente pelo receio pela contaminação da COVID-19. Observou-se que o quantitativo das reposições de AASI aumentou na medida em que houve diminuição dos casos de COVID-19.
1. Gaeta L. Survey of Hearing Health During the COVID-19 Pandemic: Implications for Service Delivery. Am J Audiol. 2020;29(4):944-947. doi: 10.1044/2020_AJA-20-00037.
2. Ten Hulzen RD, Fabry DA. Impact of Hearing Loss and Universal Face Masking in the COVID-19 Era. Mayo Clin Proc. 2020;95(10): 2069–2072. doi: 10.1016/j.mayocp.2020.07.027
3. Trecca E, Gelardi M, Cassano M. COVID-19 and hearing difficulties. Am J Otolaryngol. 2020; 41(4):102496. doi: 10.1016/j.amjoto.2020.102496
4. DATASUS. Ministério da Saúde/Secretaria de Atenção à Saúde (SAS):
Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). Brasil:
DATASUS; 2021 [cited 2020 Nov 11]. Disponível em: http://www2.
datasus.gov.br/DATASUS/index.php.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.473
ISSN 1983-1793X
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ANÁLISE DO FREQUENCY FOLLOWING RESPONSE COM ESTÍMULO DE FALA NO DESENVOLVIMENTO DA VIA AUDITIVA DE BEBÊS COM SÍFILIS CONGÊNITA: DADOS PRELIMINARES
Santos, A. B. ;
Lemos, F. A. ;
Escera, C. ;
Balen, S. A. ;
Introdução: A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível que pode causar abortamento, prematuridade, manifestações congênitas e/ou morte do recém-nascido, além da perda auditiva sensorioneural. Objetivo: Analisar o desenvolvimento da via auditiva utilizando o Frequency Following Response (FFR) com estímulo de fala /da/ em bebês com sífilis congênita tratada. Metodologia: Estudo tipo coorte longitudinal, aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Instituição (n.3.360.661). Todos os responsáveis assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Selecionou-se 12 sujeitos nascidos nas maternidades públicas do município de Natal, sem outros indicadores de risco para a deficiência auditiva (IRDA), idade gestacional igual ou maior a 32 semanas. Excluídos os bebês cuja mãe relatou uso de álcool e drogas durante a gestação. Bebês divididos em: Grupo controle (Gc) com seis bebês sem IRDA, Grupo exposto a sífilis (Gexp) com dois bebês, e Grupo sífilis congênita (Gsc) com quatro bebês. Utilizou-se o Veneral Diseases Research Laboratory para detectar a titulagem da sífilis na mãe e no bebê. Com os pacientes dormindo no colo de suas mães realizou-se as emissões otoacústicas transientes (EOAt) e o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE). Tiveram presença das EOAt e das ondas I, III e V com latência e intervalos interpicos dentro do esperado no PEATE com clique em 80dBnNA, com presença da onda V em 30dBnNA. FFR realizado com o estímulo de fala /da/. Estímulo apresentado em quatro promediações de 1.000 sweeps, totalizando 4.000, numa janela de -40 a 270.27 ms. Polaridade alternada em 80dBnNA na orelha direita com fones de ouvido intra-aurais 3A. Dados coletados no equipamento Intelligent Hearing Systems. Estímulo sintetizado a uma frequência fundamental de 100 Hz, duração de 170 ms, velocidade de 3,70/s, com os primeiros 10 ms de onset, 47 ms da transição consoante-vogal e 113 ms de sustentação da vogal. Nas aquisições, o número de artefatos foi controlado (abaixo de 10%). Para filtragem das ondas, aplicou-se um filtro passa-banda online de 30-3000 Hz. Na análise dos dados, somou-se as ondas registradas na orelha avaliada, depois, aplicou-se um filtro passa-banda espectral de 70-1500 Hz. A partir destas etapas o registro neural foi salvo e executada a análise no script do Matlab. Parâmetros analisados no domínio do tempo: correlação cruzada entre estímulo e resposta, neural lag, relação sinal-ruído, pitch error e pitch strength; já no domínio da frequência foram a amplitude da frequência fundamental e seus harmônicos numa janela fixa de tempo. Utilizou-se o teste Kruskal Wallis e Wilcoxon sendo adotado o nível de significância de 5%. Resultados: Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas no domínio do tempo e da frequência, entre os Gc, Gexp e Gsc. Porém, houve diferença no T1 e T2 do Gc na amplitude espectral da F0 e na média dos harmônicos da vogal. Conclusão: Bebês expostos à sífilis e com sífilis congênita não demonstraram diferentes respostas dos bebês do Gc, exceto na análise do domínio da frequência, evidenciando que pode haver um percurso diferente no desenvolvimento. Dados que necessitam de confirmação com a ampliação da amostra do estudo.
BRASIL. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para atenção integral às pessoas com infecções sexualmente transmissíveis (IST).Ministério da Saúde.p.248, 2019.
JCIH. Year 2019 Position Statement : Principles and Guidelines for Early Hearing Detection and Intervention Programs. The Journal of Early Hearing Detection and Intervention, v. 4, n. 2, p. 1–44, 2019.
RIBAS-PRATS, T. et al. The frequency-following response (FFR) to speech stimuli: A normative dataset in healthy newborns. Hearing Research, v. 371, p. 28–39, 2019.
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Página(s): p.487
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ANÁLISE HISTÓRICA DA DISPONIBILIDADE E RELEVÂNCIA DE CONTEÚDOS SOBRE AUDIOLOGIA NA WIKIPÉDIA
Matos, H. G. C. ;
Lopes, T. A. ;
Montilha, A. A. P. ;
Morata, T. C. ;
Alvarenga, K. F. ;
Jacob-Corteletti, L. C. ;
Introdução: A Wikipédia é uma enciclopédia eletrônica aberta disponível em vários idiomas. O seu conteúdo é resultado da produção colaborativa de diversos usuários, que realizam a edição dos verbetes. Desde a sua criação em 2001, a Wikipédia vem ganhando notoriedade como ferramenta de construção de saberes. Nesse contexto, destacam-se ações de estudantes no uso da Wikipédia enquanto metodologia ativa de aprendizagem na produção de verbetes sobre temas em saúde. A produção de conteúdos em Audiologia é um tópico com considerável produção de verbetes, com as primeiras produções sendo de 2002, em inglês. Em português, os primeiros verbetes sobre o tema são conjuntos ao início, em 2004, da Wikipédia lusófona. Nesse sentido, uma análise histórica da produção de verbetes sobre Audiologia permite dimensionar a extensão e relevância das ações para produção de conteúdos sobre o tema. Pela comparação da produção em dois idiomas demonstrando a evolução na disponibilidade dos verbetes e impacto de ações de ensino-extensão nos acessos e edições. Objetivo: Analisar cronologicamente o volume e relevância dos verbetes sobre Audiologia disponíveis na Wikipédia comparativamente em português e inglês. Metodologia: Foi realizado um levantamento histórico na Wikipédia dos verbetes pertencentes a categoria Audiologia. Analisou-se a relevância dos verbetes com base no fluxo de acessos e quantidade de edições, visualizados a partir do Outreach Dashboard, atestando a participação de universitários-editores. Os dados foram organizados cronologicamente nos dois idiomas e comparados descritivamente. Estudo sem obrigatoriedade de análise pelo CEP. Resultados: Identificou-se a produção de 86 artigos em português e 76 em inglês, como medida de importância da produção de verbetes sobre Audiologia. Os verbetes em inglês apresentaram até 2021, adição média de 4 verbetes anualmente, com maior produção em 2005, 14 verbetes, e a menor em 2002, 2012, 2013 e 2019. Em português, até o ano de 2021 foram produzidos 6 verbetes anualmente, com 2006 e 2019 apresentando maior criação de verbetes, 14 textos, e 2004, 2011, 2014 e 2016 a menor criação. Acerca da relevância dos verbetes, o fluxo de acesso mensal aos verbetes, em dezembro de 2021, apresentou média de 476 acessos em português e 4222 em inglês, com média de 86 edições em português e 416 em inglês. Com a maior parte dos verbetes em português sendo resultado de atividades de ensino e extensão iniciadas a partir de 2016, que colaboraram com a criação de cerca de 11 verbetes, com 646 edições totais e média de 205 acessos mensalmente. Conclusão: Observou-se maior disponibilidade de verbetes em português e maior quantidade de acessos e edições em inglês. Na análise cronológica, destaca-se uma média superior para produção de verbetes em português ao longo dos anos. Assim, é possível apontar uma tendência de alta na produção de textos em português, coincidente às ações de ensino e extensão desenvolvidas na universidade. Ainda, cabe a condução de análises futuras para melhor verificar a evolução da disponibilidade e os indicadores de relevância dos artigos. Com a análise dos dados, destaca-se a importância das ações de ensino extensão nos conteúdos sobre Audiologia disponíveis na Wikipédia em português.
1. Heilman JM, Kemmann E, Bonert M, Chatterjee A, Ragar B, Beards GM, et al. Wikipedia: A Key Tool for Global Public Health Promotion. J Med Internet Res. 2011 Jan 31;13(1):e14
2. Giles J. Internet encyclopedias go head to head. Nature. 2005 Dec;438(7070):900-1.
3. Trotter MI, Morgan DW. Patients' use of the Internet for health related matters: a study of Internet usage in 2000 and 2006. Health Informatics J. 2008 Sep;14(3):175-81.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.566
ISSN 1983-1793X
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APLICATIVOS DE ACESSIBILIDADE AUDITIVA EM SMARTPHONES: O QUE VOCÊ SABE SOBRE ISSO?
Kado, C.A. ;
Carneiro, L.A. ;
Lopes, N.B.F ;
Moret, A.L.M ;
Jacob, R.T.S ;
Introdução:O fato de ser comum a comunicação em ambientes ruidosos torna essa situação ainda mais complexa para pessoas com deficiência auditiva (DA), afetando o seu convívio em sociedade. O surgimento de novas ferramentas e aplicativos nos smartphones voltados a essa população podem resultar em melhorias significativas em relação a comunicação em ambientes acusticamente desafiadores. A literatura internacional sugere que esse novo cenário apresenta potencial para transformar a prestação de serviços em saúde auditiva. Objetivo: Investigar o nível de conhecimento de pessoas com DA sobre os aplicativos de smartphone desenvolvidos com foco na acessibilidade auditiva e/ou comunicativa .comunicativa.Metodologia:O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob registro CAAE 47133021.3.0000.5417. ,Todos os critérios éticos foram seguidos respeitando a resolução 466/12 que versa sobre Ética em Pesquisa com seres humanos da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP). Foi aplicado um questionário contendo 20 questões sobre a utilização de aplicativos de acessibilidade em smartphones, em 100 pessoas com DA atendidas em um Serviço de Saúde Auditiva. Os dados coletados pelos questionários foram transferidos para uma planilha do Microsoft Excel, onde foram analisados por meio de estatística descritiva. Resultados: Dos 100 participantes, apesar de aproximadamente 80% deles possuírem pelo menos um smartphone e acesso à internet, 100% nunca utilizaram ou conheciam os aplicativos de acessibilidade. No entanto, 98% deles apresentam interesse em receber orientações sobre essas ferramentas. Conclusão: Este estudo identificou que nenhum dos indivíduos participantes possuem conhecimento em relação aos aplicativos voltados ao público com DA, porém desejam conhecer mais sobre o tema. Sugere-se a elaboração de materiais informativos sobre o uso dessas ferramentas de acessibilidade comunicativa de baixo custo e amplo alcance, visto o grande número de proprietários de smartphones existentes atualmente.
BAKKEN, J.P.; Putta, P.;Uskov, V.L. Universities: Assistive Technologies for Students with Hearing Impairments. Smart Education and e-Learning, v.240,,p.
487-503, 2021.https://doi.org/10.1007/978-981-16-2834-4_41
LOPEZ, E.A.; COSTA, O.A.; FERRARI, D.V. Development and Technical Validation of the Mobile Based Assistive Listening System: A Smartphone-Based
Remote remote microphone. American Journal of Audiology, v. 25, n. 3S, p.288-294, 2016. DOI:10.1044/2016_AJA-16-0016
MAIDMENT, D.W.; AMLANI, A.N. Argumentum ad Ignorantiam: SmartphoneConnected Listening Devices. Thieme Medical Publishers. Semin
Hear, v. 41, n. 4, p. 254-265, dez. 2020. DOI:10.1055 / s-0040-1718711
SAUNDERS, G.H.; JACKSON, I.R.; VISRAM, A.S. Impacts of face coverings on communication: an indirect impact of COVID-19. International journal of
audiology, v. 60, n. 7, p. 495-506, 2021. https://doi.org/10.1080/14992027.2020.1851401
THIBODEAU, L.M. Between the Listener and the Talker: Connectivity Options.Seminars in Hearing. Thieme Medical Publishers, v. 41, n. 04, p. 247-253, 2020. https://doi.org/10.1055/s-0040-1718710.
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Página(s): p.597
ISSN 1983-1793X
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ARO MAGNÉTICO: UMA SOLUÇÃO ANTIGA PARA NOVOS TEMPOS
Iplinsky, C. B. ;
Carneiro. L. A. ;
Lopes, N. B. F. ;
Moret, A. L. M. ;
Ferrari, D. V. ;
Berretin-Félix, G. ;
Diman, R. B. ;
Dworak, R. F. ;
Jacob, R. T. S. ;
INTRODUÇÃO: As tecnologias assistivas (TA) são produtos, instrumentos ou equipamentos projetados para melhorar a funcionalidade dos dispositivos de amplificação sonora para a pessoa com deficiência auditiva (DA). Dentre esses equipamentos assistivos, o aro magnético já é há muito tempo utilizado em países como os Estados Unidos da América (http://www.hearingloop.org/index.htm) e em países da Europa. No Brasil essa tecnologia não é facilmente encontrada para comercialização, e tão pouco está presente nos espaços públicos. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146, de 06/07/2015) determina como acessibilidade o direito de qualquer pessoa, com deficiência ou não, o livre acesso à lugares, informações, serviços ou produtos. Os ruídos competitivos, para pessoas com DA, são uma barreira real ao acesso em espaços públicos e, portanto, o aro magnético é uma ferramenta que favorece a inclusão social. Além disso, com a pandemia do COVID-19, tornou-se mandatório o uso de máscaras, o distanciamento social e também medidas como o uso de plástico acrílico no atendimento ao público para reduzir os níveis de transmissão do vírus. Estudos já comprovam os déficits comunicativos provocados pela opacidade da máscara, prejudicando pessoas com DA e sem, com a redução da intensidade da voz e ausência de pistas visuais que contribuem para a compreensão da fala. OBJETIVO: O estudo avaliou o benefício do aro magnético para usuário de aparelho de amplificação sonora individual (AASI) em um ambiente público. METODOLOGIA: O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob registro CAAE 47128921.7.0000.5417, de acordo com o parecer 4.791.254. Foi dividido em duas etapas: 1) Confecção de um protótipo de aro magnético em parceria com uma instituição de ensino técnico; 2) Avaliação da percepção de fala no ruído de pessoas usuárias de AASI com e sem o uso do aro magnético em uma recepção de um Serviço de Saúde Auditiva. Nesta última etapa participaram sete adultos, usuários de AASI a, no mínimo, dois meses de experiência. Foram avaliadas duas situações: sem uso do aro magnético e com a ativação da tecnologia de indução e da bobina telefônica dos AASI. O teste de percepção de fala utilizado foi o Hearing in Noise Test Brasil (HINT), com um relação sinal ruído fixa em -10dBSNR. Também foi aplicado um questionário contendo cinco questões objetivas sobre as duas situações em que foi realizado o teste. RESULTADOS: Houve melhora no desempenho de todos os participantes na situação de uso do aro magnético e todos os participantes avaliaram essa condição como satisfatória. CONCLUSÃO: O aro magnético demonstrou benefício na percepção da fala no ruído de pessoas com DA, sendo que as mesmas relataram maior conforto e confiança na comunicação com o uso dessa tecnologia assistiva.
Audiology Online [Internet]. Sheehan J: Understanding Hearing Loops. [5 dec 2011] Disponível em: https://www.audiologyonline.com/articles/understanding-hearing-loops-794
BRASIL. Presidência da República. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Brasília, DF, 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm
Bevilacqua MC, Banhara MR, Da Costa EA, Vignoly AB, Alvarenga KF. The brazilian portuguese Hearing In Noise Test (HINT). Int J Audiol. 2008;47:364-5.
Sterkens J. (2011) Get your Practice and Patients in the Loop: Telecoil and Hearing Loop Essentials for Practitioners. Audiology Practices 3 (4): 36-39
Thibodeau LM; Thibodeau-Nielsen, RB; Tran, CMQ; Jacob, RST; Communicating During COVID-19, Ear and Hearing: March 30, 2021 - Volume Publish Ahead of Print - Issue - doi: 10.1097/AUD.0000000000001065
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.636
ISSN 1983-1793X
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ARTRITE REUMATOIDE: EFEITOS NA AUDIÇÃO E EQUILÍBRIO.
Garrido, S. R. T. ;
SOARES, A. C. A. ;
Matos, L. S. ;
Sanches, J. F. ;
Lopes, A. C. ;
Introdução: A artrite reumatoide (AR) é considerada uma doença crônica, têm consequências psicológicas e sociais importantes, exigindo enfrentamento para as incertezas no diagnóstico, da incapacidade, da dependência, dos estigmas sociais e das alterações no estilo de vida, são característicos das doenças crônicas que requerem adaptação. Os portadores têm de lidar com estas ameaças e desafios impostos pela doença. As doenças crónicas são, por definição, “doenças prolongadas, que não se resolvem espontaneamente e que raramente têm cura completa” [Centers for Disease Control and Prevention - CDC 2003]. Como doença crônica auto-imune, a AR necessita de tratamento farmacológico prolongado, caracterizando-se, apesar disso, por dor e incapacidade física progressiva. Alguns estudos sugerem que a orelha pode ser afetada pelos processos inflamatórios da AR, levando a sintomas como zumbido e dificuldade auditivas. A prevalência de deficiência auditiva em portadores de AR é de 24 a 60%, o envolvimento das articulações sinoviais no incudomalear, martelo e bigorna, poderiam causar perda auditiva do tipo condutiva, devido ao aumento da rigidez ou desarticulação. Além disso, o processo inflamatório poderia causar por meio da ativação imune, lesão nas células ciliadas da cóclea, causando perda sensorioneural ou até mesmo do tipo mista, que é a mais frequente. Objetivo: Identificar as alterações na audição e equilíbrio de portadores de AR. Metodologia: Não houve necessidade de aprovação do Comitê de Ética, pois se trata de uma revisão. Realizou-se a revisão integrativa sobre audição e equilíbrio em portadores de AR. As bases acessadas eletronicamente foram: BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), PubMed (US National Library of Medicine), BDTD (Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações) e CAPES (Banco de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior), no período entre 2015 a 2021. Os descritores foram: audição, perda auditiva, artrite reumatoide e equilíbrio. Resultados: Na primeira etapa, foram analisados os títulos dos artigos encontrados por meio da combinação dos descritores e palavras chaves em todas as bases de dados e foram selecionados
120 artigos que cumpriram, inicialmente, os critérios de elegibilidade. Na fase seguinte foram analisados os resumos e selecionados 5 artigos que possuíam informações sobre o tema. As evidências apontam que há relação entre a AR, audição e equilíbrio, ou seja, na audição a rigidez ou desarticulação da cadeia ossicular, desencadeia perda auditiva, condutiva, mista ou sensorioneural. Quanto ao equilíbrio, as pessoas com AR, têm dificuldade em manter o controle postural, prejudicando assim o equilíbrio nas Atividades de Vida Diárias (AVD’s), tornando-se um importante fator de risco para quedas. Conclusão: Essa revisão de literatura compilou achados de estudos relevantes e contribuirá para a prática clínica no diagnóstico precoce das perdas auditivas decorrente da artrite reumatoide, porém ainda se faz necessário mais estudos nacionais nessa área para que investigar os reais efeitos da AR sobre a audição e equilíbrio, uma vez que estes estão diretamente relacionados à qualidade de vida.
1. Cruz AI, Núñez MM, Valleio ES, Cruz MZ, Jiménez AR, Sánchez VO, et al. Frequência da doença auditiva e os fatores associados em pacientes com artrite idiopática juvenil [Internet]. Ciudad de México: Reumatología Clínica; 2019 [cited 2021 Aug 3]. p. 152-155. Available from: https://doi.org/10.1016/j.reuma.2017.07.003
2. Jeong H, Chang YS, Baek SY, Kim SW, Eun YH, et al. Avaliação dos resultados do teste audiométrico para determinar a deficiência auditiva em pacientes com artrite reumatóide: análise de dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição da Coreia [Internet]. California: PLOS ONE; 2016 [cited 2021 Aug 3]. p. 1-14. Available from: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0164591
3. Kiakojuri K, Youself-Ghahari B, Soltanparast S, Monadi M. Estado da audição em pacientes com artrite reumatóide [Internet]. Babol: Caspian Journal of Internal Medicine; 2019 [cited 2021 Aug 3]. 461 p. Available from: http://caspjim.com/article-1-1704-en.html
4. Lobo FS. Perda auditiva em artrite reumatoide: associação com anticorpos anti-proteína citrulinada [Internet]. Dourados: Universidade Federal da Grande Dourados; 2015 [cited 2021 Aug 3]. 82 p. Available from: http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/1312
5. Treviño-González JL, Villegas-González MJ, Muñoz-Maldonado GE, Montero-Cantu CA, Nava-Zavala AH, Garza-Elizondo MA. Hipoacusia neurosensorial subclínica em pacientes femininas com artrite reumatoide [Internet]. Monterrey: Cirugía y Cirujanos; 2015 [cited 2021 Aug 3]. p. 364-670. Available from: https://doi.org/10.1016/j.circir.2015.05.026
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.455
ISSN 1983-1793X
https://audiologiabrasil.org.br/37eia/anais-trabalhos-consulta/455
ASSISTÊNCIA DA SAÚDE AUDITIVA DURANTE A PANDEMIA EM UM HOSPITAL REFERÊNCIA PARA ATENDIMENTO DE PACIENTES COM COVID-19
ALS ;
CCA ;
DRVS ;
DSK ;
LBG ;
SCAP ;
ART ;
Introdução: A equipe de audiologistas do Serviço de Fonoaudiologia do hospital atua na saúde auditiva abrangendo duas esferas de atendimento, sendo uma delas na internação para execução da Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU) e a outra no ambulatório. Para a realização da TANU o atendimento ocorre em três unidades de internação além do atendimento ambulatorial onde são realizados os retestes e diagnósticos. No ambulatório ainda são realizados diagnósticos da perda auditiva em adultos e crianças; reabilitação auditiva com uso de próteses auditivas convencionais, ancoradas no osso e implantes cocleares; além da adaptação do Sistema FM e do acompanhamento da adaptação e manutenção dos dispositivos. Objetivos: Descrever as estratégias utilizadas para manutenção assistencial da saúde auditiva durante a pandemia. Metodologia: Desde a interrupção dos atendimentos ambulatoriais ocorrida em 23/03/2020, alguns serviços seguiram ininterruptamente como a TANU e as ativações de implantes cocleares. Os demais atendimentos foram inicialmente suspensos e parcialmente retomados a partir de maio/2020. Devido à impossibilidade de ventilação natural da área do Serviço de Fonoaudiologia, a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar orientou quanto à necessidade de diminuir a circulação de pacientes e funcionários no local. Frente a estas sugestões, o serviço elaborou um plano de contingenciamento, reorganizando os atendimentos e restringindo o número de pessoas por sala. Tais medidas proporcionaram maior segurança a todos durante a assistência em cada período da pandemia. Para seguirmos com os atendimentos, um rodízio de profissionais foi proposto para atuar nas duas esferas para que a retomada dos atendimentos fosse possível e impactasse o menor prejuízo aos pacientes. Resultados: Com a suspensão de vários atendimentos no período de 23/03/20 até 30/06/21, a equipe entrou em contato telefônico com 3919 pacientes para reagendamento e verificação de necessidade de acompanhamento com maior ou menor brevidade. Foram realizados 2138 atendimentos ambulatoriais, 7917 exames e 148 tele atendimentos. Devido à restrição de ocupação nas cabinas, o plano de atendimento iniciou com dois turnos presenciais de cada profissional em julho/20 e foi gradualmente aumentado até que, em janeiro de 2021, foi retomado o atendimento 100% presencial. Com o aumento das internações pela COVID-19, os atendimentos foram restringidos novamente em março/21 e a retomada na sua totalidade ocorreu a partir de julho/21. Todos os atendimentos represados foram reagendados e a maioria que pode comparecer já concluiu suas avaliações e está em reabilitação auditiva. Conclusões: A colaboração e engajamento da equipe de audiologistas em conformidade com as recomendações institucionais, tornaram factível a realização dos atendimentos e proporcionaram a rápida retomada da assistência. O sucesso das estratégias utilizadas minimizou ao máximo o prejuízo que a falta de audição acarreta na vida dos pacientes deficientes auditivos, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Keywords: Perda auditiva, Triagem Auditiva Neonatal Universal, COVID-19
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.073/ GM, de 28 de setembro de 2004. Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva. Diário Oficial da União, Brasília, DF. 28 set. 2004.
BRASIL. Ministério da Saúde. Lei n. 12.303, de 2 de agosto de 2010. Dispõe sobre a obrigatoriedade de realização do exame denominado emissões otoacústicas evocadas. Diário Oficial da União. De agosto de 2010.
BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal. Secretaria de Atenção à Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas e Departamento de Atenção Especializada. Brasília: Ministério da Saúde, 2012.
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.776/ GM, de 18 de dezembro de 2014. Diretrizes gerais, amplia e incorpora procedimentos para a Atenção Especializada às Pessoas com Deficiência Auditiva no Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília, DF. 18 dez. 2014.
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Página(s): p.632
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ASSOCIAÇÃO DAS QUEIXAS AUDITIVAS E O USO DE FONE DE OUVIDO
Bastos, G.S. ;
Ferreira, A.C.G. ;
Soares, D.L.C. ;
Rocha, S.S.R ;
Novanta, G.G.R ;
Boger, M.E. ;
Introdução: A evolução tecnológica tem contribuído para novos estilos de vida, e com essas mudanças é cada vez mais frequente o uso de equipamentos sonoros com fones individualizados por crianças, jovens e adultos. A alta intensidade dos sons nos fones de ouvido utilizados pelos jovens podem produzir uma diminuição auditiva lenta e progressiva, causando perdas auditivas com características neurossensoriais, sendo estas muito semelhantes às perdas provocadas pela exposição ao ruído ocupacional. Alguns smartphones e fones de ouvido têm capacidade de reprodução em volumes de até 130 dB. De acordo com os índices recomendados, ouvir música nessa intensidade por mais de 5 minutos já seria suficiente para provocar algum tipo de dano à audição, fazendo com que essa exposição contínua a sons mais intensos do que o indicado, pode desencadear sintomas como zumbido, sensação de dor e pressão nos ouvidos, distorção sonora, perda auditiva permanente, intolerância a sons intensos, tontura e dificuldades para compreender o que está sendo dito. Pela Norma Regulamentadora 15 o volume máximo ao qual podemos ficar expostos durante 8 horas por dia, é de até 85 decibéis (dB), mas não é observada, nessa norma nem em qualquer outra NR ou literatura nacional relacionada à medição de níveis de ruído, a descrição de uma metodologia que atenda às especificações da medição da exposição a ruído durante as atividades com o uso de fones de ouvido. Objetivo: Verificar associação das queixas auditivas e o uso de fone de ouvido. Nos últimos dois anos, dentro do contexto de pandemia, a população tem feito o uso diário e constante de fone de ouvido, seja para atividades ocupacionais, estudos e/ou atividades de lazer. Métodos: Revisão de literatura baseada em artigos publicados até agosto de 2021. As buscas de artigos foram realizadas nos bancos de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica (MEDLINE) utilizando os seguintes descritores controlados: audição, fone de ouvido, perda auditiva, jovens, efeitos do ruído. Resultados: O zumbido, a hipersensibilidade a sons intensos, a perda na habilidade para ouvir determinados sons e as dificuldades para compreensão da fala em ambientes ruidosos, foram as principais queixas encontradas. Conclusão: Foi possível identificar a estreita relação das queixas auditivas associadas ao uso de fones de ouvido.
1 - Luiz TS, Borja, AL. Sintomas auditivos em usuários de estéreos pessoais. Int Arch Otorhinolaryngol. 2012;16(2):163-9.
2 - Gonçalves C, Dias FAM. Achados audiológicos em jovens usuários de fones de ouvido. Rev. CEFAC. 2014 Jul-Ago; 16(4):1097-1108.
3 - Santos I, Colella-Santos MF, Couto CM. Pressão sonora gerada por equipamentos sonoros portáteis individuais. Braz J Otorhinolaryngol. 2014;80(1):41-7.
4 - Oliveira MFF, Andrade KCL, Carnaúba ATL, Peixoto GO, Menezes PL. Fones de ouvido supra-aurais e intra-aurais: um estudo das saídas de intensidade e da audição de seus usuários. Audiol Commun Res. 2017;22:e 1783. Acessado em 01/05/2021.
5 - Herrera S, Lacerda AB, Lürdes D, Rocha F, Alcaràs PA, Ribeiro LH. Amplified music with headphones and its implications on hearing health in teens. Int Tinnitus J. 2016 Jul 22.
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Página(s): p.458
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ASSOCIAÇÃO DO ZUMBIDO E A HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: ESTUDO RETROSPECTIVO
Carneiro, C.S ;
Silva, R.E.P ;
Oliveira, J.R.M ;
Mondelli, M.F.C.G ;
Objetivo: Descrever dados da perda auditiva, da hipertensão arterial sistêmica e do zumbido dos indivíduos, e verificar a associação entre hipertensão arterial sistêmica e zumbido, bem como correlacionar outras variáveis presentes na amostra: perda auditiva e zumbido, idade e zumbido e idade e hipertensão arterial sistêmica. Métodologia: Pesquisa quantitativa, descritiva e inferencial, retrospectiva com coleta de dados de 473 prontuários de adultos e idosos atendidos entre os anos 2008 e 2018. Selecionadas informações sobre idade, gênero, resultado da audiometria tonal liminar, zumbido, tipo e frequência do zumbido, presença de HAS e uso de medicamento para controle da doença. Resultados: não foi encontrada associação entre hipertensão arterial sistêmica e zumbido ou entre perda auditiva e zumbido e entre idade e zumbido, todavia foi observada associação entre idade e hipertensão arterial sistêmica, por meio do teste Qui Quadrado. O tipo de zumbido mais comum foi o chiado e a maioria dos indivíduos que referiram sentir mais de um tipo de zumbido eram hipertensos. Conclusão: os resultados encontrados e a literatura sugerem que a hipertensão arterial sistêmica pode ser um fator adicional ou um agravante de fatores preexistentes na geração do zumbido, porém não a causa primária.
Noreña AJ, Lacher FS, Fraysse MJ, Bizaguet E, Grevin P, Thai VH et al. A
contribution to the debate on tinnitus definition. Progress in Brain Research.
2021;262:469-485.
Bernardo, Graziela Mackowiesky Brigido, et al. "Audiological implications of diabetes mellitus and arterial hypertension: a systematic review." Distúrbios da Comunicação 32.2 (2020): 296-307.
Malachias M, Souza W, Plavnik FL, Rodrigues C, Brandão A. 7a Diretriz Brasileira De Hipertensão Arterial. Arq Bras Cardiol [Internet]. 2016;107(3):1–82. Available from: www.arquivosonline.com.br
Figueiredo RR, Azevedo AA, Penido NO. Positive association between tinnitus and arterial hypertension. Front Neurol. 2016;7(171):3–8.
Yang P, Ma W, Zheng Y, Yang H, Lin H. A systematic review and meta-analysis on the association between hypertension and tinnitus. Int J Hypertens. 2015;2015:1–7.
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ATIVIDADE COCLEAR EM INDIVÍDUOS ADULTOS QUE TIVERAM COVID-19
Poffo, C. ;
Silva, D.P.C. ;
Introdução: A pandemia causada pelo vírus SARS-Cov-2 tornou-se uma grande questão de saúde pública. Há possível manifestação de diversos sintomas, como acometimentos no trato respiratório à sepse com risco de vida. As implicações após a recuperação ainda são um tema recente discutido na literatura. Possíveis efeitos deletérios seguem em estudo, sendo a correlação entre perda auditiva e COVID-19 um caminho a ser percorrido. Objetivo: Verificar o desempenho das células ciliadas externas em adultos infectados por COVID-19 e comparar seus resultados com indivíduos que não tiveram a doença. Metodologia: Estudo transversal, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos (Número do Parecer: 5.019.582). Participaram deste estudo 42 adultos com idade de 18 a 59 anos, sendo 21 do grupo de estudo e 21 do grupo controle. Foi coletado o exame de Emissões Otoacústicas Evocadas por Produto de Distorção (EOEPD). Para o grupo estudo, os sujeitos tiveram confirmação diagnóstica e ausência de queixas auditivas ou acometimentos otológicos prévios à infecção por COVID-19, bem como timpanometria do tipo A. Para o grupo controle, os sujeitos não apresentaram sinais clínicos sugestivos de COVID-19 durante o curso da pandemia e com ausência de positivo no exame diagnóstico, sem queixas auditivas, bem como timpanometria do tipo A. Os resultados das EOEPD, de ambas as orelhas, foram comparados por testes não paramétricos. Resultados: Em ambos os grupos, as EOEPD foram presentes bilateralmente e ao comparar a mediana da amplitude de resposta das frequências avaliadas de 1000, 2000, 3000, 4000, 6000 e 8000 Hz de ambas as orelhas entre os grupos: estudo e controle, não observou-se diferença estatisticamente significante (teste de Mann Whitney). Conclusão: Os indivíduos adultos que foram positivos para COVID-19 tiveram a atividade das células ciliadas externas preservadas, quando avaliada por meio da EOEPD, com amplitude de resposta semelhante à dos indivíduos que não tiveram a doença.
1 - Maharaj S, Alvarez MB, Mungul S, Hari K. Otologic dysfunction in patients with COVID ‐19: a systematic review. Laryngoscope Investigative Otolaryngology. 2020, 5 (6): 1192-6.
2 - Mustafa MWM. Audiological profile of asymptomatic Covid-19 PCR-positive cases. American Journal Of Otolaryngology. 2020, 41(3): 102483.
3 - Narosny W, Skorek A, Tretiakow D. Should patients with sudden deafness be tested for COVID19? Auris Nasus Larynx. 2021, 48(4): 797-8.
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Página(s): p.603
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AUTOAVALIAÇÃO DE HABILIDADES AUDITIVAS E RESTRIÇÃO DE PARTICIPAÇÃO EM IDOSOS
Maibuck, V. L. ;
Lüders, D. ;
Zeigelboim, B. S. ;
Correia-Baran, J. B. ;
Guarinello, A. C. ;
José, M. R. ;
Introdução: A perda auditiva relacionada com o envelhecimento, ocorre devido à degeneração progressiva e gradual das estruturas cocleares e das vias auditivas centrais. Além das dificuldades auditivas, pode causar impacto negativo em aspectos sociais, emocionais e cognitivos nos idosos, que consequentemente podem restringir suas atividades de vida diária (1). Buscando aperfeiçoar o processo de reabilitação auditiva neste público, a hipótese deste estudo é que idosos com maiores queixas em habilidades auditivas, investigadas por meio de um questionário de autoavaliação, poderiam apresentar maior restrição de participação em atividades cotidianas que envolvem situações comunicativas. Objetivo: Realizar uma autoavaliação de habilidades auditivas em idosos com perda auditiva e verificar a associação destas com a restrição de participação em atividades diárias que envolvem situações comunicativas. Metodologia: Projeto aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos sob CAAE: 49072021.3.0000.8040, parecer número 4.860.319. O delineamento do estudo foi observacional e transversal. A amostra foi selecionada por conveniência, durante os atendimentos em uma clínica-escola de Fonoaudiologia da região Sul do Brasil. Como critérios de inclusão os participantes deveriam ter idade igual ou superior a 60 anos e diagnóstico de perda auditiva e, foram excluídos aqueles com dificuldades para compreensão dos questionários, usuários de aparelho de amplificação sonora individual ou com perda auditiva de grau profundo. A amostra foi composta por 59 idosos (29 do sexo feminino e 30 do masculino), com idades entre 60 e 91 anos (média de 73.9±7.42 anos). Os procedimentos do estudo consistiram análise dos prontuários dos participantes e aplicação dos questionários Amsterdam Inventory for Auditory Disability And Handicap - AIADH (2) para autoavaliação de dificuldades em habilidades auditivas e do Hearing Handicap Inventory for the Elderly Screening Version HHIE-S (3) para verificação quanto a restrição de participação em atividades. Os resultados dos questionários foram analisados de maneira descritiva e inferencial (por meio dos testes de Correlação e Spearman e Mann-Whitney). Resultados: A pontuação total obtida no questionário AIADH correspondeu a mediana de 67.0 (Quartil 1 (Q1) = 60.0 e quartil 3 (Q3) = 72.0) no sexo feminino e 58.5 (Q1= 50.5 e Q3= 64.5) no masculino, com diferença significante entre os sexos (p= 0.008). No questionário HHIE-S, a pontuação total correspondeu a mediana de 36.0 (Q1= 24.0 e Q3= 38.0) no sexo feminino e 28.0 (Q1 20.0 e Q3= 33.5) no masculino, com diferença significante entre os sexos (p= 0.021). Verificou-se correlação positiva e moderada entre as escalas social e pontuação total do questionário HHIE-S e todas as escalas e pontuação total do questionário AIADH. Verificou-se correlação positiva e fraca entre a escala emocional do HHIE-S e todas as escalas e pontuação total do questionário AIADH. Conclusão: Observou-se associação entre as queixas em habilidades auditivas autoavaliadas por idosos com perda auditiva e a restrição de participação em atividades diárias, indicando que quanto maiores as dificuldades envolvendo as habilidades de detecção do som, discriminação e reconhecimento auditivo, localização sonora e inteligibilidade de fala no silêncio e no ruído, maior o impacto negativo em questões relacionadas aos aspectos sociais e emocionais nos idosos.
1. Bowl MR, Dawson SJ. Age-Related Hearing Loss. Cold Spring Harb Perspect Med. 2019 Aug 1;9(8):a033217.
2. Zanchetta S, Simões HO, Lunardelo PP, Canavezi MO, Reis ACMB, Massuda ET. Cross-cultural adaptation of the Amsterdam inventory for auditory disability and handicap to Brazilian Portuguese. Braz. j. otorhinolaryngol. 2020;86(1):3-13.
3. Rosis ACA, Souza MRF, Iório MCM. Questionário Hearing Handicap Inventory for the Elderly – Screening version (HHIE-S): estudo da sensibilidade e especificidade. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2009;14(3):339-45
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AVALIAÇÃO AUDIOLÓGICA BÁSICA DE PACIENTES ADULTOS PÓS TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO QUE FALHARAM NA TRIAGEM AUDITIVA
Pace, M. C. M. ;
Suriano, I. C. ;
Gil, D. ;
INTRODUÇÃO: Os traumas neurológicos são considerados um dos problemas de saúde pública, sendo o Traumatismo Cranioencefálico a principal causa de morbidade e de mortalidade em adultos jovens nos países ocidentais. No Brasil, aproximadamente, 500 mil pessoas por ano, necessitam de cuidados hospitalares devido a traumatismo cranioencefálico, destas, 15% desenvolvem perda irreversível de alguma função neurológica. No presente estudo, destacamos os distúrbios auditivos pós-traumáticos que estão entre as principais consequências do traumatismo cranioencefálico. OBJETIVO: apresentar os resultados da avaliação audiológica básica de pacientes adultos pós traumatismo cranioencefálico que falharam na triagem auditiva. MÉTODO: Trata-se da continuação de um estudo observacional transversal que foi realizado no ambulatório de Neurotrauma/Neurocirurgia do Hospital São Paulo e no Departamento de Fonoaudiologia da UNIFESP, após ter sido aprovado pelo comitê de ética institucional. A primeira parte do estudo contou com a seleção de indivíduos na faixa etária de 18 a 60 anos com histórico de traumatismo cranioencefálico de qualquer grau há mais de 6 meses. Para o desdobramento do estudo, os pacientes que falharam na triagem auditiva foram convocados a comparecer ao Ambulatório de Distúrbios da Audição para avaliação audiológica básica da audição (audiometria tonal, logoaudiometria e impedanciometria). RESULTADOS: Os 15 pacientes que falharam na triagem auditiva foram convocados por meio de contato telefônico e agendados para realizar os exames audiológicos completos. Destes, um recusou-se a realizar o exame completo e cinco, por motivos diversos (desistência, problemas no transporte, covid-19, entre outros). Sendo assim, a amostra consistiu em 10 pacientes dos quais com base na audiometria tonal 60% (06 indivíduos) apresentaram perda auditiva bilateral, 30% (03 indivíduos) perda auditiva unilateral e 10% (01 indivíduo) com limiares auditivos dentro da normalidade bilateralmente. Considerando por orelha, os que apresentaram perda auditiva na orelha direita (07), observamos os seguintes tipos e graus: 71,4% (05) perda auditiva neurossensorial em frequências altas, 14,2% (01) mista em frequências altas e 14,2% (01) neurossensorial de grau leve. Já na orelha esquerda (8), 37,5% (03) apresentaram perda auditiva neurossensorial de grau leve, 12,5% (01) neurossensorial de grau profundo, 37,5% (03) neurossensorial em frequências altas e 12,5% (01) neurossensorial a partir de 1kHz. Na logoaudiometria 90% (18 orelhas) apresentaram reconhecimento de fala normal, 5% (01 orelha) com reconhecimento de monossílabos e dissílabos alterados e 5% (01 orelha) não foi possível realizar o procedimento devido ao grau da perda auditiva. Na impedanciometria, das 20 orelhas avaliadas tivemos, 70% curvas do tipo A (14), 20% (4) do tipo Ad e 5% (01) do tipo Ce 5% (01) curvas do tipo Ar. Na pesquisa dos reflexos acústicos, 75% (15 orelhas) apresentaram alteração (ausência de reflexos acústicos contralaterais) e 25% (02) apresentaram reflexos acústicos contralaterais presentes em ambas as orelhas. CONCLUSÃO: A partir dos achados deste estudo, concluímos que dos 10 pacientes que compareceram e falharam na triagem auditiva, 9 (90%) apresentaram perda auditiva, demonstrando a sensibilidade do procedimento de triagem.
- Accioly Filho MAA, Cunha KL, Costa LM, Oliveira LL, Moraes KTSS, Arruda, JAM. Neurotrauma: prevenção realizada pelo Núcleo de Estudos Acadêmicos em Neurocirurgia. Revista Ciência em Extensão. v. 13, n. 3 (2017). UNESP. Available from: http://ojs.unesp.br/index.php/revista_proex/article/view/1422
- Koohi N., Vickers D. A., Utoomprurkporn, N., Werring, D. J., & Bamiou, D. E. A hearing screening protocol for stroke patients: An exploratory study. Frontiers in Neurology, 10(JUL) (2019).
https://doi.org/10.3389/fneur.2019.00842
- Kraus, N., Krizman J. An Auditory Perspective on Concussion. Audiology Today, vol 30 no3, 2018.
- Kraus N e White-Schwoch T. “Do Concussions Leave a Lasting Imprint on the Hearing Brain?”. Hearing Matters, The Hearing Journal. (2017)
- Smith C. Neurotrauma. Neurol HC. 2017. 145: 115-132. Available from: http://pesquisa.bvsalud.org/brasil/resource/pt/mdl-28987162
Stein, D. M., Feather, C. B., & Napolitano, L. M. (2017, January 1). Traumatic Brain Injury Advances. Critical Care Clinics. W.B. Saunders. https://doi.org/10.1016/j.ccc.2016.08.008
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Página(s): p.511
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AVALIAÇÃO AUDIOLÓGICA EM PACIENTES COM DEFICIÊNCIA DE BIOTINIDASE, SEJA NA FORMA PARCIAL OU PROFUNDA, EM TRATAMENTO
Garcia, V. S. ;
Carvalho, E. A. A. ;
Burle, N. L. O ;
Mancini, P. C. ;
Introdução: A deficiência da Biotinidase (DB) é uma doença de herança autossômica recessiva que ocorre pela falha na reciclagem da vitamina do complexo B (biotina, vitamina B7 ou Vitamina H). O tratamento da DB é realizado por suplementação com biotina na forma livre, de forma vitalícia. Atualmente estima-se que crianças com DB identificadas pela triagem neonatal tem 93% de chance de permanecerem assintomáticas após administração da medicação. A deficiência da vitamina biotina, se não tratada no período do segundo ao quinto mês de vida pode acarretar várias alterações, dentre elas, perda auditiva. Objetivo: Avaliar a audição de crianças com diagnóstico de DB. Métodos: Estudo observacional transversal de amostra não probabilística composta por crianças triadas pelo Programa de Triagem Neonatal do estado de Minas Gerais, aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa, sob CAAE número 19595319.7.0000.5149. Foram realizados os seguintes exames: Avaliação do comportamento Auditivo, Avaliação pelo Audiômetro Pediátrico, Emissões Otoacústicas Transientes (EOAT) e Audiometria Tonal Limiar, conforme a idade dos participantes. Resultados: A amostra final contou com 39 participantes, 3 com a doença na forma profunda, sendo 19 do sexo masculino e 20 do sexo feminino, com média de idade de 82,34 meses. A média de idade ao diagnóstico e início do uso da biotina foi de 39,81 dias. Em todos os exames propostos, todos os participantes tiveram respostas adequadas. Em todos os pacientes, as EOAT foram presentes e não foram encontradas diferenças estatísticas das amplitudes de resposta por banda de frequência em relação às orelhas dos participantes nem na comparação dos grupos com a doença em sua forma parcial ou profunda. Na avaliação do comportamento auditivo, realizada com os instrumentos acústicos, notou-se que as respostas de localização auditiva, nenhum participante apresentou quaisquer alterações. Todavia, crianças de idade superior a um ano necessitaram de maior tempo de condicionamento, apresentando agitação e tempo de atenção reduzido, sendo necessário maior número de interrupções no exame, porém, essas variações não interferiram nas respostas obtidas Os níveis mínimos de audição encontrados com o uso do audiômetro pediátrico portátil PA5 por orelhas nas frequências de 500 Hz, 1000 Hz, 2000 Hz e 4000 Hz foram adequados e as respostas tidas como satisfatórias. Com relação à Audiometria Tonal, a qual 1 paciente fora submetido, esta não apresentou nenhum tipo de perda em nenhuma das orelhas, tanto na via condutiva quanto na via óssea. Apesar de, num primeiro momento, considerarmos a amostra puco representativa, vale salientar que a DB integra o Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais desde 2013, e no período de término da coleta de dados que embasam este estudo, 1.927.264 recém nascidos haviam sido triados para DB, dos quais, apenas 148 apresentaram teste bioquímico positivo, estando todas em acompanhamento ambulatorial. Conclusão: Neste estudo, as crianças diagnosticadas com a DB, profunda ou parcial, em tratamento com biotina, não apresentaram alterações auditivas.
1- Wollf B. Disorders of biotin metabolism. In: Scriver CR, Beaudet AL, Sly Ws, Valle D.
J Inherit Metab Dis. 2001; 3935-62.
2- Wolf B. Biotinidase deficiency: if you have to have an inherited metabolic disease,
this is the one to have, Genet Med. 2012; 14: 565–575.
3- Lara MT, Gurgel-Giannetti J, Aguiara MJ, et al. High incidence of biotinidase
deficiency from a pilot newborn screening study in Minas Gerais, Brazil. JIMD Rep
2015;24:103–107
4- Arantes RR, Rodrigues VM, Norton RC, Starling ALP. Deficiência de biotinidase: da
triagem neonatal à confirmação diagnóstica e ao tratamento. Revista Médica de
Minas Gerais 2016; 48-51.
6- Wolf B, Spencer R, Gleason T. Hearing loss is a common feature of symptomatic
children with profound biotinidase deficiency. J Pediatr. 2002; 140(2):242-6.
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Página(s): p.480
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AVALIAÇÃO AUDIOLÓGICA EMERGENCIAL EM CASOS DE SURDEZ SÚBITA
TSCHIEDEL, R.S. ;
SÁ, L.S. ;
OLIVEIRA, R.P.R. ;
PIRES, T.O. ;
GRANJEIRO, R.C. ;
KEHRLE, H.M. ;
OLIVEIRA, T.S.C. ;
Introdução. A perda auditiva neurossensorial súbita é considerada uma das principais emergências otorrinolaringológicas, e acomete sobretudo adultos. Frequentemente é unilateral e de origem idiopática. A avaliação audiológica deve ser realizada nos primeiros dias do início dos sintomas, com vistas ao diagnóstico diferencial e à maior segurança na indicação do tratamento otorrinolaringológico. Objetivo. Avaliar a sensibilidade auditiva, a percepção da fala, a mobilidade do sistema timpano-ossicular e o funcionamento do arco reflexo de indivíduos acometidos por surdez súbita. Metodologia. Vinte e seis indivíduos com idade entre 9 e 64 anos, atendidos entre os anos de 2016 e 2021 em um serviço emergencial de Otorrinolaringologia no pronto socorro de um hospital público no Distrito Federal, foram submetidos a avaliação audiológica no mesmo dia do pronto atendimento (ou poucos dias após). Os exames realizados foram: audiometria tonal limiar, logoaudiometria, timpanometria e pesquisa do reflexo acústico. O grau da perda auditiva foi definido com base nos critérios da Organização Mundial da Saúde. O projeto de pesquisa do qual se originou este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (parecer nº 4.802.510). Resultados. A maioria dos sujeitos (25) foi acometida pela surdez súbita na fase adulta, especialmente entre os 30 e 60 anos de idade. A alteração na sensibilidade auditiva da orelha com surdez súbita foi de grau severo, profundo ou completo em 20 casos, e em sete o grau foi moderado ou moderadamente severo. A orelha contralateral apresentava audibilidade dentro do padrão de normalidade em 19 indivíduos, mas cinco apresentavam perda leve ou moderada prévia, e outras três já apresentavam perda auditiva completa. Em 10 orelhas com surdez súbita o índice de reconhecimento da fala (IRF) não foi testado, em sete delas o resultado foi 0% de acerto para monossílabos, em outras sete o IRF variou entre 12 e 48%, e em três o IRF variou entre 72 e 100%. Um indivíduo não foi submetido à timpanometria nem à pesquisa do reflexo acústico. Na maior parte dos casos (22), a orelha com surdez súbita apresentou boa mobilidade do sistema timpano-ossicular, e em quatro casos apresentou mobilidade reduzida ou elevada. Quanto ao reflexo acústico, 19 orelhas com surdez súbita apresentaram ausência do reflexo ipsilateral, sete apresentaram reflexo ipsilateral presente pelo menos parcialmente, 18 apresentaram ausência do reflexo contralateral, em sete o reflexo contralateral estava presente porém com indicativo de recrutamento, e em uma orelha o reflexo contralateral estava parcialmente presente. Em 13 casos houve recuperação parcial da sensibilidade auditiva, em sete a recuperação foi completa e em outros sete não houve recuperação alguma da audição. Conclusão. Na amostra estudada, a surdez súbita alterou significativamente a sensibilidade auditiva, a percepção da fala e o funcionamento do arco reflexo. Poucos casos recuperaram plenamente a audição. Considerando os achados audiológicos, estima-se que o impacto na vida cotidiana seja considerável, agravado pelo fato de que o indivíduo precisa lidar, de forma repentina, com uma mudança significativa da sensibilidade auditiva e com suas consequências na percepção da fala, entre outros prejuízos.
CARLSSON, P. et.al. Quality of life, psychosocial consequences, and audiological rehabilitation after sudden sensorineural hearing loss. International Journal of Audiology. 50, 2001.p. 139–144
CHANDRASEKHAR,S.S. et.al.Clinical Practice Guideline: Sudden Hearing Loss (Update). Otolaryngology– Head and Neck Surgery.161,2019.p. S1–S45
LEE, H.Y. et.al. Prognostic factors for profound sudden idiopathic sensorineural hearing loss: a multicenter retrospective study. Eur Arch Otorhinolaryngol. 27, 2017.p.143-149
XIE, Yanjun et al. Outcomes of unilateral idiopathic sudden sensorineural hearing loss: Two decades of experience. Laryngoscope investigative otolaryngology, v. 4, n. 6, p. 693-702, 2019.
ARSLAN, Fatih et al. Anxiety and depression in patients with sudden one-sided hearing loss. Ear, Nose & Throat Journal, v. 97, n. 10-11, p. E7-E9, 2018.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.582
ISSN 1983-1793X
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AVALIAÇÃO COMPORTAMENTAL DO PROCESSAMENTO AUDITIVO EM CRIANÇAS APÓS TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO
Godoy, C.C.F ;
Andrade, A.N ;
Suriano, C. I ;
Matas, C.G ;
Gil, D ;
Objetivo: Caracterizar o desempenho de crianças e adolescentes que sofreram traumatismo cranioencefálico em testes comportamentais do Processamento Auditivo Central e compara-lo com o desempenho de indivíduos sem histórico de trauma craniano. Método: Foram selecionados vinte indivíduos para participar do estudo, sendo dez indivíduos audiologicamente normais, entre 6 e 18 anos, que sofreram traumatismo cranioencefálico moderado ou grave, e dez indivíduos sem histórico traumatismo cranioencefálico, pareados por sexo, idade e escolaridade aos indivíduos do grupo estudo. Ambos os grupos foram submetidos à avaliação comportamental do processamento auditivo central com testes padronizados e selecionados de acordo com a idade cronológica. Resultados: O grupo estudo apresentou pior desempenho quando comparado ao grupo comparação sobretudo nas habilidades auditivas de fechamento auditivo, figura fundo para sons verbais em escuta dicótica e ordenação temporal, com diferença estatisticamente significante entre os grupos, demonstrando o efeito deletério da injúria neurológica nestas crianças. Os testes de processamento auditivo central mais alterados no grupo comparação são diferentes dos alterados no grupo estudo Conclusão: O transtorno do processamento auditivo central foi detectado em todos os indivíduos do grupo estudo com alterações especialmente nas habilidades de fechamento auditivo e de processamento temporal. Quanto ao grupo comparação, o transtorno de processamento auditivo central, quando presente, envolveu outras habilidades auditivas.
Carvalho LF, Affonseca CA, Guerra SD, Ferreira AR, Goulart EM. Severe traumatic braininjury in children and adolescents. Rev Bras Ter Intensiva. 2007;19:98-106.
Koizumi MS, Lebrao ML, Mello-Jorge MH, Primerano V. Morbimortalidade por traumatismo crânio-encefálico no município de São Paulo. Arq Neuropsiquiatr. 2000;58:81-9.
Anderson DC, Catroppa C, Morse S, Haritou F, Rosenfeld J. Functional plasticity or vulnerability after early brain injury? Pediatrics. 2005;116: 1374–82.
Marangoni AT, Gil D. Avaliação comportamental do processamento auditivo pré e pós treinamento auditivo formal em indivíduos após traumatismo cranioencefálico. Audiol Commun Res. 2014;19:33-9.
Musiek FE, Shinn J, Chermak GD, Bamiou DE. Perspectives on the PureTone Audiogram. Am Acad Audiol . 2017; 28:655-71.
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Página(s): p.494
ISSN 1983-1793X
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AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL EM CRIANÇAS FORA DE TRATAMENTO DE RETINOBLASTOMA TRATADAS COM CARBOPLATINA
Rodrigues, G. B. ;
Gil, D. ;
Macedo, C. R. P. D. ;
Introdução: O retinoblastoma – tumor maligno intraocular da retina, apesar de considerado o mais comum dentre os cânceres na infância, consiste em uma doença relativamente rara, afetando aproximadamente um em cada 16.000 a 18.000 nascidos vivos da população global. O tratamento medicamentoso contra tumores é potencialmente prejudicial aos sistemas auditivo e vestibular, devido à ototoxicidade dos fármacos utilizados, em sua maioria, derivados da platina – cisplatina e carboplatina. Esses têm como consequência, não só a morte de células ciliadas da cóclea, atingindo a princípio sua base, mas também grande potencial de acometimento da porção central da audição. Assim, devido à possibilidade das estruturas da via de audição estarem alteradas, a avaliação do processamento auditivo central pode ser indicada. Objetivo: Caracterizar a avaliação comportamental do processamento auditivo central em crianças e adolescentes fora de tratamento de retinoblastoma tratadas com a carboplatina. Método: Este projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o número de protocolo 2.822.769, e pelo Comitê Científico do IOP/Graacc sob o número de protocolo EXT-005/2019. Avaliou-se dez crianças de 5 anos a 18 anos que passaram pelo tratamento de retinoblastoma há pelo menos dois anos. Os pacientes foram submetidos à avaliação comportamental do processamento auditivo central, constituída pelos testes: Teste de Localização Sonora, Teste de Memória Sequencial para Sons Verbais, Teste de Memória Sequencial para Sons Não Verbais, Teste de Fala com Ruído Branco, Teste Dicótico de Dígitos, Teste de Identificação de Sentenças Sintéticas (Mensagem Competitiva Ipsilateral), Teste de Padrão de Duração, Teste Dicótico Consoante-Vogal (Atenção Livre) e Teste de Identificação de Intervalos Aleatórios. Resultados: Observou-se na amostra, com a análise estatística, idade média de 10,53 anos, média da idade de diagnóstico de 1,57 anos, duração do tratamento de 8,8 meses e o tempo de remissão de 7,59 anos. Na avaliação comportamental do processamento auditivo central, alguns testes mostraram-se alterados na maioria dos indivíduos, por exemplo, o teste de memória sequencial de sons não verbais com 4 sons, o dicótico de dígitos, o consoante-vogal e o RGDT, todos com 50% ou mais de alteração nas avaliações realizadas. Quanto aos processos gnósicos alterados, 90% apresentou alteração de decodificação, 60% de organização, 50% de codificação e 40% de não verbal. Conclusão: Crianças e adolescentes tratados de retinoblastoma com carboplatina apresentam Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC). O TPAC envolve prioritariamente a dificuldade na análise e síntese auditivas, nos aspectos suprassegmentares da fala e na organização dos eventos sonoros no tempo.
AERTS, I. et al. Retinoblastoma. Orphanet Journal of Rare Diseases, v. 1, n. 1, p. 31, dez. 2006.
FABIAN, I. D.; SAGOO, M. S. Understanding retinoblastoma: epidemiology and genetics. Community Eye Health Journal, v. 31, n. 101, p. 1, 2018.
MACHADO, C. S. S. et al. Caracterização do processamento auditivo das crianças com distúrbio de leitura e escrita de 8 a 12 anos em tratamento no Centro Clínico de Fonoaudiologia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Revista CEFAC, v. 13, n. 3, p. 504–512, jun. 2011.
MELO, M. C. S. C. et al. Retinoblastoma bilateral de aparecimento tardio: relato de caso. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, v. 71, n. 3, p. 437–442, jun. 2008.
SARTORI, A. A. T. K.; DELECRODE, C. R.; CARDOSO, A. C. V. Processamento auditivo (central) em escolares das séries iniciais de alfabetização. CoDAS, v. 31, n. 1, p. e20170237, 2019.
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Página(s): p.465
ISSN 1983-1793X
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AVALIAÇÃO DO RECONHECIMENTO DE FALA NO RUÍDO COM BABBLE NO PORTUGUÊS BRASILEIRO EM INDIVÍDUOS NORMO-OUVINTES
Rosseto, I ;
Stürmer, I. ;
Rodrigues, J.M. ;
Paul, S ;
Pinheiro, M.M.C ;
Introdução: Testes de percepção de fala com ruído competitivo são muito utilizados para avaliar condições reais de escuta em indivíduos com perda auditiva, pois simulam de forma mais aproximada a situação de ambiente do cotidiano. Entre os diversos ruídos que podem mascarar um sinal de fala, considera-se o ruído do tipo babble o mais representativo de uma conversação, pois compreende aspectos como modulação e ritmo. Objetivo: Avaliar e comparar o reconhecimento de fala com ruído competitivo do tipo babble no idioma português brasileiro em adultos normo-ouvintes. Metodologia: Estudo transversal, observacional e descritivo. Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas em Seres Humanos sob número de parecer 1.997.931. Participaram do estudo vinte adultos de ambos os sexos, com faixa etária de 19 a 35 anos. Os indivíduos selecionados não deveriam apresentar alterações auditivas e/ou manifestação comportamental do transtorno de processamento auditivo central (PAC). Foi realizada avaliação audiológica básica e aplicado o questionário Scale of Auditory Behavior (SAB) para descartar alterações do PAC. Foram apresentadas seis listas de sentenças do teste Reconhecimento Auditivo de Sentenças em Português (RASP) inseridas no software perSONA. As sentenças foram apresentadas em campo livre para três diferentes condições de ruído competitivo do tipo babble com quatro, oito e doze falantes mistos. Para cada condição de ruído competitivo foram apresentadas duas listas diferentes. Os participantes foram posicionados de frente para o alto-falante na posição 0° azimute, sendo que as sentenças e o ruído eram apresentados no mesmo alto-falante. Foi analisado o Limiar de Reconhecimento de Sentenças (LRS) para as três condições do ruído babble. A instrução dada aos indivíduos era que deveriam repetir cada sentença ouvida, logo após a apresentação da mesma, e ignorar o ruído de fundo. Foram aplicados testes estatísticos não paramétricos para análise dos resultados Resultados: verificou-se que a média do LRS para as condições de quatro, oito e doze falantes foi respectivamente: -17,39, -16,15 e -15,45 dB. Os participantes obtiveram melhor LRS na condição de quatro falantes, seguido por oito e doze falantes respectivamente, com diferenças significantes entre as condições. Conclusão: Pode-se concluir que o reconhecimento de fala no ruído piora com o aumento do número de falantes presentes no ruído competitivo tipo babble, sendo que na condição de escuta competitiva com com quatro falantes o limiar foi melhor que nas demais condições.Realizar avaliações que reproduzam situações de escuta complexa mais próximas são de suma importância para que os resultados encontrados na avaliação audiológica sejam fidedignos aos desafios encontrados no cotidiano por indivíduos com perda auditiva.
Ng EHN, Ronnberg J. Hearing aid experience and background noise affect the robust relationship between working memory and speech recognition in noise.Int J Audiol. 2019;59(3):208-218. http://dx.doi.org/10.1080/14992027.2019.1677951
Patro C, Mendel LL. Semantic influences on the perception of degraded speech by individuals with cochlear implants. JASA. 2020;147(3):1778-1789. http://dx.doi.org/10.1121/10.0000934.
Spyridakou C, Rosen S, Dritsakis G, Bamiou DE. Adult normative data for the speech in babble (SiB) test. Int J Audiol. 2019;59(1):33-38. https://doi.org/10.1080/14992027.2019.1638526
Wendt D, Koelewijn T, Kslasek P, Kramer SE, Lunner T. Toward a more comprehensive understanding of the impact of masker type and signal-to-noise ratio on the pupillary response while performing a speech-in-noise test. Hear. Res. 2018;369:67-78. http://dx.doi.org/10.1016/j.heares.2018.05.006
Nunes CL, Pereira LD, Carvalho GS. Scale of Auditory Behaviors and auditory behavior tests for auditory processing assessment in Portuguese children. CoDAS. 2013; 25 (3):209-215.
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Página(s): p.627
ISSN 1983-1793X
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AVALIAÇÃO DO ZUMBIDO NA POPULAÇÃO IDOSA: ACUFENOMETRIA E APLICAÇÃO DO QUESTIONÁRIO TINNITUS HANDICAP INVENTORY (THI
Souza-Júnior, I. N. ;
Speri, Maria Raquel B. ;
Introdução: Após os 50 anos, o sistema auditivo progressivamente se degrada, especialmente, nas altas frequências. O zumbido, percepção auditiva sem fonte sonora externa, é considerado o terceiro pior sintoma que atinge um indivíduo, podendo trazer prejuízos na qualidade de vida do portador. Características psicoacústicas do zumbido como o pitch e a loudness são obtidas pela acufenometria. E os efeitos do zumbido sobre a qualidade de vida do indivíduo podem ser avaliados por intermédio de alguns questionários, sendo o Tinnitus Handicap Inventory (THI), o que se destaca na literatura. Objetivo: Investigar a relação entre acuidade auditiva, pitch e loudness do zumbido com nível de incômodo medido pelo THI. Metodologia: Estudo aprovado pelo comitê de ética sob o parecer 327.959. Tipo transversal, observacional e analítico, realizado em uma clínica escola de Fonoaudiologia de uma universidade federal, entre os meses de fevereiro e setembro de 2019. Foram estudados 28 indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos, de ambos os sexos, com queixa de zumbido. Os pacientes foram submetidos aos seguintes procedimentos: anamnese audiológica, aplicação do questionário THI, avaliação audiológica básica e acufenometria para definir pitch e loudness do zumbido. Resultados: A amostra foi composta por 16 (57,2%) indivíduos do sexo masculino e 12 (42,8%) do sexo feminino, 12 (42,8%) indivíduos sem perda auditiva e 16 (57,2%) com perda. O pitch de zumbido com maior ocorrência foi 8 kHz, a média da loudness foi de 3,65 dBNS na orelha direita e 4,38 dBNS na orelha esquerda. Não houve relação estatisticamente significante entre acuidade auditiva, pitch e loudness do zumbido e nível de incômodo medido pelo THI. Conclusão: Não existiu, neste estudo, uma relação estatisticamente significante entre acuidade auditiva, características psicoacústicas do zumbido e nível de incômodo do portador de zumbido.
Figueiredo RR, Rates M a, Azevedo AA De, Oliveira PM De, Navarro PB a De. Análise da correlação entre limiares auditivos, questionários validados e medidas psicoacústicas em pacientes com zumbido. Brazilian J Otorhinolaryngol. 2010;76(4):522–6.
Mondelli MFCG, Rocha AB. Correlação entre os achados audiológicos e incômodo com zumbido. Arquivos Int. Otorrinolaringol. 2011, vol.15, n.2, pp.172-180.
Pinto PC, Sanchez TG, Tomita S. Avaliação da relação entre severidade do zumbido e perda auditiva, sexo e idade do paciente. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology. 2010; 76(1):18-24.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.591
ISSN 1983-1793X
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AVALIAÇÃO FONIÁTRICA NO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE CRIANÇAS COM SUSPEITA DE PERDA DE AUDIÇÃO
Ferlin, G. B. ;
Souza, J. L. ;
Castro, S. C. ;
Novaes, B. C. A. C. ;
Introdução: A foniatria dedica-se ao diagnóstico e tratamento dos distúrbios da comunicação compondo a equipe multidisciplinar. Os primeiros três anos de vida são decisivos na janela de desenvolvimento humano. Quando comprometido, a avaliação de aspectos sensoriais e perceptivos, do desenvolvimento motor, das praxias, do desenvolvimento cognitivo, sócio-interacional e psíquico faz-se necessária para a edificação da linguagem e do ser humano. Dentro dos aspectos sensoriais e perceptivos, a audição assume nos primeiros anos papel de destaque, isso sem negligenciar os demais sentidos. A visão, o tato, o paladar e o olfato também têm relevância na comunicação, uma vez que a linguagem não abrange apenas aspectos verbais e as sensações oriundas do ambiente, além de formarem e enriquecerem o contexto, muito adicionam ao ambiente acústico. Um enquadre que possibilite a observação de jogo simbólico, habilidades interacionais e motoras através de pretextos lúdicos pode propiciar a observação de comportamentos que contribuam para o diagnóstico em faixa etária na qual há dificuldade na aplicação de avaliações formais. Objetivo: Propor e analisar a aplicabilidade de conteúdo e enquadre com pretextos lúdicos na avaliação foniátrica em crianças de até 3 anos de idade. Metodologia: Esta pesquisa foi aprovada sob o parecer do comitê de ética número 3.412.339, CAAE: 09073619.3.0000.5482. Foram realizadas avaliações foniátricas compostas por anamnese, exame físico otorrinolaringológico, avaliação de equilíbrio e praxias, avaliação de funções simbólica e habilidades interacionais, realizada através de pretextos lúdicos. Foram sujeitos da pesquisa 14 crianças, com idades entre 13 e 38 meses, encaminhadas para diagnóstico audiológico por deficiência auditiva ou que apresentassem suspeita e/ou fatores de risco para desenvolvimento típico de linguagem, de um Centro Especializado em Reabilitação II. Resultados: O enquadre apresentado nesse trabalho permitiu observar aspectos médicos de maneira abrangente, valorizando os relatos dos cuidadores e responsáveis nos múltiplos ambientes em que a criança está inserida. A atenção flutuante, ao sensibilizar a observação de aspectos interacionais, associada ao instrumento proposto para a avaliação do jogo simbólico e os pretextos lúdicos sugeridos para a interação do examinador com a criança, tornou possível avaliar de maneira dinâmica o contexto e a qualidade dessas interações. Conclusão: As observações do desenvolvimento infantil resultantes da proposta da utilização de pretextos lúdicos sugerem a validade do enquadre proposto para avaliação foniátrica em crianças de até três anos de idade. As contribuições nesse enquadre enriquecem a discussão da equipe multidisciplinar, otimizando intervenções oportunas nessa população.
Dualibi APFF, Fávero ML, Pirana S. A Consulta Foniatrica. In: Fávero ML, Pirana S, editores. Tratado de Foniatria. 1ª ed. Rio de Janeiro: Thieme Revinter; 2020. p. 119-28.
Fávero ML. Avaliação Foniatrica. In: Cervico-Facial AB de O e C, editor. Tratado de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cervico Facial. 3rd ed. São Paulo: Elsevier; 2017.
Kandel ER, Schwartz JH, Jessell TM, Siegelbaum SA, Hudspeth AJ. Principles of Neural Science. 5ª ed. New York: Mc Graw Hill; 2012.
Novaes BCAC, Ficker LB. Avaliação Fonoaudiológica de Bebês e Crianças com Deficiência Auditiva – Função Semiótica e Linguagem. Tratado de Fonoaudiologia. São Paulo: Roca; 2014. p. 1005-13.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.580
ISSN 1983-1793X
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BARRA DE ACCESS COMO UMA PROPOSTA NO TRATAMENTO DO ZUMBIDO CRÔNICO: RESULTADOS PRELIMINARES
Bruno, R. S. ;
Rossato, J. ;
Moura, A.F ;
Piccolotto, C. ;
Weber, V. ;
Moreira, H.G. ;
Schumacher, C. ;
Silva, R. G. M. P. ;
Rossato, M. ;
Garcia, M.V. ;
Introdução: As práticas integrativas e complementares envolvem um processo de cuidado integral ao sujeito. Dentre estas, a Barra de Access, é considerada uma técnica magnética de expansão da consciência, da qual a literatura expõe diferentes aplicações. Nesse sentido, partindo da multifatorialidade etiológica do zumbido crônico, somada à carência de estudos sobre essa técnica, nessa população, torna-se de grande importância compreender os possíveis benefícios na busca da remissão do sintoma. Objetivo: Avaliar a ação da Barra de Access como uma proposta de tratamento no zumbido crônico. Metodologia: Estudo de caráter clínico randomizado, estratificado e em bloco, cego, do tipo quantitativo e longitudinal, aprovado pelo CEP, sob o número 190179.7.0000.5346. Os critérios de inclusão contemplaram: sujeitos de ambos os sexos, com idade maior que 18 e menor que 60 anos, limiares auditivos tonais normais ou perda auditiva até grau moderado (OMS, 2020) ou perda nas frequências agudas e normalidade de orelha média. Percepção do zumbido de no mínimo seis meses, uni ou bilateral, de diferentes etiologias e nota na Escala Visual Analógica (EVA) igual ou superior a cinco. Foram excluídos sujeitos com problemas neurológicos e/ou psiquiátricos evidentes ou diagnosticados além dos que estavam realizando algum tratamento para o zumbido. A casuística total foi de 10 sujeitos, oito mulheres e dois homens (M=47,3 anos), sendo 13 orelhas com limiares auditivos normais, três com perda auditiva em agudos, três com perda auditiva sensorioneural de grau leve e uma de grau moderado. Todos os sujeitos foram submetidos a Meatoscopia, Audiometria Tonal Liminar, Logoaudiometria, Imitanciometria e Acufenometria. Como procedimentos de pesquisa realizou-se o Nível Mínimo de Mascaramento(NMM), a EVA e o Tinnitus Handicap Inventory (THI). Posteriormente, para o tratamento, os sujeitos foram randomizados em três grupos: Barra de Access (G1;n=5), Barra de Access associada a Aconselhamento Fonoaudiológico (G2;n=3) e Placebo (G3;n=2). Após oito sessões recebendo umas das três práticas diferenciadas de tratamento, os participantes foram reavaliados de forma cega. Para as análises estatísticas foi utilizado o Teste T-Student, considerado o nível de significância de 5%. Resultados: Em relação às avaliações pré e pós intervenção, foi possível observar redução de escores, com tendência a significância no G1 para o NMM (p-valor=0,091), THI (p-valor=0,072) e EVA (p-valor=0,072). Entretanto, o mesmo não foi observado para G2 e G3, tendo, respectivamente, para o NMM (p-valor=p-valor=0,500 e p-valor=p-valor=0,349), THI (p-valor=0,500 e p-valor=0,199) e EVA (n=2 e p-valor=0,192).Tais achados demonstram os benefícios terapêuticos, principalmente, no grupo-alvo (G1). Estes achados sugerem prognóstico favorável na redução da percepção do sintoma, bem como a influência positiva nas atividades de vida diária dos sujeitos. Foi possível identificar tendência a mudanças entre o desempenho inicial e final, mas não significativas devido ao pequeno número amostral em cada grupo. Conclusão: A Barra de Access pode ser considerada como uma proposta de tratamento no zumbido crônico, necessitando de mais estudos com maior n amostral.
ANTUNES, P. C. et al. Revisão sistemática sobre práticas corporais na perspectiva das práticas integrativas e complementares em saúde. Motrivivência, v. 30, n. 55, p. 227-247, 2018.
BRUNO, R. S.; GARCIA, M. V. Aconselhamento Fonoaudiológico: um formato único e personalizado para sujeitos com zumbido crônico. Distúrb Comun, v. 33, n. 2, p. 287-298, 2021.
LAUREANO, M. R. et al. The effectiveness of acupuncture as a treatment for tinnitus: a randomized controlled trial using 99mTc-ECD SPECT. European Radiology, v. 26, n.9, p.3234-3242, 2016.
LIU, Y. Q.; CHEN, Z. J.; LI, G.; LAI, D.; LIU, P.; HENG, Y. Effects of Educational Counseling as Solitary Therapy for Chronic Primary Tinnitus and Related Problems. Biomed Research Interantional, p.1-9, 2018.
ONISHI, E. T.; TORRES, S, M, S. Tinnitus and sound intolerance: evidence and experience of a Brazilian group. Braz. J. Otorhinolaryngol, v. 4, n.2, p. 135-49, 2018.
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Página(s): p.649
ISSN 1983-1793X
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BARREIRAS NO USO DA TELEAUDIOLOGIA PARA ACONSELHAMENTO DE ADULTOS E IDOSOS USUÁRIOS DE APARELHOS AUDITIVOS
Machado, M. G. ;
Resende, L. M. ;
Introdução: A teleaudiologia é ferramenta de atuação fonoaudiológica que permite ações de avaliação e intervenção remota, incluindo realização de atividades informativas para prevenção e resolução de problemas no uso de aparelhos auditivos e capacitação dos pacientes para se envolverem ativamente na gestão de seus cuidados de saúde e reabilitação auditiva. A adesão ao uso dos recursos de teleaudiologia depende das possibilidades de acesso do paciente e do fonoaudiólogo à tecnologia adequada, bem como seu interesse e capacidade de utilizá-la. Objetivos: Identificar e analisar barreiras no uso da teleaudiologia em um programa de aconselhamento remoto para usuários recentes de aparelhos de auditivos. Metodologia: Estudo preliminar descritivo com abordagem qualitativa que utilizou dados coletados em consultório particular antes da aplicação de um programa de aconselhamento remoto para pacientes adaptados a aparelhos auditivos pela primeira vez, no período de agosto a dezembro de 2021. Foram convidados a participar do programa de aconselhamento remoto adultos e idosos com perda auditiva irreversível bilateral, recém adaptados com aparelhos auditivos em ambas as orelhas. A partir deste convite foram analisadas para o presente estudo as barreiras e facilidades dos pacientes para participação das teleconsultas de aconselhamento. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética sob parecer número 4.751.633. Resultados: Dez pessoas que adquiriram aparelhos auditivos de agosto a dezembro de 2021 foram convidados a participar do estudo considerando os critérios de inclusão e exclusão, porém cinco optaram por não participar do programa de aconselhamento remoto. Como barreiras para participação do estudo 80% destes pacientes relataram não conseguir participar das teleconsultas por dificuldades no uso de smartphone ou computador, além de não contarem com apoio de um facilitador para acesso, 40% deles não tinham acesso à internet em casa. Entre os que optaram por não participar quatro eram mulheres e um homem, a idade média foi de 80 anos e os graus de perda auditiva variou entre grau leve e moderada. Entre os pacientes que aceitaram participar do programa de aconselhamento quatro eram homens e uma mulher, a idade média foi de 68 anos e os graus de perda auditiva variaram de leve a severo. Destes 60% tinham autonomia para acessar e participar das teleconsultas sozinhos e os outros 40% contaram com auxílio de um familiar facilitador. Conclusão: A teleaudiologia pode ser uma excelente ferramenta de acesso as informações sobre saúde auditiva e de engajamento no uso de aparelhos auditivos pelos usuários. Porém o fonoaudiólogo deve estar atento ao cuidado centrado na pessoa, observando se há barreiras que impeçam a utilização dos recursos online e se há formas de facilitar este acesso.
1. Parmar, B., Beukes, E., & Rajasingam, S. (2021). The impact of COVID-19 on provision of UK audiology services & on attitudes towards delivery of telehealth services. International Journal of Audiology, 0(0), 1–11. https://doi.org/10.1080/14992027.2021.1921292
2. M Tao, K. F., de Moreira, T. C., P Jayakody, D. M., Wet Swanepoel, D., Brennan-Jones, C. G., Coetzee, L., & Eikelboom, R. H. (2020). Teleaudiology hearing aid fitting follow-up consultations for adults: single blinded crossover randomised control trial and cohort studies. https://doi.org/10.1080/14992027.2020.1805804
3. Iwahashi, J. H., Jardim, I. D. S., Shirayama, Y., Yuasa, M., & Bento, R. F. (2014). Hearing aid use and adherence to treatment in a publicly-funded health service from the city of São Paulo, Brazil. International Archives of Otorhinolaryngology, 19(3), 210–215. https://doi.org/10.1055/S-0034-1384816
4. Thorén, E. S., Öberg, M., Wänström, G., Andersson, G., & Lunner, T. (2014). A randomized controlled trial evaluating the effects of online rehabilitative intervention for adult hearing-aid users. International Journal of Audiology, 53(7), 452–461. https://doi.org/10.3109/14992027.2014.892643
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Página(s): p.432
ISSN 1983-1793X
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BIMODALIDADE: PRÓTESE AUDITIVA IMPLANTÁVEL E APARELHO DE AMPLIFICAÇÃO SONORA INDIVIDUAL
Castiquini, E.A.T. ;
Pelanda-Zampronio, C. D. P. ;
Oliveira, J. R. M. ;
Madeira, L. R. ;
Salgueiro, A. C. ;
Lourençone, L. F. M. ;
Introdução: A estimulação bimodal é o tipo de abordagem reabilitativa que estabelece a utilização, ao mesmo tempo, de dois dispositivos eletrônicos diferentes para o resgate das habilidades auditivas quando a função auditiva está prejudicada. As próteses auditivas implantáveis, como as Próteses Auditivas Ancoradas no Osso e as Próteses Ativas de Orelha Média, são dispositivos eletrônicos que surgiram como alternativa para atender indivíduos com deformidades congênitas ou adquiridas e infecções crônicas de ouvido. Objetivo: Descrever os achados clínicos da abordagem bimodal com a Prótese Auditiva Implantável e o Aparelho de Amplificação Sonora Individual quanto à sua indicação e o desempenho auditivo do usuário. Metodologia: Estudo eticamente aprovado (n° 5009729), com delineamento exploratório, observacional e retrospectivo, com dados clínicos dos prontuários de cinco indivíduos que apresentam deficiência auditiva, eleitos pelo critério de inclusão de utilizar a abordagem bimodal na reabilitação auditiva, ou seja, Aparelho de Amplificação Sonora Individual e Prótese Auditiva Ancorada no Osso ou Prótese Ativa de Orelha Média, os quais são atendidos em um serviço de Saúde Auditiva. Foram analisados os motivos para a indicação da bimodalidade e os resultados da avaliação da percepção auditiva da fala, por meio da pesquisa do limiar de reconhecimento de sentenças no silêncio (LRSS) e no ruído, estabelecendo a relação sinal/ruído (S/R), nas condições: somente com o AASI, somente com a Prótese Auditiva Implantável e Prótese Auditiva Implantável e o Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI) concomitantemente, ou seja, com a bimodalidade. Resultados: O emprego da bimodalidade ocorreu em indivíduos que não apresentaram adaptação satisfatória de Aparelho de Amplificação Sonora Individual bilateral por motivos como: malformação anatômica do meato acústico externo, presença de otite média crônica, microfonia e dificuldade de sustentação na região retroauricular relacionadas ao dispositivo. O desempenho auditivo avaliado por meio da percepção auditiva da fala no silêncio e no ruído indicou resultados inferiores quando apenas um dos dispositivos eletrônicos foi utilizado (média com AASI: LRSS = 38 dBNA e relação S/R = -1,5 dB; média com próteses implantáveis: LRSS = 31,3 dBNA e S/R = -1,3 dB), em comparação aos resultados obtidos com a abordagem bimodal (média: LRSS = 29,2 dBNA e S/R = -2,4 dB); sugerindo, assim, o emprego da abordagem bimodal na reabilitação auditiva para casos semelhantes. Conclusão: a abordagem com estimulação bimodal é a alternativa quando o uso de aparelho de Amplificação Sonora Individual bilateral é inviável, favorecendo a melhora nas habilidades auditivas prejudicadas pela deficiência auditiva e propiciando, assim, reabilitação auditiva satisfatória.
BENTO, R. F. et al. Tratado de implante coclear e próteses auditivas implantáveis. 2. ed. Rio de Janeiro: Gráfica Bernardi, 2014.
CHOI, J. E. et al. Sound Localization and Speech Perception in Noise of Pediatric Cochlear Implant Recipients: Bimodal Fitting Versus Bilateral Cochlear Implants. Ear Hear. v. 38, n. 4, p. 426-440, jul. 2017. Disponível em: DOI:10.1097/AUD.0000000000000401. Acesso em 24 de maio. 2021.
GIFFORD, R. H. Bilateral Cochlear Implants or Bimodal Hearing for Children with Bilateral Sensorineural Hearing Loss. Curr Otorhinolaryngol v. 8, n. 4, p. 385-394, out. 2020. Disponível em: DOI 10.1007/s40136-020-00314-6. Acesso em 24 de maio. 2021.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Diretrizes gerais para a atenção especializada às pessoas com deficiência auditiva no sistema único de saúde (SUS). Brasília, dez, 2014.
SANCHEZ- PEREZ, J.; MARCH, A. R. Osseointegrated Bone-conducting Hearing Protheses.In:StatPearls,2021.Disponível em:https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK56438. Acesso em 24 de maio. 2021.
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Página(s): p.506
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BIOSSEGURANÇA EM AUDIOLOGIA: PERSPECTIVAS DE ACADÊMICOS
BUASKI, J. P. ;
PZENDZIUK, E. ;
DE CONTO, J. ;
AMARAL, M. ;
MARTINS, P. N. ;
BIOSSEGURANÇA EM AUDIOLOGIA: PERSPECTIVAS DE ACADÊMICOS
Introdução: Biossegurança é um conjunto de ações voltadas para proteção da saúde do ser humano, visando prevenir e eliminar riscos ao bem-estar, e a sua compreensão se inicia já na formação dos futuros profissionais da Fonoaudiologia. O entendimento e a construção de práticas adequadas, baseadas em normas de biossegurança, promovem o fortalecimento do caminho para a efetivação das Políticas Públicas em Saúde Auditiva, na busca do desenvolvimento de uma assistência segura. Objetivo: Verificar o conhecimento de acadêmicos do curso de Fonoaudiologia sobre as concepções e práticas relacionadas à biossegurança em audiologia. Método: Estudo descritivo com delineamento quantitativo (CEP: nº 4.125.75), realizado com 49 acadêmicos dos terceiro e quarto anos do curso de Fonoaudiologia, ambos os sexos, entre 19 e 46 anos (média 22,73 anos). Todos os participantes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido e responderam a um questionário com vinte questões objetivas e semiabertas, composto de perguntas sociodemográficas e para verificação do conhecimento sobre concepções e práticas de biossegurança em audiologia. Foi realizada estatística descritiva e inferencial, Teste de Igualdade de Duas Proporções, sendo que nas variáveis com múltiplas categorias, a variável de maior proporção foi considerada como referência para a comparação. Considerou-se um nível de significância de 5% em todas as análises inferenciais. Resultados: O estudo evidenciou que houve proporção significativamente maior de acadêmicos com “médio” conhecimento sobre biossegurança em audiologia, na comparação com baixo (p=0,007) e alto conhecimento (p=0,001), e que classificam como “alta” a importância da biossegurança tanto em sua formação acadêmica em fonoaudiologia (p=0,001) quanto na formação acadêmica em audiologia (p=0,001). Em relação às práticas de biossegurança e uso de jalecos, houve relação significante entre retirar e transportar jaleco em embalagem plástica na comparação com transportar pelo lado avesso (p=0,037), realizar lavagem/higienização semanal, na comparação com a frequência de lavagem diária (p=0,004), quinzenal (p=0,036) e mensal (p=0,041), e em realizar lavagem/higienização separadamente das demais roupas de casa, na comparação com a frequência às vezes (p=0,001) e não lavar separadamente (p=0,007). Sobre ventilação do ambiente, houve resultados estatisticamente significativos na condição de se manter a ventilação natural do ambiente enquanto não havia atendimento, na comparação com a frequência às vezes (p=0,033) e não ventilar (p=0,030). No que se refere à higienização dos materiais, equipamentos e superfícies utilizados nos estágios, houve resultado significante na frequência sempre em comparação com a raramente (p=0,044). Por fim, considerando o grau de aplicação da prática dos conhecimentos em biossegurança, nos estágios em audiologia na instituição, acadêmicos relataram média aplicação realizada pelos acadêmicos em geral (pouca/p=0,027 e alta/p=0,028) e média aplicação realizada por cada um individualmente (pouca e alta/p=0,017). Conclusão: A temática biossegurança é amplamente abordada no processo de formação dos acadêmicos. Entretanto, observa-se que ainda se faz necessária a adoção de novas tecnologias e/ou estratégias, para promover a diminuição da assimetria entre conhecimento e aplicação prática, contribuindo desta maneira para a proteção à saúde, instituída pela Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva.
1. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria n º 2.073/GM de 28, de setembro de 2004. Institui a política nacional de atenção à saúde auditiva. [acesso em 12 jul 2015] Disponível em: http://www.crefono4.org.br/cms/files/legislacao/Portaria-MS-2073.pdf
2. Conselho Federal de Fonoaudiologia. Manual de Biossegurança. 2ª edição. Brasília, 2020. Disponível em: https://www.fonoaudiologia.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CFFa_Manual_Biosseguranca.pdf
3. Teixeira, P; Valle, S. Biossegurança: uma abordagem multidisciplinar. 2ª ed. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2012.
4. Santos, J. N et al. Condutas de biossegurança em ambulatório de fonoaudiologia da rede SUS. Distúrb Comun, São Paulo, 26(1):42-49, março, 2014. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/dic/article/view/12643/14176
5. Rocha, F.P et al. Medidas de biossegurança adotadas por profissionais atuantes em audiologia. Revista CEFAC, São Paulo, vol.17, supl.1. Mar, 2015. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rcefac/a/RV57YyXgzm8nyHN4WkHztVw/abstract/?lang=pt#:~:text=a%20maioria%20dos%20fonoaudi%C3%B3logos%20relatou,83%25)%20e%20organiza%C3%A7%C3%A3o%20do.
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CARACTERÍSTICAS AUDIOLÓGICAS NA COVID-19: ESTADO DA ARTE
Cardoso, M. J.F. ;
Lopes, T.A. ;
Batista, B. M. B.C ;
Pereira, L.C ;
Alvarenga, K.F. ;
Jacob, L.C.B. ;
Introdução: A COVID-19 é uma doença infecciosa causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2. Um número crescente de sintomas sensoriais têm sido associados a esta doença, como febre, fadiga, tosse seca e dispnéia que podem refletir o acometimento respiratório. Existem relatos na literatura relacionados ao envolvimento de nervos cranianos pelo SARS-CoV-2, revelando caráter neurotrópico. Os sistemas auditivo e vestibular parecem não ser exceção, com relatos de neurite vestibular, desequilíbrio, zumbido e perda auditiva (PA) súbita. Várias infecções virais podem levar à PA por meio de diferentes mecanismos, com dano direto às estruturas da orelha interna ou lesão indireta por eliciar respostas inflamatórias. Teorias afirmam o envolvimento da orelha após a infecção por SARS-CoV-2, que incluem danos imunomediados, disseminação hematogênica, teoria da isquemia, inflamação dos componentes da via auditiva, presença de receptores da enzima conversora de angiotensina (ACE2) em neurônios e células gliais. A partir disso, pergunta-se ocorre um padrão das características audiológicas nos indivíduos que foram contaminados pela covid-19? Objetivo: Verificar por meio de uma revisão integrativa da literatura entre 2020 a 2022 o padrão audiológico (o tipo e o grau da PA e a configuração audiométrica) nos jovens adultos e idosos que foram contaminados pela covid-19. Metodologia: Realizou-se um levantamento nas bases de dados: Web of science, Pubmed, Medline, Scielo, Scopus e Embase. Utilizou-se os descritores em português e inglês que foram “hearing loss’ ,“sars-cov 2”, “ covid-19”, “coronavirus” e “ perda auditiva". Na primeira etapa selecionou-se 162 estudos. Considerou-se os tipos de estudo observacional, transversal, estudo e séries de casos, clínico trial e caso controle. Critérios de inclusão para a população estudada: ter avaliação audiológica e teste positivo para covid-19. Utilizou-se a plataforma Rayyan para auxiliar na análise e na seleção. Resultados: Foram 43 estudos incluídos na revisão. Foram excluídos 64 duplicados, 17 revisão, 38 por não seguirem os critérios de elegibilidade. Os procedimentos citados nos estudos foram audiometria tonal liminar convencional, aplicativo de audiometria, testes acumétricos com diapasões, as emissões otoacústicas por estímulo transientes (EOA-T) e produto de distorção, e o potencial evocado auditivo de tronco encefálico estímulo clique. Houve constatação de tons puros alterados em altas frequências, bem como amplitudes piores das EOA-T em indivíduos assintomáticos com COVID-19. A PA sensorioneural súbita unilateral apresentou maior incidência nos estudos. Ocorreu PA de grau leve, moderado, severo e profundo, sendo mais evidenciado o grau leve e o moderado. A configuração audiométrica descendente, plana, irregular e ascendente foram observadas. Entretanto, poucos estudos classificaram a configuração audiométrica. Limiares auditivos dentro dos padrões da normalidade com alteração nas frequências altas foram descritos. Apenas 2 estudos do tipo relato de caso relataram alteração de PA do tipo condutiva. Verificou-se diferentes tipos de metodologia nos estudos. Observou-se melhora dos limiares auditivos nos indivíduos que foram tratados com medicamentos. Conclusão: Maior número de estudos classificados com níveis de evidência 4 e 5. A PA do tipo sensorioneural foi mais relatada nos indivíduos infectados pela covid-19. A classificação da configuração audiométrica e do grau da PA apresentou muitas variações entre os estudos.
1.Alves de Sousa, Francisco et al. “SARS-CoV-2 and hearing: An audiometric analysis of COVID-19 hospitalized patients.” Journal of otology vol. 16,3 (2021): 158-164. doi:10.1016/j.joto.2021.01.005
2.Dharmarajan, Sandhya et al. “Hearing Loss-a Camouflaged Manifestation of COVID 19 Infection.” Indian journal of otolaryngology and head and neck surgery : official publication of the Association of Otolaryngologists of India, vol. 73,4 1-5. 10 May. 2021, doi:10.1007/s12070-021-02581-1
3.Kökoğlu, Kerem et al. “Mild and moderate COVID-19 disease does not affect hearing function permanently: a cross-sectional study ınvolving young and middle-aged healthcare givers.” European archives of oto-rhino-laryngology : official journal of the European Federation of Oto-Rhino-Laryngological Societies (EUFOS) : affiliated with the German Society for Oto-Rhino-Laryngology - Head and Neck Surgery vol. 278,9 (2021): 3299-3305. doi:10.1007/s00405-021-06883-6
4.Dror, Amiel A et al. “Auditory Performance in Recovered SARS-COV-2 Patients.” Otology & neurotology : official publication of the American Otological Society, American Neurotology Society [and] European Academy of Otology and Neurotology vol. 42,5 (2021): 666-670. doi:10.1097/MAO.0000000000003037
5.Gerstacker, K et al. “Ertaubung nach COVID-19?” [Deafness after COVID-19? German version]. HNO vol. 69,8 (2021): 666-670. doi:10.1007/s00106-021-01040-1
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Página(s): p.570
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CARACTERIZAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE ESCUTA EM INDIVÍDUOS ADULTOS E ADOLESCENTES USUÁRIOS DE IMPLANTE COCLEAR DURANTE A PANDEMIA DO COVID-19
PINTO, A. L. S. ;
GIL, D. ;
RESUMO
INTRODUÇÃO: A escuta em situações desfavoráveis exige esforço auditivo de qualquer individuo, com impacto ainda maior na presença de perda auditiva, afetando a compreensão e possivelmente gerando frustração. O esforço auditivo funciona como um esforço mental e pode resultar em fadiga cognitiva. O uso de tecnologias auditivas pode reduzir a propensão à fadiga, pois facilitam o processo de escuta. Porém, com a pandemia do coronavírus decretada em março de 2020 e a obrigatoriedade do distanciamento social, as atividades, antes presenciais, passaram a ser realizadas virtualmente, impactando o processo de escuta e, em alguns momentos, as plataformas online dificultam a fluidez do processo de comunicação, devido a falhas de comunicação, impossibilidade de realizar leitura labial, ausência de legendas, ruídos, entre outros. OBJETIVO: Caracterizar as condições de escuta em atividades acadêmicas e/ou laborais em adolescentes e adultos usuários de implante coclear durante a pandemia do COVID-19. MÉTODO: A amostra foi constituída por jovens e adultos entre 13 e 25 anos, distribuídos em dois grupos: o grupo estudo foi constituído por jovens e adultos usuários de implante coclear que utilizam a comunicação verbal e o grupo controle foi constituído por jovens e adultos, pareados em relação à idade e sexo ao grupo estudo, sem queixas auditivas e passado otológico negativo. Ambos os grupos estavam, no momento da pandemia, realizando suas atividades acadêmicas e/ou laborais de maneira majoritariamente remota. Foram aplicados três questionários de forma remota nos pacientes, um questionário de identificação e inclusão na amostra, a Escala de Funcionamento Auditivo (SAB) e a Escala de Esforço Auditivo (SSQ). RESULTADOS: Observou-se pior desempenho nos questionários no grupo de usuários de implante coclear, no SSQ obtivemos uma média de 7,90 no grupo com audição normal e 6,18 no grupo de usuários de implante coclear sendo essa diferença estatisticamente significante. No SAB, apesar de algumas questões do questionário apresentarem diferenças estatisticamente significantes, isso não foi observado no escore total. CONCLUSÃO: Foi observado pior desempenho auditivo nos questionários aplicados no grupo de usuários de implante coclear, confirmando que estes encontraram-se em desvantagem em relação aos indivíduos com audição normal durante a pandemia do COVID 19. As questões que demonstraram maior diferença entre os dois grupos foram as que envolviam compreensão de fala no ruído, discriminação auditiva e leitura, com um desempenho pior para o grupo de usuários de implante coclear. A correlação entre os resultados dos questionários e a nota atribuída à audição foi positiva no grupo de usuários de implante coclear, demonstrando uma adequada autopercepção do handicap mesmo durante este período de desafios.
Palavras-chave: 1. Perda auditiva. 2. Implante Coclear. 3. COVID-19.
Hicks, C. B., & Tharpe, A. M. (2002). Listening effort and fatigue in school- age children with and without hearing loss. J Speech Lang Hear Res, 45, 573–584.
Hornsby, Benjamin. (2013). The Effects of Hearing Aid Use on Listening Effort and Mental Fatigue Associated With Sustained Speech Processing Demands. Ear and hearing. 34. 10.1097/AUD.0b013e31828003d8
Miranda-Gonsalez, Elisiane Crestani de e Almeida, Kátia deIncapacidade auditiva medida por meio do questionário Speech, Spatial and Qualities of Hearing Scale (SSQ): estudo piloto da versão reduzida em Português Brasileiro. Audiology - Communication Research [online]. 2017, v. 22 [Acessado 1 Novembro 2021] , e1709. Disponível em:
NUNES, Cristiane Lima; PEREIRA, Liliane Desgualdo; CARVALHO, Graça Simões de. Scale of Auditory Behaviors e testes auditivos comportamentais para avaliação do processamento auditivo em crianças falantes do português europeu. CoDAS, São Paulo , v. 25, n. 3, p. 209-215, 2013 . Disponível em
VOLPATTO, Francielli Loss et al . Questionnaires and checklists for central auditory processing screening used in Brazil: a systematic review.Braz. j. otorhinolaryngol., São Paulo , v. 85, n. 1, p. 99-110, Feb. 2019 . Available from
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CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL AUDIOLÓGICO DE ADULTOS E IDOSOS ATENDIDOS EM UMA CLÍNICA ESCOLA DE INSTITUIÇÃO UMA DE ENSINO SUPERIOR
Barbosa, L. C. ;
Speri, Maria Raquel B. ;
Introdução: Em 2018 foram estimadas cerca de 466 milhões de pessoas vivendo com algum tipo de alteração auditiva, sendo que 93% são adultos. Cerca de 30% da população idosa no mundo é acometida por perda auditiva incapacitante. Estima-se ainda que até 2050 haja 933 milhões de pessoas com algum grau de perda auditiva. Objetivos: Analisar o perfil audiológico dos pacientes adultos e idosos atendidos em uma clínica escola de instituição uma de ensino superior, realizar hipóteses diagnósticas, assim como analisar a quantidade de atendimentos realizados anualmente e suas características. Metodologia: Estudo de caráter retrospectivo, transversal, observacional e quantitativo, aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa (1.344.555). Foram coletados dados dos prontuários dos pacientes com idade igual ou superior a 18 anos atendidos em uma clínica escola de uma instituição de ensino superior, entre agosto de 2014 e dezembro de 2018. Idade, sexo, queixa principal, diagnóstico audiológico, bem como a procedência e encaminhamentos foram os itens coletados. Foram excluídos os prontuários com exames audiológicos incompletos e os que foram atendidos em outro período que não o designado. Resultados: Foram analisados 592 prontuários, sendo a amostra dividiar por grupos de faixas etárias G1 jovens adultos (18 a 40 anos), G2 adultos (41 a 59 anos) e G3 idosos (igual ou maior de 60 anos). Houve um predomínio da população feminina em todos os grupos. A faixa etária predominante foi ao G2. As queixas mais frequentes foram de dificuldade auditiva, zumbido e tontura. Quanto ao diagnóstico audiológico a maioria apresentou-se com audição normal, seguido da perda auditiva do tipo sensorioneural de grau moderado. Quanto à procedência e aos encaminhamentos, a maioria foi feita por e para os otorrinolaringologistas. Houve um aumento dos atendimentos ao longo dos anos e uma quantidade maior no segundo semestre dos anos letivos. Conclusão: Os pacientes deste estudo constituem-se por uma maioria de adultos do sexo feminino com audição normal, porém na população idosa a perda auditiva do tipo sensorioneural de grau moderado foi a prevalente. Notou-se um aumento dos atendimentos ao longo dos anos. As hipóteses diagnósticas levantadas foram presbiacusia e otoesclerose.
1. WHO: World Health Organization. WHO global estimates on prevalence of hearing loss. Geneva: World Health Organization; 2018.
2. Mondelli MFCG, Souza PJS. Quality of life in elderly adults before and after hearing aid fitting. Braz. J. otorhinolaryngol; 2012
3. Oliveira IS, Etcheverria AK, Olchik MR, Gonçalves AK, Seimetz BM, Flores LS, et al. Hearing in middle aged adults and elderly: association with gender, age and cognitive performance. Rev. CEFAC; 2014; 16(5): 1463-1470.
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Página(s): p.590
ISSN 1983-1793X
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CARACTERIZAÇÃO DOS IDOSOS USUÁRIOS DE IMPLANTE COCLEAR DE DOIS SERVIÇOS DE SAÚDE AUDITIVA DA CIDADE DE SÃO PAULO SEGUNDO IDADE, SEXO, SINTOMAS DEPRESSIVOS E TESTES DE INTELIGÊNCIA
Jorge, B.M ;
Almeida, K. ;
Martinelli, M.C ;
Introdução: Os critérios para os candidatos ao uso de implante coclear, foram alterando – se com o passar do tempo, devido ao desenvolvimento tecnológico, de tal forma que mais pessoas puderam ter acesso a esse dispositivo. Ao longo dos anos, as empresas de Implante Coclear (IC) preocuparam-se em produzir e renovar seus dispositivos com sofisticada tecnologia, aprimorando as estratégias de codificação e pré-processamento do som. Simultaneamente com o avanço tecnológico a população idosa mundialmente, apresentou crescimento exponencial. Frente a isso, os idosos puderam ter mais acesso a esse dispositivo. Objetivo: caracterizar os idosos usuários de implante coclear unilateral, de dois Hospitais Públicos da cidade de São Paulo, segundo as variáveis sexo, idade, escolaridade, sintomas depressivos e inteligência. Metodologia: Trabalho aprovado pelo CEP da Instituição sob número 1388/2018. Foram avaliados 19 pacientes acima de 60 anos usuários de IC há no mínimo há um ano, no período de 2018 a 2019, sem déficits cognitivos previamente diagnosticados. As informações dos pacientes quanto à idade, sexo e escolaridade foram obtidas em prontuários e os sintomas depressivos foram avaliados a partir da Escala de Depressão Geriátrica e a inteligência por meio das provas de vocabulário e cubos do teste WAIS III. Resultados: Foram avaliados 19 pacientes, sendo seis do sexo feminino (31,6%) e 13 do sexo masculino (68,4%), em relação à idade os pacientes tinham entre 60 e 78 anos e idade média de 68,3 anos. O tempo de escolaridade variou de zero a 15 anos, com escolaridade média de 7,5. O escore médio obtido na escala de Depressão Geriátrica foi de 4,6, com pontuação variando entre um e 14. Para as provas de inteligência, na prova de vocabulário foram obtidas as pontuações de 12 a 48, com média de 30,9 e na prova de cubos de oito a 28 com média de 17,5 pontos. Conclusão: Os idosos que procuraram dois Hospitais de Serviço Público entre 2018 e 2019 para mapeamento de implante coclear, foram em sua maioria homens, com idade média de 68,3 anos e 7,5 anos de escolaridade. Apresentavam escore médio de 4,6 para sintomas depressivos e nas provas de vocabulário e cubos (WAIS III) escores médios de 30,9 e 17,5 respectivamente.
Carlyon RP, Goehring T. Cochlear Implant Research and Development in the Twenty-first Century: A Critical Update. J Assoc Res Otolaryngol. 2021 Oct;22(5):481-508. doi: 10.1007/s10162-021-00811-5. Epub 2021 Aug 25. PMID: 34432222; PMCID: PMC8476711
OMS. Organização Mundial da Saúde. Resumo: Relatório Mundial de Envelhecimento e Saúde. Genebra: OMS; 2015
Bevilacqua MC, Moret ALM, Costa Filho OA. Conceituação e indicação do implante coclear. In: Bevilacqua MC, Martinez MAN, Balen AS, Pupo AC, Reis ACMB, Frota S. Tratado de Fonoaudiologia. São Paulo: Santos; 2011. p. 408-25.
Moberly AC. A surgeon-scientist's perspective and review of cognitive-linguistic contributions to adult cochlear implant outcomes. Laryngoscope Investig Otolaryngol. 2020;5(6):1176-1183. Published 2020 Nov 6. doi:10.1002/lio2.494.
Waltzman SB, Cohen NL, Shapiro WH. The Benefits of Cochlear Implantation in the Geriatric Population. Otolaryngology-Head and Neck Surgery. 1993; 108(4): 329-33. DOI: https://doi.org/10.1177/019459989310800404.
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Página(s): p.628
ISSN 1983-1793X
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CHARACTERISTICS OF DEAF CHILDREN WITH COCHLEAR IMPLANTS IN CHILE; VARIABLES AND OUTCOMES UNDER CONSIDERATION IN THE LATIN-AMERICAN CONTEXT.
Bustos-Rubilar M. ;
Hormazabal-Reed X. ;
Tapia-Mora ;
Dr. Kyle ;
Dr. Mahon ;
Introduction: In Latin America (LA) there are around 16 million deaf or hard-of-hearing (DHH) children. In Chile, the incidence of a congenital condition causing hearing loss is around 2.8 per 1000 newborns. Although Chile is classified as a high-income country in LA, the territory might share similar challenges for DHH children. Limited material-human resources, living environment deprivation, large distances to audiological services could shape common challenges in this region. Considering DHH children intervention, Cochlear Implant (CI) use can help spoken language development, but this achievement might depend on various factors. Late diagnosis and amplification, challenging social determinants of health and lack of family engagement are examples of factors probably affecting the expected outcomes. These factors could be affecting the outcomes expected in DHH children in Chile. Aims: to characterise DHH children implanted in Chile's public health system considering factors and outcomes expected with the CI. This is the first study of this kind in Chile. Methods: Considering an observational study, 107 DHH Children with CI (1 to 15 years of age), who received a CI from 2017 to 2019 in the public health system were characterised using two sources of information: Information from the clinical record of each user, and an online survey for parents-caregivers in the platform OPINION. The characterisation considered 8 groups of factors and 5 different outcomes.The study is part of a PhD research and is supported by a small grant from a national public tender. Approval from two different Ethics Committees was obtained: in Chile (167-2020) and in the UK (LCD-2020-13).Results: Sociodemographic, audiological, CI use, education and parental engagement information were characterised as factors. Findings reveal families were from low and middle-income groups but with high level of education considering the LA context. More than 80% of participants were continuously attending to rehabilitation sessions. The living environment deprivation was a particular factor from Chile and LA context. Results of high use of the CI and high parental engagement were reported. Considering outcomes, these included three speech perception assessments, language used by the child, social inclusion, and satisfaction with the device. More than 50% of participants presented low abilities in speech perception, but also disparities among their outcome results.Conclusion: Characterisation is a useful instrument for evaluating factors and outcomes in Chilean DHH children with CI. Particularities from LA could be important to consider during the early treatment process with CI. Preliminary results from outcomes gave us the opportunity to have evidence about the real progression of DHH children in Chile and LA context, where the social determinant of health could be impacting the progression with the device. Further inferential and longitudinal analysis in specific groups of DHH Children with CI needs to be done for enhancing the results of this wide characterisation.
Yoshinaga-Itano C, Sedey AL, Wiggin M, Mason CA. Language outcomes improved through early hearing detection and earlier cochlear implantation. Otol Neurotol. 2018;39(10):1256–63.
Lieven E, Tomasello M. CHILDREN ’ S FIRST LANGUAGE ACQUISITION FROM A USAGE-BASED. 2020;(2008):168–96.
Hoff E. How social contexts support and shape language development. Dev Rev. 2006;26(1):55–88.
Tomasello M. The usage-based theory of language acquisition. Cambridge Handb Child Lang. 2015;89–106.
Niparko JK, Tobey EA, Thal DJ, Eisenberg LS, Wang NY, Quittner AL, et al. Spoken language development in children following cochlear implantation. JAMA - J Am Med Assoc. 2010;303(15):1498–506.
Nicholas JG, Geers AE. Spoken language benefits of extending cochlear implant candidacy below 12 months of age.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.475
ISSN 1983-1793X
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CICLO DE ESTUDOS EM FONOPEDIATRIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA DA DIFUSÃO DE CONHECIMENTOS SOBRE AASI INFANTIL
Salgueiro, A. C ;
Matos, H. G. C. ;
Lemos, D. F. ;
Gonçalves, A. L. S. ;
Santos, G. Z. ;
Maciel, D. F. ;
Neri, L. F. ;
Blasca, W. Q. ;
Introdução: A adaptação de Aparelhos de Amplificação Sonora Individual (AASI) deve ser orientada às necessidades do paciente, visando suprir da melhor forma possível a deficiência auditiva. Cabendo atenção às diferenças de cada faixa etária no processo de adaptação do AASI. Nesse sentido, diferentemente do público adulto, o AASI infantil leva em consideração um tratamento centrado na família. Para isso, é necessário apresentar informações referentes à melhoria da qualidade de vida do paciente de modo a ampliar a perspectiva da família, considerando o acolhimento, sentimentos e dúvidas em relação ao processo. Acerca disso, foi verificada relativa ausência de conteúdos especializados sobre o tema do AASI infantil. Como proposta de intervenção nesse contexto, parte das atividades do Ciclo de Estudos em Fonopediatria (CEF) abordou o tema sobre o AASI infantil. As atividades foram desenvolvidas de modo a demonstrar a importância do diagnóstico e intervenção precoce na deficiência auditiva. Além disso, a integração entre a equipe do diagnóstico, da adaptação e a família fornecem uma base para um melhor prognóstico infantil. Objetivo: Dessa forma, o presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência de organização de um evento sobre o tema do AASI infantil para a comunidade. Metodologia: Não houve necessidade de submissão do CEP. O CEF buscou por meio da Teleducação apresentar palestras pela internet sobre o tema para o público acadêmico, profissionais da área, familiares e a comunidade em geral. O evento foi transmitido ao vivo pela plataforma digital YouTube. Foram realizados dois encontros com duração média de 2 horas e 15 minutos, com a participação de quatro palestrantes, especialistas e professores em audiologia. A organização do evento foi realizada por sete alunos da graduação e dois alunos da pós-graduação. Os tópicos abordados nas atividades foram sobre a avaliação audiológica infantil e a reabilitação auditiva para crianças com dispositivos eletrônicos. Os encontros destacaram informações relevantes sobre a adaptação de AASI e a reabilitação infantil. De modo ainda a desenvolver um espaço de troca de conhecimentos por meio da abertura de um formulário eletrônico para dúvidas. As transmissões foram gravadas e posteriormente disponibilizadas na plataforma em formato de vídeo. Resultados: O módulo do CEF contou com a participação total de 1275 pessoas nos dois dias e recebeu, em média, 1735 visualizações e 2600 impressões. A atividade foi classificada como ótima por 95,2% dos respondentes e 99,1% tiveram suas expectativas atendidas, além de receber comentários positivos referentes à escolha do tema, palestrantes e qualidade da transmissão. Conclusão: Diante do número de espectadores alcançados, foi possível constatar que o evento obteve grande visibilidade e, dessa forma, apresentou a relevância do AASI Infantil tanto em relação ao diagnóstico e adaptação dos dispositivos quanto ao manejo com as famílias de cada paciente. Diante do exposto, a organização do evento obteve sucesso em sua execução e compartilhamento de conhecimento além dos muros da universidade. Portanto, a condução de atividades com objetivo de difundir conhecimentos sobre a adaptação de AASI na população infantil deve ser continuada para ampliar o acesso da comunidade à informações sobre o tema.
Rissatto MR, Novaes BCdAC. Próteses auditivas em crianças: importância dos processos de verificação e validação. Pró-Fono R Atual Cient. 2009 Jun;21(2):131-6. DOI: 10.1590/s0104-56872009000200008
Boéchat ED et al, organizator. Tratado de audiologia. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2015. 565 p.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.541
ISSN 1983-1793X
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CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DE USUÁRIOS DA FILA DE ESPERA DA REABILITAÇÃO AUDITIVA DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE EM DUAS REGIÕES DO RIO GRANDE DO SUL
Thomazi, Â. B. O. ;
Gonçalves, M. S. ;
Simoni, S. N. ;
Bolzan, G. P. ;
Fedosse, E. ;
Introdução: A regulação de acesso no Sistema Único de Saúde (SUS) organiza, controla e gerencia a priorização do acesso e dos fluxos assistenciais, devendo ser baseada em protocolos. No Rio Grande do Sul (RS), o acesso à adaptação e concessão de próteses auditivas pelo SUS é regulado por profissionais que ocupam o cargo de “Especialista em Saúde” inseridos nas Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS/RS). Tal regulação ocorre por meio do Sistema Nacional de Regulação (SISREG) e utiliza o “Protocolo de Regulação de Acesso à Atenção Especializada”, proposto pela Secretaria Estadual de Saúde do RS. Esse protocolo, na perspectiva de atender ao princípio de equidade do SUS e proporcionar melhorias na qualidade da regulação, estabelece critérios de prioridade de modo a favorecer a classificação de risco dos usuários que apresentam perda auditiva (PA) permanente. Os critérios ordenadores para estabelecimento das prioridades são: grau, lateralidade e simetria da PA. Assim, prioridade 0 (P0) para os casos clínicos de: i) PA bilateral, simétrica, com média quadritonal a partir de 41dBNA; ii) PA bilateral, assimétrica, com média quadritonal a partir de 41dBNA na melhor orelha; iii) PA bilateral, de qualquer grau, associada à deficiência intelectual, visual, deficiências múltiplas e/ou distúrbios neuropsicomotores; iv) PA bilateral, de qualquer grau, associada a quadro clínico de zumbido grave ou incapacitante sem melhora ao manejo na Atenção Básica. Enquanto a prioridade 1 (P1) destina-se aos casos de PA bilateral, assimétrica, com média quadritonal a partir de 26dBNA na melhor orelha. Por fim, são prioridade 2 (P2), os casos de: i) PA bilateral, simétrica de grau leve; ii) PA unilateral com média quadritonal entre 41 e 80dBNA; iii) PA unilateral de grau severo (deve ser avaliada quanto à presença de audição residual passível de amplificação sonora); iv) PA unilateral de grau profundo há contraindicação ao uso de amplificação pelo SUS (verificar possibilidade de tecnologia Contralateral Routing of Signals) e v) PA bilateral limitada às frequências acima de 3000Hz. Objetivo: Verificar a classificação de risco de usuários em fila de espera para concessão e adaptação de próteses auditivas de duas regiões de saúde de uma CRS/RS. Metodologia: Estudo a partir de dados secundários, transversal e de análise descritiva. Os dados foram obtidos no SISREG, pela fonoaudióloga responsável pela regulação da reabilitação auditiva no território estudado, a qual também é autora deste trabalho. A coleta ocorreu em janeiro de 2022, a partir da análise do cadastro de todos os usuários inseridos neste procedimento. Resultados: No período da coleta, havia um total de 1.692 usuários regulados, a saber: P0 (n=790; 46,69%), P1 (n=549; 32,44%) e P2 (n=353; 20,86%). Conclusão: Verificou-se predominância de usuários com quadros audiológicos mais graves, com necessidade de reabilitação auditiva urgente. O expressivo número de usuários na fila de espera e a gravidade dos casos apontam para realização de ações mais efetivas, sobretudo, as relacionadas à atenção especializada cujo escopo exige maior contratação de fonoaudiólogos lotados na assistência à saúde e, consequentemente, aumento da oferta de vagas. Além de diagnóstico, os usuários também precisam de cuidados longitudinais de reabilitação.
Brasil. Portaria de Consolidação n. 2, de 28 de setembro de 2017. Consolidação das normas sobre as políticas nacionais de saúde do Sistema Único de Saúde. Diário Oficial da União. 28 set 2017.
Melo EA, Gomes GG, Carvalho JO, Pereira PHB, Guabiraba KPL. A regulação do acesso à atenção especializada e a Atenção Primária à Saúde nas políticas nacionais do SUS. Physis. 2021; 31(1):1-26.
Ferri SMN, Ferreira JBB, Almeida EF, Santos JS. Protocolos clínicos e de regulação: motivações para elaboração e uso. In: Protocolos clínicos e de regulação: acesso à rede de saúde. Rio de Janeiro: Elsevier; 2012.
Peiter CC, Lanzoni GMM, Oliveira WF. Regulação em saúde e promoção da equidade: o Sistema Nacional de Regulação e o acesso à assistência em um município de grande porte. Saúde Debate. 2016; 40(111):63-73.
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Página(s): p.559
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COMO FONOAUDIÓLOGOS AVALIAM SUAS COMPETÊNCIAS EM RELAÇÃO AO PROCESSO DE SELEÇÃO E ADAPTAÇÃO DE PRÓTESES AUDITIVAS EM ADULTOS.
BRANCO, MC ;
ALMEIDA, K ;
No Brasil, o fonoaudiólogo é o profissional habilitado a realizar os procedimentos de seleção, indicação, adaptação, verificação e avaliação de resultados, bem como a orientação, o aconselhamento e o acompanhamento do usuário de próteses auditiva. Além da expertise audiológica necessária o fonoaudiólogo deve aplicar as recomendações de boas práticas e ter conhecimento relacionado à tecnologia dos dispositivos eletrônicos. Objetivos: Investigar por meio de um questionário de autopercepção as competências profissionais relacionadas ao processo de seleção e adaptação de próteses auditivas. Método: O estudo foi aprovado pelo CEP da instituição sob o número 4.471.128. O questionário foi elaborado na plataforma Google Forms e constou de 52 questões sobre aspectos sociais, demográficos, dados relacionados à prática profissional, bem sobre a capacidade autorreferida em relação ao processo de seleção e adaptação da prótese auditiva. Foi utilizada a escala Likert com 5 opções de respostas. O questionário enviado por e-mail foi respondido por 267 profissionais que atuam na área de seleção e adaptação de próteses auditivas. Para a análise do questionário as perguntas foram agrupadas segundo o domínio ou a etapa do processo ao qual se referia. Para cada questão, valores de zero a quatro foram atribuídos considerando as cinco possibilidades de respostas. Cada etapa respondida gerou um escore e permitiu a comparação entre os resultados dos diferentes domínios. Estabeleceu-se um ponto de corte de 75% para determinar a faixa de competência aceitável, o que permitiu avaliar quais etapas do processo de seleção e adaptação de próteses auditivas receberam pontuações mais baixas, indicando maior necessidade de capacitação dos profissionais. A análise estatística foi realizada pelo SPSS versão 25. Resultados: A maioria dos indivíduos da amostra possuía mais de 15 anos de formado (49%), entretanto, 54,3% atuam na área há menos de 10 anos. Uma pequena parte da amostra ou seja 18% possui apenas graduação e 52% possuem alguma especialização. A maioria dos fonoaudiólogos avaliou ter as competências necessárias em todos os domínios do questionário, com exceção da etapa de Verificação e Validação. Apenas 41% dos indivíduos relataram utilizar medidas com microfone sonda na etapa da verificação. O tempo de formação e o tempo de atuação impactam na competência autorrelatada. Conclusões: A maioria dos profissionais relatou ter as competências necessárias em todas as etapas do processo de seleção e adaptação de próteses auditivas, entretanto há evidências de que procedimentos de verificação e validação propostos por diretrizes de boas práticas não são realizados ou negligenciados. Quanto menor o tempo de formação ou tempo de atuação na área, menor a capacidade autorreferida.
American Academy of Audiology. Audiology core competencies worksheet. Online [acesso 20/08/2021]. Disponível em: https://www.audiology.org/education-research/education/academia
Australian College of Audiology. Professional competency standards for hearing care professionals in Australia. Online: 2016 [acesso 10/08/2021]. Disponível em: https://www.acaud.com.au/documents/item/14
Fernandes FDM, Wertzner HF. Competence-based curricula for the education of speech-language pathologists and audiologists in Brazil. Folia Phoniatri Logop. 2014;66(4-5):176–182.
The Canadian Alliance of Audiology and Speech-Language Pathology Regulators. National audiology competency profile [online]. 2018 [acesso 12/11/2020]. Disponível em https://caaspr.ca/sites/default/files/2019-08/National-Audiology-Competency-Profile.pdf
Wertzner HF, Dreux FM. Fernandes. Competency-based education in communication sciences and disorders: the proposal of a new curriculum. Annales Universitatis Mariae Curie-Skłodowska. 2016;1:55-64.
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Página(s): p.617
ISSN 1983-1793X
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COMPARECIMENTO NA FASE DO DIAGNÓSTICO DE UM PROGRAMA DE TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL UNIVERSAL EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
ALS ;
MSM ;
CCA ;
DRVS ;
DSK ;
ART ;
Introdução: O objetivo dos programas de Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU) é possibilitar a detecção precoce da perda auditiva, e a partir desta identificação viabilizar a promoção da reabilitação auditiva em tempo oportuno. Dessa forma, torna-se importante monitorar os índices de abrangência da TANU, o percentual de neonatos encaminhados tanto no reteste quanto no diagnóstico para verificar a efetividade do mesmo. Objetivo: Avaliar o comparecimento no diagnóstico a partir do fluxo de atendimento desde a esfera da identificação, verificando o quantitativo de exames realizados assim como o percentual de encaminhamentos para reteste e diagnóstico. Metodologia: Foram analisados os registros de neonatos que realizaram TANU no período de janeiro de 2018 a abril de 2020. O projeto foi aprovado com o número CAAE: 32690820500005327. Resultados: No período foram realizadas 8.160 avaliações sendo 74,8% utilizando-se de otoemissão acústica evocada transiente (OEAT) e 25,2% através do potencial evocado auditivo de tronco encefálico automático (PEATE-A). A abrangência da TANU atingiu 96,25%, acima do indicador de qualidade de 95% definido pela diretriz nacional de atenção à triagem auditiva neonatal (DNATAN). O encaminhamento para reteste ocorreu em apenas 9,4% onde foram realizadas 663 OEAT e 101 PEATE-A. Quanto ao diagnóstico, apenas 0,8% necessitaram do encaminhamento, ou seja, apenas 8,1% dos neonatos que realizaram o reteste. Este percentual esteve abaixo do índice de neonatos encaminhados para diagnóstico indicado pela DNATAN (entre 2% a 4% dos triados). Para a realização do diagnóstico o serviço reorganizou seu fluxo e atualmente o exame é realizado no mesmo dia da consulta de revisão com a equipe médica, porém mesmo assim a evasão ainda é elevada. O comparecimento ao diagnóstico foi de 74,2% dos neonatos encaminhados para essa fase, abaixo do determinado pela DNATAN que prevê um índice de 90%. Outras pesquisas também identificaram comparecimento ao diagnóstico abaixo dos 70% e fatores socioeconômicos como a distância entre a moradia e o local de diagnóstico, dificuldades com o transporte, horário de trabalho dos pais, números de telefone e endereços transitórios podem ser elencados como um dos obstáculos para o acesso à continuidade do diagnóstico. Dentre as características dos encaminhamentos, compareceram 75% dos neonatos encaminhados da internação pediátrica, 80% da neonatologia e 69% da unidade de internação obstétrica. Estiveram com achados de normalidade 58,7% e com algum grau de alteração auditiva 41,3%. Dos alterados, 30,4% apresentaram perda auditiva condutiva, 4,3% perda auditiva neurossensorial e em 6,5% a existência de microfonismo coclear. A perda auditiva foi detectada em 0,23% dos neonatos triados. Dentre os desfechos, 52,2% seguiram em acompanhamento ambulatorial com a equipe médica, 34,8% tiveram alta, 8,7% evadiram aos atendimentos com a equipe médica e 4,3% foram encaminhados para regulação estadual. Conclusão: O comparecimento ao diagnóstico obtido ainda está aquém do previsto. A busca ativa destes indivíduos é nossa mais importante ferramenta, mas infelizmente nem sempre o contato com estas famílias é possível devido a constantes mudanças de telefones e endereços.
* BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal. Secretaria de Atenção à Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas e Departamento de Atenção Especializada. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/ publicacoes/diretrizes_atencao_triagem_auditiva_ neonatal.pdf
* Joint Committee on Infant Hearing. Joint Committee on Infant Hearing 2019 Position Statement. Principles and guidelines for early hearing detection and intervention programs. JEHDI. 2019;4(2):1-44.
* Ravi R, Gunjawate DR, Yerraguntla K, Lewis LE, Driscoll C, Rajashekhar B. Follow-up in newborn hearing screening - a systematic review. Int J Pediatrotorhinolaryngol. 2016;90:29-36.
* Hunter LL, Meinzen-Derr J, Wiley S, Horvath CL, Kothari R, Wexelblatt S. Influence of the WIC Program on loss to follow-up for newborn hearing screening. Pediatrics. 2016;138(1):1-8.
* Dimitriou A, Perisanidis C, Chalkiadakis V, Marangoudakis P, Tzagkaroulakis A, Nikolopoulos TP. The universal newborn hearing screening program in a public hospital: the importance of the day of examination. Int J Pediatrotorhinolaryngol. 2016;91:90-3.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.512
ISSN 1983-1793X
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COMPREENDENDO AS PRÁTICAS DOCENTES NA EDUCAÇÃO DO SURDO NO ENSINO SUPERIOR
Menezes, A. K. G. ;
Lima, A. C. F. ;
Martins, D. C. L. ;
Serrano, M. C. M. ;
Camarano, M. R. H. ;
A educação dos surdos iniciou-se no Brasil em 1857, a pedido do Imperador D. Pedro II para o professor surdo Eduard Huet. Com o passar dos anos, a necessidade de inclusão desse grupo no ensino superior ainda continua sendo um tema para debate. Nesse contexto, percebe-se a importância de compreender o papel do docente em sala de aula e as estratégias utilizadas por ele para contribuir com a formação da pessoa surda. O objetivo desse estudo foi compreender as práticas docentes para a educação do surdo no ensino superior. Trata-se de um estudo transversal e de caráter quantitativo. A pesquisa foi encaminhada e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, sob o número 2.578.335. Utilizou-se como amostra o corpo docente que ministrava aula a estudantes surdos, em que os voluntários assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Foi elaborado um questionário contendo 17 perguntas para nortear a entrevista com os profissionais que ministravam aulas para os alunos surdos. O questionário foi aplicado remotamente via Google Forms, por meio do e-mail, e também mediante entrevista presencial, de acordo com a disponibilidade de cada docente. O programa Microsoft Excel, versão 2007, foi usado para tabulação dos dados e a análise estatística foi realizada pelo programa SPSS for Windows, versão 22,0. Como resultados, participaram 51 professores, dos quais 31 deles eram docentes de surdos oralizados e 20, de surdos inseridos na Libras. Com relação aos dados coletados, a maioria dos docentes (57,1%) necessitavam de um intérprete de Libras para se comunicar com os seus alunos. Quando questionados sobre a necessidade do docente aprender a língua em questão, a maioria respondeu afirmativamente. Além disso, no que tange o rendimento acadêmico do aluno surdo, as informações colhidas estiveram entre um desempenho médio e bom. A maneira como os professores se comunicam com os estudantes surdos inseridos na Libras majoritariamente se dava por meio do intérprete de LIBRAS, em segundo lugar, eles apontaram a escrita como recurso de comunicação. Já os docentes de surdos oralizados afirmaram se comunicar principalmente por leitura orofacial e fala, também alegando a escrita como ferramenta secundária. Por fim, a maioria das adaptações pedagógicas oferecidas pelos professores de alunos surdos oralizados foram: facilitação da leitura orofacial, disponibilização com antecedência dos materiais utilizados na aula, oferecimento de reforço extra nas explicações e a utilização de recursos visuais. Por sua vez, os professores de alunos inseridos na Libras enfatizaram a importância do intérprete de Libras na sala de aula, além da disponibilização de materiais com antecedência, de reforço nas explicações e de recursos visuais. Conclui-se que para a formação qualificada de profissionais surdos encontra-se na capacitação dos docentes que terão contato com esse grupo. Esse estudo traz à luz estratégias utilizadas pelos profissionais que ministraram aulas para surdos, aborda a necessidade do desenvolvimento de práticas pedagógicas destinadas aos discentes surdos e abre espaço para que novos estudos sejam dirigidos, além de dar base a possíveis programas de capacitação para docentes.
BRUNO M. Políticas afirmativas para a inclusão do surdo no ensino superior: algumas reflexões sobre o acesso, a permanência e a cultura universitária. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, v. 92, n. 232, 2011.
SANTANA AP. A inclusão do surdo no ensino superior no Brasil. Journal of Research in Special Educational Needs, v. 16, p. 85-88, 2016.
RODRIGUES L. Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil. 2017. Disponível em: https://institutoitard.com.br/desafios-para-a-formacao-educacional-de-surdos-no-brasil/. Acesso em: 15 jan. 2020.
DAROQUE SC. Alunos surdos no ensino superior: uma discussão necessária. [Dissertação de Mestrado]. Piracicaba: UNIVERSIDADE METODISTA DE PIRACICABA. 2011
BRASIL. Presidência da República. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Brasília, DF. Disponível em:
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Página(s): p.491
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CONDIÇÕES VESTIBULARES EM AGRICULTORES: REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA.
SCHERER, V. L. ;
TOMIASI, A. A. ;
PAULA, G. R. ;
HERBER, V. ;
SANTOS, T. T.S. ;
MORAES, M. C. O. ;
Introdução: Apesar de a agricultura no Brasil ser uma atividade extremamente rentável em termos empresariais e sociais, não se tem uma atenção necessária para com os trabalhadores rurais e seus familiares, os quais, diariamente, são expostos a ruído de diversos tipos, além de vibrações e produtos específicos, como os inseticidas. Além disso, muitas vezes não fazem uso de equipamentos de proteção individual, bem como não há o cuidado no manejo correto destas substâncias químicas, podendo acarretar diversos problemas relacionados a saúde. Objetivo: Compilar publicações científicas que discorram sobre as condições vestibulares de agricultores, averiguando as queixas, bem como os achados da avaliação vestibular, além de constatar o nível de conscientização desta população quanto aos aspectos preventivos acerca da saúde vestibular. Metodologia: Tratou-se de uma revisão de literatura integrativa, no qual foram analisadas publicações disponibilizadas na base de dado Google Acadêmico, no período de 2008 a 2021, no idioma português, com disponibilidade integral e gratuita do texto. A busca foi realizada por meio das seguintes palavras-chaves em combinação: agrotóxicos AND agricultores AND sistema vestibular. Resultados: as 08 obras analisadas sobre as condições vestibulares de agricultores, em sua maioria referem-se aos agrotóxicos como agentes causadores e/ou potencializadores de alterações vestibulares. Foi possível observar que esta população apresenta queixas vestibulares como tontura, náuseas e vômitos. Em relação a avaliação vestibular, os indivíduos apresentaram alterações na prova calórica e no nistagmo espontâneo, caracterizando síndromes vestibulares periféricas tanto irritativas quanto vestibulares. Conclusão: Por meio dos estudos analisados, foi possível concluir que os agricultores expostos aos agrotóxicos são suscetíveis a alterações no sistema vestibular, sendo que ficou evidente a presença sintomatológica vestibular e de alterações no processo avaliativo.
ANDRADE, M.I.K.P. Efeitos da exposição ao agrotóxico no sistema auditivo eferente através das emissões otoacústicas transientes com supressão. Tese (Instituto de Estudos em Saúde) Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. 2010.
ALCARAS, P.A.S. Associação da exposição dos pesticidas e do ruído nos sistemas auditivo e vestibular de agentes de combate a endemias. Tese de Doutorado: Saúde Coletiva. Universidade Tuiuti do Paraná. Curitiba. 2019.
COGO, L.A.; MURASHIMA, A.A.B.; FILHA, V.A.V.S.; HYPPOLITO, M.A.; SILVEIRA, A.F. Avaliação funcional do sistema vestibular de cobaias intoxicadas por meio da prova calórica. Rev CEFAC, v. 16.2014.
FINKLER, A.D; SILVEIRA, A.F; MUNARO, G; ZANROSSO, C.D. Otoprotection in guinea pigs exposed to pesticides and ginkgo biloba. Ver. Braz J. Otorhinolaryngology. 2012.
KÖRBES, D.; SILVEIRA, A.F.; HYPPOLITO, M.A.; MUNARO, G. Alterações no sistema vestibulococlear decorrentes da exposição ao agrotóxico: uma revisão de literatura. Rev. Soc. Bras. Fonoaudiol, v. 15. 2010.
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