Encontro Internacional de Audiologia

ANAIS - TRABALHOS CIENTÍFICOS

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A ANÁLISE DO EFEITO DE ORELHA E DE ELETRODO DO POTENCIAL EVOCADO AUDITIVO DE MÉDIA LATÊNCIA PODE CONTRIBUIR COM O ESTUDO DA INTEGRAÇÃO BINAURAL?
Malavolta, V.C. ; Soares, L.S. ; Moreira, H.G. ; Tessele, D.R. ; Schumacher, C. ; Moura, A.F. ; Weber. V. ; Ito, V.C. ; Schindler, D. ; Garcia, M.V. ;

Introdução: A integração binaural é uma das mais relevantes habilidades auditivas, sendo que, para o seu adequado desempenho, as vias auditivas ipsi e contralaterais precisam estar íntegras e com funcionamento simétrico. Através do Efeito de Orelha(EO) e Efeito de Eletrodo(EE) do Potencial Evocado Auditivo de Média Latência(PEAML) é possível analisar a simetria da resposta neural da via auditiva em níveis subcorticais e corticais. Objetivos: Analisar a correlação entre a habilidade de integração binaural e as respostas de EO e EE do PEAML. Método: Estudo de caráter longitudinal, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o número 25933514100005346. A amostra foi composta por 32 sujeitos, sendo 20 do sexo feminino e 12 do sexo masculino, com média de idade 22,64 anos(18 a 34 anos) e a de escolaridade 14,94 anos. Todos os participantes eram destros e falantes do português brasileiro. Como critério de elegibilidade, os participantes deveriam apresentar bilateralmente: limiares auditivos dentro dos padrões de normalidade, curvas timpanométricas do tipo “A”, reflexos acústicos contralaterais presentes, Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico com valores de latência e intervalos interpicos dentro dos padrões de normalidade; não fazer uso de medicação contínua; não apresentar zumbido, tontura e diagnóstico de doenças neurológicas. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e foram submetidos aos seguintes procedimentos: Audiometría Tonal Liminar, Logoaudiometría, Medidas de Imitancio Acústica, Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico, Teste Dicótico de Dígitos (TDD) e PEAML. Para a mensuração do EO e do EE, a amplitude Na-Pa das ondas foi considerada, sendo o EO a análise da chegada do estímulo, de ambas as orelhas, no mesmo hemisfério e o EE a mesma orelha analisada nos hemisférios diferentes. A análise de correlação foi realizada através do teste de Pearson, tomando p 0,05 como nível de significância. Resultados: Observou-se correlação negativa e moderada (r=-0,52) entre o TDD OD e EO HE (p=0,02), ou seja, quanto maior o resultado do TDD OD, menor foi a diferença de resposta entre as orelhas. Na correlação TDD OE e o EE OE (p=0,02), observou-se correlação negativa e moderada (r=-0,68), assim sendo, quanto maior o resultado do TDD OE, menor foi a diferença de respostas nos hemisférios direito e esquerdo. Assim como, correlação negativa e moderada (r=-0,65) entre TDD OD e EE OD (p=0,03), que quanto maior o resultado do TDD da OD menor foi a diferença de respostas nos hemisférios direito e esquerdo. Conclusão: A mensuração da simetria de resposta, através do PEAML, entre as orelhas(EO) e principalmente entre os hemisférios (EE), se correlaciona com a habilidade de integração binaural e possui potencial contribuição para informações eletrofisiológicas desta importante habilidade auditiva.

Bresola et al. O uso do teste dicótico de dígitos como método de triagem CoDAS 2021;33(6):e20200314 DOI: 10.1590/2317-1782/20202020314
Jeffrey Weihing, Eliane Schochat†, Frank Musiek. Ear and electrode effects reduce within-group variability in middle latency response amplitude measures. International Journal of Audiology 2012; 51: 405–412
Frank Musiek,Stephanie Nagle. The Middle Latency Response: A Review of Findings in Various Central Nervous System Lesions. J Am Acad Audiol 2018; 29(09): 855-867 DOI: 10.3766/jaa.16141
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.608
ISSN 1983-1793X
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A AUDIÇÃO DE DISK JOCKEYS: UM ESTUDO DOS SINAIS E SINTOMAS AUDITIVOS E DOS HÁBITOS DE EXPOSIÇÃO A NÍVEIS DE PRESSÃO SONORA ELEVADOS
Ramos, L. ; Scharlach, R.C. ;

Introdução: Estima-se que mais de 1 bilhão de jovens (12 a 35 anos de idade) do mundo, corram o risco de sofrer perda auditiva devido a exposição voluntária a níveis de pressão sonora elevada. Segundo a OMS um quarto da população mundial terá alguma perda auditiva até 2050, sendo que 60% dessas poderiam ter sido evitadas. Diversas categorias profissionais são expostas no ambiente de trabalho a níveis de pressão sonora elevados, dentre eles destaca-se o Disk Jockey (DJ). A profissão dos DJs iniciou por volta de 1970 nas discotecas e hoje estes profissionais são responsáveis por levar alegria e diversão por meio da música para o público. Com o crescimento da profissão eles têm estado bastante susceptíveis a desenvolver alterações auditivas devido à exposição frequente, constante a níveis de pressão sonora elevados. Objetivo: Investigar as queixas auditivas e hábitos de exposição a níveis de pressão sonora elevados em DJs. Metodologia: Estudo observacional, descritivo, transversal, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (nº: 4.859.179 / CAAE: 48298621.8.0000.0121), realizado com DJs de uma capital da região sul do Brasil, com atividade na área há pelo menos dois anos. A amostra foi do tipo não probabilística, utilizando-se a técnica de amostragem por conveniência. Foram constituídos dois grupos (estudo e controle) pareados por sexo e faixa etária, cada grupo composto por 15 adultos, com média etária de 26 anos. Aplicou-se um questionário desenvolvido pelos pesquisadores com 53 questões sobre queixas auditivas, extra auditivas e hábitos de exposição a níveis de pressão sonora elevados. Os dados coletados foram tabulados em planilha do excel e submetidos a uma análise estatística descritiva. Resultados: Os sintomas auditivos mais frequentes no grupo estudo em comparação ao grupo controle foram: zumbido (13%), plenitude aural (13%), tontura (13%) e dificuldade para ouvir televisão (26%). Dentre os sintomas extra auditivos estão: ansiedade (94%), dificuldade de concentração (73%) e cansaço (60%). Após as performances, os sintomas auditivos mais frequentes foram: diminuição da audição (80%), zumbido (60%) e desconforto a sons intensos (60%). O tempo de profissão foi de seis anos ou mais para 79% dos DJs. Muitos realizam mais de uma performance por noite, sendo que 71,42% dos DJs relataram que continuam expostos a sons elevados durante os intervalos; 86% raramente ou nunca utilizaram protetor auricular durante as performances. A maior parte dos DJs (93%) relataram que o ambiente de trabalho é prejudicial à audição, mas apenas 53% já realizaram audiometria. Apesar de 87% dos profissionais relatarem que a intensidade do som durante a performance é forte ou muito forte, apenas 20% têm o conhecimento sobre a qual intensidade ficam expostos e 80% não sabem qual o mínimo de pressão sonora prejudicial ao sistema auditivo. Conclusão: Os DJs desse estudo apresentam hábitos de exposição a níveis de pressão sonora elevados inadequados. Apesar de terem conhecimento sobre os efeitos nocivos do ruído, desconhecem os níveis sonoros prejudiciais e não fazem uso de medidas protetivas. Os sintomas auditivos mais frequentes após as performances foram sensação de diminuição da audição, zumbido e desconforto a sons intensos.

1-Nações Unidas. Mais de 1 bilhão de jovens correm risco de perda auditiva devido à exposição a sons altos. [cited 2021 Sep 03]; [about 3 screens]. Available from: https://news.un.org/pt/story/2019/02/1659581
2-Nações Unidas do Brasil. OMS: 2,5 bilhões de pessoas podem sofrer algum tipo de perda auditiva em 2050 [cited 2021 Sep 03]; [about 1 screen] Available from: https://brasil.un.org/pt-br/114345-oms-25-bilhoes-de-pessoas-podem-sofrer-algum-tipo-de-perda-auditiva-em-2050
3-Macedo EMB, Andrade WTL de. Queixas auditivas de disc jockeys da cidade de Recife. Rev CEFAC 2010;13(3):452–9. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-18462011000300008&lng=pt&tlng=pt . doi.org/10.1590/S1516-18462010005000120

DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.486
ISSN 1983-1793X
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A COMUNICAÇÃO DE USUÁRIOS DE PRÓTESES AUDITIVAS NA VISÃO DE ACOMPANHANTES NO PERÍODO PANDÊMICO
Nascimento, R. N. do ; Fornari, B. L. ; Patatt, F. S. A. ;

Introdução: Devido a pandemia do COVID-19 surgiu a necessidade de adotar medidas preventivas contra o contágio pelo vírus. O uso de máscaras de proteção facial, a adoção do distanciamento físico em relação às pessoas e uso de tecnologias digitais para manter o contato à distância foram amplamente adotadas neste cenário. Contudo, estas medidas acarretam na perda de importantes pistas visuais e atenuam a transmissão acústica da fala, trazendo prejuízos à comunicação de usuários de aparelhos auditivos. Objetivo: Verificar o impacto das modificações impostas pela pandemia, na comunicação de adultos e idosos usuários de próteses auditivas, adaptados em um serviço público, através da percepção de seus acompanhantes. Metodologia: Estudo quantitativo e transversal aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o número 4.844.159. Todos os acompanhantes dos usuários de prótese auditiva foram convidados a participar voluntariamente da pesquisa enquanto estes aguardavam o atendimento fonoaudiológico na instituição. Incluiu-se acompanhantes com idade igual ou superior a 18 anos e que convivem com os usuários de próteses auditivas no dia a dia. Para a coleta de dados foi utilizado um protocolo contendo 15 questões fechadas, as quais foram apresentadas oralmente pela pesquisadora, em sala silenciosa. Os dados compilados foram analisados descritivamente. Resultados: Participaram do estudo 25 indivíduos, com idades entre 22 e 78 anos (média de 53,85 anos), sendo 83,33% do sexo feminino e 16,67% do sexo masculino. Destes, 75% perceberam dificuldades por parte dos usuários em compreender a fala por causa do uso de máscaras e 79,16% notaram dificuldades de compreensão advindas do distanciamento físico do interlocutor. Ainda, os acompanhantes relatam que 87,5% dos usuários utilizam tecnologias digitais para comunicação, sendo que 75% dos acompanhantes não percebem dificuldades na comunicação por meio destes, enquanto outros 25% percebem. No geral, 75% dos acompanhantes notam que as medidas de proteção dificultaram a comunicação dos sujeitos e 54,16% acreditam que prejudicaram também a vida social, sendo que 62,5% dos acompanhantes notam um aumento da frustração e tristeza entre os usuários e 50% percebem que os sujeitos passaram a interagir menos em decorrência de tais medidas. Conclusão: Os acompanhantes dos usuários de próteses auditivas adaptados em um serviço público, em sua maioria, notam barreiras na comunicação destes, em decorrência da adoção do distanciamento físico e uso de máscaras de proteção facial, sendo que tais medidas protetivas trazem também dificuldades de integração junto à sociedade, pois acarretam em comportamentos de exclusão por parte do usuário. Quanto ao uso das tecnologias digitais, não foi notado nenhum aumento na dificuldade dos usuários por parte dos acompanhantes, visto que estas já estavam presentes no dia a dia de muitos indivíduos antes da pandemia. Ademais, é imprescindível que usuários e acompanhantes recebam orientações dos profissionais da saúde referentes a estratégias comunicativas que possam auxiliar neste período.

GIOVANELLI, E. et al. Unmasking the Difficulty of Listening to Talkers With Masks: lessons from the COVID-19 pandemic. i-Perception, v. 12, n. 2, 2021.

OLIVERA, A. C. DE; LUCAS, T. C.; IQUIAPAZA, R. A. O Que a Pandemia Da Covid-19 Tem Nos Ensinado Sobre Adoção De Medidas De Precaução? Texto & Contexto Enfermagem, v. 29, p. 15, 2020.

SAUNDERS, G. H.; JACKSON, I. R.; VISRAM, A. S. Impacts of face coverings on communication: an indirect impact of COVID-19. International Journal of Audiology, v. 0, n. 0, p. 1–13, 2020.

TAVANAI, E.; ROUHBAKHSH, N.; ROGHANI, Z. A review of the challenges facing people with hearing loss during the COVID-19 outbreak : toward the understanding the helpful solutions. Auditory and Vestibular Research, v. 30, n. 2, p. 62–73, 2021.

TEN HULZEN, R. D.; FABRY, D. A. Impact of Hearing Loss and Universal Face Masking in the COVID-19 Era. Mayo Clinic Proceedings, v. 95, n. 10, p. 2069–2072, 2020.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.556
ISSN 1983-1793X
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A CONTRIBUIÇÃO DO CE-CHRIP® LS NA TOMADA DE DECISÃO PARA INÍCIO DA PESQUISA NO PEATE COM ESTÍMULO NB CE-CHRIP® LS.
Araújo, F. C. M. ; Mendes, B. C. A. ; Lewis, D. L. ;

Introdução: Na avaliação audiológica pediátrica é sugerida a obtenção de uma estimativa de um audiograma, por meio do potencial evocado auditivo do tronco encefálico (PEATE) com frequências específicas. No entanto, determinar a intensidade inicial na pesquisa dos limiares eletrofisiológicos é um desafio, uma vez que as perdas auditivas (PA) podem ter graus e configurações diferentes, e o registro deve ser rápido. O limiar utilizando o estímulo de banda larga não consegue estimar um audiograma. Mas poderia ser utilizado como parâmetro para início do exame eletrofisiológico? Objetivo: Correlacionar os limiares eletrofisiológicos obtidos com o CE-Chrip® LS e o NB CE-Chrip® LS nas frequências de 500, 1000, 2000 e 4000 Hz. Método: Participaram da pesquisa 10 crianças que falharam na triagem auditiva neonatal e tiveram o diagnóstico audiológico concluído até os 6 meses de idade. Foi utilizado o PEATE utilizando CE-Chrip® LS e NB CE-Chrip LS, nas frequências de 500, 1000, 2000 e 4000 Hz, com os parâmetros descritos pela BSA (2021) e NHSP (2013). A pesquisa do limiares eletrofisiológicos foi realizada, por via aérea, com intensidade variando de 100 a 10 dBn NA. Foi aplicada estatistica t-Student, correlação de Sperman e regressão linear. Comitê de ética no 1.908.319. Da amostra, 60% foi do sexo feminino. Não houve diferença estatística entre as orelhas e o sexo, e optamos por realizar a análise por orelha, passando a amostra a ser de 15 sujeitos. O limiar eletrofisiológico com CE-Chirp® LS teve maior grau de correlação com 1000 Hz (p = 0,96), seguido de 500 Hz (p= 0,82); 4000 Hz (p=0,64) e 2000 Hz (p=0,46). A regressão linear demonstrou uma forte previsão dos limiares entre o CE-Chrip® LS e o NB CE-Chrip® LS de 1000Hz (R2=0,92), seguido de 500 Hz (R2=0,67), 4000 Hz (R2=0,40) e 2000 Hz (R2=0,21). Estimar um audiograma com o PEATE por frequência específica, é um desafio, em especial quando o exame é realizado em sono natural. Conclusão: O CE-Chrip® LS apresenta-se como uma ferramenta interessante para a tomada de decisão, de quais intensidades poderiam ser utilizadas no início do exame com frequências específicas, apesar de se saber que as configurações podem gerar resultados diferentes nesta correlação. A frequência média de 1000 Hz, pode ser aquela de início dos registros nas frequências, seguida de 500 Hz, 4000 Hz e 2000 Hz. A experiência do avaliador e os resultados de outros exames podem ainda contribuir para estas decisões.

British Society of Audiology. Auditory Brainstem Response (ABR) Testing in Babies. Recomended Procedure; 2019. https://www.thebsa.org.uk/wp-content/uploads/2019/06/OD104-81-Recommended-Procedure-for-ABR-Testing-in-Babies.pdf

British Society of Audiology. Recommended Procedure Auditory Brainstem Response testing post new-born and adults, 2019. https://www.thebsa.org.uk/wp-content/uploads/2020/03/OD104-84-FINAL-RP-ABR-post-newborn-and-Adult-Nov2019b.pdf

British Society of Audiology. Practice Guidance Early Audiological Assessment and Management of Babies Referred from the Newborn Hearing Screening Programme, 2021. https://www.thebsa.org.uk/wp-content/uploads/2022/01/OD104-98-BSA-Practice-Guidance-Early-Assessment-Management-1.pdf

Joint Committee on Infant Hearing. Year 2019 Position Statement: Principles and Guidelines for Early Hearing Detection and Intervention Programs. The Journal of Early Hearing Detection and Intervention 2019; 4(2): 1–44. 


NHSP Clinical Group. Guidelines for the early audiological assessment and management of babies referred from the Newborn Hearing Screening Programme. NHSP Early assessment guidelines v3.1, Julho, 2013.

DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.625
ISSN 1983-1793X
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A INCIDÊNCIA DE ALTERAÇÕES AUDITIVAS E VESTIBULARES EM PESSOAS COM FIBROMIALGIA
FERNANDES, D. P ;

Introdução: A fibromialgia (FM) pode ser definida como uma síndrome musculoesquelética, tendo como característica a dor crônica e generalizada, sendo uma doença multifatorial, que tem como possível fisiopatologia a alteração do mecanismo central de controle a dor, que incluiria uma deficiência de neurotransmissores inibitórios ou uma hiperatividade desses neurotransmissores, devido a um distúrbio na neuromodulação da dor, relacionado as alterações no Sistema Nervoso Central (SNC). Dentre os inúmeros sintomas presentes no quadro clínico da doença, verifica-se alteração no processamento sensorial auditivo e uma maior probabilidade de perda auditiva nesse público, além de achados relacionados a distúrbios na função oculomotora, diminuição do fluxo sanguíneo no labirinto, sendo também que a disfunção vestibular pode estar associada ao SNC. Esses achados relacionados aos aspectos auditivos e vestibulares podem afetar a qualidade de vida desses indivíduos, que já é prejudicada pelo diagnóstico em si da doença. Objetivo: Identificar a incidência de alterações auditivas e vestibulares em pessoas com fibromialgia. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa do tipo analítica observacional transversal de caráter quantitativo, avaliado e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com seres humanos, sob o parecer de número 5.101.005. Realizou-se um questionário adaptado para aplicação em formato de formulário para os participantes, que totalizou 22 perguntas, sendo apresentado via link do Google Forms. Participaram dessa pesquisa o total de 541 participantes, com a idade variando-se entre 20 a 70 anos, destas, 98,71% foram do sexo feminino e 1,29% do masculino. Resultados: Dentre os participantes, encontraram-se as queixas relacionadas as alterações auditivas, sendo 87,99% apresentaram dificuldade de escutar em ambiente ruidoso, 85,77% não entende quando falam rápido ou ‘‘abafado’’, 73,20% tem dificuldade para entender os sons, 90,02% pedem para repetir o que lhe foi dito. Quanto as alterações vestibulares, foi possível evidenciar que 86,65% apresentaram tontura e 87,80% apresentaram zumbido. Além disso, evidenciou-se que 81,4% negaram terem sido informados ou orientados sobre a possibilidade dos prováveis sintomas auditivos e vestibulares, como também observou-se um percentual elevado de participantes que negaram terem sido orientados a buscar tratamento com o médico otorrinolaringologista e/ou fonoaudiólogo. Conclusão: Portanto, pode-se concluir que as pessoas com fibromialgia apresentam alta incidência de alterações auditivas e vestibulares, e que não recebem orientações e muito menos o tratamento audiológico e otológico apropriado, resultando em mais prejuízos na qualidade de vida, destacando-se a importância do acompanhamento fonoaudiológico e otorrinolaringológico.

IIKUNI, Fusako et al. Why do patients with fibromyalgia complain of ear-related symptoms? Ear-related symptoms and otological findings in patients with fibromyalgia. Clinical rheumatology, v. 32, n. 10, p. 1437-1441, 2013.
LE, Thi Phuong et al. Risk of hearing loss in patients with fibromyalgia: A nationwide population-based retrospective cohort study. Plos one, v. 15, n. 9, p. e0238502, 2020.
STRANDEN, Magne; SOLVIN, Havard; FORS, Egil A.; GETZ, Linn; HELVIK, Anne-S. Are persons with fibromyalgia or other musculoskeletal pain more likely to report hearing loss? A HUNT study. BMC Musculoskeletal Disorders, p. 17:477. 2016.
ZEIGELBOIM, B. S.; KLAGENBERG, K. F.; LIBERALESSO, P. B. N.; JURKIEWICZ, A. L. Avaliação vestibulococlear na fibromialgia. Revista CEFAC, Curitiba, v.13, n. 01, p. 165-170, 2011.
ZEIGELBOIM, Bianca Simone; MOREIRA, Denise Nunnes. Achados vestibulares em pacientes portadores de fibromialgia. Arquivos Internacionais de Otorrinolaringologia, v. 15, p. 283-289, 2011.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.553
ISSN 1983-1793X
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A INCLUSÃO DE ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E SUPERIOR: O FUNCIONAMENTO DE UM SETOR DE ACESSIBILIDADE
Silva, A. P. S. ; B, F. V. ; Pavão, S. M. O. ;

Introdução: O número de estudantes com deficiência no ensino superior aumentou de forma significativa há alguns anos, devido em grande parte, a políticas educacionais que favoreceram tal mudança. Esses estudantes devem ser acompanhados, a fim de que o acesso, a permanência e a conclusão do curso se efetivem, e para que isso ocorra, o setor de Acessibilidade da instituição de ensino tem muito a contribuir. O objetivo deste trabalho foi verificar o número de estudantes com deficiência auditiva que ingressaram na educação profissional e superior no período de 2019 a 2021 e relatar o funcionamento de um setor de acessibilidade de uma instituição de ensino superior. Metodologia: Estudo retrospectivo. Os dados foram extraídos do banco de dados do setor de acessibilidade. As ações pedagógicas desenvolvidas estão vinculadas a um projeto de ensino, cadastrado na instituição sob o número 045501. A equipe do setor conta atualmente com uma técnica em assuntos educacionais (Educadora Especial), uma fonoaudióloga, um técnico administrativo, 14 tradutores e intérpretes de Libras e bolsistas de pós-graduação nas áreas de Educação Especial e Terapia Ocupacional. Atuam no setor ainda, bolsistas de graduação que realizam atividades como adaptações de textos, descrição de imagem/audiodescrição e elaboração de materiais diversos. Após o ingresso, os estudantes realizam uma entrevista inicial no setor para que suas demandas sejam conhecidas e seja elaborado um plano de atendimento, caso necessário e o estudante concorde em ser atendido. A seguir, é enviado um memorando às coordenações dos cursos nos quais estes estudantes ingressaram, informando a condição do estudante e quais ações/adaptações podem beneficiá-lo (exemplos: leitura orofacial, uso de legendas e demais adaptações pedagógicas). Este contato com o curso se mantém ao longo do percurso acadêmico, pois a cada semestre mudam os professores e as demandas também vão sendo modificadas. Resultados: No período de 2019 a 2021 ingressaram na instituição 23 estudantes com deficiência auditiva (9 em 2019, 9 em 2020 e 5 em 2021). Destes, 10 se matricularam no ensino profissional e 13 no ensino superior, sendo que 20 ingressaram pela reserva de vagas ("cotas"). Foi possível verificar a diversidade da deficiência auditiva no perfil dos estudantes ingressantes: variados graus de perda auditiva, alguns utilizam implante coclear (IC) e/ou aparelho de amplificação sonora individual (AASI) e sistema FM; alguns utilizam a Libras como forma de comunicação, já outros se comunicam oralmente. Assim, como há essa diversidade na deficiência auditiva, o mesmo ocorre em relação às demandas dos estudantes, destes, 10 utilizam o serviço de tradução/interpretação em libras e 8 frequentam o Atendimento Educacional Especializado (AEE) que é voltado para as questões pedagógicas, entre eles um estudante que também é acompanhado por intérprete de Libras. Conclusão: O setor de acessibilidade exerce função importante no processo de inclusão de alunos com deficiência, tanto no atendimento direto ao estudante, como na interação com professores e coordenação de curso, dialogando, propondo ações/adaptações, bem como fornecendo orientações que irão contribuir durante a permanência do estudante na instituição.

Marquesan, I. Q., Silva, H. J. e Tomé, M. C. (Org.). Tratado das Especialidades em Fonoaudiologia. In: Santana, A. P. O. e Soltosky, M. Atuação Fonoaudiológica na Educação. 1º Ed. São Paulo: Ed Roca. 2014. P. 488-496.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.436
ISSN 1983-1793X
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A MUTAÇÃO DO GENE GJB2 COMO POSSÍVEL FATOR ETIOLÓGICO PARA PERDA AUDITIVA COM CONFIGURAÇÃO AUDIOMÉTRICA ATÍPICA: UM ESTUDO DE CASO
Nunes, I. ; Floriani, R. ; Jesus, C.J. ; Stürmer, I. ; Silva, D.P.C ; Roggia, S.M. ;

Introdução: A perda auditiva (PA) pode afetar diretamente a qualidade de vida do indivíduo por ela acometido, interferindo na comunicação e nas relações interpessoais. Dentre as possíveis causas das PA encontram-se as mutações genéticas, tais como a mutação do gene GJB2, que codifica a proteína conexina 26 (Cx26). A alteração desta proteína causa um comprometimento na transferência de íons de potássio intracelulares, não permitindo a rápida excitação das células ciliadas frente a novos estímulos sonoros, causando PA. Objetivo: Descrever o caso de um indivíduo do sexo masculino de 48 anos, diagnosticado com PA sensorioneural bilateral de características audiológicas atípicas, com destaque para a configuração audiométrica em U, comparando tais resultados com os achados audiológicos frequentemente encontrados em pacientes com mutação do gene GJB2. Metodologia: Estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CAAE: 46189021.2.0000.0121). Trata-se de um estudo de caso, desenvolvido a partir de dados obtidos da documentação referente às avaliações audiológicas básicas e complementares realizadas em uma Clínica Escola de Fonoaudiologia. Resultados: Homem de 48 anos, sem histórico de avaliação audiológica, com queixa auditiva de dificuldade para entender ao interlocutor, percebida após reclamação frequente das pessoas com quem convive. Refere também zumbido de pitch agudo em ambos os lados e plenitude auricular e otalgia à direita. Após avaliação audiológica básica, obteve parecer audiológico de PA sensorioneural de grau leve à direita e moderado à esquerda com configuração em U bilateralmente. Na logoaudiometria, apresentou Limiar de Reconhecimento de Fala de 40dB em ambas orelhas e Índice de Reconhecimento de Fala de 96% à direita e 100% à esquerda. Em relação à imitanciometria, observou-se curva tipo A bilateralmente e presença da maior parte dos reflexos, exceto dos contralaterais da orelha direita. Verificou-se fenômeno de recrutamento em várias frequências. Nas Emissões Otoacústicas Evocadas por Estímulo Transiente observou-se ausência de resposta na banda de frequência de 2.000Hz à direita e em todas as bandas pesquisadas à esquerda. Na Produto de Distorção , encontrou-se ausência de resposta na frequência de 3.000Hz à direita e 3.000Hz e 4.000Hz à esquerda. Tais resultados indicam alteração no funcionamento das células ciliadas externas. Já os achados do Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico sugerem comprometimento auditivo retrococlear bilateralmente, devido a latência absoluta da onda V atrasada e intervalos interpicos III-V e I-V aumentados à direita e à esquerda. Conclusão: Verificou-se que os achados do presente caso não são integralmente compatíveis com as características audiológicas apresentadas por indivíduos que possuem PA decorrente da mutação do gene da Cx26. A ausência de histórico de PA familiar é um fator desfavorável para a hipótese etiológica levantada. Contudo, nota-se relação entre as características audiológicas do paciente com as do padrão de transmissão dominante do gene, com destaque para o grau moderado da PA à direita, configuração audiométrica em U e presença de PA pós-lingual, sendo importante o encaminhamento para o diagnóstico etiológico da provável mutação genética, tendo em vista a inexistência de outros dados na história clínica que justifiquem a configuração audiométrica atípica constatada na audiometria do paciente.

BARASHKOV, N.A. et al. Age-Related Hearing Impairment (ARHI) Associated with GJB2 Single Mutation IVS1+1G>A in the Yakut Population Isolate in Eastern Siberia. Plos One, [S.L.], v. 9, n. 6, p. 1-7, 24 jun. 2014. http://dx.doi.org/10.1371/journal.pone.0100848.
BORMIO, L.M.G.; HASSAN, S.E.; RIBEIRO, L.A. Surdez Genética pela Mutação da Conexina 26: uma revisão de literatura do diagnóstico ao tratamento. Revista Unilago, São José do Rio Preto, v. 1, n. 1, p. 1-11, 25 ago. 2021.
IWANICKA-PRONICKA, K. et al. Audio Profiles in Mitochondrial Deafness m.1555A>G and m.3243A>G Show Distinct Differences. Medical Science Monitor, [S.L.], v. 21, p. 694-700, 2015. International Scientific Information, Inc. http://dx.doi.org/10.12659/msm.890965.
QI, Li et al. Tonal audiometry of GJB2 235delC single heterozygous mutation carriers. Zhonghua Er Bi Yan Hou Tou Jing Wai Ke Za Zh , [S. L], v. 7, n. 46, p. 543-546, 2011.
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Página(s): p.469
ISSN 1983-1793X
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A NEUROCIÊNCIA AUDITIVA E SUAS RELAÇÕES COM O FENÔMENO DO OUVIDO ABSOLUTO
Santos , M. F. ; Bezerra, L. B. M ; Pereira, V. R. C. ;

Introdução: A neurociência é uma ampla área do conhecimento que estuda o funcionamento do sistema nervoso por meio de várias tecnologias, com o intuito de compreender as estruturas neurais, os órgãos do sistema nervoso, suas respectivas funções e como o funcionamento dessas estruturas resulta nas ações do ser humano (GUERRA, 2011; MOORE et al., 2018). O ouvido absoluto (OA) é definido como sendo a habilidade de reconhecer, definir, cantar ou nomear uma determinada nota musical, não sendo necessário o auxílio de uma referência externa para comparação (BACHEM, 1955; VANZELLA et al., 2010; VANZELLA & RANVAUD, 2014; GERMANO, 2015). Objetivo: verificar, por meio de uma revisão de literatura, como o estudo da neurociência pode contribuir para compreender o fenômeno do ouvido absoluto. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa de literatura, no período de abril a maio de 2021, utilizando a pergunta norteadora: “Como a neurociência contribui para o entendimento sobre o fenômeno do ouvido absoluto?”. Foram utilizadas as bases de dados: PubMed, Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), Scielo, Lilacs e Portal de Periódicos da Capes, utilizando os seguintes descritores como estratégia de busca: “neuroscience” AND “absolute pitch”. Inicialmente, foram encontrados um total de 266 estudos nas cinco bases de dados. Após uma prévia seleção por meio da leitura dos títulos e resumos, foram selecionados 11 artigos. Deste total, após a leitura na íntegra, 2 estudos foram excluídos por não responderem à questão norteadora e 9 foram selecionados para compor a amostra final. Resultado: Dos estudos selecionados, 88,9% (n=8) são publicações internacionais com levantamento de dados e 11,1% (n=1) refere-se a uma revisão de literatura, publicada nacionalmente. A população dos estudos foi composta por músicos com OA, músicos sem OA e não músicos. Em 88,9% (n=8) dos estudos, foi observado o melhor desempenho dos músicos com OA nos testes aplicados em comparação ao grupo sem OA. 44,4% (n=4) dos estudos mostraram que os portadores de OA possuem maior conectividade, padrão da atividade neural, em áreas especificas do cérebro em relação aos músicos sem OA (LOUI et al., 2011; LOUI; ZAMM; SCHLAUG, 2012; JÄNCKE; LANGER; HÄNGGI, 2012; ELMER et al., 2015). Em seus estudos, Loui et al., (2011) e Elmer et al., (2015) relataram predominância de conectividade no hemisfério esquerdo, sendo um preditivo do bom desempenho no teste de ouvido absoluto nos músicos com OA quando comparado aos músicos sem OA (ELMER et al., 2015). Conclusão: Pôde-se concluir que não há clareza na literatura sobre a origem e desenvolvimento do OA, porém foi possível concluir que os portadores de OA apresentam alterações específicas de neuroanatomia e fisiologia, como maior conectividade intracraniana em músicos com OA em comparação a músicos sem OA, além de maior volume à esquerda em determinadas regiões cerebrais.

BAHARLOO, Siamak et al. Absolute pitch: an approach for identification of genetic and nongenetic components. The American Journal of Human Genetics, v. 62, n. 2, p. 224-231, 1998.

GERMANO, N.G. Em busca de uma definição para o fenômeno do Ouvido Absoluto. 2015. 133 f. Dissertação (Mestrado em Música) – Instituto de Artes, Universidade Estadual Paulista. São Paulo. 2015.

VANZELLA, Patricia; RANVAUD, Ronald. Por dentro do ouvido absoluto: Investigações por neuroimagem. PERCEPTA-Revista de Cognição Musical, v. 1, n. 2, p. 51, 2014.

ELMER, Stefan et al. Bridging the gap between perceptual and cognitive perspectives on absolute pitch. Journal of Neuroscience, v. 35, n. 1, p. 366-371, 2015.

LOUI, Psyche; ZAMM, Anna; SCHLAUG, Gottfried. Enhanced functional networks in absolute pitch. Neuroimage, v. 63, n. 2, p. 632-640, 2012.
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Página(s): p.634
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A NEUROSCIÊNCIA AUDITIVA E O BILINGUISMO
Bezerra, L. B. M. ; Santos, M. F. ; Pereira, V. R. C. ;

INTRODUÇÃO
O bilinguismo é a proficiência de um indivíduo em duas línguas, sendo o sujeito bilíngue aquele que tem competência para conduzir a fluência e a compreensão igualmente em duas línguas distintas, sendo uma delas a sua língua materna. Semelhante ao bilinguismo, o multilinguismo é a proficiência em outra língua que não seja apenas a sua materna, contendo a fluência e compreensão em várias línguas distintas. A neurociência, área de estudo da psicologia cognitiva, estuda o princípio das estruturas e determina o funcionamento neural, proporcionando uma compreensão dos fenômenos observados (Guerra, 2011). O processamento auditivo foi definido pela American Speech-Language-Hearing-Association (ASHA) como “efetividade e eficiência com que o sistema auditivo central utiliza a informação auditiva” (ASHA, 2005). O objetivo da pesquisa é verificar, por meio de um levantamento na literatura, como a neurociência auditiva contribui para a compreensão do processamento auditivo de indivíduos bilíngues.
METODOLOGIA
Foi realizada uma revisão de literatura em 5 bases de dados distintas. Esta revisão teve como pergunta norteadora para a pesquisa: “O que a neurociência revela sobre o processamento auditivo de bilíngues em comparação a monolíngues?”. Foram utilizadas as bases: PubMed, Biblioteca Virtual de Saúde (BVS), Scielo, Lilacs e Portal de Periódicos da Capes, utilizando os seguintes descritores como estratégia de busca: “Auditory Neuroscience” AND multiligualism OR bilingualism. As buscas iniciais encontraram 4196 artigos, após a aplicação dos critérios de inclusão nos títulos e resumos, foram considerados um total de 12 publicações para análise posterior. Desse total, excluímos 6 artigos (50%), pois não havia relação com o intuito central da pesquisa, o que gerou um resultado de 6 artigos para serem considerados.
RESULTADOS
66,66%, n=4 das publicações foram publicados nos últimos 5 anos, durante o período de 2017 a 2020. Quanto ao tipo de estudo, 3 (Hayakawa & Marian, 2019, Grundy et al., 2017 e Schroeder & Marian, 2017) são revisões de literatura e os demais, artigos originais com levantamento de dados. Todos os artigos foram publicados em periódicos internacionais. O estudo comparativo entre monolíngues e bilíngues foi visto em todos os artigos, sendo que em um também realizou uma comparação com o trilinguismo (Scott, 2017).
DISCUSSÃO
Os estudos tinham como objetivo analisar a influência do bilinguismo sobre a rede neural de indivíduos e como isso poderia se expressar no processamento auditivo. Diante disso, os resultados apontam que o processamento auditivo de bilíngues é mais desenvolvido, com maior ativação do lobo temporal esquerdo (Gresele et. al, 2013) e menor ativação do lobo frontal (Grundy et.al, 2017), em comparação a monolíngues.
O estudo das imagens neurais mostra que o cérebro bilíngue apresenta mudanças nas regiões de processamento de linguagem, com aumento da massa cinzenta (Mechelli et al., 2004) associadas a representações mentais, memória de trabalho, memória fonológica, integração semântica e fonológica e controle cognitivo, quando comparadas ao cérebro monolíngue.
CONCLUSÃO
Conclui-se com esse estudo que o fenômeno do bilinguismo influencia diretamente o desenvolvimento das habilidades do processamento auditivo, bem como promove maior ativação das áreas neurais ligadas a audição.

HAKUTA, K., GARCIA, E. E. Bilingualism and education. American Psychologist, 44(2), 374–379. (1989).

GROSJEAN, F. Individual Bilingualism. Em: Spolsky, B. Concise Encyclopedia of Educational Linguistics. Oxford: Elsevier. (1999).

NOBRE, A. P.; HODGES, L. V.; A relação bilinguismo-cognição no processo de alfabetização e letramento. Ciências & Cognição, v. 15, n. 3, p. 180–191, 2010.

LEVY, Simon; PARKIN, C Melanie. Are We Yet Able to Hear the Signal Through the Noise? A Comprehensive Review of Central Auditory Processing Disorders: Issues of Research and Practice. [s.l.: s.n., s.d.].

GUERRA, Leonor Bezerra. O Diálogo Entre a Neurociência E a Educação: Da Euforia Aos Desafios E Possibilidades. Revista Interlocução, v. 4, n. 4, p. 3–12, 2011. Disponível em:
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Página(s): p.485
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A PRESENÇA DO ECAP NO INTRA-OPERATÓRIO É UM PREDITOR PARA O PROGNÓSTICO EM ADULTOS USUÁRIOS DE IMPLANTE COCLEAR?
Ribeiro, GE ; Magalhaes, ATM ; Goffi-Gomez, MVS ; Hoshino, ACH ; Tsuji, RK ;

Introdução: O Potencial de Ação Composto Eletricamente Evocado (eCAP) captado por meio da Telemetria de Reposta Neural (TRN), quando presente indica que as fibras auditivas estão sendo recrutadas apontando uma boa transmissão da informação temporal e espectral favorecendo em um melhor desempenho das habilidades auditivas. No entanto, para alguns indivíduos, pode-se observar ausência do eCAP ainda no intra-operatório, trazendo incertezas quanto ao prognóstico, pois apesar de ser uma medida que avalia estruturas auditivas a nível periférico, sabe-se que a estimulação elétrica nessa via é a precursora para que o estímulo chegue ao córtex auditivo. Além do mais, a investigação do comportamento das respostas neurais em indivíduos com surdez de instalação pré-lingual implantados na idade adulta torna-se importante, pois a literatura mostra que a privação sensorial a longo prazo, pode diminuir o número de células ganglionares levando a se pensar que esses indivíduos apresentam maior índice de insucesso na TRN no momento intra-operatório, bem como menor benefício com o uso do implante coclear (IC). Objetivo: Identificar se a presença do eCAP no momento intra-operatório tem influência no prognóstico do resultado do IC em indivíduos adultos com surdez de instalação pré e pós-lingual. Metodologia: Trata-se de um estudo retrospectivo de corte transversal, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição, processo CAAE: 03409212.8.0000.0068 sob parecer 188.167. Os resultados do eCAP no momento intra-operatório e os testes de reconhecimento de fala após doze meses de uso efetivo do IC foram coletados de prontuários de indivíduos com perda auditiva de diferentes etiologias que receberam o IC na idade adulta, com surdez de instalação pré ou pós-lingual. Resultados: Foram analisados os dados de 121 orelhas, 101 com surdez de instalação pós lingual e 20 de instalação pré-lingual. Dessa amostra, 90,9% apresentou presença de eCAP, sendo 100% dos indivíduos com surdez de instalação pré-lingual e 89% com surdez de instalação pós-lingual. Nos indivíduos com presença de eCAP, o desempenho nos testes de reconhecimento de fala foi significativamente superior em comparação aos que tiveram ausência de eCAP no momento intra-operatório, sendo apresentação em contexto aberto (p=0,0281) e fechado (p=0,0046). Conclusão: Nos indivíduos com surdez de instalação pós-lingual, 89% tiveram eCAP no momento intra-operatório e houve correlação entre a sua presença e o melhor desempenho no teste de reconhecimento de fala. Nos indivíduos com surdez de instalação pré-lingual todos tiveram presença da resposta neural no momento intra-operatório, porém sem correlação com o desempenho nos testes de reconhecimento de fala.

1. Abbas PJ, Brown CJ, Shallop JK, Firszt JB, Hughes ML, Hong SH, et al. Summary of results using the nucleus CI24M implant to record the electrically evoked compound action potential. Ear Hear. 1999; 20:45-59.
2. Guedes MC, Weber R, Gomez MV, Neto RV, Peralta CG, Bento RF. Influence of evoked compound action potential on speech perception in cochlear implant users. Braz J Otorhinolaryngol. 2007; 73:439-45.
3. Debruyne JA, Francart T, Janssen AML, Douma K, Brokx JPL. Fitting prelinguall deafened adult cochlear implant users based on electrode discrimination performance. Int J Audiol. 2017; 56: 174-185.
4. Lazard DS, Vincent C, Venail F, Van de Heyning P, Truy E, Sterkers O, et al. Pre-, per- and postoperative factors affecting performance of postlinguistically deaf adults using cochlear implants: a new conceptual model over time. PLoS One. 2012b;7:e48739.
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Página(s): p.606
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A RELAÇÃO ENTRE OS EXAMES DE PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL (PAC) EM CRIANÇAS COM DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM - UM ESTUDO DE REVISÃO
Novanta, GGR ; SANTOS, MA ; COSTA, SC ; MOURA, JP ; FERNANDES, GCS ;

Introdução: A avaliação do processamento auditivo é extremamente necessária em crianças que apresentam dificuldade na aprendizagem, para identificar se essa dificuldade está relacionada com problemas no processamento do som. Objetivo: Identificar se existe relação entre as alterações do processamento auditivo em crianças com dificuldade de aprendizagem. Métodos: Em uma revisão de literatura narrativa, foram realizadas buscas em três bases de dados, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Scientific Electronic Library Online (SciElo) e PubMed. Foi estabelecido um período de 11 anos para a busca de artigos (entre 2010 e 2021). Quatro etapas foram estabelecidas com estratégia de pesquisa (identificação, seleção, elegibilidade e inclusão). Resultados: Na identificação dos trabalhos, 239 foram encontrados, para maior abrangência os descritores português e inglês foram considerados, para maior abrangência da pesquisa. Entre os artigos, 55 (23,01 %) com os títulos relacionados ao Processamento Auditivo Central (PAC) e dificuldade de aprendizagem em crianças que foram mantidos para a próxima etapa. Destes, 37 (11,29 %) foram selecionados após a exclusão dos artigos duplicados, sendo admitidos apenas uma vez. Foram considerados artigos que utilizaram participantes com TPAC e dificuldade de aprendizado, sem nenhuma patologia associada. Desses, após a aplicação dos critérios de exclusão, 8 (3,35 %) tinham indícios dos dados que estavam relacionados a este estudo, por isso foram considerados para continuidade do trabalho. Na análise dos estudos selecionados, com relação ao tipo de dificuldade de aprendizagem, as relacionadas à leitura e escrita foram as mais citadas com 62,5%, seguido de alterações da linguagem oral com 25% e dificuldades de aprendizagem não especificadas com 12,5%. Quanto aos testes de avaliação comportamental do processamento auditivo, os mais referenciados foram os Testes de localização sonora, os Testes de memória sequencial para sons verbais e o Teste de memória sequencial para sons não verbais , cada um referido em 50% dos estudos. Já o Teste Dicótico de Dígitos (TDD), o Teste de Fala Dicótica (SSW) e o Teste de Fala no Ruído foram referidos em 25% dos estudos cada. Os menos citados foram o Teste de Logoaudiometria Pediátrica (PSI) com mensagem competitiva ipsilateral, Randon Gap Detection Test (RGDT), Teste de Padrão de Frequência (TPF), Teste de Padrão de Duração (TPD), e o Gaps in Noise (GIN), cada um referido em apenas em 1 estudo (12,5%).
Conclusão: Foi possível identificar uma relação entre as alterações observadas nos resultados dos exames do PAC com as dificuldades de aprendizagem na vida acadêmica das crianças que participaram dos estudos.

Ahmmed, AU., Ahmmed, AA., Bath, JR., Ferguson, MA., Plack, CJ., Moore, DR. Assessment of children with suspected auditory processing disorder: a factor analysis study. Ear and hearing. 2014; 35(3), 295-305.
Almeida CC. Processamento auditivo e fonológico em crianças: influência da faixa etária e da alfabetização. 119 f. Dissertação (Mestrado). São Paulo. Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de São Paulo; 2000.
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Página(s): p.452
ISSN 1983-1793X
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A UTILIZAÇÃO DE TESTES COMPORTAMENTAIS NA AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL EM CRIANÇAS – UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
Avanzi, A. M. F. ; CARDOSO, A. C. V. ;

Introdução: Atualmente, alguns testes comportamentais têm sido utilizados para triagem do processamento auditivo central (PAC) em crianças de sete a 12 anos de idade bem como há muito interesse em se realizar uma avaliação adequada usando testes que sejam de fácil aplicação, que englobem todos os mecanismos do sistema auditivo central e que possibilitem a confirmação diagnóstica. Objetivo: Analisar a produção bibliográfica nacional da última década sobre os testes comportamentais mais utilizados na avaliação do PAC na população infantil. Metodologia: Foi realizada uma revisão integrativa da literatura do material brasileiro publicado entre 2012 e 2021. A questão norteadora delineada foi: “Quais os testes comportamentais que são mais utilizados na avaliação do PAC em crianças?”. O operador booleano foi: “(processamento auditivo) AND (testes comportamentais) AND (crianças)”. As bases de dados previamente escolhidas, via internet, foram: Oásis, BVS e SciELO. Os demais critérios de inclusão foram: Relatos de caso, relatos de experiência, capacitações, propostas de intervenção, teses, dissertações, trabalhos de conclusão de curso, estudos descritivos e pesquisas quantitativas e qualitativas, publicados na íntegra em português ou inglês, com metodologia clara e replicável e acesso gratuito. A análise foi realizada em equipe. Resultados e Discussão: Foram localizados 64 artigos, mas, após a aplicação dos critérios de exclusão, permaneceram 28 (44%) que foram lidos na íntegra. Embora o foco da pesquisa fosse a avaliação do PAC na população infantil, encontraram-se também publicações cujo público-alvo foram adolescentes e adultos. Vários autores avaliaram o PAC em sujeitos com diferentes diagnósticos clínicos e desenvolvimento típico utilizando diversas baterias de testagem. Os resultados dos artigos revisados mostraram que os testes comportamentais mais utilizados para a avaliação do PAC na população infantil foram: Teste Dicótico de Dígitos (TDD: 67,85%), Teste de Padrão de Frequência (TPF: 57,14%), Teste de Logoaudiometria Pediátrica (PSI: 42,85%), Gaps in Noise (GIN: 39,28%) e Teste de Fala com Ruído (TFR: 39,28%). Outros testes que compõem a bateria do PAC também foram citados, contudo com menor ocorrência. Mais de dez dos estudos analisados apontaram diversos benefícios desses testes como: facilidade e rapidez na aplicação, eficácia na detecção de lesões de tronco encefálico e corticais, alta confiabilidade teste-reteste, bons índices de sensitividade e especificidade e, que em alguns dos testes supracitados, se exige menos de domínios cognitivos, tornando mais fácil a execução da tarefa para o avaliado. No entanto, as pesquisas fizeram alguns apontamentos como a necessidade de mais artigos que: utilizem o Teste Dicótico de Dígitos como método de triagem e critério de inclusão em seus trabalhos e que associem o baixo desempenho nessa habilidade a fatores ambientais; avaliem as habilidades auditivas em escolares na faixa etária de seis e sete anos; investiguem o processamento temporal utilizando o Teste Temporal Progressivo; e apontem um método de triagem mais sensível para alterações do PAC bem como de cunho epidemiológico. Conclusão: Testes comportamentais vêm sendo amplamente utilizados na avaliação do PAC em todas as faixas etárias, principalmente, na população infantil e os testes comportamentais mais utilizados nos estudos encontrados foram: TPF, TDD, GIN, TFR e PSI.

MAGALHÃES, Melissa dos Santos Quintal. O distúrbio do processamento auditivo central na formação continuada de professores. 2020. 112 f. Dissertação (Programa de Mestrado em Gestão e Práticas Educacionais) - Universidade Nove de Julho, São Paulo.
AMARAL, Maria Isabel Ramos do; CARVALHO, Nádia Giulian de; COLELLA-SANTOS, Maria Francisca. Programa online de triagem do processamento auditivo central em escolares (audBility): investigação inicial. In: CoDAS. Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, 2019.
SOUZA, Inaie Maria Prado de et al. Triagem do processamento auditivo central: contribuições do uso combinado de questionário e tarefas auditivas. Audiology-Communication Research, v. 23, 2018.
SAKAI, Tamires Andrade. Desempenho Auditivo de Crianças com Transtorno dos Sons da Fala Após Estimulação Auditiva: Revisão Integrativa da Literatura, 54 f, Dissertação (Mestrado), Faculdade de Filosofia e Ciências, Universidade Estadual Paulista, 2020.
SARTORI, Adriana Aparecida Tahara Kemp; DELECRODE, Camila Ribas; CARDOSO, Ana Claúdia Vieira. Processamento auditivo (central) em escolares das séries iniciais de alfabetização. In: CoDAS. Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, 2019.
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Página(s): p.544
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ACHADOS AUDIOLÓGICO E MIOFUNCIONAIS NA SÍNDROME DE MOÉBIUS: ESTUDO DE CASO
Teles, D. O. ; Souza, M. V. do A. ; Silva, R. C. ; Torres, G. M. ; Silva, da K. ; Sordi, C. ; Carlino, F. C. ; Trench, J. de A. ; Duarte, J. L. ;

Introdução: a Sequência de Moébius é uma síndrome congênita que pode afetar vários pares cranianos, causando impacto na comunicação do indivíduo. Como manifestações clínicas, podem ser observadas, ausência de expressão facial em decorrência da paralisia da musculatura da face; alterações na mobilidade da língua, acarretando distúrbios da fala; estrabismo convergente; hipoplasia dos dedos com atrofia dos pés; e, alterações no sistema auditivo que podem ser decorrentes desde alteração na anatomia, assim como alteração na função. Devido a diversidade nas manifestações clinicas, as alterações na comunicação podem se apresentar de diferentes formas, mostrando a necessidade de estudos com enfoque na comunicação para esta síndrome. Objetivo: Verificar os achados audiológicos e miofuncionais de uma paciente de 1 ano e 8 meses diagnosticada com a Síndrome de Moebius. Métodos: O estudo foi realizado na clínica escola de fonoaudiologia após a aprovação do comitê de ética e consentimento dos pais. Foram coletados dados do prontuário da paciente, sobe os resultados das avaliações audiológicas e de motricidade orofacial, que foram previamente avaliados em atendimento na Clínica escola de fonoaudiologia. Para a avaliação audiológica foi realizada Emissões Otoacústicas evocadas por estímulo transientes, Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico, Imitanciometria e avaliação do comportamento auditivo pelo reflexo cócleopalpebral realizado com agogô. Para a avaliação miofuncional foram realizadas estimulações e observação das musculaturas da região de cabeça e pescoço como também seu funcionamento. Os dados foram analisados qualitativamente e de forma descritiva. Resultados: Trata-se de uma criança do gênero feminino com um ano e oito meses de idade cronológica. Como manifestações clinicas foram observadas ausência de comunicação oral, alterações nos membros superiores e inferiores, com correção por meio de cirurgia e prótese nas pernas. o que impossibilita com que a paciente permanecer sentada. A avaliação do sistema estomatognático demonstrou alterações estruturais e funcionais em toda musculatura mastigatória e de expressão facial. A paciente apresenta paralisia facial bilateral, com alteração do tônus e redução significativa da amplitude do movimento em toda musculatura de expressão facial; lábio inferior com eversão, ineficiência do vedamento labial, dificuldade para deglutir o alimento ofertado, dificuldade para protruir os lábios, gerenciar o alimento na cavidade oral e acúmulo de saliva na cavidade oral. A mandíbula se encontra com a musculatura elevadora com alteração do tônus e a mobilidade reduzida. Como manifestações auditivas pode-se observar presença das emissões otoacústicas evocadas por estímulo transientes, curva timpanométrica do tipo A, ausência de reflexos acústicos. No Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico, foi possível observar aumento da latência absoluta da onda III e do interpico II-III, e discreto aumento da latência absoluta da onda V e interpico I-V, sugerindo alteração na região de colículo inferior, já que as demais ondas e interpicos encontram-se com valores dentro da normalidade. A avaliação do comportamento auditivo demostrou presença do reflexo cocleopalpebral realizado com o agogô. Conclusão: os achados demostraram que a comunicação oral nesta paciente se encontra comprometida, com grande prejuízo nas funções orais, além de alteração auditiva retrococlear, que dificulta o processamento da informação acústica.

ALBUERQUE, T. C. A. L. DE; BARRETO, R.R. DA S.; COSTA, T. C. C. M. DA. Sequência de Möbius: protocolo de anamnese e avaliação Rev Soc Bras Fonoaudiol, v. 14, n. 1, p. 115 - 122, 2009.

ARRIET, J. P.; PÉREZ, D. M.; ORTIZ, DE Z. G.; CÁRDENAS, M. A. Estudio clínico, citogenético, molecular y de imagen de los pacientes con síndrome de Moebius del Hospital General “Dr. Manuel Gea González”, Ciudad de México. Cirugía Plástica Ibero-Latinoamericana, v. 43, n. 4, p. 395 – 400, 2017.

Sordi, C.; Paiva, S.F.; Paranhos, L.R.; Baldrighi SEZM, César, C.P.H.A.R. Atuação interdisciplinar na Sequência de Möebius. Coletâneas em saúde. São José dos Pinhais: Editora Plena; 2014. p. 7-20.

HERNÁNDEZ, J. A. B.; RAJAS, A. P. C.; GARCÍA, E. T. E. Síndrome de Moebius: manifestaciones neurológicas, musculoesqueléticas y del linguaje. Repertorio de Medicina y Cirugía, v. 26, n. 2, p. 109 – 112, 2017.

FONTENELLE, L.; ARAUJO, A. DE Q.C.; FONTANA, R. F. Síndrome de Moebius. Arq Neuropsiquiatr, v. 59, n.3 – B, p. 812 – 814, 2001.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.651
ISSN 1983-1793X
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ACHADOS AUDIOLÓGICO E MIOFUNCIONAIS NA SÍNDROME DE MOÉBIUS: ESTUDO DE CASO
Teles, D. O. ; Souza, M. V. do A. ; Silva, R. C. ; Torres, G. M. ; Silva, da K. ; Sordi, C. ; Carlino, F. C. ; Trench, J. de A. ; Duarte, J. L. ;

Introdução: a Sequência de Moébius é uma síndrome congênita que pode afetar vários pares cranianos, causando impacto na comunicação do indivíduo. Como manifestações clínicas, podem ser observadas, ausência de expressão facial em decorrência da paralisia da musculatura da face; alterações na mobilidade da língua, acarretando distúrbios da fala; estrabismo convergente; hipoplasia dos dedos com atrofia dos pés; e, alterações no sistema auditivo que podem ser decorrentes desde alteração na anatomia, assim como alteração na função. Devido a diversidade nas manifestações clinicas, as alterações na comunicação podem se apresentar de diferentes formas, mostrando a necessidade de estudos com enfoque na comunicação para esta síndrome. Objetivo: Verificar os achados audiológicos e miofuncionais de uma paciente de 1 ano e 8 meses diagnosticada com a Síndrome de Moebius. Métodos: O estudo foi realizado na clínica escola de fonoaudiologia após a aprovação do comitê de ética e consentimento dos pais. Foram coletados dados do prontuário da paciente, sobe os resultados das avaliações audiológicas e de motricidade orofacial, que foram previamente avaliados em atendimento na Clínica escola de fonoaudiologia. Para a avaliação audiológica foi realizada Emissões Otoacústicas evocadas por estímulo transientes, Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico, Imitanciometria e avaliação do comportamento auditivo pelo reflexo cócleopalpebral realizado com agogô. Para a avaliação miofuncional foram realizadas estimulações e observação das musculaturas da região de cabeça e pescoço como também seu funcionamento. Os dados foram analisados qualitativamente e de forma descritiva. Resultados: Trata-se de uma criança do gênero feminino com um ano e oito meses de idade cronológica. Como manifestações clinicas foram observadas ausência de comunicação oral, alterações nos membros superiores e inferiores, com correção por meio de cirurgia e prótese nas pernas. o que impossibilita com que a paciente permanecer sentada. A avaliação do sistema estomatognático demonstrou alterações estruturais e funcionais em toda musculatura mastigatória e de expressão facial. A paciente apresenta paralisia facial bilateral, com alteração do tônus e redução significativa da amplitude do movimento em toda musculatura de expressão facial; lábio inferior com eversão, ineficiência do vedamento labial, dificuldade para deglutir o alimento ofertado, dificuldade para protruir os lábios, gerenciar o alimento na cavidade oral e acúmulo de saliva na cavidade oral. A mandíbula se encontra com a musculatura elevadora com alteração do tônus e a mobilidade reduzida. Como manifestações auditivas pode-se observar presença das emissões otoacústicas evocadas por estímulo transientes, curva timpanométrica do tipo A, ausência de reflexos acústicos. No Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico, foi possível observar aumento da latência absoluta da onda III e do interpico II-III, e discreto aumento da latência absoluta da onda V e interpico I-V, sugerindo alteração na região de colículo inferior, já que as demais ondas e interpicos encontram-se com valores dentro da normalidade. A avaliação do comportamento auditivo demostrou presença do reflexo cocleopalpebral realizado com o agogô. Conclusão: os achados demostraram que a comunicação oral nesta paciente se encontra comprometida, com grande prejuízo nas funções orais, além de alteração auditiva retrococlear, que dificulta o processamento da informação acústica.

ALBUERQUE, T. C. A. L. DE; BARRETO, R.R. DA S.; COSTA, T. C. C. M. DA. Sequência de Möbius: protocolo de anamnese e avaliação Rev Soc Bras Fonoaudiol, v. 14, n. 1, p. 115 - 122, 2009.

ARRIET, J. P.; PÉREZ, D. M.; ORTIZ, DE Z. G.; CÁRDENAS, M. A. Estudio clínico, citogenético, molecular y de imagen de los pacientes con síndrome de Moebius del Hospital General “Dr. Manuel Gea González”, Ciudad de México. Cirugía Plástica Ibero-Latinoamericana, v. 43, n. 4, p. 395 – 400, 2017.

Sordi, C.; Paiva, S.F.; Paranhos, L.R.; Baldrighi SEZM, César, C.P.H.A.R. Atuação interdisciplinar na Sequência de Möebius. Coletâneas em saúde. São José dos Pinhais: Editora Plena; 2014. p. 7-20.

HERNÁNDEZ, J. A. B.; RAJAS, A. P. C.; GARCÍA, E. T. E. Síndrome de Moebius: manifestaciones neurológicas, musculoesqueléticas y del linguaje. Repertorio de Medicina y Cirugía, v. 26, n. 2, p. 109 – 112, 2017.

FONTENELLE, L.; ARAUJO, A. DE Q.C.; FONTANA, R. F. Síndrome de Moebius. Arq Neuropsiquiatr, v. 59, n.3 – B, p. 812 – 814, 2001.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.652
ISSN 1983-1793X
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ACHADOS AUDIOLÓGICOS DE JOVENS USUÁRIOS DE FONES DE OUVIDO: REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA.
SANTOS, T. T. S. ; TOMIASI, A. A. ; TOPANOTTI, J. ; PAULA, G. R. ; MORAES, M. C. O. ; SCHERER, V. L. ;

Introdução: Com o avanço tecnológico, o ruído está constantemente presente em nosso dia a dia. Na população mais jovem, a exposição voluntária a fortes intensidades sonoras é bastante frequente, como a utilização de estéreos pessoais, com fones de ouvido que se tornou um hábito natural. Objetivo: Compilar os artigos científicos que apresentam estudos acerca dos achados audiológicos de jovens usuários de fones de ouvido. Metodologia: Foram analisadas publicações indexadas nas bases de dados LILACS e SCIELO, no período de 2011 a 2021, no idioma português, com disponibilidade gratuita e integral do texto. Para a busca, utilizou-se as seguintes palavras-chaves combinadas: perda auditiva AND fones de ouvido; perda auditiva AND adolescentes; fones de ouvido AND jovens; ruído AND jovens. Resultados: Os sintomas auditivos mais prevalentes nos jovens usuários de fones de ouvido foram o zumbido, a plenitude auricular e a dificuldade na inteligibilidade de fala. Quanto maior o tempo de utilização de fones, durante anos, maior foi a prevalência de sintomas e alterações auditivas. Os achados auditivos evidenciam normalidade auditiva, porém com limiares piores nas frequências entre 3kHz a 6kHz quando comparados ao grupo controle. Foi observado alterações nos registros das Emissões Otoacústicas Evocadas por Estímulo Transiente (EOAT) e Emissões Otoacústicas Evocadas – Produto de Distorção (EOAPD). Notou-se falta de conhecimento desta população quanto aos efeitos ocasionados por esta exposição na audição. Conclusão: a utilização constante de fones de ouvido, em fortes intensidades, é um fator relevante para o desenvolvimento de problemas auditivos. Torna-se importante a elaboração estratégias de conscientização quanto ao uso inadequado de fones de ouvido, proporcionando melhor compreensão quanto a saúde auditiva, prevenindo assim, os efeitos ocasionados por esta exposição.

BARCELOS, D.D; DAZZI, N.S. Efeitos do mp3 player na audição. CEFAC, São Paulo, v. 16, n. 3, p. 779-791, jun./2014.
GONÇALVES, C. L.; DIAS, F. A. M. ACHADOS AUDIOLÓGICOS EM JOVENS USUÁRIOS DE FONES DE OUVIDO. CEFAC, Belo Horizonte, v. 16, n. 4, p. 1097-1108, ago./2014.
FIGUEIREDO, R. R.; AZEVEDO, A. A.; OLIVEIRA, P. M. Incidência de zumbido em usuários de estéreos pessoais. Braz J Otorhinolaryngol, Online, v. 3, n. 73, p. 8-293, jan./2011.
FRANÇA, A. G.; LACERDA, A. B. M. Promoção da saúde auditiva: estratégias educativas desenvolvidas por estudantes do ensino médio. Distúrb Comun, São Paulo, v. 26, n. 1, p. 365-372, mar./2014.
LACERDA, A.B.M; GONÇALVES, C.G.O; ZOCOLI, A.M.F; DIAZ, C. e PAULA, K. HÁBITOS AUDITIVOS E COMPORTAMENTO DE ADOLESCENTES DIANTE DAS ATIVIDADES DE LAZER RUIDOSAS. CEFAC, Curitiba, v. 13, n. 2, p. 322-329, abr./2011.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.449
ISSN 1983-1793X
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ACHADOS AUDIOLÓGICOS EM PROFISSIONAIS DISC JOCKEYS (DJS): REVISÃO DE LITERATURA INTEGRATIVA.
MORAES, M. C. O. ; TOMIASI, A. A. ; PAULA, G. R. ; MENESES, A. A. ; SANTOS, T. T. S. ; SCHERER, V. L. ;

Introdução: Nos últimos anos, o ruído se destacou entre os agentes físicos mais nocivos à saúde nos ambientes de trabalho, e profissionais como o Disc Jockey (DJ), se enquadram nessa população devido a exposição a níveis elevados de pressão sonora. Certamente a audição é essencial para as atividades dos DJs, seja no momento de elaborar as músicas, como na hora de apresentá-las. Nesse sentido, é fundamental o desenvolvimento de ações de promoção à saúde auditiva para essa população, de forma a auxiliá-las quanto aos cuidados necessários para o exercício profissional de forma adequada. Objetivo: Compilar os artigos científicos que apresentam resultados dos achados audiológicos em profissionais DJs. Metodologia: tratou-se de uma revisão de literatura integrativa, no qual foram analisadas publicações disponibilizadas nas bases de dados GOOGLE ACADÊMICO e LILACS, no período de 2005 a 2021e no idioma português, com disponibilidade integral e gratuita do texto. A busca foi realizada por meio das seguintes palavras-chaves em combinação: perda auditiva AND disc jockeys. Resultados: observou-se por meio dos estudos queda dos limiares auditivos nas frequências de 3KHz a 6KHz na maior parte e alteração nas emissões otoacústicas, sendo que as emissões otoacústicas evocadas por estímulo transiente detectou em sua maioria os estágios iniciais de disfunção coclear, enquanto nas emissões otoacústicas evocadas –produto de distorção foi possível perceber diminuição do nível de respostas nas frequências mais altas, a partir de 4kHz em ambas as orelhas. Ao averiguar as queixas auditivas, pode-se observar que o zumbido foi o mais relatado por profissionais DJs nos estudos, seguindo de plenitude auricular, desconforto a sons intensos, diminuição da acuidade auditiva e otalgia. Conclusão: Ficou evidente nos estudos que profissionais DJs são vulneráveis para o desenvolvimento de problemas auditivos decorrentes da exposição a música amplificada. Torna-se importante elaboração de estratégias de conscientização e prevenção em relação a saúde auditiva desta população.

CARNEIRO, A. C. S. Perda auditiva induzida por ruído ocupacional em disco-jóqueis. Universidade da Beira Interior. Covilhã, 2012.
COSTA, R. A. et al. Perfil audiológico de profissionais disc jockeys. Rev. CEFAC, São Paulo, v.21, n.3, 2019.
LOPES, J. J. Música e audição: os sentidos atribuídos por Disc Jockeys de música eletrônica. International Archives of Otorhinolaryngology. v. 13, n. 3, pág. 293-299, São Paulo, 2009.
MACEDO, E. M. B.; ANDRADE, W. T. L. Queixas auditivas de disc jockeys da cidade de Recife. Rev. CEFAC, São Paulo, v.13, n.3, p. 452-459, jun. 2011.
MONTEIRO, R. et al. Análise de exposição ao ruído de disc jockey (DJ). Senac, v.1, n.7, jan. 2018.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.448
ISSN 1983-1793X
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ACHADOS AUDIOLÓGICOS NO POTENCIAL EVOCADO AUDITIVO DE TRONCO ENCEFÁLICO EM INDIVÍDUOS NORMO-OUVINTES EXPOSTOS AO RUÍDO OCUPACIONAL
Girnos, RC ; Kamita, M.K. ; Rocha, C.H. ; Moreira, R.R. ; Neves-Lobo, IF ; Samelli, A.G. ; Matas, C.G. ;

Introdução: A sinaptopatia auditiva, como também é conhecida a Perda Auditiva Oculta (Hidden Hearing Loss), tem sido um fenômeno recentemente estudado em indivíduos expostos ao ruído ocupacional, uma vez que já foi demonstrado em estudos com animais que o ruído pode causar prejuízos às vias auditivas, mesmo na presença de limiares auditivos dentro da normalidade. Com base nestas pesquisas experimentais, uma das possíveis explicações para esta alteração é o dano às fibras auditivas de baixa taxa de disparo, que fazem sinapse com as células ciliadas internas da cóclea e que são mais suscetíveis aos prejuízos causados pelo ruído. Estas fibras são particularmente importantes para o desempenho auditivo em ambientes ruidosos e, por isso, acredita-se que a perda auditiva oculta pode resultar em prejuízos para a escuta em ambientes ruidosos e para a percepção de pistas auditivas temporais. Por isso, para indivíduos expostos ao ruído ocupacional, apenas a avaliação audiológica tradicional não seria suficiente para identificar este tipo de alteração. Alguns pesquisadores sugerem que a avaliação por meio do potencial evocado auditivo de tronco encefálico (PEATE) com ruído mascarante contralateral possibilitaria a análise da via auditiva central, assim como das fibras de baixa taxa de disparo. Objetivo: Analisar os valores das latências absolutas das ondas I, III e V e dos interpicos I-III, III-V e I-V do PEATE, na presença e ausência de ruído contralateral, em indivíduos normo-ouvintes expostos ao ruído ocupacional em comparação com indivíduos normo-ouvintes não expostos ao ruído. Método: Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Instituição (parecer nº 2.435.259/CAAE: 79905317.7.0000.0065). Participaram do estudo 40 indivíduos do sexo masculino, com idades entre 22 e 54 anos (média de 36,6 anos), divididos em grupo estudo (GE), com 20 trabalhadores com exposição ao ruído ocupacional, e grupo controle (GC), com 20 participantes sem exposição ao ruído ocupacional. Foram realizadas avaliação audiológica básica e o PEATE, sem e com ruído contralateral. Todos os participantes apresentavam limiares auditivos dentro da normalidade entre as frequências de 250 a 8kHz. Resultados: Foram verificadas diferenças estatisticamente significantes na comparação entre o GC e GE, sendo os valores médios maiores para GE, para as latências absolutas das ondas I, III e V e para os interpicos I-III e I-V no PEATE realizado sem ruído contralateral, assim como para as latências absolutas das ondas I, III e V no PEATE realizado com ruído contralateral. Conclusão: Com base nos nossos achados, o pior desempenho verificado no PEATE para o GE quando comparado ao GC, nas situações sem e com ruído contralateral, pode sugerir prejuízos na via auditiva em tronco encefálico causados pela exposição prolongada ao ruído ocupacional, apesar de limiares auditivos dentro da normalidade, enfatizando a necessidade de incorporarmos avaliações audiológicas complementares para esta população.

1. Eggermont JJ. Effects of long-term non-traumatic noise exposure on the adult central auditory system. Hearing problems without hearing loss. Hear Res. 2017;352:12-22.
2. Furman AC, Kujawa SG, Liberman MC. Noise-induced cochlear neuropathy is selective for fibers with low spontaneous rates. J Neurophysiol. 2013;110:577-86.
Kobel M, Le Prell CG, Liu J, Hawks JW, et al. Noise-induced cochlear synaptopathy: Past findings and future studies. Hear Res. 2017;349:148-54.
3. Kujawa SG, Liberman MC. Synaptopathy in the noise-exposed and aging cochlea: Primary neural degeneration in acquired sensorineural hearing loss. Hear Res. 2015;330:191-9.
4. Kumar UA, Ameenudin S, Sangamanatha AV. Temporal and speech processing skills in normal hearing individuals exposed to occupational noise. Noise Health. 2012;14(58):100-105. doi:10.4103/1463-1741.97252.
5. Shi L, Chang Y, Li X, Aiken S, et al. Cochlear Synaptopathy and Noise-Induced Hidden Hearing Loss. Neural Plast. 2016;2016:6143164.

DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.500
ISSN 1983-1793X
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ACHADOS AUDIOMÉTRICOS EM OSTEOGÊNESE IMPERFEITA: CORRELAÇÃO ENTRE GENÓTIPO E FENÓTIPO
ALS ; LTS ; APH ; SNG ; ART ; TMF ;

Introdução: A Osteogênese imperfeita (OI) é uma doença hereditária rara caracterizada pela diminuição da densidade óssea devido a defeitos na biossíntese de colágeno tipo 1. A maioria dos casos de OI é causada por mutações nos genes COL1A1 e COL1A2 que codificam as cadeias de procolágenos α1 e α2. Dentre as manifestações encontramos a perda auditiva. Objetivos: Verificar a prevalência de perda auditiva em uma série de casos de OI e correlacionar com o genótipo . Metodologia: Os casos foram recrutados em um Centro de Referência em OI e todos realizaram audiometria tonal liminar. A análise molecular foi realizada através de um Painel de Sequenciamento de Nova Geração (NGS). O projeto foi aprovado com o número CAAE: 3233018500005327. Resultados: A amostra foi composta por 71 casos (N: 142 orelhas), sendo 44 do sexo feminino e 27 do masculino com idade mínima de 5 e máxima de 66 anos (mediana de 19 anos). Dentre os tipos de OI foram avaliadas 104 orelhas de indivíduos clinicamente classificados com OI Tipo I, 10 do Tipo III, 22 do Tipo IV e 6 do Tipo V. A análise molecular foi realizada em 63,38% dos casos. Verificou-se maior prevalência de defeito quantitativo observada no gene COL1A1 (40%), seguida do defeito qualitativo no gene COL1A2 (28,89%). A alteração no gene IFITM5, característica do tipo V foi confirmada nos 3 casos. Apresentaram resultado negativo no painel NGS, sendo considerados sem diagnóstico molecular 7,04% dos casos. Nos casos sem diagnóstico molecular, em 51,92% das orelhas os achados auditivos foram normais. Quando alterado, a perda auditiva mista foi evidenciada em 64% dos casos, seguida pela presença de componente condutivo com 20%, perda auditiva neurossensorial com 12% e perda auditiva em alta frequência com 4%. Nos casos com diagnóstico molecular a normalidade foi observada em 50%. Quando alterado, tanto a presença de componente condutivo quanto a perda auditiva mista atingiu 31,11% dos casos, seguida por 20% de perda auditiva neurossensorial, 13,33% de perda condutiva e 4,44% de perda em alta frequência. Comparando os defeitos encontrados, constatou-se uma maior perda auditiva nos casos com alteração quantitativa nos genes COL1A1 e COL1A2 (60,53%), seguida dos casos de defeitos qualitativos (47,22%). Na alteração do gene IFITM5, 66,67% dos casos apresentaram perda auditiva, sendo 50% do tipo neurossensorial e 25% tanto de perda auditiva condutiva quanto mista. No que tange a gravidade da alteração auditiva, os defeitos quantitativos revelaram 52,17% de perda auditiva mista, enquanto os defeitos quantitativos estavam empatados no componente condutivo e na perda auditiva condutiva com 29,41%. Conclusões: Os achados demonstram que nos casos onde o defeito dos genes COL1A1 e COL1A2 foi quantitativo houve uma maior prevalência de alteração auditiva, sugerindo que esses casos devam ser avaliados precocemente. Faz-se necessário um maior número de estudos sobre o tema para compreendermos melhor a perda auditiva nesta população.

* VAN DIJK, F. S.; SILLENCE, D. O. Osteogenesis imperfecta: clinical diagnosis, nomenclature and severity assessment. American journal of medical genetics Part A, v. 164, n. 6, p. 1470-1481, 2014.
* MACHOL, Keren et al. Hearing loss in individuals with osteogenesis imperfecta in North America: Results from a multicenter study. American Journal of Medical Genetics Part A, v. 182, n. 4, p. 697-704, 2020.
* DA COSTA OTAVIO, Andressa Colares et al. Osteogenesis imperfecta and hearing loss: an analysis of patients attended at a benchmark treatment center in southern Brazil. European Archives of Oto-Rhino-Laryngology, v. 277, n. 4, p. 1005-1012, 2020.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.505
ISSN 1983-1793X
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ACHADOS AUDIOVESTIBULARES PÓS-COVID-19 EM PACIENTES ASSINTOMÁTICOS
Ferreira, R. J. S. ; Barboza, H. N. ; Paiva, S.F. ; Araújo, A. L. L. S. ; Rosa, M. R. D. ;

Até 20 de janeiro de 2022, a COVID-19 já atingiu mais de 338 milhões de pessoas em todo o mundo, sejam sintomáticos ou assintomáticos. Em decorrência da doença, diversas alterações são relatadas na literatura para ambos os grupos, em diferentes órgãos, sistemas e funções do corpo humano, incluindo os sistemas auditivo e vestibular. Esta relação pode ser decorrente pelo fato de que infecções virais podem ser danosas ao sistema auditivo/vestibular, o estresse e medo enfrentados podem aumentar a percepção destes sintomas, além do uso de medicamentos ototóxicos/vestibulotóxicos poderem potencializar o aparecimento destes quadros. É necessário observar estes sintomas para as diferentes manifestações da COVID-19, visando o maior conhecimento do perfil dos novos pacientes da clínica audiológica. Objetivo: Apresentar perfil de sintomas audiovestibulares pós-COVID-19 de pacientes assintomáticos. Método: Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa sob parecer de número 4.297.779. A pesquisa foi realizada através da aplicação de questionário virtual com dados sociodemográficos e sobre saúde auditiva/ vestibular para a população infectada por COVID-19 em todo território nacional. Os dados foram analisados de forma descritiva para obtenção das médias, utilizando o software JAMOVI versão 1.6.23. Resultados: 28 participantes colaboraram com o estudo, sendo 20 (71,4%) do sexo feminino e 8 (28,6%) do masculino, com idade média de 35,4 anos (DP=12,8; 19-60). Nenhum dos participantes relatou exposição à ruído ocupacional. Os sintomas audiovestibulares antes da COVID-19 relatados foram: plenitude auricular (10,7%) e hipoacusia (3,5%). Os sintomas audiovestibulares mais relatados pós-COVID-19 foram: Zumbido (35,7%), tontura (28,6%), plenitude auricular (25%), dificuldade de ouvir no ruído (14,2%), otalgia (14,2%), hipoacusia (10,7%), ouvir e não entender (10,7%), desequilíbrios (7,14%) e otorreia (3,5%). Sobre a estabilidade dos sintomas, 39,3% referem que foi regressivo e melhorando gradualmente, 21,4% de início imediato e contínuo, sem variação de melhora ou piora, e 17,8% progressivo, ou seja, piorando gradualmente. Quanto a duração, 42,8% relataram que os sintomas foram temporários e desapareceram com o tempo, enquanto 57,2% permanecem estáveis até o momento da pesquisa. Pesquisas já apontam uma forte relação entre a COVID-19 e o aparecimento e/ou agravamento dos sintomas audiovestibulares, principalmente nos primeiros meses após a infecção, sendo estes sintomas reduzidos ao longo do tempo. Um estudo realizado em pacientes assintomáticos sugere que a infecção por COVID-19 pode ter efeitos deletérios nas funções das células ciliadas da cóclea, fato este que pode é endossado por outras pesquisas mais recentes e comprovado por exames diagnósticos objetivos. Os resultados da presente pesquisa colaboram com a afirmação da presença destes sintomas, mesmo em pacientes assintomáticos. Conclusão: Os sintomas audiovestibulares foram relatados por pacientes assintomáticos pós-COVID-19, sendo zumbido, tontura e plenitude auricular os mais referidos, estando presentes até o momento na maior parte da amostra. Quanto a intensidade, os participantes referem melhora gradual dos sintomas, como visto em outros estudos da literatura. É necessário que se desenvolvam pesquisas de diagnóstico desta população para observação de funcionamento e integridade dos sistemas auditivo e vestibular, visando uma melhor caracterização clínica desta relação.

1- Almufarrij I, Munro KJ. One year on: an updated systematic review of SARS-CoV-2, COVID-19 and audio-vestibular symptoms. International Journal of Audiology. 2021 Mar 2:1-1.
2- Mustafa MW. Audiological profile of asymptomatic Covid-19 PCR-positive cases. American Journal of Otolaryngology. 2020 May 1;41(3):102483.
3- Karimi-Galougahi M, Naeini AS, Raad N, Mikaniki N, Ghorbani J. Vertigo and hearing loss during the COVID-19 pandemic–is there an association?. Acta Otorhinolaryngologica Italica. 2020 Dec;40(6):463.
4- Ferreira RJS, Barboza HN, Araújo ALLS, Paiva SF, Rosa MRD. Auditory and vestibular symptoms after COVID-19 infection: a preliminary Brazilian report. Revista CEFAC. 2021 Dec 6;23.
5- Bozdemir K, Çallıoğlu EE, İslamoğlu Y, Ercan MK, Eser F, Özdem B, Kıraç A, Bayazıt D, Güner R, Babademez MA. Evaluation of the effects of Covid-19 on cochleovestibular system with audiovestibular tests. Ear, Nose & Throat Journal. 2022 Jan 6:01455613211069916.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.510
ISSN 1983-1793X
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ACHADOS AUDITIVOS E VESTIBULARES NO AQUEDUTO VESTIBULAR ALARGADO
Bastos, P. A. ; Zabeu, J. S. ; Oliveira, J. R. M. O. ; Raineri, G. G. ; Mondelli, M. F. C. G. ;

Introdução: o Aqueduto Vestibular Alargado (AVA) é uma anormalidade da orelha interna e pode estar associado a sintomas auditivos como a perda de audição, bem como apresentar sintomas vestibulares. Objetivo: descrever os achados clínicos da avaliação das funções auditiva e vestibular em indivíduos com diagnóstico de AVA. Metodologia: estudo observacional, descritivo, retrospectivo e prospectivo, de série de 3 casos clínicos, realizado por meio de levantamento de dados de prontuário, como histórico clínico, avaliação auditiva, incluindo audiometria lúdica, audiometria tonal limiar, imitanciometria, pesquisa do reflexo acústico, audiometria de observação de comportamento, potencial evocado auditivo de tronco encefálico e emissões otoacústicas evocadas, e avaliação da função vestibular com emprego do inventário Dizziness Handicap Inventory (DHI) Child/Adolescent- Short Form e com provas de posicionamento (Head Roll Test e Dix-Hallpike) para análise em relação à vertigem postural. Este estudo obteve aprovação mediante ao parecer 4.248.686 do Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: verificou-se que os casos 1 e 3 apresentam deficiência auditiva sensorioneural profunda bilateral, usuários de implante coclear, sendo o caso 1 de surdez súbita e o caso 3 de caráter progressivo e, ambos com fatores de risco em seu histórico. O caso 2 possui deficiência auditiva unilateral mista moderada, com uso prévio do AASI, porém no momento a família optou por não utilizar o dispositivo. Quanto ao desenvolvimento auditivo dos casos 1 e 3, com os dispositivos eletrônicos somados às demais variáveis envolvidas, em especial a reabilitação auditiva e a participação família nesse processo, ambos atingiram habilidades em conjunto aberto, com percepção de fala no ruído. Com relação à avaliação da função vestibular, todos os casos apresentaram pontuação significativa do DHI, refletindo impacto dos sintomas vestibulares na qualidade de vida dos indivíduos. No caso 1 observa-se que a tontura interfere negativamente nos aspectos: emocional, por medo de sair de casa, tristeza; funcional, como às vezes deixar de ir à escola, e limitação de atividades como pular, jogar bola; físico, piora da tontura diante de movimentos rápidos de cabeça. O caso 2 não relatou interferência da tontura em seu aspecto emocional, contudo há impacto nos aspectos funcional (correr, andar de bicicleta, andar no escuro e às vezes dificuldade na leitura); e físico (movimentos rápidos de cabeça, abaixar a cabeça ou corpo). O caso 3 apresentou alteração quanto aos aspectos: emocional (medo de ficar sozinho); funcional (correr, jogar bola, deixar de ir a lugares altos, entre outros); físico (andar de bicicleta, movimentos rápidos de cabeça e às vezes ao abaixar a cabeça). Nenhum dos indivíduos apresentaram resultado positivo às Provas de Posicionamento. Conclusão: com o estudo pode-se verificar que: 1) os pacientes avaliados com AVA, embora com variabilidade nos achados audiológicos, podem atingir habilidades de percepção de fala em conjunto aberto, em diferentes condições - silêncio e situações desafiadoras, como no ruído, desde que obtenham a reabilitação auditiva adequada; 2) são necessárias orientações aos responsáveis e pacientes a respeito da influência da tontura nas atividades de vida diária, e dos cuidados para diminuição do impacto dos sintomas vestibulares em sua qualidade de vida.

BHATTACHARYYA, N. et al. Clinical practice guide-line: benign paroxysmal positional vertigo (update).Otolaryngol Head Neck Surg, v.156, sup 3, p.1–47, 2017.

LEE, K.H et al. Cochlear implantation in children with enlarged vestibular aqueduct. Laryngoscope, n.120,p.1675–81. 2010

MANZARI, L. Vestibular signs and symptoms of volumetric abnormalities of the vestibular aqueduct. The JournalofLaryngology&Otology,122(6), p.557-563, 2007.

SMITH, B.; MCCASLIN,D.L. Audiovestibular Findings in Children with enlarged vestibular aqueduct. ENT & Audiology News, v.24, n.5, p.96-99, 2015.

SOUSA, M.G.C et al. Propriedades psicométricas do dizziness handicap inventory-child/adolescent – versão reduzida. Audiol Commun Res., v.22, e1817, 2017.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.605
ISSN 1983-1793X
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AÇÕES EDUCATIVAS COM AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE SANTA MARIA/RS SOBRE SAÚDE E ALTERAÇÕES AUDITIVAS: RETENÇÃO DE CONHECIMENTO
Streit, G. C. de S. ; Nascimento, R. N. do ; Thomazi, A. B. de O. ; Patatt, F. S. A. ;

Introdução: Alterações auditivas podem gerar o afastamento do sujeito do seu meio social e familiar, além de potencializar o declínio cognitivo e quadros de depressão. Haja vista que o Agente Comunitário de Saúde (ACS) é a porta de entrada do usuário ao Serviço de Saúde Pública, torna-se imprescindível a capacitação destes profissionais, com o intuito de proporcionar maior conhecimento e segurança para darem o suporte que a comunidade necessita. Portanto, é importante avaliar a retenção do conhecimento adquirido por estes profissionais, a fim de determinar os assuntos com menor domínio e a necessidade da elaboração de estratégias direcionadas para cada lacuna observada. Objetivo: Avaliar a retenção de conhecimento após ações educativas de ACS sobre os temas audição, saúde e alterações auditivas, organização do Serviço de Atenção à Saúde Auditiva (SASA), uso e higienização das próteses auditivas e importância do retorno dos usuários ao SASA. Metodologia: Trata-se de um estudo longitudinal, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, sob nº 4.847.070. Fizeram parte da amostra 44 ACS do município de Santa Maria (RS), que concordaram em participar da pesquisa assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e que compareceram a todos os encontros propostos. A coleta de dados foi realizada por meio da aplicação de um Quiz, pré e pós ações educativas, contendo dez situações-problema sobre os cinco temas propostos, todas elas com quatro possibilidades de resposta, elaboradas no Google Forms. As ações ocorreram em três encontros previamente agendados, realizados via Google Meet, sendo no primeiro encontro coletados os dados do conhecimento prévio (Quiz pré) e, no segundo e terceiro encontros, logo após as ações, a retenção de conhecimento (Quiz pós). O link de acesso ao Quiz foi disponibilizado via chat da referida plataforma. Os dados compilados foram acessados pelos pesquisadores e posteriormente transferidos para uma planilha do Excel, a partir da qual procedeu-se a análise, sendo os dados tratados de forma descritiva. Resultados: Dos 44 ACS que fizeram parte da amostra, 86% (n=38) são do sexo feminino e 14% (n=6) do masculino. Sobre o tema “audição”, 52,2% dos profissionais selecionaram a resposta correta no Quiz pré e 74,4% no pós, quanto ao tema “saúde e alterações auditivas”, 62,75% dos sujeitos acertaram no pré e após as ações, 83,7%. No tema “organização do SASA”, 67,6% optaram pela alternativa correta no pré, enquanto 91,85% no pós. Referente ao tema “uso e higienização das próteses auditivas”, 51,15% dos ACS acertaram os questionamentos no pré e 87,2% no pós. Por fim, no tema “importância do retorno dos usuários ao SASA”, 80,35% dos profissionais acertaram as respostas do Quiz pré e no pós 82,55%. Conclusão: Constatou-se que os ACS apresentaram retenção de conhecimento após as ações educativas sobre todos os temas propostos, o que foi evidenciado pela melhora nos escores das situações-problema no Quiz pós-capacitação. Observou-se maior retenção sobre a temática “uso e higienização das próteses auditivas” e menor sobre a temática “importância do retorno dos usuários ao SASA”, visto que os profissionais já tinham conhecimento prévio satisfatório sobre este tema.

ALVARENGA, Kátia Freitas et al. Proposta para capacitação de agentes comunitários de saúde em saúde auditiv. Pró-Fono Revista de Atualização Científica [online]. 2008, v. 20, n. 3 [Acessado 22 Agosto 2021] , pp. 171-176.

ANDRADE, Analise et al. Capacitação sobre saúde auditiva para agentes comunitários de saúde: uma avaliação de sua efetividade. Revista Aten. Saúde, São Caetano do Sul, v. 18, n. 63, p. 52-64, jan./mar., 2020.

BOÉCHAT, Edilene Marchini; RUSSO, Ieda Chaves Pacheco; ALMEIDA, Kátia. Reabilitação do adulto deficiente auditivo. In: ALMEIDA, Kátia; IÓRIO, Maria Cecília Martinelli. Próteses auditivas: fundamentos teóricos e aplicações clínicas. 2ª ed. São Paulo: Lovise; 2003. p. 437-46.

MARTINES, Wania Regina Vieira; CHAVES, Eliane Corrêa. Vulnerabilidade e sofrimento no trabalho do agente comunitário de saúde no programa de saúde da família. Revista Escola de Enfermagem USP, v. 41, n. 3, p. 426-433, 2007.

TEIXEIRA, Adriane Ribeiro; ALMEIDA, Luciane Gomes; JOTZ, Geraldo Pereira; DE BARBA, Marion Cristine. Qualidade de vida de adultos e idosos pós adaptação de próteses auditivas. Rev. soc. bras. fonoaudiol. [online]. 2008, vol. 13, n. 4, pp. 357-361.



DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.549
ISSN 1983-1793X
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ACOMPANHAMENTO DAS HABILIDADES AUDITIVAS APÓS TREINAMENTO AUDITIVO EM UM INDIVÍDUO COM HISTÓRICO MÚLTIPLO DE TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO
Cibian, A.P. ; Gil, D. ;

Introdução. Os danos neurológicos decorrentes de um traumatismo cranioencefálico podem acarretar em um transtorno de processamento auditivo, o qual pode ser identificado com testes comportamentais e reabilitado através do treinamento auditivo. Alguns estudos mostram que a melhora das habilidades auditivas se mantém a longo prazo se o processo de intervenção for o quanto antes para que o processo de recuperação espontânea decorrente de um traumatismo cranioencefálico seja favorecido. Objetivo. Monitorar a eficácia do treinamento auditivo acusticamente controlado a longo prazo em um indivíduo com histórico de três traumatismos cranioencefálicos através de testes comportamentais. Metodologia. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (Plataforma Brasil). Participou deste trabalho um voluntário, com idade de 52 anos, nível de escolaridade ensino médio completo. Encontrava-se acompanhamento com equipe médica por distúrbio de coagulação. Referiu dois episódios de traumatismo craniano leve (Glasgow 15) aos 45 anos e o último aos 52 anos, no qual foi constatado um Hematoma Subdural Crônico na tomografia em localização no lobo frontal, tendo sido o mesmo drenado em procedimento cirúrgico. Três meses depois da cirurgia, foi submetido aos testes comportamentais da audição. Os testes comportamentais para avaliar o processamento auditivo foram: fala com ruído branco, dicótico de dissílabos alternados, dicótico consoante vogal, detecção de gaps aleatórios, identificação de sentenças sintéticas, reconhecimento de padrão de frequência e limiar diferencial de mascaramento. Tais procedimentos foram realizados em quatro momentos: primeiro momento, antes do treinamento auditivo; segundo momento, após o final do treinamento; terceiro momento, três meses após o término do treinamento e quarto momento, um ano após o término da intervenção. O treinamento auditivo foi realizado em nove sessões de 45 minutos cada. Resultados. Em que diz respeito à padrões de normalidade em todos os momentos descritos; no primeiro momento, todos os testes comportamentais encontravam-se alterados. No segundo momento, houve melhora apenas no limiar diferencial de mascaramento. No terceiro momento, houve melhora nos testes fala com ruído branco, dicótico de dissílabos alternados e identificação de sentenças sintéticas. Um ano após o término da intervenção, denominado de quarto momento, nota-se melhora nos testes dicótico consoante vogal, reconhecimento de padrão de frequência e detecção de gaps aleatórios. Fatos que permitem observar que houve melhora e normatização em todos os testes propostos nesta bateria. Vale ressaltar que o indivíduo pós treinamento retomou suas atividades laborais, fato que pode ter auxiliado também a manter as suas habilidades auditivas e aprimorá-las a longo prazo, pois a demanda da rotina exige diversas estratégias. Conclusão. Houve melhora significativa nas respostas dos testes comportamentais. Com base nestes resultados, podemos inferir que as mudanças comportamentais provocadas pelo treinamento auditivo são positivas e duradouras.

Gil D, Ziliotto K. Treino auditivo formal nos distúrbios de processamento
auditivo.. In: Bevilacqua MC, Martinez MAN, Balen SA, Pupo AC, Reis ACM, Frota
S. Tratado de Audiologia. São Paulo: Santos; 2011. Cap. 49.
Marangoni AT, Gil D. Avaliação comportamental do processamento auditivo pré
e pós treinamento auditivo formal em indivíduos após traumatismo
cranioencefálico. Audiol., Commun. Res. [online]. 2014, vol.19, n.1, pp. 33-39.
Musiek FE, Chermak G. Testing and treating (C) APD in head injury patients.
Hear J. 2008;61(6):36-8.
Perez AP. Re (habilitação) por meio do uso do sistema FM e do treinamento
auditivo acusticamente controlado em distúrbio do processamento auditivo. [Tese]
São Paulo (SP): Escola Paulista de Medicina; 2015.
Stoodley M, Weir B. Contents of chronic subdural hematoma. NeurosurgClin N
Am 2000;11:425-434.
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Página(s): p.552
ISSN 1983-1793X
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ADAPTAÇÃO E VALIDAÇÃO DO QUESTIONÁRIO ‘’CRIANÇAS COM IMPLANTE COCLEAR: PERSPECTIVA DOS PAIS’’ PARA CRIANÇAS USUÁRIAS DE APARELHO DE AMPLIFICAÇÃO SONORA INDIVIDUAL
Silva, R.E.P ; Antonio, F.L ; Moret, A.L.M ;

Objetivo: Adaptar e validar o questionário ‘’Crianças com Implante Coclear: perspectiva dos pais’’ para crianças com deficiência auditiva usuárias de aparelho de amplificação sonora individual. Metodologia: Pesquisa aprovada eticamente nº 20420019.1.00005441. Utilizou-se o questionário ‘’Crianças com Implante Coclear: perspectiva dos pais’’ que consiste em 74 declarações. O instrumento, em sua versão português do Brasil, foi adaptado por um profissional especialista na área, visando à elaboração individual da primeira versão do material. Em seguida, foi realizada a etapa de validação do questionário com a participação de 12 crianças na faixa etária de cinco a 12 anos, e seus respectivos pais ou responsáveis Resultados: Alguns termos foram substituídos, chegando-se assim ao questionário “Crianças com aparelho de amplificação sonora individual: perspectiva dos pais”, adaptado para o gênero feminino e masculino. Foram mantidas as 74 declarações, domínios, e a escala de respostas do tipo múltipla escolha. Na perspectiva dos pais ou responsáveis o AASI melhorou a qualidade de vida em todos os domínios relacionados à criança e em um dos domínios relacionada à família. Conclusão: Foi atingido o objetivo de realizar a adaptação e validação do questionário ‘’Crianças com Implante Coclear: perspectiva dos pais’’, resultando no questionário ‘’Crianças com aparelho de amplificação sonora individual: perspectiva dos pais’’, oferecendo assim aos profissionais da área, um novo instrumento que possibilita avaliar a qualidade de vida da população pediátrica usuária de AASI.

Ribeiro UASL, Souza VC, Lemos SMA. Quality of life and social determinants in individual hearing AIDS users. Codas: Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. 2019;31.

Silva JDM., Campos, PD, Moret, ALM. Influencing variables in the quality of life of children with cochlear implants: a systematic review. In CoDAS . Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia.2021;33.

Renata QM et al. Percepção da qualidade de vida em crianças e adolescentes usuárias de próteses auditivas. Distúrbios da Comunicação. (2019); 31(4):565-574.

Silva JM et al. Factors influencing the quality of life of children with cochlear implants
. Braz. j. otorhinolaryngol. 2020; 86: 411-418.
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Página(s): p.463
ISSN 1983-1793X
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ADULTS WITH COCHLEAR IMPLANTS IN CHILE: PROMISING RESULTS FROM A HIGH-COST HEALTH INTERVENTION POLICY FOR POSTLINGUAL DEAFNESS.
Bustos-Rubilar M. ; Hormazabal-Reed X. ; Tapia D. ; Dr. Kyle ; Dr. Mahon ;

Introduction: In Chile, hearing loss (HL) is present in around 31% of the population above 18 years of age, representing the third cause of disability in this group. Considering the tremendous impact that HL has in the communication, wellbeing, and economy of each adult with HL, from 2018 this condition was included in the national high-cost health policy “Ley Ricarte Soto”. This regulation covers the diagnosis and intervention with Cochlear Implants (CI) to all adults with post lingual deafness. This is an evidence-based policy, which considers a strict process of pre-evaluation for each candidate, including international guidelines about CI in adults within local regulations in HL intervention. The above is especially important in the Chilean and Latin American context, where there might be additional factors affecting the outcomes expected with the CI. Aims: to characterise factors and outcomes in all adults implanted with CI under the Chilean high-cost policy from 2018 to 2020 and to investigate which factors affect their outcomes. Methodology: Information of 123 adults implanted from 2018-2020 was given by health authorities. 76 adults above 18 years of age accepted to participate in the study. The characterisation was completed using two sources of information: Clinical record information, and an online survey about factors and outcomes in OPINION platform. The characterisation considered 4 groups of factors and 3 outcomes The study is part of a PhD research and is supported by a small grant from a national public tender. Approval from two different Ethics Committees was obtained: in Chile(167-2020) and in the UK (LCD-2020-13).Results: Sociodemographic, audiological-medical, rehabilitation and CI use information were characterised as factors. Diversity in socioeconomic level and education was found. Considering the audiological aetiology, 35% of adults present unknown causes of HL. In rehabilitation, 56% of participants received weekly sessions of rehabilitation, and 71% reported it as “easy” for going to the health centre. Regarding outcomes, around 60% of users keep or improve their labour conditions, more than 60% of participants describe the service as “good” or “very good”, and the mean of satisfaction using CIRUA evaluation showed high results in the participants. Rehabilitation time and CI use are reported as important factors affecting outcomes in Chilean adults with CI. Conclusion:This first characterisation of adults with CI under the terms of the high-cost health policy shows promising results regarding the outcome expected in this group. A high level of satisfaction and use of the device show the possible effect of a detailed process of candidate selection. This is important considering the lack of resources in public health, and the high cost of the CI intervention and rehabilitation in Chile. Additionally, the good results in labour conditions outcome prove this intervention can impact not only in the communication but also in social determinant of health and economy of each adult.

Boisvert, I., Reis, M., Au, A., Cowan, R. & Dowell, R.C. (2020). Cochlear implantation outcomes in adults: A scoping review. PLoS ONE; 15(5):e0232421.
de Sousa, A.F., Vieira, M.I., Martinho, A.C. (2017). Quality of life and cochlear implant: results in adults with postlingual hearing loss. Braz J Otorhinolaryngol;84(4):494-499.
deaf.
Gantz, B.J., Woodworth, G.G., Knutson, J.F., Abbas, P.J. & Tyler, R.S. (1993). Multivariate Predictors of Audiological Success With Multichannel Cochlear Implants. Ann Otol Rhinol Laryngol; 102(12):909-16.
Le Roux, T., Vinck, B., Butler, I., Louw, L., Nauta, L., Schlesinger, D. & Swanepoel, D.W. (2016). Predictors of health-related quality of life in adult cochlear implant recipients in South Africa. International Journal of Audiology; 56(1), 16–23.
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Página(s): p.476
ISSN 1983-1793X
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ALTERAÇÕES NA AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL EM INDIVÍDUOS COM TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
Assis, Z.S.T. ; Braga Júnior, J. ; Ribeiro, G.E. ; Pinheiro, M.M.C. ; Silva, D.P.C. ;

Introdução: O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é definido como um transtorno neurobiológico ocasionado por fatores genéticos e ambientais, que pode ter seus primeiros sintomas na infância e frequentemente, acompanha o indivíduo por toda a sua vida. O TDAH está associado a uma diversidade de déficits de domínio cognitivo, como déficit nas funções executivas, memória de trabalho, atenção e alterações na organização e planejamento das ações, consequentemente ocasionando um maior comprometimento na linguagem, aprendizagem e comunicação social nesses indivíduos. A associação entre transtorno do processamento auditivo central (TPAC) e TDAH é relativamente comum, pois muitos indivíduos com uma destas condições também apresentam a outra, e estabelecer se é o transtorno de atenção que leva ao TPAC ou o contrário, se o portador de TPAC tem como comorbidade o transtorno atencional, vem sendo uma das dificuldades para a realização do diagnóstico diferencial de ambos os transtornos. Objetivo: Verificar a ocorrência de alterações na avaliação do processamento auditivo central (PAC) em crianças e adolescentes com TDAH. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática foi conduzida conforme as recomendações do PRISMA. A pergunta norteadora foi elaborada com base na estratégia PECOS, sendo: “Há alterações nos testes comportamentais do PAC em crianças e adolescentes com TDAH?”. Foram selecionados os seguintes descritores: “Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade” e “Transtornos da Percepção Auditiva”, nos idiomas português e inglês. Foram identificados estudos indexados nas bases de dados: Pubmed/MEDLINE, Scopus, Web of Science, LILACS, LIVIVO, Proquest e Google Scholar. Critérios de seleção: Foram selecionados estudos observacionais direcionados ao tema, nos idiomas inglês e português, sem restrição de data. O estudo ocorreu em duas fases. Na fase um, os títulos e resumos de todas as citações do banco de dados foram selecionadas de forma independente por três revisores. Na fase dois, foi feita a leitura na íntegra dos estudos e após a seleção foram extraídos os dados para análise. Análise dos dados: Os dados extraídos dos estudos foram: características do estudo (autores, ano de publicação, país, tipo de estudo), características da população (tamanho da amostra, idade média de participantes, gênero), características de exposição (critérios de diagnóstico para TDAH) e características de desfecho (resultados da avaliação comportamental do PAC e principais achados). Foram descritas a ocorrência das alterações na avaliação comportamental do PAC nos indivíduos com TDAH. Resultados: A estratégia de busca recuperou 1233 artigos, após a remoção dos duplicados (522), foi feita a leitura de 711 títulos e resumos e selecionados 38 para leitura na íntegra, dos quais 13 atenderam os critérios de elegibilidade. As habilidades de ordenação e resolução temporal foram as mais comprometidas e o uso de medicação favoreceu o desempenho nos testes do PAC. Conclusão: Os resultados apresentados por esta pesquisa evidenciam que há alteração nos testes comportamentais do PAC em crianças e adolescentes com TDAH. A habilidade auditiva frequentemente alterada nesses indivíduos foi o processamento temporal, tanto resolução como ordenação. O uso de medicação favoreceu o desempenho nos testes e a maioria dos estudos mostrou risco baixo ou moderado de viés.

1. Abdo AGR, Murphy CFB, Schochat E. Hearing abilities in children with dyslexia and attention deficit hyperactivity disorder. Pro Fono. 2010; 22(1): 25-30.
2.Page MJ, McKenzie JE, Bossuyt PM, Boutron I, Hoffmann TC, Mulrow CD, et al. The PRISMA 2020 statement: an updated guideline for reporting systematic reviews. Bmj. 2021; (71): 372.
3. Cavadas M, Pereira LD, Mattos P. Effects of methylphenidate in auditory processing evaluation of children and adolescents with attention deficit hyperactivity disorder. Arq Neuropsiquiatr. 2007; 65(1): 138-43.
4. Barkley RA Major life activity and health outcomes associated with attention-deficit/hyperactivity disorder. J Clin Psychiatry. 2002; 63(12):10-5.
5.American Psychiatric Association. Diagnostic and statistical manual of mental disorders, 5th edn. Arlington, VA: American Psychiatric Association, 2013.
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Página(s): p.535
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AMPLITUDES DAS ONDAS DO PEATE EM SUJEITOS COM E SEM ZUMBIDO
Pereira, E.A. ; Silva, D.P.C. ; Roggia, S.M. ;

Introdução: O potencial evocado auditivo de tronco encefálico (PEATE) avalia o funcionamento do nervo auditivo e da via auditiva no tronco encefálico. Os parâmetros mais utilizados clinicamente são as latências absolutas das ondas I, III e V, os intervalos interpicos I-III, III-V e I-V e a diferença interaural da latência da onda V. No entanto, estudos recentes têm evidenciado a importância da análise das amplitudes das ondas do PEATE, em especial das ondas I e V, bem como da relação entre as amplitudes das ondas V/I. Nesse sentido, foram encontrados estudos nos quais a amplitude da onda I foi diminuída em pacientes com zumbido, mesmo com limiares auditivos dentro dos padrões da normalidade. Objetivo: Analisar a amplitude das ondas I e V, bem como a relação das amplitudes das ondas V/I em sujeitos com e sem zumbido. Metodologia: Estudo transversal aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CAAE: 46189021.2.0000.0121). Foram avaliados 13 sujeitos (Idade média = 28 anos, de ambos os sexos) com zumbido no grupo de estudo – GE e 15 sujeitos (Idade média = 25 anos, de ambos os sexos) sem queixas auditivas no grupo controle – GC, todos eles com limiares auditivos dentro dos padrões da normalidade bilateralmente. O PEATE foi realizado no equipamento Smart EP, com velocidade de 21.1 cliques/segundo, polaridade rarefeita, filtros de 100 e 3000 Hz, 80 dBNA, fones de inserção ER3A, em duas varreduras de 2048 estímulos cada. A medida da amplitude das ondas I e V, foi realizada nas duas varreduras de cada orelha, utilizando-se o valor médio das varreduras para o cálculo das amplitudes das ondas, bem como para a análise da relação V/I. Como não houve diferença entre as amplitudes das ondas I e V entre as orelhas em nenhum dos grupos, a análise estatística foi feita considerando-se 26 orelhas do GE versus 30 orelhas do GC. Resultados: Na comparação da amplitude da onda I, entre o GE e o GC, a média dos valores entre os grupos (GE = 0,417 ± 0,151; GC = 0,430 ± 0,113) não diferiram de forma significativa (p = 0,698; Teste T para grupos independentes). Na comparação da amplitude da onda V, entre o GE e o GC, a média dos valores entre os grupos (GE = 0,472 ± 0,163; GC = 0,434 ± 0,154) não diferiram de forma significativa (p = 0,374; Teste T para grupos independentes). Na comparação da relação amplitude V/I, entre o GE e o GC, as medianas dos valores entre os grupos ( GE = 1,08; GC = 1,03) não diferiram de forma significativa (p = 0,379; Teste Mann Whitney). Conclusão: Não foram encontradas diferenças nas amplitudes das ondas I e V do PEATE, bem como na relação V/I entre sujeitos com e sem zumbido, apesar de existirem relatos na literatura em relação às diferenças na amplitude da onda I. Sugere-se portanto, a realização de mais estudos sobre essa temática, envolvendo casuísticas maiores.


HAN, M.S. et al. Auditory brainstem response test results in normal hearing adolescents with subjective tinnitus. International Journal of Pediatric Otorhinolaryngology, v.146, 110775, 2021. https://doi.org/10.1016/j.ijporl.2021.110775

JOO, J.W. et al. Analysis of Auditory Brainstem Response Change, according to Tinnitus Duration, in Patients with Tinnitus with Normal Hearing. J Int Adv Otol, v.16, n. 2., p.190-6, 2020.

PARK, E. et al. Evidence of Cochlear Synaptopathy and the Effect of Systemic
Steroid in Acute Idiopathic Tinnitus With Normal Hearing. Otol Neurotol, v.42, p.978–984, 2021. DOI: 10.1097/MAO.0000000000003189
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Página(s): p.490
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ANÁLISE DA COBERTURA DA TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL NAS MACRORREGIÕES DE SAÚDE DO ESTADO DA BAHIA: UMA BASE DE DADOS DO DATASUS
Pereira, MCCS ; Andrade, CLO ; Silva, VRC ;


Introdução: A deficiência auditiva, que acomete de 3 a 5 para cada 1.000 nascimentos no Brasil, pode desencadear impactos no curso do desenvolvimento global da criança, o que torna o diagnóstico precoce fundamental nesse processo. A Triagem Auditiva Neonatal é a primeira etapa da investigação auditiva na infância, pois identifica precocemente perdas auditivas, a fim de coibir repercussões suscetíveis à deficiência. Embora assegurada por lei, sua cobertura não tem sido satisfatória em várias unidades federativas, especialmente nos estados do Nordeste, os quais apresentam taxas de cobertura inferiores aos preconizados . Objetivo: Analisar a cobertura da triagem auditiva neonatal nas macrorregiões de saúde do Estado da Bahia, no período entre 2017 a 2021, por meio de dados secundários. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico, baseado em dados secundários dispostos em uma plataforma de domínio público, o DATASUS. Conforme a Resolução n° 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde, não houve necessidade de submissão do trabalho ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). Foi efetuada a busca pelo quantitativo de triagens auditivas neonatais realizadas por meio de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOA) e Potenciais Evocados Auditivos de Tronco Encefálico Automático (PEATE-A) e os equipamentos disponíveis nas nove macrorregiões de saúde do Estado da Bahia. Os dados foram analisados de forma descritiva e expostos por meio de frequências absolutas e relativas, assim como o cálculo das taxas de crescimento. Resultados: Observou-se que nos períodos analisados a macrorregião Leste (Salvador) concentrou aproximadamente 50% dos equipamentos para o exame das EOA e cerca de 60% dos de PEATE-A disponíveis no Estado da Bahia. Das nove macrorregiões, apenas 11,1% realizaram procedimentos com o PEATE-A em 2019 e 33,3% nos demais anos, enquanto que 100% das macrorregiões, em todos os anos, utilizaram as EOA. A macrorregião Leste obteve a maior efetuação de triagens com o uso do PEATE-A (96,2%), ao tempo que não houve registros de triagens com tal procedimento nas macrorregiões Sul (Ilhéus), Oeste (Barreiras) e Centro-Leste (Feira de Santana). Utilizando EOA, a macrorregião Leste também obteve o maior percentual (21,3%) e o Extremo-Sul (Teixeira de Freitas) o menor (4,8%). Os dados também revelam que a macrorregião de maior concentração de todos os testes foi a Leste (24%), enquanto que o Extremo-Sul obteve o menor desempenho (4,7%). A taxa de crescimento de todo Estado sofreu variações, havendo o aumento de 3,3% em 2018, 0,7% em 2019 e diminuições em 2020 e 2021, com o percentual de -30% e -4,3%, respectivamente. Conclusão: Os dados sugerem que a cobertura da triagem auditiva neonatal no Estado da Bahia se distribui desigualmente entre suas nove macrorregiões de saúde, havendo centralização dos serviços e recursos tecnológicos na capital do Estado. Percebe-se também que a taxa de crescimento se encontra irregular nos períodos estudados, sofrendo pequenos aumentos e reduções significativas. Analisando a diminuição nos anos de 2020 e 2021, não se pode descartar que nestes anos tenha havido influência da Pandemia pelo Covid-19. Nota-se uma taxa de cobertura inferior à média nacional e valores discrepantes daqueles preconizados para a universalização da triagem auditiva neonatal.





ARORA, S. et al. Language environments and spoken language development of children with hearing loss. Journal of Deaf Studies and Deaf Education, v. 25, n. 4, p. 457–468, 2020.
BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes de atenção da triagem auditiva neonatal. Brasília: MS, 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_triagem_auditiva_neonatal.pd.
JOINT COMMITTEE ON INFANT HEARING. Year 2019 Position Statement: Principles and Guidelines for Early Hearing Detection and Intervention Programs. The Journal of Early Hearing Detection and Intervention, v.4, n. 2, p.1-44, 2019.
PASCHOAL, M. R.; CAVALCANTI, H. G.; FERREIRA, M. Â. F. Análise espacial e temporal da cobertura da triagem auditiva neonatal no Brasil (2008-2015). Ciência e Saúde Coletiva, v. 22, n. 11, p. 3615–3624, 2017.
PIMPERTON, H.; KENNEDY, C. R. The impact of early identification of permanente childhood hearing impairment on speech and language outcomes. Archives of Disease in Childhood, v. 97, n. 7, p. 648–653, 2012.



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Página(s): p.635
ISSN 1983-1793X
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ANÁLISE DA COBERTURA DE REPOSIÇÕES DE APARELHOS DE AMPLIFICAÇÃO SONORA INDIVIDUAL DURANTE PANDEMIA DE COVID-19
Fernandes, D. S. ; Lüders, D. ; Cabral, J. ; Foppa, M. C. C. ; Zeigelboim, B. S. ; José, M. R. ;

Introdução: O uso do Aparelho Amplificação Sonora Individual (AASI) possibilita uma melhora da capacidade auditiva do paciente, devido à amplificação fornecida por este dispositivo que permite acesso aos sons por meio da audição residual. Durante a pandemia do COVID-19, muitas mudanças foram necessárias devido aos protocolos de segurança para evitar o contágio pelo SARS-CoV2, exigindo modificações em vários serviços de saúde, sendo um destes setores o de saúde auditiva, que em determinados períodos vieram a suspender os atendimentos ou realizá-los por meio de teleatendimento, devido às incertezas decorrentes do cenário mundial, que se encontrava em uma crise sanitária jamais vista neste século (1-3). Objetivo: Realizar um levantamento da cobertura de reposição dos aparelhos de amplificação sonora individual, durante o período da pandemia de COVID-19 e comparar com o quantitativo de reposições de AASI ocorridas em período anterior a pandemia de COVID-19. Métodos: Este trabalho trata-se de um estudo ecológico descritivo, sendo apresentado como unidade de análise as unidades federativas do Brasil, os procedimentos realizados para reposição de AASI no Sistema Único de Saúde e os meses em que as reposições de AASI foram realizadas. Por se tratar de um estudo secundário, com coleta de dados públicos em que não há a identificação dos participantes, não foi necessária aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos. Para levantamento dos dados, foi realizada uma análise na plataforma do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde - DATASUS (4), no período compreendido entre março/2020 a setembro/2021, correspondendo ao período da pandemia de COVID-19 e março/2018 a setembro/2019, relacionado ao período anterior a pandemia de COVID-19. Os resultados dos dados coletados foram analisados de maneira descritiva. Resultados: Observou-se uma redução de 3.820 AASIs repostos (4,21%) no período entre março/2020 a setembro/2021, em comparação com o período de março/2018 a setembro/2019, com maior impacto no quantitativo de reposições de AASI ocorridas entre março a agosto de 2020, com diminuição de 8.824 (30,83%) reposições nesse período, em comparação com os mesmos meses de 2018. Os modelos de AASI em que houve maior redução da reposição foram os externos retroauriculares. O Sudeste foi a região brasileira que demonstrou maior queda no quantitativo de reposições de AASI no período da pandemia de COVID-19 (n=2.035), porém correspondendo a redução percentual de 4,52%. Já as regiões em que se observou maior queda percentual do número de reposições durante a pandemia foram as regiões norte e nordeste, correspondendo a diminuição de 7,26% (n= 390) e 6,03% (n= 795), respectivamente. Somente na região centro-oeste houve aumento de 418 (4,4%) reposições durante a pandemia de COVID-19. Conclusão: Este estudo permitiu verificar que o número de reposições de AASI diminuiu no período de pandemia da SARS-CoV2, principalmente no período entre março a agosto de 2020, devido as medidas restritivas de distanciamento/isolamento social e, possivelmente pelo receio pela contaminação da COVID-19. Observou-se que o quantitativo das reposições de AASI aumentou na medida em que houve diminuição dos casos de COVID-19.

1. Gaeta L. Survey of Hearing Health During the COVID-19 Pandemic: Implications for Service Delivery. Am J Audiol. 2020;29(4):944-947. doi: 10.1044/2020_AJA-20-00037.
2. Ten Hulzen RD, Fabry DA. Impact of Hearing Loss and Universal Face Masking in the COVID-19 Era. Mayo Clin Proc. 2020;95(10): 2069–2072. doi: 10.1016/j.mayocp.2020.07.027
3. Trecca E, Gelardi M, Cassano M. COVID-19 and hearing difficulties. Am J Otolaryngol. 2020; 41(4):102496. doi: 10.1016/j.amjoto.2020.102496
4. DATASUS. Ministério da Saúde/Secretaria de Atenção à Saúde (SAS):
Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). Brasil:
DATASUS; 2021 [cited 2020 Nov 11]. Disponível em: http://www2.
datasus.gov.br/DATASUS/index.php.
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Página(s): p.473
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ANÁLISE DO FREQUENCY FOLLOWING RESPONSE COM ESTÍMULO DE FALA NO DESENVOLVIMENTO DA VIA AUDITIVA DE BEBÊS COM SÍFILIS CONGÊNITA: DADOS PRELIMINARES
Santos, A. B. ; Lemos, F. A. ; Escera, C. ; Balen, S. A. ;

Introdução: A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível que pode causar abortamento, prematuridade, manifestações congênitas e/ou morte do recém-nascido, além da perda auditiva sensorioneural. Objetivo: Analisar o desenvolvimento da via auditiva utilizando o Frequency Following Response (FFR) com estímulo de fala /da/ em bebês com sífilis congênita tratada. Metodologia: Estudo tipo coorte longitudinal, aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Instituição (n.3.360.661). Todos os responsáveis assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Selecionou-se 12 sujeitos nascidos nas maternidades públicas do município de Natal, sem outros indicadores de risco para a deficiência auditiva (IRDA), idade gestacional igual ou maior a 32 semanas. Excluídos os bebês cuja mãe relatou uso de álcool e drogas durante a gestação. Bebês divididos em: Grupo controle (Gc) com seis bebês sem IRDA, Grupo exposto a sífilis (Gexp) com dois bebês, e Grupo sífilis congênita (Gsc) com quatro bebês. Utilizou-se o Veneral Diseases Research Laboratory para detectar a titulagem da sífilis na mãe e no bebê. Com os pacientes dormindo no colo de suas mães realizou-se as emissões otoacústicas transientes (EOAt) e o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE). Tiveram presença das EOAt e das ondas I, III e V com latência e intervalos interpicos dentro do esperado no PEATE com clique em 80dBnNA, com presença da onda V em 30dBnNA. FFR realizado com o estímulo de fala /da/. Estímulo apresentado em quatro promediações de 1.000 sweeps, totalizando 4.000, numa janela de -40 a 270.27 ms. Polaridade alternada em 80dBnNA na orelha direita com fones de ouvido intra-aurais 3A. Dados coletados no equipamento Intelligent Hearing Systems. Estímulo sintetizado a uma frequência fundamental de 100 Hz, duração de 170 ms, velocidade de 3,70/s, com os primeiros 10 ms de onset, 47 ms da transição consoante-vogal e 113 ms de sustentação da vogal. Nas aquisições, o número de artefatos foi controlado (abaixo de 10%). Para filtragem das ondas, aplicou-se um filtro passa-banda online de 30-3000 Hz. Na análise dos dados, somou-se as ondas registradas na orelha avaliada, depois, aplicou-se um filtro passa-banda espectral de 70-1500 Hz. A partir destas etapas o registro neural foi salvo e executada a análise no script do Matlab. Parâmetros analisados no domínio do tempo: correlação cruzada entre estímulo e resposta, neural lag, relação sinal-ruído, pitch error e pitch strength; já no domínio da frequência foram a amplitude da frequência fundamental e seus harmônicos numa janela fixa de tempo. Utilizou-se o teste Kruskal Wallis e Wilcoxon sendo adotado o nível de significância de 5%. Resultados: Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas no domínio do tempo e da frequência, entre os Gc, Gexp e Gsc. Porém, houve diferença no T1 e T2 do Gc na amplitude espectral da F0 e na média dos harmônicos da vogal. Conclusão: Bebês expostos à sífilis e com sífilis congênita não demonstraram diferentes respostas dos bebês do Gc, exceto na análise do domínio da frequência, evidenciando que pode haver um percurso diferente no desenvolvimento. Dados que necessitam de confirmação com a ampliação da amostra do estudo.

BRASIL. Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas para atenção integral às pessoas com infecções sexualmente transmissíveis (IST).Ministério da Saúde.p.248, 2019.
JCIH. Year 2019 Position Statement : Principles and Guidelines for Early Hearing Detection and Intervention Programs. The Journal of Early Hearing Detection and Intervention, v. 4, n. 2, p. 1–44, 2019.
RIBAS-PRATS, T. et al. The frequency-following response (FFR) to speech stimuli: A normative dataset in healthy newborns. Hearing Research, v. 371, p. 28–39, 2019.
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ANÁLISE HISTÓRICA DA DISPONIBILIDADE E RELEVÂNCIA DE CONTEÚDOS SOBRE AUDIOLOGIA NA WIKIPÉDIA
Matos, H. G. C. ; Lopes, T. A. ; Montilha, A. A. P. ; Morata, T. C. ; Alvarenga, K. F. ; Jacob-Corteletti, L. C. ;

Introdução: A Wikipédia é uma enciclopédia eletrônica aberta disponível em vários idiomas. O seu conteúdo é resultado da produção colaborativa de diversos usuários, que realizam a edição dos verbetes. Desde a sua criação em 2001, a Wikipédia vem ganhando notoriedade como ferramenta de construção de saberes. Nesse contexto, destacam-se ações de estudantes no uso da Wikipédia enquanto metodologia ativa de aprendizagem na produção de verbetes sobre temas em saúde. A produção de conteúdos em Audiologia é um tópico com considerável produção de verbetes, com as primeiras produções sendo de 2002, em inglês. Em português, os primeiros verbetes sobre o tema são conjuntos ao início, em 2004, da Wikipédia lusófona. Nesse sentido, uma análise histórica da produção de verbetes sobre Audiologia permite dimensionar a extensão e relevância das ações para produção de conteúdos sobre o tema. Pela comparação da produção em dois idiomas demonstrando a evolução na disponibilidade dos verbetes e impacto de ações de ensino-extensão nos acessos e edições. Objetivo: Analisar cronologicamente o volume e relevância dos verbetes sobre Audiologia disponíveis na Wikipédia comparativamente em português e inglês. Metodologia: Foi realizado um levantamento histórico na Wikipédia dos verbetes pertencentes a categoria Audiologia. Analisou-se a relevância dos verbetes com base no fluxo de acessos e quantidade de edições, visualizados a partir do Outreach Dashboard, atestando a participação de universitários-editores. Os dados foram organizados cronologicamente nos dois idiomas e comparados descritivamente. Estudo sem obrigatoriedade de análise pelo CEP. Resultados: Identificou-se a produção de 86 artigos em português e 76 em inglês, como medida de importância da produção de verbetes sobre Audiologia. Os verbetes em inglês apresentaram até 2021, adição média de 4 verbetes anualmente, com maior produção em 2005, 14 verbetes, e a menor em 2002, 2012, 2013 e 2019. Em português, até o ano de 2021 foram produzidos 6 verbetes anualmente, com 2006 e 2019 apresentando maior criação de verbetes, 14 textos, e 2004, 2011, 2014 e 2016 a menor criação. Acerca da relevância dos verbetes, o fluxo de acesso mensal aos verbetes, em dezembro de 2021, apresentou média de 476 acessos em português e 4222 em inglês, com média de 86 edições em português e 416 em inglês. Com a maior parte dos verbetes em português sendo resultado de atividades de ensino e extensão iniciadas a partir de 2016, que colaboraram com a criação de cerca de 11 verbetes, com 646 edições totais e média de 205 acessos mensalmente. Conclusão: Observou-se maior disponibilidade de verbetes em português e maior quantidade de acessos e edições em inglês. Na análise cronológica, destaca-se uma média superior para produção de verbetes em português ao longo dos anos. Assim, é possível apontar uma tendência de alta na produção de textos em português, coincidente às ações de ensino e extensão desenvolvidas na universidade. Ainda, cabe a condução de análises futuras para melhor verificar a evolução da disponibilidade e os indicadores de relevância dos artigos. Com a análise dos dados, destaca-se a importância das ações de ensino extensão nos conteúdos sobre Audiologia disponíveis na Wikipédia em português.



1. Heilman JM, Kemmann E, Bonert M, Chatterjee A, Ragar B, Beards GM, et al. Wikipedia: A Key Tool for Global Public Health Promotion. J Med Internet Res. 2011 Jan 31;13(1):e14
2. Giles J. Internet encyclopedias go head to head. Nature. 2005 Dec;438(7070):900-1.
3. Trotter MI, Morgan DW. Patients' use of the Internet for health related matters: a study of Internet usage in 2000 and 2006. Health Informatics J. 2008 Sep;14(3):175-81.
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APLICATIVOS DE ACESSIBILIDADE AUDITIVA EM SMARTPHONES: O QUE VOCÊ SABE SOBRE ISSO?
Kado, C.A. ; Carneiro, L.A. ; Lopes, N.B.F ; Moret, A.L.M ; Jacob, R.T.S ;

Introdução:O fato de ser comum a comunicação em ambientes ruidosos torna essa situação ainda mais complexa para pessoas com deficiência auditiva (DA), afetando o seu convívio em sociedade. O surgimento de novas ferramentas e aplicativos nos smartphones voltados a essa população podem resultar em melhorias significativas em relação a comunicação em ambientes acusticamente desafiadores. A literatura internacional sugere que esse novo cenário apresenta potencial para transformar a prestação de serviços em saúde auditiva. Objetivo: Investigar o nível de conhecimento de pessoas com DA sobre os aplicativos de smartphone desenvolvidos com foco na acessibilidade auditiva e/ou comunicativa .comunicativa.Metodologia:O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob registro CAAE 47133021.3.0000.5417. ,Todos os critérios éticos foram seguidos respeitando a resolução 466/12 que versa sobre Ética em Pesquisa com seres humanos da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP). Foi aplicado um questionário contendo 20 questões sobre a utilização de aplicativos de acessibilidade em smartphones, em 100 pessoas com DA atendidas em um Serviço de Saúde Auditiva. Os dados coletados pelos questionários foram transferidos para uma planilha do Microsoft Excel, onde foram analisados por meio de estatística descritiva. Resultados: Dos 100 participantes, apesar de aproximadamente 80% deles possuírem pelo menos um smartphone e acesso à internet, 100% nunca utilizaram ou conheciam os aplicativos de acessibilidade. No entanto, 98% deles apresentam interesse em receber orientações sobre essas ferramentas. Conclusão: Este estudo identificou que nenhum dos indivíduos participantes possuem conhecimento em relação aos aplicativos voltados ao público com DA, porém desejam conhecer mais sobre o tema. Sugere-se a elaboração de materiais informativos sobre o uso dessas ferramentas de acessibilidade comunicativa de baixo custo e amplo alcance, visto o grande número de proprietários de smartphones existentes atualmente.


BAKKEN, J.P.; Putta, P.;Uskov, V.L. Universities: Assistive Technologies for Students with Hearing Impairments. Smart Education and e-Learning, v.240,,p.
487-503, 2021.https://doi.org/10.1007/978-981-16-2834-4_41

LOPEZ, E.A.; COSTA, O.A.; FERRARI, D.V. Development and Technical Validation of the Mobile Based Assistive Listening System: A Smartphone-Based
Remote remote microphone. American Journal of Audiology, v. 25, n. 3S, p.288-294, 2016. DOI:10.1044/2016_AJA-16-0016

MAIDMENT, D.W.; AMLANI, A.N. Argumentum ad Ignorantiam: SmartphoneConnected Listening Devices. Thieme Medical Publishers. Semin
Hear, v. 41, n. 4, p. 254-265, dez. 2020. DOI:10.1055 / s-0040-1718711

SAUNDERS, G.H.; JACKSON, I.R.; VISRAM, A.S. Impacts of face coverings on communication: an indirect impact of COVID-19. International journal of
audiology, v. 60, n. 7, p. 495-506, 2021. https://doi.org/10.1080/14992027.2020.1851401

THIBODEAU, L.M. Between the Listener and the Talker: Connectivity Options.Seminars in Hearing. Thieme Medical Publishers, v. 41, n. 04, p. 247-253, 2020. https://doi.org/10.1055/s-0040-1718710.
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Página(s): p.597
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ARO MAGNÉTICO: UMA SOLUÇÃO ANTIGA PARA NOVOS TEMPOS
Iplinsky, C. B. ; Carneiro. L. A. ; Lopes, N. B. F. ; Moret, A. L. M. ; Ferrari, D. V. ; Berretin-Félix, G. ; Diman, R. B. ; Dworak, R. F. ; Jacob, R. T. S. ;

INTRODUÇÃO: As tecnologias assistivas (TA) são produtos, instrumentos ou equipamentos projetados para melhorar a funcionalidade dos dispositivos de amplificação sonora para a pessoa com deficiência auditiva (DA). Dentre esses equipamentos assistivos, o aro magnético já é há muito tempo utilizado em países como os Estados Unidos da América (http://www.hearingloop.org/index.htm) e em países da Europa. No Brasil essa tecnologia não é facilmente encontrada para comercialização, e tão pouco está presente nos espaços públicos. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146, de 06/07/2015) determina como acessibilidade o direito de qualquer pessoa, com deficiência ou não, o livre acesso à lugares, informações, serviços ou produtos. Os ruídos competitivos, para pessoas com DA, são uma barreira real ao acesso em espaços públicos e, portanto, o aro magnético é uma ferramenta que favorece a inclusão social. Além disso, com a pandemia do COVID-19, tornou-se mandatório o uso de máscaras, o distanciamento social e também medidas como o uso de plástico acrílico no atendimento ao público para reduzir os níveis de transmissão do vírus. Estudos já comprovam os déficits comunicativos provocados pela opacidade da máscara, prejudicando pessoas com DA e sem, com a redução da intensidade da voz e ausência de pistas visuais que contribuem para a compreensão da fala. OBJETIVO: O estudo avaliou o benefício do aro magnético para usuário de aparelho de amplificação sonora individual (AASI) em um ambiente público. METODOLOGIA: O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob registro CAAE 47128921.7.0000.5417, de acordo com o parecer 4.791.254. Foi dividido em duas etapas: 1) Confecção de um protótipo de aro magnético em parceria com uma instituição de ensino técnico; 2) Avaliação da percepção de fala no ruído de pessoas usuárias de AASI com e sem o uso do aro magnético em uma recepção de um Serviço de Saúde Auditiva. Nesta última etapa participaram sete adultos, usuários de AASI a, no mínimo, dois meses de experiência. Foram avaliadas duas situações: sem uso do aro magnético e com a ativação da tecnologia de indução e da bobina telefônica dos AASI. O teste de percepção de fala utilizado foi o Hearing in Noise Test Brasil (HINT), com um relação sinal ruído fixa em -10dBSNR. Também foi aplicado um questionário contendo cinco questões objetivas sobre as duas situações em que foi realizado o teste. RESULTADOS: Houve melhora no desempenho de todos os participantes na situação de uso do aro magnético e todos os participantes avaliaram essa condição como satisfatória. CONCLUSÃO: O aro magnético demonstrou benefício na percepção da fala no ruído de pessoas com DA, sendo que as mesmas relataram maior conforto e confiança na comunicação com o uso dessa tecnologia assistiva.

Audiology Online [Internet]. Sheehan J: Understanding Hearing Loops. [5 dec 2011] Disponível em: https://www.audiologyonline.com/articles/understanding-hearing-loops-794

BRASIL. Presidência da República. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Brasília, DF, 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm

Bevilacqua MC, Banhara MR, Da Costa EA, Vignoly AB, Alvarenga KF. The brazilian portuguese Hearing In Noise Test (HINT). Int J Audiol. 2008;47:364-5.

Sterkens J. (2011) Get your Practice and Patients in the Loop: Telecoil and Hearing Loop Essentials for Practitioners. Audiology Practices 3 (4): 36-39

Thibodeau LM; Thibodeau-Nielsen, RB; Tran, CMQ; Jacob, RST; Communicating During COVID-19, Ear and Hearing: March 30, 2021 - Volume Publish Ahead of Print - Issue - doi: 10.1097/AUD.0000000000001065
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Página(s): p.636
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ARTRITE REUMATOIDE: EFEITOS NA AUDIÇÃO E EQUILÍBRIO.
Garrido, S. R. T. ; SOARES, A. C. A. ; Matos, L. S. ; Sanches, J. F. ; Lopes, A. C. ;

Introdução: A artrite reumatoide (AR) é considerada uma doença crônica, têm consequências psicológicas e sociais importantes, exigindo enfrentamento para as incertezas no diagnóstico, da incapacidade, da dependência, dos estigmas sociais e das alterações no estilo de vida, são característicos das doenças crônicas que requerem adaptação. Os portadores têm de lidar com estas ameaças e desafios impostos pela doença. As doenças crónicas são, por definição, “doenças prolongadas, que não se resolvem espontaneamente e que raramente têm cura completa” [Centers for Disease Control and Prevention - CDC 2003]. Como doença crônica auto-imune, a AR necessita de tratamento farmacológico prolongado, caracterizando-se, apesar disso, por dor e incapacidade física progressiva. Alguns estudos sugerem que a orelha pode ser afetada pelos processos inflamatórios da AR, levando a sintomas como zumbido e dificuldade auditivas. A prevalência de deficiência auditiva em portadores de AR é de 24 a 60%, o envolvimento das articulações sinoviais no incudomalear, martelo e bigorna, poderiam causar perda auditiva do tipo condutiva, devido ao aumento da rigidez ou desarticulação. Além disso, o processo inflamatório poderia causar por meio da ativação imune, lesão nas células ciliadas da cóclea, causando perda sensorioneural ou até mesmo do tipo mista, que é a mais frequente. Objetivo: Identificar as alterações na audição e equilíbrio de portadores de AR. Metodologia: Não houve necessidade de aprovação do Comitê de Ética, pois se trata de uma revisão. Realizou-se a revisão integrativa sobre audição e equilíbrio em portadores de AR. As bases acessadas eletronicamente foram: BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), PubMed (US National Library of Medicine), BDTD (Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações) e CAPES (Banco de Teses e Dissertações da Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior), no período entre 2015 a 2021. Os descritores foram: audição, perda auditiva, artrite reumatoide e equilíbrio. Resultados: Na primeira etapa, foram analisados os títulos dos artigos encontrados por meio da combinação dos descritores e palavras chaves em todas as bases de dados e foram selecionados
120 artigos que cumpriram, inicialmente, os critérios de elegibilidade. Na fase seguinte foram analisados os resumos e selecionados 5 artigos que possuíam informações sobre o tema. As evidências apontam que há relação entre a AR, audição e equilíbrio, ou seja, na audição a rigidez ou desarticulação da cadeia ossicular, desencadeia perda auditiva, condutiva, mista ou sensorioneural. Quanto ao equilíbrio, as pessoas com AR, têm dificuldade em manter o controle postural, prejudicando assim o equilíbrio nas Atividades de Vida Diárias (AVD’s), tornando-se um importante fator de risco para quedas. Conclusão: Essa revisão de literatura compilou achados de estudos relevantes e contribuirá para a prática clínica no diagnóstico precoce das perdas auditivas decorrente da artrite reumatoide, porém ainda se faz necessário mais estudos nacionais nessa área para que investigar os reais efeitos da AR sobre a audição e equilíbrio, uma vez que estes estão diretamente relacionados à qualidade de vida.



1. Cruz AI, Núñez MM, Valleio ES, Cruz MZ, Jiménez AR, Sánchez VO, et al. Frequência da doença auditiva e os fatores associados em pacientes com artrite idiopática juvenil [Internet]. Ciudad de México: Reumatología Clínica; 2019 [cited 2021 Aug 3]. p. 152-155. Available from: https://doi.org/10.1016/j.reuma.2017.07.003
2. Jeong H, Chang YS, Baek SY, Kim SW, Eun YH, et al. Avaliação dos resultados do teste audiométrico para determinar a deficiência auditiva em pacientes com artrite reumatóide: análise de dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição da Coreia [Internet]. California: PLOS ONE; 2016 [cited 2021 Aug 3]. p. 1-14. Available from: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0164591
3. Kiakojuri K, Youself-Ghahari B, Soltanparast S, Monadi M. Estado da audição em pacientes com artrite reumatóide [Internet]. Babol: Caspian Journal of Internal Medicine; 2019 [cited 2021 Aug 3]. 461 p. Available from: http://caspjim.com/article-1-1704-en.html
4. Lobo FS. Perda auditiva em artrite reumatoide: associação com anticorpos anti-proteína citrulinada [Internet]. Dourados: Universidade Federal da Grande Dourados; 2015 [cited 2021 Aug 3]. 82 p. Available from: http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/1312
5. Treviño-González JL, Villegas-González MJ, Muñoz-Maldonado GE, Montero-Cantu CA, Nava-Zavala AH, Garza-Elizondo MA. Hipoacusia neurosensorial subclínica em pacientes femininas com artrite reumatoide [Internet]. Monterrey: Cirugía y Cirujanos; 2015 [cited 2021 Aug 3]. p. 364-670. Available from: https://doi.org/10.1016/j.circir.2015.05.026
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Página(s): p.455
ISSN 1983-1793X
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ASSISTÊNCIA DA SAÚDE AUDITIVA DURANTE A PANDEMIA EM UM HOSPITAL REFERÊNCIA PARA ATENDIMENTO DE PACIENTES COM COVID-19
ALS ; CCA ; DRVS ; DSK ; LBG ; SCAP ; ART ;

Introdução: A equipe de audiologistas do Serviço de Fonoaudiologia do hospital atua na saúde auditiva abrangendo duas esferas de atendimento, sendo uma delas na internação para execução da Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU) e a outra no ambulatório. Para a realização da TANU o atendimento ocorre em três unidades de internação além do atendimento ambulatorial onde são realizados os retestes e diagnósticos. No ambulatório ainda são realizados diagnósticos da perda auditiva em adultos e crianças; reabilitação auditiva com uso de próteses auditivas convencionais, ancoradas no osso e implantes cocleares; além da adaptação do Sistema FM e do acompanhamento da adaptação e manutenção dos dispositivos. Objetivos: Descrever as estratégias utilizadas para manutenção assistencial da saúde auditiva durante a pandemia. Metodologia: Desde a interrupção dos atendimentos ambulatoriais ocorrida em 23/03/2020, alguns serviços seguiram ininterruptamente como a TANU e as ativações de implantes cocleares. Os demais atendimentos foram inicialmente suspensos e parcialmente retomados a partir de maio/2020. Devido à impossibilidade de ventilação natural da área do Serviço de Fonoaudiologia, a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar orientou quanto à necessidade de diminuir a circulação de pacientes e funcionários no local. Frente a estas sugestões, o serviço elaborou um plano de contingenciamento, reorganizando os atendimentos e restringindo o número de pessoas por sala. Tais medidas proporcionaram maior segurança a todos durante a assistência em cada período da pandemia. Para seguirmos com os atendimentos, um rodízio de profissionais foi proposto para atuar nas duas esferas para que a retomada dos atendimentos fosse possível e impactasse o menor prejuízo aos pacientes. Resultados: Com a suspensão de vários atendimentos no período de 23/03/20 até 30/06/21, a equipe entrou em contato telefônico com 3919 pacientes para reagendamento e verificação de necessidade de acompanhamento com maior ou menor brevidade. Foram realizados 2138 atendimentos ambulatoriais, 7917 exames e 148 tele atendimentos. Devido à restrição de ocupação nas cabinas, o plano de atendimento iniciou com dois turnos presenciais de cada profissional em julho/20 e foi gradualmente aumentado até que, em janeiro de 2021, foi retomado o atendimento 100% presencial. Com o aumento das internações pela COVID-19, os atendimentos foram restringidos novamente em março/21 e a retomada na sua totalidade ocorreu a partir de julho/21. Todos os atendimentos represados foram reagendados e a maioria que pode comparecer já concluiu suas avaliações e está em reabilitação auditiva. Conclusões: A colaboração e engajamento da equipe de audiologistas em conformidade com as recomendações institucionais, tornaram factível a realização dos atendimentos e proporcionaram a rápida retomada da assistência. O sucesso das estratégias utilizadas minimizou ao máximo o prejuízo que a falta de audição acarreta na vida dos pacientes deficientes auditivos, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Keywords: Perda auditiva, Triagem Auditiva Neonatal Universal, COVID-19


BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.073/ GM, de 28 de setembro de 2004. Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva. Diário Oficial da União, Brasília, DF. 28 set. 2004.

BRASIL. Ministério da Saúde. Lei n. 12.303, de 2 de agosto de 2010. Dispõe sobre a obrigatoriedade de realização do exame denominado emissões otoacústicas evocadas. Diário Oficial da União. De agosto de 2010.

BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal. Secretaria de Atenção à Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas e Departamento de Atenção Especializada. Brasília: Ministério da Saúde, 2012.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.776/ GM, de 18 de dezembro de 2014. Diretrizes gerais, amplia e incorpora procedimentos para a Atenção Especializada às Pessoas com Deficiência Auditiva no Sistema Único de Saúde (SUS). Brasília, DF. 18 dez. 2014.
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ASSOCIAÇÃO DAS QUEIXAS AUDITIVAS E O USO DE FONE DE OUVIDO
Bastos, G.S. ; Ferreira, A.C.G. ; Soares, D.L.C. ; Rocha, S.S.R ; Novanta, G.G.R ; Boger, M.E. ;

Introdução: A evolução tecnológica tem contribuído para novos estilos de vida, e com essas mudanças é cada vez mais frequente o uso de equipamentos sonoros com fones individualizados por crianças, jovens e adultos. A alta intensidade dos sons nos fones de ouvido utilizados pelos jovens podem produzir uma diminuição auditiva lenta e progressiva, causando perdas auditivas com características neurossensoriais, sendo estas muito semelhantes às perdas provocadas pela exposição ao ruído ocupacional. Alguns smartphones e fones de ouvido têm capacidade de reprodução em volumes de até 130 dB. De acordo com os índices recomendados, ouvir música nessa intensidade por mais de 5 minutos já seria suficiente para provocar algum tipo de dano à audição, fazendo com que essa exposição contínua a sons mais intensos do que o indicado, pode desencadear sintomas como zumbido, sensação de dor e pressão nos ouvidos, distorção sonora, perda auditiva permanente, intolerância a sons intensos, tontura e dificuldades para compreender o que está sendo dito. Pela Norma Regulamentadora 15 o volume máximo ao qual podemos ficar expostos durante 8 horas por dia, é de até 85 decibéis (dB), mas não é observada, nessa norma nem em qualquer outra NR ou literatura nacional relacionada à medição de níveis de ruído, a descrição de uma metodologia que atenda às especificações da medição da exposição a ruído durante as atividades com o uso de fones de ouvido. Objetivo: Verificar associação das queixas auditivas e o uso de fone de ouvido. Nos últimos dois anos, dentro do contexto de pandemia, a população tem feito o uso diário e constante de fone de ouvido, seja para atividades ocupacionais, estudos e/ou atividades de lazer. Métodos: Revisão de literatura baseada em artigos publicados até agosto de 2021. As buscas de artigos foram realizadas nos bancos de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica (MEDLINE) utilizando os seguintes descritores controlados: audição, fone de ouvido, perda auditiva, jovens, efeitos do ruído. Resultados: O zumbido, a hipersensibilidade a sons intensos, a perda na habilidade para ouvir determinados sons e as dificuldades para compreensão da fala em ambientes ruidosos, foram as principais queixas encontradas. Conclusão: Foi possível identificar a estreita relação das queixas auditivas associadas ao uso de fones de ouvido.

1 - Luiz TS, Borja, AL. Sintomas auditivos em usuários de estéreos pessoais. Int Arch Otorhinolaryngol. 2012;16(2):163-9.

2 - Gonçalves C, Dias FAM. Achados audiológicos em jovens usuários de fones de ouvido. Rev. CEFAC. 2014 Jul-Ago; 16(4):1097-1108.

3 - Santos I, Colella-Santos MF, Couto CM. Pressão sonora gerada por equipamentos sonoros portáteis individuais. Braz J Otorhinolaryngol. 2014;80(1):41-7.

4 - Oliveira MFF, Andrade KCL, Carnaúba ATL, Peixoto GO, Menezes PL. Fones de ouvido supra-aurais e intra-aurais: um estudo das saídas de intensidade e da audição de seus usuários. Audiol Commun Res. 2017;22:e 1783. Acessado em 01/05/2021.

5 - Herrera S, Lacerda AB, Lürdes D, Rocha F, Alcaràs PA, Ribeiro LH. Amplified music with headphones and its implications on hearing health in teens. Int Tinnitus J. 2016 Jul 22.
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ASSOCIAÇÃO DO ZUMBIDO E A HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA: ESTUDO RETROSPECTIVO
Carneiro, C.S ; Silva, R.E.P ; Oliveira, J.R.M ; Mondelli, M.F.C.G ;

Objetivo: Descrever dados da perda auditiva, da hipertensão arterial sistêmica e do zumbido dos indivíduos, e verificar a associação entre hipertensão arterial sistêmica e zumbido, bem como correlacionar outras variáveis presentes na amostra: perda auditiva e zumbido, idade e zumbido e idade e hipertensão arterial sistêmica. Métodologia: Pesquisa quantitativa, descritiva e inferencial, retrospectiva com coleta de dados de 473 prontuários de adultos e idosos atendidos entre os anos 2008 e 2018. Selecionadas informações sobre idade, gênero, resultado da audiometria tonal liminar, zumbido, tipo e frequência do zumbido, presença de HAS e uso de medicamento para controle da doença. Resultados: não foi encontrada associação entre hipertensão arterial sistêmica e zumbido ou entre perda auditiva e zumbido e entre idade e zumbido, todavia foi observada associação entre idade e hipertensão arterial sistêmica, por meio do teste Qui Quadrado. O tipo de zumbido mais comum foi o chiado e a maioria dos indivíduos que referiram sentir mais de um tipo de zumbido eram hipertensos. Conclusão: os resultados encontrados e a literatura sugerem que a hipertensão arterial sistêmica pode ser um fator adicional ou um agravante de fatores preexistentes na geração do zumbido, porém não a causa primária.

Noreña AJ, Lacher FS, Fraysse MJ, Bizaguet E, Grevin P, Thai VH et al. A
contribution to the debate on tinnitus definition. Progress in Brain Research.
2021;262:469-485.

Bernardo, Graziela Mackowiesky Brigido, et al. "Audiological implications of diabetes mellitus and arterial hypertension: a systematic review." Distúrbios da Comunicação 32.2 (2020): 296-307.

Malachias M, Souza W, Plavnik FL, Rodrigues C, Brandão A. 7a Diretriz Brasileira De Hipertensão Arterial. Arq Bras Cardiol [Internet]. 2016;107(3):1–82. Available from: www.arquivosonline.com.br

Figueiredo RR, Azevedo AA, Penido NO. Positive association between tinnitus and arterial hypertension. Front Neurol. 2016;7(171):3–8.

Yang P, Ma W, Zheng Y, Yang H, Lin H. A systematic review and meta-analysis on the association between hypertension and tinnitus. Int J Hypertens. 2015;2015:1–7.

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ATIVIDADE COCLEAR EM INDIVÍDUOS ADULTOS QUE TIVERAM COVID-19
Poffo, C. ; Silva, D.P.C. ;

Introdução: A pandemia causada pelo vírus SARS-Cov-2 tornou-se uma grande questão de saúde pública. Há possível manifestação de diversos sintomas, como acometimentos no trato respiratório à sepse com risco de vida. As implicações após a recuperação ainda são um tema recente discutido na literatura. Possíveis efeitos deletérios seguem em estudo, sendo a correlação entre perda auditiva e COVID-19 um caminho a ser percorrido. Objetivo: Verificar o desempenho das células ciliadas externas em adultos infectados por COVID-19 e comparar seus resultados com indivíduos que não tiveram a doença. Metodologia: Estudo transversal, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos (Número do Parecer: 5.019.582). Participaram deste estudo 42 adultos com idade de 18 a 59 anos, sendo 21 do grupo de estudo e 21 do grupo controle. Foi coletado o exame de Emissões Otoacústicas Evocadas por Produto de Distorção (EOEPD). Para o grupo estudo, os sujeitos tiveram confirmação diagnóstica e ausência de queixas auditivas ou acometimentos otológicos prévios à infecção por COVID-19, bem como timpanometria do tipo A. Para o grupo controle, os sujeitos não apresentaram sinais clínicos sugestivos de COVID-19 durante o curso da pandemia e com ausência de positivo no exame diagnóstico, sem queixas auditivas, bem como timpanometria do tipo A. Os resultados das EOEPD, de ambas as orelhas, foram comparados por testes não paramétricos. Resultados: Em ambos os grupos, as EOEPD foram presentes bilateralmente e ao comparar a mediana da amplitude de resposta das frequências avaliadas de 1000, 2000, 3000, 4000, 6000 e 8000 Hz de ambas as orelhas entre os grupos: estudo e controle, não observou-se diferença estatisticamente significante (teste de Mann Whitney). Conclusão: Os indivíduos adultos que foram positivos para COVID-19 tiveram a atividade das células ciliadas externas preservadas, quando avaliada por meio da EOEPD, com amplitude de resposta semelhante à dos indivíduos que não tiveram a doença.

1 - Maharaj S, Alvarez MB, Mungul S, Hari K. Otologic dysfunction in patients with COVID ‐19: a systematic review. Laryngoscope Investigative Otolaryngology. 2020, 5 (6): 1192-6.
2 - Mustafa MWM. Audiological profile of asymptomatic Covid-19 PCR-positive cases. American Journal Of Otolaryngology. 2020, 41(3): 102483.
3 - Narosny W, Skorek A, Tretiakow D. Should patients with sudden deafness be tested for COVID19? Auris Nasus Larynx. 2021, 48(4): 797-8.
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AUTOAVALIAÇÃO DE HABILIDADES AUDITIVAS E RESTRIÇÃO DE PARTICIPAÇÃO EM IDOSOS
Maibuck, V. L. ; Lüders, D. ; Zeigelboim, B. S. ; Correia-Baran, J. B. ; Guarinello, A. C. ; José, M. R. ;

Introdução: A perda auditiva relacionada com o envelhecimento, ocorre devido à degeneração progressiva e gradual das estruturas cocleares e das vias auditivas centrais. Além das dificuldades auditivas, pode causar impacto negativo em aspectos sociais, emocionais e cognitivos nos idosos, que consequentemente podem restringir suas atividades de vida diária (1). Buscando aperfeiçoar o processo de reabilitação auditiva neste público, a hipótese deste estudo é que idosos com maiores queixas em habilidades auditivas, investigadas por meio de um questionário de autoavaliação, poderiam apresentar maior restrição de participação em atividades cotidianas que envolvem situações comunicativas. Objetivo: Realizar uma autoavaliação de habilidades auditivas em idosos com perda auditiva e verificar a associação destas com a restrição de participação em atividades diárias que envolvem situações comunicativas. Metodologia: Projeto aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos sob CAAE: 49072021.3.0000.8040, parecer número 4.860.319. O delineamento do estudo foi observacional e transversal. A amostra foi selecionada por conveniência, durante os atendimentos em uma clínica-escola de Fonoaudiologia da região Sul do Brasil. Como critérios de inclusão os participantes deveriam ter idade igual ou superior a 60 anos e diagnóstico de perda auditiva e, foram excluídos aqueles com dificuldades para compreensão dos questionários, usuários de aparelho de amplificação sonora individual ou com perda auditiva de grau profundo. A amostra foi composta por 59 idosos (29 do sexo feminino e 30 do masculino), com idades entre 60 e 91 anos (média de 73.9±7.42 anos). Os procedimentos do estudo consistiram análise dos prontuários dos participantes e aplicação dos questionários Amsterdam Inventory for Auditory Disability And Handicap - AIADH (2) para autoavaliação de dificuldades em habilidades auditivas e do Hearing Handicap Inventory for the Elderly Screening Version HHIE-S (3) para verificação quanto a restrição de participação em atividades. Os resultados dos questionários foram analisados de maneira descritiva e inferencial (por meio dos testes de Correlação e Spearman e Mann-Whitney). Resultados: A pontuação total obtida no questionário AIADH correspondeu a mediana de 67.0 (Quartil 1 (Q1) = 60.0 e quartil 3 (Q3) = 72.0) no sexo feminino e 58.5 (Q1= 50.5 e Q3= 64.5) no masculino, com diferença significante entre os sexos (p= 0.008). No questionário HHIE-S, a pontuação total correspondeu a mediana de 36.0 (Q1= 24.0 e Q3= 38.0) no sexo feminino e 28.0 (Q1 20.0 e Q3= 33.5) no masculino, com diferença significante entre os sexos (p= 0.021). Verificou-se correlação positiva e moderada entre as escalas social e pontuação total do questionário HHIE-S e todas as escalas e pontuação total do questionário AIADH. Verificou-se correlação positiva e fraca entre a escala emocional do HHIE-S e todas as escalas e pontuação total do questionário AIADH. Conclusão: Observou-se associação entre as queixas em habilidades auditivas autoavaliadas por idosos com perda auditiva e a restrição de participação em atividades diárias, indicando que quanto maiores as dificuldades envolvendo as habilidades de detecção do som, discriminação e reconhecimento auditivo, localização sonora e inteligibilidade de fala no silêncio e no ruído, maior o impacto negativo em questões relacionadas aos aspectos sociais e emocionais nos idosos.

1. Bowl MR, Dawson SJ. Age-Related Hearing Loss. Cold Spring Harb Perspect Med. 2019 Aug 1;9(8):a033217.
2. Zanchetta S, Simões HO, Lunardelo PP, Canavezi MO, Reis ACMB, Massuda ET. Cross-cultural adaptation of the Amsterdam inventory for auditory disability and handicap to Brazilian Portuguese. Braz. j. otorhinolaryngol. 2020;86(1):3-13.
3. Rosis ACA, Souza MRF, Iório MCM. Questionário Hearing Handicap Inventory for the Elderly – Screening version (HHIE-S): estudo da sensibilidade e especificidade. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2009;14(3):339-45
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AVALIAÇÃO AUDIOLÓGICA BÁSICA DE PACIENTES ADULTOS PÓS TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO QUE FALHARAM NA TRIAGEM AUDITIVA
Pace, M. C. M. ; Suriano, I. C. ; Gil, D. ;

INTRODUÇÃO: Os traumas neurológicos são considerados um dos problemas de saúde pública, sendo o Traumatismo Cranioencefálico a principal causa de morbidade e de mortalidade em adultos jovens nos países ocidentais. No Brasil, aproximadamente, 500 mil pessoas por ano, necessitam de cuidados hospitalares devido a traumatismo cranioencefálico, destas, 15% desenvolvem perda irreversível de alguma função neurológica. No presente estudo, destacamos os distúrbios auditivos pós-traumáticos que estão entre as principais consequências do traumatismo cranioencefálico. OBJETIVO: apresentar os resultados da avaliação audiológica básica de pacientes adultos pós traumatismo cranioencefálico que falharam na triagem auditiva. MÉTODO: Trata-se da continuação de um estudo observacional transversal que foi realizado no ambulatório de Neurotrauma/Neurocirurgia do Hospital São Paulo e no Departamento de Fonoaudiologia da UNIFESP, após ter sido aprovado pelo comitê de ética institucional. A primeira parte do estudo contou com a seleção de indivíduos na faixa etária de 18 a 60 anos com histórico de traumatismo cranioencefálico de qualquer grau há mais de 6 meses. Para o desdobramento do estudo, os pacientes que falharam na triagem auditiva foram convocados a comparecer ao Ambulatório de Distúrbios da Audição para avaliação audiológica básica da audição (audiometria tonal, logoaudiometria e impedanciometria). RESULTADOS: Os 15 pacientes que falharam na triagem auditiva foram convocados por meio de contato telefônico e agendados para realizar os exames audiológicos completos. Destes, um recusou-se a realizar o exame completo e cinco, por motivos diversos (desistência, problemas no transporte, covid-19, entre outros). Sendo assim, a amostra consistiu em 10 pacientes dos quais com base na audiometria tonal 60% (06 indivíduos) apresentaram perda auditiva bilateral, 30% (03 indivíduos) perda auditiva unilateral e 10% (01 indivíduo) com limiares auditivos dentro da normalidade bilateralmente. Considerando por orelha, os que apresentaram perda auditiva na orelha direita (07), observamos os seguintes tipos e graus: 71,4% (05) perda auditiva neurossensorial em frequências altas, 14,2% (01) mista em frequências altas e 14,2% (01) neurossensorial de grau leve. Já na orelha esquerda (8), 37,5% (03) apresentaram perda auditiva neurossensorial de grau leve, 12,5% (01) neurossensorial de grau profundo, 37,5% (03) neurossensorial em frequências altas e 12,5% (01) neurossensorial a partir de 1kHz. Na logoaudiometria 90% (18 orelhas) apresentaram reconhecimento de fala normal, 5% (01 orelha) com reconhecimento de monossílabos e dissílabos alterados e 5% (01 orelha) não foi possível realizar o procedimento devido ao grau da perda auditiva. Na impedanciometria, das 20 orelhas avaliadas tivemos, 70% curvas do tipo A (14), 20% (4) do tipo Ad e 5% (01) do tipo Ce 5% (01) curvas do tipo Ar. Na pesquisa dos reflexos acústicos, 75% (15 orelhas) apresentaram alteração (ausência de reflexos acústicos contralaterais) e 25% (02) apresentaram reflexos acústicos contralaterais presentes em ambas as orelhas. CONCLUSÃO: A partir dos achados deste estudo, concluímos que dos 10 pacientes que compareceram e falharam na triagem auditiva, 9 (90%) apresentaram perda auditiva, demonstrando a sensibilidade do procedimento de triagem.

- Accioly Filho MAA, Cunha KL, Costa LM, Oliveira LL, Moraes KTSS, Arruda, JAM. Neurotrauma: prevenção realizada pelo Núcleo de Estudos Acadêmicos em Neurocirurgia. Revista Ciência em Extensão. v. 13, n. 3 (2017). UNESP. Available from: http://ojs.unesp.br/index.php/revista_proex/article/view/1422
- Koohi N., Vickers D. A., Utoomprurkporn, N., Werring, D. J., & Bamiou, D. E. A hearing screening protocol for stroke patients: An exploratory study. Frontiers in Neurology, 10(JUL) (2019).
https://doi.org/10.3389/fneur.2019.00842
- Kraus, N., Krizman J. An Auditory Perspective on Concussion. Audiology Today, vol 30 no3, 2018.
- Kraus N e White-Schwoch T. “Do Concussions Leave a Lasting Imprint on the Hearing Brain?”. Hearing Matters, The Hearing Journal. (2017)
- Smith C. Neurotrauma. Neurol HC. 2017. 145: 115-132. Available from: http://pesquisa.bvsalud.org/brasil/resource/pt/mdl-28987162
Stein, D. M., Feather, C. B., & Napolitano, L. M. (2017, January 1). Traumatic Brain Injury Advances. Critical Care Clinics. W.B. Saunders. https://doi.org/10.1016/j.ccc.2016.08.008
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AVALIAÇÃO AUDIOLÓGICA EM PACIENTES COM DEFICIÊNCIA DE BIOTINIDASE, SEJA NA FORMA PARCIAL OU PROFUNDA, EM TRATAMENTO
Garcia, V. S. ; Carvalho, E. A. A. ; Burle, N. L. O ; Mancini, P. C. ;

Introdução: A deficiência da Biotinidase (DB) é uma doença de herança autossômica recessiva que ocorre pela falha na reciclagem da vitamina do complexo B (biotina, vitamina B7 ou Vitamina H). O tratamento da DB é realizado por suplementação com biotina na forma livre, de forma vitalícia. Atualmente estima-se que crianças com DB identificadas pela triagem neonatal tem 93% de chance de permanecerem assintomáticas após administração da medicação. A deficiência da vitamina biotina, se não tratada no período do segundo ao quinto mês de vida pode acarretar várias alterações, dentre elas, perda auditiva. Objetivo: Avaliar a audição de crianças com diagnóstico de DB. Métodos: Estudo observacional transversal de amostra não probabilística composta por crianças triadas pelo Programa de Triagem Neonatal do estado de Minas Gerais, aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa, sob CAAE número 19595319.7.0000.5149. Foram realizados os seguintes exames: Avaliação do comportamento Auditivo, Avaliação pelo Audiômetro Pediátrico, Emissões Otoacústicas Transientes (EOAT) e Audiometria Tonal Limiar, conforme a idade dos participantes. Resultados: A amostra final contou com 39 participantes, 3 com a doença na forma profunda, sendo 19 do sexo masculino e 20 do sexo feminino, com média de idade de 82,34 meses. A média de idade ao diagnóstico e início do uso da biotina foi de 39,81 dias. Em todos os exames propostos, todos os participantes tiveram respostas adequadas. Em todos os pacientes, as EOAT foram presentes e não foram encontradas diferenças estatísticas das amplitudes de resposta por banda de frequência em relação às orelhas dos participantes nem na comparação dos grupos com a doença em sua forma parcial ou profunda. Na avaliação do comportamento auditivo, realizada com os instrumentos acústicos, notou-se que as respostas de localização auditiva, nenhum participante apresentou quaisquer alterações. Todavia, crianças de idade superior a um ano necessitaram de maior tempo de condicionamento, apresentando agitação e tempo de atenção reduzido, sendo necessário maior número de interrupções no exame, porém, essas variações não interferiram nas respostas obtidas Os níveis mínimos de audição encontrados com o uso do audiômetro pediátrico portátil PA5 por orelhas nas frequências de 500 Hz, 1000 Hz, 2000 Hz e 4000 Hz foram adequados e as respostas tidas como satisfatórias. Com relação à Audiometria Tonal, a qual 1 paciente fora submetido, esta não apresentou nenhum tipo de perda em nenhuma das orelhas, tanto na via condutiva quanto na via óssea. Apesar de, num primeiro momento, considerarmos a amostra puco representativa, vale salientar que a DB integra o Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais desde 2013, e no período de término da coleta de dados que embasam este estudo, 1.927.264 recém nascidos haviam sido triados para DB, dos quais, apenas 148 apresentaram teste bioquímico positivo, estando todas em acompanhamento ambulatorial. Conclusão: Neste estudo, as crianças diagnosticadas com a DB, profunda ou parcial, em tratamento com biotina, não apresentaram alterações auditivas.

1- Wollf B. Disorders of biotin metabolism. In: Scriver CR, Beaudet AL, Sly Ws, Valle D.
J Inherit Metab Dis. 2001; 3935-62.
2- Wolf B. Biotinidase deficiency: if you have to have an inherited metabolic disease,
this is the one to have, Genet Med. 2012; 14: 565–575.
3- Lara MT, Gurgel-Giannetti J, Aguiara MJ, et al. High incidence of biotinidase
deficiency from a pilot newborn screening study in Minas Gerais, Brazil. JIMD Rep
2015;24:103–107
4- Arantes RR, Rodrigues VM, Norton RC, Starling ALP. Deficiência de biotinidase: da
triagem neonatal à confirmação diagnóstica e ao tratamento. Revista Médica de
Minas Gerais 2016; 48-51.
6- Wolf B, Spencer R, Gleason T. Hearing loss is a common feature of symptomatic
children with profound biotinidase deficiency. J Pediatr. 2002; 140(2):242-6.
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AVALIAÇÃO AUDIOLÓGICA EMERGENCIAL EM CASOS DE SURDEZ SÚBITA
TSCHIEDEL, R.S. ; SÁ, L.S. ; OLIVEIRA, R.P.R. ; PIRES, T.O. ; GRANJEIRO, R.C. ; KEHRLE, H.M. ; OLIVEIRA, T.S.C. ;

Introdução. A perda auditiva neurossensorial súbita é considerada uma das principais emergências otorrinolaringológicas, e acomete sobretudo adultos. Frequentemente é unilateral e de origem idiopática. A avaliação audiológica deve ser realizada nos primeiros dias do início dos sintomas, com vistas ao diagnóstico diferencial e à maior segurança na indicação do tratamento otorrinolaringológico. Objetivo. Avaliar a sensibilidade auditiva, a percepção da fala, a mobilidade do sistema timpano-ossicular e o funcionamento do arco reflexo de indivíduos acometidos por surdez súbita. Metodologia. Vinte e seis indivíduos com idade entre 9 e 64 anos, atendidos entre os anos de 2016 e 2021 em um serviço emergencial de Otorrinolaringologia no pronto socorro de um hospital público no Distrito Federal, foram submetidos a avaliação audiológica no mesmo dia do pronto atendimento (ou poucos dias após). Os exames realizados foram: audiometria tonal limiar, logoaudiometria, timpanometria e pesquisa do reflexo acústico. O grau da perda auditiva foi definido com base nos critérios da Organização Mundial da Saúde. O projeto de pesquisa do qual se originou este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (parecer nº 4.802.510). Resultados. A maioria dos sujeitos (25) foi acometida pela surdez súbita na fase adulta, especialmente entre os 30 e 60 anos de idade. A alteração na sensibilidade auditiva da orelha com surdez súbita foi de grau severo, profundo ou completo em 20 casos, e em sete o grau foi moderado ou moderadamente severo. A orelha contralateral apresentava audibilidade dentro do padrão de normalidade em 19 indivíduos, mas cinco apresentavam perda leve ou moderada prévia, e outras três já apresentavam perda auditiva completa. Em 10 orelhas com surdez súbita o índice de reconhecimento da fala (IRF) não foi testado, em sete delas o resultado foi 0% de acerto para monossílabos, em outras sete o IRF variou entre 12 e 48%, e em três o IRF variou entre 72 e 100%. Um indivíduo não foi submetido à timpanometria nem à pesquisa do reflexo acústico. Na maior parte dos casos (22), a orelha com surdez súbita apresentou boa mobilidade do sistema timpano-ossicular, e em quatro casos apresentou mobilidade reduzida ou elevada. Quanto ao reflexo acústico, 19 orelhas com surdez súbita apresentaram ausência do reflexo ipsilateral, sete apresentaram reflexo ipsilateral presente pelo menos parcialmente, 18 apresentaram ausência do reflexo contralateral, em sete o reflexo contralateral estava presente porém com indicativo de recrutamento, e em uma orelha o reflexo contralateral estava parcialmente presente. Em 13 casos houve recuperação parcial da sensibilidade auditiva, em sete a recuperação foi completa e em outros sete não houve recuperação alguma da audição. Conclusão. Na amostra estudada, a surdez súbita alterou significativamente a sensibilidade auditiva, a percepção da fala e o funcionamento do arco reflexo. Poucos casos recuperaram plenamente a audição. Considerando os achados audiológicos, estima-se que o impacto na vida cotidiana seja considerável, agravado pelo fato de que o indivíduo precisa lidar, de forma repentina, com uma mudança significativa da sensibilidade auditiva e com suas consequências na percepção da fala, entre outros prejuízos.

CARLSSON, P. et.al. Quality of life, psychosocial consequences, and audiological rehabilitation after sudden sensorineural hearing loss. International Journal of Audiology. 50, 2001.p. 139–144

CHANDRASEKHAR,S.S. et.al.Clinical Practice Guideline: Sudden Hearing Loss (Update). Otolaryngology– Head and Neck Surgery.161,2019.p. S1–S45

LEE, H.Y. et.al. Prognostic factors for profound sudden idiopathic sensorineural hearing loss: a multicenter retrospective study. Eur Arch Otorhinolaryngol. 27, 2017.p.143-149

XIE, Yanjun et al. Outcomes of unilateral idiopathic sudden sensorineural hearing loss: Two decades of experience. Laryngoscope investigative otolaryngology, v. 4, n. 6, p. 693-702, 2019.

ARSLAN, Fatih et al. Anxiety and depression in patients with sudden one-sided hearing loss. Ear, Nose & Throat Journal, v. 97, n. 10-11, p. E7-E9, 2018.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.582
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AVALIAÇÃO COMPORTAMENTAL DO PROCESSAMENTO AUDITIVO EM CRIANÇAS APÓS TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO
Godoy, C.C.F ; Andrade, A.N ; Suriano, C. I ; Matas, C.G ; Gil, D ;

Objetivo: Caracterizar o desempenho de crianças e adolescentes que sofreram traumatismo cranioencefálico em testes comportamentais do Processamento Auditivo Central e compara-lo com o desempenho de indivíduos sem histórico de trauma craniano. Método: Foram selecionados vinte indivíduos para participar do estudo, sendo dez indivíduos audiologicamente normais, entre 6 e 18 anos, que sofreram traumatismo cranioencefálico moderado ou grave, e dez indivíduos sem histórico traumatismo cranioencefálico, pareados por sexo, idade e escolaridade aos indivíduos do grupo estudo. Ambos os grupos foram submetidos à avaliação comportamental do processamento auditivo central com testes padronizados e selecionados de acordo com a idade cronológica. Resultados: O grupo estudo apresentou pior desempenho quando comparado ao grupo comparação sobretudo nas habilidades auditivas de fechamento auditivo, figura fundo para sons verbais em escuta dicótica e ordenação temporal, com diferença estatisticamente significante entre os grupos, demonstrando o efeito deletério da injúria neurológica nestas crianças. Os testes de processamento auditivo central mais alterados no grupo comparação são diferentes dos alterados no grupo estudo Conclusão: O transtorno do processamento auditivo central foi detectado em todos os indivíduos do grupo estudo com alterações especialmente nas habilidades de fechamento auditivo e de processamento temporal. Quanto ao grupo comparação, o transtorno de processamento auditivo central, quando presente, envolveu outras habilidades auditivas.

Carvalho LF, Affonseca CA, Guerra SD, Ferreira AR, Goulart EM. Severe traumatic braininjury in children and adolescents. Rev Bras Ter Intensiva. 2007;19:98-106.
Koizumi MS, Lebrao ML, Mello-Jorge MH, Primerano V. Morbimortalidade por traumatismo crânio-encefálico no município de São Paulo. Arq Neuropsiquiatr. 2000;58:81-9.
Anderson DC, Catroppa C, Morse S, Haritou F, Rosenfeld J. Functional plasticity or vulnerability after early brain injury? Pediatrics. 2005;116: 1374–82.
Marangoni AT, Gil D. Avaliação comportamental do processamento auditivo pré e pós treinamento auditivo formal em indivíduos após traumatismo cranioencefálico. Audiol Commun Res. 2014;19:33-9.
Musiek FE, Shinn J, Chermak GD, Bamiou DE. Perspectives on the PureTone Audiogram. Am Acad Audiol . 2017; 28:655-71.
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Página(s): p.494
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AVALIAÇÃO DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL EM CRIANÇAS FORA DE TRATAMENTO DE RETINOBLASTOMA TRATADAS COM CARBOPLATINA
Rodrigues, G. B. ; Gil, D. ; Macedo, C. R. P. D. ;

Introdução: O retinoblastoma – tumor maligno intraocular da retina, apesar de considerado o mais comum dentre os cânceres na infância, consiste em uma doença relativamente rara, afetando aproximadamente um em cada 16.000 a 18.000 nascidos vivos da população global. O tratamento medicamentoso contra tumores é potencialmente prejudicial aos sistemas auditivo e vestibular, devido à ototoxicidade dos fármacos utilizados, em sua maioria, derivados da platina – cisplatina e carboplatina. Esses têm como consequência, não só a morte de células ciliadas da cóclea, atingindo a princípio sua base, mas também grande potencial de acometimento da porção central da audição. Assim, devido à possibilidade das estruturas da via de audição estarem alteradas, a avaliação do processamento auditivo central pode ser indicada. Objetivo: Caracterizar a avaliação comportamental do processamento auditivo central em crianças e adolescentes fora de tratamento de retinoblastoma tratadas com a carboplatina. Método: Este projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o número de protocolo 2.822.769, e pelo Comitê Científico do IOP/Graacc sob o número de protocolo EXT-005/2019. Avaliou-se dez crianças de 5 anos a 18 anos que passaram pelo tratamento de retinoblastoma há pelo menos dois anos. Os pacientes foram submetidos à avaliação comportamental do processamento auditivo central, constituída pelos testes: Teste de Localização Sonora, Teste de Memória Sequencial para Sons Verbais, Teste de Memória Sequencial para Sons Não Verbais, Teste de Fala com Ruído Branco, Teste Dicótico de Dígitos, Teste de Identificação de Sentenças Sintéticas (Mensagem Competitiva Ipsilateral), Teste de Padrão de Duração, Teste Dicótico Consoante-Vogal (Atenção Livre) e Teste de Identificação de Intervalos Aleatórios. Resultados: Observou-se na amostra, com a análise estatística, idade média de 10,53 anos, média da idade de diagnóstico de 1,57 anos, duração do tratamento de 8,8 meses e o tempo de remissão de 7,59 anos. Na avaliação comportamental do processamento auditivo central, alguns testes mostraram-se alterados na maioria dos indivíduos, por exemplo, o teste de memória sequencial de sons não verbais com 4 sons, o dicótico de dígitos, o consoante-vogal e o RGDT, todos com 50% ou mais de alteração nas avaliações realizadas. Quanto aos processos gnósicos alterados, 90% apresentou alteração de decodificação, 60% de organização, 50% de codificação e 40% de não verbal. Conclusão: Crianças e adolescentes tratados de retinoblastoma com carboplatina apresentam Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC). O TPAC envolve prioritariamente a dificuldade na análise e síntese auditivas, nos aspectos suprassegmentares da fala e na organização dos eventos sonoros no tempo.

AERTS, I. et al. Retinoblastoma. Orphanet Journal of Rare Diseases, v. 1, n. 1, p. 31, dez. 2006.

FABIAN, I. D.; SAGOO, M. S. Understanding retinoblastoma: epidemiology and genetics. Community Eye Health Journal, v. 31, n. 101, p. 1, 2018.

MACHADO, C. S. S. et al. Caracterização do processamento auditivo das crianças com distúrbio de leitura e escrita de 8 a 12 anos em tratamento no Centro Clínico de Fonoaudiologia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Revista CEFAC, v. 13, n. 3, p. 504–512, jun. 2011.

MELO, M. C. S. C. et al. Retinoblastoma bilateral de aparecimento tardio: relato de caso. Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, v. 71, n. 3, p. 437–442, jun. 2008.

SARTORI, A. A. T. K.; DELECRODE, C. R.; CARDOSO, A. C. V. Processamento auditivo (central) em escolares das séries iniciais de alfabetização. CoDAS, v. 31, n. 1, p. e20170237, 2019.
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AVALIAÇÃO DO RECONHECIMENTO DE FALA NO RUÍDO COM BABBLE NO PORTUGUÊS BRASILEIRO EM INDIVÍDUOS NORMO-OUVINTES
Rosseto, I ; Stürmer, I. ; Rodrigues, J.M. ; Paul, S ; Pinheiro, M.M.C ;

Introdução: Testes de percepção de fala com ruído competitivo são muito utilizados para avaliar condições reais de escuta em indivíduos com perda auditiva, pois simulam de forma mais aproximada a situação de ambiente do cotidiano. Entre os diversos ruídos que podem mascarar um sinal de fala, considera-se o ruído do tipo babble o mais representativo de uma conversação, pois compreende aspectos como modulação e ritmo. Objetivo: Avaliar e comparar o reconhecimento de fala com ruído competitivo do tipo babble no idioma português brasileiro em adultos normo-ouvintes. Metodologia: Estudo transversal, observacional e descritivo. Aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas em Seres Humanos sob número de parecer 1.997.931. Participaram do estudo vinte adultos de ambos os sexos, com faixa etária de 19 a 35 anos. Os indivíduos selecionados não deveriam apresentar alterações auditivas e/ou manifestação comportamental do transtorno de processamento auditivo central (PAC). Foi realizada avaliação audiológica básica e aplicado o questionário Scale of Auditory Behavior (SAB) para descartar alterações do PAC. Foram apresentadas seis listas de sentenças do teste Reconhecimento Auditivo de Sentenças em Português (RASP) inseridas no software perSONA. As sentenças foram apresentadas em campo livre para três diferentes condições de ruído competitivo do tipo babble com quatro, oito e doze falantes mistos. Para cada condição de ruído competitivo foram apresentadas duas listas diferentes. Os participantes foram posicionados de frente para o alto-falante na posição 0° azimute, sendo que as sentenças e o ruído eram apresentados no mesmo alto-falante. Foi analisado o Limiar de Reconhecimento de Sentenças (LRS) para as três condições do ruído babble. A instrução dada aos indivíduos era que deveriam repetir cada sentença ouvida, logo após a apresentação da mesma, e ignorar o ruído de fundo. Foram aplicados testes estatísticos não paramétricos para análise dos resultados Resultados: verificou-se que a média do LRS para as condições de quatro, oito e doze falantes foi respectivamente: -17,39, -16,15 e -15,45 dB. Os participantes obtiveram melhor LRS na condição de quatro falantes, seguido por oito e doze falantes respectivamente, com diferenças significantes entre as condições. Conclusão: Pode-se concluir que o reconhecimento de fala no ruído piora com o aumento do número de falantes presentes no ruído competitivo tipo babble, sendo que na condição de escuta competitiva com com quatro falantes o limiar foi melhor que nas demais condições.Realizar avaliações que reproduzam situações de escuta complexa mais próximas são de suma importância para que os resultados encontrados na avaliação audiológica sejam fidedignos aos desafios encontrados no cotidiano por indivíduos com perda auditiva.

Ng EHN, Ronnberg J. Hearing aid experience and background noise affect the robust relationship between working memory and speech recognition in noise.Int J Audiol. 2019;59(3):208-218. http://dx.doi.org/10.1080/14992027.2019.1677951

Patro C, Mendel LL. Semantic influences on the perception of degraded speech by individuals with cochlear implants. JASA. 2020;147(3):1778-1789. http://dx.doi.org/10.1121/10.0000934.

Spyridakou C, Rosen S, Dritsakis G, Bamiou DE. Adult normative data for the speech in babble (SiB) test. Int J Audiol. 2019;59(1):33-38. https://doi.org/10.1080/14992027.2019.1638526

Wendt D, Koelewijn T, Kslasek P, Kramer SE, Lunner T. Toward a more comprehensive understanding of the impact of masker type and signal-to-noise ratio on the pupillary response while performing a speech-in-noise test. Hear. Res. 2018;369:67-78. http://dx.doi.org/10.1016/j.heares.2018.05.006

Nunes CL, Pereira LD, Carvalho GS. Scale of Auditory Behaviors and auditory behavior tests for auditory processing assessment in Portuguese children. CoDAS. 2013; 25 (3):209-215.


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AVALIAÇÃO DO ZUMBIDO NA POPULAÇÃO IDOSA: ACUFENOMETRIA E APLICAÇÃO DO QUESTIONÁRIO TINNITUS HANDICAP INVENTORY (THI
Souza-Júnior, I. N. ; Speri, Maria Raquel B. ;

Introdução: Após os 50 anos, o sistema auditivo progressivamente se degrada, especialmente, nas altas frequências. O zumbido, percepção auditiva sem fonte sonora externa, é considerado o terceiro pior sintoma que atinge um indivíduo, podendo trazer prejuízos na qualidade de vida do portador. Características psicoacústicas do zumbido como o pitch e a loudness são obtidas pela acufenometria. E os efeitos do zumbido sobre a qualidade de vida do indivíduo podem ser avaliados por intermédio de alguns questionários, sendo o Tinnitus Handicap Inventory (THI), o que se destaca na literatura. Objetivo: Investigar a relação entre acuidade auditiva, pitch e loudness do zumbido com nível de incômodo medido pelo THI. Metodologia: Estudo aprovado pelo comitê de ética sob o parecer 327.959. Tipo transversal, observacional e analítico, realizado em uma clínica escola de Fonoaudiologia de uma universidade federal, entre os meses de fevereiro e setembro de 2019. Foram estudados 28 indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos, de ambos os sexos, com queixa de zumbido. Os pacientes foram submetidos aos seguintes procedimentos: anamnese audiológica, aplicação do questionário THI, avaliação audiológica básica e acufenometria para definir pitch e loudness do zumbido. Resultados: A amostra foi composta por 16 (57,2%) indivíduos do sexo masculino e 12 (42,8%) do sexo feminino, 12 (42,8%) indivíduos sem perda auditiva e 16 (57,2%) com perda. O pitch de zumbido com maior ocorrência foi 8 kHz, a média da loudness foi de 3,65 dBNS na orelha direita e 4,38 dBNS na orelha esquerda. Não houve relação estatisticamente significante entre acuidade auditiva, pitch e loudness do zumbido e nível de incômodo medido pelo THI. Conclusão: Não existiu, neste estudo, uma relação estatisticamente significante entre acuidade auditiva, características psicoacústicas do zumbido e nível de incômodo do portador de zumbido.

Figueiredo RR, Rates M a, Azevedo AA De, Oliveira PM De, Navarro PB a De. Análise da correlação entre limiares auditivos, questionários validados e medidas psicoacústicas em pacientes com zumbido. Brazilian J Otorhinolaryngol. 2010;76(4):522–6.
Mondelli MFCG, Rocha AB. Correlação entre os achados audiológicos e incômodo com zumbido. Arquivos Int. Otorrinolaringol. 2011, vol.15, n.2, pp.172-180.
Pinto PC, Sanchez TG, Tomita S. Avaliação da relação entre severidade do zumbido e perda auditiva, sexo e idade do paciente. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology. 2010; 76(1):18-24.
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AVALIAÇÃO FONIÁTRICA NO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL DE CRIANÇAS COM SUSPEITA DE PERDA DE AUDIÇÃO
Ferlin, G. B. ; Souza, J. L. ; Castro, S. C. ; Novaes, B. C. A. C. ;

Introdução: A foniatria dedica-se ao diagnóstico e tratamento dos distúrbios da comunicação compondo a equipe multidisciplinar. Os primeiros três anos de vida são decisivos na janela de desenvolvimento humano. Quando comprometido, a avaliação de aspectos sensoriais e perceptivos, do desenvolvimento motor, das praxias, do desenvolvimento cognitivo, sócio-interacional e psíquico faz-se necessária para a edificação da linguagem e do ser humano. Dentro dos aspectos sensoriais e perceptivos, a audição assume nos primeiros anos papel de destaque, isso sem negligenciar os demais sentidos. A visão, o tato, o paladar e o olfato também têm relevância na comunicação, uma vez que a linguagem não abrange apenas aspectos verbais e as sensações oriundas do ambiente, além de formarem e enriquecerem o contexto, muito adicionam ao ambiente acústico. Um enquadre que possibilite a observação de jogo simbólico, habilidades interacionais e motoras através de pretextos lúdicos pode propiciar a observação de comportamentos que contribuam para o diagnóstico em faixa etária na qual há dificuldade na aplicação de avaliações formais. Objetivo: Propor e analisar a aplicabilidade de conteúdo e enquadre com pretextos lúdicos na avaliação foniátrica em crianças de até 3 anos de idade. Metodologia: Esta pesquisa foi aprovada sob o parecer do comitê de ética número 3.412.339, CAAE: 09073619.3.0000.5482. Foram realizadas avaliações foniátricas compostas por anamnese, exame físico otorrinolaringológico, avaliação de equilíbrio e praxias, avaliação de funções simbólica e habilidades interacionais, realizada através de pretextos lúdicos. Foram sujeitos da pesquisa 14 crianças, com idades entre 13 e 38 meses, encaminhadas para diagnóstico audiológico por deficiência auditiva ou que apresentassem suspeita e/ou fatores de risco para desenvolvimento típico de linguagem, de um Centro Especializado em Reabilitação II. Resultados: O enquadre apresentado nesse trabalho permitiu observar aspectos médicos de maneira abrangente, valorizando os relatos dos cuidadores e responsáveis nos múltiplos ambientes em que a criança está inserida. A atenção flutuante, ao sensibilizar a observação de aspectos interacionais, associada ao instrumento proposto para a avaliação do jogo simbólico e os pretextos lúdicos sugeridos para a interação do examinador com a criança, tornou possível avaliar de maneira dinâmica o contexto e a qualidade dessas interações. Conclusão: As observações do desenvolvimento infantil resultantes da proposta da utilização de pretextos lúdicos sugerem a validade do enquadre proposto para avaliação foniátrica em crianças de até três anos de idade. As contribuições nesse enquadre enriquecem a discussão da equipe multidisciplinar, otimizando intervenções oportunas nessa população.

Dualibi APFF, Fávero ML, Pirana S. A Consulta Foniatrica. In: Fávero ML, Pirana S, editores. Tratado de Foniatria. 1ª ed. Rio de Janeiro: Thieme Revinter; 2020. p. 119-28.
Fávero ML. Avaliação Foniatrica. In: Cervico-Facial AB de O e C, editor. Tratado de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cervico Facial. 3rd ed. São Paulo: Elsevier; 2017.
Kandel ER, Schwartz JH, Jessell TM, Siegelbaum SA, Hudspeth AJ. Principles of Neural Science. 5ª ed. New York: Mc Graw Hill; 2012.
Novaes BCAC, Ficker LB. Avaliação Fonoaudiológica de Bebês e Crianças com Deficiência Auditiva – Função Semiótica e Linguagem. Tratado de Fonoaudiologia. São Paulo: Roca; 2014. p. 1005-13.
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Página(s): p.580
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BARRA DE ACCESS COMO UMA PROPOSTA NO TRATAMENTO DO ZUMBIDO CRÔNICO: RESULTADOS PRELIMINARES
Bruno, R. S. ; Rossato, J. ; Moura, A.F ; Piccolotto, C. ; Weber, V. ; Moreira, H.G. ; Schumacher, C. ; Silva, R. G. M. P. ; Rossato, M. ; Garcia, M.V. ;

Introdução: As práticas integrativas e complementares envolvem um processo de cuidado integral ao sujeito. Dentre estas, a Barra de Access, é considerada uma técnica magnética de expansão da consciência, da qual a literatura expõe diferentes aplicações. Nesse sentido, partindo da multifatorialidade etiológica do zumbido crônico, somada à carência de estudos sobre essa técnica, nessa população, torna-se de grande importância compreender os possíveis benefícios na busca da remissão do sintoma. Objetivo: Avaliar a ação da Barra de Access como uma proposta de tratamento no zumbido crônico. Metodologia: Estudo de caráter clínico randomizado, estratificado e em bloco, cego, do tipo quantitativo e longitudinal, aprovado pelo CEP, sob o número 190179.7.0000.5346. Os critérios de inclusão contemplaram: sujeitos de ambos os sexos, com idade maior que 18 e menor que 60 anos, limiares auditivos tonais normais ou perda auditiva até grau moderado (OMS, 2020) ou perda nas frequências agudas e normalidade de orelha média. Percepção do zumbido de no mínimo seis meses, uni ou bilateral, de diferentes etiologias e nota na Escala Visual Analógica (EVA) igual ou superior a cinco. Foram excluídos sujeitos com problemas neurológicos e/ou psiquiátricos evidentes ou diagnosticados além dos que estavam realizando algum tratamento para o zumbido. A casuística total foi de 10 sujeitos, oito mulheres e dois homens (M=47,3 anos), sendo 13 orelhas com limiares auditivos normais, três com perda auditiva em agudos, três com perda auditiva sensorioneural de grau leve e uma de grau moderado. Todos os sujeitos foram submetidos a Meatoscopia, Audiometria Tonal Liminar, Logoaudiometria, Imitanciometria e Acufenometria. Como procedimentos de pesquisa realizou-se o Nível Mínimo de Mascaramento(NMM), a EVA e o Tinnitus Handicap Inventory (THI). Posteriormente, para o tratamento, os sujeitos foram randomizados em três grupos: Barra de Access (G1;n=5), Barra de Access associada a Aconselhamento Fonoaudiológico (G2;n=3) e Placebo (G3;n=2). Após oito sessões recebendo umas das três práticas diferenciadas de tratamento, os participantes foram reavaliados de forma cega. Para as análises estatísticas foi utilizado o Teste T-Student, considerado o nível de significância de 5%. Resultados: Em relação às avaliações pré e pós intervenção, foi possível observar redução de escores, com tendência a significância no G1 para o NMM (p-valor=0,091), THI (p-valor=0,072) e EVA (p-valor=0,072). Entretanto, o mesmo não foi observado para G2 e G3, tendo, respectivamente, para o NMM (p-valor=p-valor=0,500 e p-valor=p-valor=0,349), THI (p-valor=0,500 e p-valor=0,199) e EVA (n=2 e p-valor=0,192).Tais achados demonstram os benefícios terapêuticos, principalmente, no grupo-alvo (G1). Estes achados sugerem prognóstico favorável na redução da percepção do sintoma, bem como a influência positiva nas atividades de vida diária dos sujeitos. Foi possível identificar tendência a mudanças entre o desempenho inicial e final, mas não significativas devido ao pequeno número amostral em cada grupo. Conclusão: A Barra de Access pode ser considerada como uma proposta de tratamento no zumbido crônico, necessitando de mais estudos com maior n amostral.

ANTUNES, P. C. et al. Revisão sistemática sobre práticas corporais na perspectiva das práticas integrativas e complementares em saúde. Motrivivência, v. 30, n. 55, p. 227-247, 2018.
BRUNO, R. S.; GARCIA, M. V. Aconselhamento Fonoaudiológico: um formato único e personalizado para sujeitos com zumbido crônico. Distúrb Comun, v. 33, n. 2, p. 287-298, 2021.
LAUREANO, M. R. et al. The effectiveness of acupuncture as a treatment for tinnitus: a randomized controlled trial using 99mTc-ECD SPECT. European Radiology, v. 26, n.9, p.3234-3242, 2016.
LIU, Y. Q.; CHEN, Z. J.; LI, G.; LAI, D.; LIU, P.; HENG, Y. Effects of Educational Counseling as Solitary Therapy for Chronic Primary Tinnitus and Related Problems. Biomed Research Interantional, p.1-9, 2018.
ONISHI, E. T.; TORRES, S, M, S. Tinnitus and sound intolerance: evidence and experience of a Brazilian group. Braz. J. Otorhinolaryngol, v. 4, n.2, p. 135-49, 2018.

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Página(s): p.649
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BARREIRAS NO USO DA TELEAUDIOLOGIA PARA ACONSELHAMENTO DE ADULTOS E IDOSOS USUÁRIOS DE APARELHOS AUDITIVOS
Machado, M. G. ; Resende, L. M. ;

Introdução: A teleaudiologia é ferramenta de atuação fonoaudiológica que permite ações de avaliação e intervenção remota, incluindo realização de atividades informativas para prevenção e resolução de problemas no uso de aparelhos auditivos e capacitação dos pacientes para se envolverem ativamente na gestão de seus cuidados de saúde e reabilitação auditiva. A adesão ao uso dos recursos de teleaudiologia depende das possibilidades de acesso do paciente e do fonoaudiólogo à tecnologia adequada, bem como seu interesse e capacidade de utilizá-la. Objetivos: Identificar e analisar barreiras no uso da teleaudiologia em um programa de aconselhamento remoto para usuários recentes de aparelhos de auditivos. Metodologia: Estudo preliminar descritivo com abordagem qualitativa que utilizou dados coletados em consultório particular antes da aplicação de um programa de aconselhamento remoto para pacientes adaptados a aparelhos auditivos pela primeira vez, no período de agosto a dezembro de 2021. Foram convidados a participar do programa de aconselhamento remoto adultos e idosos com perda auditiva irreversível bilateral, recém adaptados com aparelhos auditivos em ambas as orelhas. A partir deste convite foram analisadas para o presente estudo as barreiras e facilidades dos pacientes para participação das teleconsultas de aconselhamento. O estudo foi aprovado pelo comitê de ética sob parecer número 4.751.633. Resultados: Dez pessoas que adquiriram aparelhos auditivos de agosto a dezembro de 2021 foram convidados a participar do estudo considerando os critérios de inclusão e exclusão, porém cinco optaram por não participar do programa de aconselhamento remoto. Como barreiras para participação do estudo 80% destes pacientes relataram não conseguir participar das teleconsultas por dificuldades no uso de smartphone ou computador, além de não contarem com apoio de um facilitador para acesso, 40% deles não tinham acesso à internet em casa. Entre os que optaram por não participar quatro eram mulheres e um homem, a idade média foi de 80 anos e os graus de perda auditiva variou entre grau leve e moderada. Entre os pacientes que aceitaram participar do programa de aconselhamento quatro eram homens e uma mulher, a idade média foi de 68 anos e os graus de perda auditiva variaram de leve a severo. Destes 60% tinham autonomia para acessar e participar das teleconsultas sozinhos e os outros 40% contaram com auxílio de um familiar facilitador. Conclusão: A teleaudiologia pode ser uma excelente ferramenta de acesso as informações sobre saúde auditiva e de engajamento no uso de aparelhos auditivos pelos usuários. Porém o fonoaudiólogo deve estar atento ao cuidado centrado na pessoa, observando se há barreiras que impeçam a utilização dos recursos online e se há formas de facilitar este acesso.

1. Parmar, B., Beukes, E., & Rajasingam, S. (2021). The impact of COVID-19 on provision of UK audiology services & on attitudes towards delivery of telehealth services. International Journal of Audiology, 0(0), 1–11. https://doi.org/10.1080/14992027.2021.1921292
2. M Tao, K. F., de Moreira, T. C., P Jayakody, D. M., Wet Swanepoel, D., Brennan-Jones, C. G., Coetzee, L., & Eikelboom, R. H. (2020). Teleaudiology hearing aid fitting follow-up consultations for adults: single blinded crossover randomised control trial and cohort studies. https://doi.org/10.1080/14992027.2020.1805804
3. Iwahashi, J. H., Jardim, I. D. S., Shirayama, Y., Yuasa, M., & Bento, R. F. (2014). Hearing aid use and adherence to treatment in a publicly-funded health service from the city of São Paulo, Brazil. International Archives of Otorhinolaryngology, 19(3), 210–215. https://doi.org/10.1055/S-0034-1384816
4. Thorén, E. S., Öberg, M., Wänström, G., Andersson, G., & Lunner, T. (2014). A randomized controlled trial evaluating the effects of online rehabilitative intervention for adult hearing-aid users. International Journal of Audiology, 53(7), 452–461. https://doi.org/10.3109/14992027.2014.892643
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Página(s): p.432
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BIMODALIDADE: PRÓTESE AUDITIVA IMPLANTÁVEL E APARELHO DE AMPLIFICAÇÃO SONORA INDIVIDUAL
Castiquini, E.A.T. ; Pelanda-Zampronio, C. D. P. ; Oliveira, J. R. M. ; Madeira, L. R. ; Salgueiro, A. C. ; Lourençone, L. F. M. ;

Introdução: A estimulação bimodal é o tipo de abordagem reabilitativa que estabelece a utilização, ao mesmo tempo, de dois dispositivos eletrônicos diferentes para o resgate das habilidades auditivas quando a função auditiva está prejudicada. As próteses auditivas implantáveis, como as Próteses Auditivas Ancoradas no Osso e as Próteses Ativas de Orelha Média, são dispositivos eletrônicos que surgiram como alternativa para atender indivíduos com deformidades congênitas ou adquiridas e infecções crônicas de ouvido. Objetivo: Descrever os achados clínicos da abordagem bimodal com a Prótese Auditiva Implantável e o Aparelho de Amplificação Sonora Individual quanto à sua indicação e o desempenho auditivo do usuário. Metodologia: Estudo eticamente aprovado (n° 5009729), com delineamento exploratório, observacional e retrospectivo, com dados clínicos dos prontuários de cinco indivíduos que apresentam deficiência auditiva, eleitos pelo critério de inclusão de utilizar a abordagem bimodal na reabilitação auditiva, ou seja, Aparelho de Amplificação Sonora Individual e Prótese Auditiva Ancorada no Osso ou Prótese Ativa de Orelha Média, os quais são atendidos em um serviço de Saúde Auditiva. Foram analisados os motivos para a indicação da bimodalidade e os resultados da avaliação da percepção auditiva da fala, por meio da pesquisa do limiar de reconhecimento de sentenças no silêncio (LRSS) e no ruído, estabelecendo a relação sinal/ruído (S/R), nas condições: somente com o AASI, somente com a Prótese Auditiva Implantável e Prótese Auditiva Implantável e o Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI) concomitantemente, ou seja, com a bimodalidade. Resultados: O emprego da bimodalidade ocorreu em indivíduos que não apresentaram adaptação satisfatória de Aparelho de Amplificação Sonora Individual bilateral por motivos como: malformação anatômica do meato acústico externo, presença de otite média crônica, microfonia e dificuldade de sustentação na região retroauricular relacionadas ao dispositivo. O desempenho auditivo avaliado por meio da percepção auditiva da fala no silêncio e no ruído indicou resultados inferiores quando apenas um dos dispositivos eletrônicos foi utilizado (média com AASI: LRSS = 38 dBNA e relação S/R = -1,5 dB; média com próteses implantáveis: LRSS = 31,3 dBNA e S/R = -1,3 dB), em comparação aos resultados obtidos com a abordagem bimodal (média: LRSS = 29,2 dBNA e S/R = -2,4 dB); sugerindo, assim, o emprego da abordagem bimodal na reabilitação auditiva para casos semelhantes. Conclusão: a abordagem com estimulação bimodal é a alternativa quando o uso de aparelho de Amplificação Sonora Individual bilateral é inviável, favorecendo a melhora nas habilidades auditivas prejudicadas pela deficiência auditiva e propiciando, assim, reabilitação auditiva satisfatória.

BENTO, R. F. et al. Tratado de implante coclear e próteses auditivas implantáveis. 2. ed. Rio de Janeiro: Gráfica Bernardi, 2014.

CHOI, J. E. et al. Sound Localization and Speech Perception in Noise of Pediatric Cochlear Implant Recipients: Bimodal Fitting Versus Bilateral Cochlear Implants. Ear Hear. v. 38, n. 4, p. 426-440, jul. 2017. Disponível em: DOI:10.1097/AUD.0000000000000401. Acesso em 24 de maio. 2021.

GIFFORD, R. H. Bilateral Cochlear Implants or Bimodal Hearing for Children with Bilateral Sensorineural Hearing Loss. Curr Otorhinolaryngol v. 8, n. 4, p. 385-394, out. 2020. Disponível em: DOI 10.1007/s40136-020-00314-6. Acesso em 24 de maio. 2021.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Diretrizes gerais para a atenção especializada às pessoas com deficiência auditiva no sistema único de saúde (SUS). Brasília, dez, 2014.

SANCHEZ- PEREZ, J.; MARCH, A. R. Osseointegrated Bone-conducting Hearing Protheses.In:StatPearls,2021.Disponível em:https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK56438. Acesso em 24 de maio. 2021.
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Página(s): p.506
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BIOSSEGURANÇA EM AUDIOLOGIA: PERSPECTIVAS DE ACADÊMICOS
BUASKI, J. P. ; PZENDZIUK, E. ; DE CONTO, J. ; AMARAL, M. ; MARTINS, P. N. ;

BIOSSEGURANÇA EM AUDIOLOGIA: PERSPECTIVAS DE ACADÊMICOS

Introdução: Biossegurança é um conjunto de ações voltadas para proteção da saúde do ser humano, visando prevenir e eliminar riscos ao bem-estar, e a sua compreensão se inicia já na formação dos futuros profissionais da Fonoaudiologia. O entendimento e a construção de práticas adequadas, baseadas em normas de biossegurança, promovem o fortalecimento do caminho para a efetivação das Políticas Públicas em Saúde Auditiva, na busca do desenvolvimento de uma assistência segura. Objetivo: Verificar o conhecimento de acadêmicos do curso de Fonoaudiologia sobre as concepções e práticas relacionadas à biossegurança em audiologia. Método: Estudo descritivo com delineamento quantitativo (CEP: nº 4.125.75), realizado com 49 acadêmicos dos terceiro e quarto anos do curso de Fonoaudiologia, ambos os sexos, entre 19 e 46 anos (média 22,73 anos). Todos os participantes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido e responderam a um questionário com vinte questões objetivas e semiabertas, composto de perguntas sociodemográficas e para verificação do conhecimento sobre concepções e práticas de biossegurança em audiologia. Foi realizada estatística descritiva e inferencial, Teste de Igualdade de Duas Proporções, sendo que nas variáveis com múltiplas categorias, a variável de maior proporção foi considerada como referência para a comparação. Considerou-se um nível de significância de 5% em todas as análises inferenciais. Resultados: O estudo evidenciou que houve proporção significativamente maior de acadêmicos com “médio” conhecimento sobre biossegurança em audiologia, na comparação com baixo (p=0,007) e alto conhecimento (p=0,001), e que classificam como “alta” a importância da biossegurança tanto em sua formação acadêmica em fonoaudiologia (p=0,001) quanto na formação acadêmica em audiologia (p=0,001). Em relação às práticas de biossegurança e uso de jalecos, houve relação significante entre retirar e transportar jaleco em embalagem plástica na comparação com transportar pelo lado avesso (p=0,037), realizar lavagem/higienização semanal, na comparação com a frequência de lavagem diária (p=0,004), quinzenal (p=0,036) e mensal (p=0,041), e em realizar lavagem/higienização separadamente das demais roupas de casa, na comparação com a frequência às vezes (p=0,001) e não lavar separadamente (p=0,007). Sobre ventilação do ambiente, houve resultados estatisticamente significativos na condição de se manter a ventilação natural do ambiente enquanto não havia atendimento, na comparação com a frequência às vezes (p=0,033) e não ventilar (p=0,030). No que se refere à higienização dos materiais, equipamentos e superfícies utilizados nos estágios, houve resultado significante na frequência sempre em comparação com a raramente (p=0,044). Por fim, considerando o grau de aplicação da prática dos conhecimentos em biossegurança, nos estágios em audiologia na instituição, acadêmicos relataram média aplicação realizada pelos acadêmicos em geral (pouca/p=0,027 e alta/p=0,028) e média aplicação realizada por cada um individualmente (pouca e alta/p=0,017). Conclusão: A temática biossegurança é amplamente abordada no processo de formação dos acadêmicos. Entretanto, observa-se que ainda se faz necessária a adoção de novas tecnologias e/ou estratégias, para promover a diminuição da assimetria entre conhecimento e aplicação prática, contribuindo desta maneira para a proteção à saúde, instituída pela Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva.

1. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria n º 2.073/GM de 28, de setembro de 2004. Institui a política nacional de atenção à saúde auditiva. [acesso em 12 jul 2015] Disponível em: http://www.crefono4.org.br/cms/files/legislacao/Portaria-MS-2073.pdf
2. Conselho Federal de Fonoaudiologia. Manual de Biossegurança. 2ª edição. Brasília, 2020. Disponível em: https://www.fonoaudiologia.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CFFa_Manual_Biosseguranca.pdf
3. Teixeira, P; Valle, S. Biossegurança: uma abordagem multidisciplinar. 2ª ed. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2012.
4. Santos, J. N et al. Condutas de biossegurança em ambulatório de fonoaudiologia da rede SUS. Distúrb Comun, São Paulo, 26(1):42-49, março, 2014. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/dic/article/view/12643/14176
5. Rocha, F.P et al. Medidas de biossegurança adotadas por profissionais atuantes em audiologia. Revista CEFAC, São Paulo, vol.17, supl.1. Mar, 2015. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rcefac/a/RV57YyXgzm8nyHN4WkHztVw/abstract/?lang=pt#:~:text=a%20maioria%20dos%20fonoaudi%C3%B3logos%20relatou,83%25)%20e%20organiza%C3%A7%C3%A3o%20do.
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CARACTERÍSTICAS AUDIOLÓGICAS NA COVID-19: ESTADO DA ARTE
Cardoso, M. J.F. ; Lopes, T.A. ; Batista, B. M. B.C ; Pereira, L.C ; Alvarenga, K.F. ; Jacob, L.C.B. ;

Introdução: A COVID-19 é uma doença infecciosa causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2. Um número crescente de sintomas sensoriais têm sido associados a esta doença, como febre, fadiga, tosse seca e dispnéia que podem refletir o acometimento respiratório. Existem relatos na literatura relacionados ao envolvimento de nervos cranianos pelo SARS-CoV-2, revelando caráter neurotrópico. Os sistemas auditivo e vestibular parecem não ser exceção, com relatos de neurite vestibular, desequilíbrio, zumbido e perda auditiva (PA) súbita. Várias infecções virais podem levar à PA por meio de diferentes mecanismos, com dano direto às estruturas da orelha interna ou lesão indireta por eliciar respostas inflamatórias. Teorias afirmam o envolvimento da orelha após a infecção por SARS-CoV-2, que incluem danos imunomediados, disseminação hematogênica, teoria da isquemia, inflamação dos componentes da via auditiva, presença de receptores da enzima conversora de angiotensina (ACE2) em neurônios e células gliais. A partir disso, pergunta-se ocorre um padrão das características audiológicas nos indivíduos que foram contaminados pela covid-19? Objetivo: Verificar por meio de uma revisão integrativa da literatura entre 2020 a 2022 o padrão audiológico (o tipo e o grau da PA e a configuração audiométrica) nos jovens adultos e idosos que foram contaminados pela covid-19. Metodologia: Realizou-se um levantamento nas bases de dados: Web of science, Pubmed, Medline, Scielo, Scopus e Embase. Utilizou-se os descritores em português e inglês que foram “hearing loss’ ,“sars-cov 2”, “ covid-19”, “coronavirus” e “ perda auditiva". Na primeira etapa selecionou-se 162 estudos. Considerou-se os tipos de estudo observacional, transversal, estudo e séries de casos, clínico trial e caso controle. Critérios de inclusão para a população estudada: ter avaliação audiológica e teste positivo para covid-19. Utilizou-se a plataforma Rayyan para auxiliar na análise e na seleção. Resultados: Foram 43 estudos incluídos na revisão. Foram excluídos 64 duplicados, 17 revisão, 38 por não seguirem os critérios de elegibilidade. Os procedimentos citados nos estudos foram audiometria tonal liminar convencional, aplicativo de audiometria, testes acumétricos com diapasões, as emissões otoacústicas por estímulo transientes (EOA-T) e produto de distorção, e o potencial evocado auditivo de tronco encefálico estímulo clique. Houve constatação de tons puros alterados em altas frequências, bem como amplitudes piores das EOA-T em indivíduos assintomáticos com COVID-19. A PA sensorioneural súbita unilateral apresentou maior incidência nos estudos. Ocorreu PA de grau leve, moderado, severo e profundo, sendo mais evidenciado o grau leve e o moderado. A configuração audiométrica descendente, plana, irregular e ascendente foram observadas. Entretanto, poucos estudos classificaram a configuração audiométrica. Limiares auditivos dentro dos padrões da normalidade com alteração nas frequências altas foram descritos. Apenas 2 estudos do tipo relato de caso relataram alteração de PA do tipo condutiva. Verificou-se diferentes tipos de metodologia nos estudos. Observou-se melhora dos limiares auditivos nos indivíduos que foram tratados com medicamentos. Conclusão: Maior número de estudos classificados com níveis de evidência 4 e 5. A PA do tipo sensorioneural foi mais relatada nos indivíduos infectados pela covid-19. A classificação da configuração audiométrica e do grau da PA apresentou muitas variações entre os estudos.

1.Alves de Sousa, Francisco et al. “SARS-CoV-2 and hearing: An audiometric analysis of COVID-19 hospitalized patients.” Journal of otology vol. 16,3 (2021): 158-164. doi:10.1016/j.joto.2021.01.005
2.Dharmarajan, Sandhya et al. “Hearing Loss-a Camouflaged Manifestation of COVID 19 Infection.” Indian journal of otolaryngology and head and neck surgery : official publication of the Association of Otolaryngologists of India, vol. 73,4 1-5. 10 May. 2021, doi:10.1007/s12070-021-02581-1
3.Kökoğlu, Kerem et al. “Mild and moderate COVID-19 disease does not affect hearing function permanently: a cross-sectional study ınvolving young and middle-aged healthcare givers.” European archives of oto-rhino-laryngology : official journal of the European Federation of Oto-Rhino-Laryngological Societies (EUFOS) : affiliated with the German Society for Oto-Rhino-Laryngology - Head and Neck Surgery vol. 278,9 (2021): 3299-3305. doi:10.1007/s00405-021-06883-6
4.Dror, Amiel A et al. “Auditory Performance in Recovered SARS-COV-2 Patients.” Otology & neurotology : official publication of the American Otological Society, American Neurotology Society [and] European Academy of Otology and Neurotology vol. 42,5 (2021): 666-670. doi:10.1097/MAO.0000000000003037
5.Gerstacker, K et al. “Ertaubung nach COVID-19?” [Deafness after COVID-19? German version]. HNO vol. 69,8 (2021): 666-670. doi:10.1007/s00106-021-01040-1
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Página(s): p.570
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CARACTERIZAÇÃO DAS CONDIÇÕES DE ESCUTA EM INDIVÍDUOS ADULTOS E ADOLESCENTES USUÁRIOS DE IMPLANTE COCLEAR DURANTE A PANDEMIA DO COVID-19
PINTO, A. L. S. ; GIL, D. ;

RESUMO
INTRODUÇÃO: A escuta em situações desfavoráveis exige esforço auditivo de qualquer individuo, com impacto ainda maior na presença de perda auditiva, afetando a compreensão e possivelmente gerando frustração. O esforço auditivo funciona como um esforço mental e pode resultar em fadiga cognitiva. O uso de tecnologias auditivas pode reduzir a propensão à fadiga, pois facilitam o processo de escuta. Porém, com a pandemia do coronavírus decretada em março de 2020 e a obrigatoriedade do distanciamento social, as atividades, antes presenciais, passaram a ser realizadas virtualmente, impactando o processo de escuta e, em alguns momentos, as plataformas online dificultam a fluidez do processo de comunicação, devido a falhas de comunicação, impossibilidade de realizar leitura labial, ausência de legendas, ruídos, entre outros. OBJETIVO: Caracterizar as condições de escuta em atividades acadêmicas e/ou laborais em adolescentes e adultos usuários de implante coclear durante a pandemia do COVID-19. MÉTODO: A amostra foi constituída por jovens e adultos entre 13 e 25 anos, distribuídos em dois grupos: o grupo estudo foi constituído por jovens e adultos usuários de implante coclear que utilizam a comunicação verbal e o grupo controle foi constituído por jovens e adultos, pareados em relação à idade e sexo ao grupo estudo, sem queixas auditivas e passado otológico negativo. Ambos os grupos estavam, no momento da pandemia, realizando suas atividades acadêmicas e/ou laborais de maneira majoritariamente remota. Foram aplicados três questionários de forma remota nos pacientes, um questionário de identificação e inclusão na amostra, a Escala de Funcionamento Auditivo (SAB) e a Escala de Esforço Auditivo (SSQ). RESULTADOS: Observou-se pior desempenho nos questionários no grupo de usuários de implante coclear, no SSQ obtivemos uma média de 7,90 no grupo com audição normal e 6,18 no grupo de usuários de implante coclear sendo essa diferença estatisticamente significante. No SAB, apesar de algumas questões do questionário apresentarem diferenças estatisticamente significantes, isso não foi observado no escore total. CONCLUSÃO: Foi observado pior desempenho auditivo nos questionários aplicados no grupo de usuários de implante coclear, confirmando que estes encontraram-se em desvantagem em relação aos indivíduos com audição normal durante a pandemia do COVID 19. As questões que demonstraram maior diferença entre os dois grupos foram as que envolviam compreensão de fala no ruído, discriminação auditiva e leitura, com um desempenho pior para o grupo de usuários de implante coclear. A correlação entre os resultados dos questionários e a nota atribuída à audição foi positiva no grupo de usuários de implante coclear, demonstrando uma adequada autopercepção do handicap mesmo durante este período de desafios.

Palavras-chave: 1. Perda auditiva. 2. Implante Coclear. 3. COVID-19.

Hicks, C. B., & Tharpe, A. M. (2002). Listening effort and fatigue in school- age children with and without hearing loss. J Speech Lang Hear Res, 45, 573–584.
Hornsby, Benjamin. (2013). The Effects of Hearing Aid Use on Listening Effort and Mental Fatigue Associated With Sustained Speech Processing Demands. Ear and hearing. 34. 10.1097/AUD.0b013e31828003d8
Miranda-Gonsalez, Elisiane Crestani de e Almeida, Kátia deIncapacidade auditiva medida por meio do questionário Speech, Spatial and Qualities of Hearing Scale (SSQ): estudo piloto da versão reduzida em Português Brasileiro. Audiology - Communication Research [online]. 2017, v. 22 [Acessado 1 Novembro 2021] , e1709. Disponível em: . Epub 08 Maio 2017. ISSN 2317-6431. https://doi.org/10.1590/2317-6431-2016-1709.
NUNES, Cristiane Lima; PEREIRA, Liliane Desgualdo; CARVALHO, Graça Simões de. Scale of Auditory Behaviors e testes auditivos comportamentais para avaliação do processamento auditivo em crianças falantes do português europeu. CoDAS, São Paulo , v. 25, n. 3, p. 209-215, 2013 . Disponível em . acessos em 15 set. 2020. https://doi.org/10.1590/S2317-17822013000300004
VOLPATTO, Francielli Loss et al . Questionnaires and checklists for central auditory processing screening used in Brazil: a systematic review.Braz. j. otorhinolaryngol., São Paulo , v. 85, n. 1, p. 99-110, Feb. 2019 . Available from . access on 15 Sept. 2020. https://doi.org/10.1016/j.bjorl.2018.05.003.
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Página(s): p.504
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CARACTERIZAÇÃO DO PERFIL AUDIOLÓGICO DE ADULTOS E IDOSOS ATENDIDOS EM UMA CLÍNICA ESCOLA DE INSTITUIÇÃO UMA DE ENSINO SUPERIOR
Barbosa, L. C. ; Speri, Maria Raquel B. ;

Introdução: Em 2018 foram estimadas cerca de 466 milhões de pessoas vivendo com algum tipo de alteração auditiva, sendo que 93% são adultos. Cerca de 30% da população idosa no mundo é acometida por perda auditiva incapacitante. Estima-se ainda que até 2050 haja 933 milhões de pessoas com algum grau de perda auditiva. Objetivos: Analisar o perfil audiológico dos pacientes adultos e idosos atendidos em uma clínica escola de instituição uma de ensino superior, realizar hipóteses diagnósticas, assim como analisar a quantidade de atendimentos realizados anualmente e suas características. Metodologia: Estudo de caráter retrospectivo, transversal, observacional e quantitativo, aprovado por Comitê de Ética em Pesquisa (1.344.555). Foram coletados dados dos prontuários dos pacientes com idade igual ou superior a 18 anos atendidos em uma clínica escola de uma instituição de ensino superior, entre agosto de 2014 e dezembro de 2018. Idade, sexo, queixa principal, diagnóstico audiológico, bem como a procedência e encaminhamentos foram os itens coletados. Foram excluídos os prontuários com exames audiológicos incompletos e os que foram atendidos em outro período que não o designado. Resultados: Foram analisados 592 prontuários, sendo a amostra dividiar por grupos de faixas etárias G1 jovens adultos (18 a 40 anos), G2 adultos (41 a 59 anos) e G3 idosos (igual ou maior de 60 anos). Houve um predomínio da população feminina em todos os grupos. A faixa etária predominante foi ao G2. As queixas mais frequentes foram de dificuldade auditiva, zumbido e tontura. Quanto ao diagnóstico audiológico a maioria apresentou-se com audição normal, seguido da perda auditiva do tipo sensorioneural de grau moderado. Quanto à procedência e aos encaminhamentos, a maioria foi feita por e para os otorrinolaringologistas. Houve um aumento dos atendimentos ao longo dos anos e uma quantidade maior no segundo semestre dos anos letivos. Conclusão: Os pacientes deste estudo constituem-se por uma maioria de adultos do sexo feminino com audição normal, porém na população idosa a perda auditiva do tipo sensorioneural de grau moderado foi a prevalente. Notou-se um aumento dos atendimentos ao longo dos anos. As hipóteses diagnósticas levantadas foram presbiacusia e otoesclerose.


1. WHO: World Health Organization. WHO global estimates on prevalence of hearing loss. Geneva: World Health Organization; 2018.
2. Mondelli MFCG, Souza PJS. Quality of life in elderly adults before and after hearing aid fitting. Braz. J. otorhinolaryngol; 2012
3. Oliveira IS, Etcheverria AK, Olchik MR, Gonçalves AK, Seimetz BM, Flores LS, et al. Hearing in middle aged adults and elderly: association with gender, age and cognitive performance. Rev. CEFAC; 2014; 16(5): 1463-1470.
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Página(s): p.590
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CARACTERIZAÇÃO DOS IDOSOS USUÁRIOS DE IMPLANTE COCLEAR DE DOIS SERVIÇOS DE SAÚDE AUDITIVA DA CIDADE DE SÃO PAULO SEGUNDO IDADE, SEXO, SINTOMAS DEPRESSIVOS E TESTES DE INTELIGÊNCIA
Jorge, B.M ; Almeida, K. ; Martinelli, M.C ;

Introdução: Os critérios para os candidatos ao uso de implante coclear, foram alterando – se com o passar do tempo, devido ao desenvolvimento tecnológico, de tal forma que mais pessoas puderam ter acesso a esse dispositivo. Ao longo dos anos, as empresas de Implante Coclear (IC) preocuparam-se em produzir e renovar seus dispositivos com sofisticada tecnologia, aprimorando as estratégias de codificação e pré-processamento do som. Simultaneamente com o avanço tecnológico a população idosa mundialmente, apresentou crescimento exponencial. Frente a isso, os idosos puderam ter mais acesso a esse dispositivo. Objetivo: caracterizar os idosos usuários de implante coclear unilateral, de dois Hospitais Públicos da cidade de São Paulo, segundo as variáveis sexo, idade, escolaridade, sintomas depressivos e inteligência. Metodologia: Trabalho aprovado pelo CEP da Instituição sob número 1388/2018. Foram avaliados 19 pacientes acima de 60 anos usuários de IC há no mínimo há um ano, no período de 2018 a 2019, sem déficits cognitivos previamente diagnosticados. As informações dos pacientes quanto à idade, sexo e escolaridade foram obtidas em prontuários e os sintomas depressivos foram avaliados a partir da Escala de Depressão Geriátrica e a inteligência por meio das provas de vocabulário e cubos do teste WAIS III. Resultados: Foram avaliados 19 pacientes, sendo seis do sexo feminino (31,6%) e 13 do sexo masculino (68,4%), em relação à idade os pacientes tinham entre 60 e 78 anos e idade média de 68,3 anos. O tempo de escolaridade variou de zero a 15 anos, com escolaridade média de 7,5. O escore médio obtido na escala de Depressão Geriátrica foi de 4,6, com pontuação variando entre um e 14. Para as provas de inteligência, na prova de vocabulário foram obtidas as pontuações de 12 a 48, com média de 30,9 e na prova de cubos de oito a 28 com média de 17,5 pontos. Conclusão: Os idosos que procuraram dois Hospitais de Serviço Público entre 2018 e 2019 para mapeamento de implante coclear, foram em sua maioria homens, com idade média de 68,3 anos e 7,5 anos de escolaridade. Apresentavam escore médio de 4,6 para sintomas depressivos e nas provas de vocabulário e cubos (WAIS III) escores médios de 30,9 e 17,5 respectivamente.

Carlyon RP, Goehring T. Cochlear Implant Research and Development in the Twenty-first Century: A Critical Update. J Assoc Res Otolaryngol. 2021 Oct;22(5):481-508. doi: 10.1007/s10162-021-00811-5. Epub 2021 Aug 25. PMID: 34432222; PMCID: PMC8476711
OMS. Organização Mundial da Saúde. Resumo: Relatório Mundial de Envelhecimento e Saúde. Genebra: OMS; 2015
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Waltzman SB, Cohen NL, Shapiro WH. The Benefits of Cochlear Implantation in the Geriatric Population. Otolaryngology-Head and Neck Surgery. 1993; 108(4): 329-33. DOI: https://doi.org/10.1177/019459989310800404.
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Página(s): p.628
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CHARACTERISTICS OF DEAF CHILDREN WITH COCHLEAR IMPLANTS IN CHILE; VARIABLES AND OUTCOMES UNDER CONSIDERATION IN THE LATIN-AMERICAN CONTEXT.
Bustos-Rubilar M. ; Hormazabal-Reed X. ; Tapia-Mora ; Dr. Kyle ; Dr. Mahon ;

Introduction: In Latin America (LA) there are around 16 million deaf or hard-of-hearing (DHH) children. In Chile, the incidence of a congenital condition causing hearing loss is around 2.8 per 1000 newborns. Although Chile is classified as a high-income country in LA, the territory might share similar challenges for DHH children. Limited material-human resources, living environment deprivation, large distances to audiological services could shape common challenges in this region. Considering DHH children intervention, Cochlear Implant (CI) use can help spoken language development, but this achievement might depend on various factors. Late diagnosis and amplification, challenging social determinants of health and lack of family engagement are examples of factors probably affecting the expected outcomes. These factors could be affecting the outcomes expected in DHH children in Chile. Aims: to characterise DHH children implanted in Chile's public health system considering factors and outcomes expected with the CI. This is the first study of this kind in Chile. Methods: Considering an observational study, 107 DHH Children with CI (1 to 15 years of age), who received a CI from 2017 to 2019 in the public health system were characterised using two sources of information: Information from the clinical record of each user, and an online survey for parents-caregivers in the platform OPINION. The characterisation considered 8 groups of factors and 5 different outcomes.The study is part of a PhD research and is supported by a small grant from a national public tender. Approval from two different Ethics Committees was obtained: in Chile (167-2020) and in the UK (LCD-2020-13).Results: Sociodemographic, audiological, CI use, education and parental engagement information were characterised as factors. Findings reveal families were from low and middle-income groups but with high level of education considering the LA context. More than 80% of participants were continuously attending to rehabilitation sessions. The living environment deprivation was a particular factor from Chile and LA context. Results of high use of the CI and high parental engagement were reported. Considering outcomes, these included three speech perception assessments, language used by the child, social inclusion, and satisfaction with the device. More than 50% of participants presented low abilities in speech perception, but also disparities among their outcome results.Conclusion: Characterisation is a useful instrument for evaluating factors and outcomes in Chilean DHH children with CI. Particularities from LA could be important to consider during the early treatment process with CI. Preliminary results from outcomes gave us the opportunity to have evidence about the real progression of DHH children in Chile and LA context, where the social determinant of health could be impacting the progression with the device. Further inferential and longitudinal analysis in specific groups of DHH Children with CI needs to be done for enhancing the results of this wide characterisation.

Yoshinaga-Itano C, Sedey AL, Wiggin M, Mason CA. Language outcomes improved through early hearing detection and earlier cochlear implantation. Otol Neurotol. 2018;39(10):1256–63.
Lieven E, Tomasello M. CHILDREN ’ S FIRST LANGUAGE ACQUISITION FROM A USAGE-BASED. 2020;(2008):168–96.
Hoff E. How social contexts support and shape language development. Dev Rev. 2006;26(1):55–88.
Tomasello M. The usage-based theory of language acquisition. Cambridge Handb Child Lang. 2015;89–106.
Niparko JK, Tobey EA, Thal DJ, Eisenberg LS, Wang NY, Quittner AL, et al. Spoken language development in children following cochlear implantation. JAMA - J Am Med Assoc. 2010;303(15):1498–506.
Nicholas JG, Geers AE. Spoken language benefits of extending cochlear implant candidacy below 12 months of age.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.475
ISSN 1983-1793X
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CICLO DE ESTUDOS EM FONOPEDIATRIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA DA DIFUSÃO DE CONHECIMENTOS SOBRE AASI INFANTIL
Salgueiro, A. C ; Matos, H. G. C. ; Lemos, D. F. ; Gonçalves, A. L. S. ; Santos, G. Z. ; Maciel, D. F. ; Neri, L. F. ; Blasca, W. Q. ;

Introdução: A adaptação de Aparelhos de Amplificação Sonora Individual (AASI) deve ser orientada às necessidades do paciente, visando suprir da melhor forma possível a deficiência auditiva. Cabendo atenção às diferenças de cada faixa etária no processo de adaptação do AASI. Nesse sentido, diferentemente do público adulto, o AASI infantil leva em consideração um tratamento centrado na família. Para isso, é necessário apresentar informações referentes à melhoria da qualidade de vida do paciente de modo a ampliar a perspectiva da família, considerando o acolhimento, sentimentos e dúvidas em relação ao processo. Acerca disso, foi verificada relativa ausência de conteúdos especializados sobre o tema do AASI infantil. Como proposta de intervenção nesse contexto, parte das atividades do Ciclo de Estudos em Fonopediatria (CEF) abordou o tema sobre o AASI infantil. As atividades foram desenvolvidas de modo a demonstrar a importância do diagnóstico e intervenção precoce na deficiência auditiva. Além disso, a integração entre a equipe do diagnóstico, da adaptação e a família fornecem uma base para um melhor prognóstico infantil. Objetivo: Dessa forma, o presente trabalho tem como objetivo relatar a experiência de organização de um evento sobre o tema do AASI infantil para a comunidade. Metodologia: Não houve necessidade de submissão do CEP. O CEF buscou por meio da Teleducação apresentar palestras pela internet sobre o tema para o público acadêmico, profissionais da área, familiares e a comunidade em geral. O evento foi transmitido ao vivo pela plataforma digital YouTube. Foram realizados dois encontros com duração média de 2 horas e 15 minutos, com a participação de quatro palestrantes, especialistas e professores em audiologia. A organização do evento foi realizada por sete alunos da graduação e dois alunos da pós-graduação. Os tópicos abordados nas atividades foram sobre a avaliação audiológica infantil e a reabilitação auditiva para crianças com dispositivos eletrônicos. Os encontros destacaram informações relevantes sobre a adaptação de AASI e a reabilitação infantil. De modo ainda a desenvolver um espaço de troca de conhecimentos por meio da abertura de um formulário eletrônico para dúvidas. As transmissões foram gravadas e posteriormente disponibilizadas na plataforma em formato de vídeo. Resultados: O módulo do CEF contou com a participação total de 1275 pessoas nos dois dias e recebeu, em média, 1735 visualizações e 2600 impressões. A atividade foi classificada como ótima por 95,2% dos respondentes e 99,1% tiveram suas expectativas atendidas, além de receber comentários positivos referentes à escolha do tema, palestrantes e qualidade da transmissão. Conclusão: Diante do número de espectadores alcançados, foi possível constatar que o evento obteve grande visibilidade e, dessa forma, apresentou a relevância do AASI Infantil tanto em relação ao diagnóstico e adaptação dos dispositivos quanto ao manejo com as famílias de cada paciente. Diante do exposto, a organização do evento obteve sucesso em sua execução e compartilhamento de conhecimento além dos muros da universidade. Portanto, a condução de atividades com objetivo de difundir conhecimentos sobre a adaptação de AASI na população infantil deve ser continuada para ampliar o acesso da comunidade à informações sobre o tema.

Rissatto MR, Novaes BCdAC. Próteses auditivas em crianças: importância dos processos de verificação e validação. Pró-Fono R Atual Cient. 2009 Jun;21(2):131-6. DOI: 10.1590/s0104-56872009000200008

Boéchat ED et al, organizator. Tratado de audiologia. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2015. 565 p.
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Página(s): p.541
ISSN 1983-1793X
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CLASSIFICAÇÃO DE RISCO DE USUÁRIOS DA FILA DE ESPERA DA REABILITAÇÃO AUDITIVA DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE EM DUAS REGIÕES DO RIO GRANDE DO SUL
Thomazi, Â. B. O. ; Gonçalves, M. S. ; Simoni, S. N. ; Bolzan, G. P. ; Fedosse, E. ;

Introdução: A regulação de acesso no Sistema Único de Saúde (SUS) organiza, controla e gerencia a priorização do acesso e dos fluxos assistenciais, devendo ser baseada em protocolos. No Rio Grande do Sul (RS), o acesso à adaptação e concessão de próteses auditivas pelo SUS é regulado por profissionais que ocupam o cargo de “Especialista em Saúde” inseridos nas Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS/RS). Tal regulação ocorre por meio do Sistema Nacional de Regulação (SISREG) e utiliza o “Protocolo de Regulação de Acesso à Atenção Especializada”, proposto pela Secretaria Estadual de Saúde do RS. Esse protocolo, na perspectiva de atender ao princípio de equidade do SUS e proporcionar melhorias na qualidade da regulação, estabelece critérios de prioridade de modo a favorecer a classificação de risco dos usuários que apresentam perda auditiva (PA) permanente. Os critérios ordenadores para estabelecimento das prioridades são: grau, lateralidade e simetria da PA. Assim, prioridade 0 (P0) para os casos clínicos de: i) PA bilateral, simétrica, com média quadritonal a partir de 41dBNA; ii) PA bilateral, assimétrica, com média quadritonal a partir de 41dBNA na melhor orelha; iii) PA bilateral, de qualquer grau, associada à deficiência intelectual, visual, deficiências múltiplas e/ou distúrbios neuropsicomotores; iv) PA bilateral, de qualquer grau, associada a quadro clínico de zumbido grave ou incapacitante sem melhora ao manejo na Atenção Básica. Enquanto a prioridade 1 (P1) destina-se aos casos de PA bilateral, assimétrica, com média quadritonal a partir de 26dBNA na melhor orelha. Por fim, são prioridade 2 (P2), os casos de: i) PA bilateral, simétrica de grau leve; ii) PA unilateral com média quadritonal entre 41 e 80dBNA; iii) PA unilateral de grau severo (deve ser avaliada quanto à presença de audição residual passível de amplificação sonora); iv) PA unilateral de grau profundo há contraindicação ao uso de amplificação pelo SUS (verificar possibilidade de tecnologia Contralateral Routing of Signals) e v) PA bilateral limitada às frequências acima de 3000Hz. Objetivo: Verificar a classificação de risco de usuários em fila de espera para concessão e adaptação de próteses auditivas de duas regiões de saúde de uma CRS/RS. Metodologia: Estudo a partir de dados secundários, transversal e de análise descritiva. Os dados foram obtidos no SISREG, pela fonoaudióloga responsável pela regulação da reabilitação auditiva no território estudado, a qual também é autora deste trabalho. A coleta ocorreu em janeiro de 2022, a partir da análise do cadastro de todos os usuários inseridos neste procedimento. Resultados: No período da coleta, havia um total de 1.692 usuários regulados, a saber: P0 (n=790; 46,69%), P1 (n=549; 32,44%) e P2 (n=353; 20,86%). Conclusão: Verificou-se predominância de usuários com quadros audiológicos mais graves, com necessidade de reabilitação auditiva urgente. O expressivo número de usuários na fila de espera e a gravidade dos casos apontam para realização de ações mais efetivas, sobretudo, as relacionadas à atenção especializada cujo escopo exige maior contratação de fonoaudiólogos lotados na assistência à saúde e, consequentemente, aumento da oferta de vagas. Além de diagnóstico, os usuários também precisam de cuidados longitudinais de reabilitação.

Brasil. Portaria de Consolidação n. 2, de 28 de setembro de 2017. Consolidação das normas sobre as políticas nacionais de saúde do Sistema Único de Saúde. Diário Oficial da União. 28 set 2017.

Melo EA, Gomes GG, Carvalho JO, Pereira PHB, Guabiraba KPL. A regulação do acesso à atenção especializada e a Atenção Primária à Saúde nas políticas nacionais do SUS. Physis. 2021; 31(1):1-26.

Ferri SMN, Ferreira JBB, Almeida EF, Santos JS. Protocolos clínicos e de regulação: motivações para elaboração e uso. In: Protocolos clínicos e de regulação: acesso à rede de saúde. Rio de Janeiro: Elsevier; 2012.

Peiter CC, Lanzoni GMM, Oliveira WF. Regulação em saúde e promoção da equidade: o Sistema Nacional de Regulação e o acesso à assistência em um município de grande porte. Saúde Debate. 2016; 40(111):63-73.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.559
ISSN 1983-1793X
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COMO FONOAUDIÓLOGOS AVALIAM SUAS COMPETÊNCIAS EM RELAÇÃO AO PROCESSO DE SELEÇÃO E ADAPTAÇÃO DE PRÓTESES AUDITIVAS EM ADULTOS.
BRANCO, MC ; ALMEIDA, K ;

No Brasil, o fonoaudiólogo é o profissional habilitado a realizar os procedimentos de seleção, indicação, adaptação, verificação e avaliação de resultados, bem como a orientação, o aconselhamento e o acompanhamento do usuário de próteses auditiva. Além da expertise audiológica necessária o fonoaudiólogo deve aplicar as recomendações de boas práticas e ter conhecimento relacionado à tecnologia dos dispositivos eletrônicos. Objetivos: Investigar por meio de um questionário de autopercepção as competências profissionais relacionadas ao processo de seleção e adaptação de próteses auditivas. Método: O estudo foi aprovado pelo CEP da instituição sob o número 4.471.128. O questionário foi elaborado na plataforma Google Forms e constou de 52 questões sobre aspectos sociais, demográficos, dados relacionados à prática profissional, bem sobre a capacidade autorreferida em relação ao processo de seleção e adaptação da prótese auditiva. Foi utilizada a escala Likert com 5 opções de respostas. O questionário enviado por e-mail foi respondido por 267 profissionais que atuam na área de seleção e adaptação de próteses auditivas. Para a análise do questionário as perguntas foram agrupadas segundo o domínio ou a etapa do processo ao qual se referia. Para cada questão, valores de zero a quatro foram atribuídos considerando as cinco possibilidades de respostas. Cada etapa respondida gerou um escore e permitiu a comparação entre os resultados dos diferentes domínios. Estabeleceu-se um ponto de corte de 75% para determinar a faixa de competência aceitável, o que permitiu avaliar quais etapas do processo de seleção e adaptação de próteses auditivas receberam pontuações mais baixas, indicando maior necessidade de capacitação dos profissionais. A análise estatística foi realizada pelo SPSS versão 25. Resultados: A maioria dos indivíduos da amostra possuía mais de 15 anos de formado (49%), entretanto, 54,3% atuam na área há menos de 10 anos. Uma pequena parte da amostra ou seja 18% possui apenas graduação e 52% possuem alguma especialização. A maioria dos fonoaudiólogos avaliou ter as competências necessárias em todos os domínios do questionário, com exceção da etapa de Verificação e Validação. Apenas 41% dos indivíduos relataram utilizar medidas com microfone sonda na etapa da verificação. O tempo de formação e o tempo de atuação impactam na competência autorrelatada. Conclusões: A maioria dos profissionais relatou ter as competências necessárias em todas as etapas do processo de seleção e adaptação de próteses auditivas, entretanto há evidências de que procedimentos de verificação e validação propostos por diretrizes de boas práticas não são realizados ou negligenciados. Quanto menor o tempo de formação ou tempo de atuação na área, menor a capacidade autorreferida.


American Academy of Audiology. Audiology core competencies worksheet. Online [acesso 20/08/2021]. Disponível em: https://www.audiology.org/education-research/education/academia
Australian College of Audiology. Professional competency standards for hearing care professionals in Australia. Online: 2016 [acesso 10/08/2021]. Disponível em: https://www.acaud.com.au/documents/item/14
Fernandes FDM, Wertzner HF. Competence-based curricula for the education of speech-language pathologists and audiologists in Brazil. Folia Phoniatri Logop. 2014;66(4-5):176–182.
The Canadian Alliance of Audiology and Speech-Language Pathology Regulators. National audiology competency profile [online]. 2018 [acesso 12/11/2020]. Disponível em https://caaspr.ca/sites/default/files/2019-08/National-Audiology-Competency-Profile.pdf
Wertzner HF, Dreux FM. Fernandes. Competency-based education in communication sciences and disorders: the proposal of a new curriculum. Annales Universitatis Mariae Curie-Skłodowska. 2016;1:55-64.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.617
ISSN 1983-1793X
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COMPARECIMENTO NA FASE DO DIAGNÓSTICO DE UM PROGRAMA DE TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL UNIVERSAL EM UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
ALS ; MSM ; CCA ; DRVS ; DSK ; ART ;

Introdução: O objetivo dos programas de Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU) é possibilitar a detecção precoce da perda auditiva, e a partir desta identificação viabilizar a promoção da reabilitação auditiva em tempo oportuno. Dessa forma, torna-se importante monitorar os índices de abrangência da TANU, o percentual de neonatos encaminhados tanto no reteste quanto no diagnóstico para verificar a efetividade do mesmo. Objetivo: Avaliar o comparecimento no diagnóstico a partir do fluxo de atendimento desde a esfera da identificação, verificando o quantitativo de exames realizados assim como o percentual de encaminhamentos para reteste e diagnóstico. Metodologia: Foram analisados os registros de neonatos que realizaram TANU no período de janeiro de 2018 a abril de 2020. O projeto foi aprovado com o número CAAE: 32690820500005327. Resultados: No período foram realizadas 8.160 avaliações sendo 74,8% utilizando-se de otoemissão acústica evocada transiente (OEAT) e 25,2% através do potencial evocado auditivo de tronco encefálico automático (PEATE-A). A abrangência da TANU atingiu 96,25%, acima do indicador de qualidade de 95% definido pela diretriz nacional de atenção à triagem auditiva neonatal (DNATAN). O encaminhamento para reteste ocorreu em apenas 9,4% onde foram realizadas 663 OEAT e 101 PEATE-A. Quanto ao diagnóstico, apenas 0,8% necessitaram do encaminhamento, ou seja, apenas 8,1% dos neonatos que realizaram o reteste. Este percentual esteve abaixo do índice de neonatos encaminhados para diagnóstico indicado pela DNATAN (entre 2% a 4% dos triados). Para a realização do diagnóstico o serviço reorganizou seu fluxo e atualmente o exame é realizado no mesmo dia da consulta de revisão com a equipe médica, porém mesmo assim a evasão ainda é elevada. O comparecimento ao diagnóstico foi de 74,2% dos neonatos encaminhados para essa fase, abaixo do determinado pela DNATAN que prevê um índice de 90%. Outras pesquisas também identificaram comparecimento ao diagnóstico abaixo dos 70% e fatores socioeconômicos como a distância entre a moradia e o local de diagnóstico, dificuldades com o transporte, horário de trabalho dos pais, números de telefone e endereços transitórios podem ser elencados como um dos obstáculos para o acesso à continuidade do diagnóstico. Dentre as características dos encaminhamentos, compareceram 75% dos neonatos encaminhados da internação pediátrica, 80% da neonatologia e 69% da unidade de internação obstétrica. Estiveram com achados de normalidade 58,7% e com algum grau de alteração auditiva 41,3%. Dos alterados, 30,4% apresentaram perda auditiva condutiva, 4,3% perda auditiva neurossensorial e em 6,5% a existência de microfonismo coclear. A perda auditiva foi detectada em 0,23% dos neonatos triados. Dentre os desfechos, 52,2% seguiram em acompanhamento ambulatorial com a equipe médica, 34,8% tiveram alta, 8,7% evadiram aos atendimentos com a equipe médica e 4,3% foram encaminhados para regulação estadual. Conclusão: O comparecimento ao diagnóstico obtido ainda está aquém do previsto. A busca ativa destes indivíduos é nossa mais importante ferramenta, mas infelizmente nem sempre o contato com estas famílias é possível devido a constantes mudanças de telefones e endereços.

* BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal. Secretaria de Atenção à Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas e Departamento de Atenção Especializada. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/ publicacoes/diretrizes_atencao_triagem_auditiva_ neonatal.pdf
* Joint Committee on Infant Hearing. Joint Committee on Infant Hearing 2019 Position Statement. Principles and guidelines for early hearing detection and intervention programs. JEHDI. 2019;4(2):1-44.
* Ravi R, Gunjawate DR, Yerraguntla K, Lewis LE, Driscoll C, Rajashekhar B. Follow-up in newborn hearing screening - a systematic review. Int J Pediatrotorhinolaryngol. 2016;90:29-36.
* Hunter LL, Meinzen-Derr J, Wiley S, Horvath CL, Kothari R, Wexelblatt S. Influence of the WIC Program on loss to follow-up for newborn hearing screening. Pediatrics. 2016;138(1):1-8.
* Dimitriou A, Perisanidis C, Chalkiadakis V, Marangoudakis P, Tzagkaroulakis A, Nikolopoulos TP. The universal newborn hearing screening program in a public hospital: the importance of the day of examination. Int J Pediatrotorhinolaryngol. 2016;91:90-3.


DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.512
ISSN 1983-1793X
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COMPREENDENDO AS PRÁTICAS DOCENTES NA EDUCAÇÃO DO SURDO NO ENSINO SUPERIOR
Menezes, A. K. G. ; Lima, A. C. F. ; Martins, D. C. L. ; Serrano, M. C. M. ; Camarano, M. R. H. ;

A educação dos surdos iniciou-se no Brasil em 1857, a pedido do Imperador D. Pedro II para o professor surdo Eduard Huet. Com o passar dos anos, a necessidade de inclusão desse grupo no ensino superior ainda continua sendo um tema para debate. Nesse contexto, percebe-se a importância de compreender o papel do docente em sala de aula e as estratégias utilizadas por ele para contribuir com a formação da pessoa surda. O objetivo desse estudo foi compreender as práticas docentes para a educação do surdo no ensino superior. Trata-se de um estudo transversal e de caráter quantitativo. A pesquisa foi encaminhada e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, sob o número 2.578.335. Utilizou-se como amostra o corpo docente que ministrava aula a estudantes surdos, em que os voluntários assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Foi elaborado um questionário contendo 17 perguntas para nortear a entrevista com os profissionais que ministravam aulas para os alunos surdos. O questionário foi aplicado remotamente via Google Forms, por meio do e-mail, e também mediante entrevista presencial, de acordo com a disponibilidade de cada docente. O programa Microsoft Excel, versão 2007, foi usado para tabulação dos dados e a análise estatística foi realizada pelo programa SPSS for Windows, versão 22,0. Como resultados, participaram 51 professores, dos quais 31 deles eram docentes de surdos oralizados e 20, de surdos inseridos na Libras. Com relação aos dados coletados, a maioria dos docentes (57,1%) necessitavam de um intérprete de Libras para se comunicar com os seus alunos. Quando questionados sobre a necessidade do docente aprender a língua em questão, a maioria respondeu afirmativamente. Além disso, no que tange o rendimento acadêmico do aluno surdo, as informações colhidas estiveram entre um desempenho médio e bom. A maneira como os professores se comunicam com os estudantes surdos inseridos na Libras majoritariamente se dava por meio do intérprete de LIBRAS, em segundo lugar, eles apontaram a escrita como recurso de comunicação. Já os docentes de surdos oralizados afirmaram se comunicar principalmente por leitura orofacial e fala, também alegando a escrita como ferramenta secundária. Por fim, a maioria das adaptações pedagógicas oferecidas pelos professores de alunos surdos oralizados foram: facilitação da leitura orofacial, disponibilização com antecedência dos materiais utilizados na aula, oferecimento de reforço extra nas explicações e a utilização de recursos visuais. Por sua vez, os professores de alunos inseridos na Libras enfatizaram a importância do intérprete de Libras na sala de aula, além da disponibilização de materiais com antecedência, de reforço nas explicações e de recursos visuais. Conclui-se que para a formação qualificada de profissionais surdos encontra-se na capacitação dos docentes que terão contato com esse grupo. Esse estudo traz à luz estratégias utilizadas pelos profissionais que ministraram aulas para surdos, aborda a necessidade do desenvolvimento de práticas pedagógicas destinadas aos discentes surdos e abre espaço para que novos estudos sejam dirigidos, além de dar base a possíveis programas de capacitação para docentes.

BRUNO M. Políticas afirmativas para a inclusão do surdo no ensino superior: algumas reflexões sobre o acesso, a permanência e a cultura universitária. Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, v. 92, n. 232, 2011.

SANTANA AP. A inclusão do surdo no ensino superior no Brasil. Journal of Research in Special Educational Needs, v. 16, p. 85-88, 2016.

RODRIGUES L. Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil. 2017. Disponível em: https://institutoitard.com.br/desafios-para-a-formacao-educacional-de-surdos-no-brasil/. Acesso em: 15 jan. 2020.

DAROQUE SC. Alunos surdos no ensino superior: uma discussão necessária. [Dissertação de Mestrado]. Piracicaba: UNIVERSIDADE METODISTA DE PIRACICABA. 2011

BRASIL. Presidência da República. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Brasília, DF. Disponível em: . Acesso em: 8 janeiro 2020.
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Página(s): p.491
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CONDIÇÕES VESTIBULARES EM AGRICULTORES: REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA.
SCHERER, V. L. ; TOMIASI, A. A. ; PAULA, G. R. ; HERBER, V. ; SANTOS, T. T.S. ; MORAES, M. C. O. ;

Introdução: Apesar de a agricultura no Brasil ser uma atividade extremamente rentável em termos empresariais e sociais, não se tem uma atenção necessária para com os trabalhadores rurais e seus familiares, os quais, diariamente, são expostos a ruído de diversos tipos, além de vibrações e produtos específicos, como os inseticidas. Além disso, muitas vezes não fazem uso de equipamentos de proteção individual, bem como não há o cuidado no manejo correto destas substâncias químicas, podendo acarretar diversos problemas relacionados a saúde. Objetivo: Compilar publicações científicas que discorram sobre as condições vestibulares de agricultores, averiguando as queixas, bem como os achados da avaliação vestibular, além de constatar o nível de conscientização desta população quanto aos aspectos preventivos acerca da saúde vestibular. Metodologia: Tratou-se de uma revisão de literatura integrativa, no qual foram analisadas publicações disponibilizadas na base de dado Google Acadêmico, no período de 2008 a 2021, no idioma português, com disponibilidade integral e gratuita do texto. A busca foi realizada por meio das seguintes palavras-chaves em combinação: agrotóxicos AND agricultores AND sistema vestibular. Resultados: as 08 obras analisadas sobre as condições vestibulares de agricultores, em sua maioria referem-se aos agrotóxicos como agentes causadores e/ou potencializadores de alterações vestibulares. Foi possível observar que esta população apresenta queixas vestibulares como tontura, náuseas e vômitos. Em relação a avaliação vestibular, os indivíduos apresentaram alterações na prova calórica e no nistagmo espontâneo, caracterizando síndromes vestibulares periféricas tanto irritativas quanto vestibulares. Conclusão: Por meio dos estudos analisados, foi possível concluir que os agricultores expostos aos agrotóxicos são suscetíveis a alterações no sistema vestibular, sendo que ficou evidente a presença sintomatológica vestibular e de alterações no processo avaliativo.

ANDRADE, M.I.K.P. Efeitos da exposição ao agrotóxico no sistema auditivo eferente através das emissões otoacústicas transientes com supressão. Tese (Instituto de Estudos em Saúde) Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro. 2010.
ALCARAS, P.A.S. Associação da exposição dos pesticidas e do ruído nos sistemas auditivo e vestibular de agentes de combate a endemias. Tese de Doutorado: Saúde Coletiva. Universidade Tuiuti do Paraná. Curitiba. 2019.
COGO, L.A.; MURASHIMA, A.A.B.; FILHA, V.A.V.S.; HYPPOLITO, M.A.; SILVEIRA, A.F. Avaliação funcional do sistema vestibular de cobaias intoxicadas por meio da prova calórica. Rev CEFAC, v. 16.2014.
FINKLER, A.D; SILVEIRA, A.F; MUNARO, G; ZANROSSO, C.D. Otoprotection in guinea pigs exposed to pesticides and ginkgo biloba. Ver. Braz J. Otorhinolaryngology. 2012.
KÖRBES, D.; SILVEIRA, A.F.; HYPPOLITO, M.A.; MUNARO, G. Alterações no sistema vestibulococlear decorrentes da exposição ao agrotóxico: uma revisão de literatura. Rev. Soc. Bras. Fonoaudiol, v. 15. 2010.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.450
ISSN 1983-1793X
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CONHECIMENTO DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE SANTA MARIA/RS SOBRE SAÚDE E ALTERAÇÕES AUDITIVAS NA POPULAÇÃO ADULTA E IDOSA
Nascimento, R. N. do ; Streit, G. C. de S. ; Thomazi, A. B. de O. ; Patatt, F. S. A. ;

Introdução: Alterações auditivas podem gerar o afastamento do sujeito do seu meio social e familiar, além de potencializar o declínio cognitivo e causar ou agravar quadros de depressão. Haja vista que o Agente Comunitário de Saúde é a porta de entrada do usuário ao Serviço de Saúde Pública, torna-se imprescindível a capacitação destes profissionais para promover maior conhecimento e segurança, a fim de darem o suporte que a comunidade necessita. De modo a mensurar a efetividade de ações educativas, é indispensável determinar o conhecimento prévio destes profissionais sobre temas relacionados à audição. Objetivo: Avaliar o conhecimento dos Agentes Comunitários de Saúde sobre os temas audição, saúde e alterações auditivas, organização do Serviço de Atenção à Saúde Auditiva, uso e higienização das próteses auditivas e importância do retorno dos usuários ao Serviço de Atenção à Saúde Auditiva. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos sob nº 4.847.070. Fizeram parte da amostra 61 Agentes Comunitários de Saúde do município de Santa Maria (RS), que concordaram em participar da pesquisa, ao assinarem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A coleta de dados foi realizada por meio da aplicação de um Quiz, contendo dez situações-problema sobre os cinco temas propostos, todas elas com quatro possibilidades de resposta, elaboradas no Google Forms, as quais foram apresentadas oralmente, aos sujeitos presentes, por um dos pesquisadores e, após, solicitado que estes escolhessem a alternativa que julgassem correta. O encontro com os Agentes Comunitários de Saúde foi previamente agendado, realizado via Google Meet, sendo disponibilizado o link de acesso ao Quiz via chat da referida plataforma. Os dados compilados foram acessados pelos pesquisadores imediatamente após o envio das respostas por parte dos Agentes Comunitários de Saúde e posteriormente, transferidos para uma planilha do Excel, a partir da qual procedeu-se a análise, sendo os dados tratados de forma descritiva. Resultados: Dos 61 Agentes Comunitários de Saúde que fizeram parte da amostra, 91,8% (n=56) são do sexo feminino e 8,2% (n=5) do masculino. Sobre o tema “audição”, 56,55% dos profissionais selecionaram a resposta correta e 43,45% deles erraram a resposta, quanto ao tema “saúde e alterações auditivas”, 60,65% dos sujeitos acertaram e 39,35% deles erraram, no tema “organização e funcionamento do Serviço de Atenção à Saúde Auditiva”, 69,7% optaram pela alternativa correta, enquanto 30,3% assinalaram uma das opções erradas, referente ao tema “noções sobre o uso, manuseio e higienização das próteses”, 49,95% dos Agentes Comunitários de Saúde acertaram os questionamentos e 50,05% deles erraram e, por fim, no tema “importância do retorno dos usuários ao Serviço de Saúde Auditiva”, 75,4% dos profissionais acertaram e 24,6% erraram as situações-problema. Conclusão: Constatou-se que os agentes comunitários de saúde que participaram do presente estudo, apresentam maior conhecimento sobre as temáticas “importância do retorno dos usuários ao Serviço de Atenção à Saúde Auditiva” e “organização do Serviço de Atenção à Saúde Auditiva” e conhecimento mais precário sobre os temas “uso e higienização das próteses auditivas” e “audição”.

ALVARENGA, Kátia Freitas et al. Proposta para capacitação de agentes comunitários de saúde em saúde auditiv. Pró-Fono Revista de Atualização Científica [online]. 2008, v. 20, n. 3 [Acessado 22 Agosto 2021] , pp. 171-176.

ANDRADE, Analise et al. Capacitação sobre saúde auditiva para agentes comunitários de saúde: uma avaliação de sua efetividade. Revista Aten. Saúde, São Caetano do Sul, v. 18, n. 63, p. 52-64, jan./mar., 2020.

BOÉCHAT, Edilene Marchini; RUSSO, Ieda Chaves Pacheco; ALMEIDA, Kátia. Reabilitação do adulto deficiente auditivo. In: ALMEIDA, Kátia; IÓRIO, Maria Cecília Martinelli. Próteses auditivas: fundamentos teóricos e aplicações clínicas. 2ª ed. São Paulo: Lovise; 2003. p. 437-46.

MARTINES, Wania Regina Vieira; CHAVES, Eliane Corrêa. Vulnerabilidade e sofrimento no trabalho do agente comunitário de saúde no programa de saúde da família. Revista Escola de Enfermagem USP, v. 41, n. 3, p. 426-433, 2007.

TEIXEIRA, Adriane Ribeiro; ALMEIDA, Luciane Gomes; JOTZ, Geraldo Pereira; DE BARBA, Marion Cristine. Qualidade de vida de adultos e idosos pós adaptação de próteses auditivas. Rev. soc. bras. fonoaudiol. [online]. 2008, vol. 13, n. 4, pp. 357-361.
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CONHECIMENTO DE GESTANTES ATENDIDAS EM UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE SOBRE A TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL
Fidêncio, V.L.D. ; Ferreira, D. S. M. ; Farias, E. N. D. ; Silva, J. L. P. ; Novanta, G. G. R. ;

Introdução: O primeiro passo para diminuir o impacto negativo da perda auditiva na vida do indivíduo é a realização do diagnóstico e intervenção precoce(1). No que diz respeito à perda auditiva em neonatos, o diagnóstico e início da intervenção antes dos seis meses de idade cronológica tem efeito significativamente positivo no desenvolvimento da linguagem receptiva e expressiva(2). Uma das medidas que contribui para o diagnóstico e a intervenção precoce nos casos da deficiência auditiva em neonatos é a realização da Triagem Auditiva Neonatal (TANU), que, no Brasil, é assegurada pela Lei nº 12.303 de 2 de agosto de 2010(3). No entanto, essa é só a primeira parte do processo(4). Para que sejam atingidos os objetivos da TANU, é necessário que haja o envolvimento e conscientização da família e dos profissionais de saúde envolvidos1. Objetivo: Investigar o conhecimento de gestantes atendidas em Unidades Básicas de Saúde (UBS) sobre a triagem auditiva neonatal. Métodos: O trabalho teve início após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisas, sob CAEE 46765015.8.0000.5553. A coleta de dados foi realizada em duas UBS. Aplicou-se um questionário com 19 perguntas de múltipla escolha a respeito da TANU, diagnóstico precoce da deficiência auditiva e indicadores de risco para a deficiência auditiva (IRDA). A amostra foi composta por 72 gestantes. Resultados: A maioria das participantes apresentava ensino médio completo e estava em sua primeira gestação. O total de 68,41% afirmou não ter recebido orientações sobre o desenvolvimento auditivo durante o pré-natal. Apesar de já terem ouvido falar sobre a TANU, mais de 90% desconheciam a legislação acerca do exame. Há desconhecimento quanto aos IRDA. Apesar de relatarem saber que é importante a realização da TANU, mais da metade das participantes relatou que não saberia explicar o motivo. Conclusão: Há desconhecimento das gestantes atendidas em UBS a respeito de diversos aspectos sobre a TANU, o que pode implicar em diagnósticos tardios da perda auditiva na população infantil.

1.Guimarães VC, Barbosa MA. Prevalência de alterações auditivas em recém-nascidos em hospital escola. Int Arch Otorhynolaryngol. 2012; 16(2):179-185.doi: 10.7162/S1809-97772012000200005.

2.Shojaei E, Jafari Z, Gholami M. Effect of early intervention on language development in hearing-impaired children. Iran J Otorhinolaryngol [Internet]. 2016 [citado 24 jun 2021]; 28(1):13-21. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4735612/

3.Brasil. Lei nº 12.303, de 2 de agosto de 2010. Dispõe sobre a obrigatoriedade de realização do exame denominado Emissões Otoacústicas Evocadas. Diário Oficial União. 3 ago. 2010.

4.Garcia BG, Gaffney C, Chacon S, Gaffney M. Overview of newborn hearing screening activities in Latin America. Rev Panam Salud Publica [Internet]. 2011 [citado 24 jun 2021]; 29(3):145-152. Disponível em: https://www.scielosp.org/pdf/rpsp/2011.v29n3/145-152

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CONHECIMENTO DE PROFESSORES SOBRE PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL: DADOS PRELIMINARES
Avanzi, A. M. F. ; Cardoso, A. C. V. ;

Introdução: Diversos estudos têm investigado a relação entre a integridade do sistema auditivo e os tipos de funções sensoriais e perceptuais necessárias para favorecer o processo de aquisição de linguagem e de aprendizagem. Crianças com transtorno do processamento auditivo apresentam diversos comportamentos que podem ser confundidos com outros problemas, como por exemplo o transtorno do déficit de atenção de hiperatividade (TDAH), alterações de aprendizagem, problemas comportamentais e imaturidade. Assim sendo, é fundamental que os professores tenham conhecimento sobre o tema “processamento auditivo”; sejam capazes de identificar comportamentos que estejam afetando a escuta, a comunicação e a aprendizagem dos alunos; realizar encaminhamento para avaliação específica e de promover modificações ambientais em sala de aula para melhorar as condições de escuta e aprendizagem. Objetivo: Investigar o conhecimento de professores do ensino fundamental sobre processamento auditivo. Metodologia: Este estudo teve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa de uma Instituição de Ensino Superior, sob parecer nº 5.109.867. O estudo foi realizado com uma amostra de conveniência composta por 63 professores do 1º ao 5º ano (isto é, crianças de seis a onze anos de idade) do ensino fundamental da rede pública de um município do interior paulista. Todos os participantes responderam a um questionário, elaborado pelas pesquisadoras, composto por 20 questões dissertativas e de múltipla escolha sobre o tema processamento auditivo. Esse questionário foi aplicado por meio do formulário Google. Os achados foram analisados de forma descritiva. Resultados: Os questionários foram respondidos por 63 professores, de ambos os sexos, com tempo médio de atuação de 13 anos. Destes, 71% declararam ter pouco ou nenhum conhecimento sobre o que é processamento auditivo e 73% informaram desconhecer o que é o transtorno do processamento auditivo central (TPAC). Uma das questões perguntava se um aluno com TPAC poderia ser considerado deficiente auditivo e 54% dos educadores relataram que não sabiam a resposta. Outra questão solicitava que os professores citassem algum comportamento sugestivo de TPAC em seus alunos e 35% dos entrevistados não souberam mencionar. Quanto aos possíveis encaminhamentos para avaliação e diagnóstico, 55% indicaram corretamente o fonoaudiólogo como profissional habilitado, porém 78% declararam não saber ao certo se existe tratamento específico para alunos com essa alteração. Aproximadamente 68% dos professores desconheciam ações que poderiam ser realizadas no ambiente escolar para auxiliar um aluno com diagnóstico de TPAC e 90% relataram que nunca participaram de qualquer formação, capacitação ou curso pedagógico que abordou essa temática. Por fim, é importante destacar que 84% dos docentes afirmaram que não se consideram habilitados para detectar comportamentos sugestivos de TPAC em seus alunos e encaminhá-los para avaliações específicas. Conclusão: Professores da rede pública de ensino tem conhecimento limitado sobre o tema Processamento auditivo e seu transtorno e não se consideram habilitados para atender alunos com esse diagnóstico no ambiente educacional. Desta forma, faz-se necessário mais investimentos na formação continuada de professores, em especial, nos temas relacionados a patologias que influenciem o processo de ensino-aprendizagem.

BATISTA, Mariana; PESTUN, Magda Solange Vanzo. O Modelo RTI como estratégia de prevenção aos transtornos de aprendizagem. Psicol. Esc. Educ., Maringá, v. 23, e205929, 2019. Available from . Access on 03 Feb. 2021. Epub Dec 02, 2019. https://doi.org/10.1590/2175-35392019015929.
NASCIMENTO, Gicélia B.; TAGUCHI, Carlos K. Conhecimento de graduandos de pedagogia sobre o processamento auditivo. Distúrbios da Comunicação, v. 25, n. 3, 2013.
NOVAES, Carolina Bernardi; ZUANETTI, Patrícia Aparecida; FUKUDA, Marisa Tomoe Hebihara. Efeitos da intervenção em memória de trabalho em escolares com dificuldades de compreensão de leitura. Rev. CEFAC, São Paulo, v. 21, n. 4, e17918, 2019. Available from . Access on 03 Feb. 2021. Epub Nov 25, 2019. https://doi.org/10.1590/1982-0216/201921417918.
REIS, Talita Gallas dos; DIAS, Roberta Freitas; BOSCOLO, Cibele Cristina. Conhecimento de professores sobre processamento auditivo central pré e pós-oficina fonoaudiológica. Rev. psicopedag, São Paulo, v. 35, n. 107, p. 129-141, ago. 2018. Disponível em . Acesso em 30 jun. 2021.
VERUSSA, Edna de Oliveira. Tecnologia assistiva para o ensino de alunos com deficiência: um estudo com professores do ensino fundamental. Tese de Mestrado em Educação. UNESP. 96f. 2009.
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CONHECIMENTO E CONDUTA DE NEONATOLOGISTAS DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO SOBRE SAÚDE AUDITIVA INFANTIL
MELO, L.P.F. ; NETO, J.R. ; CAVALCANTI, H.G. ;

Introdução: Com o intuito de minimizar as consequências provenientes da deficiência auditiva no processo de aquisição da linguagem infantil, se faz necessário tomar medidas de prevenção e identificação precoce, buscando-se diminuir os impactos causados na criança. Nessa perspectiva, a Triagem Auditiva Neonatal é considerada eficiente por proporcionar diagnóstico audiológico e intervenção adequada até os seis meses de idade. Além dos procedimentos de avaliação auditiva, é importante também que os Indicadores de Risco para Deficiência Auditiva sejam investigados pelo neonatologista, tornando-se fundamental o acompanhamento do desenvolvimento infantil nos primeiros meses de vida. Considerando esse contexto, é importante que estes profissionais tenham um bom conhecimento em relação às etapas e aos procedimentos não só da triagem, mas também em relação ao monitoramento auditivo da criança, ao diagnóstico audiológico quando necessário e à intervenção apropriada para que as consequências de uma deficiência auditiva sejam minimizadas. Objetivo: Investigar o conhecimento e as condutas de neonatologistas de um hospital universitário acerca da saúde auditiva infantil. Metodologia: Pesquisa descritiva, exploratória, com abordagem quantitativa, aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, parecer de número 4.657.505. Participaram oito neonatologistas que atuam na maternidade, unidade de terapia intensiva e alojamento conjunto de um Hospital Universitário. Foi aplicado um questionário contendo perguntas fechadas acerca do tema em questão. Resultados: Todos os participantes informaram não possuir cursos de formação específicos na área de saúde auditiva/deficiência auditiva. Em relação às condutas adotadas no momento da alta hospitalar, nos casos de falha do neonato na triagem auditiva, três neonatologistas referiram orientar a família para realizar acompanhamento fonoaudiológico, dois indicam a realização do reteste com emissões otoacústicas apenas e três indicam o reteste incluindo a realização do PEATE. Sobre o período ideal para que uma criança com perda auditiva comece a usar um dispositivo eletrônico de audição, quatro responderam que seria aos seis meses de vida, um respondeu que deveria ser com um ano de idade, um respondeu que seria aos dois anos de idade e dois responderam que deveria ser aos seis anos de idade. Conclusão: pode-se concluir que a maioria dos neonatologistas que participaram do estudo possui conhecimentos sobre a saúde auditiva infantil, porém estes se mostram insuficientes principalmente em relação aos desdobramentos das etapas que seguem a triagem auditiva neonatal, bem como às ações e os processos de intervenção na deficiência auditiva e no monitoramento de crianças que apresentaram falha na triagem auditiva neonatal.

1. Silva, Daniela Polo Camargo da; Lopez, Priscila Suman; Montovani, Jair Cortez. Influência dos indicadores de risco nas diferentes etapas da Triagem Auditiva Neonatal. Audiology Communication Research [online]. Disponível em: . Epub 31 Maio 2016. ISSN 2317-6431. https://doi.org/10.1590/2317-6431-2015-1614.
2. Campos, Ana Carolina Moreno de et al. Universal newborn hearing screening: knowledge of pediatricians and neonatologists in the city of Jundiaí, São Paulo. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology [online]. 2014, v. 80, n. 5 [Accessed 14 June 2021] , pp. 379-385. Available from: . ISSN 1808-8686. https://doi.org/10.1016/j.bjorl.2014.07.006.
3. Joint Committee on Infant Hearing. Year 2019 Position Statement: Principles and Guidelines for Early Hearing Detection and Intervention Programs. The Journal of Early Hearing Detection and Intervention 2019; 4(2) 1. Disponível em https://digitalcommons.usu.edu/jehdi/vol4/iss2/1/
Soares, Carla Plech; Marques, Lauralice Raposo; Flores, Nayyara Glícia Calheiros. Triagem auditiva neonatal: aplicabilidade clínica na rotina dos médicos pediatras neonatologistas. Revista CEFAC [online]. 2008, v. 10, n. 1 [Acessado 14 Junho 2021] , pp. 110-116. Disponível em: . Epub 11 Abr 2008. ISSN 1982-0216. https://doi.org/10.1590/S1516-18462008000100015.
4. Pimentel, Marcella de Carvalho Ramos; Figueiredo, Nilcema e Lima, Maria Luíza Lopes Timóteo de. Development and validation of the Logical Model of the Neonatal Hearing Screening Program. Revista CEFAC [online]. 2020, v. 22, n. 4 2019. Disponível em: . Epub 19 Ago 2020. ISSN 1982-0216. https://doi.org/10.1590/1982-0216/202022414019.
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CONTRIBUIÇÕES DA AVALIAÇÃO AUDIOLÓGICA ELETROFISIOLÓGICA NO DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL INFANTIL
SIDERI, K.P. ; Chiriboga, L.F. ; SANTOS, M.F.C. ;

Introdução: O desenvolvimento auditivo segue etapas graduais de complexidade. Assim, para que uma criança adquira a linguagem e desenvolva sua fala, deve ser capaz de detectar um som, discriminá-lo, localizá-lo, memorizá-lo, reconhecê-lo e finalmente compreendê-lo. A interrupção desta sequência levará a prejuízos funcionais importantes e, por isso, se justifica a preocupação com o diagnóstico e a intervenção precoce nos casos de alterações auditivas. Diversos são os quadros que podem ser apresentados pelas crianças ao longo do seu desenvolvimento que evidenciam uma investigação quanto às questões auditivas. Objetivo: Analisar a demanda e o perfil audiológico dos sujeitos que procuraram pelo serviço de diagnóstico audiológico infantil. Metodologia: Estudo clínico, de corte transversal, aprovado pelo CEP sob parecer nº4.468.092. Foram selecionadas crianças com idade entre 1 e 5 anos, encaminhadas para avaliação eletrofisiológica da audição por suspeita de alteração auditiva e/ou outras questões que poderiam estar relacionadas ao desenvolvimento auditivo e que não apresentavam contraindicações para a realização do exame sob anestesia em centro cirúrgico. Foram excluídas do estudo as crianças que apresentarem malformação de orelha externa. Todos os participantes da pesquisa, quando da anuência dos seus responsáveis, tiveram seus dados coletados sob a mesma metodologia, com anamnese e, após sedação inalatória realizada pelo médico anestesiologista, realização dos seguintes procedimentos: avaliação das condições da orelha externa (meatoscopia) e aplicação do Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico - PEATE com estímulos clique e tone burst e Potencial Evocado Auditivo de Estado Estável – Nova Geração, com estímulo NB CE Chirp utilizando o equipamento Eclipse (Interacoustics). Resultados: Um total de 71 sujeitos participaram da pesquisa, sendo 62 do sexo masculino e 9 do feminino. Em relação à demanda apresentada para a realização do exame, 59,15% dos casos (N=42) relataram atraso de fala/ linguagem, 25,35% (N=18) suspeita de autismo e 15,5% (N=11) suspeita de alteração auditiva, sendo a maioria dos encaminhamentos realizados pelo médico otorrinolaringologista. Em relação ao diagnóstico audiológico, 90,14% (N=64) dos casos apresentaram achados compatíveis com os padrões de normalidade auditiva bilateralmente, enquanto 9,86% (N=7) apresentaram alterações auditivas unilaterais ou bilaterais. Todas as crianças, independentemente dos resultados, foram orientadas a retornar ao médico de origem. A possibilidade da avaliação audiológica eletrofisiológica com o auxílio da realização de anestesia viabilizou o conhecimento das questões auditivas de crianças da faixa etária mencionada com um amplo espectro de queixa, que seria de maior dificuldade para realização em condições de sono natural. Em diversos casos, a avaliação auditiva colaborou como uma ferramenta de diagnóstico diferencial, possibilitando que melhores condutas sejam adotadas. Em outros, houve a real identificação de alterações auditivas, o que também permitiu um melhor prognóstico de intervenção para os casos. Conclusão: A maior demanda apresentada para a realização do exame foram queixas relacionadas ao desenvolvimento da fala/linguagem e os encaminhamentos realizados por médicos otorrinolaringologistas. Achados compatíveis com padrões de normalidade auditiva foram observados na maior parte dos casos.

Stapells, D. R., Gravel, J. S., Martin, B. A. (1995). Thresholds for auditory brain stem responses to tones in notched noise from infants and young children with normal hearing or sensorineural hearing loss. Ear Hear, 16, 361–371

M.P. Stueve, C. O'Rourke, Estimation of hearing loss in children: comparison of auditory steady-state response, auditory brainstem response, and behavioral test methods, Am. J. Audiol. 12 (2003) 125–136.

Vander Werff K.R, Brown C.J., Gienapp B.A, Schmidt Clay K.M. Comparison of auditory steady-state response and auditory brainstem response thresholds in children, J. Am. Acad. Audiol. 13 (2002) 227–235.

Korczak, P., Smart, J., Delgado, R., et al. (2012). Auditory steady-state responses. J Am Acad Audiol, 23, 146–170

Joint Committee on Infant Hearing. Year 2007 Position Statement: Principles and Guidelines for Early Hearing Detection and Intervention Programs. Pediatrics. 2007:120;898-921.
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Página(s): p.601
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CORRELAÇÃO ENTRE GRAVIDADE DO ZUMBIDO E DIFICULDADES EM HABILIDADES AUDITIVAS RELATADAS POR SUJEITOS COM ZUMBIDO
MADZGALA, D.V. ; CORREIA-BARAN, J.B. ; ZEIGELBOIM, B.S. ; LÜDERS, D. ; JOSÉ, M.R. ;

Introdução: Definido como a percepção de um som na ausência de uma fonte sonora externa, há indícios de que o zumbido pode estar relacionado com alterações neuronais do sistema auditivo central, regulando positivamente sua responsividade nas redes subcorticais e corticais, na tentativa de compensar a diminuição do input auditivo.(1) Um estudo que investigou a correlação entre o handicap relacionado ao processamento auditivo central e o grau de incômodo com o zumbido, utilizando questionários como instrumento de avaliação, observou associação entre a gravidade do zumbido e as queixas em habilidades auditivas relatadas pelos sujeitos com zumbido.(2) Objetivo: Verificar a associação entre gravidade do zumbido e dificuldades em habilidades auditivas em sujeitos com queixa de zumbido. Métodos: Este estudo apresenta delineamento observacional e transversal e teve seu projeto de pesquisa aprovado no Comitê de Ética em Pesquisas em Seres Humanos sob CAAE: 47545521.5.0000.8040, parecer número 4.790.562, na instituição em que o estudo foi realizado. A amostra foi composta por 20 adultos e idosos (10 do sexo feminino e 10 do masculino), com idade entre 28 a 83 anos (média de 63.3 ± 14.8 anos), com queixa de zumbido contínuo por mais de um mês, selecionados por conveniência durante seus atendimentos para diagnóstico audiológico em uma Clínica Escola de uma cidade do Sul do Brasil. Os procedimentos do estudo consistiram na análise dos prontuários dos participantes, aplicação do questionário Amsterdam Inventory for Auditory Disability and Handicap – AIADH(3) para autoavaliação quanto as dificuldades em habilidades auditivas e o Tinnitus Handicap Inventory -THI(4) para levantamento da gravidade do zumbido. Os resultados dos questionários aplicados foram analisados de maneira descritiva e inferencial (teste de correlação de Pearson), sendo considerado o nível de significância de 5% (p<0.05). Resultados: Do total de participantes, 16 apresentaram perda auditiva do tipo sensorioneural (n= 9) e mista (n= 7), de grau variando entre leve a severo,(5) dois sujeitos apresentaram limiares auditivos dentro dos padrões de normalidade em todas as frequências da audiometria tonal liminar (250 Hz a 8000 Hz) e dois participantes apresentaram perda auditiva sensorioneural em rampa, a partir da frequência de 2000 Hz. A pontuação total obtida nos questionários AIADH e THI, correspondeu a média e desvio padrão de 36.8 ± 19.3 e 51.5 ± 33.7, respectivamente. Observou-se correlação positiva e moderada entre a pontuação total no THI e escalas discriminação/reconhecimento (r= 0.471; p= 0.036), inteligibilidade no silêncio (r= 0.456; p= 0.044) e pontuação total no questionário AIADH (r= 0.472; p= 0.036). Foi observada correlação positiva entre a média quadritonal dos limiares auditivos (frequências de 500Hz, 1kHz, 2kHz e 4kHz) e a pontuação total no THI e a escala de localização sonora do AIADH. Conclusão: Observou-se nessa amostra associação entre o aumento do grau de incômodo e as queixas em habilidades auditivas relatadas por sujeitos com zumbido. Foram verificadas maiores queixas em relação às habilidades auditivas de discriminação e reconhecimento auditivo, assim como na inteligibilidade de fala no silêncio.

1. Eggermont JJ, Roberts LE. The neuroscience of tinnitus. Trends Neurosci. 2004;27(11):676-82.
2. Diges I, Simón F, Cobo P. Assessing Auditory Processing Deficits in Tinnitus and Hearing Impaired Patients with the Auditory Behavior Questionnaire. Front Neurosci. 2017;11:187.
3. Zanchetta S, Simões HO, Lunardelo PP, Canavezi MO, Reis ACMB, Massuda ET. Cross-cultural adaptation of the Amsterdam inventory for auditory disability and handicap to Brazilian Portuguese. Braz J Otorhinolaryngol. 2020;86(1):3-13.
4. Ferreira PEA, Cunha F, Onishi ET, Branco-Barreiro FCA, Ganança FF. Tinnitus handicap inventory: adaptação cultural para o Português brasileiro. Pró-Fono R. Atual. 2005;17(3):303-10
5. Organização Mundial De Saúde (OMS). Prevention of blindness and deafness. 2020. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/basic-ear-and-hearing-care-resource. Acesso em: 06 de fev. 2022.
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Página(s): p.622
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CORRELAÇÃO ENTRE O GANHOS DOS CANAIS SEMICIRCULARES COM A ASSIMETRIA, ESCALA VISUAL ANALÓGICA E ESCALA DE EQUILÍBRIO DE BERG EM IDOSOS COM DISFUNÇÃO VESTIBULAR
Ribeiro, MBN. ; Mancini, P.C. ; Bicalho, M.A.C. ;

Introdução: O Video Head Impulse Test (v-HIT) é um exame rápido e objetivo que avalia o RVO em cada canal semicircular, individualmente, em frequência fisiológica da aceleração angular da cabeça, por meio de impulsos cefálicos rápidos e de curta amplitude. Em cada impulso, ele fornece o registro do movimento da cabeça e a resposta reflexa do olho, realizando o cálculo do ganho de cada canal semicircular. A simetria é calculada pelo ganho dos pares de canais semicirculares, laterais, anteriores e posteriores, considera-se uma assimetria entre os canais quando o valor é maior que 20%. Disfunções vestibulares são manifestadas por meio da tontura e desequilíbrio e podem afetar diversas áreas da vida do indivíduo.
Objetivo: verificar se existe correlação entre o ganho dos canais semicirculares com a Escala Visual Analógica, Escala de Equilíbrio de Berg e a assimetria entre os canais semicirculares laterais, anteriores e posteriores.
Método: Estudo transversal, observacional e analítico. A amostra foi composta por 38 idosos, de ambos os sexos, com disfunção vestibular comprovada por meio dos exames Potencial Miogênico Evocado Vestibular (VEMP) Cervical e Ocular e/ou Video Head Impulse Test (v-HIT). A idade variou de 60 a 89 com média de 74,13 anos. A escolaridade variou de 0 a 11 anos com média de 4,69 anos. Os procedimentos desta pesquisa foram aprovados pelo Comitê de Ética da Universidade sob o nº CAAE 49714221.0.0000.5149. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). A Escala de Equilíbrio de Berg (EEB), a Escala Visual Analógica (EVA) e os exames vestibulares foram realizados pelo mesmo pesquisador treinado. A análise estatística foi realizada por meio do programa SPSS - versão 22.0. Verificou-se a distribuição das variáveis por meio do teste Kolmogorov-Smirnov. A análise da correlação foi realizada por meio do teste de Pearson. Adotamos o nível de significância de 5% (p< 0,05).
Resultados: Verificou-se que o ganho dos canais semicirculares apresentaram correlação negativa com a EVA e a assimetria, revelando que quanto maior a disfunção vestibular, maior a classificação do impacto da tontura e maiores são os valores de assimetria entre os canais semicirculares. O ganho dos canais semicirculares apresentaram também correlação positiva com a EEB, informando que quanto maior a disfunção vestibular, piores são os valores encontrados na Escala de Equilíbrio de Berg, indicando maior desequilíbrio e risco de quedas.
Conclusão: Neste estudo encontrou-se a correlação entre o ganho reduzido dos canais semicirculares com maior assimetria e maior impacto da tontura. Encontrou-se também uma correlação positiva entre o valor do ganho reduzido dos canais semicirculares com o risco de quedas em idosos.

1. Ribeiro MBN, Morganti LOG, Mancini PC. Avaliação do efeito da idade sobre a função vestibular por meio do Teste do Impulso Cefálico (v-HIT). Audiol Commun Res. 2019;24:e2209.
2. Ribeiro MBN, Morganti LOG, Mancini PC. Video head impulse test (v-hit) em indivíduos com diabetes mellitus tipo 1. Audiol Commun Res. 2020;25:e2284.
3. Ruwer SL, Rossi AG, Simon LF. Equilíbrio no idoso. Rev Bras Otorrinolaringol. 2005;71:298-303.
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Página(s): p.431
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CORRELAÇÃO ENTRE O ÍNDICE DE VULNERABILIDADE CLÍNICO-FUNCIONAL COM OS TESTES COGNITIVOS, QUESTIONÁRIO DE TONTURA E ESCALA DE EQUILÍBRIO EM IDOSOS
Ribeiro, M.B.N. ; Mancini, P.C. ; Bicalho, M.A.C. ;

Introdução: o Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional-20 (IVCF-20) é um instrumento de triagem rápida de vulnerabilidade em idosos brasileiros que consegue avaliar as principais dimensões consideradas preditoras de declínio funcional e/óbito em idosos: a idade, a auto-percepção da saúde, as atividades de vida diária, a cognição, o humor, a mobilidade, a comunicação e a presença de comorbidades múltiplas. O IVCF-20 pode utilizado como uma metodologia de Avaliação Geriátrica Ampla, podendo ser aplicada por profissionais não especialistas em Geriatria e Gerontologia.
Objetivo: verificar a correlação entre a IVCF com o questionário de funcionalidade, escala geriátrica de depressão, questionário de impacto de tontura na qualidade de vida e escala de equilíbrio em idosos com disfunção vestibular.
Método: Estudo transversal, observacional e analítico. A amostra foi composta por 38 idosos, de ambos os sexos, com disfunção vestibular comprovada por meio dos exames Potencial Miogênico Evocado Vestibular (VEMP) Cervical e Ocular e/ou Video Head Impulse Test (v-HIT). A idade variou de 60 a 89 com média de 74,13 anos. A escolaridade variou de 0 a 11 anos com média de 4,69 anos. Os procedimentos desta pesquisa foram aprovados pelo Comitê de Ética da Universidade sob o nº CAAE 49714221.0.0000.5149. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). O IVCF-20, o Questionário de Funcionalidade de Pfeffer (Pfeffer) e a Escala Geriátrica de Depressão- versão reduzida (GDS-15) foram aplicados em uma sala com o paciente sentado. A Escala de Equilíbrio de Berg (EEB), o Questionário Handicap para Tontura (DHI) e os exames vestibulares foram realizados pelo mesmo pesquisador. A análise estatística foi realizada por meio do programa SPSS - versão 22.0. Verificou-se a distribuição das variáveis por meio do teste Kolmogorov-Smirnov. A análise da correlação foi realizada por meio do teste de Pearson. Adotamos o nível de significância de 5% (p< 0,05).
Resultados: A IVCF -20 apresentou correlação positiva com a GDS-15, questionário Pfeffer, DHI e suas subescalas físico, funcional e emocional indicando que o valor maior na IVCF-20 indica um aumento de sintomas depressivos, prejuízo da funcionalidade e maior impacto da tontura na qualidade de vida dos idosos. A IVCF-20 apresentou também correlação negativa com a escala de equilíbrio de Berg revelando que quanto maior a pontuação da IVCF, maior o risco de quedas destes idosos.
Conclusão: A IVCF-20 apresentou correlação com os sintomas depressivos, funcionalidade, impacto da tontura na qualidade de vida e risco de quedas em idosos com disfunção vestibular.

Moraes EN, Carmo JA, Moraes FL, Azevedo RS, Machado CJ, Montilla DER. Clinical-Functional Vulnerability Index-20 (IVCF-20): rapid recognition of frail older adults. Revista de Saúde Pública [online]. 2016;50:81. Disponível em: .
Lins MEM, Marques APO, Leal MCC, Barros RLM. Risco de fragilidade em idosos comunitários assistidos na atenção básica de saúde e fatores associados. Saúde em Debate [online]. 2019;43:520-529. Disponível em: .
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Página(s): p.430
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COVID-19: MEDIDAS PROTETIVAS E A COMUNICAÇÃO DE USUÁRIOS DE APARELHOS AUDITIVOS
Nascimento, R. N. do ; Fornari, B. L. ; Patatt, F. S. A. ;

Introdução: O COVID-19 surgiu repentinamente sendo necessário adotar medidas protetivas que diminuíssem sua transmissão interpessoal, como o uso de máscaras de proteção facial, o distanciamento físico do interlocutor e adoção de tecnologias digitais para manter a comunicação à distância. Tais medidas, porém, podem dificultar a compreensão da mensagem falada em indivíduos com acuidade auditiva rebaixada, visto que impedem a leitura orofacial e atenuam a transmissão acústica da fala, trazendo barreiras à comunicação. Objetivo: Verificar o impacto das modificações impostas pela pandemia, na comunicação de adultos e idosos usuários de próteses auditivas Metodologia: Estudo quantitativo e transversal aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o número 4.844.159. Participaram da pesquisa usuários de próteses auditivas com idade igual ou superior a 18 anos, com perdas auditivas de até 65 dB bilateralmente, protetizados a no mínimo um ano antes da pandemia com uso efetivo do dispositivo e que mantiveram a rotina diária semelhante ao período pré-pandemia. Excluiu-se usuários com comprometimentos neurológicos e/ou psiquiátricos que impedissem a aplicação do protocolo, que não fizeram uso contínuo dos dispositivos ou que tiveram a rotina diária modificada. Todos os usuários foram convidados a participar voluntariamente da pesquisa enquanto aguardavam o atendimento fonoaudiólogo na instituição. A coleta de dados deu-se por meio de um protocolo contendo 42 questões fechadas, que foi aplicado oralmente pela pesquisadora, em sala silenciosa. Resultados: Participaram 72 usuários de prótese auditiva, sendo 55,56% do sexo masculino e 44,44% do sexo feminino, com idades entre 18 e 89 anos (média de 61,64 anos) e tempo de protetização médio de 6,86 anos. Quanto ao tempo de uso diário dos aparelhos auditivos, a maioria dos usuários (38,90%) relatou fazer uso de 12 a 15 horas por dia, seguido dos que relataram usar mais de 15 horas (22,22%) e dos que referiram usar entre 9 e 12 horas diárias (19,44%). Dos usuários, 87,50% referem que o interlocutor usar máscara dificulta sua comunicação, sendo que 84,72% relatam dificuldades para compreender a fala nesta situação. Ainda, 93,06% dos sujeitos se comunicam mantendo distanciamento físico do interlocutor, sendo que destes, 72,22% sentem dificuldade ao conversar nesta configuração. Em relação ao uso de tecnologias digitais, 93,06% dos usuários as utilizam, sendo que destes, 59,40% não sentem dificuldades ao utilizá-las para comunicação. Além disso, 75% dos indivíduos sentem que as medidas protetivas dificultam a comunicação com outras pessoas, 51,39% relatam dificuldades em manter a vida social, 48,61% relatam interagir menos, enquanto 61,11% deixam de interagir em virtude das dificuldades advindas das medidas protetivas. Por fim, 48,61% dos usuários sentem-se frustrados e tristes por causa de tais dificuldades. Conclusão: Em virtude da adoção das medidas protetivas contra o COVID-19 um número expressivo de usuários de próteses auditivas tem experienciado dificuldades comunicativas que restringem seu contato com a sociedade. Faz-se necessário a divulgação de orientações que possam facilitar essa comunicação, como a adoção de fala mais lentificada, bem articulada, a utilização de máscaras que viabilizem a visualização da boca e uso de legendas automáticas em vídeos, dentre outras.

GIOVANELLI, E. et al. Unmasking the Difficulty of Listening to Talkers With Masks: lessons from the COVID-19 pandemic. i-Perception, v. 12, n. 2, 2021.

OLIVERA, A. C. DE; LUCAS, T. C.; IQUIAPAZA, R. A. O Que a Pandemia Da Covid-19 Tem Nos Ensinado Sobre Adoção De Medidas De Precaução? Texto & Contexto Enfermagem, v. 29, p. 15, 2020.

SAUNDERS, G. H.; JACKSON, I. R.; VISRAM, A. S. Impacts of face coverings on communication: an indirect impact of COVID-19. International Journal of Audiology, v. 0, n. 0, p. 1–13, 2020.

TAVANAI, E.; ROUHBAKHSH, N.; ROGHANI, Z. A review of the challenges facing people with hearing loss during the COVID-19 outbreak : toward the understanding the helpful solutions. Auditory and Vestibular Research, v. 30, n. 2, p. 62–73, 2021.

TEN HULZEN, R. D.; FABRY, D. A. Impact of Hearing Loss and Universal Face Masking in the COVID-19 Era. Mayo Clinic Proceedings, v. 95, n. 10, p. 2069–2072, 2020.
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Página(s): p.555
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CRITÉRIOS AVALIATIVOS UTILIZADOS NA TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL, POR MEIO DAS EMISSÕES OTOACÚSTICAS
Costa, A. L. ; Lobato, M. P. ; Moraes, T. J. F. ; Mourão, N. A. L. ;

Introdução: a perda auditiva prejudica o desenvolvimento da linguagem, necessitando ser detectada e iniciada intervenção o mais precocemente possível, por meio da triagem auditiva neonatal (TAN), cuja análise dos resultados determina o investimento de condutas futuras para proporcionar esse desenvolvimento. Objetivo: pesquisar os critérios de análise da pesquisa das emissões otoacústicas utilizados pelos fonoaudiólogos de Belém. Metodologia: foi realizado com 20 (vinte) fonoaudiólogos registrados no Conselho Regional de Fonoaudiologia (CRFa 9 R), de qualquer gênero, que trabalhavam com a realização da Triagem Auditiva Neonatal, por meio do exame de Emissões Otoacústicas, na cidade de Belém. Constou de uma pesquisa do tipo descritiva e de abordagem quanti-qualitativa. Foi feito convite para participar do estudo, aos fonoaudiólogos, individualmente, pelas redes sociais de interação de mensagens, após a aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa (CAEE 50350321.2.0000.5173). Foi utilizada a plataforma digital Google Forms, que apresentou as orientações e o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para que o convidado a participar aceitasse. Aqueles que aceitaram, prosseguiram para responder ao questionário, que visou identificar os procedimentos realizados na triagem auditiva neonatal, os critérios utilizados para a análise do exame de Emissões Otoacústicas e verificar as facilidades e as dificuldades encontradas na análise desse exame na triagem auditiva neonatal. Resultados: 100% dos fonoaudiólogos utilizavam as Emissões Otoacústicas Evocadas para efetuar a TAN. Os participantes encontraram como facilidades na realização do exame: objetividade e rapidez no teste, facilidade na interpretação do exame, tornar possível a detecção precoce de perdas auditivas e o equipamento utilizado Como dificuldades foram citadas: relação sinal ruído, limitação da avaliação da via auditiva, o fato de que nem todos os neonatos têm acesso ao teste, obstrução do CAE, evasão familiar, não determinar o grau da perda auditiva, falta de colaboração dos pais durante o teste e não haver um protocolo de avaliação único . Foi observado que o critério passa-falha definido pelo fabricante do aparelho é o mais utilizado pelos entrevistados. Conclusão: constatou-se a necessidade uma análise minuciosa nos resultados da pesquisa das Emissões Otoacústicas Evocadas, averiguando todos os dados obtidos no teste, não apenas o critério passa-falha.

Dutra, Monique Ramos Paschoal; Araújo, Ana Gabriela de Figueiredo; Xavier, Cynthia Cibelle dos Santos; Holanda, Norrara Scarlytt de Oliveira; Lima, Jose Clécio dos Santos; Pereira, Silvana Alves. Indicadores de qualidade de triagem auditiva e de avaliação do frênulo lingual neonatal. CoDAS. 2020;32(3):e20180179. Disponível em: https://www.scielo.br/j/codas/a/Y67SnS7ZHKLmygVjkjnL4SK/?format=pdf&lang=pt. Acesso em 14 dez. 2021.

Faria, Armanda de Oliveira Pache; Vieira, Alan Araújo; Simen, Raphaella Costa Moreira; Miterhof, Maria Elisa Vieira da Cunha Ramos. Comparação entre os resultados do teste da orelhinha e da timpanometria: devemos revisar o protocolo de triagem auditiva neonatal? Revista de Pediatria da SOPERJ. jun. 2018;18(2). Disponível em: http://revistadepediatriasoperj.org.br/detalhe_artigo.asp?id=1047. Acesso em 14 dez. 2021.


Oliveira, Thalita da Silva; Dutra, Monique Ramos Paschoal; Cavalcanti, Hannalice Gottschalck. Triagem Auditiva Neonatal: associação entre a cobertura, oferta de fonoaudiólogos e equipamentos no Brasil. In: CoDAS. 2021;33(2):e20190259. Disponível em: https://www.scielo.br/j/codas/a/bDHqrGQz5D8nXXdcqFphPXk/?format=pdf&lang=pt. Acesso em 31 dez. 2021.

Pinto, Kayo Luan Nogueira. Desenvolvimento de sistema de análise de emissões otoacústicas evocadas transientes para auxílio a triagem auditiva. 2016. 68 fl. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Ciência da Computação) Universidade do Estado do Rio Grande do Norte e Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Mossoró, 2016.

Rodrigues, Priscila de Araújo Lucas; Nardez, Taina Maiza Bilinski; Espindola, Mariano Martinez; Gomes, Keyla Cristina Costa; Silva, Bruna Luana. Comparação de dois protocolos de triagem auditiva neonatal com critérios de referência de passa e falha distintos. Revista CEFAC. jul.-ago. 2016;18(4):876-890.
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Página(s): p.557
ISSN 1983-1793X
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CUIDANDO DA AUDIÇÃO DO BEBÊ: RELATO DE UMA AÇÃO EDUCATIVA VIRTUAL EM SAÚDE PARA GESTANTES E LACTANTES
MELO, L.P.F. ; DANTAS, D.S. ; OLIVEIRA, A.G.S. ; RODRIGUES, I.X. ; MOURA, L.M.G.O. ; MOURA, R.G. ; SILVEIRA, W.O. ; CAVALCANTI, H.G. ;

Sabe-se que são muitos os fatores de risco que podem acometer a criança nos períodos peri e pós-natais, trazendo consequências para seu desenvolvimento em geral. Especificamente em relação à audição, são muitos os indicadores de risco que podem resultar numa deficiência auditiva (D.A.), que é considerada um grave problema de saúde pública, não só pela sua incidência, mas também pelas consequências que a privação sensorial traz para a aquisição de linguagem da população infanil. Nesse sentido, o cuidado com a audição das crianças por parte da família torna-se essencial, proporcionando benefícios indiscutíveis para essa população. Seguindo essa perspectiva, um projeto de extensão desenvolvido num curso de graduação em Fonoaudiologia de uma universidade pública teve por finalidade promover ações educativas voltadas para gestantes e lactantes que frequentaram seis Unidades de Saúde da Família (USF). Desenvolvida por docentes, discentes e colaboradores das USF parceiras, a ação beneficiou no período de junho a dezembro de 2021 um total de 140 mães que foram mensalmente orientadas de forma virtual acerca de como cuidar da saúde auditiva infantil, aprendendo a prevenir problemas auditivos, compreendendo a importância do diagnóstico precoce e adotando cuidados que favoreçam e mantenham a saúde auditiva de seus filhos. As ações da extensão foram desenvolvidas através das plataformas digitais Instagram e Whatsapp, onde foram compartilhadas publicações periódicas (em formato de vídeos, posts, lives e podcasts) embasadas cientificamente, contendo informações referentes à saúde auditiva infantil. Foram abordadas as seguintes temáticas: indicadores de risco para a deficiência auditiva infantil; desenvolvimento auditivo do bebê pré-termo; atenção aos acidentes domésticos que podem provocar problemas auditivos; cuidados com a amamentação para garantir a saúde auditiva do bebê; e procedimentos e etapas da triagem auditiva neonatal. Pode-se afirmar que a promoção de educação em saúde auditiva infantil realizada por meio das plataformas virtuais vem possibilitando o compartilhamento rápido de informações, engajamento positivo da população-alvo nas redes sociais da ação, possibilidade de interação entre as mães e a equipe de extensionistas, abertura de um espaço efetivo de interlocução entre os profissionais que compõem a equipe e os profissionais colaboradores das USFs e grande empenho da equipe na preparação dos conteúdos veiculados. Assim sendo, pode-se concluir que o trabalho de orientação virtual desenvolvido tem mostrado ser efetivo na proposta de educação em saúde.

1. Soares, M.L.M.; Guimarães, A.L.S.; Amaral, N.A.C. Operacionalização nacional da triagem auditiva neonatal no sistema único de saúde. Revista Saúde, v. 10, n.1 (ESP), 2016
2. JOINT COMMITTEE ON INFANT HEARING (JCIH). 2019 Position Statement Pediatrics, 2019
3. Dias, A.C.; Siqueira, L. P.; Vigano, C. Análise das ações educativas sobre a saúde auditiva em crianças escolares. Rev. Bras. Pesq. Saúde, Vitória, 18(3): 91-99, jul-set, 2016
4. Carniel, C.Z.; Furtado, M.C.C.; Vicente; J.B.; Abreu; R.Z.; Tarozzo; R.M.; Cardia, S.E.T.R.; Massei;, M.C.I.; Cerveira, R.C.G.F. Influência de fatores de risco sobre o desenvolvimento da linguagem e contribuições da estimulação precoce: revisão integrativa da literatura. Rev. CEFAC. 2017 Jan-Fev; 19(1):109-118
5. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas e Departamento de Atenção Especializada. – Brasília : Ministério da Saúde, 2012.
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Página(s): p.581
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DEMANDAS DE ADULTOS E IDOSOS USUÁRIOS DE APARELHO DE AMPLIFICAÇÃO SONORA INDIVIDUAL E GESTÃO DOS ATENDIMENTOS
Ferreira, M.M. ; Sault, T. C. L. S. ; Souza, A. S. ; Novaes, B.C. ; Mendes, B. C. A. ;

Introdução: Estudos sobre a reabilitação da audição e gestão de serviços de saúde auditiva são bem-vindos diante da crescente demanda populacional para esses tratamentos e da necessidade de acompanhamento dos pacientes que recebem seus dispositivos auditivos pelo Sistema Único de Saúde. Como recomendação do instrutivo de reabilitação, todos os pacientes que recebem o aparelho no serviço são orientados a retornar pelo menos uma vez por ano para acompanhamento, ou sempre que estiverem com algum problema com a amplificação (Brasil, 2020). Estudar o perfil da população atendida e suas demandas é importante para gestão e planejamento dos serviços, pois norteia as decisões e práticas dos atendimentos prestados. Objetivo: Analisar os motivos da solicitação de retorno ao serviço de referência de adultos e idosos usuários de AASI, correlacionando a demanda destes usuários e suas características audiológicas com os processos realizados para o atendimento. Método: O estudo recebeu o parecer de ética número 055/2010. Foram incluídos na pesquisa sujeitos usuários de dispositivos acima de 18 anos que compareceram ao serviço para acompanhamento audiológico espontaneamente durante seis anos de análise. Os sujeitos foram selecionados por amostra de circunstância. Para efeito de análise, os participantes foram divididos em dois grupos segundo o tipo de equipe profissional requerido: Equipe Simples e Equipe Completa (ES e EC). A análise bivariada foi feita com a intenção de avaliar as diferenças entre os tipos de equipe (ES ou EC), procedimentos realizados e as características da população. Foi analisada a concordância entre a queixa relatada no momento do retorno e os procedimentos realizados ao final do acompanhamento audiológico. RESULTADOS: compareceram 11.862 pacientes durante os seis anos de análise, com 15% de faltas, sendo que 45% tinham idade inferior a 60 anos e 55% acima de 60 anos, variando de 10 a 102 anos. Em relação às queixas iniciais, 40,5% tinham queixa de ajustes, seguidos de molde (29,3%) e aparelhos quebrados (20,83%) e outras queixas menores. Em relação à conduta realizada, 48,65% dos pacientes realizou acompanhamento audiológico completo, com a realização de ajustes e moldes. CONCLUSÃO: A data da última audiometria e da idade do AASI foram informações que determinaram o tipo de equipe necessário para o atendimento dos pacientes. O tempo em que foi realizado o último atendimento de acompanhamento audiológico foi em média menos de dois anos. A idade média dos AASI foi de menos de três anos. Torna-se importante, no momento que a secretaria realiza o agendamento de retorno, o acesso às informações sobre a data da última audiometria e idade do AASI afim de otimizar e direcionar o tipo de agendamento a ser realizado.

ARAUJO T M; MENDES, BCA; NOVAES, BCAC. Pronto atendimento a usuários de dispositivos de amplificação sonora. Rev. soc. bras. fonoaudiol., São Paulo, v. 16, n. 4, p. 466-473, Dec. 2011.

Brasil 2020. Instrutivo de reabilitação auditiva, física, intelectual e visual. Rede de atenção à pessoa com deficiência no âmbito do SUS, Ministério da Saúde. 125p.

Ragusa-Mouradian CA, Momensohn-Santos TM. Case study of a hearing rehabilitation service in the City of São Paulo. RSD [Internet]. 2021Aug.8 [cited 2021Sep.15];10(10):e199101018633. Available from: https://rsdjournal.org/index.php/rsd/article/view/18633

RUSCHEL N L, BONATTO AS, TEIXEIRA, AR. Reposição de próteses auditivas em programa de saúde auditiva. Audiol., Commun. Res., São Paulo, v. 24, e2025, 2019.

SAULT TCLS, GUDMON MC, FERLIN FILHO GB, KAWASAKI TH, PADILHA RB, TRALIA TA, NOVAES BCAC, MENDES BCA. Queixas e condutas de pacientes usuários de Aparelho de Amplificação sonora. In: Encontro Internacional de Audiologia. On-line, 23-25 nov, 2020.
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Página(s): p.619
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DESEMPENHO AUDITIVO EM USUÁRIOS DE IMPLANTE COCLEAR QUE APRESENTAM ESTIMULAÇÃO DO NERVO FACIAL
Rocha, L. V. ; Hoshino, A. C. H. ; Goffi-Gomez, M. V. S. ; Tsuji, R. K. ; Bento, R. F. ;

INTRODUÇÃO: A estimulação do nervo facial (FNS) é uma complicação na programação do implante coclear (IC) quando, em situações específicas, a corrente elétrica enviada ao gânglio espiral, pode escapar da cóclea para o nervo facial próximo. Existem vários graus de FNS experimentados por usuários de IC e alguns recursos podem ser aplicados para reduzir os efeitos dessa estimulação. Essas mudanças podem resultar em um mapa de ajuste inferior ao ideal para o usuário de IC, com consequente redução nas habilidades auditivas. OBJETIVO: Verificar quais são as etiologias que causam a estimulação do nervo facial após a cirurgia de implante coclear; identificar as estratégias mais utilizadas no manejo do problema; e avaliar o reconhecimento de fala no silêncio e no ruído dos pacientes que apresentaram estimulação do nervo facial. MÉTODO: Trata-se de um estudo retrospectivo e descritivo (Comitê de Ética em Pesquisa da instituição - CAAE: 55481922.0.0000.0068). Foram selecionados os prontuários de todos os pacientes que preencheram os critérios de inclusão (usuários de implante coclear que referiram ou que foi observada a estimulação do nervo facial na programação do processador de fala) e critério de exclusão (usuários que apresentaram paralisia facial periférica no lado do implante coclear). As informações coletadas dos prontuários dos participantes foram: marca do implante coclear, modelo do feixe de eletrodos, idade ao implantar, etiologia da perda auditiva, data de identificação da FNS (no intraoperatório, na ativação ou quantos meses após a ativação), número de eletrodos que geraram a FNS, ações iniciais realizadas, reconhecimento de sentenças no silêncio em conjunto fechado no último atendimento, reconhecimento de sentenças no silêncio em conjunto aberto no último atendimento, reconhecimento de sentenças no ruído no último atendimento, tipo de pulso e número de eletrodos desativados. RESULTADOS: Foram coletados os dados de 32 usuários de implante coclear, sendo 7 crianças (média de 3 anos 7 meses) e 25 adultos (média de 43 anos e 8 meses), sendo que um dos adultos abandonou o uso do IC; as etiologias encontradas que causam a FNS foram a malformação coclear, traumatismo craniano, meningite e otosclerose; as principais ações inicias realizadas foram diminuição da corrente elétrica seguida da desativação dos eletrodos que geraram esta estimulação, na marca de IC Med-El também foi observada a mudança do tipo do pulso de bifásico para trifásico. A média do reconhecimento de fala em apresentação aberta antes da identificação da FNS foi de 86% e 80% depois, para os pacientes que realizaram provas em apresentação aberta. Entretanto, houve grande variabilidade, desde 30% em apresentação fechada, a 90% de reconhecimento no ruído. CONCLUSÃO: As etiologias mais comuns que causam a FNS neste estudo corroboram com a literatura; a estimulação do nervo facial pode ser resolvida utilizando técnicas de programação do processador de fala; e não é possível predizer o desempenho auditivo de pacientes que apresentarão FNS, pois o resultado dependerá de outras variáveis inerentes a cada paciente implantado.

1. Bahmer A, Adel Y, Baumann U. Preventing facial nerve stimulation by triphasic pulse stimulation in cochlear implant users: intraoperative recordings. Otol Neurotol 2017;38:e438–e444.
2. Bahmer A, Baumann U. The underlying mechanism of preventing facial nerve stimulation by triphasic pulse stimulation in cochlear implant users assessed with objective measure. Otol Neurotol 2016;37:1231–1237.
3. Smullen JL, Polak M, Hodges AF, et al. Facial nerve stimulation after cochlear implantation. Laryngoscope 2005;115:977–982
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.643
ISSN 1983-1793X
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DESEMPENHO DE ALUNOS NA TRIAGEM DO PROCESSAMENTO AUDITIVO PÓS-PROGRAMA DE ESTIMULAÇÃO AUDITIVA APLICADO POR PROFESSORES EM TUTORIA E EXTENSIONISTAS DE FONOAUDIOLOGIA
LEAL, A.V.S. ; PEREIRA, Y.S. ; TELES, J.V. ; SILVA, I.M.C. ;

Introdução: A integridade do sistema auditivo, bem como suas habilidades, garantem o desenvolvimento da linguagem oral e escrita. O Processamento Auditivo envolve habilidades desde a detecção até a compreensão do som. Caso o indivíduo tenha alterações em alguma dessas habilidades, é denominado Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC). Com a avaliação e intervenção precoce é possível minimizar os possíveis impactos do TPAC no desenvolvimento e na alfabetização. Objetivo: O objetivo do trabalho foi comparar a estimulação auditiva precoce em escolares realizada por estudantes de Fonoaudiologia e professores do 1º ano do Ensino Fundamental, sob tutoria fonoaudiológica. Metodologia: Tratou-se de um estudo de coorte com amostra pareada, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa de parecer 2.406.617. Foi comparado o desempenho dos alunos estimulados por extensionistas do Programa Audiologia na Escola (Grupo 1) e por professores participantes do Programa de Tutoria desenvolvido pela extensão (Grupo 2), através da avaliação simplificada do processamento auditivo e teste de atenção auditiva sustentada (THAAS), antes e depois da estimulação. Resultados: No teste MSNV o Grupo 1 apresentou 36% de acertos e 64% de falha antes da estimulação, e 54% de certo para 46% de falhas após. No teste MSV apresentou 52% de acertos e 46% de erros, e após 74% de acertaram e 26% falharam. O THAAS apresentou melhora nas médias de desatenção, impulsividade e total de erros. Já o Grupo 2 apresentou no teste MSNV 14,2% de acertos e 85,7% de falhas antes da estimulação, e após foram 45,4% que passaram e 54,5% falharam. No teste MSV, 100% das crianças falharam na primeira, sendo que após 36,6% passaram e 63,3% falharam. No THAAS, o Grupo 1 apresentou média de 37,4 erros de desatenção no primeiro momento e 37 no segundo. Na impulsividade, obteve-se média de 8,7 erros na primeira e 3,95 na segunda avaliação, apresentando melhora. No Total de Acertos, observou-se média de 82,59 e depois 83, com significância estatística. O Grupo 2 apresentou média de 7,6 erros de desatenção na primeira avaliação e 3,44 na segunda. Para a Impulsividade, constatou-se 3,36 na avaliação prévia e, no segundo momento, 3,12. Em Total de Erros obtivemos a média de 55,24 e 49,36 na segunda avaliação. Para o Grupo 2, observou-se qualitativamente melhora em todos os resultados da segunda avaliação, porém sem relevância estatística. Conclusão: Ambos os grupos apresentaram resultados positivos em relação à estimulação auditiva e à melhora de desempenho das habilidades auditivas. Salienta-se a importância de profissionais fonoaudiólogos na rede de ensino, junto ao trabalho educacional, criando, em sala de aula, um espaço de estimulação e crescimento, para alcançar mais crianças e professores para desenvolvimento de habilidades auditivas.

Pinheiro FH, Capellini SA. Treinamento auditivo em escolares com distúrbio de aprendizagem. Pró-Fono Revista de Atualização Científica. 2010; 22(1):49-54.

Engel AC, Bueno CD, Sleifer P. Treinamento musical e habilidades do processamento auditivo em crianças: revisão sistemática. 24º ed. Porto Alegre: Audiol Commun Res; 2019.

Souza IMP, Carvalho NG, Plotegher SDCB, Colella-Santos MF, Amaral MIR. Triagem do processamento auditivo central: contribuições do uso combinado de questionário e tarefas auditivas. Audiol Commun Res. 2018; 23 e2021.

Carvalho NG, Ubiali T, Amaral MIR, Colella-Santos MF. Procedures for central auditory processing screening in schoolchildren. Braz J Otorhinolaryngology. 2019;85(3):319-328.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.540
ISSN 1983-1793X
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DESEMPENHO DOS USUÁRIOS DE PRÓTESES AUDITIVAS QUE RECEBERAM ATENDIMENTO ONLINE POR MEIO DE SISTEMA BASEADO NA INTERNET PARA ORIENTAÇÃO E TELEMONITORAMENTO
SOARES, A ; ALMEIDA, K ;

Objetivos: analisar o desempenho do usuário de prótese auditiva orientado por meio de telemonitoramento no Sistema Escuto mas não entendo.

Método: o sistema de internet para orientação e telemonitoramento Escuto, mas não entendo foi desenvolvido baseado em recomendações de literatura para layout, design e conteúdo de orientação e aconselhamento.43 indivíduos adultos e idosos, usuários de próteses auditivas, novos ou experientes, foram avaliados e submetidos a uma consulta presencial inicial. Todos foram submetidos ao mesmo protocolo de adaptação, a fim de garantir a adequada programação das próteses auditivas no início da coleta. O desempenho dos usuários foi medido por meio do questionário Speech, Spatial and Qualities of Hearing (SSQ) aplicado online. Os indivíduos foram acompanhados por um período de oito a doze meses, com acompanhamento à distância a partir da consulta inicial.

Resultados: os indivíduos apresentaram inicialmente pior desempenho para o domínio Audição para a fala do questionário SSQ do que para os demais domínios. Foi observada melhora de desempenho em todas os domínios do SSQ e aumento do tempo de uso diário das próteses auditivas após o período de telemonitoramento.

Conclusões: O uso do sistema Escuto, mas não entendo mostrou ser uma ferramenta efetiva para orientação e telemonitoramento do usuário de próteses auditivas, aumentando tempo e constância de uso dos dispositivos, com melhora de desempenho ao longo do processo. E demonstrou que materiais online, que podem ser revisitados, são úteis para garantir a aderência ao uso da prótese auditiva e melhora da reabilitação auditiva.

Bernstein LE, Besser J, Maidment DW, Swanepoel W. Innovation in the context of audiology and in the context of the internet. Am J Audiol. 2018;27(3S):376-384.

Ferguson M. M-health technologies empower users of hearing healthcare. Ent Audiol News. 2019;28(5).

Malmberg M, Sundewall Thorén E, Öberg M, Lunner T, Andersson G, Kähäri K. Experiences of an Internet-based aural rehabilitation (IAR) program for hearing aid users: a qualitative study. Int J Audiol. 2018;57(8):570-576.

Miranda-Gonsalez ECM, Almeida K. Incapacidade auditiva medida por meio do questionário Speech Spatial and Qualities of Hearing Scale (SSQ): estudo piloto da versão reduzida em Português Brasileiro. Audiol Commun Res. 2017:22: e1709.

Thorén ES, Oberg M, Wänström G, Andersson G, Lunner T. A randomized controlled trial evaluating the effects of online rehabilitative intervention for adult hearing-aid users. Int J Audiol. 2014;53(7):452-61.
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Página(s): p.568
ISSN 1983-1793X
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DESENVOLVIMENTO DE SISTEMA BASEADO NA INTERNET PARA ORIENTAÇÃO E TELEMONITORAMENTO DE USUÁRIOS DE PRÓTESE AUDITIVA
SOARES, A ; ALMEIDA, K ;

Objetivos: desenvolver um sistema baseado na internet, para telemonitoramento e orientação do usuário de prótese auditiva e verificar em um grupo piloto a sua usabilidade.
Método: o sistema Escuto, mas não entendo foi desenvolvido baseado em recomendações de literatura para layout, design e conteúdo de orientação e aconselhamento. Seguimos três etapas: planejamento, elaboração do design e conteúdo e teste piloto. O desempenho dos usuários foi monitorado por meio do questionário Speech Spatial and Qualities of Hearing Scale. O público-alvo foi formado por 43 adultos e idosos, com perda auditiva, de qualquer tipo e grau, uso regular de prótese auditiva de no mínimo 30 dias e no máximo 24 meses; com habilidade de leitura e sem evidências de comprometimentos cognitivos.  Os indivíduos foram acompanhados por um período de oito a doze meses. A usabilidade deste material foi avaliada com o questionário System Usability Scale.
Resultados: foi observada melhora de desempenho e aumento de uso diário das próteses auditivas após o período de orientação e telemonitoramento via sistema para todos os participantes da pesquisa. Os usuários novos acessaram prioritariamente a sessão sobre audição e perda de audição, já os usuários antigos acessaram mais a área sobre manipulação dos aparelhos auditivos. A usabilidade do sistema foi considerada adequada pelos indivíduos participantes do estudo.

Alves P, Pires JA. A usabilidade em software educativo: princípios e técnicas. In IV Simpósio Internacional de Informática Educativa. Barcelona: Vigo, 2002.

Brooke J. SUS: a quick and dirty usability scale. Usability Eval Ind. 1996; 189:4-7.

Convery E, Heeris J, Ferguson M, Edwards B. Human-Technology Interaction Considerations in Hearing Health Care: An Introduction for Audiologists. Am J Audiol. 2020;29(3S):538-545.

Ferguson M. M-health technologies empower users of hearing healthcare. Ent Audiol News. 2019;28(5).

Nakamura, MY Almeida K. Desenvolvimento de material educacional para orientação de idosos candidatos ao uso de próteses auditivas. Audiol Commun Res. 2018:23: e1938.
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Página(s): p.567
ISSN 1983-1793X
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DIAGNÓSTICO E INTERVENÇÃO EM CRIANÇAS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA EM CENTRO ESPECIALIZADO DE REABILITAÇÃO: IDENTIFICAÇÃO DE BARREIRAS NO FLUXO DE ATENDIMENTO
Rúpolo, A. C. ; Novaes, B. C. A. C. ; Pereira, R. S. ; Mendes, B. C. A. ;

Introdução: O diagnóstico e intervenção da deficiência auditiva em crianças realizado nos primeiros meses de vida são considerados fatores determinantes para o desenvolvimento de habilidades auditivas e de linguagem. Fatores como o uso efetivo e qualidade do dispositivo eletrônico, terapia fonoaudiológica, expectativas dos familiares e sua implicação com o tratamento são fatores importantes para o prognóstico da criança, bem como aspectos relativos às condições socioeconômicas, culturais e acadêmicas. A rede de saúde organiza o fluxo de encaminhamentos de bebês e crianças com queixa de perda de audição para que o atendimento transcorra de forma oportuna com o início da intervenção fonoaudiológica e a adesão a suas etapas. No entanto, inúmeras intercorrências podem acontecer ao longo desse processo, gerando barreiras que dificultam o bom desenvolvimento da criança. Objetivo: O objetivo desta pesquisa foi analisar o processo de intervenção de crianças diagnosticadas com deficiência auditiva permanente em um serviço de referência em saúde auditiva. Método: A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de ética e pesquisa sob o parecer número 155/2011, realizada a partir dos prontuários e dados de agendamento de crianças com deficiência auditiva diagnosticadas nesse Centro Especializado em Reabilitação. Este estudo teve caráter descritivo quanti/qualitativo. Os sujeitos foram caracterizados do ponto de vista demográfico e audiológico a partir de relações estabelecidas entre o processo de encaminhamento, diagnóstico e intervenção e as características dos pacientes, além dos retornos para acompanhamento audiológico. Resultados: Do total das crianças 40,91% (18) apresentaram índice de inteligibilidade de fala (SII) <36%, 20,45% apresentaram SII entre 36 e 55 e 38,64% apresentaram SII≥56. Da população total do estudo, 72,97% das crianças tiveram um tempo maior ou igual a seis meses entre a seleção do aparelho e o acompanhamento. As crianças que têm melhor frequência no diagnóstico (≥75%) foram aquelas cuja mediana de idade no momento da primeira consulta no serviço é maior; 80% das crianças que têm melhor frequência no diagnóstico (≥75%) foram do sexo masculino. As crianças que compareceram em um período menor de tempo (menor que seis meses) entre a adaptação de AASI e o primeiro acompanhamento foram aquelas cuja mediana de idade no momento da consulta foi menor que 20 meses. As crianças que compareceram em um período menor (menor que seis meses) entre a adaptação de AASI e o primeiro acompanhamento foram aquelas cuja mediana de distância em quilômetros até o serviço foi de <20km. Conclusão: A análise dos dados de audibilidade, idade do diagnóstico e distância percorrida até o serviço têm se mostrado como fatores importantes em relação à adesão ao tratamento. É importante que o serviço identifique ações e características que possam melhorar o comparecimento às sessões de terapia e acompanhamento audiológico para que o prognóstico de desenvolvimento de linguagem possa ser alcançado.


1-Fichino,SN; Avelino, VLF; Lewis,DR. Característica demográficas e audiologicas da população pediátrica de um centro de referência em saúde auditiva de São Paulo. Distúrbiodecomun,2018.

2-Figueiredo, Renata de Souza Lima et al. Classificação de perdas auditivas por grau e configuração e relações com Índice de Inteligibilidade de Fala (SII) amplificado. CoDAS [online]. 2016, v. 28, n. 6 [Acessado 2 Novembro 2021] , pp. 687-696. Disponível em: . Epub 12 Dez 2016. ISSN 2317-1782. https://doi.org/10.1590/2317-1782/20162015228.

3-Yoshinaga-Itano C, Sedey AL, Wiggin M, et al. Early Hearing Detection and Vocabulary of Children With Hearing Loss. Pediatrics. 2017;140(2):e20162964
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Página(s): p.637
ISSN 1983-1793X
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DIAGNÓSTICOS DE TRANSTORNOS DE PROCESSAMENTO AUDITIVO COM ENFOQUE EM TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM: REVISÃO SISTEMÁTICA
Marques, S. L. ; Ribeiro, K. ;

Introdução: O processamento auditivo é altamente complexo e não compartimentalizado, quando analisado nos âmbitos sensorial, psicológico ou neurológico. Considerando tal característica, faz-se necessária uma investigação profunda da metodologia diagnóstica utilizada pelos fonoaudiólogos. Objetivo: O presente artigo buscou avaliar a literatura pertinente, de forma a determinar se as metodologias tipicamente empregadas no diagnóstico dos Transtornos do Processamento Auditivo, especialmente no contexto de Transtornos de aprendizagem, são adequadas à realidade deste sistema. Metodologia: Dois pesquisadores definiram juntos os descritores da busca, através do portal regional da BVS, sendo eles "Diagnóstico", "Processamento Auditivo” e “Transtorno Específico de Aprendizagem”. Critérios de inclusão: Artigos publicados entre os anos 2016 e 2020, focados no diagnóstico das alterações do processamento auditivo central, em indivíduos que apresentavam dificuldades na aprendizagem. Critérios de exclusão: Artigos que não disponibilizavam a versão na íntegra, sem detalhamento dos exames utilizados e processo diagnóstico. As bases de dados escolhidas foram Pubmed e Scielo. A pesquisa foi feita no período de janeiro a julho de 2021. Resultados: Foram encontrados inicialmente 60 artigos e destes, selecionados 20. Na literatura considerada, houve consenso sobre a existência de correlação entre presença de distúrbios do sistema auditivo e dificuldades de aprendizado. Existem diversas baterias de avaliação genérica que analisam todos os campos, cabendo ao fonoaudiólogo, considerar a bateria mais apropriada ao caso. Em dez artigos, houve simplificação do processo diagnóstico: seis aplicaram unicamente a Avaliação Simplificada do Processamento Auditivo (ASPA) e quatro aplicaram baterias de testes diversas, referentes às habilidades auditivas. Os artigos restantes combinaram testes como ASPA e Inventário dos Recursos do Ambiente Familiar (RAF); ASPA e avaliação da ordenação temporal; bateria de testes de processamento auditivo seguida de testes de atenção visual e auditiva, memória para dígitos, memória para sílabas e consciência fonológica. Foram encontradas informações pertinentes às origens de alguns dos falsos diagnósticos positivos para TPAC em seis dos artigos considerados. Foram estas: alterações em funções neuropsicológicas adjacentes, TDAH , anemia e idade. Por não existir compartimentalização absoluta do cérebro humano e a plasticidade neural ser integral ao processo de desenvolvimento das habilidades de linguagem, observa-se a importância de considerar as funções neuropsicológicas e cognitivas no diagnóstico do TPAC, especialmente quando relacionado às dificuldades de aprendizagem. Constatou-se correlação forte entre as habilidades de atenção concentrada, percepção de faces, linguagem oral e memória e desempenho nos testes auditivos, sendo que tais habilidades não são pertencentes ao TPAC e, se prejudicadas, levarão a alterações no diagnóstico. Observou-se, em um dos artigos, que a habilidade de ordenação temporal foi um marcador relevante na percepção fonológica, pois a maior parte dos indivíduos que apresentaram adequação nesta habilidade também apresentaram fonologia adequada, podendo vir a ser um critério de destaque nas avaliações. Conclusão: As metodologias simplistas do atual processo diagnóstico favorecem a prevalência de diagnósticos não-diferenciais, causada por uma análise superficial e excessivamente patológica dos transtornos de aprendizagem e do processamento auditivo, cabendo uma reavaliação geral dos critérios e procedimentos diagnósticos empregados.

Mırıcı E, Ocak E, Bayrak S, Kocaöz D, Kankılıç ES, Dağlı E, Acar A. A Noteworthy Pathology in Children with Learning Disabilities: Late Latency Response Failure in Central Auditory Processing. J Int Adv Otol. 2018 Dec;14(3):404-407. doi: 10.5152/iao.2018.3729. PMID: 30644373; PMCID: PMC6354522.

Fostick L, Revah H. Dyslexia as a multi-deficit disorder: Working memory and auditory temporal processing. Acta Psychol (Amst). 2018 Feb;183:19-28. doi: 10.1016/j.actpsy.2017.12.010. Epub 2018 Jan 2. PMID: 29304447.

Sharma M, Cupples L, Purdy SC. Predictors of Reading Skills in Children With Listening Concerns. Ear Hear. 2019 Mar/Apr;40(2):243-252. doi: 10.1097/AUD.0000000000000608. PMID: 29863599.

Iliadou V, Bamiou DE, Kaprinis S, Kandylis D, Kaprinis G. Auditory Processing Disorders in children suspected of Learning Disabilities--a need for screening? Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 2009 Jul;73(7):1029-34. doi: 10.1016/j.ijporl.2009.04.004. Epub 2009 May 7. PMID: 19427040.

Choi SMR, Kei J, Wilson WJ. Hearing and Auditory Processing Abilities in Primary School Children with Learning Difficulties. Ear Hear. 2019 May/Jun;40(3):700-709. doi: 10.1097/AUD.0000000000000652. PMID: 30192258.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.534
ISSN 1983-1793X
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EFEITO DA MUSICOTERAPIA NAS VIAS EFERENTES AUDITIVAS EM PACIENTES COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
Silberfeld, M.C. ; Almeida, A. G. P. ; Durante, A.S. ;

Introdução: O uso da música pode influenciar na melhora da cognição de crianças com distúrbios de aprendizado e desenvolvimento. Desse modo, a musicoterapia torna-se uma ferramenta a ser utilizada no acompanhamento multidisciplinar de pacientes com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), principalmente levando em consideração que tais pacientes apresentam dificuldades em atenção seletiva e discriminação de estímulos sensoriais irrelevantes.
Dentre as muitas etapas desencadeadas pelos sons no sistema auditivo o reflexo olivococlear é fundamental para a atenção seletiva e discriminação adequada de sons. As principais características estudadas do Sistema Olivococlear Medial (SOM) são: a inibição da resposta coclear ao diminuir a amplificação das CCE, e o efeito do reflexo na audibilidade de sons transientes em ambientes ruidosos.
A diminuição da amplificação coclear na presença do estímulo sonoro contralateral, pode ser medida por meio das emissões otoacústicas (EOA), e é denominado efeito de supressão das EOA . Na literatura foi descrito efeito robusto em músicos. Portanto a musicoterapia poderia repercutir em melhora da atenção seletiva e da discriminação de estímulos sensoriais com fortalecimento do reflexo olivococlear, e tal ganho poderia ser avaliado por meio da supressão das EOA.
Objetivo: Avaliar o efeito de supressão das EOA em crianças com diagnóstico do TEA pré e pós musicoterapia.
Método: Foram avaliados 3 pacientes do sexo masculino, com idade de 3 a 5 anos e com diagnóstico de TEA a partir do DSM–V e limiares auditivos dentro da normalidade. Foram excluídos pacientes com perda auditiva ou com doenças neurológicas.
Os responsáveis legais preencheram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e o projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética (CAAE 44586721.0.0000.5479). O protocolo de avaliação constou de avaliação pré-intervenção por meio das EOA , intervenção: 16 sessões de Musicoterapia individuais, e reavaliação por meio das EOA. Para o teste de Emissões Otoacústicas por Transientes, protocolo de Supressão - Lyon Mode, foi utilizado o equipamento ILO V6 Clinical OEA – Software Otodynamics. O equipamento possui duas saídas de sonda (1 e 2) sendo a sonda 1 para o registro das EOAT (estímulo clique 60 dB peq NPS) e a sonda 2, geradora do ruído contralateral (ruído de banda larga 60 dB NPS). A adaptação da sonda 1 foi realizada na primeira orelha a ser testada, com adaptação simultânea da sonda 2. Ambas as orelhas foram testadas.
Resultados: Na avaliação pré-intervenção apenas 4 orelhas das 6 orelhas testadas apresentaram efeito de supressão das EOA. Na reavaliação do efeito de supressão das EOA houve supressão em todos os pacientes avaliados com efeito de supressão mais robusto. Após musicoterapia os pacientes apresentaram também melhora clínica de linguagem significativa e os cuidadores referiram melhora na comunicação. Embora a amostra seja limitada revelam os benefícios da musicoterapia em cada indivíduo.
Conclusão: A análise do efeito de supressão das EOA mostrou-se uma ferramenta útil na verificação dos benefícios da musicoterapia em crianças com TEA.

Danesh AA, Kaf WA. DPOAEs and contralateral acoustic stimulation and their link to sound hypersensitivity in children with autism. Int J Audiol. 2012 Apr;51(4):345-52. doi: 10.3109/14992027.2011.626202. Epub 2012 Feb 3.

Geretsegger M, Elefant C, Mössler KA, Gold C. Music therapy for people with autism spectrum disorder. Cochrane Database Syst Rev. 2014 Jun 17;2014(6):CD004381

Taş M, Yılmaz Ş, Bulut E, Polat Z, Taş A. Otoacoustic Emissions in Young Children with Autism. J Int Adv Otol. 2017 Dec;13(3):327-332.

DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.560
ISSN 1983-1793X
https://audiologiabrasil.org.br/37eia/anais-trabalhos-consulta/560


EFEITO DO REPOSICIONAMENTO OTOLÍTICO E DA REABILITAÇÃO VESTIBULAR NO ZUMBIDO: UMA REVISÃO DE LITERATURA.
Sales, R. ;

O zumbido é a percepção de um estímulo sonoro sem que tenha uma fonte geradora no meio ambiente. Pacientes vertiginosos podem também apresentar o zumbido como sintoma otoneurológico. Nos casos diagnosticados como Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) o tratamento é denominado de reposicionamento otolítico e para tonturas crônicas a intervenção é intitulada reabilitação vestibular. Em ambos os quadros, pode existir sintomatologia associada de tontura com zumbido, pois uma alteração no sistema vestibular pode desencadear quaisquer outros sintomas otoneurológicos. Vertigem e zumbido podem acarretar problemas como ansiedade, irritabilidade e desequilíbrio emocional. Frente essa problemática, o presente estudo objetivou verificar a percepção do zumbido pelo paciente que realiza o reposicionamento otolítico e/ou reabilitação vestibular, antes e após o tratamento por meio de revisão da literatura. Assim, foi realizado um levantamento bibliográfico com auxílio dos bancos de dados SciELO, Lilacs, BVS, MedLine, Bireme, CAPES e Google Acadêmico, utilizando palavras-chave e descritores específicos na busca de estudos pertinentes à questão proposta. Sendo ela limitada a artigos publicados entre janeiro de 2010 a dezembro de 2020 e selecionados materiais nos idiomas português, inglês e espanhol. Após os critérios de exclusão dos artigos científicos, foi realizado uma correlação daqueles selecionados. O estudo mostrou que ambos, reposicionamento otolítico e reabilitação vestibular, diminuem a percepção do zumbido pelo indivíduo afetado. Apesar dos resultados positivos quanto a eficácia dos tratamentos abordados, percebeu-se a necessidade de aprofundamento em conhecimentos científicos, visto que nos últimos anos a literatura foi sutil em abordar o tema, que é de importância para a qualidade de vida.

Oliveira MVG, Flora GS, Machado LA, Silva RMGC, Brum SO, Zanoteli HC et al. Vertigem postural paroxística benigna (VPPB): revisão integrative. Braz j of develop. 2020; 9(6): 66970-7.
Salles ACCA, Sales R. Avaliação e tratamento da vertigem postural paroxística benigna: o que tem sido realizado nos últimos anos. Distúrbios Comun. 2014; 26(4): 714-24.
Vieira PP, Marchori LLM, Melo JJ. Estudo da possível associação entre zumbido e vertigem. Rev cefac. 2010; 12(4): 641-5.
Zeigelboim BS, Rosa MRD, Klagenberg KF, Jurkiewicz AL. Reabilitação vestibular no tratamento da tontura e do zum.bido. Rev soc bras fonoaudiol. 2018; 13(3): 226-32.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.548
ISSN 1983-1793X
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EFEITOS AUDITIVOS EM MÚSICOS PROFISSIONAIS DE DIFERENTES ESTILOS MUSICAIS: REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA
Silva, V. C. ; Otubo, K. A. ; BERNARDI, A. P. A. ;

RESUMO
Objetivo: Identificar efeitos auditivos em músicos profissionais de diferentes estilos musicais. Métodos: revisão sistemática da literatura, através de buscas em base de dados eletrônicas sobre o assunto de interesse publicados no período de 1995 a 2018.
Resultados: 10 estudos destacaram-se nessa revisão sendo 3 com músicos de banda militar, 2 com músicos de orquestra, 2 com músicos de banda de Rock’n Roll, 1 com músicos de frevo e maracatu, 1 com ritmistas de escola de samba 1 estudo com músicos que tocam em trios elétricos. Conclusão: De acordo com o levantamento das medições obtidas nos estudos, o grupo de músicos que apresentam maior nível de exposição a níveis de pressão sonora elevados são o frevo e maracatu (119 dB). O zumbido foi a queixa auditiva mais citada em todos os grupos musicais, sendo o sintoma mais prevalente em músicos de banda militar, com variação de 76 a 90%. Conforme o tempo de atuação nessa atividade, houve maior percepção de dificuldade para escutar em músicos de banda militar (69,23%). A hiperacusia foi um dos sintomas citados entre os Músicos de Orquestra (59,09%). O estudo que apresentou maior ocorrência de alteração auditiva foi com músicos de orquestra (56,2%). Além disso, também foram identificadas queixas extra auditivas como: insônia, irritabilidade, dor de cabeça, sensação de plenitude auricular e tontura. Identificamos a necessidade de mais estudos para a obtenção de parâmetros sobre a exposição diária e segura nesses grupos, além da conscientização sobre prevenção e o uso dessas medidas protetoras.

1-Lüders D, Gonçalves CGO, Lacerda ABM, Schettini SLR, Silva LSG, Albizu EJ, et
al. Audição e qualidade de vida de músicos de uma orquestra sinfônica brasileira. Audiol
Commun Res 2016;21:1-8
2-Pfeiffer M, Rocha RLO, Oliveira FR, Frota S. Intercorrência audiológica em
músicos após um show de rock. Rev CEFAC 2007;9(3):417-22
3-Andrade AIA, Russo ICP, Lima MLLT, Oliveira LCS. Avaliação auditiva em
músicos de frevo e maracatu. Rev. Bras. De Otorrinol. 2002;68(5):714-20
4-Monteiro VM, Samelli AG. Estudo da audição de ritmistas de uma escola de
samba de São Paulo. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2010;15(1):14-8
5-Russo ICP, Santos TMM, Busgaib BB, Osterne FJV. Um estudo comparativo
sobre os efeitos da exposição à música em músicos de trio elétricos. Rev Soc Bras
Fonoaudiol. 1995;61(6):477-84

DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.438
ISSN 1983-1793X
https://audiologiabrasil.org.br/37eia/anais-trabalhos-consulta/438


EFEITOS COLATERAIS DA CLOROQUINA NO SISTEMA AUDITIVO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA COM METANÁLISE
Peixoto, F. C. ; Fortaleza, M. J. C. ; Menezes, P. L. ;

Introdução: O Lúpus Eritematoso Sistêmico é uma doença autoimune, caracterizada pelo comprometimento de diversos órgãos e dentre eles, os sistemas auditivo e vestibular são igualmente impactados. No tratamento do Lúpus, são utilizados a cloroquina e/ou a hidroxicloroquina, entretanto, essas drogas apresentam efeitos deletérios na audição destes pacientes, sendo a perda auditiva um deles. Objetivo: Analisar as repercussões do uso da cloroquina/hidroxicloroquina no sistema auditivo de pacientes adultos portadores de Lúpus Eritematoso Sistêmico. Metodologia: Trata-se de uma revisão sistemática com metanálise de estudos observacionais transversais, que analisam os efeitos do uso da cloroquina/hidroxicloroquina em portadores de Lúpus Eritematoso Sistêmico, sem restrições de idiomas ou datas, nas seguintes bases de dados: PubMed, ScienceDirect, Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Biblioteca Nacional de teses e dissertações (BNTD) e OpenGrey. Os critérios de inclusão foram: estudos observacionais transversais realizados com pacientes que fizeram uso de cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento de Lúpus Eritematoso Sistêmico, e os critérios de exclusão foram: estudos realizados com pacientes que fizeram uso de outras drogas ototóxicas, com surdez hereditária ou com surdez prévia. A estratégia de busca foi definida a partir do método PECOS (População – Exposição – Comparação – Desfecho – Tipo de estudo). Resultados: Foram encontradas 3323 ocorrências nas bases de dados utilizadas para a pesquisa. Após toda triagem, cinco artigos foram analisados na íntegra. Os artigos que abordaram o Lúpus Eritematoso Sistêmico e apresentavam o maior número de dados se destacaram durante o processo de seleção, pois, além da importância da doença para a saúde pública, foi possível obter elementos para condução da metanálise, que para a sua realização, foram eleitos três destes artigos. As frequências audiométricas de 500 x 8000 Hz, 500 x 4000 Hz, 250 x 4000 Hz e 250 x 8000 Hz foram comparadas, sendo a perda auditiva sensorioneural encontrada em todos os estudos e a frequência de 8000 Hz a mais prejudicada nesses casos. Conclusão: A perda auditiva sensorioneural está presente em todos os estudos analisados nesta revisão sistemática e, todos os pacientes fizeram o uso de cloroquina e/ou hidroxicloroquina. Além disso, outros sintomas auditivos e vestibulares foram identificados, como vertigem, zumbido e otorreia. Por fim, conclui- se que a frequência de 8000 Hz foi a mais prejudicada nesses casos.

Abbasi M, Yazdi Z, Kazemifar AM, Bakhsh ZZ. Hearing loss in patients with systemic lupus erythematosus. Glob J Health Sci. 2013; 5: 102-6.
Maciaszczyk K et al. Auditory function in patients with systemic lupus erythematosus. Auris Nasus Larynx. 2011; 38: 26-32.
Roverano S et al. Asymptomatic sensorineural hearing loss in patients with systemic lupus erythematosus. J Clin Rheumatol. 2006; 12: 217-20.
Mokbel AN et al. Auditory disorders in patients with systemic lupus erythematosus: Relation to clinical parameters. The Egyptian Rheumatologist. 2014; 36: 117-24.
Polanski JF et al. Chloroquine, hydroxychloroquine and hearing loss: a study in systemic lupus erythematosus patients. Laryngoscope. 2021; 131: E957-E960.

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Página(s): p.515
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EFEITOS DA PERDA AUDITIVA NO DESEMPENHO DE ADULTOS EM ATIVIDADES DE VIDA DIÁRIA
SILVA, D. S. ; ALMEIDA, K. ;

INTRODUÇÃO: A deficiência auditiva pode causar grande impacto na vida do sujeito adulto, levando a limitações nas atividades comunicativas e acometendo aspectos sociais e emocionais do portador. O uso e aplicação de questionários é uma excelente ferramenta de auto avaliação em adultos, pois quantifica e qualifica o impacto da perda auditiva nas atividades de vida diária, pois o audiograma por si só não pode refletir com precisão os prejuízos na audição subjetiva ou como certos indivíduos podem lidar melhor com a perda auditiva do que outros. OBJETIVO: Caracterizar o perfil da limitação em atividades/incapacidade auditiva e restrição de participação em adultos ouvintes e com perda auditiva, por meio dos questionários SSQ e HHIA, verificando se a lateralidade e o grau da perda auditiva são fatores de variabilidade. MÉTODO: Participaram da pesquisa 90 indivíduos, de ambos os sexos, com idade entre 18 a 59 anos; divididos em dois grupos: Grupo Estudo (GE) composto por 49 indivíduos com perda auditiva permanente, e Grupo Controle (GC) com 41 indivíduos. Todos os indivíduos foram submetidos à Anamnese, para obter informações relacionadas a audição, ocupação e escolaridade. Em seguida, foram submetidos à Audiometria Tonal Liminar, Logoaudiometria e Medidas de Imitância Acústica. Para avaliação da incapacidade auditiva foi aplicado em forma de entrevista o questionário Speech, Spatial and Qualities of Hearing Scale – (SSQ). Para avaliação da restrição de participação, foi aplicado o questionário The Hearing Handicap Inventory for Adults – (HHIA). O trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Santa Casa de São Paulo sob o nº 1.907.162. RESULTADO: Verificou-se diferenças significantes entre os grupos com audição normal (GC) e o grupo com perda auditiva (GE), nas pontuações dos questionários SSQ e HHIA. Não houve diferenças significantes nos escores nos três domínios do SSQ quanto a lateralidade e o grau da perda auditiva. No que se refere ao HHIA, foi encontrada diferença significante na comparação dos subgrupos com perdas auditivas unilaterais e bilaterais; e quanto a severidade da perda auditiva houve significância apenas na comparação entre a perda auditiva de grau leve versus severo. CONCLUSÃO: A limitação em atividades foi maior em indivíduos com perda auditiva, não havendo variabilidade quanto a lateralidade e grau de perda da audição; a restrição de participação foi maior em indivíduos com perda auditiva, sendo mais elevada na perda auditiva bilateral que na unilateral; e nas perdas auditivas de grau severo; indivíduos com maior limitação em atividades tenderão a apresentar maior restrição de participação.

Gonsalez ECM, Almeida, K. Adaptação cultural do questionário Speech, Spatial and Qualities of Hearing Scale (SSQ) para o Português Brasileiro. Audiol Commun Res. 2015; 20(3):215-24.

Gonsalez ECM, Almeida, K. Incapacidade auditiva medida por meio do questionário Speech, Spatial and Qualities of Hearing Scale (SSQ): estudo
piloto da versão reduzida em Português Brasileiro. Audiol Commun Res. 2017; 22(e):1709.

Newman CW, Weinstein BE, Jacobson GP, Hug GA. The Hearing Handicap Inventory for Adults: psychometric adequacy and audiometric correlates. Ear Hear. 1990;11(6):430-3.

Noble W, Gatehouse S. The Speech, Spatial and Qualities of Hearing Scale (SSQ). Int J Audiol. 2004; 43:85-99.

Noble W, Gatehouse S. Interaural asymmetry of hearing loss, Speech, Spatial and Qualities of Hearing Scale (SSQ) disabilities, and handicap.Int J Audiol. 2004; 43:100-114.
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Página(s): p.564
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ELABORAÇÃO DE PROTOCOLO RÁPIDO PARA SELEÇÃO DE PRÓTESES AUDITIVAS EM SERVIÇOS DE SAÚDE AUDITIVA.
CASTRO, M. P. ; SEVILHA, B. C. F. ; SANTOS, C. V. ; SILVA, G. A. B. P. ; CASTRO, M. C. ; SOUZA, P. S. ;


Introdução: A literatura traz vários protocolos que auxiliam os fonoaudiólogos e os indivíduos com perda auditiva no processo de seleção e adaptação de próteses auditivas. Na aplicação dos protocolos, mesmo que o profissional fonoaudiólogo seja treinado para fazê-lo, o tempo dispendido com tal procedimento pode impactar negativamente o fluxo dos serviços oferecidos pela unidade de Saúde Auditiva, pois gera atrasos e diminuição do número de atendimentos prestados. Objetivo: O objetivo do presente trabalho foi elaborar um protocolo de identificação de fala, de aplicação rápida e assertiva, que auxiliasse o processo de seleção de prótese auditiva, de uma unidade de Saúde Auditiva de uma cidade do interior de São Paulo. Objetivos específicos: auxiliar os usuários do SUS na escolha do modelo mais adequado da prótese auditiva, a partir da identificação da fala, assim como auxiliar os fonoaudiólogos do setor realizarem melhores ajustes nas próteses testadas pelos usuários, além de documentar com o protocolo a escolha realizada pelo usuário. Método: O grupo de alunos do penúltimo semestre, em estágio na área de audiologia clínica na unidade de Saúde Auditiva, observou a necessidade em utilizar procedimentos assertivos e rápidos, que identificam a prótese que forneceu o melhor desempenho auditivo, mais especificamente, no nível de reconhecimento de fala. Para elaborar o protocolo, definiu-se que esse deveria conter 15 palavras (05 monossílabos, 05 dissílabos e 05 trissílabos) e 10 frases, sendo 03 frases para o indivíduo responder e 07 frases para o indivíduo repetir. Inicialmente, foi realizado o levantamento das palavras, do idioma português, que são frequentes no vocabulário de indivíduos de diferentes faixas etárias e níveis sócio-econômicos. Outro aspecto considerado, na seleção das palavras, foi a presença do maior número de padrões fonêmicos da língua. Resultado: A partir da elaboração do protocolo rápido para seleção de próteses auditivas, em serviços de saúde auditiva, iniciou-se o projeto piloto, com a aplicação do referido procedimento, a fim de verificar as modificações que se fizessem necessárias. O uso do protocolo, durante o projeto piloto, demonstrou auxiliar a escolha da prótese auditiva, tanto para o indivíduo identificar qual modelo lhe proporcionou melhor identificação de fala, assim como para os fonoaudiólogos, na realização dos ajustes das próteses. Entretanto, para a validação do protocolo, será necessária a execução do projeto que visa a aplicação do mesmo, de forma sistemática e controlada.

1. Iwahashi, J. H.; Jardim, I. de S.; Sizenando, C. S.; Bento, R. F. Protocolo de seleção e adaptação de prótese auditiva para indivíduos adultos e idosos. Arquivos Int. Otorrinolaringol.15 (2) Jun 2011.https://doi.org/10.1590/S1809-48722011000200015.

2. Rodrigues-Sato, L. C. C. B.; Almeida, K. de. Protocolo clínico para Serviços de Saúde Auditiva na atenção a adultos e idosos. CoDAS ; 30(6): e20170280, 2018.

3. Diretrizes Gerais para a Atenção Especializada às Pessoas com Deficiência Auditiva no Sistema Único De Saúde - SUS/ Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada e Temática. Coordenação Geral de Média e Alta Complexidade. – Brasília: Ministério da Saúde, 2014

4. Rissato. M. R.; Caiuby Novaes, B. C. A. Próteses auditivas em crianças: importância dos processos de verificação e validação. Pró-fono: Revista de Atualização Científica 21(2). Junho de 2009. 10.1590/S0104-56872009000200008
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Página(s): p.478
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EMISSÕES OTOACÚSTICAS EVOCADAS POR ESTÍMULO TRANSIENTE: COMPARAÇÃO ENTRE DUAS JANELAS DE REGISTRO.
De Martino, M.P.N. ; Chaves, J.N. ; Madeira, L.R. ; Castan, A.T.M. ; Sassi, T.S.S. ; Colla, M.F. ; Alvarenga, K.F. ;

Introdução: A janela do registro das emissões otoacústicas evocadas por estímulo transiente (EOET) é um dos parâmetros que pode ser modificado a fim de melhorar a reprodutibilidade por banda de frequência e a relação sinal/ruído, o que pode propiciar maior precisão na análise do registro das EOET e, consequentemente, mais eficácia no diagnóstico e acompanhamento audiológicos em qualquer faixa etária. Na prática clínica, o protocolo padrão apresenta uma janela de 20 ms, sendo o mais utilizado na avaliação de adultos. O protocolo quickscreen, que possui uma janela reduzida de 12,5 ms, normalmente é utilizado na população infantil devido a maior ocorrência de entrada de ruído durante o teste. Objetivo: Comparar o protocolo padrão com o protocolo quickscreen, em relação à amplitude de resposta, nível de ruído e a relação sinal/ruído das EOET em adultos. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional transversal, aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa, sob parecer nº 5.197.618, CAAE 42022921.4.00005441. Participaram do estudo 31 indivíduos adultos, totalizando 61 orelhas avaliadas por meio de entrevista fonoaudiológica, audiometria tonal limiar, timpanometria e o registro das EOET na janela de 20 ms e de 12,5 ms. Foi realizada análise descritiva e inferencial dos resultados. Resultados: O protocolo padrão obteve maiores amplitudes das emissões, exceto em 3000 Hz, assim como nível de ruído maior em todas as frequências. Já o protocolo quickscreen registrou maiores valores da relação sinal/ruído em todas as frequências e obteve maior número de registros de emissões presentes na frequência de 4000 Hz quando comparado ao protocolo padrão. Conclusão: O protocolo quickscreen captou menos ruído, refletindo em maiores valores da relação sinal/ruído em todas as bandas de frequências avaliadas, bem como foi mais eficiente para o registro das emissões em frequências altas em relação ao protocolo padrão na população adulta.


Kei J, Sockalingam R, Holloway C, Agyik A, Brinin C, Baine D. Transient evoked otoacoustic emissions in adults: a comparison between two test protocols. J Am Acad Audiol. 2003;14(10):563-73.
Rennert K, Stapells DR, Miranda T, Rainey J, Maanen AV, Jansen RM, et al. British Columbia Early Hearing Program (BCEHP) Audiology Assessment Protocol. 2012.Nov;4:51-94.
Sousa, LC; Piza, MR; Alvarenga, KF; Cóser, PL. Eletrofisiologia da audição e emissões otoacústicas. 3a edição. Ribeirão Preto: Editora Novo Conceito, 2016.
Whitehead ML, Jimenez AM, Stagner BB, McCoy MJ, Lonsbury-Martin BL, Martin GK. Time-windowing of click-evoked otoacoustic emissions to increase signal-to-noise ratio. Ear Hear. 1995;16(6):599-611.


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Página(s): p.446
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EMISSÕES OTOACÚSTICAS PRODUTO DE DISTORÇÃO: COMPARAÇÃO ENTRE OS PROTOCOLOS 65/55 DBNPS, 70/60 DBNPS E 70/70 DBNPS EM ADULTOS NORMO OUVINTES.
Castan, A.T.M. ; Sassi, T.S.S. ; Colla, M.F. ; Chaves, J.N. ; De Martino, M.P.N. ; Madeira, L.R. ; Alvarenga, K.F. ;

Introdução: As emissões otoacústicas produto de distorção (EOEPD) são eliciadas por dois tons puros (f1 e f2) apresentados simultaneamente com frequências sonoras muito próximas (f2/f1=1,22), sendo possível alterar as suas intensidades (L1 e L2). As amplitudes das EOEPD dependem da frequência e dos níveis de intensidade utilizados, portanto a escolha dos parâmetros pode influenciar diretamente no resultado do teste. Diante deste contexto, faz-se necessário a determinação do protocolo de nível de intensidade mais eficiente para a pesquisa das EOEPD, como instrumento no diagnóstico diferencial da perda auditiva. Objetivo: Comparar as EOEPD em diferentes níveis de intensidades entre indivíduos adultos normo ouvintes. Metodologia: Estudo observacional transversal, realizado após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa, sob parecer n°5.141.759, CAAE 42090721.6.0000.5441. A casuística foi composta por 61 orelhas de adultos normo ouvintes avaliadas por meio de entrevista fonoaudiológica, inspeção do meato acústico externo, audiometria tonal, logoaudiometria, timpanometria, e EOEPD com três protocolos de diferentes intensidades (L1=65/L2=55 dBNPS, L1=70/L2=60 dBNPS e L1=L2=70 dBNPS). Resultados: Foi possível verificar que as amplitudes de resposta e relação sinal/ruído nas frequências de 1,5; 2 e 6 kHz foram maiores com os protocolos L1=70/L2=60 dBNPS e L1=L2=70 dBNPS em relação ao protocolo L1=65/L2=55 dBNPS. Já para as frequências de 3 e 4 kHz foi observado maior amplitude e relação sinal/ruído com o protocolo L1=70/L2=60 dBNPS em relação aos demais protocolos. Conclusão: As maiores amplitudes de resposta e relação sinal/ruído das EOEPD em adultos normo ouvintes foram observadas com a intensidade de L1 em 70 dBNPS, principalmente quando mantida a relação L1=70/L2=60 dBNPS.

Johnson TA, Neely ST, Garner CA, Gorga MP. Influence of primary-level and primary-frequency ratios on human distortion product otoacoustic emissions. J Acoust Soc Am. 2006;119(1):418-28.
Rasmussen AN, Popelka GR, Osterhammel PA, Nielsen LH. Clinical significance of relative probe-tone levels on distortion product otoacoustic emissions. Scand Audiol.1993;22(4):223-9.
Robinette M, Glattke T. Otoacustic emissions clinical applications. 3th ed. New York: Thieme; 2007.
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Página(s): p.447
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EMISSÕES OTOACÚSTICAS TRANSIENTES E POTENCIAL EVOCADO AUDITIVO DE TRONCO ENCEFÁLICO EM NEONATOS E LACTENTES QUE AS MÃES APRESENTARAM COVID 19 NO PERÍODO GESTACIONAL.
OLIVEIRA, A.P. ; SANTOS, R.M.G. ;

INTRODUÇÃO: a COVID-19, do vírus SARS-CoV-2, causa uma doença sistêmica e os indivíduos manifestam diferentes espectros da doença, variando desde sintomas mais graves como a síndrome respiratória aguda até casos assintomáticos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou as gestantes como grupo de risco para a COVID-19 pois as alterações imunológicas as tornam mais vulneráveis para infecção do novo coronavírus. Estudos observaram baixo risco de infecção intrauterina por transmissão vertical do SARS-CoV-2, não sendo detectado o vírus em nenhum produto da concepção nos neonatos e lactentes. Alguns estudos mostraram a possibilidade de uma perda auditiva sensorioneural em relação ao COVID-19. O SARS-CoV-2 causa uma resposta inflamatória e aumento nas citocinas e a entrada direta na cóclea, levando ao estresse celular. A audição é considerada pré-requisito para a aquisição e desenvolvimento da linguagem oral, visto que é por meio da interação social que se detém a comunicação. No intuito de avaliar a integridade auditiva, o programa de Triagem Auditiva Neonatal Universal aplicado em todos os recém nascidos vivos, visando identificar e diagnosticar a deficiência auditiva e sua possível intervenção precoce. OBJETIVO: analisar as Emissões Otoacústicas Transientes (EOAT) e o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico com estímulo clique (PEATE) dos neonatos e lactentes que as mães foram infectadas pela COVID-19 durante a gestação. METODOLOGIA: trata-se de um estudo retrospectivo, documental e descritivo, realizado no Ambulatório de Audiologia, no período de fevereiro a novembro de 2021. Nos prontuários selecionados foram analisados: idade, gênero e indicadores de risco para a perda auditiva; o resultado das EOAT e do Reflexo Cócleo Palpebral (RCP); e o resultado do PEATE na pesquisa do neurodiagnóstico. Como critério de exclusão utilizamos os indicadores de risco para perda auditiva segundo o Joint Committee of Infant Hearing. A amostra foi composta por 40 prontuários dos neonatos e lactentes de ambos os gêneros cujo as mães foram infectadas pela COVID-19 durante a gestação, que realizaram EOAT e após o exame foram encaminhados para realizar o PEATE, onde somente 13 pacientes retornaram para realizar o exame. A pesquisa científica foi aprovada pelo Comitê de Ética. RESULTADOS: nas EOAT, 17 (42,5%) eram do gênero feminino e 23 (57,5%) eram no gênero masculino, a média de dias para realização do exame foi de 49 dias. Verificou-se que não houve diferença estatisticamente significante na comparação entre os gêneros. Passaram nas EOAT 39 (97,5%) neonatos e lactentes, o RCP esteve presente em todos os prontuários analisados. Em relação ao PEATE, todos os neonatos e lactentes apresentaram presença das ondas I, III e V no neurodiagnóstico (80 dBHL) e limiar eletrofisiológico da onda V com estímulo clique em 25 dBHL. Não existiu diferença estatisticamente significante entre as orelhas direita e esquerda para os valores de latências absolutas das ondas I, III e V e interpicos I-III, III-V e I-V. CONCLUSÃO: Não foram observadas alterações nas EOAT e no PEATE com estímulo clique, nos neonatos e lactentes avaliados, filhos de mães infectadas por COVID-19 durante a gestação.

HILU, M.R.P.B; ZEIGELBOIM, B.S. O conhecimento, a valorização da triagem auditiva neonatal e a intervenção precoce da perda auditiva. CEFAC, São Paulo, v.9, n.4, p. 563-570, dez. 2007.

JCIH. Joint Committee on Infant Hearing. Year 2019 Position Statement: Principles and Guidelines for Early Hearing Detection and Intervention Programs. Journal of Early Hearing Detection and Intervention, v.4, n. 2, p.1-44, 2019.

KOCHI, A.N. et al. Cardiac and arrhythmic complications in patients with COVID‐19. Journal of cardiovascular electrophysiology, v. 31, n. 5, p. 1003-1008, 2020.

ZAIGHAM, M.; ANDERSSON, O. Maternal and perinatal outcomes with COVID‐19: a systematic review of 108 pregnancies. Acta obstetricia et gynecologica Scandinavica, v. 99, n. 7, p. 823-829, 2020.

ZAYET, S. et al. Clinical features of COVID-19 and influenza: a comparative study on Nord Franche-Comte cluster. Microbes and infection, v. 22, n. 9, p. 481-488, 2020.
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Página(s): p.439
ISSN 1983-1793X
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ESCALA DE AVALIAÇÃO DO FUNCIONAMENTO AUDITIVO EM ESCOLARES COM TRANSTORNO DOS SONS DA FALA
Oliveira, V. S. P. ; Cardoso, A. C. V. ;

Introdução: O transtorno dos sons da fala é uma alteração na produção da fala e/ou representação mental dos sons de uma língua. Sabe-se que a produção e percepção da fala relacionam-se entre si e que um dano na percepção consequentemente acarretará prejuízos na produção da fala. A literatura sugere que indivíduos com transtorno dos sons da fala podem apresentar déficit na interpretação das informações sensoriais auditivas devido a um transtorno do processamento auditivo central. Com intuito de identificar esse déficit podem ser utilizados instrumentos de rastreio que investigam o funcionamento auditivo dessa população nas situações de vida diária e possibilitam uma indicação mais assertiva para avaliação do processamento auditivo central. Objetivo: Investigar o funcionamento auditivo de escolares com diagnóstico de transtorno dos sons da fala. Métodos: Esse trabalho foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa e aprovação sob número (0674/2013). Participaram deste estudo 22 escolares, de ambos os sexos, na faixa etária de 3 a 14 anos. O questionário Scale of Auditory Behaviors (SAB) foi aplicado com mães e avós dos escolares pela avaliadora. O Scale of Auditory Behaviors (SAB), é um questionário composto por 12 questões referentes a eventos diários relacionadas ao processamento auditivo central, contendo opções de respostas fechadas, sendo de fácil aplicação e compreensão. Os valores das questões são somados e escore total igual ou superior a 46 pontos indicam comportamento auditivo típico, valores entre 31 e 45 pontos indicam baixo risco para transtorno do processamento auditivo central e valores iguais inferiores a 30 pontos indicam alto risco para esse transtorno. Os dados obtidos no presente estudo foram analisados de forma inferencial. Resultados: Neste estudo a maioria dos participantes era do sexo masculino (77,3%) e a média de idade foi de 7,18 anos. O questionário foi aplicado, na maioria dos casos, com as mães cuja média de idade foi de 41,22 anos, e 72,7% das mães apresentaram grau de escolaridade médio ou superior. A análise das respostas do questionário SAB demonstrou que o escore total variou de 18 a 57 pontos com média de 41 pontos. Destes 9 (40,9%) escolares apresentaram comportamento auditivo típico, ou seja, escore igual ou superior a 46 pontos, e 13 (59,1%) escores que evidenciam risco para o transtorno com necessidade de avaliação do processamento auditivo central. A análise qualitativa deste instrumento demonstrou que os comportamentos mais frequentes apresentados por este grupo de escolares foram: fraca habilidade para leitura (45,5%), desorganização (40,9%) e dificuldades acadêmicas ou de aprendizagem (27,3%). Conclusão: Escolares com transtorno dos sons da fala apresentaram comportamento auditivo de risco para transtorno do processamento auditivo central e devem ser encaminhados para avaliação.

1. Gierut J. Treatment efficacy: functional phonological disorders in children. JSLHR, J Speech Lang Hear Res. 1998; 41: S85-S100.
2. Caumo DTM, Ferreira MIDC. Relação entre desvios fonológicos e processamento auditivo. Rev. soc. bras. fonoaudiol. 2009;14(2):234-40.
3. Nunes CL, Pereira LD, Carvalho GS. Scale of Auditory Behaviors e testes auditivos comportamentais para avaliação do processamento auditivo em crianças falantes do português europeu. CoDAS. 2013;25(3):209-15. http://dx.doi.org/10.1590/S2317-17822013000300004. PMid:24408330.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.468
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ESPECIFICIDADE E SENSIBILIDADE DO EXAME DE TIMPANOMETRIA DE BANDA LARGA EM PACIENTES COM OTITE MÉDIA COM EFUSÃO.
Avila, F.R.M. ; Ruschel. N.L. ; Silveira, A.L. ; Teixeira, A.R. ; Costa, S.S. ;

Introdução: Otite média com efusão (OME) significa a presença de fluidos na orelha média, sem a presença de sinais e sintomas de infecção aguda.Para que o diagnóstico audiológico ocorra de maneira confiável é necessário avaliar as condições da orelha média. A Timpanometria de banda larga (TBL), vem sendo uma ferramenta utilizada para avaliar a função da OM, porém utilizando ampla escala de frequências, de 220 a 8000Hz, com um único estímulo, apresentado de forma mais rápida, e não necessitando da pressurização da orelha para ser realizado, sendo ideal para o público infantil. Objetivo: Avaliar especificidade e sensibilidade do exame de timpanometria de banda larga como ferramenta para avaliar otite média com efusão. Método: Trata-se de um estudo transversal e observacional. Os pacientes realizaram timpanometria da banda larga, timpanometria convencional e audiometria tonal liminar. Estudo submetido e aceito pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição sob número CAAE 13098719.9.0000.5327. Resultados: a amostra foi composta por 29 pacientes de 6 a 18 anos e média de idade de 11±4,1 anos. A análise foi realizada por orelhas. Das 58 orelhas avaliadas,24,13% apresentavam limiares auditivos dentro dos padrões de normalidade e curva timpanométrica do tipo “A”; 67,24%, curva do tipo “B”; 8,62%, curva do tipo “C”, sendo essas com perda auditiva do tipo condutiva. A absorvância acústica apresentou sensibilidade de 71,1% e especificidade de 84,6% na frequência de 4.000Hz em pacientes com otite média e sensibilidade de 80,0% e especificidade de 84,6% na frequência de 6.000Hz para o mesmo púbico. Conclusão:O exame apresentou alta sensibilidade e especificidade em frequências de 4000Hz e 6000Hz em perdas auditivas condutivas.

Keefere DH, Sanford CA, Ellison JC, Fitzpatrick DF, Gorga MP. Wideband aural acoustic absorbance predicts conductive hearing loss in children. Int J Audiol 2012; 51: 880–891.

Terzi S, Özgür A, Erdivanli ÖÇ, Coşkun ZÖ, Ogurlu M, Demirci M, Dursun E. Diagnostic value of the wide band acoustic absorbance test in middle-ear effusion. The Journal of Laryngology & Otology 2015; 129, 1078–1084.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.602
ISSN 1983-1793X
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ESTIMULAÇÃO DAS HABILIDADES AUDITIVAS E O DESENVOLVIMENTO DA LEITURA
Nalom, A.F.O. ; Schochat, E. ;

Introdução: A Base Nacional Comum Curricular preconiza que, na Educação Infantil, os alunos sejam estimulados auditivamente de modo a se prepararem para o Ensino Fundamental (onde se apropriarão do sistema de escrita alfabética). Estudos apontam uma associação entre o processamento das características temporais e os transtornos de linguagem oral e/ou de leitura, ou seja, o adequado funcionamento da via auditiva é um pré-requisito para um efetivo processo de ensino-aprendizagem. Um estudo nacional demonstrou que o processamento auditivo, assim como o vocabulário receptivo, prediz o desempenho em compreensão leitora, alertando sobre a necessidade da estimulação das habilidades auditivas e ampliação lexical (desde etapas pré-alfabetização) proporcionando às crianças reais oportunidades de desenvolvimento da compreensão leitora. Objetivo: verificar a efetividade de um programa de estimulação das habilidades auditivas executado em ambiente escolar, garantindo oportunidades para que os alunos se apropriem do sistema de escrita alfabética de modo articulado ao desenvolvimento das habilidades auditivas. Método: projeto de pesquisa aprovado pelo CEP (nº 3.469.029). Participaram deste estudo 65 alunos matriculados no último ano da Educação Infantil (34 grupo experimental - GE; 31 grupo controle - GC). Os sujeitos foram avaliados quanto ao processamento auditivo (integração e e interação binaural e processamento temporal) e às habilidades pré-leitoras, pré e pós aplicação de um programa de estimulação elaborado pelas autoras do estudo. Entre a avaliação inicial e reavaliação, os professores aplicaram as atividades propostas para 25 semanas no GE. Resultados: observou-se que, em ambos os grupos e em ambas as avaliações do teste dicótico de dígitos, o resultado da orelha direita foi superior. O GE apresentou melhor desempenho na reavaliação em relação à avaliação inicial. Desta forma, o programa parece ter tido um efeito positivo nas habilidades de figura-fundo auditivo e integração binaural. Os valores, em dB, do Limiar Diferencial de Mascaramento obtidos pelos sujeitos, em ambos os grupos, diminuiu na reavaliação. Embora tal fato não fosse esperado, segundo as medianas, ao menos metade da amostra encontra-se próxima ao valor de normalidade. A imaturidade das crianças, tanto auditiva quanto na compreensão oral, pode justificar tal desempenho. As médias de ambos os grupos no teste de resolução temporal diminuíram quando comparado avaliação/reavaliação. Essa diferença entre as avaliações foi maior no GE. Quanto as habilidades pré-leitoras, as crianças do GE apresentaram, na reavaliação, pontuação superior à avaliação inicial na habilidade de identificação das letras. Também apresentaram-se mais homogêneas nesta habilidade. A produção de rima, para as crianças deste estudo, parece ter sido uma habilidade adquirida durante o ano letivo. Em média, as crianças do GE conseguiram produzir e identificar mais rimas, tornaram-se capazes de segmentar palavras com maior precisão, produzir palavras a partir do fonema dado, repetir pseudopalavras ouvidas, nomear rapidamente uma série de estímulos visuais apresentados, ler silenciosamente palavras simples. A compreensão auditiva de sentenças a partir de figuras melhorou após aplicação das atividades. Conclusão: a estimulação das habilidades auditivas realizadas em sala de aula, por meio de um programa piloto, parecem favorecer o desenvolvimento das habilidades auditivas (especialmente a resolução temporal) e as habilidades pré-leitoras.

Tallal P. Auditory temporal perception, phonics, and reading disabilities in children. Brain Lang. 1980;9: 182–198.
Murphy CFB, Schochat E. Correlações entre leitura, consciência fonológica e processamento temporal auditivo. Pró-Fono R. Atual. Cient. 2009; 21(1): 13-18.
Brasil. Base Nacional Curricular Comum. Ministério da Educação. Brasília; 2017.
Fostick, L., Revah, H. Dyslexia as a multi-deficit disorder: Working memory and auditory temporal processing. Acta Psychologica; 2018, 183,19-28.
Nalom AFO, Schochat E. Desempenho de alunos de escola pública e privada em processamento auditivo, vocabulário receptivo e compreensão leitora. CoDAS. 2020; 32(6):190-193.
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Página(s): p.572
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ESTRATÉGIAS DE TELEAUDIOLOGIA DURANTE A PANDEMIA
Santos, M. B. ; Valença, E. C. D. ; Silva, V. D. ; Ferreira, R.J.S. ; Rosa, M. R. D. ;

Introdução: A doença de coronavírus 2019 (COVID-19) possui uma alta capacidade de contágio e foi reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma pandemia. Com vistas a conter sua disseminação, vários países estabeleceram normas e restrições de atividades, dentre elas o distanciamento social. Tal medida impactou vários âmbitos e houve a necessidade de reorganização do trabalho, como na assistência em saúde que forçou uma mudança no quadro tradicional de atendimento com o cuidado presencial e investir em soluções tecnológicas para realizar o acompanhamento clínico não presencial dos pacientes. Iniciativas ligadas à telessaúde\telemedicina foram instituídas e a teleaudiologia tornou-se um formato seguro e prático na tentativa de manter as atividades de audiologistas e a assistência em saúde auditiva. Objetivo: Identificar as estratégias de teleaudiologia adotadas durante a pandemia de COVID-19. Método: Foram realizadas buscas nas bases Google Acadêmico, Pubmed e BVS, com os termos “pandemia por COVID-19”, “telessaúde”, “audiologia” e “telerreabilitação” relacionados, foram considerados artigos em português e inglês, que relatam a experiência da prestação de alguns serviços por teleaudiologia. Resultados: Foram encontrados 08 artigos relevantes, que mostraram algumas medidas propostas para diminuição dos impactos causados pelas restrições da COVID-19 com a realização de teleaudiologia através de atendimentos online, estruturalmente organizados, disponibilizados por empresas fabricantes de aparelhos auditivos e centros de fonoaudiologia, além do fornecimento de serviços auditivos pelo Ministério da Saúde. Dentre os serviços prestados foram encontrados principalmente, avaliação, orientações e acompanhamento de usuários de aparelhos auditivos de amplificação individual ( AASI); o programa de telessaúde da East Carolina University, desenvolvido através de tecnologia, no qual produziu um sistema com a aplicação de audiometria diagnóstica em tempo real via internet, avaliando os limiares auditivos e utilizando um computador controle de um audiômetro remoto via internet; telerreabilitação de pacientes com alterações do processamento auditivo central, com estratégias de treinamento auditivo síncrono que obtiveram respostas com a mesma efetividade do treinamento realizado em cabine no formato presencial. A literatura também apresenta um roteiro para a prestação de serviços por teleaudiologia, com dicas sobre o envio prévio de orientações aos pacientes, solicitação quando necessário de um membro de apoio com ele para auxiliar o profissional. Ainda com tais evidências de efetividade da utilização da teleaudiologia para essas demandas, alguns estudos relataram que houve a necessidade de realizar consultas presenciais devido a limitação no tocante a alguns testes e ferramentas de avaliação e terapia. Conclusão: Foram encontradas na literatura estratégias de teleaudiologia que facilitaram a atuação em teleavaliação e telemonitoramento de pacientes usuários de AASI, telerreabilitação de pacientes com alterações do processamento auditivo central e a realização do exame de audiometria por meio remoto, tais achados demonstram que as tecnologias auxiliaram a prática nesta área, mas que há ainda um déficit que resulta na necessidade do desenvolvimento de ferramentas e inovações tecnológicas acessíveis no tocante a outras demandas e necessidades para que seja possível a prestação integral e de qualidade da atenção em audiologia por meio remoto.

CELUPPI, IC; LIMA , GS; ROSSI, E; WAZLAWICK, RS; DALMARCO, EM. Uma análise sobre o desenvolvimento de tecnologias digitais em saúde para o enfrentamento da COVID-19 no Brasil e no mundo. Cadernos de Saúde Pública, ano 2021, v. 37, 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/csp/a/rvdKVpTJq8PqTk5MgTYTz3x/?lang=pt. Acesso em: 29 jan. 2022.
ALQUDAH, S. et al. Challenges facing users of hearing aids during the COVID-19 pandemic. International Journal of Audiology, v. 10, n. 60, p. 747-753, out/2021. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33590784/. Acesso em: 29 jan. 2022.
VENDRUSCOLO, V.; CRUZ- SANTOS, A.; MORGADO, J. Telerreabilitação em crianças com TPAC: Um estudo exploratório no Brasil. In I.C. As ciências da saúde desafiando o status quo: Construir habilidades para vencer barreiras. Editora Atena. Pág. 183-195, Ponta Grossa – PR, 2021.
ELBELTAGY, R.; WALY, EH.; BAKRY HM. Teleaudiology practice in COVID-19 pandemic in Egypt and Saudi Arabia. Journal Otology. 24 Dec 2021. doi: 10.1016/j.joto.2021.12.002
LAU, K, at al. Remote assessments for bone conduction hearing devices during the COVID-19 pandemic. Eur Arch Otorhinolaryngol. 2021 Aug 7;1-4. doi: 10.1007/s00405-021-07025-8
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ESTUDO COMPARATIVO DAS EMISSÕES OTOACÚSTICAS EVOCADAS EM TRABALHADORES MARÍTIMOS OFFSHORE E ONSHORE
Malheiros, M. K. S. ; Câmara, V. M. ; Garcia, T. R. ; Cavalcante, D. C. ; Mendonça, L. W. ; Kós, M. I. ;

Introdução: O crescimento da indústria petrolífera potencializou os setores operacionais no mercado naval, dando tônica a diferentes modalidades de trabalho, as quais podem ser divididas em: Onshore e Offshore. A principal diferença entre elas está relacionada ao local de operação, “em terra” e “no mar”, respectivamente. Pode-se destacar o regime de confinamento, vivenciado pelos trabalhadores offshore, como um importante traço distintivo entre essas duas modalidades. Esse regime, os expõem intensamente a riscos intrínsecos e variados devido à diversidade dos processos físicos e químicos inerentes a esse meio industrial. Assim, as condições do trabalho offshore podem
trazer muitas consequências negativas, tanto de ordem física quanto psicoativa. Neste contexto operacional, a saúde auditiva dos trabalhadores marítimos offshore, torna-se uma preocupação relevante. Objetivo: Avaliar a função coclear de trabalhadores marítimos Offshore e Onshore de uma empresa naval da cidade do Rio de Janeiro e estimar a magnitude de associação entre a exposição ocupacional ao ruído e/ou substâncias químicas e alterações na função coclear. Método: Neste estudo, foram avaliados trabalhadores marítimos entre 20-49 anos, de ambos os gêneros, sem queixas auditivas, distribuídos em dois grupos: o Grupo Offshore, que operam em alto mar com exposição ocupacional; e o Grupo Onshore, que operam em escritórios sem exposição ocupacional. Para avaliação da função coclear, foram realizados os exames de emissões otoacústicas evocadas por estímulo transiente (EOAT) e por produto de distorção (EOAPD). Resultados: As respostas das EOAT e EOAPD foram, em média, menores no Grupo Offshore, para todas as frequências analisadas. A proporção de falhas observadas também foi maior no grupo de exposição (Offshore), tanto no critério geral quanto por frequência específica, principalmente para as frequências mais agudas de cada teste, 4 kHz para EOAT e 6 kHz para EOAPD. Conclusão: Os resultados sugerem que a exposição a ruído e/ou a substâncias químicas pode contribuir significativamente para alterações da função coclear de trabalhadores marítimos, mesmo antes de manifestarem queixas auditivas.

Descritores: Células Ciliadas Auditivas, Exposição Ambiental, Ruído, Compostos Químicos, Saúde do Trabalhador.

1. Leite RMDSC. Vida e trabalho na indústria de petróleo em alto mar na Bacia de Campos. Cien Saude Colet. 2009;14(6):2181-9. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232009000600025. PMid:20069186.
2. Seligmann-Silva E, Bernardo MH, Maeno M, Kato M. O mundo contemporâneo do trabalho e a saúde mental do trabalhador. Rev Bras Saúde Ocup. 2010;35(122):187-91. http://dx.doi.org/10.1590/S0303-76572010000200002.
3. Morata TC, Dunn DE, Kretschmer LW, Lemasters GK, Keith RW. Effects of occupational exposure to organic solvents and noise on hearing. Scand J Work Environ Health. 1993;19(4):245-54. http://dx.doi.org/10.5271/sjweh.1477. PMid:8235513.
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ESTUDO DA TIMPANOMETRIA DE BANDA LARGA E A RELAÇÃO ENTRE A ABSORVÂNCIA E AS EMISSÕES OTOACÚSTICAS EM NEONATOS
Novelli, C. V. L. ; Diniz-Hein, T. A. ; Colella-Santos, M. F. ;

Introdução: As Emissões Otoacústicas Evocadas são sons de frequências específicas gerados pela cóclea em resposta a estímulos sonoros específicos. As Emissões Otoacústicas Transientes (EOAT) apresentam um aumento em sua amplitude em lactentes e, portanto, têm sido muito utilizadas em programas de Triagem Auditiva Neonatal. No entanto, uma disfunção da orelha média pode atenuar os estímulos e inibir sua captação. Com a Timpanometria de Banda Larga (WBT), é possível realizar a análise de diversas medidas da Orelha Média, dentre elas a Absorvância, que é a razão entre a energia absorvida pela orelha média e a energia incidente, apresentada no meato acústico externo. O equipamento Interacoustics Titan é capaz de medir a absorvância em condições de pressão timpanométrica ambiente, bem como em condições de pressão timpanométrica do pico.

Objetivo: Analisar os achados de absorvância à pressão ambiente e do pico em neonatos durante a triagem auditiva neonatal e comparar com os resultados das Emissões Otoacústicas Evocadas.

Método:
- Foram avaliados neonatos nascidos na maternidade do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher, da Unicamp, com e sem Indicadores de Risco para Perda Auditiva.
- Os procedimentos realizados foram: Análise de Prontuário; WBT e EOAT, realizadas 1. Na Pressão Ambiente e 2. na Pressão do Pico de Máxima Complacência (EOAT pressurizadas); as EOAT foram realizadas nas frequências de 1000, 2000, 3000, 4000 e 5000Hz.
- Os resultados foram comparação da absorvância na pressão ambiente e no pico de pressão e entre os grupos de recém-nascidos que passam e falham na triagem auditiva neonatal pelas Emissões Otoacústicas.
- Para considerar o critério 'Passa', foram utilizados os seguintes parâmetros: a) 3 ou mais bandas de frequência com relação S/R > 6 E/OU b) Reprodutibilidade > 50%.
- O Teste Estatístico utilizado na análise foi ANOVA one-way para comparação entre os grupos “PASSA” e “FALHA”.

Resultados:
- Na comparação entre os grupos "Passa" e "Falha", observou-se que, em todas as frequências pesquisadas a partir de 2000Hz, tanto o resultado das emissões quanto o valor de absorvância apresentaram diferença estatisticamente significante, nas duas formas de coleta (pressão ambiente e pressão de pico);
- Nos casos de PASSA os valores de absorvância e EOAT foram maiores do que no grupo FALHA;
- Na faixa de frequência de 1000Hz não houve diferença estatisticamente significante.

Conclusão: Os resultados sugerem que existe uma relação entre a diminuição das EOAT e a piora da energia absorvida pela orelha média, indicando a interferência das alterações da orelha média na captação das EOAT.

1. Akinpelu OV, Funnell WRJ, Daniel SJ. High-frequency otoacoustic emissions in universal newborn hearing screening. Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 2019 Dec;127:109659. doi: 10.1016/j.ijporl.2019.109659. Epub 2019 Aug 26. PMID: 31493551.

2. Wali HA, Mazlan R, Kei J. A Longitudinal Analysis of Pressurized Wideband Absorbance Measures in Healthy Young Infants. Ear Hear. 2019 Sep/Oct;40(5):1233-1241. doi: 10.1097/AUD.0000000000000707. PMID: 30807541.

3. Wali HA, Mazlan R, Kei J. Pressurized Wideband Absorbance Findings in
Healthy Neonates: A Preliminary Study. J Speech Lang Hear Res. 2017;60(10):2965-
73.

4. Charaziak KK, Shera CA. Compensating for ear-canal acoustics when measuring otoacoustic emissions. J Acoust Soc Am. 2017;141(1):515. doi:10.1121/1.4973618

5. Hunter LL, Keefe DH, Feeney MP, Fitzpatrick DF, Lin L. Longitudinal development of wideband reflectance tympanometry in normal and at-risk infants. Hear Res. 2016 Oct;340:3-14. doi: 10.1016/j.heares.2015.12.014. Epub 2015 Dec 19. PMID: 26712451; PMCID: PMC5037023.
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ESTUDO DA TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO DO HYPERACUSIS QUESTIONNARY PARA O PORTUGUÊS BRASILEIRO: RESULTADO PRELIMINAR.
Nakao, C. R. ; Simões, H. O. ; Zanchetta, S ;

Introdução: A hiperacusia (HPA) é um sintoma caracterizado pelo incômodo e/ou intolerância a determinado som ou sons, quando outras pessoas expostas ao mesmo imput sonoro, não o referenciam a mesma experiência. Como sinal a HPA é identificada por meio dos limiares de desconforto, embora não haja consenso na literatura em relação do valor para sua identificação. Os dados acerca da prevalência são escassos e heterogêneos na literatura. O uso de questionários para a condição é respaldada pela literatura, uma vez que ele não expõe o sujeito hiperacusico a experiência do desconforto. Não há nenhuma tradução e validação de questionários e/ou inventários que investiguem a hiperacusia para o português brasileiro. Objetivo: verificar a viabilidade da tradução e adaptação cultural do Hyperacusis Questionnary (HQ) para o português brasileiro. Metodologia: O processo de tradução e adaptação do HQ foi realizado segundo proposta de Beaton et al. (2000), das cinco etapas proposta, o presente resumo contempla as quatro primeiras: Etapa 1 - tradução, realizada por dois sujeitos, bilíngues, de diferentes áreas de formação, cuja orientação foi traduzir o instrumento, na qual duas diferentes versões (T1 e T2) foram geradas; Etapa 2 - síntese das traduções, realizada pelos pesquisadores principais, que a partir das versões T1 e T2 adaptaram o instrumento culturalmente, gerando a versão T-12; Etapa 3 - retro tradução, a versão T-12 foi enviada a dois tradutores independentes, os quais realizaram a tradução para o idioma original do instrumento (inglês americano); Etapa 4 - comitê revisor, dois fonoaudiólogos e um otorrinolaringolista compuseram este comitê, cujo objetivo foi consolidar as versões do instrumento e desenvolver a versão pré-final do questionário (HQ-pf); Etapa 5 – aplicação da versão HQ-pf na população. O presente projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: Foram realizadas a tradução e a adaptação cultural do questionário e as alterações em suas respectivas versões consistiram em substituições por vocábulos sinônimos, de maior uso por parte da população brasileira em seu cotidiano, assim como o uso de exemplos culturalmente mais acessíveis às vivências da sociedade brasileira. Conclusão: Verificamos que é viável a tradução e adaptação do HQ para o português brasileiro, no entanto, há a necessidade da realização de sua validade (etapa 5).

1. AAZH H, KNIPPER M, DANESH AA, et al. Insights from the third international conference on hyperacusis: causes, evaluation, diagnosis, and treatment. Noise Health. 2018; 20(95):162-170.
2. AMIR I, DAWN LAMERTON, MARY-LOUISE MONTAGUE, Hyperacusis in children: The Edinburgh experience, International Journal of Pediatric Otorhinolaryngology, Volume 112, 2018, Pages 39-44.
3. BEATON DE, BOMBARDIER C, GUILLEMIN F, FERRAZ MB. Guidelines for the process of cross-cultural adaptation of self-report measures. Spine (PhilaPa 1976). 2000 Dec15;25(24):3186-91.
4. JASTREBOFF, P.; JASTREBOFF, M. M. Decreased sound tolerance : hyperacusis, misophonia, diplacousis, and polyacusis, Handb. Clin. Neurol. 129 (2015) 375–387.
5. KHALFA S, DUBAL S, VEUILLET E, et al. Psychometricnormalizationof a hyperacusisquestionnaire. ORL J OtorhinolaryngolRelatSpec. 2002;64:436–442.
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ESTUDO DAS HABILIDADES AUDITIVAS DE LOCALIZAÇÃO ESPACIAL, PERCEPÇÃO DE FALA E QUALIDADE SONORA POR MEIO DO QUESTIONÁRIO SPEECH, SPATIAL AND QUALITIES OF HEARING SCALE (SSQ) EM IDOSOS COM E SEM PERDA AUDITIVA
França, C. F. ; Martinelli, M. C. ;

Introdução - O envelhecimento populacional traz desafios para a saúde pública. Idosos, mesmo aqueles com audição normal, apontam dificuldades auditivas em ambientes ruidosos. O declínio auditivo e cognitivo relacionado ao envelhecimento pode contribuir para estas dificuldades. A correlação entre estes fatores e o papel de escutar é menos enfatizada do que a audibilidade na avaliação do sistema auditivo que não inclui aspectos considerados mais complexos para a comunicação. Entretanto questionários de auto avaliação abrangem tais fatores. Objetivo - Avaliar a audição para sons da fala, audição espacial e qualidade da audição, em idosos com e sem perda auditiva por meio do questionário Speech, Spatial and Qualities of Hearing Scale (SSQ) 49 e suas relações com as variáveis idade e escolaridade. Método O estudo aprovado pelo comitê de ética da Instituição sob número 0645/2019. 22 idosos que assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido, foram subdivididos em Grupo 1: 14 idosos com audição normal e Grupo 2: 7 idosos com perda auditiva neurossensorial simétrica bilateral de grau leve a severo, que faziam uso de próteses auditivas. Foi realizada anamnese, avaliação audiológica básica e aplicado o questionário SSQ-49, em forma de entrevista. As 49 questões, subdivididas em três domínios: Audição para Fala, Audição Espacial e Qualidades da Audição, tem pontuação de 0 a 10, sendo zero a total incapacidade de realizar a situação investigada e dez ser perfeitamente capaz de fazê-la, e a opção “não aplicável” quando a questão não representa uma situação cotidiana. As estatísticas descritivas foram calculadas e a análise inferencial foi realizada por meio de testes estatísticos não paramétricos. Adotou-se o nível de significância de 5 % ( p <,005). Resultados O Grupo 1 apresentou escores médios 7,33 (dp± 2,18); 8,47 (dp± 1,08); e 9,07(dp± 0,95) para os domínios Audição para Fala, Audição Espacial e Qualidades da Audição respectivamente e escore global de 8,36 (dp± 1,24). No Grupo 2 os valores médios foram 6,26 (dp± 2,38) para Audição para Fala; 6,16 (dp± 2,34) para Audição Espacial e 6,97 (dp± 1,82) para Qualidades da Audição e o escore global de 6,48 (dp± 1,92). O Grupo 1 apresentou melhores escores comparados ao Grupo 2, principalmente nos domínios Audição Espacial e Qualidades da Audição. Em ambos os grupos o melhor desempenho foi no domínio Qualidades da Audição; o pior desempenho do Grupo 1 foi para Audição para Fala e do Grupo 2, Audição Espacial. As variáveis idade e escolaridade não constituíram fonte de variabilidade nos grupos. Conclusão Idosos sem perda auditiva apresentaram melhor desempenho nos domínios Audição Espacial e Qualidades da Audição. Não houve diferença entre os escores obtidos no SSQ quando analisados segundo as variáveis idade e escolaridade. Para os idosos sem perda auditiva, houve diferença entre os escores por questão de acordo com a complexidade da situação de escuta, enquanto que nos idosos com perda auditiva e uso de amplificação não foi observada esta diferença.

Gatehouse, Stuart; Noble, William (2004). The Speech, Spatial and Qualities of
Hearing Scale (SSQ). International Journal of Audiology, 43(2), 85–99.

Gonsalez, E. C. M.; Almeida, Kátia de (2015). Adaptação cultural do questionário
Speech, Spatial and Qualities of Hearing Scale (SSQ) para o Português Brasileiro.
Audiology - Communication Research, 20(3), 215–224.

Calais L. L., Gregio A. M. L., Gil D., Borges A. C. L. C. (2014). Reconhecimento de
fala e a previsibilidade da palavra em idosos: Revisão de literatura. Distúrb Comun,
São Paulo, 26(2): 386-394.
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ESTUDO DO RECONHECIMENTO DE FALA NO RUÍDO E DA MEMÓRIA OPERACIONAL EM ADULTOS E IDOSOS COM AUDIÇÃO NORMAL
Akashi, D. A. ; Martinelli, M. C. ;

INTRODUÇÃO: O reconhecimento de fala na presença de ruído pode ser caracterizado como uma tarefa que demanda tanto o uso da audição, da memória operacional, como da atenção. Durante o processo de envelhecimento, além da alteração no sistema auditivo, podem ocorrer alterações nos processos cognitivos, que acarretam prejuízo no reconhecimento de palavras e na compreensão de sentenças. Na prática clínica, observa-se que pacientes com o mesmo grau e configuração de perda auditiva ou até mesmo com limiares auditivos dentro dos padrões da normalidade apresentam desempenhos substancialmente diferentes quanto à percepção de fala. Provavelmente, porque outros fatores, além da sensibilidade auditiva, podem interferir no reconhecimento de fala. Assim, são necessários estudos que investiguem o desempenho de ouvintes em condições de escuta desfavoráveis para a identificação dos processos que podem interferir na percepção de fala desses sujeitos. OBJETIVO: Verificar a influência da idade, do processamento temporal e memória operacional no reconhecimento de fala no ruído. MÉTODO: O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa sob o parecer nº 0839/2019. Participaram da pesquisa 38 indivíduos adultos e idosos de ambos os gêneros com limiares auditivos dentro dos padrões de normalidade. Os participantes foram distribuídos em dois grupos: Grupo Adultos (G1) composto por 10 indivíduos de 21 a 33 anos e Grupo Idosos (G2) com 28 participantes de 60 a 81 anos que foram submetidos à avaliação audiológica, Teste Listas de Sentenças em Português, Gaps-in-Noise test, Digit Span, Running Span, Teste de Blocos de Corsi, Teste de Padrões Visuais. Os dados obtidos foram submetidos ao teste de Shapiro-Wilk, t de Student, U de Mann-Whitney e modelo linear de regressão múltipla. RESULTADOS: Em relação aos testes aplicados, o grupo G1 apresentou melhor desempenho em todas as tarefas em comparação ao G2. As variáveis escolaridade, condição socioeconômica e processamento temporal demonstraram não influenciar no desempenho do teste de fala no ruído. Enquanto a pontuação do teste Running Span mostrou-se um preditor estatisticamente significante da variável escuta no ruído. Em conjunto, esse resultado demonstrou que a influência da faixa etária sobre a escuta no ruído é mediada pela memória operacional, ou seja, a diferença no desempenho entre os grupos G1 e o G2 em relação à escuta no ruído é decorrente não apenas do envelhecimento, mas também das alterações na memória operacional. CONCLUSÃO: O presente estudo revelou que os fatores escolaridade, condição socioeconômica e processamento temporal não foram preditores estatisticamente significantes da escuta no ruído. Observou-se que diferença no desempenho entre os adultos e idosos em relação à percepção de fala no ruído sofre influência do declínio da memória operacional que pode ser decorrente do processo de envelhecimento. Tarefas que envolvem a memória operacional podem fornecer informações importantes e complementares na avaliação de indivíduos que apresentam dificuldade de escuta em ambientes desfavoráveis.

Caporali AS, Silva JA da. Reconhecimento de fala no ruído em jovens e idosos com perda auditiva. Rev. Bras. Otorrinolaringol., São Paulo , v. 70, n. 4, p. 525-532, Aug. 2004
Akeroyd MA. Are individual differences in speech reception related to individual differences in cognitive ability? A survey of twenty experimental studies with normal and hearing-impaired adults. International journal of audiology [Internet]. 2008 ;47 Suppl 2:S53-71. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19012113
Füllgrabe C, Rosen S. Investigating the Role of Working Memory in Speech-in-noise Identification for Listeners with Normal Hearing. [Internet]. Physiology, Psychoacoustics and Cognition in Normal and Impaired Hearing, 29–36. doi:10.1007/978-3-319-25474-6_4; 2016. Available from: https://www.researchgate.net/publication/301320931_Investigating_the_Role_of_Working_Memory_in_Speech-in-noise_Identification_for_Listeners_with_Normal_Hearing
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.578
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ESTUDO DO SINTOMA ZUMBIDO EM MULHERES COM DISFUNÇÃO TEMPOROMANDIBULAR DURANTE A PANDEMIA DO COVID 19
Vosgerau, G. ; Scharlach, R.C. ; Silva, E.D. ; Stefani, F.M. ;

Introdução: A pandemia de COVID-19 trouxe diversas repercussões negativas para a população, dentre elas o impacto psicossocial, acarretando em aumento dos problemas psicológicos, como estresse, depressão e ansiedade. A disfunção temporomandibular (DTM) engloba diversos distúrbios funcionais e muitas vezes vem acompanhada de sintomas otológicos como o zumbido, no entanto até o momento não é possível estabelecer uma relação de causa e efeito. O zumbido e a DTM podem ter origem multifatorial e estão intimamente relacionados aos fatores emocionais. Objetivo: Investigar a ocorrência do sintoma zumbido em mulheres com DTM antes e durante a pandemia de COVID-19. Metodologia: Estudo observacional, descritivo e transversal, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o número: 80653017.8.0000.0121 realizado em março de 2021. Participaram do estudo 14 mulheres com idade variando de 18 a 30 anos com diagnóstico de DTM e que realizaram terapia fonoaudiológica durante quatro semanas nos anos de 2018 ou 2019 e apresentavam avaliação audiológica básica dentro dos critérios de normalidade. As participantes responderam um questionário online relacionando os sintomas da DTM e zumbido apresentados após o tratamento fonoaudiológico e durante a pandemia. As mulheres que referiram a presença do zumbido também responderam online o questionário THI (Tinnitus Handicap Inventory). Os dados foram tabulados numa planilha do excel e foram submetidos à análise estatística descritiva. Resultados: Os dados da pesquisa mostraram que ao término da terapia fonoaudiológica oito participantes apresentaram a queixa do zumbido (57,1%), sendo observado um aumento durante a pandemia (71,4%). Quanto ao resultado do THI observou-se uma pontuação média de 19 pontos, gravidade leve. Apesar do impacto leve na qualidade de vida, 60% da amostra respondeu que sente como se não pudesse se livrar do zumbido e que este sintoma piora quando está estressado e, 40% relatou que sente que não tem controle sobre o zumbido. Outros sintomas relacionados à DTM (bruxismo e estalo articular) também apresentaram aumento durante a pandemia. Conclusão: Os resultados mostram que mesmo após a terapia fonoaudiológica há a presença do sintoma do zumbido, no entanto observou-se um aumento deste durante a pandemia da COVID-19, além da significativa parcela de participantes que se identificou com os aspectos catastróficos referentes ao seu zumbido no questionário THI. Mais estudos precisam ser realizados para avaliar a real associação do aumento do sintoma com a situação pandêmica no país no momento da pesquisa, levando em conta os abalos psicológicos desse período.

FERREIRA, PEA; CUNHA, F; ONISHI, ET; BRANCO-BARREIRO, FCA; GANANÇA, FF. Tinnitus handicap inventory: adaptação cultural para o português brasileiro. Pró-Fono Revista de Atualização Científica, [S.L.], v. 17, n. 3, p. 303-310, dez. 2005.

XIA, L et al. COVID-19 associated anxiety enhances tinnitus. PLoS One, [S.L], v.16, n. 2, p. 1-22, fev 2021.

MENDES, LMR; BARRETO, MCA; CASTRO, SS. Instruments that assess functioning in individuals with temporomandibular disorders and the International Classification of Functioning: systematic review. Brazilian Journal Of Pain, [S.L.], v. 1, n. 4, p. 63-67, mar. 2021.

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ESTUDO PRELIMINAR SOBRE A SENSAÇÃO E REPERCUSSÃO DA TONTURA NA QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES APÓS FORMAS GRAVES DE COVID-19
Marchiori, G.M. ; Alves, G.H.C. ; Bressiano, E. ; Branco, B. H. M. ; Ciquinato, D. A. ; Marchiori, L. L. M. ;

Introdução: A Organização Mundial de Saúde (OMS) tomou conhecimento da SARS-Cov-19 em 31 de dezembro de 2019 e declarou uma pandemia em março de 2020. A Covid-19 era uma doença quase totalmente desconhecida no início, mas o conhecimento de sua fisiopatologia, quadro clínico e opções de tratamento cresceu e se desenvolveu rapidamente, com a tontura relatada como um dos sintomas mais comuns e uma das manifestações clínicas mais significativas entre os pacientes após Covid-19. A tontura é um sintoma inespecífico comum de desorientação ou prejuízo na percepção espacial e estabilidade. As pessoas com esse sintoma, com a história e exame físico direcionados, e um diagnóstico correto, podem frequentemente ter o tratamento apropriado e remissão da sua interferência na qualidade de vida. A fisiopatologia da tontura após Covid-19 é provavelmente semelhante à de outras infecções virais, com algumas de suas especificidades, como a indução de hipercoagulação e formação de microtrombos, que podem causar distúrbios circulatórios importantes, possivelmente afetando sua patogênese. A partir disso se torna importante a verificação da correlação entre sensação e repercussão da tontura na qualidade de vida, em pessoas acometidas com a Covid-19 com ênfase na verificação dos domínios do DHI mais pontuados nessa população. Objetivo: Verificar se existe correlação entre sensação de tontura e repercussão da tontura na qualidade de vida em pessoas após formas graves de Covid-19. Métodos: Estudo transversal que faz parte de uma pesquisa mais ampla denominada "Projeto Pós Covid", aprovada pelo comitê de ética em pesquisa em seres humanos da instituição. Os pacientes após a forma grave da Covid -19 foram encaminhados por hospitais da cidade tendo como critérios, terem sido internados por mais de um dia. Para avaliação da tontura, foi realizada a pergunta contida na audiológica utilizada na rotina de atendimento audiológico da clínica escola, sobre queixa de tontura. Para verificação da repercussão da tontura na qualidade de vida foi aplicada a versão brasileira do Dizziness Handicap Inventory (DHI) nas pessoas que referiram tontura durante a referida anamnese. A escala visual analógica (EVA) foi aplicada para verificar a sensação ou grau de desconforto nos pacientes com tontura. Resultados: A amostra consistiu nas primeiras 99 pessoas com formas graves de Covid-19 avaliadas no citado projeto. Houve correlação moderada entre a EVA e DHI funcional (rs = 0,704; p 0,001), entre a EVA e o DHI emocional (rs 0,440; p 0,006) e EVA com o DHI total (rs 0,637; p 0,001). No entanto, não houve correlação estatística entre o EVA e o DHI físico. Conclusão: Os resultados da presente pesquisa demonstraram uma correlação entre a sensação e repercussão da tontura na qualidade de vida em pessoas após a forma grave da Covid-19, com ênfase no domínio emocional e funcional do DHI. Estes aspectos devem ser considerados tanto nas atitudes de promoção a saúde como na avaliação e condução do tratamento dessa população com tontura após as formas graves da Covid-19. São necessários mais estudos com população de pessoas acometidas com formas leves da Covid-19 com intuito de ampliar o conhecimento sobre o assunto.

1 McKinley JE, Perkins A. Neurologic Conditions: Dizziness and Vertigo. FP Essent 2019; 477:29–39

2. Maslovara S, Košec A. Post-COVID-19 Benign Paroxysmal Positional Vertigo. Case Rep Med. 2021:9967555.

3. Pinna P., Grewal P., Hall J. P., et al. Neurological manifestations and COVID-19: experiences from a tertiary care center at the Frontline. Journal of the Neurological Sciences. 2020;415:116969. 

4 Saniasiaya J., Kulasegarah J. Dizziness and COVID-19. Ear, Nose & Throat Journal. 2021;100(1):29–30.

5. Ciquinato DSA, Gibrin PCD, Félix CJL, Bazoni JA, Marchiori LLM. Sleep lifestyle correlate of dizziness among teachers. Int Arch Otorhinolaryngol. 2021; 25(2):e213-e218.
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ESTUDO PRELIMINAR SOBRE A SENSAÇÃO E REPERCUSSÃO DA TONTURA NA QUALIDADE DE VIDA EM PACIENTES APÓS FORMAS GRAVES DE COVID-19
Marchiori, G.M. ; Faria, B.W. ; Bressiano, E. ; Ciquinato, D. A. ; Branco, B. H. M. ; Marchiori, L. L. M. ;

14 01 2021
temática Avaliação – reabilitação vestibular
Provável associação entre tontura e má qualidade do sono em pessoas após a forma grave da Covid-19

Glória de Moraes Marchiori
Bianca Weiss Faria
Elen Cristina Bressiano
Daiane Soares de Almeida Ciquinato
Braulio Henrique Magnani Branco
Luciana Lozza de Moraes Marchiori

Introdução: Embora os mecanismos fisiológicos e psicológicos envolvidos no desenvolvimento dos distúrbios do sono permaneçam semelhantes ao longo da história, os fatores que potencializam esses mecanismos estão intimamente relacionados às tendências socioculturais, tecnológicas e de estilo de vida que caracterizam uma época. A alterações no sono são altamente prevalentes na população geral, apresentando-se em intensidades variáveis e atingido, sobretudo, pessoas com deterioração da saúde física e/ou mental, sendo assim, tanto a pandemia da COVID-19 como a infecção pelo Sars-Cov-2 podem influenciar a qualidade do sono. Alguns estudos mostram associações entre qualidade do sono e queixa de tontura, uma vez que os neurônios que participam das fases do sono estão localizados na formação reticular pontina e nos núcleos da rafe, regiões que também recebem informações para os órgãos otolíticos, sendo que disfunções nesses órgãos podem levar a interrupções no sono -ciclo de vigília. No entanto, essas associações ainda não têm sido investigadas em pessoas após a forma grave da COVID-19. Objetivo: Verificar uma possível associação entre queixa de tontura e qualidade do sono em pacientes após a forma grave da COVID-19. Métodos: Estudo transversal que faz parte de uma pesquisa mais ampla, aprovada pelo comitê de ética em pesquisa da instituição. Os pacientes após a forma grave da COVID -19 foram encaminhados por hospitais da cidade, tendo como critérios de inclusão, terem sido internados por mais de um dia com ventilação mecânica. Para verificação da tontura, foi utilizada questão da avaliação audiológica usada na rotina de atendimento audiológico da clínica escola da Universidade. A qualidade do sono foi medida com base em questão do Índice de Qualidade do Sono de Pittsburg. Para análise estatística foi utilizado o programa SPSS versão 20, para Windows com intervalo de confiança de 95% e p < 0,05. A estatística descritiva com frequência relativa e absoluta e o teste de Qui-quadrado foram utilizados para analisar os dados. Resultados: Dos 92 pacientes avaliados 51,1%(n=47) não referiram tontura, 10,9%(n=10) referiram tontura anterior ao diagnóstico de COVID-19; 38% (n=35) referiram tontura durante ou após ao diagnóstico de COVID-19, dos quais 68,4% apresentaram qualidade do sono não reparador. Foi encontrada associação estatisticamente significante (p = 0,002) entre qualidade do sono e queixa de tontura em pacientes após a forma grave da COVID-19. Conclusão: A queixa de tontura esteve associada a qualidade do sono de maneira não reparadora, nessa amostra de pacientes após a forma grave da COVID-19, demonstrando que a qualidade do sono deve ser considerada um fator importante no processo de avaliação e reabilitação da tontura nestes pacientes que tiveram a forma grave da COVID-19, bem como nas atitudes de promoção a saúde direcionadas a população, tanto no período pandêmico e como pós-pandêmico.

Palavras-chave: Tontura; Sono; COVID-19.



1 Shochat T. Impact of lifestyle and technology developments on sleep. Nat Sci Sleep 2012;4:19–31
2 McKinley JE, Perkins A. Neurologic Conditions: Dizziness and Vertigo. FP Essent 2019;477:29–39]
3 Kim SK, Kim JH, Jeon SS, Hong SM. Relationship between sleep quality and dizziness. PLoS One 2018;13(03):e0192705
4. Pinna P., Grewal P., Hall J. P., et al. Neurological manifestations and COVID-19: experiences from a tertiary care center at the Frontline. Journal of the Neurological Sciences. 2020;415
5. Ciquinato DSA, Gibrin PCD, Félix CJL, Bazoni JA, Marchiori LLM. Sleep lifestyle correlate of dizziness among teachers. Int Arch Otorhinolaryngol. 2021; 25(2):e213-e218.
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EU NÃO ME PROTEGI... EU NÃO ERA ASSIM... O USO DE PARÓDIAS NA PROMOÇÃO DA SAÚDE AUDITIVA DE ESTUDANTES DE MÚSICA
Simões, P.N. ; Silva, L.R. ; Senda, F.T. ; Vicente, R. ; Lacerda, A.B.M. ; Lüders, D. ;

Introdução: A literatura é vasta ao documentar problemas auditivos em músicos, que estão constantemente expostos a sons de forte intensidade. Além da perda da audição outros sintomas auditivos compõem o cenário de risco para doenças ocupacionais, entre os músicos profissionais, como o zumbido, a disacusia e a hiperacusia. Convém apontar que fazer musical nos mais altos padrões é tanto recompensador quanto desafiador, e que a prática para alcançar o desempenho almejado pode afetar a saúde dos artistas desde seu período de formação. Portanto, iniciativas de promoção da saúde na formação musical devem ser mais frequentes e eficientes nos ambientes acadêmicos. Além disso, a linguagem e as estratégias adotadas devem apresentar uma abordagem capaz de engajar os estudantes para atuarem ativamente neste processo.
Objetivo: Compor uma paródia para promover a saúde auditiva em estudantes de música.
Metodologia: Participaram duas fonoaudiólogas, dois professores e um estudante de música. A composição se deu em etapas: (1) Elaboração da lista de vocábulos relacionados à música e saúde auditiva: música, perfeição, exposição, prevenção, educação, audição, ensaio, intensidade, risco, zumbido, perda da audição, saúde auditiva. (2) Escolha da canção: Óculos, do grupo de rock Paralamas do Sucesso (1984), que marcou várias gerações, apresenta uma melodia fácil de cantar e cujos ritmo e rimas permitiram que os vocábulos relacionados à saúde auditiva fossem utilizados de modo efetivo e aprazível. (3) Substituição das rimas e estrofes. (4) Mixagem da letra com a melodia original de Óculos, mantendo a métrica e da tonalidade em Mi maior.
Resultados: Se as meninas da balada não me ouvem eu grito assim/Eu não me protegi/Aumento mais a intensidade, mas isso não é bom/Eu não me protegi/Quando eu tô meio pra baixo, ponho os fones e escuto bem/Se eu tô pra cima, tiro os fones e eu não ouço ninguém/Por que você não escuta a mim? Ô ô/Me diz se eu canto ou toco mal ô ô/Por que você não escuta a mim?/Eu não me protegi, mas sou um cara legal/ Eu ensaiava com minha banda o dia inteiro e era dez/Dava um zumbido no ouvido e nem ligava para os decibéis/Se eu te disser da proteção periga você não acreditar/Eu não me protegi/Ah, eu não era assim, não/Por que é que eu não escuto ninguém? Ô ô/Será que falam baixo demais? Ô ô/ Por que é que eu não escuto ninguém?/Eu não me protegi, mas sou um cara legal/ Por que você não escuta a mim? Ô ô/Eu não me protegi e agora dói no coração... A paródia, apresentada durante uma roda de conversa realizada em comemoração ao Dia da Música, foi considerada por professores, estudantes de música e fonoaudiólogos uma ferramenta efetiva para a conscientização dos riscos envolvidos com o aprendizado e com o desempenho da prática musical.
Conclusão: O uso de paródias é um recurso com potencial para conscientizar os estudantes de música sobre a adoção de hábitos auditivos saudáveis, já no período de graduação, posto que aborda o tema utilizando uma linguagem familiar para este público.

COMEAU, Gilles; KORAVAND, Amineh; SWIRP, Mikael. Prevalence of hearing loss among university music students. [S. l.: s. n.], 2018.
LUDERS, Débora; SIMÕES, Pierangela N. Ações educativas em saúde auditiva para estudantes de música. Em: LACERDA, Adriana B.M.; FRANÇA, Denise, V.R.Org. Práticas educativas em saúde auditiva. Ponta grossa: Editora Atena, 2021
LÜDERS, Débora et al. Music students: Conventional hearing thresholds and at high frequencies. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, [s. l.], v. 80, n. 4, p. 296–304, 2014. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.bjorl.2014.05.010
PAWLACZYK-ŁUSZCZYŃSKA, Małgorzata et al. Exposure to excessive sounds and hearing status in academic classical music students. International Journal of Occupational Medicine and Environmental Health, [s. l.], v. 30, n. 1, p. 55–75, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.13075/ijomeh.1896.00709
POURYAGHOUB, Gholamreza; MEHRDAD, Ramin; POURHOSEIN, Saeed. Noise-induced hearing loss among professional musicians. Journal of Occupational Health, [s. l.], v. 59, n. 1, p. 33–37, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.1539/joh.16-0217-OA
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EXPOSIÇÃO AO RUÍDO E AUDIÇÃO DOS OPERÁRIOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL EM UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA
Campos, A. L. P. ; Burle, N. L. O. ; Garcia, V. S. ; Mancini, P. C. ;

Introdução: O ruído é um dos agentes físicos mais nocivos à saúde do indivíduo, encontrado principalmente no ambiente de trabalho e expõe grande número de trabalhadores, principalmente no ramo da construção civil, devido a sua intensidade e tempo de exposição. Objetivo: Avaliar a exposição ao ruído durante a jornada de trabalho e a audição dos operários da construção civil. Metodologia: Estudo observacional analítico transversal com amostra não probabilística. A coleta de dados consistiu em entrevista aos operários da construção civil em uma Universidade Pública, para levantar dados laborais e extralaborais de interesse. Realizou-se audiometria tonal limiar com determinação dos limiares auditivos por via aérea nas frequências de 250 a 8000 Hz e nas altas frequências de 9.000Hz a 20.000Hz, além da via óssea de 500 a 4000 Hz em ambas as orelhas. Realizou-se em campo a medição da intensidade de ruído produzido pelas máquinas utilizadas pelos operários da construção civil por meio decibelímetro digital. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o número 0541.0.203.000-11. Resultados: Predominância do gênero masculino (100%), média de idade dos operários foi de 42,46 anos e o tempo de serviço no ramo da construção civil apresentou média de 14,12 anos. As audiometrias demonstraram que 30% da amostra apresentou configuração sugestiva de Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados (PAINPSE). O nível de ruído produzido por todas as máquinas excedem o limite de 85db(A). 23,1% dos participantes relataram estarem expostos a agentes químicos sem os cuidados necessários. Assim, diante deste índice, devem-se realizar intervenções para detectar o nível e tempo dessa exposição e de conscientizar os trabalhadores sobre as alterações que os agentes químicos podem causar em sua saúde a fim de diminuir a ocorrência de efeitos adversos na saúde do trabalhador. Em relação ao uso dos EPI, observou-se que, mesmo sendo de uso obrigatório, 19,2% dos operários informaram que não utilizam o EPI durante a jornada de trabalho. Podemos pensar que a não utilização do EPI por parte dos trabalhadores se deve à falta de informação sobre os riscos e consequências que a exposição ao ruído e agentes químicos podem causar, como o desenvolvimento da PAINPSE, estresse, zumbido, alterações no sono, dificuldades na comunicação e alterações do equilíbrio. Mais de um terço dos trabalhadores informaram que a empresa não realiza palestras sobre os cuidados com a saúde auditiva. Com relação aos dados encontrados nos indivíduos com limiares de audibilidade dentro dos padrões de normalidade, mas com configuração de PAINPSE, 30% dos operários, com maior prevalência nos pintores, apresentaram este tipo de configuração auditiva, sendo as frequências mais afetadas 4, 6 e 8KHz. Conclusão: Os operários da construção civil da amostra estão expostos a níveis de pressão sonora elevados produzidos pelas máquinas do ambiente de trabalho, podendo estar relacionado aos resultados audiométricos encontrados com configuração sugestiva de PAINPSE.

1. Secretaria de Atenção à Saúde. Perda auditiva induzida por ruído (PAIR). Ministério da Saúde, Brasília (DF) 2006. (MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Ações Programáticas Estratégicas Série A. Normas e Manuais Técnicos Brasília – DF 2006 5 Saúde do Trabalhador Protocolos de Complexidade Diferenciada).
2. PROGRAMA DE DOAÇÃO DE PRÓTESE AUDITIVA: AVALIAÇÃO DO ANO DE 2004). Almeida RP, Amaral LG. Programa de doação de prótese auditiva: avaliação do ano de 2004. Revista Brasileira Promoção de Saúde 2007; 20:90-99.
3. Dal Bello, FO. Perfil dos Trabalhadores da construção civil de Santa Maria – RS Monografia apresentada ao Curso de Engenharia Civil, Dez 2015.
4. Régis ACC, Crispim KGM, Ferreira AP. Incidência e prevalência de perda auditiva induzida por ruído em trabalhadores de uma indústria metalúrgica. BRASIL. Revista CEFAC 2014 Set-Out; 16(5):1456-62.
5. Silva MC. Borges LO. Condições de trabalho e clima de segurança dos operários da construção de edificações - Rev. Psicol. Organ. Trab. Brasília Dez 2015 vol.15 no.4.
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FATORES ASSOCIADOS EM INDIVÍDUOS COM ZUMBIDO
Lima,D.O. ; Almeida,A.A. ; Branco-Barrero,F.C.A. ; Schochat,E. ; Rosa,M.R.D. ;

INTRUDUÇÃO: O zumbido é um sintoma comumente conceituado como uma percepção sonora endógena que pode se manifestar nos ouvidos ou na cabeça sem que haja uma fonte externa geradora de som. Este sintoma acomete cerca de 15 % da população mundial, com maior prevalência em idosos entre 60 e 69 anos de idade. Em relação à prevalência no Brasil, pesquisadores apontam que 22% da população avaliada apresentava o sintoma zumbido, sendo mais comum em mulheres. Diante da dificuldade em estabelecer a sua casuística devido a sua grande variedade etiológica e a subjetividade do sintoma, o tratamento nos dias de hoje se mostra um desafio. Neste sentindo, o conhecimento dos fatores associados e das comorbidades do zumbido é importante para fornecer o manejo adequado nesses indivíduos. OBJETIVO: investigar os principais fatores preditivos associados ao zumbido. MÉTODOS: Estudo observacional, analítico, de delineamento transversal e caráter retrospectivo. A coleta de dados foi realizada através da análise dos prontuários de 315 pacientes atendidos em um serviço de zumbido, onde foram coletas informações referentes a análise descritiva do perfil dos pacientes e dos resultados do THI. RESULTADOS: Dentro os fatores relacionados ao zumbido, o barulho (48,6%) é relatado como o fator de piora predominante. A hipersensibilidade a sons (61%), plenitude auricular (59%) e hipoacusia (54,3%) se apresentam como os sintomas mais associado ao zumbido. Além de maior interferência do zumbido: no sono (43,5%), na concentração (42,2%), e nos aspectos emocionais (36,8%). Dentre as comorbidades a DTM predominou. Observou-se ainda associação entre hipoacusia em pacientes com zumbido constante, a piora com exercícios (p=0,016), tontura (p=0,002) e hipersensibilidade auditiva (p=0,013). Assim como associação entre a sensação de plenitude auricular e hipersensibilidade (p=0,001). Nos resultados do grau do THI observou-se associação significativa com interferência no sono (p=0,012), emocional (p=0,013), concentração (p=0,002) e cervicalgia (p=0,033). CONCLUSÃO: Dentre os principais fatores associados ao zumbido a hipersensibilidade a sons, sensação de plenitude auricular e hipoacusia são os mais prevalentes, e a DTM a comorbidade de maior ocorrência, além do impacto emocional gerado por este sintoma.Compreender os principais fatores associados, é importante para entender melhor o impacto do zumbido na vida do sujeito, tornando assim, o cuidado centrado no paciente, e potencializando os resultados do prognóstico mediante a uma intervenção terapêutica assertiva.

Palavras Chaves: Zumbido, Funcionalidade, Qualidade de vida; Avaliação do Impacto na Saúde; Fatores associados

Dawes P, Fortnum H, Moore DR, Emsley R, Norman P, Cruickshanks K, Davis A, Edmondson-Jones M, McCormack A, Lutman M, Munro K. Hearing in middle age: a population snapshot of 40–69 year olds in the UK. Ear and hearing. 2014 May;35(3):e44.

KnobeL, K.A.B; Sanchez, T.G. Atuação dos Fonoaudiólogos do estado de São Paulo na avaliação de pacientes com queixa de zumbido e/ou hipersensibilidade a sons. Pró-Fono: Rev de atualização científica. 2002;14:2.

Shargorodsky J, Curhan GC, Farwell WR. Prevalence and characteristics of tinnitus among US adults. The American journal of medicine. 2010 Aug 1;123(8):711-8.

Tunkel DE, Bauer CA, Sun GH, Rosenfeld RM, Chandrasekhar SS, Cunningham Jr ER, Archer SM, Blakley BW, Carter JM, Granieri EC, Henry JA. Clinical practice guideline: tinnitus. Otolaryngology–Head and Neck Surgery. 2014 Oct;151(2_suppl):S1-40.
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Página(s): p.638
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FREQUENCY FOLLOWING RESPONSE PRÉ E PÓS MUSICOTERAPIA : ESTUDO DE CASO EM CRIANÇA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA
Durante, A.S. ; Costa, T.I.R. ;

Introdução: As crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresentam respostas neurais mais lentas e menores amplitudes ao som da fala “da”, sugerindo um potencial deficiência no processamento auditivo. Programas de treinamento auditivo, como a musicoterapia, podem influenciar na melhora do processamento da informação sonora. O exame Frequency following response (FFR) avalia as respostas do tronco encefálico e cortical aos sons da fala sendo assim indicado para monitorar o efeito da intervenção.
Objetivo: Analisar o efeito da musicoterapia por meio das ondas do FFR de uma criança com diagnóstico do TEA.
Método: Foi avaliado paciente do sexo masculino com idade de 5 anos e com diagnóstico de TEA a partir do DSM–V e limiares auditivos dentro da normalidade. Trata-se de um estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, sob o número de parecer 44586721.0.0000.5479. O protocolo de avaliação constou de avaliação pré e pós intervenção por meio do FFR e intervenção com 16 sessões de Musicoterapia individuais. A pesquisa do FFR com estímulo de fala foi realizada em sala acusticamente tratada, utilizando o equipamento Intelligent Hearing System (IHS). Para adequada colocação dos eletrodos, a limpeza da pele foi feita com pasta abrasiva e gaze, para diminuir a impedância da pele, de modo que a medida de impedância do equipamento ficasse entre 1 e 3 kΩ, sendo a pasta eletrolítica utilizada para melhorar a condutividade elétrica. Os eletrodos foram fixados nas seguintes posições: vértex, (eletrodo ativo, positivo), fronte (terra) e mastoide direita (eletrodo referência, negativo). Foram realizadas duas varreduras de 3.000 estímulos da sílaba /da/ a 80 dBNA, apresentados a uma taxa de 10,9 Hz, com duração de 40 ms e janela de análise de 60 ms da orelha direita do participante. A análise dos achados incluiu a marcação de sete ondas (V, A, C, D, E, F e O), gerando latência e valores de amplitude para cada onda. Dois especialistas de diferentes instituições com experiência em marcação de pico de FFR foram
convidados a realizar a marcação de ondas separadamente. Em seguida, foi calculado o valor de slope do complexo VA, que é a relação entre a amplitude e a duração do complexo VA (Amplitude VA / Duração VA).
Resultados: Na reavaliação pós intervenção foi observada redução da latência e aumento da amplitude de todas as ondas componentes do FFR. Os presentes resultados são potencialmente úteis em aplicações clínicas. Os resultados e métodos desta avaliação serão compartilhados em detalhes.
Conclusões: Esses resultados fornecem uma indicação do uso do FFR como medida objetiva no monitoramento do benefício da musicoterapia para a criança com TEA.

Geretsegger M, Elefant C, Mössler KA, Gold C. Music therapy for people with autism spectrum disorder. Cochrane Database Syst Rev. 2014 Jun 17;2014(6):CD004381

Kraus N, White-Schwoch T (2021) Does autism affect auditory processing?. Hearing Journal. 74(5): 46-47
Russo NM, Hornickel J, Nicol T, Zecker S, and Kraus N (2010) Biological changes in auditory function following training in children with autism spectrum disorders. Behavioral and Brain Functions. 6(60).

Krizman J, Skoe E, Kraus N. Sex differences in auditory subcortical function. Clin Neurophysiol. 2012;123(3):590-7. https://doi.org/10.1016/j. clinph.2011.07.037.

Wible B, Nicol T, Kraus N. Atypical brainstem representation of onset and formant structure of speech sounds in children with language-based learning problems. Biol Psychol. 2004;67(3):299-317. https://doi.org/10.1016/j. biopsycho.2004.02.002. PMid:15294388.
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Página(s): p.596
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FUNÇÃO VESTIBULAR NA DEFICIÊNCIA GRAVE DE GH DEVIDO A UMA MUTAÇÃO INATIVADORA NO GENE DO RECEPTOR DO HORMÔNIO LIBERADOR DE GH
Carvalho, H.A.S. ; Oliveira, M.H.A. ; Gois Junior, M.B. ; Salvatori, R. ; Salvador, L.C.L. ; BARRETO, A.C.O. ; Guimarães, A.L.A. ; Takeuti, A. A. ; Jacob, R.T.S. ; BAHMAD JR, F. ;

O equilíbrio corporal envolve os sistemas vestibular, visual e proprioceptivo. O IGF-I é um fator chave dependente de GH no desenvolvimento e diferenciação pós-natal da orelha interna em camundongos e homens, mas seu papel na função vestibular em humanos adultos é desconhecido. Descrevemos anteriormente uma coorte de indivíduos com deficiência isolada grave de GH (DIGH) causada por uma mutação no gene do receptor de GHRH (GHRHR). Esses indivíduos queixam-se de tontura, apresentam perda neurossensorial leve, mas apresentam equilíbrio postural normal, sem aumento do risco de quedas. O objetivo deste estudo foi avaliar a função vestibular desses indivíduos com tal condição genética rara. Realizou-se exame físico (impulso cefálico clínico e teste dinâmico de Fukuda), provas oculomotoras (movimentos oculares sacádicos, nistagmo espontâneo, semi-espontâneo, opotocinético e rastreamento pendular) e de estimulação calórica (reflexo pós-calórico e índice de fixação ocular), em 15 indivíduos com DIGH (sete homens) e 15 controles (cinco homens). Os indivíduos com DIGH apresentaram menor altura e peso, com IMC semelhante aos controles, e maior número de indivíduos com teste clínico do impulso cefálico anormal e testes oculomotores alterados, especificamente os movimentos sacádicos e o nistagmo espontâneo. Houve uma tendência não significativa de anormalidades no teste de Fukuda e na avaliação do reflexo pós-calórico. Indivíduos adultos com DIGH não tratadas apresentam maior prevalência de comprometimento vestibular periférico moderado e de reflexo vestíbulo-ocular anormal.

1. A.A. Santana-Ribeiro, G.A. Moreira-Brasileiro, M.H. Aguiar-Oliveira, R. Salvatori, V. Carvalho, C.K. Alvim-Pereira, C.R. Araújo-Daniel, J.G. Reis-Costa, A.L. Andrade-Guimarães, A.A.Santos, E.R. Vieira, M.B. Gois-Junior, Walking and postural balance in adults with severe short stature due to isolated GH deficiency. Endocr. Connect. 19, 1–25 (2019)

2. M. Schubert, D.S. Zee, Saccade and vestibular ocular motor adaptation. Restor. Neurol. Neurosci. 28, 9–18 (2010)

3. E. Marelli, Anatomofisiologia del Sistema Vestibular. In: Carmona S, Libonati GA. Neuro-otologia. 3ª ed. (Libreria Akadia, Buenos Aíres, 2012)

4. J.M. Goldberg, The vestibular end organs: morphological and physiological diversity of afferents. Curr. Opin. Neurobiol. 1, 229–235 (1991)

5. S. Highstein, R. Fay, The Vestibular System. Springer Handbook of Auditory Research (2004)
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GESTANTES AGRICULTORAS E ACESSO A SAÚDE
Cassol, K. ; Magni, C. ; Lopes, A. C. ;

Introdução: Gestantes agricultoras comumente são expostas direta ou indiretamente a agrotóxicos, podendo sofrer os efeitos da intoxicação aguda e crônica, que nessa população pode gerar complicações e desfechos negativos na gestação. Dentre os efeitos teratogênicos desses produtos, incluem-se malformações fetais, prematuridade, baixo peso ao nascer, aborto espontâneo, dentre outros, ainda em investigação. Há também indícios que a exposição ambiental gera alterações no sistema nervoso, com relação também para os problemas neuropsiquiátricos, onde se incluem o Transtornos do Espectro Autista (TEA), os déficits de atenção e hiperatividade (TDAH), e as dificuldades de aprendizagem. No Brasil o impacto dos defeitos congênitos vem aumentando progressivamente, resultando em altas taxas de mortalidade infantil, e até mesmo impacto econômico, devido aos cuidados especiais e hospitalares que tais crianças necessitam ao longo da vida. Embora a discussão não seja recente no Brasil, o que se observa de maneira geral nas políticas públicas de saúde materno-infantil é a ausência de atenção a gestante agricultora que reside em áreas distantes dos serviços de saúde, o que justifica a importância de investigar como ocorre o acesso à saúde por essas gestantes, pode ser um caminho para direcionar tais ações, de maneira a atender essa realidade emergente. Objetivo: Caracterizar o acesso de gestantes agricultoras aos serviços de saúde. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa descritiva realizada com 320 gestantes residentes no estado do XXXXX que responderam um questionário sobre Conhecimento, Atitudes e Práticas sobre o uso de agrotóxicos e foram analisadas as questões referentes aos dados que caracterizem o perfil da população e sobre os serviços médicos utilizados durante a gestação. A pesquisa foi desenvolvida nas Unidades Básicas de Saúde entre agosto de 2018 a dezembro de 2019, e foi aprovada pelo comitê de ética em pesquisa, sob o parecer número 3.422.972. Resultados: a idade média das gestantes foi de 26 anos, no 3° trimestre gestacional, com média de duas gestações anteriores, com prevalência para ensino médio completo, e renda familiar entre um e dois salários mínimos; as participantes informaram que o Sistema Único de Saúde é o serviço de saúde mais frequente, seguido dos convênios médicos. De maneira geral, o acesso aos serviços de saúde das gestantes agricultoras tem certa limitação pelo fato de residirem em zona rural, distante dos centros urbanos dos municípios onde estão localizadas as unidades de saúde. Apesar dos avanços nas políticas públicas sobre a saúde da população rural, ainda são escassas as intervenções em relação a da saúde da gestante agricultora, a fim de minimizar as possíveis intercorrências, principalmente, no Brasil, que possui extensa área agrícola. Conclusão: É necessário a aplicação de estratégias que beneficiem e priorizem a atenção e cuidado a saúde da gestante agricultora.

1. Silvério ACP, Martins I, Nogueira DA, Mello MAS, Loyola EAC, Graciano MMC. Avaliação da atenção primária à saúde de trabalhadores rurais expostos a praguicidas. Rev. Saúde Pública [Internet]. 2020; 54: 09. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-89102020000100207&lng=en https://doi.org/10.11606/s1518-8787.2020054001455.
2. Viellas EF, Domingues RMSM, Dias MAB, Gama SGN, Theme FMM, Costa JV, et al . Assistência pré-natal no Brasil. Cad. Saúde Pública [Internet]. 2014; 30( Suppl 1 ): S85-S100. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2014001300016&lng=en. https://doi.org/10.1590/0102-311X00126013.
3. Brasil. Ministério da Saúde. Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento. Rev. Bras. Saude Mater. Infant., Recife , v. 2, n. 1, p. 69-71, Apr. 2002.
4. Santos Neto Edson Theodoro dos, Alves Kelly Cristina Gomes, Zorzal Martha, Lima Rita de Cássia Duarte. Políticas de saúde materna no Brasil: os nexos com indicadores de saúde materno-infantil. Saude soc. [Internet]. 2008 June [cited 2020 July 27] ; 17( 2 ): 107-119. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-12902008000200011&lng=en. https://doi.org/10.1590/S0104-12902008000200011
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HABILIDADE AUDITIVA LATERALIZAÇÃO: REVISÃO SISTEMÁTICA
Colette, E. D. ; Schochat, E. ; Rabelo, C. M. ;

Introdução: Os processos auditivos centrais são: a localização, lateralização, discriminação de
sons, entre outras habilidades auditivas. A localização sonora possui diversas variáveis, sendo
algumas delas: a localização horizontal, vertical, frente e trás, e distância. Na localização
sonora, para que o SNAC possa construir o espaço auditivo, usam-se pistas como a diferença
de tempo e intensidade interaurais, ITD (Interaural Time Difference) e IID (Interaural Intensity
Difference), respectivamente. Nos animais, a capacidade de detectar de qual lado provém o
estímulo sonoro é importante para os predadores lidarem com situações de caça ou
perseguição de suas presas, enquanto para as presas é importante detectar o lado de origem
de sons produzidos por predadores. Para os seres humanos, é importante tanto para o
reconhecimento em situações do cotidiano, pelo qual ela é mais reconhecida, pois existe a
necessidade de perceber e discriminar de que lado provém sons significantes, como, por
exemplo, a voz de alguém em especial em ambientes barulhentos; ambientes estes que podem
ir de uma festa até uma sala de aula, onde o escolar tem a necessidade de discriminar de onde
provém a voz da professora no meio de diversos colegas conversando entre si. A lateralização
também é útil em situações de perigo, como localizar de que lado provém uma buzina, aviso
sonoro de grande importância no tráfego e nas grandes vias. Embora essa habilidade seja de
grande significância, seus mecanismos ainda não são totalmente conhecidos. Constatou-se
que existe pouca literatura acerca dessa habilidade auditiva. As revisões de literatura são
essenciais para a ciência a fim de concentrar evidências e estudos disponíveis em um único
local, para que seja possível maior acessibilidade, praticidade e influência na prática clínica,
bem como para auxiliarem possíveis pesquisas e estudos futuros. Objetivo: o objetivo desse
estudo foi a realização de uma análise das publicações acerca a habilidade auditiva de
lateralização. Método: A busca foi realizada através das seguintes bases de dados: Medical
Literature Analysis and Retrieval System Online (Medline), National Library of Medicine
(Pudmed) e Scientific Eletronic Library Online (SciELO). As palavras-chaves utilizadas foram:
lateralização, lateralização sonora e lateralização auditiva. O período de coleta dos artigos foi
entre junho e julho de 2021 e as línguas aceitas na pesquisa foram português e inglês.
Resultados: foram encontrados, no total, 127 artigos e, ao final da aplicação dos critérios de
exclusão, foram analisados 31 artigos. Quanto a análise dos estudos, observou-se, quanto à
metodologia, que a maioria dos estudos é transversal e, quanto ao número de sujeitos, a média
foi de 46 sujeitos e a maioria dos artigos trouxe população adulta para a pesquisa. Quanto à
lateralização, observou-se uma vantagem no raio de +/- 90º. Conclusão: Ao final da pesquisa,
foi possível concluir, quanto à habilidade de lateralização, que a acurácia para localização sons
(minimum audible angle – MAA) é pior para extremidades laterais e melhor para sons centrais.
Além disso, a localização auditiva não necessariamente é prejudicada no Transtorno do
Processamento Auditivo, nem em patologias que possam afetar o Sistema Auditivo.

1. American Speech-Language-Hearing Association. Central Auditory Processing Disorder: (Practice Portal). [S. l.], 26 out. 2021. Disponível em: https://www.asha.org/practice-portal/clinical-topics/central-auditory-processing-disorder
2. NORTHERN, Jerry L.; DOWNS, Marion P. Audição na Infância. [S. l.: s. n.], 2005.
3. BARAN, J. A.; MUSIEK, F. E. Avaliação Comportamental do Sistema Nervoso Auditivo Central. [S. l.: s. n.], 2011
4. MIDDLEBROOKS, John C. The Human Auditory System: Sound Localization. [S. l.: s. n.], 2015.
5. GROTHE, Benedikt; PECKA, Michael; MCALPINE, David. Mechanisms of sound localization in mammals. Physiol Rev., [S. l.], p. 983-1012, 1 jul. 2010. DOI 10.1152/physrev.00026.2009. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/20664077/.
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HÁBITOS E COMPORTAMENTOS AUDITIVOS DE MÚSICOS
Silva, L. F ; Braga, S. M. A. ; Dias, F. A. M. ; Batista, R. J ;

Introdução: De acordo com a OMS, mais de um bilhão de jovens entre 15 e 35 anos correm o risco de ter perda auditiva induzida por níveis de pressão sonora elevados (PAINPSE) relacionada, principalmente, à exposição ao ruído referente às atividades recreativas. A música é uma experiência agradável, sendo difícil associá-la a algo danoso, porém, em altas intensidades ela se caracteriza como uma ameaça à audição. Alterações auditivas têm sido associadas com exposição ocupacional à música. Pesquisas mostraram que músicos podem estar expostos a níveis altos de pressão sonora superiores a 104dBNA, sendo susceptíveis a prejuízos na funcionalidade do sistema auditivo. Para esse público, a função auditiva caracteriza-se como parte de seu instrumento de trabalho e com esse órgão lesado, os músicos podem perder informações importantes como afinação dos instrumentos e percepção de timbre. Objetivo: investigar o comportamento e hábitos auditivos de músicos. Método: O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). Participaram do estudo 371 músicos. Para coleta dos dados, foi utilizado questionário contendo perguntas sobre dados sociodemográficos, hábitos e comportamentos auditivos. Para a análise estatística, a magnitude das associações foi estimada por meio da razão de chances (OR) e seus respectivos intervalos de confiança a 90%, com nível de significância de 10%. Resultados: Dos participantes, 45,82% são do sexo feminino e 54,17% do sexo masculino, com uma idade média de 26,15 desvio padrão de 7,22. 91,64% dos músicos não utilizam protetores auditivos e ser do sexo feminino reduz em 37,0% a chance de utilização dos protetores auditivos (p=0,06; OR=0,37). A maioria dos participantes nunca recebeu algum tipo de orientação sobre saúde auditiva e apresenta pelo menos um dos seguintes sintomas auditivos: tontura, zumbido, sensibilidade aos sons de volumes elevados, sensação de ouvido tampado e dor. Ter realizado algum exame auditivo aumenta em 382% a chance de utilizar protetores auditivos (p=0,01, OR=3,82) e não utilizar fones de ouvido reduz a chance de ouvir música em volume elevado (p<0,01; OR=0,49). O aumento da idade aumenta as chances de realizar exames auditivos (p<0,01; OR=1,07). Conclusão: a maioria dos músicos, principalmente as mulheres, não utilizam protetores auditivos em suas atividades musicais, sendo que grande parte dos músicos não recebeu nenhuma orientação sobre saúde auditiva e apresenta pelo menos um sintoma relacionado à audição, apontando para a necessidade de programas de conservação auditiva voltados para o músico, principalmente para músicos do sexo feminino, jovens e amadores.

Lüders D et al. Hearing and quality of life in musicians of a symphony orchestra. Audiol. Commun. Res [internet] 2016 [citado 2020-09-22];21, 1688. doi: 10.1590/2317-6431-2016-1688

Halevi-Katz DN, Yaakobi E, Putter-Katz H. Exposure to music and noise-induced hearing loss (NIHL) among professional pop/rock/jazz musicians. Noise Health [internet]. 2015 [citado 2020-09-20];17(76):158164. doi:10.4103/1463-1741.155848

Segnini LRP. Os músicos e seu trabalho: Diferenças de gênero e raça. Tempo Social [internet]. 2014, [citado 31-10-2021]; 26(1): 75-86. doi: 10.1590/S0103-20702014000100006

Bartz GF. Vivendo de Música: trabalho, profissão e identidade. Uma etnografia da Orquestra de Câmara Theatro São Pedro, de Porto Alegre. [dissertation] Porto Alegre: Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.; 2018. 229 p

Engdahl B, Aarhus L. Personal Music Players and Hearing Loss: The HUNT Cohort Study. Trends Hear [internet] 2021 [citado em 2021-11-13]; 25:1-11. doi:10.1177/23312165211015881
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Página(s): p.518
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HANDICAP AUDITIVO E FRAGILIDADE EM IDOSOS DA COMUNIDADE
Costa-Guarisco, L.P. ; Campos, R.D.S. ; Zazzetta, M.S. ; Orlandi, F.S. ; Pavarini, S.C.I. ; Cominetti, M.R. ; Santos, A.A. ; Jesus, I.T.M. ; Gomes, G.A.O. ; Gratão, A.C.M. ;

À luz da CIF, a deficiência auditiva leva à incapacidade auditiva e consequente desvantagem, o que pode limitar ou restringir a participação do indivíduo em atividades de vida diária. O HHIE-S é um instrumento desenvolvido para população idosa, que avalia a restrição da participação por meio da percepção do próprio indivíduo a respeito de sua limitação auditiva, e de como esta afeta seu estilo de vida, relação familiar, sua situação social e emocional. Esses questionários também são importantes na avaliação dos serviços de promoção da saúde auditiva, pois, por meio de sua aplicação, é possível monitorar como as incapacidades e desvantagens afetam a qualidade de vida dos idosos (9). À medida que a população envelhece, as perdas auditivas advindas do envelhecimento tornam-se uma preocupação comum à saúde pública, assim como a fragilidade. Estudos recentes sugerem que a perda auditiva está relacionada com fragilidade e suas consequências (4,12,13). Os primeiros resultados, publicados em 2014 (12), demonstraram associação entre a perda auditiva autorreferida e fragilidade em mulheres idosas, porém esta associação não foi encontrada em homens. A perda auditiva foi associada ao risco de desenvolvimento da fragilidade e quedas ao longo dos anos (13), sendo que o risco de progressão da fragilidade foi confirmado nos estudos posteriores (4,14). Apesar da temática ser de extremo interesse na área do envelhecimento, ressalta-se que os estudos que mostram a relação entre a perda auditiva e a fragilidade ainda são recentes e escassos na literatura. Os estudos prévios utilizaram, como forma de investigação auditiva, pergunta única a respeito da autopercepção auditiva (4,12) ou resultados de avaliações audiométricas (13), contudo nenhum utilizou o HHIE-s (15), instrumento validado e consolidado na literatura internacional para mensurar a desvantagem ou restrição à participação auditiva e os prejuízos sociais e emocionais decorrentes do déficit auditivo. Portanto, o objetivo deste estudo foi verificar a relação entre o handicap auditivo e a presença de fragilidade em idosos da comunidade. Após aprovação do comitê de ética em pesquisa, conduziu-se um estudo transversal, realizado com 238 idosos (idade ≥ 60 anos), no ano de 2018. O questionário Hearing Handicap Inventory for the Elderly - Screening version - HHIE-S foi aplicado para quantificar o handicap auditivo. A fragilidade foi avaliada segundo o Fenótipo de Fragilidade proposto por Fried e colaboradores, utilizando os 5 critérios: perda de peso não intencional, fadiga relatada, redução da força de preensão, redução da velocidade de caminhada e baixa atividade física. A relação entre o handicap auditivo e a fragilidade foi realizada por meio dos Testes Kruskal-Wallis e Spermann. Como resultados, obteve-se que a limitação da participação auditiva foi maior nos indivíduos pré-frágeis e frágeis, comparados aos não frágeis e hove correlação positiva e estatisticamente significante com maiores níveis de fragilidade. Concluiu-se que a limitação na participação auditiva está relacionada a fragilidade em idosos da comunidade.

1- Souza VC, Lemos SMA. Tools for evaluation of restriction on auditory participation: Systematic review of the literature. Codas. 2015;27(4):400–
2-Kamil RJ, Li L, Lin FR, Hopkins J, Li BSL. Association of Hearing Impairment and Frailty in Older Adults. Institutes Helth Of National. 2014;6(62):1186-1188.
3- Kamil RJ, Betz J, Powers BB, Pratt S, Kritchevsky S, Ayonayon HN et al. Association of Hearing Impairment With Incident Frailty and Falls in Older Adults. Journal Of Aging And Health. 2015;28(4):644-660.
4-Liljas AEM, Carvalho LA, Papachristou E, De Oliveira C, Wannamethee SG, Ramsay SE, et al. Self-Reported Hearing Impairment and Incident Frailty in English Community-Dwelling Older Adults: A 4-Year Follow-Up Study. J Am Geriatr Soc. 2017;65(5):958–65.
5- Lorenzo-López L, López-López R, Maseda A, Buján A, Rodríguez-Villamil JL, Millán-Calenti JC. Changes in frailty status in a community-dwelling cohort of older adults: The VERISAÚDE study. Maturitas. 2019;119:54-60.
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IDENTIFICAÇÃO DAS HABILIDADES COGNITIVAS NA TOMADA DE DECISÃO DE INDIVÍDUOS CANDIDATOS AO USO DE APARELHOS DE AMPLIFICAÇÃO SONORA INDIVIDUAL
Salgueiro, A. C. ; Mata, S. M. ; Madeira, L. R. ; Quadros, I. A. ; Castiquini, E. A. T. ; Oliveira, J. R. M. ;

Introdução: Atualmente, estão disponíveis na prática clínica dispositivos eletrônicos do tipo retroauricular acoplado ao molde auricular ou a oliva e intra aural, sendo que mediante a indicação desses dispositivos no processo de reabilitação do indivíduo que apresenta deficiência auditiva é necessário selecionar o tipo realizando análise multifatorial do perfil psicossocial, cultural, otorrinolaringológico e radiológico do futuro usuário, contudo, esse pode estar fragilizado, diante do diagnóstico de deficiência auditiva, ou inseguro para tomar qualquer decisão. Sabendo que todos os sentimentos envolvidos com o diagnóstico da deficiência auditiva influenciam na tomada de decisão interferindo na escolha do dispositivo e, consequentemente, no processo de reabilitação auditiva. Assim, se a escolha do tipo de AASI não for adequada, por consequência será frequente que os usuários apresentem queixas e dificuldades ou não utilizem. Por isso, previamente é essencial fornecer orientações fonoaudiológicas detalhadas com linguagem acessível, pois serão determinantes e influenciarão o processo de escolha do dispositivo. Objetivo: Verificar a capacidade para tomada de decisão quanto à escolha do dispositivo eletrônico pelos futuros usuários e caracterizar suas variáveis sociodemográficas e audiológicas. Metodologia: Estudo prospectivo transversal aprovado eticamente (número 2571178) com quatro participantes indivíduos elegíveis por apresentarem com perda auditiva bilateral de grau leve a severa, adultos sem alterações neurológicas e/ou distúrbios emocionais importantes autorreferidos que comprometessem a coleta de informações. Foi realizada a análise prévia dos dados sociodemográficos e audiológicos e investigação com perguntas sobre os dados pessoais, incluindo os comportamentais, socioeconômicos, formação acadêmica e profissional, como também, os dados audiológicos, aspectos familiares econômicos, estéticos, sociais, de tempo oferecido para escolha e compreensão da orientação, todos relacionados ao processo de seleção do tipo de AASI. As respostas serão dadas por meio da escala de classificação Likert e aspectos relacionados ao AASI (pilha, estética, tempo de espera, tamanho do AASI, manuseio, acuidade visual), nos quais os participantes pontuarão de 0 a 10. Resultados: Dos participantes, três pertenciam ao gênero masculino e um ao feminino, sendo que dois cursaram o ensino fundamental I e dois o ensino médio. Em relação à classe socioeconômica, a maioria (3) dos participantes pertencem a baixa superior seguida de baixa inferior. Todos os participantes informaram que gostariam e que precisavam utilizar o dispositivo eletrônico e, que tiveram o tempo suficiente para a escolha do tipo, sendo essa fácil e no momento ideal. No entanto, um participante relatou estar ansioso para a escolha e, para dois sujeitos, o fator estético influenciou a eleição do dispositivo. Já para dois participantes as características visuais do dispositivo influenciaram na escolha. Conclusão: O futuro usuário apresenta a capacidade para tomada de decisão quanto à escolha do dispositivo eletrônico de reabilitação auditiva.

Reginato, Tatiana Turtelli Poles; Ferrari, Deborah Viviane. Teleaudiologia: comunicação profissional-paciente na programação e adaptação de aparelhos de amplificação sonora individuais via teleconsulta. Audiology - Communication Research [online]. 2014, v. 19, n. 3, pp. 299-309. Disponível em: . Epub Set 2014. ISSN 2317-6431.

Zandavalli, Mariele Boscaini; Christmann, Letícia Selbach; Garcez, Vera Regina CarvalhoRotina de procedimentos utilizados na seleção e adaptação de aparelhos de amplificação sonora individual em centros auditivos na cidade de Porto Alegre, Brasil - RS. Revista CEFAC [online]. 2009, v. 11, suppl 1, pp. 106-115. Disponível em: . Epub 13 Mar 2009. ISSN 1982-0216.

Danieli, Fabiana et al. Avaliação do nível de satisfação de usuários de aparelhos de amplificação sonora individuais dispensados pelo Sistema Único de Saúde. Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia [online]. 2011, v. 16, n. 2, pp. 152-159. Disponível em: . Epub 27 Out 2011. ISSN 1982-0232.
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IMPACTO DA PANDEMIA DA COVID-19 NOS INDICADORES DE UM PROGRAMA DE TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL
Fávari, M. B. X. ; Melo, A. C. O. F. ; Silva, V. B. ;

Introdução: A integralidade da assistência à saúde auditiva na infância é preconizada na literatura e desde que se tornou obrigatório a realização da triagem auditiva neonatal para a identificação precoce e consequente intervenção na deficiência auditiva infantil, o cumprimento dos indicadores dos programas tem sido um importante desafio na saúde pública. Problemas quanto a oferta de profissionais para a realização da triagem, restrição de registros e a manutenção dos equipamentos são os principais causas do não se alcançar as metas. A pandemia da COVID-19 surgiu como um novo e grande desafio para a manutenção dos indicadores, pois limitou o acesso a alguns serviços, trouxe insegurança no ir e vir das pessoas, principalmente de pais com filhos recém-nascidos. Objetivo: Verificar o impacto da pandemia da COVID-19 nos indicadores de um programa de triagem auditiva neonatal. Materiais e métodos: Estudo descritivo realizado no banco de dados do programa de triagem auditiva neonatal de um hospital público terciário referência no atendimento a gestante e ao neonato de alto risco, o qual atende uma média de 3500 recém-nascidos por ano. Foram coletados os dados referente aos indicadores de qualidade do programa no relatório anual referente aos anos de 2019, 2020 e 2021. Os indicadores analisados foram: taxa de cobertura (meta>95%), taxa de testes alterados na primeira etapa (meta<10%), taxa de evasão no reteste (meta = 0%) e taxa de encaminhamento para diagnóstico audiológico (meta<4%). Resultados: a taxa de cobertura do programa foi de 81% em 2019 , 60% em 2020 e 99,8% em 2021; Dos recém-nascidos atendidos que realizaram a triagem, a taxa de testes alterados na primeira etapa foi de 2,5% em 2019, 3,2% em 2020 e 2,5% em 2021; Dentre os recém-nascidos que necessitavam fazer um novo teste pela possibilidade de falso positivo na primeira etapa, a taxa de evasão no reteste foi de 28% em 2019, 61% em 2020 e 49% em 2021; O encaminhamento para diagnóstico audiológico foi realizado para todos os recém-nascidos/lactentes que falharam no teste (oriundos da unidade neonatal) e no reteste (oriundos do alojamento conjunto), sendo de 1,8% em 2019, 1,9% em 2020 e 1,4% em 2021. Conclusão: A taxa de cobertura e de evasão no reteste são os indicadores de qualidade do programa de triagem auditiva neonatal mais afetados pela pandemia da COVID-19 no serviço analisado, no entanto apresenta uma recuperação em 2021.

Brasil. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2012 [citado em 2022 fevereiro 6]. Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_triagem_auditiva_neonatal.pdf.
Lewis DR, Marone SAM, Mendes BCA, Cruz OLM, Nóbrega M. Multiprofessional committee on auditory health: COMUSA. Braz J Otorhinolaryngol. 2010;76(1):121-8. PMid:20339700
JCIH: Joint Committee on Infant Hearing. Joint Committee on Infant Hearing 2019 Position Statement. Principles and guidelines for early hearing detection and intervention programs. J Early Hear Detect Interv. 2019;4(2):1-44.
Venier LS, Cazella SC, Levandowski DC. Triagem Auditiva Neonatal: protocolos, obstáculos e perspectivas de fonoaudiólogos no Brasil - 10 anos da Lei Federal Brasileira 12.303/2010. CoDAS. 2022; 34(2):e20200331 DOI: 10.1590/2317-1782/20212020331
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Página(s): p.569
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IMPACTO DO RUÍDO NA OCORRÊNCIA DE EFEITOS NA SAÚDE MENTAL DE TRABALHADORES INDUSTRIAIS
Ferreira, R. D. ; Lopes, A. C. ; Ribeiro, J. ; Andrade, W. T. L. ;

Introdução: Diariamente, mesmo que de forma involuntária, estamos expostos a ruídos, sejam eles de tráfego (rodoviário, ferroviário e aéreo), de aparelhos domésticos, eletrônicos em geral, da aglomeração de pessoas, das indústrias e tantos outros. Esses ruídos podem ser prejudiciais à saúde do trabalhador, afetar a sua qualidade de vida e desencadear efeitos auditivos e não auditivos. Os efeitos não auditivos, apesar de comuns, acabam sendo negligenciados pelos estudos, especialmente os da Fonoaudiologia e, entre tais efeitos, são ainda menos estudadas as importantes queixas de saúde mental e sua relação com o ruído laboral. Objetivo: Investigar a relação entre as queixas de estresse, ansiedade, depressão e dificuldade de atenção/concentração e a exposição ao ruído em trabalhadores de indústrias da Região Metropolitana de João Pessoa/PB. Metodologia: Trata-se de um estudo retrospectivo de natureza observacional, analítica e transversal com abordagem quantitativa, com dados coletados em três indústrias da Região Metropolitana de João Pessoa (PB) entre os anos de 2016 e 2019. Todas as indústrias possuíam ruído de intensidade superior a 85dB, segundo o seu Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). A população do estudo foi composta por 1297 pessoas, de ambos os sexos, sendo 564 trabalhadores expostos a ruído (grupo experimental – GE) e 733 sujeitos não expostos a ruído (grupo controle – GC), que foram submetidas a uma entrevista com dados sócio-econômicos e de caracterização de amostra (variáveis independentes), além da ocorrência de ansiedade, depressão, dificuldade na atenção/concentração e estresse (variáveis dependentes). Os participantes foram perguntados se as variáveis dependentes eram percebidas “sempre”, “frequentemente”, “às vezes”, “raramente” ou “nunca”, informações quantificadas, respectivamente, em 4, 3, 2, 1 e 0. Portanto, quanto maior a pontuação, mais frequente era a sua ocorrência. Os dados foram analisados no software SPSS, através do Teste de Comparação de Mann-Whitney. Para todas as análises, foi adotado o nível de significância de 5% (p-valor<0,05). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, sob parecer n° 2.164.722. Resultados: Com relação à amostra, no GE, a maior parte dos sujeitos foi do sexo masculino (69,5%), enquanto que, no GC, prevaleceu o sexo feminino (63,8%). No GE, os efeitos mais referidos foram ansiedade (média de 2,6) e estresse (2,1). Já no GC, prevaleceu a menção a depressão (1,9) e dificuldade de atenção/concentração (1,3). Dentre os efeitos estudados, foi verificada relação estatisticamente significante (p<0,001) entre a ocorrência de ansiedade, estresse e dificuldade de atenção/concentração e a exposição ao ruído. Foi verificada ainda, relação estatisticamente significante (p<0,001) entre a queixa de depressão e a não-exposição ao ruído. Conclusão: Foi possível perceber uma relação direta entre a exposição ao ruído e a ocorrência das queixas de ansiedade, estresse e dificuldade de atenção/concentração. O mesmo não aconteceu em relação à queixa de depressão. Dessa forma, conclui-se que o ruído pode causar efeitos importantes na saúde mental nos trabalhadores, enfatizando, assim, a necessidade da abordagem da educação em saúde nas grandes indústrias, de forma a salientar que o ruído não somente afeta a audição, mas como também a saúde geral.

ALIMOHAMMADI, I. et al. Relationship between noise annoyance and cognitive performance in automotive workers exposed to chronic noise. Journal of University of Occupational and Environmental Health, p. 375-385, 2019.

ANDRADE, W.T.L.; SOARES, J.F.R.; GONÇALVES, V.S.B. Impacto dos riscos ocupacionais na saúde do trabalhador. In: LOPES, A.C.; GONÇALVES, C.G.O.; ANDRADE, W.T.L. (Org.). Fonoaudiologia e saúde auditiva do trabalhador. Ribeirão Preto: Booktoy, 2019, p. 29-42.

HAHAD, O. et al. Environmental noise-induced effects on stress hormones, oxidative stress, and vascular dysfunction: key factors in the relationship between cerebrocardiovascular and psychological disorders. Oxidative Medicine and Cellular Longevity, v. 2019, 2019.

KEE, H.Y.; FAUZAN, N.S.; WIDIA, M. Psychological impact of noise exposure among machine and non-machine operators in construction industry. IOP Conference Series: Materials Science and Engineering, v. 702, n. 1, 2019.

SANTOS, I.C.; RIBEIRO, J.; ANDRADE, W.T.L. Protocolo de avaliação das repercussões do ruído sobre a saúde do trabalhador. In: ANDRADE, M.S. et al. (Org.). Cuidado em Saúde e Práticas Fonoaudiológicas. João Pessoa: UFPB, 2021, p. 87-97.
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Página(s): p.531
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IMPACTO DO RUÍDO NA OCORRÊNCIA DE EFEITOS NÃO AUDITIVOS EM TRABALHADORES INDUSTRIAIS
Walter, A. G. ; Lopes, A. C. ; Ribeiro, J. ; Andrade, W. T. L. ;

Introdução: Os trabalhadores do meio industrial encontram-se expostos a diversos riscos ocupacionais que podem impactar negativamente na sua qualidade de vida. É sabido que a exposição ao ruído intenso no ambiente de trabalho pode provocar efeitos auditivos e não-auditivos prejudiciais à qualidade de vida do trabalhador, muitos deles, amplamente evitáveis por meio da intervenção fonoaudiológica realizada através dos Programas de Prevenção de Perdas Auditivas (PPPA). Objetivo: Investigar a ocorrência dos efeitos não auditivos de dificuldade para dormir, nervosismo/irritabilidade, dor de cabeça, cansaço físico e cansaço mental em trabalhadores expostos a ruído ocupacional. Metodologia: O estudo foi realizado a partir da análise de um banco de dados de entrevistas realizadas em indústrias de diversos segmentos, na Região Metropolitana de João Pessoa/PB, entre os anos de 2016 e 2019. Todas as indústrias possuíam ruído de intensidade superior a 85dB, segundo o seu Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). Fizeram parte do estudo 1297 pessoas, de ambos os sexos, sendo 564 trabalhadores expostos a ruído (grupo experimental – GE, exposto a ruído superior a 85 dB por, no mínimo, 8 horas por dia) e 733 sujeitos não expostos a ruído (grupo controle – GC). Os participantes foram perguntados se os efeitos não auditivos eram percebidos “sempre”, “frequentemente”, “às vezes”, “raramente” ou “nunca” e tais informações foram, posteriormente, quantificadas, respectivamente, em 4, 3, 2, 1 e 0. Portanto, quanto maior a média apresentada pelo sujeito, maior era a sua ocorrência na população. Os dados foram analisados no software SPSS, através do Teste de Comparação de Mann-Whitney. Para todas as análises, foi adotado o nível de significância de 5% (p-valor<0,05). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, sob parecer n° 2.164.722. Resultados: A média dos entrevistados foi de 31,4 anos. O GE referiu com maior frequência os efeitos não-auditivos de cansaço físico e cansaço mental (ambos com média de 2,3 na escala Likert adotada) e o GC referiu com maior frequência o cansaço mental (1,7) e nervosismo/irritabilidade (1,4). A dificuldade para dormir foi o efeito menos referido pelos dois grupos (GE – 1,5 e GC – 0,7). Todas os efeitos não-auditivos estudados foram mais ocorrentes no GE do que no GC com p < 0,001. Conclusão: Foi verificada relação direta entre a exposição ao ruído e a ocorrência das queixas de dificuldade para dormir, nervosismo/irritabilidade, dor de cabeça, cansaço físico e cansaço mental nos trabalhadores. Espera-se que estes achados possam contribuir para a adoção de novas estratégias de prevenção de alterações não auditivas, a fim de contribuir para o bem-estar e a qualidade de vida do trabalhador.

FAROOQI, Z.U.R. et al. Assessment of noise pollution and its effects on human health in industrial hub of Pakistan. Environmental Science and Pollution Research, v. 27, p. 2819-2828, 2020.

FERNANDES, J.C.; LOPES, A.C. Exposição e medidas de proteção auditiva coletiva no trabalho: ruído. In: LOPES, A.C.; GONÇALVES, C.G.O.; ANDRADE, W.T.L. (Org.). Fonoaudiologia e Saúde Auditiva do Trabalhador. Ribeirão Preto: Booktoy, 2019. p. 87-96.

JU, Y. et al. Association between perceived environmental pollution and poor sleep quality: results from nationwide general population sample of 162,797 people. Sleep Medicine, v. 80, p. 236-243, 2021.

NAZNEEN, S.; RAZA, A.; KHAN, S. Assessment of noise pollution and associated subjective health complaints and psychological symptoms: analysis through structure equation model. Environmental Science and Pollution Research, v. 27, p. 1-11, 2020.

YOUNIS, M.B.; HAYAJNEH, F.; ALSHRAIDEH, J.A. Effect of noise and light levels on sleep of intensive care unit patients. Nursing in Critical Care, v. 26, n. 2, p. 1-6, 2019.
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Página(s): p.530
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IMPACTO DO ZUMBIDO EM ADULTOS E IDOSOS – UM ESTUDO COMPARATIVO
ANTUNES, L. P. M. ; SANTOS, N. D. ; ROSITO, L. P. S. ; SILVEIRA, A. L. ; TEIXEIRA, A. R. ;

Introdução: o zumbido pode ser relatado por indivíduos de diferentes faixas etárias, sendo mais comum em idosos, por vários motivos, que podem incluir a perda auditiva, presença de doenças, uso de medicamentos, dentre outros. Assim, por haver uma presença maior de comorbidades, associadas a algumas limitações funcionais, o zumbido pode apresentar um impacto significativo na qualidade de vida dos idosos. Por outro lado, os adultos, apesar de menos afetados, também podem sentir-se prejudicados pelo sintoma. Objetivo: Comparar o impacto provocado pelo zumbido em indivíduos adultos e idosos. Métodos: É um estudo com desenho observacional, transversal e comparativo. A amostra foi composta por pacientes com zumbido crônico atendidos em ambulatório de atendimento especializado. Todos foram avaliados por médico otorrinolaringologista e por membros da equipe de pesquisa fonoaudiológica em zumbido. A avaliação audiológica constou de anamnese, Tinnitus Handicap Inventory (THI), audiometria tonal liminar, audiometria vocal, medidas de imitanciometria acústica e avaliação do zumbido (acufenometria, nível mínimo de mascaramento e mascaramento residual). Houve aprovação do projeto por Comitê de Ética em Pesquisa da instituição (parecer 2.191.355). Resultados: A amostra foi formada por 363 indivíduos, sendo172 (47,4%) adultos e 191 (52,6%) idosos. A mediana de tempo de zumbido foi de quatro anos,
sendo predominante o zumbido bilateral (55,6%). Com relação a pontuação total do THI, a mediana nos adultos foi de 45 pontos (22 a 68) e nos idosos foi de 36 pontos (18 a 60),havendo diferença significativa entre os grupos (p=0,03). Quando feita a análise da classificação do THI por faixa de idade, não houve diferença significativa entre os grupos(p=0,18). Assim, entre os adultos 29 (16,9%) apresentaram zumbido com impacto desprezível,44 (25,6%) leve, 37 (21,5%) moderado, 43 (25%) grave e 19 (11%) catastrófico. Dentre os idosos, o impacto desprezível foi observado em 47 (24,6%), o leve em 51 (25,7%), moderado em 43 (22,5%), grave em 31 (16,2%) e o catastrófico em 19 (9,9%). Conclusão: Constatou-se que o impacto provocado pelo zumbido, no grupo avaliado, foi maior nos adultos do que nos idosos. sendo 167 (46%) com cefaleia. Destes, 229 eram do sexo feminino e 134 eram do sexo masculino, mas o sexo não influenciou na presença da cefaleia (p=0,147). A maior parte apresentava zumbido bilateral (55,6%), e o autorrelato de cefaleia foi feito por 167 (46%) dos participantes. A mediana da pontuação no THI foi de 40 pontos. Constatou-se que o impacto provocado pelo zumbido, foi maior nos indivíduos com cefaleia (p<0,001). Conclusão: Constatou-se que, nos indivíduos avaliados, a presença de cefaleia foi determinante para que os indivíduos apresentassem maior pontuação no THI, revelando um maior impacto negativo do sintoma.

Noreña AJ, Lacher-Fougère S, Fraysse MJ, Bizaguet E, Grevin P, Thai-Van H, Moati L, et. al. A contribution to the debate on tinnitus definition. Prog Brain Res. 2021;262:469-485

Newman CV, Jacobsen GP.; Spitzer JB. Development of the Tinnitus handicap Inventory. Arch Otolaryngol Head Neck Surg. 1996; 122(2):143-8. 

Schmidt LP, Teixeira VN, Dall’Igna C, Dallagnol D, Smith MM. Adaptação para língua portuguesa do questionário Tinnitus Handicap Inventory: validade e reprodutibilidade. Rev Bras Otorrinolaringol. 2006;72(6):808–10.
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Página(s): p.599
ISSN 1983-1793X
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IMPACTO DO ZUMBIDO EM INDIVÍDUOS COM E SEM CEFALEIA
Pozzebon, M.S. ; Santos, N.D ; Rosito, L.P.S. ; Silveira, A.L. ; Teixeira, A.R. ;

Introdução: o zumbido é referido por uma número elevado de indivíduos, sendo predominante nos idosos. A presença de outros sintomas e comorbidades pode prejudicar ainda mais a qualidade de vida dos afetados. Dentre os outros sintomas que podem aparecer de forma concomitante está a cefaleia. Hipotetiza-se que o impacto do zumbido em indivíduos com cefaleia pode ser maior do que naqueles sem cefaleia. Objetivo: analisar o impacto provocado pelo zumbido em indivíduos com e sem autorrelato de cefaleia. Métodos: Este é um estudo observacional, transversal e comparativo. Foram incluídos na amostra pacientes com zumbido crônico atendidos em ambulatório de atendimento especializado. Todos foram avaliados por médico otorrinolaringologista e por membros da equipe de pesquisa fonoaudiológica em zumbido. A avaliação audiológica constou de anamnese, audiometria tonal liminar, audiometria vocal, medidas de imitanciometria acústica e avaliação do zumbido (acufenometria, nível mínimo de mascaramento e mascaramento residual). O impacto do zumbido foi medido por meio do resultado no Tinnitus Handicap Inventory (THI). O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição (CAEE 70142817.0.0000.5327). Resultados: A amostra foi composta por 363 indivíduos, sendo 167 (46%) com cefaleia. Destes, 229 eram do sexo feminino e 134 eram do sexo masculino, mas o sexo não influenciou na presença da cefaleia (p=0,147). A maior parte apresentava zumbido bilateral (55,6%). A média da pontuação no THI foi de 42,22 pontos. Na análise por grupos, verificou-se que indivíduos com zumbido crônico e cefaleia apresentaram média de 49,41±25,7 pontos no THI, enquanto nos indivíduos com zumbido crônico, mas sem cefaleia, a média no THI foi de 36,10±23,9 pontos, havendo diferença significativa entre a pontuação dos dois grupos (p<0,001). Conclusão: Constatou-se que, nos indivíduos avaliados, a presença de cefaleia foi determinante para que os indivíduos apresentassem maior pontuação no THI, revelando um maior impacto negativo do sintoma.

Langguth B, Hund V, Busch V, Jurgens TP, Lainez JM, Landgrebe M, et al. Tinnitus and Headache. Biomed Res Int. 2015;202:1-7.
Langguth B, Hund V, Landgrebe M, Schecklmann M. Tinnitus patients with comorbid headaches: The influence of headache type and laterality on tinnitus characteristics. Front Neurol. 2017;8(440):1–8.
Pavaci S, Tortorella F, Fioretti AB, Angelone AM, Di Rienzo Businco L, Lauriello M, et al. Analysis of the audiological characteristics and comorbidity in patients with chronic tinnitus. Audiol Res. 2019;9(2):33–7.
Schmidt LP, Teixeira VN, Dall’Igna C, Dallagnol D, Smith MM. Adaptação para língua portuguesa do questionário Tinnitus Handicap Inventory: validade e reprodutibilidade. Rev Bras Otorrinolaringol. 2006;72(6):808–10.
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Página(s): p.631
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IMPACTOS EMOCIONAIS DO ISOLAMENTO SOCIAL EM DECORRÊNCIA DA PANDEMIA DA COVID-19 EM ADULTOS COM IMPLANTE COCLEAR
Frederigue-Lopes, N.B. ; Yamada, M.O. ;

Introdução: Em razão da pandemia da COVID-19, vivemos longo período em quarentena, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde. Muitas pessoas ficaram em isolamento social, fator este que determina distância de qualquer ambiente com aglomeração de pessoas, preferencialmente das que estão contaminadas. Durante o confinamento, fatores como medo de contágio, morte de familiares pela doença, perda de emprego e incertezas sobre o futuro passaram a assustar uma grande parcela da população. Objetivos: Investigar e descrever os impactos emocionais do isolamento social em decorrência da pandemia da COVID-19 em adultos com surdez pós-lingual com implante coclear (IC). Metodologia: Estudo prospectivo transversal, o qual cumpriu os princípios éticos da instituição envolvida (CAAE: 47794821.7.0000.5441). O protocolo de pesquisa foi constituído por um questionário on-line, elaborado pelos próprios pesquisadores na plataforma Survey Monkey, contendo perguntas sobre os impactos desencadeados em diversos aspectos da vida dos adultos com IC em razão do isolamento social decorrente da pandemia da COVID-19. O questionário foi organizado com base em diferentes escalas padronizadas disponíveis na área da psicologia. Havia um total de 43 questões, sendo 41 no formato fechado e duas no formato aberto. Além das informações coletadas via questionário, foi realizada análise documental dos prontuários dos participantes para caracterização da amostra. O instrumento foi disponibilizado via link enviado por e-mail e/ou WhatsApp durante 45 dias a partir do convite realizado aos participantes. A amostra foi constituída por 26 adultos com deficiência auditiva pós-lingual (15 do sexo feminino e 11 masculino), incluídos a partir dos critérios de elegibilidade estabelecidos. A idade média dos participantes foi de 49 anos, variando entre 27 e 76 anos e o tempo de uso do IC variou entre 2 e 14 anos. Resultados: O tempo médio de resposta ao questionário foi de 12 minutos e 49 segundos. A maioria dos participantes ficou em isolamento social e relatou que o contato com as pessoas passou a ser muito inferior ao período pré-pandemia e poucos participantes relataram alto incômodo ao ter que sair de casa quando necessário. Sobre a área de estudo e trabalho, a maioria referiu que a pandemia interferiu diretamente nestas atividades, com preocupações quanto à contaminação, barreiras na comunicação e transporte, demonstrando incômodo ao ter que continuar realizando o trabalho e estudo de forma presencial. O prejuízo na comunicação devido a necessidade do uso da máscara, foi um dos aspectos mais significativos, indicando aumento no grau de mal estar, tensão, cansaço e frustração na situação na situação de comunicação. Conclusão: Foram observados impactos emocionais que influenciaram diretamente na qualidade de vida dos adultos usuários de implante coclear, afetando o contexto laboral, escolar, as relações sociais, ressaltando o prejuízo da comunicação em todas as áreas. É necessário que haja mais pesquisas avaliando o impacto emocional da pandemia em adultos usuários de implante coclear, com um número maior de participantes para retratar a saúde mental deste público.


Yang, Y.; Xiao, Y.; Liu, Y.; Li, Q.; Shan, C.; Chang, S.; Jen, P.H.-S. Mental Health
and Psychological Impact on Students with or without Hearing Loss during the
Recurrence of the COVID-19 Pandemic in China. Int. J. Environ. Res. Public Health
2021, 18, 1421. https://doi.org/ 10.3390/ijerph18041421.

GARG, S. et al. Challenges of the Deaf and Hearing Impaired in the Masked World of
COVID19. Indian Journal of Community Medicine. Volume 46. Issue 1. January-
March, 2020.

RAMÍREZ-ORTIZ, J., CASTRO-QUINTERO, D., LERMA-CÓRDOBA, C., YELA-
CEBALLOS, F., & ESCOBAR-CÓRDOBA, F. (2020). Consecuencias de la pandemia
COVID-19 en la Salud Mental asociadas al aislamiento social. SciELO Preprints,
1–21.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.520
ISSN 1983-1793X
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IMPLEMENTAÇÃO DE UM PROGRAMA DE TELECONSULTA SÍNCRONA PARA ACOMPANHAMENTO DE USUÁRIOS DE DISPOSITIVOS ELETRÔNICOS DE AMPLIFICAÇÃO SONORA EM UM SERVIÇO PÚBLICO DE SAÚDE AUDITIVA.
Oliveira, J.R. M ; Castiquini, E.A.T. ; Zambonato, T. C. F ; Bucuvic, E.C. ; Campos, P.D. ; Angelo, T.C.S. ; Ferrari, D.V. ;

Introdução: A pesquisa de implementação envolve o estudo científico dos processos utilizados na incorporação de evidências científicas no cuidado em saúde, objetivando melhorias de prática do indivíduo ou organização. Esta pesquisa pode incluir diferentes aspectos, como os processos para implementação de potenciais soluções, fatores que afetam tais processos ou resultados da implementação. Objetivo: Descrever o processo de implementação de um programa de teleconsulta síncrona para acompanhamento de usuários de dispositivos eletrônicos de amplificação sonora (DEAS) em serviço público de saúde auditiva. Metodologia: Estudo de implementação (aprovação ética 5.196.562) com métodos mistos. Fases de estruturação: (I) identificação das necessidades; (II) levantamento de evidências científicas e regulamentações pertinentes; (III) capacitação da equipe; (IV) elaboração e aprovação do projeto piloto e protocolo de teleconsulta; (IV) organização da infraestrutura física e administrativa e (VI) aplicação e avaliação. O protocolo de teleconsulta consistiu de três etapas: (1) Pré-teleconsulta: (a) seleção de candidatos – usuários novos ou experientes com DEAS concedido entre janeiro a junho de 2020; (b) contato telefônico para verificação do interesse e disponibilidade de infraestrutura física/tecnológica para a teleconsulta; (c) assinatura do termo de consentimento informado (online); (d) agendamento da teleconsulta (email e whatsApp) e (e) treinamento do paciente/acompanhante para acesso à plataforma de videoconferência. (2) Teleconsulta: (a) teste de áudio/vídeo, (b) verificação da identidade dos participantes e (c) consulta propriamente dita, baseada nas necessidades do paciente (podendo incluir aconselhamento informativo e de ajuste pessoal, gerenciamento da comunicação, resolução de problemas com o DEAS, etc) e aplicação do questionário IOI-HA. (3) Pós-teleconsulta: envio do questionário de avaliação da teleconsulta e reagendamento, quando necessário. Resultados: Dados de dezembro/2020 a outubro/2021 são reportados. Dos 730 pacientes selecionados, 86 não foram localizados, 2 faleceram e 91 necessitavam de consulta presencial (DEAS com mau funcionamento). Dos potenciais candidatos para teleconsulta (n=551), 201 recusaram qualquer atendimento na ocasião, por problemas de saúde (n=41, 7,5%) ou por estarem bem adaptados com o DEAS (n=160, 29%); 226 (48,3%) aceitaram a teleconsulta e 84 (15,2%) recusaram a teleconsulta devido à insuficiência de infraestrutura ou habilidades com tecnologia (n=45) e preferência pela consulta presencial (n=39). Considerando as 226 teleconsultas, 58% foram facilitadas por um acompanhante. A resolubilidade foi atingida em 60% (n=159) dos casos. Para os demais (n=107; 40%) uma nova consulta presencial foi agendada devido à suspeita de progressão da deficiência auditiva e necessidade de ajuste estrutural no molde auricular ou ajuste fino da programação. A taxa de retorno do questionário de avaliação da teleconsulta foi de 68% - destes, pelo menos 96% julgaram a qualidade de áudio e vídeo satisfatória e consideraram que as suas dúvidas/queixas foram compreendidas e resolvidas pelo profissional e 98% fariam uma nova teleconsulta, se caso necessário. Conclusão: Embora preliminares, os resultados favorecem a implementação da teleconsulta síncrona para acompanhamento e aconselhamento ao usuário de DEAS, promovendo a continuidade do processo de reabilitação auditiva e podendo auxiliar na otimização do fluxo e rotinas do serviço. Demais potencialidades frente à popularização de novas tecnologias serão discutidas.

Peters, David, Tran, Nhan, Adam, Taghreed, Alliance for Health Policy and Systems Research & World Health Organization. (‎2013)‎. Implementation research in health: a practical guide / edited by David Peters … [‎et al]‎. World Health Organization.

Smith, J.D., Li, D.H. & Rafferty, M.R. The Implementation Research Logic Model: a method for planning, executing, reporting, and synthesizing implementation projects. Implementation Sci 15, 84 (2020)

Diretrizes de boas práticas em telefonoaudiologia [recurso eletrônico] / organizadoras Andréa Cintra Lopes, Carmen Barreira-Nielsen, Deborah V. Ferrari, Patricia Danieli Campos, Silvia Maria Ramos. -- Bauru : Faculdade de Odontologia de Bauru. Universidade de São Paulo; Brasília : Conselho Federal de Fonoaudiologia, 2020. v. 1, 95 p. : il.
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IMPLICAÇÕES AUDITIVAS EM INDIVÍDUOS INFECTADOS PELO VÍRUS SARS-COV-2 - REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA
GONÇALVES, YAN PEDRO LAZAROTTO ; TOMIASI, ALINE APARECIDA ; BONATO, MARIA EDUARDA FERNANDES ; OLIVEIRA, MICHELLE SOFIANTIN ; PAULA, GIOVANA ROMERO ;

Introdução: O vírus SARS-Cov-2, causador da infecção da COVID-19, tem como alvo principal o sistema respiratório humano, acometendo todas as faixas etárias, porém com predomínio em adultos e idosos. Este, por sua vez, acarreta sintomas, por exemplo, febre, tosse, mialgia, dores de cabeça, dores no peito, falta de ar, zumbido e dentre outros. Ainda há o desconhecimento sobre os possíveis efeitos de curto e longo prazo desta infecção relacionado ao sistema auditivo, entretanto, alguns estudos apontaram a perda auditiva como uma das sequelas do vírus SARS-CoV-2. Objetivo: Averiguar por meio da literatura quais os possíveis impactos da infecção da COVID-19 no sistema auditivo. Metodologia: Tratou-se de uma revisão de literatura integrativa, no qual foram analisadas publicações disponibilizadas na base de dados PubMed e Science Direct, no período de 2020 a 2021, no idioma Português e inglês, com disponibilidade integral do texto. A busca foi realizada por meio das seguintes palavras-chaves em combinação: Sars-Cov-2 AND hearing; Sars-Cov-2 AND Audição. Foram incluídos os artigos que continham no tema assuntos como infecção da covid 19 e seus efeitos na audição. Resultados: Foram identificadas 176 publicações, no qual foram selecionadas 5 para compreender esse estudo. Observou-se, de forma unânime, que a infecção da COVID-19 está associada a problemas auditivos por diferentes mecanismos, como dano direto às estruturas da orelha interna, bem como lesão indireta por desencadeamento de respostas inflamatórias e medicamentosas. Além disso, a mínima privação do oxigênio durante a infecção da COVID-19, parece interferir no funcionamento das células ciliadas externas e, consequentemente, no nível de respostas do sistema auditivo. Conclusão: Os estudos apontaram que o vírus SARS-CoV-2 está associado a danos à audição. Sugere-se novas pesquisas com intuito de compreender os reais efeitos da infecção da COVID-19 sobre o sistema auditivo.

COIBRA, A.; SKARZYNSKI, P.; PELUCHI, S.; HATZOPOULOS, S. et al. Ototoxicity prevention during the SARS-CoV-2 (COVID-19) emergency, Journal of Global Antimicrobial Resistance, Volume 23, 2020, Pages 263-264.

DURGUT, O.; KARATAS, M.; ÇELIK, Ç. et al. The effects of SARS-CoV-2 on hearing thresholds in COVID-19 patients with non-hospitalized mild disease, American Journal of Otolaryngology, Volume 43, Issue 2, 2022.

ESPINDOLA, R.; CAMARGO, D. implications of COVID-19: an integrative literature review. Revista CEFAC [online]. 2021, v. 23, n. 1 [Acessado 13 Janeiro 2022] , e9620. Disponível em: . Epub 05 Mar 2021. ISSN 1982-0216.

KILIC, O.; KALCIOGLU, M.; CAG, Y.; TUYSUZ, O.; PEKTAS, E.; CASKURIU, H.; CETIN, F. et al. Could sudden sensorineural hearing loss be the sole manifestation of COVID-19? An investigation into SARS-COV-2 in the etiology of sudden sensorineural hearing loss,VInternational Journal of Infectious Diseases, Volume 97,V2020, Pages 208-211.

SOUZA, F.; COSTA, R.; XARÁ, S.; PINTO, A.; ALMEIDA, C. et al. SARS-CoV-2 and hearing: An audiometric analysis of COVID-19 hospitalized patients, Journal of Otology, Volume 16, Issue 3, 2021, Pages 158-164.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.525
ISSN 1983-1793X
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IMPLICAÇÕES VESTIBULARES PÓS COVID 19: UMA REVISÃO DA LITERATUR
Macedo, T. Z. ; Bueno, R. M. O. ;

O vírus SARS-CoV-2 que ocasiona a doença da COVID-19 foi encontrado recentemente na cidade Wuhan, na China e espalhou-se por todo o mundo, causando diferentes implicações na saúde dos seres humanos infectados, entre elas possíveis disfunções no sistema vestibular, sendo os sintomas mais relatados vertigem e zumbido após o contágio. Frente a essa problemática, o presente estudo objetivou verificar a percepção da disfunção vestibular pós contaminação pela COVID-19. Foi realizado um levantamento bibliográfico com auxílio dos bancos de dados pelas plataformas SCIELO e PubMed, utilizando palavras-chave na busca de resumos de estudos relevantes ao tema proposto. A busca foi limitada a artigos publicados entre dezembro de 2019 a agosto de 2021, sendo selecionados materiais nos idiomas português, inglês e espanhol. Após os critérios de exclusão. Foram excluídos da pesquisa artigos que não abordavam o tema chave da pesquisa ou que estivessem em idiomas diferentes dos pré-requisitos estabelecidos, assim como aqueles publicados há mais de dez anos e os que apresentavam duplicação nas bases de dados dos artigos científicos foram executados uma correlação daqueles selecionados, sendo vinte e oito artigos no total, desta forma sete obedeceram os critérios de inclusão propostos, tornando-se relevantes na pesquisa, para que as evidências científicas possam ser aplicadas na prática clínica da fonoaudiologia. Apesar de estudos na área, ainda existe necessidade pela busca de respostas e aprofundamentos. Frente os artigos analisados pôde- se observar implicações vestibulares em indivíduos infectados, porém existem lacunas que ainda não comprovam o real comprometimento do órgão do equilíbrio, sendo necessário, mais estudos na área.

Nascimento MF, Araújo MD, A covid 19 e suas implicações auditivas e vestibulares: revisão integrativa. PUC Góias; Goiânia GO; 2020; 39p:1-39.
2. Gama BDS, Cavalcante KN, Pandemia do covid-19: acometimento neurológico e os impactos cerebrais. Brazilian Journal of health review, Porto Velho RO; 2020; 7p: 1-7.
3. Britto DBLA, Rocha MFB, Costa LFSB, Filho CFBC, Tenório BM, Maia CS et al, Achados neurológicos, alterações sensoriais da função olfativa, gustativa e auditiva em pacientes com Covid-19: uma revisão literária. Revista eletrônica acervo saúde; Recife PE; 2020; 8p: 1-8.
4. Guo YR, Cao QD, Hong ZS, Tan YY, Chen SD, Jin HJ, et al, A origem, transmissão e clínica terapias na doença coronavírus 2019 (COVID-19) surto - uma atualização sobre o status. Military Medical Research; Guangdong China; 2020; 10p: 1-10.
5. Garcia LP, Uso de máscara facial para limitar a transmissão da COVID-19. Epidemiol Serv Saúde; Brasília DF; 2020; 4p: 1-4.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.499
ISSN 1983-1793X
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INFLUÊNCIA DA APLICAÇÃO DA REAL EAR TO COUPLER DIFFERENCE NO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO DE APARELHOS DE AMPLIFICAÇÃO SONORA INDIVIDUAIS PARA ADULTOS
Blasca, W.Q ; Santana Jr, C. A.C. ; Campos, P.D. ;

A RECD foi incorporada em protocolos para verificação do desempenho eletroacústico durante a adaptação de AASI na população pediátrica como um fator de correção que possibilita a verificação em acoplador de 2cc. Além de ser uma etapa da verificação do desempenho eletroacústico do AASI da população pediátrica, essa medida pode ser adotada também para adaptação de AASI em adultos e idosos. O objetivo do presente estudo foi de analisar o impacto da mensuração da RECD na prescrição realizada por meio das fórmulas NAL-NL2 e DSLv5.0. Metodologia: Participaram do estudo 50 adultos matriculados no Serviço de Audiologia da Clínica de Fonoaudiologia de uma instituição pública, com diagnóstico de perda auditiva sensorioneural bilateral e indicação para uso do AASI, após avaliação e aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da referida instituição proponente e co participante, sob CAAE: 46555421.3.0000.5441 e CAAE: 46555421.3.3001.5417, subsequentemente. As fórmulas NAL-NL2 e DSLv5.0 foram configuradas de duas formas: a) considerando os dados da RECD medida e b) com dados da RECD predita. Os valores de saída prescritos pela NAL-NL2 e DSLv5.0 gerados com a inserção da RECD medida e com a RECD predita foram comparados, assim como as diferenças entre a NAL-NL2 e a DSL v5.0 com a RECD medida e sem a inserção desta medida. Resultados: Para todos os tipos de moldes utilizados pelos participantes os valores da RECD foram positivos nas frequências altas, de 1000 a 6000Hz, já nas frequências baixas, de 250Hz e 500Hz, os valores RECD foram menores quando comparado com as outras frequências. A ventilação a qual foi utilizada como modificação acústica em boa parte dos moldes da amostra (41%) independente do diâmetro de ventilação, gera um valor RECD negativo nas frequências baixas de 250Hz e 500Hz, e quanto maior o tamanho da ventilação menor é o valor da RECD, mas, ainda, nas altas frequências, a partir de 1000Hz, os valores da RECD tiveram média com picos positivos, mesmo quando o molde auricular era do tipo aberto. Ou seja, não houve diferenças entre o tipo de acoplamento e o valor da RECD, contudo o contrário acontece com os diferentes diâmetros de ventilação, com forte influência principalmente nas frequências baixas. A RECD predita pelas fórmulas NAL-NL2 e DSLv5.0 apresentou valores diferentes entre os gêneros, já para a RECD medida não aconteceu o mesmo. Também não houve diferenças da RECD medida e predita pela fórmula NAL-NL2 entre os lados direito e esquerdo. Os valores de saída prescritos pelas fórmulas NAL-NL2 e DSLv5.0 foram iguais para os três níveis de entrada em intensidade fraca, média e forte, em comparação com os valores da RECD predita. Conclusão: Este estudo aborda resultados pertinentes quanto à influência da RECD e a sua aplicação na prática clínica, porém, não foi possível analisar o impacto da mensuração da RECD na prescrição realizada por meio das fórmulas NAL-NL2 e DSLv5.0.

Ferrari, D.V. ; Campos, P.D.; Paiva, Paula. Diferença entre orelha real e acoplador: importância na amplificação pediatrica. Disturb. Comun., São Paulo 26(1): 156 - 167, março. 2014.
Bertozzo, M. C., & Blasca, W. Q. (2019). Comparative analysis of the NAL-NL2 and DSL
v5.0a prescription procedures in the adaptation of hearing aids in the elderly. Codas,
31(4), 1–7. https://doi.org/10.1590/2317-1782/20192018171
Bagatto MP, Scollie SD, Seewald RC, Moodie KS, HooverBM. Real-ear-to-coupler
difference predictions as a function of age for two coupling procedures. J Am Acad
Audiol.2002;13(8):407-15
Johnson, E. E., & Dillon, H. (2011). A comparison of gain for adults from generic hearing
aid prescriptive methods: Impacts on predicted loudness, frequency bandwidth, and
speech intelligibility. Journal of the American Academy of Audiology, 22(7), 441–459.
https://doi.org/10.3766/jaaa.22.7.5
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Página(s): p.497
ISSN 1983-1793X
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INFLUÊNCIA DA ORDEM DE INÍCIO NO TESTE FALA COM RUÍDO: RELATO DE CASO.
Marques, S.L. ;

Introdução: O processamento auditivo se refere à interpretação e compreensão dos estímulos auditivos que são captados pela orelha externa e chegam até o cérebro. É um processo complexo e não compartimentalizado. Devido à sua complexidade, há a necessidade de uma metodologia criteriosa para o diagnóstico, eliminando ao máximo a participação da cognição, focando no princípio Botton up e seguindo evidências científicas. A bateria mínima de avaliação descrita pela Associação Brasileira de Audiologia inclui um teste monoaural de baixa redundância e, dentro dessa categoria, se encontra o teste de Fala com ruído. Este teste é composto por 25 monossílabos apresentados separadamente a cada ouvido, em conjunto com um ruído branco (White noise), produzido pelo audiômetro. Não há, até o momento, indicação do uso de uma faixa-treino, ou relatos de variação nos resultados de acordo com a orelha que inicia-se este teste. Objetivo: Relatar o caso de desempenho superior na orelha esquerda, em pacientes cujo teste de fala com ruído foi iniciado pela orelha direita e com pouca dificuldade na habilidade de fechamento auditivo. Metodologia: Foram observados e comparados os resultados do teste de fala com ruído de 26 pacientes com idade entre sete e 17 anos, 11 do sexo feminino e 15 do sexo masculino, que nunca tinham realizado avaliação do Processamento Auditivo Central, focando na diferença de desempenho entre a orelha direita e esquerda. Todas as avaliações foram feitas pelo mesmo profissional e este iniciou o teste sempre pela orelha direita. Os pacientes haviam sido encaminhados para o exame por uma Escola Municipal, com queixa de dificuldade na aprendizagem. Resultados: Dos 26 exames analisados, quatro tiveram resultado semelhante bilateralmente, três desempenho superior em orelha direita e 19 melhor desempenho em orelha esquerda, sendo que em nove destes o resultado de orelha direita foi muito próximo da normalidade (entre 4% e 8% abaixo do normal) e, em outras quatro avaliações, a orelha esquerda teve apenas um acerto a mais que a direita. Conclusão: Com estes casos descritos, pode-se supor que exista uma pequena melhora na segunda orelha em que realizamos o teste monoaural de fala com ruído, devido ao efeito “treino”, ou seja, tal teste sofreria influência da ordem de início em sua especificidade. Para confirmação dos resultados, são necessários estudos nessa área, especialmente ensaios clínicos randomizados.

Shaikh, M. A., Fox-Thomas, L., & Tucker, D. (2017). Maturational Changes in Ear Advantage for Monaural Word Recognition in Noise Among Listeners with Central Auditory Processing Disorders. Audiology research, 7(1), 157. https://doi.org/10.4081/audiores.2017.157

Tai, Y., & Husain, F. T. (2018). Right-Ear Advantage for Speech-in-Noise Recognition in Patients with Nonlateralized Tinnitus and Normal Hearing Sensitivity. Journal of the Association for Research in Otolaryngology : JARO, 19(2), 211–221. https://doi.org/10.1007/s10162-017-0647-3
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Página(s): p.533
ISSN 1983-1793X
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INFLUÊNCIA DO NÚMERO DE ESTÍMULOS NAS COMPONENTES DO POTENCIAL EVOCADO AUDITIVO RELACIONADO A EVENTOS
Oliveira, Y. M. ; Zanchetta, S. ; Simões, H. O. ;

Introdução: O Potencial Evocado Auditivo Relacionado a Eventos (PEARE) é um Potencial Evocado de Longa Latência composto pelas componentes N2 e P3, seu registro é observado por meio do paradigma de Oddball. Os parâmetros de estímulo e registro selecionados para a obtenção do PEARE são importantes e influenciam o traçado, eles fornecem maior fidedignidade na investigação das vias auditivas ao nível cortical. Entre os parâmetros de estimulação destaca-se o tipo, verbal ou não-verbal, o número total de apresentação, a proporção de estímulos frequentes e raros, o intervalo intra-estímulos, duração dos mesmos e intensidade, e devem ser escolhidos com cautela pois influenciam diretamente na qualidade das componentes N2 e P3. O número de estímulos total para o PEARE, ou seja, o número de promediações do estímulo, mesmo na proporção recomendada, influencia a duração do exame, aspecto que pode tornar inviável em populações de especial interesse. A partir dos pressupostos clínicos, onde algumas condições do desenvolvimento, na qual há uma dificuldade no manejamento para uma seleção confiável de quantidade de estímulos raros, considerando o tempo de atenção dos sujeitos para o estímulo alvo, e a complexidade do tipo de estímulos, deu-se o presente estudo. Objetivo: Investigar a influência do número de estímulos raros para a formação das componentes N2 e P3, para diferentes tipos de estímulos acústicos. Método: estudo transversal, descritivo e comparativo, aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa, CAAE 05071718.7.0000.5440. Compuseram a amostra 20 adultos, de ambos os sexos, de 18 anos a 29 anos com acuidade auditiva, escores de estado de consciência mental e habilidades do processamento auditivo dentro dos padrões de normalidade. Para o Potencial Evocado Auditivo Relacionado a Eventos, utilizou-se os estímulos não verbais (1k vs. 2kHz) e verbais (/BA/ vs. /DA/), em cada um dos registros foram apresentados estímulos raros variando de 10, 20, 30, 40 e 50, com apresentação randomizada. Resultados: A latência de P3 foi significante, para tone burst (F4;72= 3,01; p=0,02) mostrou valores superiores para 50 estímulos em relação ao estímulo de fala; para a componente N2 não houve diferença (não verbal, F4;76= 0,78; p= 0,54; verbal, F4;76= 1,00; p= 0,42). As amplitudes absolutas de P3 (F4;72= 6,42; p=0,001) e pico-a-pico N2-P3 (F4;72= 7,30; p=0,001) apresentaram diferenças significantes para ambos os tipos de estímulos, sendo a ocorrência de 10 estímulos raros com maior amplitude, comparado aos demais. O teste de tendência linear apontou significância apenas para a amplitude das componentes (F1;17= 10,17; p= 0,005*), com diminuição da amplitude conforme aumentam o número de estímulos raros. Conclusão: As componentes foram identificáveis nas diferentes quantidades de estímulos raros e tipo de estímulos. Latência e amplitude de N2 e P3 foram significantes e com valores médios diferentes para das quantidades de estímulos raros apresentados, para estímulo verbal e não verbal. Protocolos de registro devem ser considerados quanto ao número de estímulos raros.

1. Schochat E. Avaliação eletrofisiológica da audição. In: Ferreira LP, Befi-Lopes DM, Limongi SCO, editors. Tratado de Fonoaudiologia. São Paulo: Rocca; 2004. p. 656-9.
2. Hall III J. New handbook of auditory evoked responses. Boston: Allyn e Bacon; 2007.
3. Massa CGP, Rabelo CM, Matas CG, Schochat E, Samelli AG. P300 com estímulo verbal e não verbal em adultos normo-ouvintes. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology. 2011;77:686-90.
4. Frizzo A, Reis A. Potencial evocado auditivo de longa latência: parâmetros técnicos. In: Menezes P, Andrade K, Frizzo A, Carnaúba A, Lins O, editors. Tratado de Eletrofisiologia para a Audiologia. Ribeirão Preto: Book Toy; 2018. p. 129-37.
5. Polich J, Starr A. Middle-, late-, and long-latency auditory evoked potentials. In: Moore E, editor. Bases of auditory brain-stem evoked responses. New York: Grune and Stratton; 1983. p. 345-61.
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Página(s): p.574
ISSN 1983-1793X
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INTEGRAÇÃO ENSINO-SERVIÇO NA SAÚDE DO TRABALHADOR: EXPERIÊNCIA DE UM LIGA DE SAÚDE COLETIVA NA CONSTRUÇÃO DE SABERES EM SAÚDE AUDITIVA
Covas, N. C. M. ; Matos, H. G. C ; Maria, B. S. ; Mattos, L. S. ; LOPES, A. C. ;

Introdução: A integração ensino-serviço visa proporcionar a assimilação teórico-prático e oportunizar a disseminação de saberes, de forma a corroborar com o aprimoramento e a melhora da assistência à saúde, mediante a construção de uma rede de aprendizado entre universidade e serviço. No contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST) destacam-se como equipamentos de saúde abertos ao desenvolvimento de ações conjuntas com a universidade, com a temática da saúde auditiva sendo um tópico valoroso na atenção integral à saúde do trabalhador. Acerca disso, a atuação de discentes de diferentes cursos da graduação, organizados em uma liga acadêmica de saúde coletiva, coloca-se como uma oportunidade de experimentação na construção de saberes sobre saúde auditiva. Objetivo: Relatar a experiência de estudantes na elaboração de estratégias e ações de integração ensino-serviço no contexto da atenção à saúde auditiva. Metodologia: Foram realizadas reuniões mensais, no modelo de teleducação, por meio da plataforma Google Hangouts Meet, com participação da professora orientadora e dos discentes da liga, bem como da equipe do CEREST e de articuladores regionais. Durante a primeira reunião, foi apresentado um formulário eletrônico acerca de sugestões da equipe do CEREST, com o intuito de serem abordadas concomitantemente aos assuntos de saúde auditiva. As atividades de ensino sobre os temas determinados foram organizadas e, posteriormente, realizadas na última sexta-feira dos meses de junho a dezembro de 2021. Resultados: Como resultado, ocorreram 5 reuniões, entre 26 de junho de 2021 e 17 de dezembro de 2021. Durante os encontros, foram apresentadas aulas expositivas dialogadas no que concerne aos temas deliberados pela equipe do CEREST. As atividades foram gravadas e editadas por alunos da liga, com duração de cerca de 30 minutos e seguidas de discussões mediadas pela professora orientadora, sendo elencadas as dúvidas dos participantes e reflexões sobre experiências vivenciadas pela equipe. Os conteúdos escolhidos tangenciam a saúde auditiva, como exemplo, quanto ao impacto da pandemia de COVID-19 no ambiente de trabalho e as normativas propostas pelo Ministério da Saúde (MS) recomendadas. Ademais, as questões sobre leis trabalhistas, mudanças nas relações de trabalho e riscos laborais também foram abordadas. Não houve necessidade de submissão ao CEP. Os resultados das atividades de integração ensino-serviço foram apresentados à organização estadual dos CEREST; foi realizado um convite para a inclusão da participação das equipes do CEREST Estadual em uma atividade intitulada: “Agrotóxicos e seus problemas na saúde”, com enfoque em seus impactos na saúde. Conclusão: Portanto, conclui-se que os encontros promovidos entre profissionais do CEREST e discentes ampliaram a carga horária de atividades desenvolvidas na atenção básica no contexto da atenção à saúde. Outrossim, viabilizou o aprofundamento de conhecimentos dos estudantes, promovendo maior integração do conteúdo teórico com a prática profissional, atrelando os aprendizados obtidos na universidade com a realidade dos serviços organizados no SUS. Ressalta-se ainda que tais atividades servem como estímulo para qualificação e aprimoramento técnico dos trabalhadores, o que pode trazer repercussões positivas ao serviço desenvolvido pelo CEREST.

1. Albuquerque VS, Gomes AP, Rezende CHAd, Sampaio MX, Dias OV, Lugarinho RM. A integração ensino-serviço no contexto dos processos de mudança na formação superior dos profissionais da saúde. Rev bras educ med. 2008 Sep;32(3):356-62.
2. Campos FEd, Brenelli SL, Lobo LC, Haddad AE. O SUS como escola: a responsabilidade social com a atenção à saúde da população e com a aprendizagem dos futuros profissionais de saúde. Rev bras educ med. 2009 Dec;33(4):513-4.
3. Sanchez MdO, Reis MA, Cruz ALS, Ferreira MP. Atuação do Cerest nas ações de vigilância em saúde do trabalhador no setor canavieiro. Saude soc. 2009 Mar;18(suppl 1):37-43.

DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.523
ISSN 1983-1793X
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INTERCORRÊNCIAS GESTACIONAIS ORIUNDAS DE INTOXICAÇÕES POR AGROTÓXICOS – REVISÃO INTEGRATIVA
Cassol, K. ; Magni, C. ; Sanches, J.F. ; Lopes, A. C. ;

Introdução: O agronegócio tem se expandido de maneira acelerada na atualidade, concomitante ao alto consumo de agrotóxicos, e por consequência causam intoxicações humanas, que podem acarretar importantes alterações na saúde da população exposta, desencadeando efeitos agudos e crônicos. Em mulheres gestantes, a exposição direta ou indireta a esses produtos pode causar complicações e intercorrências na gestação, a citar a prematuridade, baixo peso ao nascer, malformações congênitas, que são considerados fatores de risco para a mortalidade infantil, além de outros efeitos teratogênicos, ainda em investigação. Atualmente, ainda é carente estudos sobre o assunto, e o levantamento das evidências científicas com síntese dos resultados das pesquisas publicadas em nível mundial, pode auxiliar a melhor direcionar as políticas públicas destinadas a essa população. Objetivo: Identificar na literatura os efeitos das intoxicações por agrotóxicos na gestação. Metodologia: A pergunta norteadora que conduziu essa revisão foi: “a exposição de gestantes a produtos agrotóxicos pode gerar alguma intercorrência?”. Foi realizado a consulta aos bancos de dados do Portal de Periódicos da Capes, PubMed e Lilacs, utilizando os descritores: “Gestação AND Agrotóxicos AND Intoxicação”, entre os meses de novembro e dezembro de 2021. Os artigos selecionados foram organizados em ordem cronológica, revisados integralmente, de modo independente por dois pesquisadores, comparando resultados e solucionando discordâncias. Resultados: Os oito artigos incluídos nesta revisão contemplam um período de 43 anos, entre 1974 a 2017. Entre eles, cinco foram relatos de casos de mães intoxicadas com produtos agrotóxicos, e suas alterações imediatas ou tardias; dois estudos analisaram a presença de resíduos agrotóxicos no cordão umbilical e no leite materno, e outro trata-se de um estudo epidemiológico. Dentre os relatos de caso, apenas um realizou acompanhamento da criança até 5 anos de idade, não identificando nenhuma ocorrência, no entanto, dois deles apontaram para resultados negativos após a exposição, com ocorrência de feto morto, e complicações no nascimento; os níveis de substância agrotóxicas presentes na placenta e cordão umbilical era de 4-6 maiores que no sangue materno. O mesmo se comprovou no estudo que analisou a presença dos produtos tóxicos no leite materno, indicando a intoxicação em todas as mulheres expostas analisadas. No estudo longitudinal analisado, os recém-nascidos expostos apresentaram defeitos congênitos, baixo peso, e prematuridade, com maior frequência de óbitos perinatais. Os achados nessa revisão confirmam o apontado pela literatura mundial, acerca dos efeitos deletérios da exposição materna-infantil aos agrotóxicos. Conclusão: A maioria dos estudos aborda relatos e descrições de casos de intoxicações agudas. Nenhum estudo realizado com humanos apresentou dados longitudinais completos, sobre mães expostas frequentemente a agrotóxicos e o desenvolvimento de seus filhos, tanto no que tange às alterações neuropsicológicas, quanto fisiológicas do organismo, evidenciando a carência de estudos desta natureza. Esta revisão de literatura, apresentou evidências científicas sobre as relações entre exposição aos agrotóxicos na saúde da gestante, e ressaltou a carência de estudos em seres humanos sobre as possíveis intercorrências gestacionais originadas da exposição a produtos agrotóxicos.

1. Schüler-Faccini L, Leite JCL, Sanseverino MTV, Peres RM. Avaliação de teratógenos potenciais na população brasileira. Ciênc. saúde coletiva [Internet]. 2002; 7( 1 ): 65-71. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232002000100006&lng=en. https://doi.org/10.1590/S1413-81232002000100006.
2. Suzuki M, Murai N. Fetal diseases caused by environmental polltuion. Sanfujinka no jissai. Practice of gynecology and obstetrics. 1971; 20(10), 951.
3. Garry VF, Harkins M, Lyubimov A, Erickson L, Long L. Resultados reprodutivos nas mulheres do vale do rio vermelho do norte. I. As esposas dos aplicadores de pesticidas: perda de gravidez, idade na menarquia e exposições a pesticidas, Journal of Toxicology and Health Environmental. 2002; Part A, 65:11, 769-786, DOI: 10.1080 / 00984100290071333
4. Dutra LS, Ferreira AP. Associação entre malformações congênitas e a utilização de agrotóxicos em monoculturas no Paraná, Brasil. Saúde debate [Internet]. 2017 June; 41( spe2 ): 241-253. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-11042017000600241&lng=en. https://doi.org/10.1590/0103-11042017s220
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Página(s): p.495
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LASERTERAPIA E MINDFULNESS PARA ZUMBIDO CRÔNICO: SÉRIE DE CASOS
Garcia, A.L.C. ; Lopez, L.C.S. ; Alves, G.A.S. ; Rosa, M.R.D. ;

O zumbido é percepção de um som na ausência de uma fonte sonora externa identificável. Esse sintoma possui alta prevalência e é rotineiramente descrito como angustiante, desse modo sua presença traz algum tipo de interferência na qualidade de vida. Por ser um sintoma multicausal, muitas são as possibilidades terapêuticas para o seu tratamento, dentre elas a mindfulness e a laserterapia. As propostas terapêuticas para o zumbido normalmente são baseadas na sua causa, ademais sabe-se que terapias combinadas, configuram um modo de obter maior sucesso. Baseada em preceitos da terapia cognitiva comportamental, a mindfulness ou atenção plena vem sendo utilizada como forma de tratamento para o zumbido. Através de suas técnicas é possível alcançar a redução do volume, diminuição da consciência, alívio do estresse/ansiedade e até mesmo eliminação do sintoma. A laserterapia ou fotobiomodulação vem sendo aplicada como recurso terapêutico para o zumbido de pessoas com DTM. É uma modalidade terapêutica não invasiva e seus efeitos terapêuticos são: anti-inflamatórios, antiálgicos e cicatrizante por meio da bioestimulação. A fotobiomodulação vem sendo utilizada também em modelos do sistema nervoso central e periférico, fato de interesse terapêutico também para distúrbios do ouvido interno. Para tanto, o objetivou-se descrever terapia combinada de mindfulness e fotobiomodulação em pacientes com zumbido crônico. O presente estudo foi aprovado pelo CEP sob o n°48440221.8.0000.5188. O estudo é uma série de casos de 3 pacientes submetidos à terapia combinada de fotobiomodulação e mindfulness. Foi realizada avaliação do zumbido através do questionário THI e escala EVA para medir volume e incômodo ao zumbido. A terapia foi organizada em 6 sessões, iniciando pela laserterapia seguida da mindfulness. A laserterapia foi realizada no conduto auditivo externo, mastoide, córtex auditivo e pré-frontal, bilateralmente, com irradiação de 6J vermelha e infravermelha. A mindfulness foi baseada em técnicas meditativas promovendo o enfrentamento e acolhimento do zumbido, mantendo o foco no presente, no sintoma e de maneira não julgadora. O Sujeito 1 sexo masculino, 32 anos com perda auditiva sensorioneural leve por trauma acústico e zumbido ambos na orelha esquerda; apresentou THI: 68; EVA: 5 e 9, volume e incômodo. Sujeito 2 sexo masculino, 69 anos, com perda auditiva sensorioneural moderada e zumbido bilaterais, com uso de AASI, apresentou THI 76; EVA: 7 e 9. Sujeito 3 sexo masculino, 43 anos, audição normal com rebaixamento em 6 e 8KHZ apresentou THI: 84 e EVA: 9 e 9. Ao final da terapia combinada, os pacientes apresentaram redução do volume e incômodo ao zumbido. Sujeito 1 apresentou THI: 20; EVA: 2 E 4. Sujeito 2: apresentou THI: 34; EVA:3 E 4. Sujeito 3 apresentou THI:36; EVA: 4 e 3. Em todos os sujeitos foi observada uma redução maior no domínio emocional da escala THI. No caso do sujeito 2, foi observada a retirada do gerador de som do AASI ao final da terapia. Com base na serie de casos apresentada, a fotobiomodulação e mindfulness podem trazer benefícios na redução do volume e incômodo ao zumbido crônico, quando combinadas, inclusive para zumbidos de diferentes causas.

GANS, J.J., O’SULLIVAN, P.; BIRCHEFF, V. Mindfulness Based Tinnitus Stress Reduction Pilot Study. Mindfulness 5, 322–333 (2014). https://doi.org/10.1007/s12671-012-0184-4
HUSAIN, F.T; ZIMMERMAN, B.; TAI, Y.; FINNEGAN,M.K.; KAY, E.; KHAN, F.; MENARD, C.; GOBIN, R.L. Assessing mindfulnessbased cognitive therapy intervention for tinnitus using behavioural measures and structural MRI: a pilot study, International Journal of Audiology, 2019.
MCKENNA, L.; MARKS, E.M.; VOGT, F. Mindfulness-Based Cognitive Therapy for Chronic Tinnitus: Evaluation of Benefits in a Large Sample of Patients Attending a Tinnitus Clinic. Ear & Hearing, 2017.
MORAIS, Aline Albuquerque; GIL, Daniela. Tinnitus in individuals without hearing loss and its relationship with temporomandibular dysfunction. Brazilian journal of otorhinolaryngology, associação brasileira de otorrinolaringologia e cirurgia cérvico-facial , São paulo, v. 78, n. 2, p. 59-65, mar./abr. 2012.

MONDELLI, Maria Fernanda Capoani Garcia; ROCHA, Alice Borges Da. Correlação entre os achados audiológicos e incômodo com o zumbido. Arq. int. otorrinolaringol. / intl. arch. otorhinolaryngol, São paulo, v. 15, n. 2, p. 172-180, jun. 2011.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.609
ISSN 1983-1793X
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LEITURA, ESCRITA E SURDEZ: PROGRAMA DE ORIENTAÇÃO REMOTA PARA OS PAIS.
Bravo, L. O. ; Sacaloski, M. ;

A leitura e escrita são ferramentas comunicativas fundamentais na nossa sociedade. Quando se trata de pessoas com deficiência auditiva, o processo de construção da escrita apresenta algumas peculiaridades que precisam ser consideradas pelas pessoas que auxiliarão em sua construção. Para tanto, é fundamental o apoio de profissionais e familiares. Contudo, a maioria dos surdos nascem em famílias ouvintes que vão precisar de orientação sobre como oferecer esse suporte. Objetivo: Os objetivos desta pesquisa foram caracterizar o conhecimento dos pais de crianças surdas sobre a alfabetização de seus filhos e as práticas de letramento dessas famílias, bem como elaborar um programa de orientação a pais de crianças com surdez sobre estimulação de leitura e escrita. Método: A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa e participaram 18 pais (77,7% do sexo feminino) de crianças surdas, alunas da Educação Infantil ao Ensino Fundamental II, sendo a maioria de escola regular (77,77%), com idades que variaram de 4 a 14 anos. A maioria das crianças apresentava perda auditiva de grau severo a profundo (88,88%) e se comunicava por fala e libras (44.44%). Foi aplicado um questionário eletrônico Google Forms divulgado nas redes sociais. Foram apresentadas aos pais questões abertas, fechadas e mistas a fim de mapear as práticas de letramento que ocorriam em casa, o tipo de orientação que necessitavam e quais as melhores possibilidades para o formato do programa de orientação fonoaudiológica, bem como sua utilidade para os entrevistados. Resultados: Verificou-se que as crianças eram parcialmente alfabetizadas (44,4%) ou analfabetas (27,8%) e que os pais ajudam seus filhos a realizar as tarefas escolares e leem para seus filhos em casa (94,4%). A maioria dos pais estimula a leitura e escrita dos seus filhos em casa com imagens ou com textos (82,4%), mas não sabem como uma criança surda aprende a ler e escrever (55,6%). A maioria dos participantes (94,4%) mencionaram que gostariam de saber como estimular seus filhos quanto à leitura e escrita. Solicitaram que o material fosse baseado em animações e que fosse encaminhado por WhatsApp. A partir dessas informações, foi elaborado um material informativo que constou de duas animações que abordaram a evolução da escrita, as características da escrita da pessoa com surdez e o processo de estimulação de leitura e escrita. O programa utilizado para a elaboração do material foi a plataforma Powtoon. O material foi encaminhado aos pais por WhatsApp. Os pais relataram que o programa os auxiliou a pensar em novas formas de estimular a leitura e a escrita de seus filhos, sendo avaliado positivamente pelos pais. Conclusão: A maioria dos pais tinha interesse em estimular a leitura e escrita de seus filhos, pois não sabia como fazê-lo. A estimulação oferecida em casa se baseava em mostrar figuras, textos e ler livros de história para as crianças, que eram em sua maioria analfabetas ou parcialmente alfabetizadas. O material elaborado abordou questões de aquisição da leitura e escrita e foi considerado como útil pelos pais.

PEIXOTO, Renata Castelo. Algumas considerações sobre a interface entre a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) e a Língua Portuguesa na construção inicial da escrita pela criança surda. Cad. Cedes, Campinas, v. 26, n. 69, p. 205-229, mai.-ago. 2006. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32622006000200006&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 12 fev. 2021.

THOMAZ, Manuela Maschendorf et al. Interação entre a família e a criança/adolescente com deficiência auditiva. CoDAS [online]. v. 32, n. 06, e20190147. 13 nov. 2020. Disponível em: https://www.scielo.br/j/codas/a/zLsgYXC4ZJM7rXXqxSywSpy/?lang=en#. Acesso em: 20 nov.2021.

MOURA, Maria Cecília de et al. Fonoaudiologia, língua de sinais e bilinguismo para surdos. CoDAS [online]. v. 33, n. 1, e20200248. 21 abr. 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/codas/a/4TX78SwJQDtWcM49MHrnYjm/?lang=pt#ModalArticles. Acesso em: 20 nov.2021.

SCHEMBERG, Simone; GUARINELLO, Ana Cristina; SANTANA, Ana Paula de Oliveira. As práticas de letramento na escola e na família no contexto da surdez: reflexões a partir do discurso dos pais e professores. Rev. bras. educ. espec., Marília , v. 15, n. 2, p. 251-268, ago. 2009. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382009000200006&lng=en&nrm=isso. Acesso em: 14 mar. 2021.

WELTER, Gabriela; VIDOR, Deisi Cristina Gollo Marques; CRUZ, Carina Rebello. Intervenções e Metodologias Empregadas no Ensino da Escrita e Leitura de Indivíduos Surdos: Revisão de Literatura. Rev. bras. educ. espec., Marília, v. 21, n. 3, p. 459-470, jul.-set. 2015. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-65382015000300459&lng=en&nrm=iso. Acesso em: 12 fev. 2021.
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Página(s): p.626
ISSN 1983-1793X
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LIGA ACADÊMICA EM TELESSAÚDE: EXPERIÊNCIA DE PRODUÇÃO DE MATERIAIS PARA ATIVIDADE DE EXTENSÃO EM SAÚDE AUDITIVA NA REGIÃO AMAZÔNICA
Santos, G. Z. ; Matos, H. G. C. ; Maciel, D. F. ; Lemos, D. F. ; Gonçalves, A. L. S. ; Salgueiro, A.C. ; Neri, L. F. ; Nader, M.J.M. ; Blasca, W. Q. ;

Introdução: Em vista da extensão geográfica e desproporcional distribuição populacional e econômica do território brasileiro, são notáveis as diferenças no acesso à saúde entre as distintas regiões. Além disso, soma-se a esse contexto a organização do Sistema Único de Saúde (SUS) em níveis de atenção, em função da complexidade e nível tecnológico do serviço. De forma que observa-se relativa concentração de equipamentos de saúde de referência nas regiões sul e sudeste, especialmente em comparação com os estados que fazem parte da região amazônica. Como resposta a essa problemática, o desenvolvimento de ações em Telessaúde coloca-se como uma alternativa para a ampliação do acesso à saúde na região norte. Nesse sentido, estudantes organizados em uma liga acadêmica de Telessaúde buscaram realizar, de forma inédita, atividades conjuntas à um projeto de extensão interdisciplinar de atenção à saúde realizado anualmente no estado de Rondônia. A proposta desenvolvida foi quanto à orientação das atividades da liga para a produção de materiais de conscientização sobre saúde auditiva para uso no projeto de extensão. Objetivo: Relatar o desenvolvimento e resultados da produção de materiais educativos sobre saúde auditiva para uso em uma atividade de extensão na região amazônica. Metodologia: Para isso, após uma seleção por meio de um processo seletivo interdisciplinar, vinte e quatro alunos de graduação foram escolhidos e divididos em três grupos para participar do projeto. Ademais, para elaborar materiais gráficos de utilidade na etapa presencial foi desenvolvido um cronograma de atividades. Neste, os discentes receberam orientações sobre o desenvolvimento do projeto, assim como subsídio teórico nas temáticas : saúde auditiva e teleducação. O objetivo dos materiais foi abordar tópicos relativos à prevenção e promoção da saúde auditiva. Após o material ser concluído, os grupos expuseram os resultados que foram avaliados pelos orientadores da liga. A seguir, foram finalizados e disponibilizados para a equipe do projeto de extensão. Não foi necessária a submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) dada a natureza do trabalho. Resultados: Como resultado foram produzidos, em linguagem acessível, os seguintes materiais: “Prevenções e Cuidados com a Audição”, “Perdas auditivas e Patologias Associadas” e “Higiene e Cuidados com Aparelhos Auditivos”. Os três conteúdos foram adaptados para o modelo digital com uso de softwares livres de edição de imagem, para possibilitar posteriormente a forma impressa dos materiais. As cartilhas também objetivaram cobrir, além das informações sobre os tópicos em saúde auditiva, possíveis dúvidas da população sobre os conteúdos abordados. Conclusão: Assim, por tratar-se de uma proposta inédita cabe avaliar de forma longitudinal o impacto dos materiais na comunidade. Entretanto, destaca-se a possibilidade desse modelo servir de referência para produção colaborativa de materiais em outras áreas da saúde. Portanto, é indispensável que a realização de conteúdos sobre saúde auditiva para a região amazônica tenha continuidade para que assim ocorra uma maior equidade regional.

Swanepoel DW, Clark JL, Koekemoer D, Hall III JW, Krumm M, Ferrari DV, et al. Telehealth in audiology: The need and potential to reach underserved communities. International Journal of Audiology. 2010 Jan;49(3):195-202. DOI: 10.3109/14992020903470783
Garnelo L, Parente RCP, Puchiarelli MLR, Correia PC, Torres MV, Herkrath FJ. Barriers to access and organization of primary health care services for rural riverside populations in the Amazon. Int J Equity Health. 2020 Dec;19(1) DOI: 10.1186/s12939-020-01171-x
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Página(s): p.532
ISSN 1983-1793X
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LISTA DE PALAVRAS DISSÍLABAS: APLICAÇÃO DA VERSÃO GRAVADA EM CRIANÇAS COM IMPLANTE COCLEAR
Frederigue-Lopes, N.B. ; Zabeu-Fernandes, J.S. ; Lourençone, L.F.M. ; Jacob, R.T.S. ; Moret, A.L.M. ;

Introdução: Avaliar e monitorar as habilidades auditivas de crianças com deficiência auditiva é fundamental para que o benefício com os dispositivos eletrônicos seja mensurado e para identificar situações que necessitem de alerta. Instrumentos padronizados com materiais de fala gravados garantem que os mesmos procedimentos e os mesmos estímulos sejam usados e que dados de teste e reteste possam ser comparados intra e inter sujeitos, reduzindo assim, as redundâncias extrínsecas e a influência do avaliador no resultado final. Objetivo: verificar e comparar o desempenho de crianças implantadas uni e bilateralmente em teste de percepção da fala gravado em diferentes situações de escuta. Metodologia: Trata-se de um estudo de corte transversal aprovado pelo CEP da instituição envolvida (CAAE: 64680017.7.0000.5441). A partir dos critérios de inclusão estabelecidos, a amostra incluiu 46 crianças com deficiência auditiva pré-lingual, implantadas, com idades entre 5 e 12 anos, de ambos os sexos. Vinte e três participantes usavam implante coclear (IC) bilateral, dois com cirurgia simultânea e 21 sequencial e 23 eram implantados unilateralmente. As crianças foram avaliadas em cabina acústica por meio da Lista de Palavras Dissílabas na sua versão gravada, nas situações silêncio a 60 decibéis (dB) e ruído, relação sinal/ruído + 10 dB. Para a análise estatística dos dados foi adotado nível de significância de 5% (p<0,05). Resultados: Todas as crianças completaram o teste em ambas as situações propostas. Os resultados médios obtidos para o grupo de crianças com IC unilateral para o reconhecimento de fonemas nas situações silêncio e ruído foram 94,13±6,02% e 77,70±12,92%, respectivamente. Para o reconhecimento de palavras, o desempenho médio foi correspondente a 87,61±12,60% no silêncio e 66,09±17,51% no ruído. O grupo de crianças com IC bilateral apresentou escore médio de 95,92±5,05% e 81,47±18,50% para fonemas no silêncio e no ruído, respectivamente e 88,64±13,20% e 70,22±23,08% para o reconhecimento de palavras nas situações sem e com ruído. A comparação do desempenho para o reconhecimento de fonemas e palavras entre as crianças com IC uni e bilateral resultou em diferença estatisticamente significativa (p ≤ 0,05) em todas condições analisadas. Os resultados foram superiores nas situações silêncio e ruído, tanto para o reconhecimento de fonemas como de palavras para o grupo de crianças com IC bilateral. Conclusão: A lista de palavras gravada foi efetiva para avaliar a percepção da fala de crianças implantadas no silêncio e no ruído. Os resultados evidenciaram variabilidade nas respostas e o grupo de crianças com IC bilateral apresentou maior benefício quando comparado ao grupo com IC unilateral.

Ciscare GKSS et al. List of words to evaluate speech perception: recording and verification
of applicability. Rev. CEFAC. 2020;22(5):e2820.

Delgado EMC, Bevilacqua MC. Lista de palavras como procedimento de avaliação da percepção dos sons da fala para crianças deficientes auditivas. Pró-Fono R. Atual. Cientif. 1999;11(1):59-64.
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Página(s): p.539
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MÁSCARA DE PROTEÇÃO FACIAL: INTERFERÊNCIA NA PERCEPÇÃO DA FALA
MACEDO, I. S. ; SILVA, T. A. S. ; ALMEIDA, P. O. M; C. ; TSCHIEDEL, R. S. ;

Introdução. Para reduzir a transmissão do novo coronavírus, foram estimuladas as medidas de distanciamento social, higienização das mãos, descontaminação das superfícies, e uso de máscara de proteção facial. Por cobrir a porção média-inferior da face, a máscara interfere na percepção auditiva e visual da fala, tanto pela atenuação da intensidade vocal, como pela privação das pistas orofaciais. As máscaras de tecido, tecido não tecido, cirúrgica, N95 e transparente diferem quanto ao material com que são produzidas e quanto à forma como se ajustam à face, com diferentes efeitos no nível de proteção contra o vírus COVID-19 e na inteligibilidade da fala. Objetivo. Identificar nas publicações científicas informações a respeito das máscaras de proteção facial quanto a eficácia de proteção versus interferência na percepção da fala. Metodologia: foram realizadas buscas nas plataformas PubMed, LILACS e BVS, entre os anos 2011 e agosto de 2021, a partir de oito combinações de palavras-chave. Foram incluídos artigos originais e revisões de literatura em inglês e português disponíveis gratuitamente na íntegra, sendo excluídos estudos relacionados a pessoas com deficiência auditiva, e estudos relacionados ao uso da máscara por profissionais de saúde. Foram selecionados oito artigos para compor esta revisão narrativa, sendo um de 2017, três de 2020 e quatro de 2021. Resultados. Os artigos selecionados apresentaram os seguintes achados a respeito das máscaras de proteção facial: vantagem das cirúrgicas sobre as de tecido, por bloquearem mais as gotículas e possuírem padronização em tamanho e tipo de material; maior prejuízo no reconhecimento da fala com o uso das máscaras N95 e as de tecido, comparadas às cirúrgicas; redução significativa da percepção da fala em ambientes ruidosos, e aumento do esforço para ouvir no ruído, principalmente com o uso da N95; maior atenuação das frequências altas, com resultado acústico pior nas máscaras transparentes; interferência do nível de ruído, da fala do locutor e da distância no reconhecimento de fala com o uso da máscara; maior oferta de pistas visuais e segurança na comunicação com o uso de máscaras transparentes, apesar de menor transmissão do sinal da fala; presença de sintomas como rouquidão, garganta seca, e desconforto respiratório no falante com o aumento da intensidade vocal para se fazer entendido; melhor compreensão da mensagem quando estratégias como falar em intensidade mais forte, reduzir a velocidade da fala e prestar atenção ao movimento das sobrancelhas são utilizadas pelo ouvinte. Conclusão. A literatura científica apresenta evidências claras de que as máscaras de proteção facial interferem na percepção da fala. As máscaras com maior proteção contra gotículas e aerossóis são as que mais aluem as pistas visuais e dificultam a propagação das ondas sonoras da voz do falante. As máscaras que mais preservam as pistas orofaciais apresentam baixa eficácia na proteção contra o novo coronavírus. A oferta de um bom nível de proteção associado a uma menor interferência na inteligibilidade da fala pode ser encontrada na máscara cirúrgica. A difusão de estratégias facilitadoras da comunicação deveria ser associada às políticas públicas de uso das máscaras de proteção facial.

Corey, R. M., Jones, U., & Singer, A. C. . Acoustic effects of medical, cloth, and transparent face masks on speech signals. The Journal of the Acoustical Society of America.2020; 148(4), 2371. Disponível em: https://doi.org/10.1121/10.0002279

Mheidly N, Fares MY, Zalzale H, Fares J. Effect of Face Masks on Interpersonal Communication During the COVID-19 Pandemic. Front Public Health. 2020 Dec 9;8:582191.

Rahne T, Fröhlich L, Plontke S, Wagner L. Influence of surgical and N95 face masks on speech perception and listening effort in noise. PLoS ONE. 2021; 16 (7): e0253874.
Disponível em: https://doi.org/10.1371/journal.pone.0253874

Thibodeau, L. M., Thibodeau-Nielsen, R. B., Tran, C., & Jacob, R. Communicating During COVID-19: The Effect of Transparent Masks for Speech Recognition in Noise. Ear and hearing. 2021; 42(4), 772–781. Disponível em: https://doi.org/10.1097/AUD.0000000000001065

Toscano, J. C., & Toscano, C. M. Effects of face masks on speech recognition in multi-talker babble noise. PloS one. 2021; 16(2), e0246842. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0246842
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Página(s): p.477
ISSN 1983-1793X
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MECANISMO TEMPORAL AUDITIVO E A AUTOPERCEPÇÃO DA INTELIGIBILIDADE DE FALA NO RUÍDO EM ADULTOS NORMO-OUVINTES
Lunardelo, P.P ; Fukuda, M.T.H ; Zanchetta, S. ;

Introdução: A presença de queixas autorreferidas é comum em adultos com adequada sensibilidade auditiva, principalmente quanto à compreensão de fala em situações adversas de escuta. Esta população é amplamente avaliada com testes de fala no ruído, entretanto um único instrumento não é o suficiente para avaliar os diferentes mecanismos que compõem o processamento auditivo. O processamento da informação auditiva em tempo hábil é imprescindível para a comunicação, marcada pela identificação dos elementos fonéticos durante a fala encadeada, pela rápida e complexa transição das respectivas formantes e mudanças breves de frequência entre as consoantes e vogais. Desta forma, a inteligibilidade de fala no silêncio e no ruído dependem de pistas que são analisadas pelo mecanismo temporal. Objetivo: Verificar a correlação entre o mecanismo temporal e a autopercepção auditiva em atividades de vida diária, com enfoque na inteligibilidade de fala. Método: Comitê de Ética em Pesquisa, nº4.795.590. Constituiu-se a casuística com 42 participantes, com idades entre 18 e 59 anos e 11 meses, sendo 25 do sexo feminino e 17 do masculino. Todos apresentaram resultados adequados para: média dos limiares tonais, timpanometria, potencial evocado auditivo de tronco encefálico e no mini exame do estado mental. Além de apresentarem no mínimo 10 anos de escolaridade, ausência de queixas auditivas espontâneas, de antecedentes de cirurgia otológica e/ou de cabeça. Procedimentos de pesquisa: Teste Padrão de Frequência (TPF), de Duração (TPD) e Gap in Noise (GIN); inventário Amsterdam Inventory for Auditory Disability and Handicap - português brasileiro em seus domínios de Inteligibilidade de Fala no Silêncio (IFS) e no Ruído (IFR). Resultados: A pontuação média no TPF foi de 91,0% (9,94) e de 96,6% (7,88) no TPD (mínimo:63,3%; máximo:100%, em ambos os testes). O limiar médio de detecção de intervalos de silêncio foi de 5,76 ms(1,18) na OD e de 5,61 ms (1,10) na OE (mínimo:3ms; máximo:8ms, em ambas as orelhas). Em relação a autopercepção do handicap auditivo, a pontuação média foi de para 6 (dp:1,43; mínimo:0; máximo:5) no domínio de IFR e 0,71 (dp:0,83; mínimo:0; máximo:2) no IFS. Quanto ao estudo de correlação, verificou-se correlação positiva moderada entre o GIN e o IFR (OD: 0,53; OE:0,42), correlação positiva fraca entre o GIN e o IFS (OD:0,32;OE:0,17). Para os testes de ordenação temporal verificou-se correlação negativa fraca em todas as análises (IFRxTPF= -0,15; IFSxTPF= -0,12; IFRxTPD: -0,22; IFSxTPD=:-0,10). Conclusão: O desempenho na habilidade de resolução temporal apresenta correlação com a autopercepção de handicap auditivo em situações de inteligibilidade de fala no ruído, indicando a necessidade de investigação desta habilidade na presença de queixas de compreensão de fala em indivíduos normo-ouvintes.

1. Hind SE, Haines-Bazrafshan R, Benton CL, Brassington W, Towle B, Moore DR. Prevalence of clinical referrals having hearing thresholds within normal limits. Int J Audiol. 2011;50(10):708-16.

2. Jain C, Dwarakanath VM, G A. Influence of subcortical auditory processing and cognitive measures on cocktail party listening in younger and older adults. Int J Audiol. 2019;58(2):87-96.

3. O'Beirne GA, McGaffin AJ, Rickard NA. Development of an adaptive low-pass filtered speech test for the identification of auditory processing disorders. Int J Pediatr Otorhinolaryngol. 2012;76(6):777-82.

4. Ronen M, Lifshitz-Ben-Basat A, Taitelbaum-Swead R, Fostick L. Auditory temporal processing, reading, and phonological awareness among aging adults. Acta Psychol (Amst). 2018;190:1-10.

5. Zanchetta S, Simões HO, Lunardelo PL, Canavezi MO, Reis ACMB, Massuda ET. Cross-cultural adaptation of the Amsterdam inventory for auditory disability and handicap to Brazilian Portuguese. Braz J OtorhinoLaryngol. 2020;86(1):3-13.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.598
ISSN 1983-1793X
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MÍDIAS E ESTRATÉGIAS UTILIZADAS PARA ADAPTAÇÃO DO AASI EM IDOSOS - UMA REVISÃO SISTEMÁTICA
Néri, L. F. ; Sousa, C.A.S. ; Blasca, W. Q. ;

INTRODUÇÃO: Temas envolvendo a saúde, reabilitação e aprendizado de pacientes idosos usuários de AASI são tópicos que sempre tendem a aparecer em pesquisas na área da saúde a fim de entender os efeitos e causas que os levam ao isolamento social. Estudos mostram que o declínio cognitivo em idosos pode interferir na qualidade de vida, afetando a capacidade física e emocional, as interações psicossociais e desempenho de atividades cotidianas que resultam na exclusão desta público e, também, a problemas de saúde. Deste modo, a tecnologia pode auxiliar essa parcela da população servindo como um apoio para a solução de problemas enfrentados diariamente. Mesmo que de forma aparentemente imperceptível, é possível notar um movimento positivo ao tratarmos de idosos e o uso da tecnologia, visto que os mesmos têm utilizado os meios tecnológicos de modo racional em favor de uma nova percepção da presente imagem do envelhecimento, de forma a tornarem-se ativos e participantes da sociedade. Em relação aos aparelhos de amplificação sonora individual, uma das maiores dificuldades enfrentadas por atuantes da área da fonoaudiologia com idosos, é a adaptação de novos usuários. Por isso, torna-se importante a realização de uma revisão sistemática, objetivando o maior conhecimento sobre o desenvolvimento tecnológico direcionado a esse processo. OBJETIVO: Esta Revisão Sistemática tem como objetivo responder a seguinte questão norteadora: Quais as ferramentas tecnológicas utilizadas para otimizar o processo de adaptação do idoso deficiente auditivo à prótese auditiva? METODOLOGIA: Foi realizada pesquisa bibliográfica em quatro bases de dados selecionadas, sendo elas: PubMed, SciELO, MEDLINE e LILACS, com periodicidade entre 1998 a 2018. Na pesquisa não foi utilizado nenhum filtro. A Query ficou composta por: (Aged) AND (Hearing Aids) AND (Multimedia). Vale ainda ressaltar que outros artigos foram encontrados por meio das listas de referências bibliográficas dos artigos selecionados. RESULTADOS: Ao todo foram selecionados 12 artigos, deste número todos foram efetivamente utilizados pois compactuam com o objetivo da pesquisa. Realizando essa revisão sistemática é perceptível ver como as ferramentas de aprendizado digitais foram evoluindo com o passar do tempo. Ficou evidente, também, a necessidade de mais produção científica a respeito destes descritores. CONCLUSÃO: Os resultados obtidos nesta pesquisa informaram a atual situação de uso dos principais materiais para a adaptação do idoso usuário de AASI, dando bases futuras de como trabalhar em um novo produto que faça uso consciente das RLOs (Reusable Learning Objects), de forma inovadora disruptiva ou complementar, utilizando da correção de problemas já enfrentados para a produção de um novo projeto consciente no futuro.

SANTOS, Anna Alleska Silva et al. A IMPORT NCIA DO USO DE TECNOLOGIAS NO DESENVOLVIMENTO COGNITIVO DOS IDOSOS. In: 3ª JORNADA ACADÊMICA DO HUPAA, 1., 2017, Maceió. Pôster. Maceió: Gep News, 2018. v. 1, p. 20-24. Disponível em: https://www.seer.ufal.br/index.php/gepnews/article/view/4677. Acesso em: 17 abr. 2021.
NAKAMURA, Milena Yoko; ALMEIDA, Katia de. Desenvolvimento de material educacional para orientação de idosos candidatos ao uso de próteses auditivas. Audiology - Communication Research, [S.L.], v. 23, p. 1-8, 03 set. 2018. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/2317-6431-2017-1938. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/acr/v23/2317-6431-acr-23-e1938.pdf. Acesso em: 17 abr. 2021.
COHEN-MANSFIELD, Jiska; TAYLOR, Judith W. Hearing aid use in nursing homes, Part 2: Barriers to effective utilization of hearing aids. Journal of the American Medical Directors Association, v. 5, n. 5, p. 289-296, 2004.
Melanie Ferguson, Paul Leighton, Marian Brandreth & Heather Wharrad (2018): Development of a multimedia educational programme for first-time hearing aid users: a participatory design, International Journal of Audiology, DOI: 10.1080/14992027.2018.1457803
SOLHEIM, Jorunn; HICKSON, Louise. Hearing aid use in the elderly as measured by datalogging and self-report. International journal of audiology, v. 56, n. 7, p. 472-479, 2017.
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Página(s): p.502
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MONITORAMENTO AUDITIVO DE CRIANÇAS NASCIDAS DE MÃES COM COVID-19: UM ESTUDO PRELIMINAR
da Silva, G. P. S. ; Jales, J. M. R. ; Santos, A. B. S. ; Pedrosa, B. H. ; Saters, T. L. ; Araújo, E. S. ;

As medidas restritivas impostas pela COVID-19 refletiram em redução das ações nas diferentes etapas dos programas de saúde auditiva infantil. Além disso, estudos recentes sinalizaram que a infecção por SARS-CoV-2 e o potencial ototóxico de alguns medicamentos podem causar alterações no sistema auditivo. Embora diversas infecções congênitas sejam consideradas indicadores de risco para a deficiência auditiva (IRDA), são escassas as pesquisas que avaliaram o impacto da COVID-19 no sistema auditivo de crianças. Assim, este estudo teve como objetivo investigar, de forma preliminar, o impacto do cenário da COVID-19 na realização da TAN e do monitoramento auditivo, além de analisar possíveis efeitos da infecção materna por SARS-Cov- 2 na audição das crianças. Trata-se de um estudo observacional prospectivo, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (parecer 5.223.860). Participaram 71 crianças, nascidas de mães que positivaram para COVID-19, no período de março de 2020 a dezembro de 2021 em uma maternidade pública. Na primeira etapa do estudo, analisou-se o banco de dados da maternidade, com o quantitativo de crianças triadas e o resultado obtido. Na segunda etapa, realizou-se o acompanhamento auditivo por meio de contato telefônico, com duas tentativas em horários distintos. Utilizou-se um questionário previamente validado, contendo três questões por faixa etária, tendo a pergunta “Seu filho ouve bem?” em todas as idades. Na etapa 3 foi realizada a avaliação audiológica completa das crianças. O protocolo incluiu procedimentos eletroacústicos, eletrofisiológicos e comportamentais, norteados pelo princípio cross-check. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva. Do total de crianças nascidas de mães com COVID-19, 11 (15,5%) haviam sido submetidas à TAN, sendo que quatro (5,6%) foi antes da alta hospitalar e sete (9,8%) de forma ambulatorial, com idade média de 31 dias. Todas foram triadas com emissões otoacústicas evocadas por transientes e tiveram resultado “passa” bilateral. Destas, cinco apresentaram IRDA, sendo a hiperbilirrubinemia, o uso de medicamento ototóxico e a ventilação mecânica os mais recorrentes. Na etapa 2, obteve-se sucesso nas tentativas de contato com nove (12,67%) famílias, destas, uma mãe referiu tratamento de transplante de pulmão após o COVID-19 e, uma mãe e um bebê faleceram de COVID-19. Dessa forma, o acompanhamento foi realizado com sete (10%) crianças. Todas as mães relataram que seus filhos ouvem bem e as respostas evidenciaram desenvolvimento dentro do esperado. Além disso, nenhuma destas crianças foi detectada com COVID-19 após o nascimento. Na etapa 3, seis famílias tiveram dificuldade de comparecer à avaliação por residirem no interior do estado. Uma criança foi submetida à avaliação completa e apresentou audição dentro da normalidade. Diante dos resultados preliminares obtidos, conclui-se que o cenário da COVID-19 refletiu um percentual restrito de crianças triadas e o monitoramento em uma busca ativa por contato telefônico teve alcance limitado. Assim, é essencial a articulação do programa de TAN com a atenção primária; pois embora até o momento nenhuma das mães tenha observado possíveis sinais de alteração auditiva em seus filhos, ressalta-se a necessidade de estudos adicionais com casuísticas maiores e longitudinais para analisar os impactos da COVID-19 no sistema auditivo infantil.

Comitê Multiprofissional em Saúde Auditiva. Triagem Auditiva Neonatal Universal em Tempos de Pandemia. Nota Técnica SBP. 2020;(26 de Maio):1–4. Disponível em: https://www.sbfa.org.br/portal2017/pdf/cvd19-nota-tecnica-comusa.pdf (accessed 2021 Set 10)

Militão BVP, Silva SAB. The impact of COVID-19 pandemic on screening for childhood hearing. Rev Ped SOPERJ. 2021; 21(2):68–74.

Jenks CM, DeSell M, Walsh J. Delays in Infant Hearing Detection and Intervention During the COVID-19 Pandemic: Commentary. Otolaryngol Head Neck Surg. 2021 Dec 21:1945998211067728. doi: 10.1177/01945998211067728.

Oskovi-Kaplan ZA, Ozgu-Erdinc AS, Buyuk GN, Sert-Dinc UY, Ali-Algan C, Demir B, Sahin D, Keskin HL, Tayman C, Moraloglu-Tekin Ö. Newborn Hearing Screening Results of Infants Born to Mothers Who Had COVID-19 Disease During Pregnancy: A Retrospective Cohort Study. Ear Hear. 2021 Nov 19;43(1):41-44. doi: 10.1097/AUD.0000000000001167.

Yoshinaga‐itano C, Manchaiah V, Hunnicutt C. Outcomes of universal newborn screening programs: Systematic review. J Clin Med. 2021 Jun 24;10(13):2784. https://doi.org/ 10.3390/jcm10132784.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.657
ISSN 1983-1793X
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NÃO COMPARECIMENTO AO RETESTE DA TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL – POSSÍVEIS CAUSAS
Camilo, B. S. ; Conto, J. D. ; Amaral, M. ; Gorski, L. P. ;

Introdução: A audição é um sentido indispensável na aquisição de fala e linguagem de uma criança, perdas auditivas, mesmo que discretas, podem levar a prejuízos funcionais importantes em seu desenvolvimento. Objetivo: Analisar os possíveis fatores objetivos para o não comparecimento ao reteste da triagem auditiva neonatal. Método: Trata-se de um estudo de corte transversal descritivo analítico, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (COMEP) sob o parecer número 4.198.075 e realizado a partir da análise de prontuários dos neonatos e lactentes, encaminhados para reteste, no período de cinco anos, em um programa de triagem auditiva neonatal de modelo universal e externo. Resultados: 1556 neonatos de ambos os gêneros, triados entre um e 376 dias de vida, com média etária de 60,7±46,4 dias (média ± desvio padrão), foram encaminhados para reteste. Os neonatos residiam no município de realização do teste e em outros municípios com distância de 12,6km à 91km do local de realização do teste. Os 1233 (79,2%) neonatos que retornaram para o reteste quando solicitado, realizaram pesquisa das EOE-T entre 15 e 687 dias de vida com média etária de 96,0±60,9 dias. Os neonatos que compareceram ao reteste possuíam idade significativamente menor do que os que não compareceram (p=0,002). Não houve associação para as variáveis ausência de transporte gratuito, dificuldade de locomoção, subvalorização dos responsáveis com mais filhos, longa distância entre local de moradia e de realização do reteste e desvalorização do retorno por presença de indicador de risco para deficiência auditiva e não por falha no teste. Conclusão: Os fatores objetivos considerados na presente pesquisa não apresentaram relação com o não comparecimento ao reteste da triagem auditiva neonatal.

1. Pinto JD, Ferreira L, Temp DA, Dias V, Rohers DE, Biaggio EPV. Evasão no reteste da Triagem Auditiva Neonatal: relação com indicadores de risco para deficiência auditiva. Rev. CEFAC. 2019; 21 (4): 1-7.
2. Mello JM, Silva EC, Ribeiro VP, Moraes AMSM, Della-Rosa VA. Índice de retorno ao reteste em um programa de triagem auditiva neonatal. Rev. CEFAC. 2013; 15(4):764-772.
3. Rangel SB, Ferrite S, Begrow DDV. Fatores que influenciam a não adesão ao retorno para triagem auditiva neonatal. Rev. Baiana Saúde Pública. 2011;35(4):948-965.
4. Alvarenga KF, Gadret JM, Araujo ES, Bevilacqua MC. Triagem auditiva neonatal: motivos da evasão das famílias no processo de detecção precoce. Rev. Soc. Bras. Fonoaudiol.2012;17(3): 241-247.
5. Grybos TC. Triagem Auditiva Neonatal: Motivos do Não Comparecimento ao Teste e Reteste. 2019. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Fonoaudiologia) - Universidade Estadual do Centro-Oeste, UNICENTRO, Irati “No prelo”.
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Página(s): p.588
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NÍVEL DE CONHECIMENTO DE GESTANTES SOBRE A TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL UNIVERSAL: REVISÃO DE LITERATURA
DALL’ASTA KRÜGER, ISABELLE ; TOMIASI, ALINE APARECIDA ; ODY , LAURA ; PAULA, GIOVANA ROMERO ; TOPANOTTI, JENANE ; GONÇALVES, YAN PEDRO LAZAROTTO ;

Introdução: A Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU) tem sido o meio mais
efetivo e recomendado para a detecção e a intervenção precoce da deficiência auditiva nos
recém-nascidos, sendo importante o conhecimento dos pais ou responsáveis sobre a
relevância deste programa. Objetivo: Investigar, por meio de artigos publicados, o nível de
conhecimento de gestantes acerca da Triagem Auditiva Neonatal Universal, sendo delimitadas
como etapas de estudo: averiguar o conhecimento que as gestantes possuem sobre o
programa, investigar se recebem orientações sobre a TANU e analisar se consideram relevante
obter informações sobre essa temática durante o acompanhamento pré-natal. Metodologia:
Foram analisados artigos publicados em periódicos disponibilizados nas bases de dados
LILACS e SCIELO. Para a busca dos artigos, considerou-se como critério a publicação no
período de 2010 a 2020, no idioma português. Utilizou-se o descritor combinado: triagem
auditiva AND perda auditiva. Resultados: Os estudos evidenciaram que as mães/gestantes
apresentam conhecimento insuficiente a respeito do programa. Em relação ao processo de
orientação, foi possível observar que grande parte das mães/gestantes estudadas não
receberam orientação durante a assistência pré-natal, porém consideram serem relevantes
essas informações para a adesão da TANU. Conclusão: A partir dos dados obtidos nesta
revisão de literatura, pode-se concluir que, em sua maioria, mães/gestantes desconheciam
informações a respeito da TANU, sendo observada escassez de orientações também aos
familiares em relação ao programa.

ALVARENGA, K. F; GADRET, J. M; ARAÚJO, E. S; BEVILACQUA, M. C. Triagem auditiva
neonatal: motivos da evasão das famílias no processo de detecção precoce. In: Rev Soc Bras
Fonoaudiol. 2012;17(3):241-7.

CAVALCANTI, H. G; MELO, L. P. F; BUARQUE, L. F. S. F. P; GUERRA, R. O. Panorama dos
programas de triagem auditiva neonatal em maternidades brasileiras. In: Braz. j.
otorhinolaryngol. vol.80 no.4 São Paulo July/Aug. 2014.

FERNANDES, J.C; NOZAWA, M. R. Estudo da efetividade de um programa de triagem auditiva
neonatal universal. Cien Saude Colet. 2010;15(2):353- 61.

MOURA, R. P; RESENDE, L. M; CARVALHO, S. A. S; ANCHIETA, L. M. Avaliação da
implementação de um protocolo de triagem auditiva neonatal específica para crianças com
indicadores de risco em uma maternidade pública de Minas Gerais. 224. In: Rev. Med Minas
Gerais 2015; 25(2): 224-232.

VIELLAS, E.F; DOMINGUES, R. M. S; DIAS, M.A; GAMA, S. G; FILHA, M. M; COSTA, J. V;
BASTOS, M. H; LEAL, M. C. Assistência pré-natal no Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de
Janeiro, 30 Sup: S85-S100, 2014.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.489
ISSN 1983-1793X
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NOVAS MODALIDADES DE ATENDIMENTOS NO SETOR DE AUDIOLOGIA NO SERVIÇO PÚBLICO MEDIANTE O NOVO PANORAMA DA COVID 19 .
Lança, S. M. ; Godoy, C. C.F ; Araujo, R.L.T ; S. T.K.R ; Gameiro, M.S ; Oliveira, L. R ; Gebara, G. T ; Pereira, M. L. S. ;

Introdução: A pandemia do COVID-19 trouxe desafios e necessidade de adaptação em todas as frentes de trabalho, inclusive nos atendimentos em saúde. Sabe-se que os distúrbios fonoaudiológicos de forma geral podem ocasionar impacto significativo na qualidade de vida dos indivíduos e de suas famílias, sobretudo para pacientes que possuem perda auditiva, seja criança, adulto ou idoso. Sendo assim, a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do município de Barueri, por meio do Departamento de Tecnologia Assistiva, com o objetivo de acolher e orientar os usuários com deficiência auditiva em uso de AASI ou iniciando o processo de adaptação, implementou a modalidade de teleatendimentos e atendimentos remotos. Objetivo: demonstrar a eficiência da nova modalidade de trabalho nos atendimentos realizados. Método: Utilizando ferramentas como aplicativos de mensagens, plataformas de conversas via web, telefone celular e/ou fixo, foram realizados atendimentos aos usuários que estavam iniciando o processo de adaptação de AASI, com orientações quanto ao uso e manuseio, bem como resolução de queixas ou dúvidas dos usuários. Quando verificada a necessidade de ajuste na regulagem do AASI, foi agendado atendimento presencial com todos os protocolos sanitários vigentes, para evitar a disseminação do COVID-19, diante das orientações do Plano São Paulo, plano de contingência do Governo do Estado que classificou cada região em fases, conforme indicadores estabelecidos. Resultado: No intervalo de abril a julho de 2020 foram realizados 222 teleatendimentos/ atendimentos remotos, período em que todos atendimentos presenciais foram suspensos. A partir do mês de agosto de 2020, os atendimentos presenciais começaram a ser retomados conforme avaliação da equipe técnica quanto a prioridade e risco de exposição do usuário e seus familiares. Contudo os teleatendimentos e atendimentos remotos foram mantidos, sendo responsáveis por 58% do total de atendimentos realizados pela equipe de AASI e 16% na equipe de diagnóstico auditivo. Sendo assim, no acumulado do ano, foram realizados 772 teleatendimentos/ atendimentos remotos pela equipe de AASI e 140 pela equipe de diagnóstico auditivo. Em 2021, diante da continuidade das restrições e cuidados ainda necessários, a modalidade de teleatendimentos e/ou atendimento remoto permaneceu, totalizando no acumulado do ano, 596 atendimentos por essa modalidade nos atendimentos de AASI e 62 nos atendimentos de diagnóstico auditivo. Conclusão: Foram considerados pontos positivos desta modalidade de atendimento: a economia do paciente, tanto de tempo quanto financeira, a praticidade de ser atendido em casa, a segurança do paciente e de seus familiares em meio aos riscos da COVID-19 e a otimização da agenda, agilizando a realização dos atendimentos, diminuindo o tempo de espera por agendamento. São pontos negativos a impossibilidade de realizar ajustes na regulagem de forma remota, quanto necessário, diante das tecnologias e recursos disponíveis para os usuários e profissionais. Além disso, o paciente com dificuldade em manejar a ferramenta (celular e os aplicativos de comunicação por vídeo chamada) não conseguiu aderir a esta modalidade de atendimento.

DECRETO Nº 65.897, DE 30 DE JULHO DE 2021 -Dispõe sobre a medida de quarentena de que trata o Decreto nº 64.881, de 22 de março de 2020, e dá providências complementares - acesso em 28.01.2022 - 15h18 https://www.al.sp.gov.br/repositorio/legislacao/decreto/2021/decreto-65897-30.07.2021.html
LIÇÕES DA PANDEMIA - ASSOCIAÇÃO NAIONAL DOS HOSPITAIS PRIVADOS, ELABORADO PELA ANAHP, 2021.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.528
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O CONTEXTO DA COMUNICAÇÃO ENTRE PROFISSIONAIS DE SAÚDE E IMIGRANTES NO PROGRAMA DE SAÚDE AUDITIVA DE SÃO PAULO – SP
Jamas, D. ; Santos, N.M. ; Castro, G.T. ; Bruner, A.P. ;

Introdução: O processo de migração tem se intensificado nos últimos anos, devido à busca por melhores condições de vida. Em 2019, o número de imigrantes residentes no Brasil era de 1,198 milhões. Apesar dos princípios de atendimento integral e universal do Sistema Único de Saude – SUS, nem sempre o imigrante consegue um acesso ideal aos programas de prevenção e promoção de saúde, por dificuldades linguísticas, discriminação ou limitação de recursos. Procedimentos e orientações em saúde auditiva são de extrema importância e devem ser comunicados de forma clara aos familiares, a fim de prevenir, identificar e tratar precocemente crianças com perda auditiva e evitar prejuízos no monitoramento, quando necessário. Objetivo: Avaliar o contexto da comunicação entre profissionais de saúde do SUS e imigrantes atendidos em diferentes segmentos do Programa de Saúde Auditiva no município de São Paulo. Metodologia: Pesquisa transversal e prospectiva, aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (nº 4.447.240). Foram realizadas entrevistas dirigidas on-line, aplicadas a profissionais de saúde que atuam em diferentes unidades do SUS no município de São Paulo. Resultados: Foram considerados para análise 72 de 108 questionários respondidos. A maioria dos profissionais são fonoaudiólogos e otorrinolaringologistas. As nacionalidades de crianças e/ou familiares imigrantes apontadas como mais comuns foram Bolívia, Haiti, Venezuela e China. No que se refere às informações durante os atendimentos, a maioria dos entrevistados referiu que a compreensão de imigrantes costuma ser de razoável a difícil e consideram que existe comprometimento da qualidade devido à diferença de idiomas. Em relação à compreensão dos próprios profissionais de saúde sobre as informações dos pacientes, foi considerada predominantemente razoável ou fácil. Este dado pode ter relação com o número elevado de profissionais que referiram dominar uma segunda língua. Os desafios de comunicação podem prejudicar a informação sobre conteúdos técnicos e a criação de vínculos que facilitariam o atendimento. Recursos para auxiliar a comunicação foram referidos como importantes, porém, pouco utilizados. Conclusão: A pesquisa evidenciou comunicação insatisfatória entre profissionais de saúde do SUS e imigrantes no Município de São Paulo. Tecnologias de comunicação instantâneas e materiais impressos para reduzir barreiras comunicativas parecem ser pouco aplicados na prática clínica, mas poderiam ser facilitadores para a adesão das famílias ao Programa de Saúde Auditiva do SUS.
Palavras-chave: emigrantes e imigrantes, comunicação, barreiras de comunicação, audição, idioma

1. Banco Interativo Observatório das Migrações em São Paulo. Disponível em: https://www.nepo.unicamp.br/pesquisa/observatorio/banco.html. Acesso: 08 dez 2019.
2. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.073, de 28 de setembro de 2004. Institui a Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva. Brasília: Ministério da Saúde; 2009. Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2004/prt2073_28_09_2004.html. Acesso: 18 jul 2020.
3. Kynoe NM, Fugelseth D, Hanssen I. When a common language is missing: Nurse–mother communication in the NICU. A qualitative study. J Clin Nurs. 2020;29:2221–2230.
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5. Dutra D, Botega T. Migrações internacionais: a problemática das mulheres migrantes In: Relatório de pesquisa Mulher migrante: agente de resistência e transformação. Brasília: CSEM, 2014. Disponível em:
http://csem.org.br/images/livros/caminhos/Relatorio_de_pesquisa_CSEM_Mulheres_migrantes.pdf. Acesso: 04 jun 2021.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.453
ISSN 1983-1793X
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O EFEITO DO TREINAMENTO MUSICAL SOBRE OS PROCESSAMENTOS TEMPORAL E ESPECTRAL - UMA INVESTIGAÇÃO COMPORTAMENTAL E ELETROFISIOLÓGICA
Leite Filho, C. A. ; Rocha-Muniz, C. N. ; Schochat, E. ;

Introdução: Os efeitos benéficos da música sobre o processamento auditivo central são amplamente documentados. No entanto, esta influência não é indiscriminada, refletindo sobre aspectos específicos do processamento neural da informação acústica. Devido à sua relação com habilidades musicais, dois candidatos a serem beneficiados pelo treinamento musical são os processamentos temporal e espectral, que podem ser avaliados por procedimentos comportamentais, como o Teste de Fala Filtrada (TFF) e o Teste de Mascaramento Temporal Sucessor (TMTS), ou eletrofisiológicos, como o Frequency-Following-Response (FFR). Objetivo: verificar o efeito do treinamento musical sobre os processamentos temporal e espectral da informação auditiva. Metodologia: estudo aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição (parecer nº 2.807.397) com os voluntários assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Participaram da pesquisa 22 adultos jovens destros com resultados normais na avaliação audiológica básica, no potencial evocado auditivo de tronco encefálico e nos testes de Fala Comprimida, Dicótico de Dígitos e Gaps-in-Noise que negaram histórico de alterações audiológicas, otológicas, neurológicas, linguísticas ou motoras. Foram organizados dois grupos: grupo de músicos (GM, n = 15, 6 do gênero feminino, média de idade = 25,40 ± 2,69 anos), composto por músicos profissionais com extenso tempo de treinamento musical (média de tempo de treinamento musical = 15,00 ± 5,07 anos); e grupo de não-músicos (GNM, n = 7, 3 do gênero feminino, média de idade = 22,00 ± 2,58 anos), composto por indivíduos sem treinamento musical significativo ao longo da vida. Todos os voluntários foram submetidos ao TFF, para o qual se calculou a taxa de acertos, e ao TMTS, para o qual foram calculados a taxa de acertos e o limiar de detecção de intervalo. Além disso, todos os participantes realizaram o exame eletrofisiológico FFR, registrado por meio do equipamento Bio-logic Navigator Pro, para o qual foram coletadas informações referentes aos parâmetros de análise nos domínios de tempo e frequência. Os grupos foram comparados quanto às medidas destes procedimentos por meio do teste t de Student para amostras independentes e correlações entre as medidas comportamentais, medidas eletrofisiológicas e o treinamento musical foram investigadas por meio do teste de correlação de Pearson. Resultados: Não foram observadas diferenças estatisticamente significantes entre os grupos em relação às medidas do TFF e do TMTS, no entanto houve correlação positiva estatisticamente significante entre a porcentagem de acertos no TFF e o tempo de estudo formal de música. Quanto ao FFR, o GM apresentou maior média de área do complexo V-A e maior latência da onda E em comparação ao GNM. O tempo de treinamento musical apresentou correlação negativa com a latência da onda D e positiva com a latência da onda E, ambas estatisticamente significantes. Nas análises de correlação entre medidas comportamentais e eletrofisiológicas, o GM apresentou mais correlações estatisticamente significantes em comparação ao GNM. Conclusão: O treinamento musical impactou significativamente nos processamentos temporal e espectral da informação auditiva, sendo que o maior tempo de treinamento musical se relacionou ao processamento mais refinado das características temporais e espectrais do som.

Kraus N, Chandrasekaran B. Music training for the development of auditory skills. Nat Rev Neurosci. 2010 Aug;11(8):599-605. doi: 10.1038/nrn2882.

Rammsayer T, Altenmüller E. Temporal information processing in musicians and nonmusicians. Music Percept. 2006;24(1):37-48. https://doi.org/10.1525/mp.2006.24.1.37

Slater J, Azem A, Nicol T, Swedenborg B, Kraus N. Variations on the theme of musical expertise: cognitive and sensory processing in percussionists, vocalists and non-musicians. Eur J Neurosci. 2017 Apr;45(7):952-963. doi: 10.1111/ejn.13535.

Strait DL, Kraus N, Parbery-Clark A, Ashley R. Musical experience shapes top-down auditory mechanisms: evidence from masking and auditory attention performance. Hear Res. 2010 Mar;261(1-2):22-9. doi: 10.1016/j.heares.2009.12.021.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.642
ISSN 1983-1793X
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O IMPACTO DA COVID-19 NA AUDIÇÃO: REVISÃO INTEGRATIVA
NOVANTA, G.G.R. ; QUEIROZ, A.S. ; ALVES, G.C.C. ; OLIVEIRA, K.K.S. ; BASTOS, G.S. ; BOGER, M.E. ;

Introdução: Em dezembro de 2019, descobriu-se que um novo tipo de Coronavírus circulava sobre a cidade de Wuhan, província de Hubei, na República Popular da China, causando um grande número de eventos de pneumonia. Foi observado que o novo vírus, foi nomeado como SARS-CoV-2 (COVID-19), produz a presença de um quadro respiratório agudo, seguido de outros sintomas associados como; febre, dor de cabeça, tosse, coriza, cansaço, obstrução nasal, diarreia e dor de garganta. Entretanto, alguns pacientes apresentam sintomas mais graves como: falta de ar e dificuldades respiratórias, necessitando de cilindros ou tanques de oxigênio, podendo levar o paciente a óbito. Estudos recentes têm evidenciado alterações audiológicas como perda auditiva e zumbido, como consequências da COVID-19.
Objetivo: Diante da questão norteadora: A COVID-19 causa perda na audição? Este estudo busca elucidar se a COVID-19, afeta a saúde auditiva através de estudos publicados na literatura científica. Métodos: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura e foi realizada nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), na base de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), e nas bases de dados PUBMED, usando descritores: Hipoacusia/ Perda da Capacidade Auditiva/ Surdez/ COVID-19/ Sars-Cov-2.
Resultados: Foram selecionados 13 artigos para essa revisão, nos quais 9 foram relatos de casos, 1 estudos comparativos, 1 estudo prospectivo e 2 estudos transversais. A partir das leituras dos artigos pôde-se identificar as implicações da Covid- 19 no sistema auditivo.
Conclusão: Os estudos neste artigo sugerem uma possível relação entre a saúde auditiva e a Covid-19, podendo estar associada e ser considerada um fator de risco para perda da audição. Há argumentos quanto à relação do vírus e do efeito da ototoxicidade no tratamento da doença, contudo, ainda existem divergências entre os dados científicos, necessitando de mais pesquisas relacionadas ao assunto.

1. OPAS. Organização pan-americana de saúde. 2020. In: folha informativa covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus).
2. LI Q, et al. Early transmission dynamics in wuhan, china, of novel coronavirus–infected pneumonia. New England journal of medicine, p. 1199– 1207, 2020.
3. Dong e, Du h, Gardner l. Na interactive web-based dashboard to track covid- 19 in real time. The lancet. Infectious diseases, v. 3099, n. 20, p. 19–20, 2020.
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6. Al Muhaimeed H, Zakzouk SM. Hearing loss and herpes simplex. J Trop Pediatr. 1997 Feb;43(1):20-4.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.467
ISSN 1983-1793X
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O IMPACTO DA PANDEMIA NA CHEGADA DE RECEM-NASCIDOS COM SUSPEITA DE DEFICIENCIA AUDITIVA EM UM CENTRO DE ALTA COMPLEXIDADE EM SAUDE AUDITIVA
IKEDA, L.T. ; VALLADARES, L. A. ; CARVALHO, H. A. S. ; LIMA, S.A. ; NASCIMENTO, I. F. M. ; LEÃO, C. G. R. ;

O IMPACTO DA PANDEMIA NA CHEGADA DE RECEM-NASCIDOS COM SUSPEITA DE DEFICIENCIA AUDITIVA EM UM CENTRO DE ALTA COMPLEXIDADE EM SAUDE AUDITIVA

INTRODUÇÃO: O diagnóstico precoce da deficiência auditiva é essencial, já que favorece o desenvolvimento global da criança, pois permite estimulação sensorial adequada e em tempo hábil. Com a pandemia da COVID-19, muitos serviços ficaram prejudicados e impactaram diretamente na cobertura de triagem e na saúde auditiva da população pediátrica. OBJETIVO: Quantificar e comparar o número de bebês que chegaram a um serviço de saúde de alta complexidade do Distrito Federal para investigação diagnóstica, por terem falhado no teste da orelhinha, no período pré e pós-pandemia. METODOLOGIA: Realizou-se análise retrospectiva da entrada de casos novos admitidos no centro nos anos de 2019, 2020 e 2021, com faixa etária de 0 a 3 meses. Todos esses bebês haviam sido encaminhados pela rede de triagem auditiva da Secretaria de Saúde do Distrito Federal por terem falhado no teste e reteste auditivo. RESULTADOS: Chegaram para diagnóstico auditivo 151 bebês em 2019, 59 em 2020 e 57 em 2021. Esses dados demonstram uma redução de 61% de crianças avaliadas em 2020 e de 62% em 2021, quando comparamos o número de bebês avaliados no ano de 2019 (pré-pandemia). CONCLUSÃO: Neste estudo, observou-se uma redução importante de bebês submetidos a uma investigação para diagnóstico precoce da deficiência auditiva, conforme preconizado em diretrizes nacionais e internacionais. Esses achados são preocupantes, pois parte dessas crianças não avaliadas possivelmente terão seu diagnóstico auditivo tardio.


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3. Pattisapu, P. et al. Defining Essential Services for Deaf and Hard of Hearing Children during the COVID-19 Pandemic. Otolaryngology - Head and NeckSurgery (United States) 2020; 163: 91-93.
4. Marinho, Ana Carolina Alves et al. Avaliação de um programa de triagem auditiva neonatal. Revista de Saúde Pública 2020; 54: 44.
5. Militão, B.V.P & Silva. S.A.B. O impacto da pandemia de Covid-19 no rastreio de deficiências auditivas infantis no Sistema Único de Saúde. Ver Ped SOPERJ. 2021; 21(2):68-74.
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Página(s): p.484
ISSN 1983-1793X
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O MANEJO DAS CARACTERÍSTICAS DE COMPRESSÃO NOS AJUSTES FINOS DOS APARELHOS DE AMPLIFICAÇÃO SONORA INDIVIDUAL
Chiriboga, L.F. ; Couto, C.M. ;

Introdução: O fonoaudiólogo é considerado um dos aspectos mais importantes para a adesão e continuidade na seleção e adaptação dos Aparelhos de Amplificação Sonora Individual (AASI). Os AASI têm ficado cada vez mais tecnológicos e complexos em seu processamento eletroacústico pelo fato de tentarem compensar além de somente a magnitude da perda auditiva ao utilizarem métodos de amplificação não linear e ativação de diferentes estratégias de processamentos sonoros para distintos ambientes acústicos. Sendo assim, o fonoaudiólogo deve acompanhar todas as evoluções para ser capaz de realizar adaptações e regulagens eficazes, alcançando o objetivo proposto no momento da seleção e adaptação do AASI. É de extrema importância que o profissional conheça e compreenda os algoritmos e recursos fornecidos, por mais complexos que sejam. Objetivo: Analisar o conhecimento do fonoaudiólogo no momento do ajuste fino do AASI. Método: Este estudo é um recorte de uma pesquisa que foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, sob o protocolo número 2.253.925/2017. A pesquisa foi realizada por meio de um questionário online na plataforma Google Forms, divulgada nas redes sociais e e-mail para todo o território brasileiro. O questionário continha 18 questões abertas, subdivididas em cinco categorias principais que influenciam na adaptação de AASI: ganho por frequência, volume/saída máxima, adaptação física, características de compressão e sons indesejáveis. Neste questionário o fonoaudiólogo deveria responder para cada situação fornecida os termos que os usuários de AASI utilizariam para se referir a determinado comportamento físico e/ou eletroacústico do AASI. Foi realizada a taxa de resposta dos fonoaudiólogos pelas 18 questões e nas cinco categorias. A análise inferencial se deu por meio do teste Q de Cochran para comparar as questões em relação à frequência de resposta e o teste t de Student para verificar se alguma das categorias apresentou taxa de respostas significativamente menor que a maior taxa de respostas possível. Resultados: Houve diferença estatisticamente significante entre a taxa de respostas para as questões presentes na categoria “Características de compressão” e a taxa máxima de respostas possível. A taxa de resposta para as demais categorias de questões não foi significativamente diferente da taxa máxima de respostas possível. Conclusão: Foi possível observar que a categoria “características de compressão” foi a menos respondida pelos fonoaudiólogos. A hipótese levantada para essa categoria ter apresentado a menor taxa de resposta é que os fonoaudiólogos não compreendem realmente os efeitos da compressão no funcionamento dos AASI e tem dificuldade de relacionar as queixas com as características de compressão.


1. Almeida K. Verificação do Desempenho e Controle das Características da Amplificação Sonora. In: Boéchat EM, Menezes PL, Couto CM, Frizzo ACF, Scharlach RN, Anastasio ART, organização. Tratado de Audiologia. 2. ed. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan; 2015. p.286 – 293
2. Jenstad LM, Tasell DJV, Ewert C. Hearing Aid Troubleshooting Based on Patients’ Descriptions. Journal of the American Academy of Audiology. 2003; 17(7): 347- 60;
3. Teixeira AR, Garcez V. Aparelho de Amplificação Sonora Individual | Componentes e Características Eletroacústicas In: Boéchat EM, Menezes PL, Couto CM, Frizzo ACF, Scharlach RN, Anastasio ART, organização. Tratado de Audiologia. 2. ed. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan; 2015, p.253
4. Nelson JA. Fine Tuning Multi-Channel Compression Hearing Instruments Hearing Review. 2001; 8(1):30, 32, 34, 35, 58;
5. Poost-Foroosh L, Jennings MB, Shaw L, Meston CN, Chessman MF. Factors in Client–Clinician Interaction That Influence Hearing Aid Adoption. Trends Amplif. 2011;15(3) 127– 39;
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Página(s): p.444
ISSN 1983-1793X
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O USO DE DISPOSITIVOS DE AMPLIFICAÇÃO SONORA COM E SEM GERADORES DE SOM NA INTERVENÇÃO DO ZUMBIDO
SANTOS, J. P. ; DARUIX, S. R. S. B. ; ROCHA, C. H. ; SAMELLI, A. G. ;

Introdução: O zumbido pode ser definido pela percepção de um som, sem a presença de fonte sonora no ambiente externo. Estudos sugerem que a causa seja uma sequência de modificações centrais, desencadeadas pela diminuição da sensibilidade aferente para o estímulo sonoro. Este sintoma pode afetar diretamente a qualidade de vida. Para avaliação deste sintoma, podem ser utilizados escalas ou questionários, como a Escala Visual Analógica (EVA) e o Tinnitus Handicap Inventory (THI) ou Questionário de Gravidade do Zumbido (QGZ). Dentre as intervenções sugeridas na literatura, há a terapia sonora e de habituação ao zumbido. A maioria das pessoas com zumbido possui algum grau de perda auditiva e, assim, a amplificação, associada ou não a um gerador de som, são utilizados frequentemente para minimizar a percepção do zumbido. Após o período de adaptação dos dispositivos de amplificação sonora ou aclimatização auditiva, nota-se um maior ganho no desempenho do usuário. Portanto, qualquer instrumento para mensurar o desempenho deve considerar este período de aclimatização, sendo importante que seja aplicado antes do uso dos dispositivos e após o período de aclimatização. Objetivo: Avaliar e comparar a efetividade da intervenção proposta a indivíduos com zumbido, sendo elas: amplificação ou amplificação com ativação do gerador de som. Métodos: Estudo retrospectivo aprovado pelo comitê de ética em pesquisa da instituição (CAAE: 13744819.6.0000.0065). Foram levantados dados de 96 indivíduos, de acordo com os seguintes critérios de inclusão: presença de zumbido; idade acima de 40 anos; audição normal ou perda auditiva de grau leve a severo na média das frequências de 500 a 4kHz; período de aclimatização de 4 a 6 semanas. Foram coletadas informações sobre tempo, tipo e grau da perda auditiva, localização e tempo do zumbido, tipo e adaptação do dispositivo de amplificação sonora, ativação ou não do gerador de som. Além disso, foram levantadas as informações sobre as avaliações EVA e THI pré e pós período de aclimatização de 4 a 6 semanas. Na EVA, atribui-se uma nota de 0 a 10 (muito incômodo) para o zumbido. Já para o THI, as respostas geraram uma pontuação de 0 a 100 (maior repercussão do zumbido). Foi realizada análise estatística descritiva e inferencial, utilizando-se o teste ANOVA, com nível de significância de 5%. Resultados: A maioria dos indivíduos utilizou dispositivo de amplificação sonora binaural (66,6%). Para ambos os grupos (adaptação mono ou binaural), tanto para o THI quanto para a EVA, houve melhora estatisticamente significante do sintoma após a utilização dos dispositivos, com redução de aproximadamente 5 pontos na EVA e 20 pontos no THI. A maioria dos indivíduos (85,4%) não teve ativação do gerador de som. Conclusão: Verificou-se melhora significativa da percepção do zumbido, tanto pela escala EVA como pelo questionário THI, na comparação pré e pós adaptação do dispositivo de amplificação sonora, independente do uso concomitante do gerador de som. É importante salientar que não há uma abordagem única para o zumbido, sendo necessário delinear cada caso de acordo com as necessidades de cada indivíduo, para reduzir ao máximo a percepção desse sintoma.

1. Rocha AV, Mondelli MFCG. Sound generator associated with the counseling in the treatment of tinnitus: evaluation of the effectiveness. Braz. J. otorhinolaryngol. 2017; 83(3): 249-255.
2. Suzuki FAB, Suzuki FA, Onishi ET, Penido NO. Psychoacoustic classification of persistent tinnitus. Braz. J. Otorhinolaryngol, 2018; 84: 583-90.
3. Figueiredo RR, Azevedo AA, Oliveira PM. Análise da correlação entre a escala visual-análoga e o Tinnitus Handicap Inventory na avaliação de pacientes com zumbido. Rev. Bras. otorrinolaringol. 2009; 75(1): 76-79.
4. Searchfield GD, Linford T, Durai M. Sound therapy and aural rehabilitation for tinnitus: a person centred therapy framework based on an ecological model of tinnitus. Disability and Rehabilitation. 2018; 23:1-8.
5. Santos GM, Bento RF, Medeiros IBT, Silva JOEC, Penteado S. The Influence of Sound Generator Associated with Conventional Amplification for Tinnitus Control: Randomized Clind Clinical Trial. Trends in Hearing. 2014; 18: 1-9.
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Página(s): p.522
ISSN 1983-1793X
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O USO DE FONES DE OUVIDO NAS ATIVIDADES REMOTAS
RODRIGUES, P. F. ; PINTO, I. M. ;

Introdução: O uso do fone de ouvido é um hábito incorporado na rotina de muitas pessoas, é usado para trabalho, estudos e lazer. Porém, seu uso de forma inadequada e abusiva pode trazer danos para a audição do usuário. Com a pandemia do Covid-19, as atividades remotas ganharam mais visibilidade, visto que, o isolamento e o distanciamento social foram os meios recomendados pelas autoridades de saúde para combater o contágio e proliferação do vírus. Porém, as atividades remotas podem estar associadas ao uso inadequado de fones de ouvido, o que pode acarretar danos à saúde auditiva. Objetivos: Traçar o perfil dos usuários de fones de ouvido durantes as atividades remotas, suas queixas auditivas e o conhecimento sobre os possíveis danos à saúde auditiva, determinando a existência de influência das atividades remotas durante a pandemia do Covid-19 no uso desses dispositivos. Metodologia: Após a aprovação pelo Comitê de Ética e Pesquisa no dia 25 de junho de 2021 CAAE 46329521.1.0000.5500 (Parecer 4.807.560) foi realizado a coleta de dados por meio da aplicação de um questionário online, visando obter os dados sobre os hábitos relacionados ao uso de fone de ouvido, os sintomas otológicos que podem estar associados e o conhecimento do usuário dos possíveis danos à audição. Resultados: A amostra foi constituída de 100 sujeitos, maiores de 18 anos do sexo feminino e masculino. Houve prevalência do gênero feminino (71%), 61% dos participantes tinham entre 18-28 anos, 38% eram estudantes. Dos 100 participantes, 36% começaram a fazer uso desses dispositivos durante a pandemia do Covid-19. Os outros 64% já faziam uso desses dispositivos antes da pandemia. Dos sujeitos 71% eram usuários de fones de ouvido intra-auricular e 29% de fones de ouvido supra-auriculares. Dos usuários dos fones intra-auriculares 27 sujeitos apresentaram sintomas auditivos após o uso, já dos fones supra-auriculares 7 apresentaram sintomas auditivos após o uso. Sobre os sintomas e queixas auditivas, 34% dos sujeitos relataram presença de sintomas auditivos após o uso dos dispositivos houve prevalência nos sintomas de dor (25,75%) e plenitude auricular (25,75%), também foram relatados os sintomas de zumbido (21,22%), diminuição da audição (16,68%) e tontura (10,60%). 89% dos participantes referiram terem acesso à informação sobre os possíveis danos causados pelo ruído, e os meios de informação citados foram: Profissionais da saúde (31,90%), veículos de comunicação (31,30%), escola (19%) e trabalho (17,80%). Os demais 11% nunca tiveram acesso à informação sobre os possíveis danos auditivos causados pela exposição ao ruído, sendo eles estudantes, professores, comprador, assistente administrativo, psicóloga e técnico. Conclusão: Ocorreu predomínio de usuários com ocupação principal como estudantes e falta de conhecimento dos mesmos sobre os possíveis danos auditivos causados pela exposição ao ruído, desta forma torna-se necessário o desenvolvimento de ações educativas em saúde para estudantes e professores, enfatizando a promoção à saúde auditiva, a orientação sobre os possíveis danos causados pelo uso incorreto dos fones de ouvido, como escolhe-los corretamente e os cuidados com os mesmos como limpeza e armazenagem.


GONÇALVES, Lemos Carolina; DIAS, Fernanda Abalen Martins. Achados audiológicos em jovens usuários de fones de ouvido”. CEFAC, jul/ago. 2014

LUZ, Tiara Santos da; BORJA, Ana Lúcia Vieira de Freitas. Sintomas auditivos em usuários de estéreos pessoais. Int. Arch. Otorhinolaryngol., São Paulo - Brasil, v.16, n.2, p. 163-169, Abr/Mai/Junho. 2012

BOSQUE, Livia Telini Del. Testa, Maria Aparecida. Os danos causados pelo fone de ouvido. Convenit Internacional 30, mai/ago, 2019.

TESCH, Luciana Theodorovisz. O uso abusivo de fones de ouvido como causa de problemas auditivos em adolescentes. Acervo digital ufpr, 2014. Disponível em: https://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/51695. Acesso em: 15, abr. 2021.

BRIDI, Maria Aparecida; BOHLER, Fernanda Ribas; ZANONI Alexandre Pilan; BRAUNET, Marian a Bettega; BERNARDO, Kelen Aparecida da Silva; MAIA, Fernanda Landolfi; FREIBERGER, Zélia; BEZERRA, Giovana Uehara. O trabalho remoto/home office no contexto da pandemia Covid-19. Eco Unicamp. Disponível em: https://www.eco.unicamp.br/remir/images/Artigos_2020/ARTIGO_REMIR.pdf. Acesso em: 15, abr. 2021.



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Página(s): p.428
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O USO DO ACE NO DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES DE ACONSELHAMENTO AUDIOLÓGICO EM ESTUDANTES DE FONOAUDIOLOGIA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Machado, M. G. ; Santos, C. S. ; Scanferla, W. H. ; Carvalho, S. A. S. ; Mancini, P. C. ; Resende, L. M. ;

Introdução: O aconselhamento de pacientes requer uma comunicação clara e compreensível de um conteúdo cientificamente válido, estabelecendo, ao mesmo tempo, uma relação de confiança entre profissional e paciente¹. Isso porque, as habilidades comunicativas do fonoaudiólogo, as técnicas utilizadas para transmitir a informação, bem como a quantidade de informações apresentadas, influenciam no processo de retenção das orientações, aumentam a satisfação e a adesão do tratamento pelo paciente². A Avaliação de Aconselhamento Audiológico (ACE) é aplicada pelo professor em sessões de aconselhamento simulada como prática integrada no ensino das habilidades comunicativas e tem promovido resultados satisfatórios para discentes e docentes³. Objetivo: Relatar a experiência de estudantes de fonoaudiologia com o uso da simulação clínica no diagnóstico de perda auditiva, por meio da aplicação do ACE. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência de uma atividade com 34 estudantes do curso de Fonoaudiologia que cursaram disciplinas de audiologia, no 7º e 9º períodos, durante o primeiro semestre de 2021. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa sob o número CAAE 48782121.6.0000.5149. Inicialmente, os participantes assistiram ao vídeo de simulação de uma audiologista informando o diagnóstico de perda auditiva de uma criança aos familiares, por meio de duas abordagens: sob o modelo centrado na doença e no modelo centrado na pessoa. Posteriormente, eles responderam ao questionário ACE (English, traduzido com permissão por Resende, 2021) constituído de 21 questões fechadas, com respostas que variaram de nunca à sempre, e que nortearam a análise do atendimento simulado. As questões contemplam a preparação do audiologista para o atendimento, capacidade de transmitir o diagnóstico de forma clara e sensível, avaliar a compreensão e reação dos pais ou paciente e gerenciamento do tempo da consulta. Ao final, os estudantes participaram de uma sessão de debriefing remoto com o docente da disciplina e um pós-graduando, na plataforma Microsoft Teams. Resultados: Em geral, os estudantes ponderaram no ACE que em ambos os modelos de atenção, a audiologista mostra organização do ambiente, domínio do conteúdo e postura ética perante os pais, contudo, no modelo centrado na pessoa, observaram maior proximidade entre o profissional e familiares, preocupação com a reação e compreensão dos pais perante o diagnóstico audiológico, orientações claras sobre o acompanhamento, reabilitação auditiva e o uso de LIBRAS para o desenvolvimento da linguagem. Já no debriefing remoto, todos os participantes consideraram a atividade positiva, pois possibilitou a observação e reflexão sobre a importância da comunicação durante o diagnóstico de perda auditiva e, ainda, destacaram que a empatia é um atributo importante do Fonoaudiólogo. Conclusão: O uso da simulação permitiu compreender e identificar aspectos importantes em ambos os modelos, além da análise de suas práticas clínicas. Os estudantes avaliaram positivamente a utilização dessa estratégia de ensino para desenvolver e aprimorar as habilidades comunicativas em Audiologia.

1. Thomas, D., Beshir, S.A., Zachariah, S., Sundararaj K.G.S., Hamdy, H. Distance assessment of counselling skills using virtual patients during the COVID-19 pandemic.Pharmacy Education. 2020; 20(2):196-204.
2. Bastos, B.G.; Ferrari, D. V.; Geraldo, T. Orientação ao usuário de prótese auditiva: retenção da informação. Arquivos Int. Otorrinolaringologia. 2011; 15 (4):410-417.
3. English, K., Naeve-Velguth, S., Rall, E., Uyehara-Isono, J., & Pittman, A. Development of an instrument to evaluate audiologic counseling skills. Journal of the American Academy of Audiology. 2007; 18(8):675-87.
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Página(s): p.527
ISSN 1983-1793X
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OS ELEMENTOS MUSICAIS AVALIADOS NOS TESTES DE PERCEPÇÃO MUSICAL PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA: POR QUE PADRONIZAR OS TERMOS?
Simões, P.N. ; Lüders, D. ;

Introdução: Definições da música vão desde a arte de combinar sons, com características definidas, até a abordagem sócio histórica de um fenômeno cultural. O conceito de uma organização de sons com intenção de ser ouvida, entretanto, parece o mais adequado para fundamentar este trabalho, pois transmite a noção de que a música é produzida “para alguém” e, portanto, deveria ser acessível para todos, inclusive às pessoas com deficiência auditiva (DA). Contudo, apesar da possibilidade de amenizar os efeitos da perda auditiva com o uso de aparelhos de amplificação sonora individual ou de implantes cocleares, esses dispositivos não oferecem uma boa experiência musical, já que foram projetados, a priori, para a percepção e compreensão dos sons de fala. Ademais, o processamento da música envolve parâmetros complexos, que implicam numa gama de frequências, ritmos e timbres, próprios da produção musical.
Objetivo: Analisar os elementos musicais avaliados na testagem da percepção musical de pessoas com DA.
Metodologia: Dezesseis estudos observacionais, publicados entre 2002 e 2019, integraram uma revisão sistemática que examinou testes e protocolos para avaliação da percepção musical em pessoas com DA. Os dados referentes aos elementos musicais avaliados foram extraídos dos estudos que compararam os resultados de 804 deficientes auditivos com grupos controle de ouvintes normais.
Resultados: Pitch foi o elemento musical mais avaliado, seguido de ritmo, timbre, melodia e harmonia, cuja presença nos testes foi quase inexpressiva. Cada um dos elementos foi avaliado por meio de habilidades do processamento auditivos variadas, como detecção, percepção, reconhecimento, identificação e discriminação e houve, ainda, referência à discriminação de acordes, reconhecimento de canções, identificação de canções, discriminação de andamento, classificação de dissonância, classificação de emoção, escalas e memória incidental de melodias. Tais resultados apontam um abuso de linguagem tanto no que se refere à denominação dos parâmetros musicais quanto às habilidades auditivas avaliadas, com termos utilizados reiteradamente para mensurar um mesmo elemento ou no tratamento de termos que remetem a uma mesma ideia, mas que não são correspondentes entre si, como é o caso da falta de diferenciação entre fenômenos acústicos e efeitos estéticos da música. A denominação imprecisa dos termos nos testes pôde ser observada quando havia referência a canções ou a acordes num contexto em que o foco da avaliação era, objetivamente, a melodia e a harmonia. Ou, ainda, no caso da discriminação de instrumentos, cujo objetivo era a avaliação da percepção de timbre.
Conclusão: A heterogeneidade observada na denominação dos elementos musicais e das habilidades auditivas é uma circunstância que pode comprometer a construção de evidências na investigação da percepção musical de pessoas com DA. Ainda que pareça um preciosismo, e mesmo reconhecendo que a música é um estímulo desafiador, ressalta-se a importância da padronização dos termos nos testes e nos protocolos, a fim de garantir resultados consistentes para este público e promover discussões favoráveis a respeito da relação entre as pessoas com deficiência auditiva e o universo da música.

BROCKMEIER, S. J. et al. The music perception test: A novel battery for testing music perception of cochlear implant users. Cochlear Implants International, [s. l.], v. 12, n. 1, p. 10–20, 2011. Disponível em: https://doi.org/10.1179/146701010X12677899497236

GFELLER, Kate et al. Recognition of familiar melodies by adult cochlear implant recipients and normal-hearing adults. Cochlear Implants International, [s. l.], v. 3, n. 1, p. 29–53, 2002. Disponível em: https://doi.org/10.1179/cim.2002.3.1.29

SIMÕES, Pierangela Nota et al. Musical Perception Assessment of People With Hearing Impairment: A Systematic Review and Meta-Analysis. American Journal of Audiology, [s. l.], v. 30, n. 2, p. 458–473, 2021. Disponível em: https://doi.org/10.1044/2021_aja-20-00146

UYS, Marinda; VAN DIJK, Catherine. Development of a music perception test for adult hearing-aid users. The South African journal of communication disorders. Die Suid-Afrikaanse tydskrif vir Kommunikasieafwykings, [s. l.], v. 58, n. October, p. 19–47, 2011. Disponível em: https://doi.org/10.4102/sajcd.v58i1.38

ZIMMER, Victoria et al. Harmony perception in prelingually deaf, juvenile cochlear implant users. Frontiers in Neuroscience, [s. l.], v. 13, n. MAY, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.3389/fnins.2019.00466
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.459
ISSN 1983-1793X
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OTOTOXICIDADE CAUSADA POR CLOROQUINA E HIDROXICLOROQUINA: REVISÃO SISTEMÁTICA E META-ANÁLISE
José, M. R. ; Ortega, J. S. ; Lüders, D. ; Gonçalves, C. G. O. ; Zeigelboim, B. S. ; Corrêa, C. C. ; Taveira, K. V. M. ; Polanski, J. F. ; Santos, R. S. ; Araujo, C. M. ;

Introdução: A ototoxicidade ocorre devido a degeneração de estruturas cocleares e/ou vestibulares em consequência do uso de medicamentos ou exposição a substâncias químicas.(1) A cloroquina e hidroxicloroquina são medicamentos utilizados para o tratamento de malária,(2) artrite reumatóide (3) e lúpus eritematoso sistêmico,(4) os quais possuem metabolização e excreção de forma lenta e podem se acumular em órgãos e tecidos,(5) sendo um destes, o sistema auditivo. Objetivo: Revisar sistematicamente publicações científicas na literatura que abordam a relação entre alterações auditivas e o uso de cloroquina ou hidroxicloroquina. Metodologia: Estratégias de busca foram elaboradas utilizando os descritores cloroquina, hidroxicloroquina e audição, bem como palavras-chave relacionadas com estes descritores. As buscas foram realizadas nas bases de dados Embase, Lilacs, Pubmed/Medline, Scopus e Web of Science e para a literatura cinzenta nas fontes de informação ASHAWIRE, Google Scholar, Open Grey e Proquest Dissertation and Thesis, e verificadas as listas de referências. Como critérios de inclusão, os estudos deveriam ser observacionais ou intervencionais, ter realizado avaliação audiológica de modo instrumental/objetivo, em participantes que faziam uso da cloroquina ou hidroxicloroquina. Dois revisores independentes realizaram as fases 1 (leitura de títulos e resumos de todos os estudos encontrados) e 2 (leitura dos artigos na íntegra) para exclusão daqueles estudos que não obedeciam aos critérios de elegibilidade e extração dos dados. A qualidade metodológica dos artigos incluídos foi avaliada com a ferramenta Meta-Analysis of Statistics Assessment and Review Instrument e a certeza da evidência por meio do Grading of Recommendations, Assessment, Development and Evaluation (GRADE), ambas realizadas independentemente por dois revisores. Um método de meta-análise de efeitos aleatórios foi realizado, com o peso dos estudos ponderados pelo método Mantel-Haenszel. Resultados: Encontrou-se um total de 1.372 artigos após exclusão das referências duplicadas, dos quais 17 foram incluídos na análise qualitativa e cinco na análise quantitativa (dividindo a análise de acordo com as doenças de base da amostra e diagnosticados com perda auditiva que faziam uso da medicação na mesma proporção que os indivíduos diagnosticados sem perda auditiva). A razão de chance para os dois subgrupos avaliados não demonstrou significância, não havendo heterogeneidade entre os efeitos observados entre as diferentes doenças de base (I2 = 0%), com a estimativa global estimada em uma chance de 0.76 [CI95% = 0.41 – 1.39; p > 0.05]. Embora houve a inclusão de estudos com amostras de doença de base diferentes, a heterogeneidade observada na análise foi baixa e o intervalo de predição se manteve próximo ao estimado pelo intervalo de confiança. O risco de viés foi julgado como alto em cinco estudos, moderado em seis estudos e baixo em seis estudos. A certeza das evidências foi considerada muito baixa, devido ao risco de viés, evidência indireta e imprecisão. Conclusão: De acordo com os resultados encontrados no presente estudo, sugere-se que o uso da cloroquina ou hidroxicloroquina não está associado com as alterações auditivas, uma vez que foi observada a mesma razão de chance entre apresentar ou não a perda auditiva nos participantes expostos a estes medicamentos.

1. Arslan E, Orzan E, Santarelli R. Global problem of drug‐induced hearing loss. Annals of the New York Academy of Sciences. 1999;884(1):1-14.
2. Subramaniam V, Vaswani RV. Assessment of short term chloroquine-induced ototoxicity in malaria patients. Global J Med Res. 2015;15:14-7.
3. Macias-Reyes H, Duran-Barragan S, Cardenas-Contreras CR, Chavez-Martin CG, Gomez-Banuelos E, Navarro-Hernandez RE, et al. Sensorineural hearing impairment and subclinical atherosclerosis in rheumatoid arthritis patients without traditional cardiovascular risk factors. Archives of rheumatology. 2016;31(3):208.
4. Polanski JF, Tanaka EA, Barros H, Chuchene AG, Miguel PTG, Skare TL. Chloroquine, Hydroxychloroquine and Hearing Loss: A Study in Systemic Lupus Erythematosus Patients. Laryngoscope. 2021;131(3):E957-E60.
5. Schrezenmeier E, Dörner T. Mechanisms of action of hydroxychloroquine and chloroquine: implications for rheumatology. Nature Reviews Rheumatology. 2020;16(3):155-66.
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Página(s): p.529
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PADRONIZAÇÃO DO TESTE COLT (CLICK ORDERING LATERALIZATION TEST)
Schochat, E. ; Colette, E. D. ;

Introdução: O processamento auditivo (PA) pode ser definido, de forma geral, como a
eficiência e efetividade com que o sistema nervoso auditivo central faz uso das informações
auditivas. Dentre os processos auditivos centrais estão: a localização, lateralização,
discriminação de sons, entre outras habilidades auditivas. A lateralização é um processo
altamente complexo e essencial para a relação do individuo com o ambiente ao redor. Para
avaliar essa habilidade em especial, Musiek e Schochat desenvolveram o Teste COLT (Click
Ordering Lateralization Test), com o objetivo de verificar o limiar, em milissegundos, necessário
para que o Sistema Nervoso Auditivo Central (SNAC) seja capaz de realizar a localização
sonora. O teste é composto por quatro faixas, com 54 itens cada e 9 intervalos de separação
(0, 60, 90, 120, 150, 170, 190, 210 e 230 milissegundos) para apresentação dos estímulos em
cada orelha. Os estímulos são não-verbais (tone bursts) apresentados 50dBNS e sujeito
avaliado deve referir a orelha na qual escutou primeiro o estímulo. Objetivo: O objetivo do
presente estudo foi determinar um padrão de normalidade, para adultos normais, do teste
COLT. Método: Estudo descritivo, transversal e observacional, aprovado pela Comissão de
Ética em Pesquisa, sob o parecer n° 34394820.7.0000.0068. Participaram desta pesquisa 62
voluntários, de ambos os sexos, entre 18 e 40 anos de idade. Foram incluídos 58 sujeitos sem
queixas auditivas, os quais não apresentaram alterações na avaliação audiológica básica e no
Teste Dicótico de Dígitos (TDD), teste utilizado para verificar a normalidade do PA. Os
participantes foram submetidos a duas faixas do COLT (faixas 1 e 2), divididos de maneira
igual e randômica em dois grupos: Grupo A (início pela OD/faixa 1) e Grupo B (início pela
OE/faixa 2). O COLT foi previamente explicado e demonstrado através da faixa-treino. A
análise estatística foi realizada por meio do teste não paramétrico de Mann-Whitney, com nível
de significância de 5%. Resultados: Na análise entre os intervalos, houve diferença
estatisticamente significante para 120ms (p=0,016145) e 230ms (p=0,001206). Não foram observadas diferenças significantes (faixa 1: p=0,610; faixa
2: p=0,162) entre os grupos A e B, considerando o desempenho nas faixas 1 e 2. Na
comparação entre os sexos houve diferença na faixa 1 (p=0,044) com melhor desempenho dos
homens. Por fim, o menor limiar passível de discriminação pelo SNAC foi de 170
milissegundos, após o estímulo binaural (99%) com média de acerto de 99,42% para ambas as
faixas. Conclusão: O padrão de normalidade para o teste COLT é de 95% para ambas as
orelhas, além disso, é uma ferramenta que consegue avaliar a habilidade auditiva de
lateralização, sendo promissora para o uso em âmbito clínico. Assim, o próximo passo é
verificar a confiabilidade do teste COLT, através do teste e reteste e, posteriormente, realizar
pesquisas com o teste na população pediátrica, dividida em faixas etárias, e em indivíduos com
Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC).

1. BARAN, J. A.; MUSIEK, F. E. Avaliação Comportamental do Sistema Nervoso Auditivo Central. [S. l.: s. n.], 2011.
2. MIDDLEBROOKS, John C. The Human Auditory System: Sound Locali-zation. [S. l.: s. n.], 2015.
3. NORTHERN, Jerry L.; DOWNS, Marion P. Audição na Infância. [S. l.: s. n.], 2005.
4. MUSIEK, Frank E.; CHERMAK, Gail D. Handbook of Central Auditory Processing Disorder. 2. ed. [S. l.: s. n.], 2014. v. 1.
5. WERNER, Lynne; FAY, Richard R.; POPPER, Arthur N. Human Auditory Development. [S. l.]: Springer, 2012.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.561
ISSN 1983-1793X
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PADRONIZAÇÃO DO TESTE COLT (CLICK ORDERING LATERALIZATION TEST): TESTE-RETESTE
Ferreira, G. D. ; Schochat, E. ;

Introdução: O Sistema Nervoso Auditivo Central (SNAC) é responsável por diversos fenômenos comportamentais e, dentre eles, a localização e lateralização sonora. Estas habilidades são essenciais para orientação no meio e para reagir rapidamente aos estímulos, de forma a focalizar em sons importantes e discriminá-los do ruído ambiente. Com isso, faz-se necessário um instrumento que avalie de forma mais eficiente a localização sonora, excluindo o componente linguístico, o qual está sujeito à capacidade cognitiva e escolaridade do indivíduo a ser avaliado. Partindo disto, Musiek e Schochat desenvolveram o Teste COLT (Click Ordering Lateralization Test), com o objetivo de verificar o limiar, em milissegundos, necessário para que o SNAC seja capaz de realizar a localização sonora. O Teste COLT é composto por quatro listas, com 54 itens e 9 intervalos de separação (0, 60, 90, 120, 150, 170, 190, 210 e 230 milissegundos) para apresentação dos estímulos em cada orelha. Os estímulos consistem em tone bursts, apresentados a uma intensidade de 50dBNS, e o sujeito avaliado deve referir a orelha na qual escutou primeiro o estímulo. Objetivo: Determinar a confiabilidade, por meio do teste-reteste, em adultos normo ouvintes, para o COLT. Método: Estudo descritivo, transversal e observacional, aprovado pela Comissão de Ética em Pesquisa, sob o parecer n° 34394820.7.0000.0068. Participaram desta pesquisa 62 voluntários, de ambos os sexos, entre 18 e 40 anos de idade. Foram incluídos 58 sujeitos sem queixas auditivas e que não apresentaram alterações na avaliação audiológica básica e no Teste Dicótico de Dígitos, que foi o teste utilizado para verificar a normalidade do Processamento Auditivo (PA). Assim, os participantes foram submetidos a duas faixas do COLT (faixas 1 e 2), e divididos igual e randomicamente em dois grupos: Grupo A (início pela OD/faixa 1) e Grupo B (início pela OE/faixa 2). O COLT foi previamente explicado e demonstrado através da faixa-treino, e de 20 a 40 dias após a primeira aplicação, os sujeitos retornaram ao serviço para reteste. A análise estatística foi realizada por meio do teste não paramétrico de Mann-Whitney, com nível de significância de 5%. Resultados: Na comparação entre o teste e reteste das faixas do COLT, não houve diferenças estatisticamente significativas (faixa 1: p=0,653; faixa 2: p=0,186). Na análise entre os grupos A e B, considerando o desempenho nas faixas 1 e 2, tanto no teste como no reteste, da mesma forma não foram observadas diferenças (faixa 1: p=0,610, teste e p=0,722, reteste; faixa 2: p=0,162, teste e p=0,087, reteste). Por fim, na comparação entre os sexos houve diferença entre o teste da faixa 1 (p=0,044) e reteste da faixa 2 (p=0,043), nas duas com melhor desempenho dos homens. Conclusão: Não houve diferença estatisticamente significativa entre o teste e o reteste, indicando que o Teste COLT é confiável e pode ser integrado à bateria de testes comportamentais que avaliam o PA. Assim, o próximo passo é realizar pesquisas com o teste na população pediátrica, dividida em faixas etárias, e em indivíduos com Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC).

1. BARAN, J. A.; MUSIEK, Frank E. Avaliação Comportamental do Sistema Nervoso Auditivo Central. In: Perspectivas atuais em avaliação auditiva. [s.l.: s.n.], 2001.
2. FERREIRA, Geise Corrêa; COSTA, Maristela Julio. Variabilidade do teste dicótico de sentenças no teste e reteste de adultos normo-ouvintes. CoDAS, v. 32, n. 3, 2020.
3. KAPLAN, Harriet; GLADSTONE, Vic; LLOYD, Lyle L. Audiometric Interpretation: A Manual of Basic Audiometry. [s.l.]: Allyn & Bacon, 1978.
4. PEREIRA, Liliane Desgualdo; SCHOCHAT, Eliane. Processamento auditivo central: manual de avaliação. São Paulo: [s.n.], 1997.
5. SANTOS, F. M. C.; PEREIRA, L. D. Escuta com dígitos. In: Pereira LD, Schochat E. Processamento auditivo central: manual de avaliação. Lovise, São Paulo, p. 147­-150, 1997.
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Página(s): p.471
ISSN 1983-1793X
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PERCEPÇÃO DA FALA, LINGUAGEM ORAL E QUALIDADE DE VIDA EM INDIVÍDUOS COM SÍNDROMES GENÉTICAS USUÁRIOS DE IMPLANTE COCLEAR
Mendes, K.C.B. ; Alvarenga, K.F. ; Lourençone, L.F.M. ; Fukushiro,A.P. ;

Introdução: sabemos que o implante coclear proporciona o desenvolvimento da percepção da fala e linguagem oral para indivíduos com deficiência auditiva, trazendo melhor qualidade de vida, todavia na literatura existem poucos estudos que revelam o impacto desse dispositivo para indivíduos que apresentam síndrome genética associada à deficiência auditiva. Assim, é necessário o desenvolvimento de novos estudos para proporcionar melhor entendimento do impacto da utilização desse dispositivo nessa população específica. Objetivo: caracterizar o desenvolvimento da percepção da fala e da linguagem oral de indivíduos com síndromes genéticas usuários de implante coclear, verificar o impacto desse dispositivo na qualidade de vida, na perspectiva do indivíduo adulto, na família das crianças; e analisar a correlação entre a idade na cirurgia e o tempo de uso do dispositivo com a percepção da fala e linguagem oral, de acordo com a síndrome genética. Metodologia: a pesquisa teve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) em Seres Humanos da Instituição, CAAE: 02881918.6.0000.5441, parecer nº 3.046.495. Foi um estudo longitudinal com dados retrospectivos de prontuário quanto à análise da percepção da fala e linguagem oral, por meio de teste de percepção de fala, categorias de audição e de linguagem. E também transversal prospectivo quanto à análise da qualidade de vida, por meio dos questionários Children with cochlear implants: parental perspectives e Nijmegen Cochlear Implantation Questionnaire. Casuística de 30 indivíduos, distribuídos entre 9 síndromes genéticas com deficiência auditiva bilateral sensorioneural de grau severo a profundo, sendo 22 do sexo masculino e 8 do feminino, com várias faixas etárias, usuários de implante unilateral e bilateral. Resultados: houve variabilidade de resultados de percepção da fala e linguagem oral, principalmente na presença de limitações sensoriais e cognitivas, conforme as características de cada síndrome. A idade na cirurgia após a manifestação da deficiência auditiva, para a maioria dos participantes foi precoce, bem como o tempo de uso do dispositivo satisfatório. Para a síndrome de Waardenburg não houve diferença significante entre a idade na cirurgia do implante nas variáveis percepção da fala e linguagem oral, mas observou-se significância entre a idade e o tempo de uso do implante. Referente à qualidade de vida, a influência do implante apresentou impacto variável, porém eficaz, com destaque para os domínios de relação social, autonomia/autoconfiança e funcionalidade, no questionário aplicado aos pais, e nos subdomínios percepção básica de sons, percepção avançada dos sons, produção de fala e autoestima, no questionário dos adultos. Conclusão: o desenvolvimento da percepção da fala e da linguagem oral dos indivíduos com síndromes genéticas, usuários de implante, mostraram-se satisfatórios naqueles sem limitações motoras, sensoriais e cognitivas. Especificamente na síndrome de Waardenburg, a idade na cirurgia não interferiu nas variáveis percepção da fala e linguagem oral, mas o tempo de uso foi determinante. Nas demais, constatou-se variabilidade na percepção da fala, linguagem oral, idade na cirurgia e tempo de uso do dispositivo nos indivíduos com deficiência auditiva de ocorrência peri e pós-lingual. O implante coclear é considerado método eficaz de habilitação/reabilitação auditiva e proporciona melhor qualidade de vida aos usuários com síndromes genéticas.

DUNN, C. C. et al. Longitudinal speech perception and language performance in pediatric cochlear implant users: the effect of FORTUNATO-TAVARES, T. et al. Crianças com implante coclear: habilidades comunicativas e qualidade de vida. Braz J Otorhinolaryngol, São Paulo, v. 78, n. 1, p. 15-25, fev. 2012.age at implantation. Ear Hear, Baltimore, v. 35, n. 2, p. 148-160, Mar./Apr. 2014.
MORET, A. L. M. Percepção auditiva da fala em crianças e adolescentes com implante coclear bilateral sequencial. 2016. 80 p. Tese (Livre-Docência em Fonoaudiologia) – Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, Bauru, SP, 2016.
SIAGH, R. F. S. Crianças usuárias de implante coclear com atraso do desenvolvimento da percepção auditiva da fala: análise dos fatores que influenciam o desempenho. 2018. Tese (Doutorado em Fonoaudiologia) - Faculdade de Odontologia de Bauru, Universidade de São Paulo, Bauru, SP, 2018.
WARNER-CZYZ, A. D. et al. Health related quality of life in children and adolescents who use cochlear implants. Int J Pediatr Otorhinolaryngol, Amsterdam, v. 75, n. 1, p. 95-105, 2011.


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Página(s): p.492
ISSN 1983-1793X
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PERCEPÇÃO DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE SANTA MARIA/RS ACERCA DE AÇÕES DE EDUCAÇÃO CONTINUADA SOBRE SAÚDE E ALTERAÇÕES AUDITIVAS NA POPULAÇÃO ADULTA E IDOSA
Streit, G. C. de S. ; Nascimento, R. N. do ; Thomazi, A. B. de O. ; Patatt, F. S. A. ;

Introdução: Sabe-se que alterações auditivas podem acarretar no afastamento do sujeito do seu meio social e familiar, além de potencializar o declínio cognitivo e causar ou agravar quadros de depressão. Visto que o Agente Comunitário de Saúde (ACS) é a porta de entrada do usuário ao Serviço de Saúde Pública, torna-se imprescindível a capacitação destes profissionais para promover maior conhecimento e segurança e, com isso, darem o suporte que a comunidade necessita. Portanto, é importante entender a percepção destes profissionais para identificar possíveis lacunas e a necessidade de melhorias na abordagem das ações de educação continuada. Objetivo: Analisar a percepção de ACS do município de Santa Maria/RS acerca de ações de educação continuada sobre saúde e alterações auditivas na população adulta e idosa. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal, sendo os dados oriundos de um projeto de extensão e pesquisa aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob nº 4.847.070. Fizeram parte da amostra 59 ACS do município de Santa Maria (RS). A coleta dos dados foi realizada por meio da aplicação de um formulário elaborado na plataforma Google Forms, contendo três questões sobre a percepção dos participantes acerca das ações educativas realizadas em formato remoto, via Google Meet, sobre os temas: audição, saúde e alterações auditivas, organização do Serviço de Atenção à Saúde Auditiva (SASA), uso e higienização das próteses auditivas e importância do retorno dos usuários ao SASA. As referidas questões foram apresentadas oralmente um dos pesquisadores. Dentre estas, duas foram propostas na forma de escala psicométrica, que variaram de um a cinco, adotando-se um para “pouco” e cinco para “muito”. A primeira questão mensurou a validade das ações educativas para a atuação dos profissionais e a segunda, o quanto de conhecimento as mesmas lhes trouxeram. A terceira questão foi apresentada em forma de múltipla escolha com o objetivo de verificar, na percepção dos participantes, quais temas os mesmos adquiriram maior conhecimento. O link de acesso ao formulário foi disponibilizado via chat da plataforma na qual as ações foram realizadas. Os dados compilados foram acessados pelos pesquisadores imediatamente após o envio das respostas, a partir da qual procedeu-se a análise, sendo os dados tratados de forma descritiva. Resultados: Dos 59 ACS que fizeram parte da amostra, 88,1% deles (n=52) acreditam que as ações educativas foram muito válidas para sua atuação profissional, assinalando o valor cinco, enquanto 10,2% (n=6) assinalaram quatro na escala e 1,2% (n=1) assinalou o valor três. Com relação ao quanto de conhecimento os profissionais consideraram ter adquirido após as ações, 59,3% (n=35) assinalaram cinco na escala, correspondendo a muito conhecimento adquirido, 39% (n=23) optaram pelo valor quatro e 1,7% (n=1) assinalaram três. Por fim, os temas que os profissionais julgaram ter adquirido maior conhecimento foram “uso e higienização das próteses auditivas” e “importância do retorno dos usuários ao SASA”. Conclusão: Constatou-se que os ACS que participaram do presente estudo consideraram as ações muito válidas para sua atuação profissional, bem como, demonstraram ter adquirido conhecimento satisfatório após as ações educativas.

ALVARENGA, Kátia Freitas et al. Proposta para capacitação de agentes comunitários de saúde em saúde auditiv. Pró-Fono Revista de Atualização Científica [online]. 2008, v. 20, n. 3 [Acessado 22 Agosto 2021] , pp. 171-176.

ANDRADE, Analise et al. Capacitação sobre saúde auditiva para agentes comunitários de saúde: uma avaliação de sua efetividade. Revista Aten. Saúde, São Caetano do Sul, v. 18, n. 63, p. 52-64, jan./mar., 2020.

BOÉCHAT, Edilene Marchini; RUSSO, Ieda Chaves Pacheco; ALMEIDA, Kátia. Reabilitação do adulto deficiente auditivo. In: ALMEIDA, Kátia; IÓRIO, Maria Cecília Martinelli. Próteses auditivas: fundamentos teóricos e aplicações clínicas. 2ª ed. São Paulo: Lovise; 2003. p. 437-46.

MARTINES, Wania Regina Vieira; CHAVES, Eliane Corrêa. Vulnerabilidade e sofrimento no trabalho do agente comunitário de saúde no programa de saúde da família. Revista Escola de Enfermagem USP, v. 41, n. 3, p. 426-433, 2007.

TEIXEIRA, Adriane Ribeiro; ALMEIDA, Luciane Gomes; JOTZ, Geraldo Pereira; DE BARBA, Marion Cristine. Qualidade de vida de adultos e idosos pós adaptação de próteses auditivas. Rev. soc. bras. fonoaudiol. [online]. 2008, vol. 13, n. 4, pp. 357-361.
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Página(s): p.551
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PERCEPÇÃO DE RUÍDO POR ALUNOS DE UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA DE SÃO PAULO DURANTE AS ATIVIDADES REMOTAS DE ENSINO
Inocêncio, LM; ; Lima, CC; ; Fiorini, AC ;

Introdução. O ruído ambiental, também conhecido como poluição sonora, representa riscos à saúde da população. Apesar dos efeitos auditivos da exposição serem enfatizados na maioria dos estudos, existem evidências científicas de que o ruído pode ocasionar diferentes respostas fisiológicas e psicológicas, de forma direta ou indireta. Soundscape ou Paisagem Sonora é uma área de pesquisa sobre o ambiente acústico em geral, com ênfase nos fenômenos perceptivos em que o indivíduo e/ou a sociedade estão inseridos. A pandemia de coronavírus (SARS-2, Covid19), mudou o mundo dramaticamente, sendo possível observar que muitas atividades laborativas e educacionais passaram a ser realizadas na modalidade remota, principalmente realizadas em ambientes de moradia. Objetivo. Avaliar a percepção de ruído por alunos de uma Universidade Pública de São Paulo durante as atividades remotas de ensino. Método. Estudo transversal de inquérito aprovado no Comitê de ética sob o número 0494/2021. A amostra foi constituída por 124 estudantes de graduação de cursos na área da saúde. O procedimento incluiu aplicação de questionário online para avaliar as percepções do ruído ambiental durante as atividades acadêmicas remotas e as queixas de saúde. Resultados. A amostra teve predominância do sexo feminino (84,7%), média de idade de 22,8 anos (desvio padrão de 4,4) e a maioria residente do município de São Paulo (66,4%). Quanto aos aspectos que desagradam no local de moradia, metade da amostra (n=62 – 50%) indicou o barulho. A média de horas por dia de atividades remotas de ensino foi de 6,8h/dia, dentre os que só estudam, e 5,7h/dia, dentre os que trabalham e estudam. Do total, 78,2% (n=97) relataram que “sempre” ou “quase sempre” escutam barulhos em casa e 113 (91,1%) reconhecem que o mesmo atrapalha. O período do dia apontado como pior foi das 7h às 19h (66,90%). As principais fontes de ruído foram barulhos de vizinhos (n=87, 70,2 %), tráfego de veículos e latidos e/ou barulho de animais domésticos (n= 86, 69,4%). Quanto ao tipo de moradia, os residentes em apartamentos apresentam maiores queixas de barulhos provenientes de animais e barulhos de conversas, quando comparados aos que habitam em casas. Distração (n=92 – 74,4%), falta de eficiência no trabalho e/ou estudo (n=79 – 63,7%), prejuízo no raciocínio n=78 – 62,9%) e estresse (n=74 – 59,7%) foram os efeitos causados pelo ruído no dia-dia mais citados. Na escala de 1 a 10 sobre o nível de perturbação ou irritabilidade com ruído, 61 estudantes (49,2%) apontaram valores iguais ou superiores a 7. Conclusão. Os estudantes se incomodam muito com o ruído e citaram muitos efeitos negativos que prejudicam o desempenho durante as atividades de ensino.

AMOATEY, Patrick e colab. Exposure assessment to road traffic noise levels and health effects in an arid urban area. Environmental Science and Pollution Research, v. 27, n. 28, p. 35051–35064, 25 Out 2020. Disponível em:
.
DZHAMBOV, A.M.; Lercher, P.; Stoyanov, D.; Petrova, N.; Novakov, S.; Dimitrova, D.D. University Students’ Self-Rated Health in Relation to Perceived Acoustic Environment during the COVID-19 Home Quarantine. Int. J. Environ. Res. Public Health 2021, 18, 2538. https://doi.org/10.3390/ijerph18052538
HAMMERSEN F., Niemann H., Hoebel J. Environmental noise annoyance and mental health in adults: Findings from the cross-sectional German Health Update (GEDA) Study 2012. Int. J. Environ. Res. Public Health. 2016;13:954.
KAWAKITA, Cristina Yukari. Medição do ruído de tráfego na rodovia SP 270 e avaliação da satisfação quanto ao conforto acústico de seus moradores. 2008. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Construção Civil e Urbana) - Escola Politécnica, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008. doi:10.11606/D.3.2008.tde-30052008-105650.
KJELLBERG et al., 1996. The effects of nonphysical noise characteristics, ongoing task and noise sensitivity on annoyance and distraction due to noise at work Journal of Environmental Psychology (1996) 16, 123–136.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.641
ISSN 1983-1793X
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PERCEPÇÃO DE SINTOMAS VOCAIS E DAS HABILIDADES AUDITIVAS EM CRIANÇAS COM DISFONIA COMPORTAMENTAL - ACHADOS PRELIMINARES
LEMOS, A. C. P. ; CONSTANTINI, A. C. ; TANAKA, T. N. ; MAUNSELL, R. C. K. ; AMARAL, M. I. R. ;

Introdução: Estudos apontam que pessoas com disfonia podem apresentar alteração no processamento auditivo central (PAC), com ênfase para as habilidades auditivas temporais. Tais habilidades possibilitam a decodificação de traços acústicos da fala importantes para a percepção de aspectos suprassegmentais do discurso e o automonitoramento vocal. Os questionários/checklists têm sido recomendados pelos guidelines como instrumentos de triagem, de fácil aplicação e baixo custo, que permitem compreender o comportamento auditivo das crianças e a impressão que os pais têm em relação à autopercepção dos filhos e auxiliam na detecção precoce do Transtorno do Processamento Auditivo (TPAC). Objetivo: Descrever o desempenho de crianças com disfonia comportamental entre os 6 e 10 anos no Questionário de Autopercepção do Processamento Auditivo Central (QAPAC) e no Questionário de Sintomas Vocais Pediátrico (QSV-P). Método: Estudo quantitativo, descritivo, prospectivo e de corte transversal, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (#4.734.688). Os critérios de inclusão foram: falantes nativos do português, diagnóstico fonoaudiológico e otorrinolaringológico confirmado de disfonia comportamental sem processo de reabilitação iniciado, desempenho escolar adequado para a idade e ausência de histórico de otite. Os procedimentos aplicados foram: avaliação audiológica básica, avaliação fonoaudiológica da qualidade vocal por meio de autopercepção (Questionário de Sintomas Vocais Pediátrico – QSV-P na versão criança e versão parental), avaliação otorrinolaringológica dos aspectos laríngeos, e Questionário de autopercepção das habilidades auditivas (QAPAC) inserido na plataforma do programa de triagem das habilidades auditivas - Audbility – versão respondida pela criança e versão dos pais. No QSV-P, escores alterados (acima de 7,6 na versão autoavaliação e acima de 2,1 na versão parental) indicam maior frequência de sintomas vocais e, portanto, alteração vocal. No QAPAC, escores abaixo de 45 pontos indicam risco para o TPAC e necessidade de encaminhamento para avaliação diagnóstica. Resultados: Participaram 7 crianças, sendo 2 meninas e 5 meninos. Todos os participantes apresentaram escore alterado no QSVP, considerando tanto a autoavaliação (média 14,88+8,99) quanto a versão parental (11,57+10,97). A média do escore do QAPAC foi de 45,14+9,44 para a autoavaliação e 44,57+9,36 para a versão parental. Quatro das sete crianças (57,14%) foram classificadas como risco para ocorrência do TPAC em pelo menos uma versão do QAPAC. Dessas quatro crianças, duas obtiveram a pontuação abaixo do corte de risco em ambas as versões aplicadas- autoavaliação e pais, sendo que também foram os participantes com os maiores escores na autoavaliação pelo QSV-P. Conclusão: Comparando os desempenhos da amostra dos questionários estudados, foi possível observar risco do Transtorno do Processamento Auditivo (TPAC) em metade das crianças com alteração vocal. Na versão de autoavaliação, observou-se maior risco nas crianças com maior (pior) percepção de sintomas vocais.

CARVALHO, N.G., AMARAL M.I.R.; COLELLA-SANTOS, M.F. AudBility: Effectiveness of an online central auditory
processing screening program. PLoS One. v. 16, n.8, ago., p. 1-12, 2021.

CONSELHO FEDERAL DE FONOAUDIOLOGIA. Guia de Orientação - Avaliação e Intervenção no Processamento
Auditivo Central. Brasília, p. 19-24, 2020.

RAMOS, J.S.; FENIMAN, M.R.; GIELOW, I.; SILVERIO, K.C.A. Correlation between Voice and Auditory Processing.
Journal of voice. v. 32, n. 6, p. 25-36, set. 2017.

RIBEIRO, L.L.; VERDUYCKT, I.; BEHLAU, M. Sintomas vocais na população pediátrica: Validação da versão brasileira
do Questionário de Sintomas Vocais Pediátrico. Rev CoDAS. v. 31, n. 5, p. 1-13, 2019.

SOUZA, I.M.P.; CARVALHO, N.G.; PLOTEGHER, S.D.C.B.; COLELLA-SANTOS, M.F.; AMARAL, M.I.R. Triagem do
processamento auditivo central: contribuições do uso combinado de questionário e tarefas auditivas. Audiol., Commun. Res.
São Paulo, v. 23, 2021, 2018.
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Página(s): p.445
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PERDA AUDITIVA ASSOCIADA AO ENVELHECIMENTO E AMBIENTE DE TRABALHO
SANCHES, J. F. ; GARRIDO, S. R. T. ; MATOS, L. S. ; SOARES, A. C. M. ; LOPES, A. C. ;

No Brasil, estudos populacionais sobre audição ilustram com frequência a perda auditiva pelo envelhecimento (por ser configurada como uma das razões mais frequentes de deficiência auditiva adquirida), junto a causas relacionadas ao trabalho, morbidades associadas (otite média, diabetes, hipertensão, reumatismo, depressão) e o uso de medicamentos, como motivos desencadeantes da perda auditiva. Ainda assim, há um consenso, na atualidade, segundo o qual a perda auditiva pelo envelhecimento vem sendo considerada como um desfecho de etiologia multifatorial, sendo alguns fatores a socioacusia, fatores exógenos e endógenos, como ruído não-ocupacional e dieta inadequada; nosoacusia; drogas ototóxicas, inflamações e doenças sistêmicas. Dessa forma, estudos na área da audição relacionada ao envelhecimento e comorbidades torna-se relevante, possibilitando a intervenção precoce em pacientes com risco de perda auditiva. Objetivo: identificar as alterações na audição de idosos e associá-las as comorbidades, assim como ao ambiente de trabalho pregresso. Método: Estudo retrospectivo, com consulta ao banco de dados de um serviço público de saúde auditiva e aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE: 46887421.1.0000.5417). Foram analisados dados demográficos, queixa/motivo da consulta, otoscopia, dados referentes ao diagnóstico audiológico, equilíbrio, condições de saúde geral, comorbidades como diabetes, a hipertensão arterial sistêmica, uso de medicamentos com grau de ototoxicidade, exposição à agentes insalubres no ambiente de trabalho, zumbido, bem como a procedência e encaminhamentos. A amostra foi composta por 120 prontuários, analisados em 2021. Resultados Parciais: os dados foram classificados por grupos de faixas etárias com e sem exposição ao ruído ocupacional. O G1 foi composto por 72 prontuários que apresentaram, na entrevista, risco químico ou físico no ambiente de trabalho, enquanto o G2, foi composto por 48 prontuários que não tiveram exposição a estes riscos no ambiente de trabalho. Os resultados da ATL foram analisados em relação ao tipo, grau, configuração e lateralidade da perda auditiva e classificados de acordo com a OMS, 2020. A associação das comorbidades, como diabetes, Hipertensão Arterial Sistêmica, uso de medicamentos com grau de ototoxicidade e presença de zumbido também foram analisadas entre os grupos. A análise parcial dos resultados evidenciou limiares auditivos mais comprometidos no G1, sendo as comorbidades mais presentes nestes pacientes a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), Diabetes mellitus (DM) e a presença de zumbido. Considerações finais: Embora com resultados parciais, este estudo permitiu ampliar as evidências na identificação precoce de alterações na saúde e qualidade de vida de idosos. Estas informações podem ser utilizadas nos programas de assistência na atenção primária à saúde (APS), possibilitando o diagnóstico precoce da perda auditiva.

CRUZ, M. S. et. al. Prevalência de deficiência auditiva referida e causas atribuídas: um estudo de base populacional. Cad.SaúdePública, Rio de Janeiro, p. 1124, mai. 2009. Disponível em: https://www.scielosp.org/pdf/csp/2009.v25n5/1123-1131/pt. Acesso em: 2 mar. 2021.
Lopes A. C., Munhoz G. S., Bozza A. Audiometria Tonal Limiar e de Altas Frequências. In: Boéchat EM, Menezes PL, Couto CM, Frizzo ACF, Scharlach RC, Anastasio ART. Tratado de Audiologia. Rio de Janeiro: Santos; 2015. p. 57-67.
VERAS, R. P.; MATTOS, L. C. Audiologia do envelhecimento: revisão da literatura e perspectivas atuais. RevBrasOtorrinolaringol, São Paulo, v. 73, n. 1, p. 132, Jan./Feb. 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-72992007000100021&script=sci_arttext. Acesso em: 3 mar. 2021.
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Página(s): p.457
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PERDA AUDITIVA E PROGRESSÃO DA FRAGILIDADE EM IDOSOS EM CONTEXTO DE VULNERABILIDADE SOCIAL
Costa-Guarisco, L.P.C ; Silva, E.V.Z.N ; Zazzetta, M.S. ; Orlandi, F. S. ; Pavarini, S. C. I. ; Cominetti, M. R. ; Jesus, I. T. M. ; Gomes, G. A. O. ; Gratão, A. C. M. ; Campos, R. D. S. ;

De acordo com a literatura recente, problemas de audição podem estar associados à fragilidade, sugerindo que a deficiência auditiva acelera sua progressão. A fragilidade é definida como uma síndrome clínica baseada na incapacidade do corpo de responder adequadamente a fatores de estresse, devido a multideficiências e diminuição das reservas fisiológicas. O efeito da perda de reserva fisiológica associada à fragilidade pode ser minimizado com apoio social, no entanto, problemas de comunicação devido a deficiência auditiva podem restringir o engajamento social e, assim, o apoio social . Um maior conhecimento por parte dos profissionais da saúde acerca do processo de fragilidade e os principais determinantes para transição entre seus níveis possibilitaria ações preventivas e de reabilitação. Entende-se que é importante investigar a relação entre perda auditiva e a progressão da fragilidade para determinar se a prevenção e o tratamento da deficiência auditiva poderiam minimizar as consequências da fragilidade no indivíduo idoso. O objetivo deste estudo foi verificar se a perda auditiva está relacionada à progressão da fragilidade em idosos. Desenvolveu-se uma pesquisa longitudinal, aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, com 345 idosos avaliados em 2015 e 223 reavaliados em 2017, compondo duas coortes: coorte 1, de indivíduos não frágeis e coorte 2, de indivíduos pré-frágeis no estudo basal. Comparou-se os resultados da fragilidade entre 2015 e 2017 para verificar a progressão da fragilidade. 68 idosos foram excluídos por serem frágeis em 2015. A fragilidade foi avaliada por meio do fenótipo de fried e a audição foi avaliada por meio de uma pergunta única (“O senhor já possui alguma dificuldade auditiva?”) e pelo questionário Hearing Handicap Inventory for the Elderly - Screening version (HHIE-S), para mensurar a restrição na participação auditiva. Também foram coletados dados sóciodemograficos e de saúde, rastreio cognitivo e de sintomas depressivos da população estudada. Utilizou-se regressão logística para verificar associação entre audição e progressão da fragilidade. Resultados: 17% pioraram a fragilidade em dois anos. As coortes se diferenciavam quanto ao sexo, idade e progressão da fragilidade, sendo que a coorte 1 reuniu idosos mais jovens (p<0,001), mulheres (p<0,008) e com mais casos de progressão da fragilidade (p<0,000). Demais características de saúde não se mostraram diferentes na composição das cortes. As variáveis sociodemográficas, saúde, cognição, depressão e audição foram estudadas em cada coorte, segundo a progressão da fragilidade. Não houve nenhum fator relacionado à progressão da fragilidade na coorte 1. No entanto, dentre os indivíduos da coorte 2, a idade, presença de comorbidade e restrição na participação auditiva se mostraram relacionados à progressão da fragilidade. A restrição na participação auditiva apresentou 2,7 vezes maior chance de progressão da fragilidade, comparados àqueles que não apresentavam restrição da participação auditiva (p<0,043). Contudo, após controlar o modelo pelo fator idade e comorbidade a associação entre restrição da participação auditiva e progressão da fragilidade não se manteve. Apesar da restrição na participação auditiva ter se mostrado relacionada à progressão da fragilidade, idade e presença de comorbidade foram os fatores determinantes para a piora dos indivíduos pré-frágeis.

1- Fried, L.P, Tangen, C.M., Walston, J. et al. Frailty in older adults: evidence for a phenotype. The Journals of Gerontology Series A: Biological Sciences and Medical Sciences. 2001; v. 56, n. 3, p. M146-M157.
2. Yoo, M.; Kim, S.; Kim, B.; Yoo, J.; Lee, S.; Jang, H.; Cho, B.; Son, S.; Lee, J.; Park, Y.; et al. Moderate hearing loss is related with social frailty in a community-dwelling older adults: The Korean frailty and aging cohort study (KFACS). Arch. Gerontol. Geriatr. 2019, 83, 126–130.
3. Amendola F, Alvarenga MR, Latorre MD, Oliveira MA. Family vulnerability index to disability and dependence (FVI-DD), by social and health conditions. Ciênc Saúde Coletiva. 2017; 22(6): 2063-71.
4. Kamil RJ, Betz J, Powers BB, et al. . Association of Hearing Impairment and Frailty in Older Adults. National Institutes of Health, [S. l.]. 22 ago. 2014; p. 1-5.
5. Liljas AEM, Carvalho LA, Papachristou E, et al. Self-Reported Hearing Impairment and Incident Frailty in English Community-Dwelling Older Adults: A 4-Year Follow-Up Study. The Journal of the American Geriatrics Society [s. L.]. Maio 2017; p. 958-965.
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PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUÍDO EM ESTUDOS EXPERIMENTAIS
Novanta, GGR ; SOUZA, IR ; CRUZ, TB ;

INTRODUÇÃO: Umas das maiores causas de afastamentos laborais no mundo todo, a PAIR (Perda Auditiva por Indução de Ruído), vem sendo estuda há muitos anos, inclusive em animais, para tratamento e prevenção de doenças. Apesar de todos os esforços dos órgãos trabalhistas para minimizar as ocorrências, esta doença continua sendo a segunda maior causa de doença laboral pelo mundo. A utilização de animais, principalmente os de pequeno porte, são alternativas bastante viáveis para a maior parte da pesquisa no ramo da saúde. Os ratos e cobaias, além de pequenos, são facilmente manipulados e de baixo custo, além de possuírem, de uma forma geral, uma grande semelhança de suas orelhas com a dos seres humanos. OBJETIVO: Investigar a forma como são realizadas as pesquisas experimentais para desencadear a perda auditiva induzida pelo ruído. METODOLOGIA: Foi realizada uma revisão de literatura exploratória quantitativa e qualitativa de trabalhos científicos por meio dos bancos de dados SCIELO, LILACS, MEDLINE e PUBMED nas línguas portuguesa e inglesa, publicados entre os anos de 2011 a 2021, com os MeSH Terms "hearing". AND "noise" AND "rats". Os artigos selecionados que foram encontrados em duas ou mais bases de dados foram catalogados somente uma vez. Foram excluídos os trabalhos com mais de 10 anos de publicação em outros idiomas, e aqueles que pelo título e resumo não abordavam o tema proposto. RESULTADOS: A etapa de levantamento de dados proporcionou um total inicial de 259 títulos, sendo que estes foram distribuídos entre as bases de dados PUBMED (15),LILACS (5), SciELO (3) e MEDLINE(236). Após a filtragem, restaram 14 artigos que correlacionaram as palavras e que se encaixam em todos os critérios de seleção. CONCLUSÃO: A maioria das pesquisas experimentais relacionadas ao tema proposto utilizou o rato Wistar como sujeito da pesquisa e o expôs a intensidades acima de 100 dB, em um evento único, gerando um trauma acústico, ao invés de uma perda auditiva induzida progressivamente. A audição destes animais foi avaliada por meio das emissões otoacústicas por produto de distorção e/ou avaliação do potencial auditivo evocado de tronco encefálico (PEATE).

BRITTO, D. B. L. A.; COSTA FILHO, C. F. B.; TENÓRIO, B. M. FLOR DA SILVA, B. A.; AGUIAR, R. F.; MAIA, C. S.; MEDEIROS, J. P. TENÓRIO, C. A. M. T. Principais características anatômicas do sistema auditivo periférico de ratos e cobaias: Uma revisão literária. Pernambuco: Revista Eletrônica Acervo Saúde, v. 40, p. 1 – 7, 2020.

MANNSTRÖM, Paula; KIRKEGAARD, Mette; ULFENDAHL, Mats. Repeated moderate noise exposure in the rat—an early adulthood noise exposure model. Journal of the Association for Research in Otolaryngology, v. 16, n. 6, p. 763-772, 2015.

GUIMARÃES, M. V.; FREIRE, J. E. C.; MENESES, L. M. M. Utilização de animais em pesquisas: breve revisão da legislação no Brasil. Revista Bioética. Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/bioet/v24n2/1983-8034-bioet-24-2-0217.pdf. Acesso em: 20.nov.2021.

SAMELLI, A. G.; MATAS, C. G.; GOMES, R. F.; MORATA, T. C. Revisão sistemática de intervenções para prevenção da perda auditiva induzida por ruído ocupacional – uma atualização. São Paulo: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 12 p., 2021.
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PERDA AUDITIVA POR INFECÇÃO CONGÊNITA: ESTUDO RETROSPECTIVO DE UM CENTRO DE SAÚDE AUDITIVA DO BRASIL
Guerra, M.E.S ; Novaes, B.C.A.C ; Siqueira, D.M. ; Lewis, D.R. ; Mendes, B.C.A ;

Introdução: Compreender as doenças infecciosas que afetam o desenvolvimento do sistema auditivo de um feto exposto à infecção intrauterina durante a gestação é essencial para a atualizações de programas de saúde auditiva. Entres elas, destacam-se a exposição intrauterina a alguns agentes infeciosos, como toxoplasma, rubéola vírus, herpes citomegalovírus (CMV), herpes simples vírus, treponema pallidum (sífilis), Zika vírus e Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), que são identificados como indicadores de risco para perda auditiva de início precoce, tardio ou progressiva em crianças. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi identificar e descrever as características de perda auditiva por infecção congênita em um centro especializado em reabilitação. Metodologia: estudo retrospectivo exploratório, aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa número 57049916500005482, realizado em um centro de referência em saúde auditiva, a partir da análise descritiva e quantitativa de dados de prontuário de todas as crianças que iniciaram o diagnóstico audiológico no ano 2018. Resultados: Do total de 195 crianças que concluíram o diagnóstico audiológico no serviço, foram identificados apenas 19 (9,74%) com infecção congênita, sendo que apenas seis (3,01%) crianças tiveram o diagnóstico de perda auditiva. Destes, dois neonatos vieram encaminhadas diretamente da maternidade, pois falharam na triagem auditiva neonatal (TAN), sendo um por infecção sífilis congênita tratada com penicilina e outro por infecção congênita citomegalovírus. Outras quatro crianças, foram oriundas de serviço de puericultura da rede de saúde primária por suspeita de perda auditiva, sendo três crianças por sífilis congênita e uma criança por Zika vírus, que compareceram no serviço com mais de um ano de idade. Conclusão: A descrição dos dados de crianças com perda auditiva identificadas neste estudo permitiu uma análise crítica de algumas características da perda auditiva por infecção congênita. No nosso estudo identificamos crianças com perda auditiva por sífilis congênita, CMV e Zika vírus; nos casos de perda auditiva do tipo neurossensorial, foi observada maior gravidade, caracterizada por perda auditiva profunda, sugerindo dano no sistema auditivo mais intenso. Ainda em alguns casos, foram verificadas comorbidades neurológicas graves como microcefalia e convulsões. Também observamos que o diagnóstico precoce depende do tipo de encaminhamento, pois os neonatos que foram diretamente oriundas da maternidade, concluíram o diagnostico etiológico precocemente, nos primeiros meses de vida, garantindo a meta de diagnóstico e intervenção sugerida JICH 2019. No entanto, as crianças oriundas do serviço de puericultura da rede primária de saúde, concluíram o diagnóstico etiológico com mais de um ano de idade, o que pode levar a impacto negativo no desenvolvimento de linguagem e fala.

1. Lewis DR, Marone ASR, Mendes BCA, Cruz OLM, Nóbrega M. Comitê Multiprofissional em Saúde Auditiva - COMUSA. Brazilian Journal of Otorhinolaringology, 2010; 76: p.121-128.
2. Fichino, Silvia Nápole. Avaliação da qualidade do Programa de Saúde Auditiva Neonatal do município de São Paulo. 2020. 136 f. Tese (Doutorado em Fonoaudiologia) - Programa de Estudos Pós-Graduados em Fonoaudiologia, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2020.2.
3. Joint Committee on Infant Hearing. Year 2019 Position Statement: principles and guidelines for early hearing detection and intervention programs. The Journal of Early Hearing Detection and Intervention. 2019; 4(2): 1–44.
4. Korver AM, Smith RJ, Van Camp G, Schleiss MR, Bitner-Glindzicz MA, Lustig LR, Usami SI, Boudewyns AN. Congenital hearing loss. Nat Rev Dis Primers. 2017 Jan12;3:16094. doi: 10.1038/nrdp.2016.94. PMID: 28079113; PMCID: PMC5675031.
5. Joint Committee on Infant Hearing Year 2007 position statement: principles and guidelines for early hearing detection and intervention programs. Pediatrics. 2007; 120(4):898-921.
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PERDA DE SEGUIMENTO EM PROGRAMAS DE TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL SOBRE A PERSPECTIVA DE ANÁLISE DE SOBREVIDA EM MATERNIDADES BRASILEIRAS
Cavalcanti, HG ; Lucena, MHM ; Melo, LPF ;

Introdução: A análise de sobrevida é uma técnica estatística utilizada para analisar fenômenos em relação a um determinado período, amplamente divulgada e utilizada em pesquisas de sobrevida, de vida ou morte, como o próprio nome sugere, sua aplicabilidade também se estende para a análise de quaisquer eventos com desfechos dicotômicos. Objetivo: realizar uma análise de sobrevida sobre a perda de seguimento em programas de triagem auditiva neonatal. Metodologia: trata-se de um estudo longitudinal retrospectivo com análise de sobrevida sobre a perda de seguimento de lactentes encaminhados para o monitoramento e diagnóstico no programa de triagem auditiva neonatal, em duas maternidades do Brasil. A variável dependente foi o tempo até a ocorrência do desfecho (perda de seguimento). As variáveis independentes incluíram fatores sócioeconômicos e fatores de saúde materno e infantil. Para análise de dados, utilizou-se o método de Kaplan-Meier, na análise multivariada, utilizou-se o modelo de regressão de Cox. Resultados: A análise de sobrevida pelo método Kaplan-Meier mostra a perda de seguimento nos previstos dois anos de monitoramento que foi de 49% nos 3 primeiros meses, 28% em 12 meses, 15% em 24 meses e 9% até os 36 meses. Uma criança recebeu prótese auditiva em decorrência de perda auditiva profunda bilateral. Outra criança foi diagnosticada com perda auditiva leve e recebeu alta. Conclusão: A prevalência da perda auditiva sofre impacto relacionada a taxa de perda de seguimento dentro de programas de triagem auditiva neonatal. Neste contexto, acreditamos que estratégias de apoio e adaptação dos programas podem melhorar o acesso e diminuir a perda do seguimento neste processo, bem como, da importância desses serviços reforçarem o acompanhamento daqueles em situação social desfavorável, com uma organização centrada na família.

Bussé AML, Mackey AR, Carr G, et al. Assessment of hearing screening programmes across 47 countries or regions III: provision of childhood hearing screening after the newborn period. Int J Audiol 2021; 0: 1–8.
McInerney M, Scheperle R, Zeitlin W, et al. Adherence to follow-up recommendations for babies at risk for pediatric hearing loss. Int J Pediatr Otorhinolaryngol 2020; 132: 109900.
Razak, Alina, Fard, Darian, Hubbell, Richard, Cohen, Michael, Hartman-Joshi, Kristin & Levi J. Loss to Follow-Up After Newborn Hearing Screening: Analysis of Risk Factors at a Massachusetts Urban Safety-Net Hospital. Ear Hear 2021; 42: 173–179.
World Health Organization. World report on Hearing. 2021.
Zeitlin W, Mcinerney MR, Aveni K, et al. Maternal Factors Predicting Loss to Follow-Up from Newborn Hearing Screenings in New Jersey. Heal Soc Work 2021; 46: 115–124.
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Página(s): p.611
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PERFIL AUDIOLÓGICOS DE COLABORADORES DE UMA UNIVERSIDADE EXPOSTOS AO SOM INTENSO
Silva, D. N. ; Neves, Y. F. B. ; Mourão, N. A. L. ;

Introdução: a perda auditiva induzida pelo ruído é uma das principais causas de perdas auditivas relacionadas ao trabalho. Objetivo: definir o perfil audiológico dos colaboradores, de uma universidade, expostos ao som intenso. Metodologia: foi realizado com 20 (vinte) funcionários regularmente contratados e em exercício da sua função na instituição. A metodologia constou de pesquisa do tipo descritivo, com abordagem quantitativa e ocorreu após a aprovação do projeto no Comitê de Ética (CAEE 50336621.7.0000.5173). Os pesquisadores convidaram os funcionários, individualmente, para participar do estudo e os que aceitaram, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foi, então, aplicado um questionário elaborado pelos pesquisadores, que visou verificar os sintomas auditivos e extra auditivos da exposição ao som intenso, que os colaboradores da UNAMA foram expostos. Em seguida, foi realizado o exame de audiometria por via aérea e quando foi preciso, por via óssea, assim como a audiometria de altas frequências. Os dados receberam tratamento estatístico descritivo. Foram, então, analisados e confrontados com as informações obtidas na literatura. Resultados: os resultados mostraram que 60% dos participantes tinham no máximo 35 anos, representando uma população relativamente jovem, 80% tinham até 5 anos de tempo de serviço no local e 50% tinham audição normal. No entanto, 40% apresentaram limiares incompatíveis com a idade nas altas frequências, 60% apresentaram audição normal com entalhe entre 3, 4 e 6KHz na orelha direita e 40% na orelha esquerda e 80% apresentaram sintomas auditivos e/ou extra auditivos da exposição ao ruído. Concluiu-se pela necessidade que o monitoramento auditivo dos funcionários inclua avaliações que complementem o resultado da audiometria tonal convencional e que os gestores empreendam ações preventivas antes que a PAIR piore ou que se desenvolva.

Cunha, Antônio Pinto; Côrtes, Diego Alves; Ferreira, Gilberto dos Reis. Perda Auditiva Induzida pelo Ruído Ocupacional. Humanidades e Tecnologia (FINOM). 2019 jan-dez;16:507-521,. 2019.

Fiorini, Ana Cláudia. Efeitos não auditivos do ruído. In: Boéchat, Edilene; Menezes, Pedro; Couto, Crhistiane; Frizzo, Ana Cláudia; Scharlach, Renata; Anatasio, Adriana. Tratado de Audiologia. 2. Ed: Rio de Janeiro: Editora Santos, 2015, p.297-301.

Lopes. Andréa Cintra; Dutra. Ana Karoline Furtado; Mantovani, Danilo Alves; Brandão, Mariana de Alvarenga; Silva, Mércia Maria Quintino; Sousa, Maria da Glória Canto; Tanigute, Christiane Camargo (org.). Manual de Biossegurança. Brasília: CFFa, 2020.

Oppitz, Sheila Jacques; Silva. Luize Caroline Lima; Garcia. Michele Vargas; Silveira, Aron Ferreira. Limiares de audibilidade de altas frequências em indivíduos adultos normo-ouvintes. CoDAS. 2018;30(4)e20170165.

Silva, Raimunda Rejane Viana; Silva, Cesarina Excelsa Araújo Lopes; Silveira, Regina Célia; Lima, Claudia Geysa Costa; Vasconcelos, Mylena Brito; Franco, Talita de Oliveira; Ramos, Fernanda Maria Freitas; Tavares, Francisca Raquel. Análise da perda auditiva induzida pelo ruído (PAIR) na saúde do trabalhador: uma revisão integrativa. Brasilian Journal of Development. 2020 dez:6(12):1337-101348 2020.
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Página(s): p.554
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PERFIL COMPORTAMENTAL DE ESCOLARES FRENTE A EXPOSIÇÃO AO RUÍDO NO DISTRITO FEDERAL
Mendonça, T. L. S. ; Silva, I. M. C. ;

Introdução: Jovens possuem hábitos auditivos característicos que os expõem a
elevados níveis de pressão sonora. Além disso, atualmente há um melhor e maior acesso a equipamentos sonoros portáteis, utilizados, principalmente com fones de ouvido. Este fato pode levar a um comprometimento da saúde auditiva de jovens que precisa ser investigado para estabelecimento de estratégias preventivas. Objetivos: Descrever o perfil comportamental de estudantes de escola pública do Distrito Federal, frente à exposição ao ruído. Método: Estudo transversal retrospectivo, foi aprovado pelo comitê de ética nº 1.698.476. Os instrumentos aplicados foram o Questionário para usuários de estéreos pessoais e o Questionário de atitudes de jovens frente ao ruído em estudantes da rede pública do DF do ensino fundamental II e médio entre 2015 e 2019. Resultados: Dentre 257 alunos com idade entre 12 a 18 anos, 88,7% utiliza o celular como estéreo pessoal, entre 1 e 5 horas por dia (52,4%), preferencialmente em casa (75,8%), cientes do volume máximo do aparelho (57,9%), utilizando-os em um volume mais elevado (48,6%), com prevalência no uso do fone de inserção (67,7%), em ambiente silencioso e ruidoso (53,6%), passando a maior parte do dia na escola (58,7%) e considerando esse ambiente moderadamente barulhento (32,2%). De modo geral, as respostas indicam atitudes de neutralidade frente ao som. Conclusão: Verifica-se, portanto, que a maioria dos participantes possui hábitos auditivos nocivos a sua audição, sendo necessárias ações de conscientização sobre a saúde auditiva da população jovem dessa região.
Palavras-chave: Perda Auditiva Induzida por Ruído; Adolescentes; Hábitos; Dispositivos Móveis; Atividades de Lazer; Educação em Saúde.

Arlinger S. Negative consequences of uncorrected hearing loss—a review. Int. j. audiol. Jan, 2003;42(2):17-20.
Brasil. Ministério da Saúde. Boletim da vigilância dos agravos à saúde relacionados ao trabalho: Perda Auditiva Induzida por Ruído Ocupacional (PAIR), 2017, Brasília.

Vogel I, Brug J, Hosli EJ9, van der Ploeg CP, Raat H. Mp3 Players and hearing loss: adolescents’ perceptions of loud music and hearing conservation. J Pediatr. Mar, 2008;152(3):400-4
Lacerda ABM, Gonçalves CGO, Zoccoli A, Dias C, Paula K. Hábitos auditivos e comportamento de adolescentes diante das atividades de lazer ruidosas. Rev. CEFAC. 2011;13:67-74.
Relação dos hábitos com sintomas auditivos e extra-auditivos de adolescentes usuários de música amplificada. [Artigo] Porto Velho (RO): Faculdade São Lucas; 2015.
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Página(s): p.563
ISSN 1983-1793X
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PERFIL SOCIODEMOGRÁFICO E AUDITIVO DOS USUÁRIOS DE APARELHO DE AMPLIFICAÇÃO SONORA INDIVIDUAL EM CASOS DE EXTRAVIO
Corne, V.V ; Madeira, L.R ; Silva, R.E.P ; Oliveira, J.R.M ; Mondelli, M.F.C.G ;

Introdução: A concessão do Aparelho de Amplificação Sonora individual, dispositivo que restabelece as habilidades auditivas do sistema auditivo prejudicadas, é disponibilizada pela Portaria SAS/MS 587/2004 ao indivíduo que apresenta deficiência auditiva. O uso contínuo e efetivo do dispositivo é pressuposto para o sucesso do processo de reabilitação auditiva, no entanto muitos indivíduos têm seu dispositivo extraviado/perdido, interrompendo bruscamente esse processo. Essa pesquisa buscou alcançar resultados para entender o perfil dos indivíduos e o contexto relacionado ao extravio/perda do dispositivo em centro de alta complexidade em Saúde Auditiva, o qual realiza a concessão desses dispositivos, pois essa problemática prejudica não somente a Instituição devido à perda do bem público, mas o usuário do dispositivo, pois todos os aspectos negativos da deficiência auditiva que o acometiam voltam a existir. O entendimento do perfil e do contexto dessa problemática pode auxiliar as instituições em elaborar condutas para mudança dessa realidade. Objetivo: Apresentar o perfil sociodemográfico e audiológico dos usuários de aparelho de amplificação sonora Individual que tiveram AASI extraviado/perdido e o contexto envolvido nessa situação. Metodologia: estudo aprovado eticamente (4822689) com desenho metodológico observacional, transversal utilizando dados retrospectivos de prontuários médico de usuários de AASI. Foram analisados em 100 prontuários médicos, os seguintes dados: gênero, faixa etária, região de moradia (urbana ou rural),nível educacional, classificação socioeconômica, renda familiar, ocupação, características da deficiência auditiva (grau, tipo, acometimento), saúde geral e AASI (tipo, quantidade e motivo/situação e tempo de uso até a ocorrência de perda/extravio). Resultados: os resultados com maior frequência encontrados foram: perda/extravio do AASI pelo indivíduo do gênero masculino, idoso, da zona urbana com nível educacional médio e classe econômica baixa com renda até três salários-mínimos, aposentado apresentando deficiência auditiva de grau moderado e tipo sensorioneural de acometimento bilateral sem problema sensorial adicional. O tipo de AASI mais extraviado/perdido foi o retroauricular com tempo de uso de até 3 anos, sendo que os motivos se apresentaram com grande variabilidade e, às vezes o extravio/perda foi recorrente. Conclusão: conclui-se que o perfil sociodemográfico e audiológico dos usuários de AASI que tiveram seus dispositivos extraviados/perdidos é heterogêneo, bem como o contexto relacionado a essa situação.

AGUIAR, R.G.R.; ALMEIDA, K.; MIRANDA-GONZALEZ, E.C.M. Test-Retest Reliability of the Speech, Spatial and Qualities of Hearing Scale (SSQ) in Brazilian Portuguese. Int Arch Otorhinolaryngol. Rio de Janeiro, v. 23, n. 4, p. 380-383, dez. 2018.

ALMEIDA, K. Avaliação dos Resultados da Intervenção. In: ALMEIDA, K.; IORIO, M.C.M. Próteses Auditivas: Fundamentos Teóricos & Aplicações Clínicas. 2ª ed. São Paulo: Editora Lovise, 2003. p. 335-352.

ALMEIDA, K.; SANTOS, T.M.M. Seleção e adaptação de próteses auditivas em crianças. In: ALMEIDA, K.; IORIO, M.C.M. Próteses auditivas: fundamentos teóricos e aplicações clínicas. São Paulo: Lovise, 2003. p.357-380.

AGUS, T.R.; AKEROYD, M.A. An analysis of the masking of speech by competing speech using self-report data (L). J Acoust Soc Am. USA, v. 125, n. 1, p. 23-26, jan. 2009.

ARMITAGE, C.J.; LEES, D.; LEWIS, K.; MUNRO, K.J. Preliminary support for a brief psychological intervention to improve first‐time hearing aid use among adults. Br J Health Psychol. England, v. 22, n. 1, p. 686-700, 2017. doi:10.1111/bjhp.1224
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Página(s): p.547
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PESQUISA DA ABSORVÂNCIA ACÚSTICA DE BANDA LARGA EM PACIENTES COM OTITE MÉDIA.
Avila, F.R.M. ; Ruschel, N.L. ; Silveira, A.L. ; Costa, S.S. ; Teixeira, A.R. ;

Introdução: A otite média pode ser caracterizada por qualquer processo inflamatório, infeccioso ou não, localizado tanto na orelha média como a porção óssea da tuba auditiva, o que dificulta a transmissão do som da orelha externa e média para a orelha interna.Geralmente seu comprometimento ocorre nas frequências graves, há gap aéreo ósseo e o paciente apresenta curva timpanométrica do tipo B (Jerger, 1970). Objetivo: Analisar a absorvância acústica de orelhas de pacientes com otite média. Método: Trata-se de um estudo transversal e observacional. Os pacientes realizaram timpanometria da banda larga, timpanometria convencional e audiometria tonal liminar. Estudo submetido e aceito pelo comitê de ética e pesquisa da instituição sob número CAAE 13098719.9.0000.5327. Resultados: a amostra foi composta por 24 pacientes de 6 a 17 anos e média de idade de 10±3,9 anos. A análise foi realizada por orelhas. Das 53 orelhas avaliadas, 73,58% apresentavam perda auditiva condutiva e curvas timpanométricas do tipo B (Jerger, 1970). Quando analisada a absorvância acústica nas orelhas com presença de componente condutivo, houve correlação na faixa de frequência de 250Hz, 4kHz e 6kHz. Conclusão: O estudo evidenciou que, na presença de perda auditiva condutiva e curva timpanométrica do tipo B, houve diminuição da absorvância acústica nas frequências de 250Hz, 4000Hz e 6000Hz.

Ellison JC, Gorga M, Cohn E, Fitzpatrick D, Sanford CA, Keefe DH. Wideband acoustic transfer functions predict middle-ear effusion. The Laryngoscope, 122(4), 887–894, 2012.

Terzi S, Özgür A, Erdivanli ÖÇ, Coşkun ZÖ, Ogurlu M, Demirci M, Dursun E. Diagnostic value of the wideband acoustic absorbance test in middle-ear effusion. The Journal of Laryngology & Otology, 129, 1078–1084, 2015.
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Página(s): p.600
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POTENCIAIS EVOCADOS AUDITIVOS DE TRONCO ENCEFÁLICO EM ADULTOS COM SÍNDROME DE WILLIAMS
Nascimento, J. A. ; Silva, L. A. F. ; Matas, C. G. ;

Introdução: A Síndrome de Williams (SW) é uma desordem genética causada devido a uma microdeleção no cromossomo 7, afetando aproximadamente 28 genes. Estudos evidenciam a presença de perdas auditivas condutivas que parecem estar relacionadas à ausência do gene elastina, presença de perdas auditivas neurossensoriais que podem variar de grau leve a profundo, além de sinais subclínicos de alterações no sistema auditivo, derivadas de uma fragilidade coclear. No entanto, poucos estudos, tanto nacionais como internacionais, avaliaram a porção central do sistema auditivo desta população, utilizando os potenciais evocados auditivos do tronco encefálico (PEATE); somado a isso, os estudos disponíveis não concordam entre si. Objetivos: O objetivo desse estudo foi investigar os PEATE em adultos com SW e comparar com os de sujeitos sem a síndrome. Metodologia: Estudo observacional transversal com 30 indivíduos, de ambos os sexos, com idades entre 18 e 37 anos, sendo 15 com SW compondo o grupo estudo (GE) e 15 sem a síndrome e com audição normal compondo o grupo controle (GC), pareados por sexo e faixa etária. Para este estudo foi estabelecido como critério de inclusão a ausência de alterações condutivas. Os indivíduos foram submetidos à audiometria para determinação dos limiares tonais e ao PEATE, promediado com estímulo clique na intensidade 80dBnNA por meio de fones de inserção, com taxa de reprodução de 27,7 estímulos por segundo. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição onde foi realizado com o parecer número 2.504.522. Resultados: 53,3% dos indivíduos com SW apresentaram perda auditiva neurossensorial a partir da frequência de 3kHz, com graus que variaram de leve a moderado. Quanto aos PEATE, os resultados indicaram que a principal característica encontrada foi o aumento da latência absoluta das ondas I e III no GE comparado ao GC, no entanto, diferença estatisticamente significante foi encontrada apenas para a latência absoluta da onda III, e tendência a significância estatística para a latência absoluta da onda I. Para os interpicos I-III, III-V e I-V, não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes entre os grupos. Conclusão: De acordo com os resultados do presente estudo, sujeitos com SW apresentaram alterações na região dos núcleos cocleares, evidenciados pelo aumento da latência absoluta da onda III, a qual encontrou-se aumentada bilateralmente em mais da metade dos sujeitos com SW. Além disso, observou-se uma possível alteração da porção distal do nervo auditivo, evidenciada pela tendência a significância estatística na comparação da onda I entre os grupos.

Barozzi, S. et al. Audiological findings in Williams syndrome: A study of 69 patients. Am J Med Genet Part A. 2011:759–71.
Gothelf, D. et al. Hyperacusis in Williams syndrome: Characteristics and associated neuroaudiologic abnormalities. Neurology. 2006;66(3):390-5.
Marler, J. A. et al. Sensorineural hearing loss in children and adults with Williams syndrome. Am J Med Genet Part A. 2005;318–27.
Stromme, P.; Bjornstad, P. G.; Ramstad, K. Prevalence estimation of Williams syndrome. J. Child Neurol. 2002; 17, 269-71.
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Página(s): p.519
ISSN 1983-1793X
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POTENCIAL EVOCADO AUDITIVO DE LONGA LATÊNCIA EM INDIVÍDUOS NORMO-OUVINTES EXPOSTOS AO RUÍDO OCUPACIONAL
Santos, N.O. ; Rocha, C.H. ; Kamita, M.K. ; Moreira, R.R. ; Neves-Lobo, I.F. ; Samelli, A.G. ; Matas, C.G. ;

Introdução: Estudos experimentais têm demonstrado que exposições prolongadas ao ruído podem comprometer as conexões sinápticas entre as células ciliadas internas e neurônios do gânglio espiral. Esta sinaptopatia, mesmo sem comprometer a sensibilidade auditiva, pode causar alterações auditivas funcionais. Por este motivo, esta alteração vem sendo denominada de perda auditiva oculta ou sinaptopatia coclear. Em indivíduos expostos a ruído ocupacional, mesmo na presença de limiares auditivos dentro da normalidade, a hipótese é de que a presença de uma possível perda auditiva oculta possa causar dificuldades na compreensão da fala, especialmente em ambientes ruidosos, bem como na percepção de pistas temporais. Ainda são escassos os estudos que visam identificar a perda auditiva oculta em indivíduos normo-ouvintes expostos ao ruído. No entanto, pesquisas realizadas por meio dos potenciais evocados auditivos de longa latência (PEALL) têm identificado o comprometimento do processamento auditivo cortical nesta população. Objetivo: Analisar os valores de latência e amplitude dos componentes do PEALL, realizado em situações com e sem ruído contralateral, em trabalhadores normo-ouvintes expostos ao ruído ocupacional em comparação com indivíduos normo-ouvintes não expostos ao ruído. Metodologia: Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Instituição (parecer nº 2.435.259/CAAE: 79905317.7.0000.0065). Participaram do estudo 40 indivíduos, do sexo masculino, com idades entre 22 e 54 anos. Todos os indivíduos apresentavam limiares auditivos dentro da normalidade, não apresentavam alterações neurológicas ou psiquiátricas evidentes e nem histórico de exposição a produtos químicos. Os indivíduos foram divididos em dois grupos, cada um com 20 indivíduos: Grupo Estudo (GE) e Grupo Controle (GC). No GE os indivíduos eram trabalhadores expostos ao ruído ocupacional acima de 85 dBNA por um ano ou mais e no GC os indivíduos não eram expostos ao ruído ocupacional. Todos os indivíduos realizaram o PEALL com estímulo Tone Burst, a 75 dBNA, tanto na ausência como na presença de ruído branco contralateral a 60 dBNA. O estímulo frequente foi de 1000 Hz e o raro de 2000 Hz. Dentre os 300 estímulos apresentados, 15% corresponderam ao estímulo raro e 85% ao estímulo frequente. Foi utilizado o teste Anova para análise estatística, com nível de significância de 5%. Resultados: Não foram encontradas diferenças estatisticamente significantes entre os grupos para os valores de latência dos componentes P1, N1 e P2 e para os valores de amplitude de P1-N1 e P2-N2. Porém, na comparação entre GE e GC para o PEALL realizado com ruído contralateral, observou-se diferenças estatisticamente significantes nas médias das latências do componente N2 (p=0,010), com valores maiores para GE, e na amplitude N2-P3 (p= 0,010), com valores menores para GE. Conclusão: Com base nos nossos achados, podemos sugerir que os indivíduos expostos a ruído ocupacional apresentam prejuízo do processamento auditivo cognitivo quando comparados aos indivíduos sem esta exposição, principalmente na situação de maior exigência do sistema nervoso auditivo central.

1. Alvord LS. Cochlear dysfunction in “normalhearing” patients with history of noise exposure. Ear and Hearing; 1983; 4, 247–250.
2. Borg E, Canlon B, Engstrom B. Noiseinduced hearing loss. Literature review and experiments in rabbits. Morphological and electrophysiological features, exposure parameters and temporal factors, variability and interactions. Scandinavian Audiology Supplement. 1995; 40, 1–147.
3. Brattico E, Kujala T, Tervaniemi M, Alku P, Ambrosi L, Monitillo V. Long-term exposure to occupational noise alters the cortical organization of sound processing. Clin Neurophysiol. 2005;116(1):190-203.
4. Kujala T, Shtyrov Y, Winkler I, Saher M, Tervaniemi M, Sallinen M, et al. Long-term exposure to noise impairs cortical sound processing and attention control. Psychophysiology. 2004;41(6):875-81.
5. Plack CJ, Barker D, Prendergast G. Perceptual consequences of “hidden” hearing loss. Trends Hear. 2014;18: 2331216514550621
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Página(s): p.501
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PRATICA EDUCATIVA PARA PROMOÇÃO DA SAÚDE AUDITIVA DE ALUNOS DO CURSO TÉCNICO DE ENFERMAGEM
Lopes, F.C ; Damaceno, R.C. ; Lacerda, A.B.M. ; Lüders, D. ;

Introdução: A escola é um ambiente privilegiado para ações educativas em saúde por ser um espaço de socialização, formação e informação. A Educação em Saúde constitui uma prática orientada para a promoção da saúde que atua no processo de construção de conhecimento aumentando a autonomia do cuidado. Nesse contexto a prática educativa contribui de maneira significativa para a mudança de hábitos, atitudes e comportamentos causados pela exposição ao ruído seja de lazer ou ocupacional. Os alunos do curso técnico de enfermagem em sua maioria irão trabalharem ambiente hospitalar o qual é considerado ruidoso Objetivo: Desenvolver ação educativa para promoção da saúde auditiva de alunos do curso técnico de enfermagem. Método: Trata-se de um estudo descritivo, tipo relato de experiência, acerca de uma ação educativa realizada em uma escola pública estadual com turmas do técnico de enfermagem, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Tuiuti do Paraná, sob o protocolo de número 2.905.425. Foi realizada oficina com a utilização de boneco para aferir nível de pressão sonora estéreos pessoais dos alunos e utilizado etapas da metodologia do programa Dangerous Decibels®. Também foi realizado questionário prévio sobre saúde auditiva dos alunos para ser norteador da pratica educativa. Por conta das medidas sanitárias vigentes a pratica educativa também foi transmitida em tempo real pela internet. Resultado: Participaram da oficina 52 alunos, a idade média dos alunos foi de 25 anos, sendo 98,1% do sexo feminino; cursavam o segundo e quarto semestre do curso, 59,9 % relataram a presença de zumbido ou barulho nos ouvidos, 67,3% referiram ter o hábito de escutar música utilizando fone de ouvido e 75% dos alunos tem a percepção que os hospitais tem pouco ruído. Baseado nessas informações foram apresentados aos alunos estudos que demonstravam a presença de ruídos em diversos postos de serviço nos hospitais como também foram chamados os alunos a participarem ativamente da ação quando demonstrado etapas da metodologia Dangerous Decibels® e aferição dos níveis de pressão sonora dos estéreos pessoais dos alunos. Conclusão: A prática educativa demonstrou ser necessária e eficaz para o público alvo uma vez que essa atividade foi o primeiro contato dos alunos sobre a promoção da saúde auditiva. A pratica educativa fez com que os alunos tivessem a percepção que os hábitos auditivos impactam diretamente na saúde. Também abriu olhar para mudança de atitude e comportamento frente ao ruído.

BRAMATI, L.; MARIA, L.; GONDIM, A. Uso do programa Dangerous Decibels ® para trabalhadores de empresa frigorífica e seus filhos : estudo piloto intergeracional The use of the Dangerous Decibels ® program for refrigeration company workers and their children : an intergenerational pilot stud. Revista CEFAC, v. 22, n. 1, p. 1–5, 2020.
BRANDÃO NETO, W. et al. Formação de adolescentes protagonistas para a prevenção do bullying no contexto escolar. Revista Brasileira de Enfermagem, v. 73, n. Suppl 1, p. 1–8, 2020.
LACERDA, A. B. M. DE et al. Oficinas educativas como estratégia de promoção da saúde auditiva do adolescente : estudo exploratório Educational workshops as a strategy to promote hearing heath of adolescents : an exploratory study. Audiology - Communication Research, v. 18, n. 2, p. 85–92, 2013.
MARTIN, W. H. et al. Noise Induced Hearing Loss in Children: Preventing the Silent Epidemic. Journal of Otology, v. 1, n. 1, p. 11–21, 2006.
MARTIN, W. H. Dangerous Decibels: Partnership for preventing noise-induced hearing loss and tinnitus in children. Seminars in Hearing, v. 29, n. 1, p. 102–110, 2008.
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PREDITORES MATERNOS E INFANTIS ASSOCIADOS A PERDA DE SEGUIMENTO DO PROGRAMA DE TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL EM MATERNIDADES
Cavalcanti, H.G. ; Lucena, MHM ; Melo, LFP ;

Introdução: Estima-se que a prevalência da perda auditiva congênita seja de 1,7-11/1000 nascidos vivos, esta ocorrência pode aumentar em até 10 vezes quando consideramos indicadores de risco para a perda auditiva. A identificação precoce da perda auditiva possibilita a intervenção imediata e assertiva, oferecendo condições para o desenvolvimento da fala, linguagem, do social, psíquico e educacional destes indivíduos, permitindo um prognóstico mais favorável. As diretrizes dos programas de triagem auditiva neonatal no Brasil preconizam o diagnóstico até os 6 meses de idade. Analisar fatores sobre a perda de seguimento para o diagnóstico ou monitoramento nestes programas, contribui com informações que podem ajudar na efetividade da participação da família e na colaboração mais forte entre unidades de triagem e outros profissionais de saúde que estão em contato com a família, promovendo assim, o diagnóstico precoce, principal objetivo da triagem auditiva. Objetivo: Analisar preditores maternos e infantis associados a perda de seguimento do programa de triagem auditiva neonatal em maternidades do nordeste do Brasil. Métodos: Estudo de coorte retrospectivo, incluindo dados secundários de lactentes (n=604) que foram encaminhados para o monitoramento e/ou diagnóstico do programa de triagem auditiva neonatal, em duas maternidades do nordeste do Brasil. Preditores de risco para que as familias avaliados não compareçam ao seguimento incluíram fatores socioeconômicos, como, idade materna, estado civil, renda, escolaridade, local de residência, número de filhos e número de pré-natais; E fatores de saúde materno e infantil, como, fumo e drogas durante a gestação, consanguinidade, infecções congênitas, malformações craniofaciais, uso de drogas ototóxicas, síndromes e história de perda auditiva na família. Foi realizado análise estatística baseada em modelos de regressão logística binária, método stepwise. Resultados: O modelo de regressão logística contendo o número de pré-natais e a história de perda auditiva na família foi significativo [χ2(2) =34,271; p<0,001]. Foram preditores significativos, o número de pré-natais (OR = 2,343; IC 95%= 1,626 - 3,376) e a história de perda auditiva na família (OR =2,167; IC 95% = 1,507 - 3,115), os demais preditores, não apresentaram significância neste estudo. Conclusão: Os resultados demonstram que estão associados e aumentam as chances de perda de seguimento do programa, recém-nascidos cuja mães realizaram ≤ 5 pré-natais com 2,3 vezes mais chances e história de perda auditiva na família aumentando os riscos em 2,1 vezes a mais. É importante fornecer subsídios para que sejam implementadas melhorias na saúde pública que visem aconselhar, orientar e conscientizar as mães, principalmente durante os pré-natais.

Alvarenga K de F, Gadret JM, Araújo ES, et al. Triagem auditiva neonatal: motivos da evasão das famílias no processo de detecção precoce. Rev da Soc Bras Fonoaudiol 2012; 17: 241–247.
Frary CD, Thomsen P, Gerke O. Risk factors for non-participation in the Danish universal newborn hearing screening program: A population-based cohort study. Int J Pediatr Otorhinolaryngol 2020; 135: 110079.
McInerney M, Scheperle R, Zeitlin W, et al. Adherence to follow-up recommendations for babies at risk for pediatric hearing loss. Int J Pediatr Otorhinolaryngol 2020; 132: 109900.
World Health Organization. World report on Hearing. 2021.
Year 2019 Position Statement: Principles and Guidelines for Early Hearing Detection and Intervention Programs. J Early Hear Detect Interv 2019; 4(2): 1-44.



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Página(s): p.610
ISSN 1983-1793X
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PREVALÊNCIA DE TONTURA E FATORES ASSOCIADOS EM UNIVERSITÁRIOS
BORGES, VL ; BRANCO-BARREIRO, FCA ;

Introdução: Vários fatores de risco que favorecem a ocorrência de tontura e/ou vertigem têm sido observados de forma consistente em adultos de meia idade e idosos, frequentemente associados a sexo feminino e distúrbios psicológicos como depressão e ansiedade. No entanto, poucos estudos investigaram a prevalência de sintomas vestibulares em adultos jovens. Objetivo: Verificar a prevalência de tontura e de fatores associados em universitários. Método: Trata-se de um estudo observacional, transversal, prospectivo e descritivo. Foram convidados a participar deste estudo universitários com idade igual ou superior a 18 anos, alunos de um dos campi de uma universidade pública na cidade de São Paulo, recrutados por meio de redes sociais. Os voluntários responderam um inquérito sobre dados sociodemográficos, de saúde geral e de sintomas vestibulares, em ambiente virtual, por meio da ferramenta Google Forms, de forma anônima. Resultados: Participaram do estudo 80 estudantes, com média de idade de 20,19 anos, sendo 92,5% do gênero feminino. A prevalência de tontura encontrada foi de 55%; 61,25% dos participantes com tontura tinham histórico familiar do sintoma; sensação de instabilidade postural (31,25%), cinetose (31,25%) e sensação de flutuação (31,25%) foram os tipos de tontura mais frequentes; há 3 anos ou mais (23,75%); de início gradual (31,25%); enjoo/náusea (30%) e alterações visuais/escurecimento da visão (25,25%) foram os sintomas associados mais referidos; os fatores agravantes da tontura mais relatados foram ansiedade (31,25%) e estresse (28,75%). Houve diferença estatisticamente significante em relação à prevalência de enxaqueca entre os grupos de indivíduos com e sem tontura (p=0,041). Conclusão: A tontura foi altamente prevalente nos universitários estudados, sendo a enxaqueca o fator associado mais prevalente entre esses indivíduos.



Baydan, Mine & Avcı, Selen & Yeğin, Seçil & Binay, Kübra & Hançer, Gülçin & Öztaş, Seher & Tezcaner, Zahide Çiler & Tokgoz-Yilmaz, Suna. (2020). Etiological and Demographic Characteristics of Patients with Vestibular Symptoms, Retrospective Analysis. Ankara Üniversitesi Tıp Fakültesi Mecmuası. 73. 270-275. DOI: 10.4274 / atfm.galenos.2020.65477
Bittar, Roseli Saraiva Moreira et al. Estudo epidemiológico populacional da prevalência de tontura na cidade de São Paulo. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology [online]. 2013, v. 79, n. 6, pp. 688-698. Disponível em: . ISSN 1808-8686. https://doi.org/10.5935/1808-8694.20130127.

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Página(s): p.644
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PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL EM INDIVÍDUO COM GAGUEIRA ATENDIDO EM UMA CLÍNICA-ESCOLA
Aragao, J. A. ; Almeida, R. P. ;

Introdução: A gagueira do desenvolvimento é um distúrbio metabólico hereditário, com graus variáveis de gravidade. A provável origem da gagueira transmitida geneticamente, é a inabilidade na atualização automática dos modelos internos, levando às consequências sensoriais de repetição ou bloqueio do movimento, impedindo a finalização da ordem motora gerada. O Processamento Auditivo Central (PAC) é utilizado para se referir à série de processos que fazem parte da detecção e reação aos sons, que envolvem predominantemente as estruturas do sistema nervoso central (SNC). As pessoas que gaguejam têm a área de linguagem do cérebro apresentando uma alteração de dominância hemisférica, compatível com o Transtorno no Processamento Auditivo Central (TPAC). Na literatura temos que indivíduos com gagueira apresentaram alteração nas habilidades auditivas, com destaque para os aspectos temporais da audição, evidenciando a participação das bases neurológicas nesse transtorno. Objetivo: Este relato de caso teve como objetivo, avaliar o Processamento Auditivo Central em indivíduo com gagueira que se encontra em terapia de linguagem. Metodologia: Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa, número: 3.773.841. É um estudo de caso descritivo, transversal, em um adulto, de 24 anos, sexo masculino, diagnosticado previamente pelo fonoaudiólogo com gagueira do desenvolvimento. A sua transcrição fonética apresentou um resultado de 33% de palavras gaguejadas, distribuídas em repetição (10%), prolongamento (2%), bloqueio (8%) e outras disfluências (tensão, 12%). Na entrevista inicial foram dadas explicações quanto ao projeto, os protocolos que seriam aplicados, e foi feita a apresentação e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. No segundo encontro foi realizada meatoscopia e a audiometria tonal, constatando limiares auditivos normais, bilaterais e logoaudiometria compatível. No terceiro encontro, foi realizada a avaliação do PAC, com os testes dicótico de dígitos (TDD), fala com ruído (FR), teste padrão de frequência (TPF) e random gap detection test (RGDT). Resultados: Os resultados alcançados neste estudo de caso, indicam alterações no desenvolvimento das habilidades auditivas de integração e separação binaural e de ordenação temporal, em função da impossibilidade da realização do teste de Padrão de Frequência (modalidade adulto, adequada para a sua faixa etária) pelo paciente com gagueira do desenvolvimento. Conclusão: O estudo foi condizente com a literatura, confirmando a hipótese de que o Processamento Auditivo Central se apresenta de forma alterada em indivíduos gagos. Há necessidade de replicação em população amostral significativa, correlacionando os achados dos testes do Processamento Auditivo Central com o grau de gravidade da gagueira e com a faixa etária dos indivíduos, para que assim os Fonoaudiólogos possam aprimorar os procedimentos e protocolos de tratamento da gagueira, proporcionando intervenções ainda mais eficientes e eficazes com a inclusão de treinamento auditivo em tais situações.

1.Pereira L. Avaliação do Processamento Auditivo Central. In: Filho OL. (Ed.) Novo tratado de fonoaudiologia. Barueri: Manole, 2013. p.179-195.
2.Andrade AN, Gil D, Schiefer AM, Pereira LD. Processamento auditivo em gagos: análise do desempenho das orelhas direita e esquerda. Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. 2008. Jan. v. 13, n.1.
3.Marconato E. Correlação entre o processamento auditivo temporal, duração das disfluências e gravidade da gagueira [Dissertação]. Marília: Universidade Estadual Paulista - Faculdade de Filosofia e Ciências; 2020.
4.Cerqueira AV. Perfil das habilidades auditivas de indivíduos com gagueira [Dissertação]. Marília: Universidade Estadual Paulista - Faculdade de Filosofia e Ciências; 2018.
5. Pereira L. Processamento auditivo central: abordagem passo a passo. In: Pereira LD. SCHOCHAT E. (Org.) Processamento auditivo central: manual de avaliação. São Paulo: Lovise; 1997. p.49-59.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.443
ISSN 1983-1793X
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PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL NA AVALIAÇÃO MULTIDISCILPLINAR DOS TRANSTORNOS DE ATENÇÃO E APRENDIZAGEM
Lima,D.O. ; Delgado,I.C ; Minervino,C.A.S.M. ; Rosa,M.R.D. ;

INTRODUÇÃO: As habilidades auditivas envolvidas no Processamento auditivo central(PAC) são específicas da modalidade auditiva e outras dependem de processos cognitivos e linguísticos adicionais. Nesse sentindo, indivíduos que apresentam alterações nas habilidades auditivas e dificuldades em interpretar o que está ouvindo, frequentemente podem apresentar também dificuldades de aprendizagem e transtorno de atenção. OBJETIVO:Descrever a importância da avaliação do PAC em um serviço de atendimento multidisciplinar nos transtornos de atenção e aprendizagem. MÉTODOS: O presente projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética (CAAE: 31299420.9.0000.5188). Os responsáveis assinam o termo de consentimento livre e esclarecido assim que recebem todas as orientações e explicações sobre o projeto.A rotina de atendimento é dividida em três fases:Cadastro,triagem,avaliação. É realizada avaliação comportamental e neuropsicológica: avalia as oito funções neuropsicológicas: Orientação Têmporo-Espacial, Atenção Concentrada, Percepção Visual, Habilidades Aritméticas, Linguagem Oral e Escrita, Memória Verbal e Visual, Praxias e Funções Executivas.Em seguida é realizada a avaliação psicopedagógica, que avalia as capacidades fundamentais para o desempenho escolar, mais especificamente da escrita, aritmética e leitura.A avaliação fonoaudiológica de linguagem oral e escrita tem como objetivo avaliar a linguagem compreensiva, linguagem expressiva, metalinguagem e leitura e Escrita.Já na avaliação do Processamento Auditivo Central é aplicado os testes da bateria comportamental do processamento auditivo,a fim de investigar se o indivíduo apresenta o Transtorno do Processamento Auditivo Central e corroborar com o diagnóstico diferencial e se o TPAC apresenta como comobordidade com os Transtornos do Déficit de Atenção e Hiperatividade, Transtorno Opositivo Desafiador, Transtorno do Espectro do Autismo, Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem. Após todas as avaliações, são realizadas discussões por área de atuação/avaliação e, posteriormente, discussão de cada caso clínico com todos os profissionais. E, então, é construído um único relatório e este é explicado para os pais e/ou responsáveis da criança avaliada. Assim, como são realizadas todas as orientações e encaminhamentos necessários.RESULTADOS: O atendimento multi e interdisciplinar a crianças e adolescentes com alterações mentais e/ou comportamentais aumentam a chance de eficácia das intervenções. Nesse sentido, o trabalho integrado, através de reflexões, experiências, raciocínio clínico dos processos de saúde e bem-estar por meio da avaliação multiprofissional integrada se tornam importantes e indispensáveis no diagnóstico diferencial.A avaliação do processamento auditivo central associado à avaliação multidisciplinar tem proporcionado diagnóstico diferencial correto e assertivo e consequentemente terapêutica eficaz, melhorando aprendizagem, atenção, desempenho acadêmico, socialização e consequentemente uma melhor qualidade de vida para as crianças e adolescentes atendidas no projeto. CONCLUSÃO: A inclusão da avaliação de Processamento auditivo central no diagnóstico diferencial nos transtornos de atenção e aprendizagem , possibilita manejo clinico mais assertivo para as crianças com tais transtornos

ASHA-American Speech-Language Hearing Association. (Central) Auditory Processing Disorders. Apr. 2005. Disponível em: http://www.asha.org/members/deskref-journals/deskref/ default. Acesso em: 27/07/2020.
BELLIS, Teri James. Assessment and management of central auditory processing disorders in the educational setting: from science to practice. San Diego, USA: Singular Publishing Group; 2003.
CACACE, Anthony T; MCFARLAND, Dennis J. The importance of modality specificity in diagnosing central auditory processing disorder. Am J Audiol. v. 14, n. 2, p. 112-23, dez. 2005.
CAMPIOTTO, A. R. et al. Novo Tratado de Fonoaudiologia. In: PEREIRA, L. D. Avaliação do processamento auditivo central. 3. ed. Saõ Paulo: Manole, 2013.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.640
ISSN 1983-1793X
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PROFESSORES DE MÚSICA: ATORES E MULTIPLICADORES DE AÇÕES EDUCATIVAS PARA A PREVENÇÃO DA PERDA AUDITIVA
Simões, P.N. ; Lüders, D. ;

Introdução: Diversos estudos documentam a ocorrência de problemas auditivos em músicos devido à constante exposição sonora em forte intensidade durante atividades como ensaios em grupos, apresentações e práticas individuais. A maioria deles revela que muitos músicos não possuem consciência dos riscos enfrentados no fazer musical e são resistentes às ações preventivas. Entretanto, parece razoável reverter este contexto a partir do desenvolvimento de ações preventivas durante o período de formação acadêmica desse público.
Objetivo: Sugerir um protocolo de ações educativas em saúde auditiva para ser aplicado por professores de instituições de ensino superior em música durante a graduação dos estudantes.
Metodologia: A elaboração do protocolo de ações educativas em saúde auditiva foi baseada em metodologias ativas e problematizadoras, para execução por meio de atividades desenvolvidas no ambiente acadêmico, local de trabalho dos professores. Ainda, este foi considerado um ambiente favorável para o engajamento dos estudantes tanto no que se refere aos valores inerentes à futura profissão quanto aos cuidados essenciais para uma atuação profissional saudável, a partir de trocas significativas com os docentes.
Resultados: O protocolo foi desenvolvido para aplicação em seis módulos, com duração de 1h30min cada, e contempla os seguintes tópicos (1) noções de anátomo-fisiologia da audição, efeitos da intensidade sonora elevada, medidas de controle e meios de prevenção da perda auditiva; (2) características acústicas do ambiente de trabalho e carga horária em aulas práticas e/ou supervisão de estágios (3) oficinas para a utilização de aplicativos de medição dos níveis de pressão sonora nas salas de aula e de triagem auditiva; (4) composição e gravação de jingles e podcasts para ampla divulgação dos riscos da exposição à música em forte intensidade. Recomenda-se que os módulos sejam ministrados semanalmente e após a participação dos professores, no decorrer de seis semanas, espera-se que estejam capacitados para multiplicar os conhecimentos adquiridos no desenvolvimento de suas disciplinas, nos estágios e nos projetos de extensão e de pesquisa, relacionando os preceitos de promoção da saúde auditiva com os conteúdos específicos da área da música. Por exemplo, escolha do repertório, intensidade da música e duração da exposição podem ser tópicos abordados durante aulas de Prática de Conjunto, enquanto a acústica dos espaços pode ser analisada na escolha de salas para aulas práticas de instrumento e de ambientes para a realização de estágios supervisionados, com menor reverberação e mais conforto acústico. Por sua vez, aplicativos disponíveis em aparelhos celulares, que fazem medição dos níveis de pressão sonora e triagem auditiva, podem ser a integrados a atividades curriculares de extensão e de pesquisa com boas perspectivas para os resultados da interdisciplinaridade ente Fonoaudiologia e Música.
Conclusão: O desenvolvimento das ações planejadas no protocolo pode levar os professores dos cursos de graduação em música a incorporarem os conceitos e atitudes associadas à saúde auditiva, de forma a atuarem como agentes multiplicadores e influenciarem positivamente novas gerações de músicos em relação aos cuidados com a audição. Os resultados devem ser continuamente avaliados para identificação das fragilidades e potencialidades do protocolo.

COMEAU, Gilles; KORAVAND, Amineh; SWIRP, Mikael. Prevalence of hearing loss among university music students. [S. l.: s. n.], 2018.
LUDERS, Débora; SIMÕES, Pierangela N. Ações educativas em saúde auditiva para estudantes de música. Em: LACERDA, Adriana B.M.; FRANÇA, Denise, V.R.Org. Práticas educativas em saúde auditiva. Ponta grossa: Editora Atena, 2021
LÜDERS, Débora et al. Music students: Conventional hearing thresholds and at high frequencies. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology, [s. l.], v. 80, n. 4, p. 296–304, 2014. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.bjorl.2014.05.010
PAWLACZYK-ŁUSZCZYŃSKA, Małgorzata et al. Exposure to excessive sounds and hearing status in academic classical music students. International Journal of Occupational Medicine and Environmental Health, [s. l.], v. 30, n. 1, p. 55–75, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.13075/ijomeh.1896.00709
POWELL, Jason; CHESKY, Kris. Reducing risk of noise-induced hearing loss in collegiate music ensembles using ambient technology. Medical Problems of Performing Artists, [s. l.], v. 32, n. 3, p. 132–138, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.21091/mppa.2017.3024
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Página(s): p.460
ISSN 1983-1793X
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PROFISSIONAIS DE CENTROS DE BELEZA: CONHECIMENTOS SOBRE OS RISCOS E FATORES ASSOCIADOS ÀS QUEIXAS AUDITIVAS E VOCAIS
Machado, L.S. ; Hillesheim, D. ; Gondim, L.M.A. ; Ghirardi, A.C.A. ; Roggia, S.M. ;

Introdução: Os profissionais de centros de beleza colocam a saúde geral em risco, incluindo sua audição e sua voz, pois, além do ruído, muitos produtos químicos estão constantemente presentes no ambiente de trabalho. Objetivos: Verificar o conhecimento de profissionais de centros de beleza sobre a exposição ao ruído e/ou produtos químicos e identificar fatores associados às queixas auditivas e vocais. Metodologia: Estudo transversal aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (protocolo 42610720.1.0000.0121). A coleta foi realizada por meio de questionário, obtendo-se dados sociodemográficos, informações sobre exposição a agentes potencialmente nocivos no ambiente de trabalho, queixas auditivas, vocais e conhecimentos de fatores que possam ocasionar danos ao sistema auditivo e ao trato vocal. Aplicou-se o teste Exato de Fisher no software Stata 14. Resultados: A amostra foi composta por 30 profissionais de centros de beleza (cabeleireiros e/ou manicures), sendo 66,7% do sexo feminino, com idade média de 39,1 anos (dp=11,1). Sobre os conhecimentos, 53,3% acreditavam na existência de fatores que poderiam ocasionar danos auditivos e 33,3% danos vocais no ambiente de trabalho. Ademais, 56,7% acreditavam que o ruído poderia ocasionar danos auditivos, enquanto 16,7% referiram que os produtos químicos poderiam ocasionar tais danos. Tratando-se da voz, 33,3% acreditavam que o ruído poderia ocasionar danos vocais e 30,0% referiram efeito prejudicial dos produtos químicos à voz. Observou-se associação entre desconforto a sons intensos e uso prolongado do secador (≥ 5 horas diárias) (p=0,025) e idade maior ou igual a 40 anos (p=0,030). As principais queixas foram zumbido, desconforto a sons intensos e sensação de ouvido tapado, todas com proporção de 43,3%, ardência na garganta (26,7%), dificuldade em localizar os sons (16,7%), tosse (16,7%) e rouquidão (13,3%). Em relação aos agentes presentes no ambiente de trabalho, 80,0% dos profissionais estavam expostos ao secador, sendo 60% deles sem silenciador, e, em 56,7% dos casos, este equipamento estava ligado por menos de 5 horas diárias. A maioria estava exposta a descolorante e tintura (96,7%), produtos para realizar escova progressiva (53,3%) e acetona e esmalte (26,7%). Conclusão: Os profissionais de centros de beleza apresentaram queixas auditivas e vocais que podem estar relacionadas à exposição ao ruído e/ou a produtos químicos no ambiente de trabalho. Apesar disso, a maioria dos profissionais relatou desconhecer o impacto dos produtos químicos tanto no sistema auditivo quanto no trato vocal. Já em relação ao ruído, grande parte dos profissionais acreditavam que possa ocasionar danos à audição, mas apenas alguns conhecem o seu impacto na voz. Com relação aos fatores analisados, observou-se associação entre desconforto a sons intensos com o uso prolongado de secador e faixa etária.

Kronholm DK, Jönsson BAG, Axmon A, Nielsen J. Work-related airway symptoms, nasal reactivity and health-related quality of life in female hairdressers: a follow-up study during exposure. Int Arch Occup Environ Health [Internet]. 23 de janeiro de 2014;87(1):61–71.

Lisbôa CD, Mello MG. Voice and speech signs and symptoms in individuals exposed to chemical agents: an analysis of medical records. Rev CEFAC [Internet]. abril de 2018;20(2):209–17.

Mont’Alverne LR, Corona AP, Rêgo MA. Perda auditiva associada à exposição ocupacional a solventes orgânicos: uma revisão sistemática. Rev Bras Saúde Ocup [Internet]. 2016;41.

Oliveira SX, Oliveira NK. Conhecimento dos Profissionais de Salões de Beleza sobre o Risco do Uso do Formaldeído e Sintomas Relacionados / Knowledge of Beauty Salon Professionals about the Risk of the Use of Formaldehyde and Related Symptoms. ID line Rev Psicol [Internet]. 30 de julho de 2020;14(51):716–26.

Silva AF, Silveira CA, Carmo ML. Condições de saúde, trabalho e qualidade de vida de trabalhadores de serviços de embelezamento e de terapias complementares e estéticas / Health, work and quality of life beautification service workers and complementary therapies and aesthetic. Rev Pesqui Cuid é Fundam Online [Internet]. 2 de abril de 2018;10(2):465–73.
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Página(s): p.543
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PROGRAMA DE CONSERVAÇÃO AUDITIVA EM UNIDADE MILITAR DE VOO E APOIO NO SOLO: PROPOSTA DE IMPLEMENTAÇÃO E MANUTENÇÃO
Cassol, K. ; Vaz, A. R. C. ; Cardoso, K.A.B ; Toledo, D. ;

Introdução: A audição é essencial à comunicação humana e desempenha função primordial a vida laboral. A aviação no ambiente militar constitui atividade de extremo esforço do ponto de vista da comunicação, tanto por se processar prioritariamente via rádio quanto por se desenvolver em um ambiente com ruídos de até 100 decibéis nível de pressão sonora (dB NPS), podendo prejudicar a capacidade de receber e transmitir informações vitais durante um voo. A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e a Força Aérea Brasileira (FAB) regulam, respectivamente para aviadores civis e militares, na área de saúde auditiva, que seja realizada audiometria tonal semestral ou anual para assegurar requisitos mínimos de audição e determinar se os aviadores estão ou permanecem aptos, pois as habilidades auditivas contribuem diretamente para a segurança de voo e prevenção de acidentes aeronáuticos. Dentro das unidades militares de voo e apoio no solo, além do aviador, outras ocupações são expostas a agentes nocivos à saúde auditiva, como ambientes ruidosos, sem tratamento acústico, o uso de headset, e/ou equipamentos ruidosos próprios ao trabalho, a citar: os Mecânicos de Aeronaves e Auxiliares de Pista, os Controladores de Tráfego e Defesa Aérea, os músicos da Banda da militar e os profissionais dentistas. Nesse sentido, é fundamental que as Unidades militares, a fim de garantir a saúde dos envolvidos, mantenha-os aptos a executar sua missão, promovendo o Programa de Conservação Auditiva (PCA), compreendido como um conjunto de medidas que visam a prevenção, instalação ou evolução de perdas auditivas ocupacionais em áreas onde os níveis de pressão sonora podem apresentar-se nocivos à saúde humana. Objetivo: Descrever a proposta de implantação do PCA em uma Unidade militar de voo e apoio no solo. Metodologia: O programa será composto por três fases e abrangerá os grupos de maior risco de exposição a níveis elevados de pressão sonora: Aviadores, Mecânicos de Aeronaves e Auxiliares de pista, Controladores de Tráfego e Defesa Aérea, Banda de música e profissionais da Odontologia. Cada fase cada corresponderá ao desenvolvimento de um conjunto de atividades. Para a estrutura do programa, foram elencados recursos materiais, organizacionais e humanos, considerando-se as dimensões apresentadas. Resultados: A fase inicial envolverá a análise quanti-qualitativa dos riscos de cada segmento, a medição dos níveis de ruído e a conscientização sobre o uso dos equipamentos de proteção individuais. Já a fase de implantação, contará com a abertura de prontuário, avaliação e diagnóstico auditivo e treinamento pessoal; e, por fim, a fase de manutenção compreenderá o gerenciamento audiológico e de controle do ruído. Conclusão: O programa deverá proporcionar a redução dos déficits auditivos e contribuir para a segurança e produtividade da Unidade.

1. Samelli, Alessandra Giannella et al. Revisão sistemática de intervenções para prevenção da perda auditiva induzida por ruído ocupacional – uma atualização. CoDAS [online]. 2021, v. 33, n. 4 [Acessado 17 Janeiro 2022] , e20190189. Disponível em: .
2. Ribeiro, Gisele Marques, Figueiredo, Maria Fernanda Santos e Rossi-Barbosa, Luiza Augusta RosaA importância da capacitação em saúde auditiva: uma revisão integrativa. Revista CEFAC [online]. 2014, v. 16, n. 4 [Acessado 17 Janeiro 2022] , pp. 1318-1325. Disponível em: .
3. Bernardo, Luciana Dias e Neves, Eduardo BorbaFatores de risco para perda auditiva em militares da Marinha: uma revisão. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional [online]. 2021, v. 46 [Acessado 17 Janeiro 2022] , e7. Disponível em: .

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Página(s): p.498
ISSN 1983-1793X
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PROGRAMA DE ESTIMULAÇÃO DAS HABILIDADES AUDITIVAS EM SALA DE AULA – RESULTADOS PRELIMINARES
Nalom, A. F.O. ; Schochat, E. ;

Introdução: A detecção auditiva está relacionada à capacidade de perceber a presença e ausência de som. A habilidade auditiva (HA) de discriminação é a capacidade de diferenciar dois ou mais sons. A localização sonora é a capacidade de analisar diferenças de tempo e intensidade dos sons transmitidos para cada orelha, localizando o estímulo sonoro. A identificação auditiva acontece quando o indivíduo é capaz de selecionar um estímulo e ignorar outros, ou dividir sua atenção. A compreensão auditiva, habilidade mais complexa, permite ao ouvinte entender o significado da linguagem no contexto da comunicação oral. Além disso, a memória e a atenção permeiam o desenvolvimento das HA e são essenciais para o desenvolvimento dessas. A estimulação das HA por meio de atividades executadas com o objetivo de fortalecer o sistema nervoso auditivo central, aprimora o uso da audição na realização das tarefas cotidianas, bem como das tarefas relacionadas à leitura e escrita. Objetivo: elaborar um programa de atividades de estimulação das HA ser aplicado em sala de aula, por professores. Método: CEP (nº 3.469.029). Após ser firmado convênio com uma escola pública, apresentou-se a metodologia à equipe escolar. Para elaboração das atividades, considerou-se: os materiais presentes em escolas regulares de Ensino Infantil e Fundamental I, a aplicação em grupo, o conhecimento da equipe escolar sobre o tema, a idade e escolaridade das crianças e a compreensão verbal do público alvo. Semanalmente uma das pesquisadoras se reunia com a equipe escolar para orientar sobre as atividades da semana e coletar a análise qualitativa dos professores referentes à semana anterior. Embora houvesse um cronograma inicial de habilidades a serem estimuladas, as atividades foram elaboradas e reorganizadas conforme os desafios encontrados. O processo de construção das atividades do programa durou um ano letivo. Foi realizado um estudo pré e pós estimulação para comparar os desempenhos das crianças e seus pares não estimulados. Resultados: A versão final do Programa é composta por atividades de aplicação diária (15 minutos/dia) que contemplam 25 semanas do ano letivo. No primeiro ciclo de atividades, quinzenalmente as habilidades eram trocadas, sempre alternadas pelas habilidades de atenção e memória auditivas. No segundo ciclo, todas as habilidades foram estimuladas (uma semana cada) sem que houvesse a alternância pelas habilidades de memória e atenção. Um grau de dificuldade foi adicionado entre os dois ciclos e entre os dias de cada semana, seguindo um padrão progressivo de exigência auditiva. As HA estimuladas foram: detecção, discriminação, figura-fundo, fechamento, habilidades temporais, memória e atenção auditivas. As atividades demonstraram-se práticas, com baixo custo financeiro para a escola. Utilizou-se comandos verbais, instrumentos musicais da própria escola, um aparelho de som e alguns materiais impressos. A comunicação das pedagogas durante a apresentação das atividades despertou nas crianças o interesse pelas atividades sonoras. Segundo relato dos professores, após a estimulação, as crianças pareciam estar mais atentas aos sons no processo de alfabetização. Conclusão: o programa desenvolvido foi simples e de fácil aplicação, elaborado e testado com crianças da educação infantil. As atividades realizadas parecem favorecer o desenvolvimento das habilidades auditivas.





Musiek FE, Schochat E. Auditory training and central auditory processing disorders: a case study. Semin Hear. 1998;19(4):357-66.
Sharma M, Purdy SC, Kelly AS. A randomized control trial of interventions in school-aged children with auditory processing disorders. Int J Audiol. 2012;51(7):506-18. http://dx.doi.org/10.3109/14992027.20 12.670272
Filippini R, Brito NFS, Neves-Lobo IF, Schochat E. Maintenance of auditory abilities after auditory training. Audiology - Communication Research. 2014; 19(2): 112-116.
Brasil. Base Nacional Curricular Comum. Ministério da Educação. Brasília; 2017.
Vanvooren S, Poelmans H, Voz AD, Ghesquère P, Wouters J. Do prereaders’ auditory processing and speech perception predict later literacy? Resear in Develop Disabil. 2017; 70: 138-51.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.571
ISSN 1983-1793X
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PROMOÇÃO DA SAÚDE AUDITIVA NA ESCOLA: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Fortaleza, M. J. C. ; Santos, M. B. P. ; Moraes, M. S. ; Porto, V. F. A. ;

Introdução: A audição é importante para o desenvolvimento do ser humano, é por meio dela que o indivíduo começa a ter experiências comunicativas que serão fundamentais para a aquisição da linguagem e da fala. Atualmente, com o aumento do uso de tecnologia pelas crianças, houve também um maior uso de fones de ouvido, trazendo consequências à saúde auditiva devido à alta exposição sonora. Diante disso, quanto mais precocemente se iniciar a sensibilização das crianças a respeito dos cuidados com a audição, maiores são as chances de evitar uma futura perda auditiva nessa população. Objetivo: Relatar a experiência de promoção à saúde auditiva na escola. Metodologia: Trata-se de um relato de experiência, realizado no estágio de saúde coletiva de uma universidade pública estadual, no curso de fonoaudiologia, vivenciado por um grupo de três discentes. A ação educativa foi realizada com uma média de 120 crianças de uma escola municipal, com faixa etária de 07 a 12 anos de idade, voltada ao cuidado auditivo. Para essa ação foram utilizados como recurso educativo uma orelha em formato grande, para demonstração da fisiologia do som e, posteriormente, para a explicação da limpeza com o cotonete, bem como com o pano/toalha. O recurso teve como objetivo enfatizar a importância da saúde auditiva na infância, focando na limpeza adequada das orelhas e prejuízos do uso de fones de ouvido. Logo após, as crianças jogaram um “Bingo da Audição” (recurso elaborado pelas estagiárias), com imagens que representassem atividades diárias com o uso do som, bem como, imagens das estruturas e funções das orelhas externa, média e interna, sendo jogado em duplas, com prêmio para as duplas vencedoras. Resultados: Observou-se boa participação e elevado interesse das crianças pelo recurso e, com isso, a sensibilização sobre o tema. Os alunos referiram que aprenderam sobre a temática, sobre a limpeza auditiva correta e sobre as consequências da exposição prolongada ao uso de fones de ouvido/ruído. Além disso, alguns alunos pontuaram durante a ação dificuldade para ouvir, o que levou as estagiárias a entrarem em contato com a diretoria da escola para marcação de exames auditivos e para a consulta ao otorrinolaringologista. Conclusão: Promover a saúde auditiva desde a infância, possibilita prevenir futuras perdas auditivas e a realização de uma intervenção precoce. O uso de recursos educativos lúdicos e de acordo com a faixa etária, foi de suma importância para uma aprendizagem efetiva do conteúdo, despertando o interesse das crianças e proporcionando a construção de conhecimento coletivo aliado a vivência de diferentes experiências.

SCHOTT, M. Integração ensino-serviço-comunidade na educação em saúde: desafios e potencialidades. Convibra, São Paulo. p. 1-13, 2019
SOARES, MLM. Produção do conhecimento sobre educação popular e audiologia na atenção primária. Rev. CEFAC. 2016 Maio-Jun; 18(3):789-800
PENTEADO, RZ. SERVILHA, EAM. Fonoaudiologia em saúde pública/coletiva: compreendendo prevenção e o paradigma da promoção da saúde. Distúrbios da Comunicação, São Paulo, 16(1): 107-116, abril, 2004

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Página(s): p.514
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PROTOCOLO AUDITIVO DO CEDIC PARA BEBÊS DE RISCO PARA PERDA AUDITIVA -PREFEITURA MUNICIPAL DE TAUBATÉ-SP
Greco, M.S.G ;

Introdução: CEDIC (Centro de Distúrbio da Comunicação) através de atendimentos de Fonoaudiologia, Otorrinolaringologia, Psicologia e Terapia ocupacional, possui como objetivo diagnosticar e tratar indivíduos que apresentam distúrbios na comunicação; diagnosticar e fazer acompanhamento auditivo; seleção e acompanhamento de paciente para AASI (Aparelho de Amplificação Sonora); Diagnosticar e acompanhar Dificuldade e seletividade alimentar e de Deglutição . Ambulatório Médico de Infectologia (AMI) é o serviço de referência municipal de Taubaté para o atendimento de HIV/Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST), hanseníase, tuberculose e hepatites virais. Objetivo: Em parceria com Ambulatório Médico de Infectologia (AMI), CEDIC realiza acompanhamento auditivo aos bebês com risco de perda auditiva com diagnóstico de sífilis congênita, seguindo protocolo estadual de Sífilis. Metodologia: Bebês até 2 anos de idade que tenham indicadores de risco para perda auditiva e sejam acompanhados no Ambulatório Municipal de Infectologia do Município de Taubaté – AMI com diagnóstico de sífilis congênita. Procedimento:1)Consulta com Otorrino do CEDIC (Centro de Distúrbio da comunicação) para avaliação otorrinolaringológica completa; Realizar avaliação auditiva no Ambulatório de Audiologia Infantil – EOA+ imitância acústica. Caso Resultado seja Satisfatório na EOA: Monitoramento auditivo e otorrinolaringológico a cada 3 meses até 2 anos de idade no CEDIC.Caso Resultado seja Insatisfatório na EOA: Reteste da EOA em até 30 dias e avaliação otorrinolaringológica. Segue Monitoramento auditivo e otorrinolaringológico a cada 6 meses até 2 anos de idade no CEDIC.Caso Resultado seja insatisfatório no Reteste de EOA: Realização do PEATE ou em modo triagem, em 35dBnNA. Caso Resultado seja Satisfatório no PEATE: Monitoramento auditivo e otorrinolaringológico a cada 3 meses até 2 anos de idade no CEDIC. Caso Resultado seja Insatisfatório no PEATE: Encaminhamento para APAC (programa de saúde auditiva para avaliação da necessidade de Aparelho de Amplificação Sonora Individual -AASI. Todos os bebês que apresentarem dois ou mais critério de risco auditivo deverão fazer PEATE. Os bebês que apresentarem apenas um risco auditivo e esse risco for Anóxia Neonatal ou hiperbilirrubinemia deverão realizar PEATE. Todos Bebês deverão seguir acompanhamento com pediatra responsável com observação do desenvolvimento auditivo e linguístico, de acordo com a diretriz de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal do Ministério da Saúde. Além disso, devem ser orientados quanto à necessidade do monitoramento mensal nas consultas de puericultura na atenção básica. Ambulatório de Audiologia Infantil do CEDIC terá um banco de dados que permita o controle da cobertura, do índice de teste e reteste, de encaminhamentos ao PEATE. Resultado parcial anual: 20 bebês. Conclusão: Prefeitura municipal de Taubaté busca diagnóstico precoce da deficiência auditiva.

JCIH, 2007;
LEWIS et al., 2010
Protocolo Estadual de Sífilis
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Página(s): p.437
ISSN 1983-1793X
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QUALIDADE DE VIDA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES USUÁRIOS DE PRÓTESES AUDITIVAS E SUAS CORRELAÇÕES COM OS ÍNDICES DE INTELIGIBILIDADE E DE RECONHECIMENTO DE FALA
Inocêncio, LM ; Andrade, MCDM ; Souza, MRF ; Martinelli, MC ;

Introdução: Os ritmos de aprendizagem e de desenvolvimento variam entre crianças, e aquelas com perda auditiva podem apresentar maiores dificuldades nessa empreitada. As próteses auditivas constituem o primeiro passo do processo de reabilitação da audição. A adaptação precoce desses dispositivos minimiza a ocorrência da privação sensorial, reduz o prejuízo no desenvolvimento geral e amplia as perspectivas de melhor Qualidade de Vida. Existem poucos estudos que avaliam a Qualidade de Vida Relacionada à Saúde de crianças e adolescentes com deficiência auditiva. Um dos instrumentos disponíveis para essa finalidade é o Pediatric Quality of Life Inventory™(PedsQL) – Generic Core Scales, composto por um módulo de autoavaliação pelas crianças e um módulo de avaliação pelos pais, com 23 itens cada, que resultam no escore total. Os 23 itens são distribuídos em quatro dimensões (capacidade física, aspecto emocional, atividades sociais e atividades escolares) e em duas subescalas (saúde psicossocial e saúde física). Objetivo: Avaliar e comparar a qualidade de vida de crianças e adolescentes usuários de próteses auditivas na perspectiva deles e de seus cuidadores e investigar a presença de correlações das pontuações do questionário PedsQL com o Índice Percentual de Reconhecimento de Fala e o Índice de Inteligibilidade de Fala com e sem próteses auditivas. Metodologia: O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética sob o número 0120/2021. A amostra foi composta por 17 crianças com perda auditiva neurossensorial acompanhadas por ao menos um de seus responsáveis. Foi realizada uma entrevista por videoconferência na qual foram investigados dados da história clínica e foi aplicado o questionário PedsQL às crianças e adolescentes e aos responsáveis. Também foram registradas informações contidas em prontuário sobre diagnóstico e reabilitação audiológica. Os resultados foram analisados estatisticamente com emprego dos testes de Shapiro-Wilk, t de Student, de postos sinalizados de Wilcoxon e de correlação de Pearson e Spearman, com valor de significância igual a 5%. Resultados: Foram entrevistados 11 (64,71%) pacientes do sexo masculino e seis (35,29%) do sexo feminino, e 11 (64,71%) apresentaram perda auditiva de grau moderado. Não houve diferença estatisticamente significante entre as pontuações obtidas pelos pacientes e pelos responsáveis quando comparadas as respostas por questão, nas dimensões, nas subescalas e no escore total do PedsQL. Foi observada correlação positiva entre o Índice Percentual de Reconhecimento de Fala da melhor orelha e a Dimensão Social quando o PedsQL foi aplicado aos pacientes, bem como entre o Índice de Inteligibilidade de Fala com próteses auditivas e a Dimensão Atividade Escolar quando o PedsQL foi aplicado aos responsáveis. Conclusão: Há semelhança ao comparar a avaliação da Qualidade de Vida realizada pelos menores e a avaliação realizada por seus responsáveis. A dimensão melhor avaliada por pacientes e por cuidadores é a de Capacidade Física. A dimensão pior avaliada pelos pacientes é a Emocional, enquanto a pior avaliada pelos cuidadores é a Atividade Escolar. Tanto para pacientes quanto para cuidadores, a subescala Saúde Psicossocial é a que mostra pontuações mais baixas. Fatores como reconhecimento de fala e audibilidade com próteses auditivas impactam nos resultados de qualidade de vida dessa população.

Fellinger, J., Holzinger, D., Sattel, H., & Laucht, M. (2008). Mental health and quality of life in deaf pupils. 418 European Child & Adolescent Psychiatry, 17(7), 414–423. https://doi.org/10.1007/s00787-008-0683-y.
Meyer, A., Sie, K., Skalicky, A., & Edwards, T. C. (2013). Quality of Life in Youth With Severe to Profound Sensorineural Hearing Loss. JAMA Otolaryngology Head Neck Surg, 139(3), 294–300. Retrieved from http://archotol.jamanetwork.com/.
Ronner, E. A., Benchetrit, L., Levesque, P., Basonbul, R. A., & Cohen, M. S. (2020). Quality of Life in Children with Sensorineural Hearing Loss. Otolaryngology–Head and Neck Surgery, 162(1), 129-136.
Schick, B., Skalicky, A., Edwards, T., Kushalnagar, P., Topolski, T., & Patrick, D. (2012). School Placement and Perceived Quality of Life in Youth Who Are Deaf or Hard of Hearing. Journal of Deaf Studies and Deaf Education School. https://doi.org/10.1093/deafed/ens039.
Yigider, A.P., Yilmaz, S., Ulusoy, H., Kara, T., Kufeciler, L., Kaya, K.H. Emotional and behavioral problems in children and adolescents with hearing loss and their effects on quality of life. International Journal of Pediatric Otorhinolaryngology, Volume 137, October 2020. https://doi.org/10.1016/j.ijporl.2020.110245
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Página(s): p.647
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QUALIDADE DE VIDA EM IDOSOS SUL MINEIROS NA PANDEMIA DE COVID – 19: ESTUDO DE CASO
Levy, C.C.A.C ; Mazulka ACG , ; Almeida, K ;

Os impactos na qualidade de vida dos idosos no período de pandemia de Covid-19. Objetivo: Investigar a restrição de participação e qualidade de vida em indivíduos idosos usuários de AASI, no contexto da pandemia de covid - 19. Método: Estudo de caso de duas idosas sul mineiros, utilizando dois questionários, Hearing Handicap Inventory for the Elderly (HHIE-S) e o de Qualidade de vida no idoso (WHOQOL - old) e por último a entrevista dirigida gravada. Resultados: O estudo dos casos revela que há percepção da de restrição de participação de leve a moderada e severa/significativa nos casos e alto percentual de qualidade de vida, afirmando que ambas ao responder os questionários afirmam sobre suas escolhas e sabem das suas necessidades. Com a gravação da entrevista confirma-se a pontuação de ambos questionários, em que a percepção da perda auditiva e impacto emocional mais a qualidade de vida são evidenciados em falas pontuadas, o assunto se amplia ao dia a dia e as necessidades demandadas para a rotina de duas pessoas.
Conclusão: Há restrição de participação em grau leve a moderado quando se questiona sobre dificuldades de comunicação decorrente a perda auditiva no idoso, no entanto, esse estudo apontou nível de qualidade de vida adequado para as duas idosas entrevistadas no contexto da pandemia de covid - 19.

Almeida K. Verificação do Desempenho e Controle das Características da Amplificação Sonora. In: Bevilacqua MC, Martinez MAN, Balen SA, Pupo AC, Reis ACMB, Frota, S. Tratado de Audiologia. Editora Santos, 2011. p. 377-388.
Carniel CZ, Sousa JCF, Silva CD, Queiroz CAUF, Hyppolito MA, Santos PL. Implicações do Uso do Aparelho de Amplificação Sonora Individual na Qualidade de Vida de Idosos.. CODAS 2017;29(5):e20160241. Acesso em: 12/04/2020. Disponível em: https://pesquisa.bvsalud.org/bvsms/resource/pt/biblio-890794
Matas CG; IÓRIO MCM. Verificação e Validação do Processo de Seleção e Adaptação de Próteses Auditivas. In: Almeida K de; Iório MCM. Próteses Auditivas: fundamentos teóricos e aplicações clínicas. São Paulo: Lovise, 2003. P. 328
The WHOQOL-OLD Group (2005). Development of the WHOQOL-OLD module. Quality of Life Research, 14, 2197-2214.
Wieselberg MB. A auto-avaliação do handicap em idosos portadores de deficiência auditiva: o uso do H.H.I.E. São Paulo , 1997 (Dissertação de Mestrado - Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

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Página(s): p.440
ISSN 1983-1793X
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QUEIXA AUDITIVAS E VESTIBULARES PÓS COVID-19: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
Lopes, T. A. ; Neves, D. D. ; Cardoso, M. J. F. ; Batista, B. M. B. C. ; Pereira, L. C. C. ; Alvarenga, K. F. ; Corteletti, L. C. B. J. ;

Introdução: Em dezembro de 2019 surgiu em Wuhan, na província de Hubei, na China, uma infecção causada por um novo Coronavírus (Covid-19), que rapidamente se espalhou por todo país tornando-se em março de 2020 uma doença pandêmica. Desde então, sinais e sintomas relacionados à doença têm sido descritos na literatura. Entre as principais manifestações apresentam-se o comprometimento respiratório, além de alguns sintomas típicos como febre, tosse, dispnéia, mialgia, dores de cabeça entre outros. Vários outros desfechos negativos da doença têm sido relatados, destacando-se alterações no sistema auditivo e/ou vestibular. Objetivo: O presente estudo teve como objetivo a realização de um levantamento bibliográfico acerca dos sintomas auditivos e vestibulares pós covid-19. Metodologia: Para tanto foram consultadas as seguintes bases de dados: PUBMED, SCOPUS, Web of science e Embase a partir da seguinte pergunta norteadora: “infectados por covid-19 apresentam queixas auditivas e vestibulares?”. Como parte da estratégia de busca utilizou-se os descritores (português e inglês) “covid-19”, “Doenças Vestibulares”, “Audição”, “Perda auditiva”, fazendo uso do conector “AND” entre eles. Foram incluídos na pesquisa artigos publicados a partir de 2020, do tipo relato de caso, série de casos, estudo transversal, caso-controle, coorte e ensaio clínico randomizado. Resultados: Foram excluídos capítulos de livros; descrição de estudos de revisões integrativas, sistemáticas da literatura e/ou metanálise e artigos de reflexão. Com base na metodologia estabelecida, foram levantadas 48 publicações, sendo 19 na base de dados Scopus, 15 na PubMed, 12 na Web of science e 2 na Embase. A partir da leitura do título e resumo desses trabalhos, foram excluídos 23 artigos duplicados, restando então 25 publicações. Após a leitura dos artigos na íntegra e aplicados os critérios propostos na metodologia, foram incluídos na pesquisa 14 estudos. Conclusão: Entre as principais queixas auditivas e vestibulares relatadas destacaram-se o zumbido, a perda auditiva, vertigem/tontura e desequilíbrio. Foram evidenciadas ainda perdas auditivas súbitas e do tipo sensorioneural. Apesar das manifestações pós covid-19 terem sido evidenciadas nas pesquisas, o conhecimento sobre as repercussões ao sistema vestibular e auditivo ainda são limitados. Assim, para que sejam estabelecidas essas associações, faz-se necessário a realização de estudos primários para que então o real impacto a esses sistemas possa ser determinado.

1- Mustafa MWM. Audiological profile of asymptomatic Covid-19 PCR-positive cases. Am J Otolaryngol. 2020 May-Jun;41(3):102483. doi: 10.1016/j.amjoto.2020.102483. Epub 2020 Apr 10. PMID: 32307189; PMCID: PMC7151386.
2- Narozny W, Tretiakow D, Skorek A. Tinnitus in COVID-19 Pandemic. Ear Nose Throat J. 2021 Jun;100(3_suppl):197S-198S. doi: 10.1177/0145561320988364. Epub 2021 Jan 20. PMID: 33470830.
3- Özçelik Korkmaz M, Eğilmez OK, Özçelik MA, Güven M. Otolaryngological manifestations of hospitalised patients with confirmed COVID-19 infection. Eur Arch Otorhinolaryngol. 2021 May;278(5):1675-1685. doi: 10.1007/s00405-020-06396-8. Epub 2020 Oct 3. PMID: 33011957; PMCID: PMC7532931.
4- Alves de Sousa F, Pinto Costa R, Xará S, Nóbrega Pinto A, Almeida E Sousa C. SARS-CoV-2 and hearing: An audiometric analysis of COVID-19 hospitalized patients. J Otol. 2021 Jul;16(3):158-164. doi: 10.1016/j.joto.2021.01.005. Epub 2021 Feb 3. PMID: 33558808; PMCID: PMC7857034.
5- Dharmarajan S, Bharathi MB, Sivapuram K, Prakash BG, Madhan S, Madhu A, Devi GN, Aliya SA, Ramya SB. Hearing Loss-a Camouflaged Manifestation of COVID 19 Infection. Indian J Otolaryngol Head Neck Surg. 2021 May 10;73(4):1-5. doi: 10.1007/s12070-021-02581-1. Epub ahead of print. PMID: 33996529; PMCID: PMC8109216.
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QUEIXAS AUDITIVAS E NÃO AUDITIVAS EM TRABALHADORES EXPOSTOS A RUÍDO: IDENTIFICAÇÃO DE RISCO PARA PERDA AUDITIVA INDUZIDA POR RUÍDO
Diniz, F. A. ; Rocha, C. H. ; Moreira, R. R. ; Samelli, A. G. ;

Introdução: O ruído em níveis de pressão sonora elevados pode provocar, além dos efeitos negativos na audição, problemas na saúde em geral, como dores de cabeça, ansiedade, irritabilidade e afetar até mesmo nossa capacidade de concentração. A perda auditiva induzida por ruído (PAIR) se caracteriza por uma diminuição gradual da acuidade auditiva por um período de 6 a 10 anos, durante a exposição a elevados níveis de pressão sonora, sendo neurossensorial, irreversível e de evolução progressiva, com início nas altas frequências audiométricas. Sabe-se que nem sempre a avaliação audiológica está disponível prontamente. Assim, é importante que sinais e sintomas sensíveis e específicos relacionados à saúde auditiva sejam identificados, como forma de triar os indivíduos de maior risco para apresentarem alterações relacionadas com o ruído. Objetivo: Caracterizar a prevalência de queixas auditivas e não auditivas presentes em trabalhadores expostos ao ruído, buscando correlacioná-las à presença de PAIR, como forma de identificar quais seriam os sinais e sintomas mais sensíveis e específicos para as alterações audiológicas relacionadas ao ruído. Métodos: Estudo retrospectivo, aprovado pelo Comitê de Ética da instituição (n. 0778/08). Os dados foram levantados por meio de análise dos prontuários do serviço de audiologia da instituição a partir de 2018. Foram coletados dados em relação a idade, sexo, função, uso de proteção auditiva, exposição extra-ocupacional ao ruído, exposição a químicos, queixas auditivas, queixas não auditivas, limiares auditivos por frequência do último audiograma. Resultados: Até o momento foram coletados dados de 152 trabalhadores, média de idade de 53,68 anos, sendo 89% do sexo masculino. Destes, 65,78% apresentaram perda auditiva. Referente às queixas auditivas, 77,6% dos indivíduos apresentaram pelo menos uma, sendo o incômodo com sons intensos a mais relatada (50,65%), seguida pelo zumbido (38,15%) e pela dificuldade em entender a fala (31,57%). Em relação às queixas não auditivas, a tontura foi relatada por 38,81% dos trabalhadores. Na análise das queixas para a identificação do risco para PAIR (sensibilidade - S, especificidade - E, acurácia - A), observou-se respectivamente: não escutar bem – S:30%, E:82%, A:48%; incômodo para sons intensos – S:52%, E:52%, A:52%; zumbido – S:45%, E:75%, A:55%; dificuldade para entender a fala – S:36%, E:76%, A:50%; qualquer queixa auditiva – S:83%, E:33%, A:66%; queixa não auditiva – S:38%, E:59%, A:45%. Conclusão: A maioria dos trabalhadores expostos a ruído incluídos no estudo apresentou pelo menos uma queixa auditiva. A presença de qualquer queixa auditiva mostrou boa sensibilidade e acurácia na identificação da PAIR, sendo que isoladamente a que mostrou maior acurácia foi o zumbido. A queixa não auditiva teve baixa acurácia para a identificação da PAIR. Sendo assim, nossos resultados enfatizam a importância dos sinais e sintomas auditivos para identificar indivíduos com maior risco para PAIR, sendo que estes devem ter prioridade no acompanhamento audiológico, quando a audiometria não estiver disponível para todos os indivíduos. Independente disso, destaca-se a importância da promoção à saúde auditiva e prevenção das perdas auditivas com todos os indivíduos expostos a agentes otoagressores.

Dias A., Cordeiro R., Corrente J.E., Gonçalves C.G.O. Associação entre perda auditiva induzida pelo ruído e zumbidos. Grupo de Apoio à Pesquisa, Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar, Jun.2005.
Guerra R.M., Lourenço P.M.C., Bustamante-Teixeira M.T., Alves M.J.M. Prevalência de perda auditiva induzida por ruído em empresa metalúrgica. NATES - Universidade Federal de Juiz de Fora, Set. 2004.
Araújo S.A. Perda auditiva induzida pelo ruído em trabalhadores de metalúrgica. Rev Bras Otorrinolaringol. V.68, n.1, 47-52, jan./fev. 2002.
Nunes C.P., Abreu T.R.M., Oliveira V.C., Abreu R.M. SINTOMAS AUDITIVOS E NÃO AUDITIVOS EM TRABALHADORES EXPOSTOS AO RUÍDO. Revista Baiana de Saúde Pública, v.35, n.3, p.548-555 jul./set. 2011.
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QUEIXAS AUDITIVAS EM MÚSICOS DE ORQUESTRA SINFÔNICA
Souza, N. A. ; Burle, N. L. O. ; Garcia, V. S. ; Mancini, P. C. ;

Introdução: O desenvolvimento de patologias que acometem o sistema auditivo é uma característica comum entre músicos de orquestras sinfônicas, uma vez que esses estão constantemente expostos a fatores que podem causar prejuízos à audição, como, por exemplo, filhos de elevada amplitude, ensaios em espaços acusticamente inapropriados e extensas jornadas de trabalho. Objetivo: Verificar a relação entre a presença de queixas auditivas e as características da amostra. Método: Questionário autoaplicado em músicos da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Para efeito de comparação, foram considerados aqueles que se distanciaram da média em mais de um desvio padrão. Os grupos foram comparados entre si por meio do teste do qui-quadrado, com nível de significância de 95% (p <0,05). O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa, processo número 48120915.3.0000.5149. Resultados: A amostra foi composta por 53 músicos, sendo 36 homens e 17 mulheres. Na comparação entre sexos, a prevalência de queixas auditivas foi 3,58 vezes mais comum no sexo feminino (p <0,05), com destaque para a faixa etária de 30-39 anos, na qual as queixas foram 9,65 vezes maiores nesse sexo (p <0,05). As queixas de hiperacusia e plenitude auricular foram 4,7 vezes mais comuns entre mulheres (p <0,05) e a de hipoacusia, 13 vezes mais comum (p <0,05). Músicos que descrevem suas atividades de prática instrumental com até sete anos de idade, uma frequência de queixas auditivas, 2,88 vezes maior quando comparados àqueles que iniciaram com 18 anos ou mais (p <0,05). Entre os músicos que trabalham 45 horas ou mais por semana, o número de queixas auditivas foi 5,05 vezes maior quando comparados àqueles que trabalham 14 horas ou menos (p <0,05). Após comparar as queixas auditivas quanto ao número de anos de estudo / trabalho com música erudita, a amostra do presente estudo não apresentou relação entre as duas variáveis, pois a correlação não apresentou diferenças significativas O número de queixas apresentadas teve relação direta com o tempo semanal de exposição sonora nas duas comparações. O primeiro, realizado expondo os participantes a frequências extremas, apresentou diferença mais significativa no número de alterações auditivas do que aquele que considerou todos os participantes. Conclusões: A presença de queixas auditivas entre músicos foi muito mais comum entre mulheres. Quanto à estratificação etária, não foram encontradas diferenças para o número de pacientes queixosos. A precocidade no início das atividades musicais, e um maior tempo de exposição sonora durante uma semana, terá relação direta com uma maior prevalência de queixas auditivas.

1. Ministério da Saúde. Perda auditiva induzida por ruído (PAIR). Acessado em 14/06/2016. Disponível em: < http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/protocolo_perda_auditiva.pdf >.
2. McIlvaine D, Stewart M, Anderson R. Níveis de exposição ao ruído para músicos durante os tempos de ensaio e performance. Problemas médicos dos artistas performáticos. 2012; 27 (1): 31-6.
3. McBride D, Gill F, Proops D, Harrington M, Gardiner K, Attwell C. Noise e o músico clássico. Bmj. 1992; 305 (6868): 1561-3.
4. Kahari KR, Axelsson A, Hellstrom PA, Zachau G. Avaliação auditiva de músicos orquestrais clássicos. Scand Audiol. 2001; 30 (1): 13-23.
5. Namuur F, Fukuda Y, Onishi E, Toledo R. Avaliação auditiva em músicos da orquestra sinfônica municipal de São Paulo. Rev Bras Otorrinolaringol. 1999; 65 (5): 390-5.

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QUEIXAS AUDITIVAS PELO USO DE FONES AURICULARES EM ESTUDANTES: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Maschio, G.A.S. ; Hage, S.R.V. ; Lopes, A.C. ;

INTRODUÇÃO: Atualmente, as mudanças sociais e tecnológicas trouxeram novas demandas em relação ao modo de pensar, agir, de se relacionar e adquirir conhecimentos. Diante disso, os aparelhos eletrônicos vêm se transformando em equipamentos indispensáveis para o cotidiano. Logo, o uso de fones auriculares por serem práticos e portáteis têm se tornado um acessório essencial. Diante disto, associada ao distanciamento social imposto pela pandemia de COVID-19, as atividades escolares passaram a ser remota, tendo um crescente aumento deste objeto. OBJETIVO: Analisar a prevalência de queixas auditivas de estudantes que fazem uso de fones auriculares. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão de literatura integrativa realizada nas bases de dados, SciELO, Lilacs e Scopus, utilizando os descritores: saúde auditiva, fones de ouvido, estéreos pessoais, headset, hearing health. Os critérios de inclusão e exclusão foram artigos completos e publicados nos últimos dez anos. Em seguida, os artigos encontrados foram filtrados de acordo com o resumo, e aqueles que não se adequaram ao tema principal da pesquisa, foram descartados. RESULTADOS: Foram encontrados onze artigos nas bases de dados aplicando os critérios de inclusão e exclusão. Ao final, sete artigos foram incluídos por cumprirem os critérios adotados. Com base nos achados da pesquisa, os resultados encontrados são anteriores à pandemia, ou seja, com as aulas remotas, a tendência é de que os fones auriculares terem sido mais utilizados. O fone intra-aural é considerado o mais utilizado pelos estudantes, apresentando também maior nível de pressão sonora quando comparado aos supra-aurais, sendo utilizado de 2 a 3 horas diariamente. Como principais queixas auditivas, aparecem a plenitude auricular e zumbido, foi observado em um dos estudos que quanto maior o tempo de exposição do usuário, maior é a presença de zumbido e também a presença do efeito de supressão das Emissões Otoacústicas. Em relação aos limiares auditivos, as médias de via aérea apresentaram-se dentro da normalidade, no entanto, observou-se alteração nas frequências entre 3KHz e 6KHz. Notável parte dos jovens classificam como forte a intensidade que usam em seus fones, mesmo tendo conhecimento prévio a respeito dos efeitos nocivos de sons em intensidade elevada para a audição, no entanto continuam com hábitos de uso inadequados desses equipamentos. A maioria dos estudantes acreditam ter uma boa percepção auditiva, entretanto uma parcela já refere possuir diminuição da acuidade auditiva. Por fim, foi observado que a figura da escola, nos estudos, apareceu como o meio de informação que menos contribui para os conhecimentos dos estudantes sobre possíveis riscos que o uso de fones pode causar à audição. CONCLUSÃO: Os achados evidenciaram perfil audiológico similar à de trabalhadores expostos à intensidades sonoras, sendo assim, considerando que estes participantes ainda não estão inseridos em mercado de trabalho, faz-se necessário a implementação eficaz de práticas educativas em saúde, programas de promoção da saúde auditiva em escolares, em consonância ao Programa saúde na escola e Dangerous Decibel Brasil.

BOSQUE, Lívia Telini Del; TESTA, Maria Aparecida. Os danos causados pelo Fone de Ouvido. São Paulo, SP: Convenit Internacional – Coepta, 2019. Disponível em: http://www.hottopos.com/convenit30/87-94LutLiviaf.pdf. Acesso em: 13 jan. 2022.
KENSKI, Vani Moreira. Educação e Tecnologias: o novo ritmo da informação. Campinas, SP: Papirus, 2008.
AGÊNCIA BRASIL. Covid-19: governo declara transmissão comunitária em todo o país. Disponível em: .Acesso em: 13 de mai. 2020.
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Página(s): p.493
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QUEIXAS AUDITIVAS, VESTIBULARES E FATORES ASSOCIADOS EM IDOSOS COM TONTURA: ESTUDO RETROSPECTIVO
MENDES, LS ; BRANCO-BARREIRO, FCA ;

Introdução: A tontura e o desequilíbrio são queixas comuns, que se tornam mais prevalentes com o avançar da idade. Mudanças decorrentes do envelhecimento acometem os sistemas envolvidos no equilíbrio corporal, tanto os sensoriais - visual, vestibular e somatossensorial - como a integração central e a resposta motora. Doenças crônicas, uso de medicamentos e doenças específicas do sistema vestibular contribuem para a tontura no idoso. Objetivo: caracterizar a tontura em idosos, bem como investigar a presença de comorbidades e hábitos que possam desencadear ou agravar a tontura; sintomas auditivos e vestibulares; verificar se existe associação entre a intensidade da tontura e ansiedade/depressão, estresse, idade, enxaqueca e número de comorbidades. Método: O estudo foi observacional de corte transversal, retrospectivo e de análise descritiva, desenvolvido por meio da análise de banco de dados de pacientes consecutivos, com idade igual ou superior a 60 anos de idade, atendidos de 2018 a 2020, no Ambulatório de Avaliação e Reabilitação Vestibular de um hospital universitário na cidade São Paulo, para avaliação da função vestibular. Resultados: Foram incluídos no estudo 82 participantes, com média de idade de 70,40 anos, na maioria mulheres (71,95%). 55 (67,07%) relataram o início da tontura há anos; com duração de segundos (28,05%) ou minutos (24,39%); de intensidade moderada (36.59%); de forma esporádica 24 (29,27%); caracterizada como vertigem interna (25,83%) e instabilidade postural (25,61%); desencadeada por movimentos do corpo (59,76%) e da cabeça (51,22%); com zumbido (78,05%) e perda auditiva (69,51%); com hipertensão arterial (65,85%); que faziam uso de medicamentos (87.80%) e abuso de café (51,22%). Conclusão: A vertigem e a instabilidade postural, desencadeados por movimentos corporais e cefálicos, foram os tipos de tontura mais prevalentes nos idosos estudados, sendo a maioria do sexo feminino, com hipertensão arterial referida, uso de medicamentos e abuso de cafeína. Não foi observada associação entre a intensidade da tontura e ansiedade/depressão, estresse, idade, enxaqueca e número de comorbidades.


GAZZOLA, J. M.; GANANÇA, F. F.; ARATANI, M. C.; PERRACINI, M. R. & GANANÇA, M. M. (2006). Clinical evaluation of elderly people with chronic vestibular disorder. Brazilian journal of otorhinolaryngology, 72(4), 515–522.
KAMMERLIND, AS.C., Ernsth Bravell, M. & Fransson, E.I. Prevalence of and factors related to mild and substantial dizziness in community-dwelling older adults: a cross-sectional study. BMC Geriatr 16, 159 (2016). https://doi.org/10.1186/s12877-016-0335-x
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Página(s): p.646
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REABILITAÇÃO AUDITIVA NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE NO RIO GRANDE DO SUL: RELAÇÃO ENTRE OFERTA DE VAGAS E DEMANDA
Thomazi, Â. B. O. ; Gonçalves, M. S. ; Fedosse, E. ;

Introdução: A regulação de acesso é uma ferramenta do Estado para a organização e a gestão das políticas públicas em saúde, representando um balizador entre oferta e demanda. Um dos grandes desafios da regulação assistencial é promover o acesso equânime dos usuários à atenção especializada e, desta forma, evitar ou diminuir a existência de filas de espera, uma situação muito comum para concessão e adaptação de próteses auditivas aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Objetivo: Investigar a relação entre a oferta de vagas e a demanda de usuários candidatos à reabilitação auditiva no SUS no Rio Grande do Sul (RS). Metodologia: Estudo exploratório, censitário, transversal, de análise descritiva e aprovado pela Secretaria Estadual de Saúde do RS (SES/RS) e pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição responsável (parecer número 4.313.572). Foram convidadas a participar deste estudo todas as 15 Coordenadorias Regionais de Saúde do RS (CRS/RS) - instâncias administrativas da SES/RS que contam com profissionais reguladores do acesso à reabilitação auditiva. A coleta de dados ocorreu, junto aos participantes, num período de seis meses (entre os anos de 2020 e 2021). As informações de oferta de vagas e demanda referem-se à série histórica do ano de 2019. A adesão dos participantes se deu pela assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Resultados: Participaram 14 (93,33%) CRS/RS, as quais foram identificadas por letras na ordem das entrevistas. Seguem dados sobre a oferta mensal de vagas do procedimento, a demanda de usuários e o percentual de procedimentos efetivados (obtido pela relação entre oferta/demanda) nos prestadores de referência, em cada uma das CRS/RS: CRS A - 50, 240, 20,83%; CRS B - 73, 923, 7,91%; CRS C - 14, 1.641, 0,85%; CRS D - 20, 1.628, 1,23%; CRS E - 50, 570, 8,77%; CRS F - 22, 144, 15,28%; CRS G - 27, 291, 9,28%; CRS H - 128, 481, 26,61%; CRS I - 10, 390, 2,56%; CRS J - 60, 0, 100%; CRS K - 25, 447, 5,59%; CRS L - 28, 137, 20,44%; CRS M - 51, 123, 41,46%; CRS N - 20, 0, 100%. A análise do percentual entre oferta e demanda revelou que 12 (85,71%) delas possuíam oferta de vagas insuficiente, mostrando um expressivo desequilíbrio desta relação. Chamam atenção as CRS J e N, as quais, com 80 vagas contemplam integralmente toda a demanda. Conclusão: A carência assistencial em reabilitação auditiva no estado do RS, apontada pelo desequilíbrio da relação entre oferta e demanda na maioria das regiões, requer avaliação constante e atitudes oportunas dos gestores e reguladores de acesso. Há que se trabalhar para manutenção ou ampliação de vagas visando responder adequadamente às demandas regionais.

Brasil. Portaria de Consolidação n. 2, de 28 de setembro de 2017. Consolidação das normas sobre as políticas nacionais de saúde do Sistema Único de Saúde. Diário Oficial da União. 28 set 2017.

Melo EA, Gomes GG, Carvalho JO, Pereira PHB, Guabiraba KPL. A regulação do acesso à atenção especializada e a Atenção Primária à Saúde nas políticas nacionais do SUS. Physis. 2021; 31(1):1-26.

Oliveira RR, Elias PEM. Conceitos de regulação em saúde no Brasil. Rev de Saúde Pública. 2012; 46(3):571-6.

Vilarins GCM, Shimizu HE, Gutierrez MMU. A regulação em saúde: aspectos conceituais e operacionais. Saúde em Debate. 2012; 36(95):640-647.

Rio Grande do Sul. Decreto n. 55.718, de 12 de janeiro de 2021. Dispõe sobre a estrutura básica da Secretaria da Saúde. Diário Oficial da União. 12 jan 2021.
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REABILITAÇÃO VESTIBULAR EM IDOSOS COM DISFUNÇÃO VESTIBULAR: ESTUDO RETROSPECTIVO
Lopes, C. M. ; Branco-Barreiro, F.C.A ;

Introdução: A manutenção do equilíbrio corporal se dá a partir da integração das informações sensoriais advindas dos sistemas vestibular, visual e somatossensorial. Caso haja um conflito entre essas informações, este poderá impactar no equilíbrio do indivíduo. O envelhecimento afeta o funcionamento desses sistemas sensoriais, bem como o processamento das informações sensoriais pelo sistema nervoso central, contribuindo para o desequilíbrio corporal no idoso. A prevalência da disfunção vestibular aumenta com a idade, podendo resultar em quedas, medo de cair, perda da confiança no equilíbrio corporal, ansiedade e depressão. A reabilitação vestibular é um recurso terapêutico que consiste em um programa de exercícios baseados nos mecanismos centrais de compensação vestibular: adaptação vestibular, substituição e habituação. Por meio da realização de exercícios envolvendo olhos, cabeça e corpo, visa promover e acelerar o processo de compensação vestibular, melhorando o equilíbrio corporal. Considerando a alta prevalência de tontura e quedas em adultos de meia idade e idosos, destaca-se a importância do estudo da reabilitação vestibular como uma ferramenta terapêutica para intervenção das disfunções vestibulares. Objetivo: Avaliar o efeito da reabilitação vestibular sobre o equilíbrio corporal, o risco de queda e a qualidade de vida em adultos de meia idade e idosos com disfunção vestibular. Metodologia: O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). Estudo retrospectivo descritivo longitudinal. Foi utilizado o banco de dados de um ambulatório de avaliação e reabilitação vestibular do hospital escola de uma universidade pública. Neste, a RV é realizada semanalmente, em oito a 10 sessões presenciais com duração de 45 minutos a uma hora. Foram extraídos os resultados da avaliação pré e pós reabilitação vestibular constituída pelos testes Timed Up and Go (TUG), Teste de Sentar e Levantar, Teste de Alcance Funcional Anterior (TAF), Índice de Marcha Dinâmica (Dynamic Gait Index-DGI), Escala Visual Analógica e Questionário de Handicap da Tontura (Dizziness Handicap Inventory-DHI). de indivíduos com idade igual ou superior a 50 anos, diagnóstico clínico de tontura crônica decorrente de distúrbio vestibular, submetidos à RV nos últimos dois anos. Resultados: Foram encontrados os resultados de 45 indivíduos, que atendiam aos critérios de inclusão. No entanto, apenas 16 possuíam avaliação pré e pós-intervenção. Destes, 11 (68,75%) eram mulheres e 5 (31,25%) homens, com média de idade de 63,8 anos, sendo a mínima de 52 e a máxima de 79 anos. Houve diferença significativa entre os momentos pré e pós-reabilitação vestibular para todos os instrumentos utilizados na avaliação, com exceção do TAF e da DGI. Conclusão: Houve melhora significante do equilíbrio corporal, redução do risco de queda e diminuição do impacto da tontura na qualidade de vida de adultos de meia idade e idosos com disfunção vestibular após a reabilitação vestibular.

Ruwer LS, Rossi AG, Simon LF. Equilíbrio no idoso. Rev. Bras. Otorrinolaringol 2005; 71 (3): 298-303
. MACEDO, Camila et al . Influência das informações sensoriais no equilíbrio corporal estático de idosos vestibulopatas. Braz. j. otorhinolaryngol., São Paulo , v. 81, n. 1, p. 50-57, Feb. 2015 .
Martins E Silva DC, Bastos VH, de Oliveira Sanchez M, Nunes MK, Orsini M, Ribeiro P, Velasques B, Teixeira SS. Effects of vestibular rehabilitation in the elderly: a systematic review. Aging Clin Exp Res. 2016 Aug;28(4):599-606. doi: 10.1007/s40520-015-0479-0. Epub 2015 Oct 28. PMID: 26511625.
SALMITO, Márcio Cavalcante et al . Otoneurologia: definições e terapias baseadas em evidências - Resultados do I Fórum Brasileiro de Otoneurologia. Braz. j. otorhinolaryngol., São Paulo , v. 86, n. 2, p. 139-148, Apr. 2020 .
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Página(s): p.466
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REALIDADE VIRTUAL NA REABILITAÇÃO VESTIBULAR: UMA REVISÃO DA LITERATURA
Sevilha, B.C.F. ; Marques, C.C. ; CUNHA, K. M. ; Sales, R. ;

A realidade virtual faz parte do progresso tecnológico e traz consigo novos prismas e benefícios para as várias áreas do conhecimento e da saúde. A reabilitação vestibular tem encontrado bons resultados ao se aliar com as tecnologias, pois os dispositivos eletrônicos proporcionam treinamentos com alto nível de veracidade aos pacientes, os ambientes e situações de rotina podem ser recriados e trabalhar sua visão, audição, cognição e consequentemente sua propriocepção e equilíbrio. Os games possibilitam ao paciente treinamentos efetivos, muito bem elaborados, com custos acessíveis e no conforto de sua casa. Frente a possibilidade em integrar a realidade virtual ao tratamento de questões relacionadas ao equilíbrio, o presente trabalho teve por objetivo realizar um levantamento de estudos em que a realidade virtual foi utilizada na reabilitação vestibular. Tratou-se de uma pesquisa bibliográfica cujo os artigos foram levantados por intermédio dos bancos de dados eletrônicos Lilacs (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), PubMed (National Center for Biotechnology Information – NCBI), SciELO (Scientific Eletronic Library Online). A busca foi limitada a artigos publicados entre Março de 2012 a Fevereiro 2021, sendo selecionados três artigos nos idiomas português e inglês, os quais estavam relacionados à questões posturais em pacientes com alterações neurológicas como Paralisia Cerebral e Parkinson, e não demonstravam alterações vestibulares. Pode-se considerar então, a necessidade de pesquisas que auxiliem a identificar o uso da realidade virtual em alterações vestibulares.

1. Gonçalves DU, Ganança FF, Bottino MA, Greters ME, Ganança MM, Mezzalira R, et al. Avaliação Otoneurológica: boas práticas atuais. Braz. J Otorhinolaryngol. 2014;80(2):95.
2. Boéchat EM, et al. Tratado de Audiologia. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2015.
3. Herdman SJ. Reabilitação Vestibular. 2ª ed. Barueri: Manole;2002.
4. Marone SAM, Miniti A, Bento RF. Tratado de Otologia. São Paulo: Edusp-Editora da Universidade de São Paulo; 1998.
5. Audi M, Barrozo AL, Perin BO, Frota JBB, Braccialli LMP. Realidade virtual como ferramenta para reabilitação: estudo de caso. Rev. bras. educ. espec. 2018; 31(60):153-166.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.630
ISSN 1983-1793X
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RECONHECIMENTO DE FALA NO RUÍDO EM ADULTOS COM SÍFILIS ADQUIRIDA E/OU HIV EM TRÊS SERVIÇOS DE UMA CAPITAL: DADOS PRELIMINARES COM O TESTE DE DÍGITOS NO RUÍDO
Silva, A. R. X. ; Cunha, B. K. S. ; Nunes-Araújo, A. D. S. ; Balen, S. A. ;

Introdução: O Teste de Dígitos no Ruído (TDR) é uma ferramenta de triagem auditiva baseada em aplicativo utilizado para identificação de perdas auditivas, através do reconhecimento de fala no ruído. Apresenta estímulos de fala (dígitos) no ruído dioticamente em diferentes relações sinal/ruído. Seu uso em serviços de saúde pode contribuir para identificação de alterações auditivas em indivíduos com indicadores de risco para a perda auditiva, tais como as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) - HIV e sífilis. Objetivo: Estudar o reconhecimento de fala no ruído com o TDR em adultos com sífilis adquirida e/ou HIV em três serviços de saúde de uma Capital. Metodologia: Estudo transversal de caráter observacional. Todos os sujeitos assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE) aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa em Seres Humanos (nº 4.627.820). Em todas as unidades, foram recrutados 63 sujeitos por conveniência com idades entre 18 e 59 anos, com diagnóstico de sífilis, HIV ou coinfecção. Foram incluídos sujeitos sem histórico ou presença de doenças neurológicas, cardiovasculares, metabólicas e/ou psiquiátricas conhecidas ou relatadas. Foram excluídos seis sujeitos com ausência de emissões otoacústicas evocadas pelo menos unilateralmente. A amostra de 49 sujeitos foi dividida em quatro grupos; G1: um sujeito com sífilis; G2: seis sujeitos com coinfecção de sífilis e HIV, G3: 27 sujeitos com HIV, e G4: 15 grupo controle, composto por sujeitos sem diagnóstico de sífilis adquirida ou outras patologias que indiquem risco para a deficiência auditiva em adultos. O recrutamento e avaliação foram realizadas em uma Unidade Básica de Saúde e em Serviços de Atendimentos Especializado a pessoas com HIV/AIDS (incluindo Serviço de Assistência Especializada em IST/AIDS), nos quais foram aplicados: anamnese, inspeção do meato acústico externo, teste de emissões otoacústicas evocadas transientes (EOAT) utilizando o equipamento portátil TITAN da marca Interacoustics e o TDR em Português, executado em um smartphone Motorola Z com fone de ouvido que o acompanha. O TDR foi aplicado no modo inphase e outphase binauralmente. Todos os procedimentos foram realizados em ambiente silencioso, e com a presença de um pesquisador treinado. Foi realizada análise descritiva e aplicado o teste Kruskall-Wallis intergrupos, utilizando-se o nível de significância de 5%. Resultados: Na análise descritiva o reconhecimento de fala no ruído no TDR de cada grupo apresentou mediana de: -14,4 dB no G1, -15,1 dB no G2, -15,4 dB no G3 e -14,6 dB no G4 no modo inphase (p=0,603); -10,0 dB no G1, -11,4 dB no G2, -11,0 dB no G3 e -10,4 dB no G4 no modo outphase (p=0,803). Conclusão: O resultado do reconhecimento de fala no ruído dos sujeitos com sífilis, HIV e coinfecção foram semelhantes entre si e com o grupo controle no TDR, não evidenciando risco para a presença de perda auditiva nos sujeitos avaliados. Estes achados são preliminares, sendo necessário aumento do n amostral por grupo. A aplicação do TDR como ferramenta de triagem em serviços do SUS demonstrou viabilidade e praticidade.

1. POTGIETER, J.M. et al. Development and validation of a smartphone-based digits-in-noise hearing test in South African English. International Journal of Audiology, [s. l.], v. 55, n. 7, p. 405–411, 2016. Available at: https://doi.org/10.3109/14992027.2016.1172269. Acesso em: 7 nov. 2020.
2. POTGIETER, J. M.; SWANEPOEL, D. W.; SMITS, C. Evaluating a smartphone digits-in-noise test as part of the audiometric test battery. South African Journal of Communication Disorders, [s. l.], v. 65, n. 1, p. 6, 2018. Available at: https://doi.org/10.4102/sajcd.v65i1.574. Acesso em: 6 nov. 2020.
3. SMITS, C.; GOVERTS, S. T.; FESTEN, J. M. The digits-in-noise test: Assessing auditory speech recognition abilities in noise. The Journal of the Acoustical Society of America, [s. l.], v. 133, n. 3, p. 1693–1706, 2013. Available at: https://doi.org/10.1121/1.4789933. Acesso em: 6 nov. 2020.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.576
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REDE DE SAÚDE AUDITIVA NO RIO GRANDE DO NORTE: ANÁLISE SITUACIONAL
Pedrosa, B. H. ; Araújo, B. E. M. ; Araújo, E. S. ;

A perda auditiva (PA) atinge 1,5 bilhão de pessoas em nível global. A Organização das Nações Unidas prevê que em 2050, o número de pessoas com PA deve chegar a quase 2,5 bilhões, dos quais 700 milhões necessitarão de intervenções, configurando um problema de saúde pública, visto que, quando não quando não identificado precocemente, acarreta dificuldades para a aquisição e desenvolvimento de fala e linguagem, além dos custos gerais que a PA não tratada gera a longo prazo. Em 2010, a realização da Triagem Auditiva Neonatal tornou-se obrigatória no Brasil e, para que seu objetivo seja de fato alcançado, faz-se importante uma rede de saúde estruturada e com sistema de referência e contrarreferência operativo. Sem as etapas subsequentes de diagnóstico funcional e reabilitação, a TAN não será efetiva. Assim, para além da realização do teste e reteste, faz-se necessário a garantia de um monitoramento e acompanhamento do desenvolvimento da audição e linguagem. Neste contexto, o objetivo do presente estudo foi identificar os serviços de TAN no estado do Rio Grande do Norte (RN), verificar as ações de saúde auditiva e analisar o fluxo de encaminhamento nos diferentes níveis de atenção à saúde do estado. Trata-se de um estudo exploratório transversal, com aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da Instituição, parecer 4.627.828, realizado em etapas: (1) análise no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) das instituições credenciadas no estado na área de saúde auditiva; (2) envio de questionário online às secretarias municipais de saúde e aos profissionais que atuam nos estabelecimentos em diversas tentativas por e-mail e contato telefônico; (3) busca ativa, por meio de contato telefônico, com as famílias após falha na TAN no programa de uma maternidade pública. Contatou-se que o RN possui oito estabelecimentos com a modalidade de saúde auditiva, sendo cinco Centros Especializados de Reabilitação (CER) e três Serviços Específicos de Saúde Auditiva de Alta Complexidade. Em relação aos serviços de TAN, foram identificados um total de 12, em municípios distintos. Com apenas 14 respostas válidas no questionário, nove foram de profissionais que atuam na gestão das secretarias e cinco de fonoaudiólogos que atuam com TAN. Nenhuma resposta foi registrada com a indicação de existência de um banco de dados completo, com sistema de referência e contrarreferência e controle de indicadores de qualidade da TAN à intervenção. Do total de 41 crianças encaminhadas para diagnóstico audiológico no período analisado, obteve-se 23 contatos efetivos (56,10%) e, destas, 15 haviam realizado a avaliação. Três teve confirmação de perda auditiva, porém ainda não haviam sido adaptadas com dispositivos eletrônicos. Diante dos resultados obtidos, conclui-se que há notória dificuldade de implantação dos programas de TAN no RN e na articulação entre os diferentes níveis de atenção à saúde auditiva infantil, além de uma perceptível dificuldade em relação à transparência e acesso dos dados. Salienta-se a importância de estudos dessa natureza em âmbito nacional, visto que ainda são incipientes, além de contribuir para o desenvolvimento de ações e políticas públicas que abranjam o acesso dos programas de saúde auditiva infantil.

1. Lobo MG, Andrade CLO, Alves C. Avaliação da cobertura de triagem auditiva neonatal nas macrorregiões de saúde do estado da Bahia entre os anos de 2011 a 2018. Rev Ciênc Méd Biol. 2020; 19(4): 565 - 571.
2. Agostinho RS. Saúde Auditiva Infantil na rede de saúde pública: é uma realidade? [Doutorado]. São Paulo: Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo; 2019.
3. Tordrup D, Smith R, Kamenov K, Bertram MY, Green N, Chadha S. Global return on investment and cost-effectiveness of WHO’s HEAR interventions for hearing loss: a modelling study. Lancet Glob Health. 2022; 10: 52-62.
4. World Health Organization. Word report on hearing. Geneva: World Health Organization; 2021.
5. Organização Mundial da Saúde. Financiamento dos Sistemas de Saúde: O caminho para a cobertura universal. Geneva: World Health Organization; 2010.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.656
ISSN 1983-1793X
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REGULAÇÃO DE ACESSO EM SAÚDE AUDITIVA NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Thomazi, Â. B. O. ; Gonçalves, M. S. ; Fedosse, E. ;

Introdução: A Secretaria Estadual da Saúde do estado do Rio Grande do Sul (SES/RS) está organizada em instâncias administrativas - Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS) - responsáveis pelo planejamento, acompanhamento e gerenciamento das ações e serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) no território. No RS, as 18 CRS viabilizam políticas do SUS nas diversas regiões do estado, de acordo com as demandas da população; portanto, estão em constante aperfeiçoamento, principalmente através da contribuição de diferentes profissionais da saúde, os quais possuem distintas atribuições, dentre elas, a regulação de acesso. Esta procura atender aos princípios e diretrizes do SUS e, principalmente, ao tempo oportuno de acesso dos usuários aos serviços de saúde. Objetivo: Desvendar o processo de regulação de acesso, os desafios e as perspectivas das CRS/RS referente à saúde auditiva. Metodologia: Pesquisa exploratória, transversal e censitária com análise descritiva, aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição responsável, sob parecer número 4.313.572, e pela SES/RS. Os participantes, responsáveis pela regulação dos procedimentos de saúde auditiva nas CRS/RS, assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e foram entrevistados entre o segundo semestre de 2020 e o primeiro de 2021 quanto à formação profissional, identificação dos procedimentos disponíveis e respectiva oferta, sistemática da regulação de acesso e outras ações em saúde auditiva. Resultados: Participaram 15 profissionais, todas mulheres entre 30 e 47 anos (média de idade = 35,44; desvio padrão = ± 5,32), representando 16 (88,88%) das 18 CRS/RS (uma das participantes era responsável pela regulação em duas CRS/RS e, por isso, foi entrevistada duplamente). Eram 13 (86,66%) fonoaudiólogas e duas (13,33%) fisioterapeutas, graduadas entre 1997 e 2012; 13 (86,66%) possuíam pós-graduação. Sobre a regulação nas CRS/RS, 13 (81,25%) utilizavam o Sistema Nacional de Regulação e três (18,75%) a realizavam manualmente; 12 (75%) utilizavam o protocolo disponibilizado pela SES/RS (vale destacar que as duas CRS/RS em que a regulação de acesso era realizada por fisioterapeutas utilizavam o referido protocolo). Dez (62,5%) CRS/RS regulavam procedimentos de Triagem Auditiva Neonatal - enquanto nas outras (37,5%) a regulação era realizada pelas Secretarias Municipais de Saúde. Todas (100%) as CRS disponibilizavam procedimentos de avaliação e diagnóstico, bem como de reabilitação. Constatou-se demanda reprimida para todos os procedimentos em 12 (75%) CRS/RS; maior para reabilitação auditiva. Todas (100%) realizavam uma ou mais ações promotoras da saúde auditiva como vigilância (100%), apoio matricial (81,25%) e atividades de educação em saúde (62,5%), por exemplo: palestras e elaboração e divulgação de materiais educativos (cartilhas, panfletos e/ou folders). Conclusão: A regulação de acesso em saúde auditiva é realizada de forma qualificada na maioria das CRS/RS, tal como deve ser: por especialistas - profissionais com conhecimento suficiente para reconhecer a real necessidade dos usuários e aplicarem o princípio da equidade e, assim, pelo olhar especializado, as políticas podem ser aperfeiçoadas. Atividades educativas têm sido realizadas, mas a oferta de procedimentos continua insuficiente, sobretudo em reabilitação auditiva, o que mostra pouca disponibilidade de profissionais para acompanhamento longitudinal dos usuários avaliados e diagnosticados com problemas auditivos.

1. Rio Grande do Sul. Plano Diretor de Regionalização da Saúde. 1. ed. Porto Alegre: Secretaria de Estado da Saúde do Rio Grande do Sul; 2002.

2. Rio Grande do Sul. Plano Estadual de Saúde: 2020-2023. 1. ed. Porto Alegre: Secretaria de Estado da Saúde do Rio Grande do Sul; 2020.

3. Rio Grande do Sul. Decreto n. 55.718, de 12 de janeiro de 2021. Dispõe sobre a estrutura básica da Secretaria da Saúde. Diário Oficial da União. 12 jan 2021.

4. Melo EA, Gomes GG, Carvalho JO, Pereira PHB, Guabiraba KPL. A regulação do acesso à atenção especializada e a Atenção Primária à Saúde nas políticas nacionais do SUS. Physis. 2021; 31(1):1-26.

5. Brasil. Portaria de Consolidação n. 2, de 28 de setembro de 2017. Consolidação das normas sobre as políticas nacionais de saúde do Sistema Único de Saúde. Diário Oficial da União. 28 set 2017.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.594
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RELAÇÃO ENTRE A IDENTIFICAÇÃO DE CONTRASTES FONOLÓGICOS E A HABILIDADE DE RESOLUÇÃO TEMPORAL EM INDIVÍDUOS COM TRANSTORNO DOS SONS DA FALA
Martins, R. C. G. ; Berti, L. C. ; Cardoso, A. C. V. ;

Introdução: O processo da produção da fala envolve a integração das informações auditivas, somatossensorias e motoras no cérebro. Sendo assim, é fundamental avaliarmos as habilidades auditivas de crianças com o diagnóstico de transtorno dos sons da fala. Uma das habilidades importantes para este processo é resolução temporal, que se refere a capacidade do indivíduo de reconhecer os sons da fala e perceber mudanças na duração, pausas e velocidade das sílabas. Objetivo: Relacionar a identificação de contrastes fonológicos e a habilidade de resolução temporal em indivíduos com transtorno dos sons da fala. Método: A amostra foi composta por 14 crianças, de ambos os sexos, na faixa etária entre 7 e 14 anos, e diagnóstico de transtorno dos sons da fala realizado por meio das provas de Fonologia, com levantamento da Percentage of Consonants Correct – Revised (PCC-R). Foram utilizados os seguintes procedimentos: avaliação audiológica básica e comportamental do processamento auditivo central (PAC), e aplicação do PERCERFAL para a avaliação da identificação de contrastes fonológicos. A habilidade auditiva de resolução temporal foi realizada por meio da aplicação do Random Gap Detection Test (RGDT). A análise do desempenho dos indivíduos no PERCEFAL e no RGDT foi realizada por meio do Coeficiente de Correlação de Pearson, que correlacionou o desempenho perceptivo- auditivo (% de erros e acertos e tempo de reação) das classes fônicas e a habilidade de resolução temporal. Resultados: A análise dos achados da avaliação do PAC mostrou que 78,5% dos indivíduos com transtorno dos sons da fala apresentaram desempenho alterado para o RGDT e, que o limiar médio de intervalos detectados por eles foi de 14,3 ms. Ao correlacionar o desempenho perceptivo- auditivo das classes fônicas (oclusivas, fricativas, sonorantes e vogais) com a habilidade de resolução temporal se observou correlação significante apenas entre o tempo de reação dos acertos e erros na classe das vogais e o RGDT, mais especificamente na frequência de 4000 Hz, ou seja, quanto mais tempo o indivíduo necessita para detectar intervalos de silêncio, maior é a porcentagem de acertos na identificação das vogais e vice-versa e, que quanto menor o tempo de detecção do intervalo de silêncio, mais erros de identificação das vogais eles comentem. Conclusão: Indivíduos com transtorno dos sons da fala são mais laboriosos tanto na tarefa de processamento auditivo que envolve os aspectos temporais, especificamente a habilidade de resolução temporal, quanto no tempo de reação que necessitam para apresentar uma resposta no teste de identificação fônica.

ATTONI, T. M.; QUINTAS, V. G.; MOTA, Helena Bolli. Evaluation of auditory processing and phonemic discrimination in children with normal and disordered phonological development. Braz J Otorhinolaryngol. v. 76, n. 6, p. 762-768, 2010.
BERTI, L. C. PERCEFAL: instrumento de avaliação da identificação de contrastes fonológicos. Audiol. Commun. Res. São Paulo, v. 22, e 1727, 2017.
CAUMO, D. T. M.; COSTA-FERREIRA, M. I. D. Relação entre desvios fonológicos e processamento auditivo Relationship between phonological disorders and auditory processing. Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, v. 14, n. 2, p. 234-240, 2009.
PEREIRA, L. D.; SCHOCHAT, E. Testes auditivos comportamentais para avaliação do processamento auditivo central. Editora Pró-Fono, 2011.
PHILLIPS, D. Auditory gap detection perceptual channels and temporal resolution in speech perception. Journal of American Academy of Audiology, 10, 343-354, 1999.
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Página(s): p.562
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RELAÇÃO ENTRE A PERCEPÇÃO DE PADRÕES DE FREQUÊNCIA E A EXPRESSIVIDADE DE JORNALISTAS DE TV: ESTUDO PRELIMINAR
Gielow, I. ; Faria, D.M. ; Kyrillos, L. ;

INTRODUÇÃO: A ordenação temporal, particularmente a percepção de padrões de frequência, é uma habilidade auditiva associada com o controle motor da fala. Falhas nessa percepção aparecem na literatura relacionada a problemas vocais decorrentes do comportamento vocal abusivo ou inadequado - as chamadas disfonias comportamentais (1). No entanto, essa associação é pouco estudada em comunicadores de alta performance. Seria a habilidade de ordenação temporal de frequência associada a uma boa expressividade na comunicação?
OBJETIVO: Investigar a relação entre a expressividade de jornalistas de TV e sua habilidade em perceber diferenças de padrões de frequência, na ordem em que os estímulos foram apresentados.
MÉTODO: Trabalho aprovado pelo comitê de ética da emissora de TV onde foi realizado. Participaram 53 jornalistas atuantes no telejornalismo. Após assinarem o TCLE, esses profissionais foram submetidos ao teste de localização da fonte sonora e ao teste dicótico de dígitos, esperando-se que atingissem entre 70% e 85% de acertos, respectivamente. Do grupo inicial, 22 mulheres e 24 homens atingiram a porcentagem de acerto considerada nesta pesquisa, perfazendo um total de 46 jornalistas que seguiram no grupo de pesquisa. Estes foram avaliados por três fonoaudiólogos, que julgaram seu grau de expressividade seguindo os seguintes critérios: nível 1 = regular; nível 2 = bom; nível 3 = excelente. Os jornalistas foram submetidos a uma versão online do Teste de Ordenação Temporal de Padrões de Frequência (TPF). Foram considerados normais resultados com acerto acima de 70%. Os resultados dos testes foram analisados considerando o nível de expressividade de cada jornalista.
RESULTADOS: 21 jornalistas foram classificados com expressividade nível 3; destes, 19% falharam no teste TPF. 20 jornalistas foram classificados com expressividade nível 2, sendo que destes, 40% falharam no TPF. Por fim, 5 jornalistas foram classificados com nível de expressividade 1, e destes, 80% falharam no teste TPF.
CONCLUSÃO: Parece haver uma relação direta entre a habilidade do jornalista de perceber padrões de frequência e o nível de sua expressividade comunicativa.

(1) Ramos JS, Feniman MR, Gielow I, Silverio KCA. Correlation between Voice and Auditory Processing. J Voice. 2018 Nov;32(6):771.e25-771.e36. doi: 10.1016/j.jvoice.2017.08.011. Epub 2017 Sep 28. PMID: 28967586.
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Página(s): p.614
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RELATO DE CASO: SITUS INVERSUS TOTALIS E MANIFESTAÇÕES AUDIOLÓGICAS.
Pierim, A. J. V. ; Santos, J. C ; Cardoso, M. J. F. ; Agostinho, R. S. ; Lopes, T. A. ; Batista, B.M.B.C ; Jacob, L.C.B ;

Introdução: A Situs Inversus (SI) é uma alteração anatômica em que há uma inversão na posição dos órgãos, considerando o plano sagital. Tal malformação congênita acaba por alterar a disposição dos órgãos que se apresentam de maneira espelhada ao esperado dentro de uma formação e desenvolvimento típico dos órgãos. Em quase 50% dos casos, indivíduos com Situs Inversus Totalis (SIT) apresentam Discinesia Ciliar Primária (DCP). Esta ocorre devido às alterações ultraestruturais e/ou da função ciliar, afetando o transporte mucociliar. É uma doença hereditária que afeta a estrutura e a movimentação dos cílios, resultando em infecções de repetição, como infecções do aparelho respiratório superior e inferior, otites médias, bronquite e sinusite, bem como a motilidade espermática em homens com DCP. A DCP também é referida por muitos autores como Síndrome de Kartagener (SK), descrita inicialmente no ano de 1933 por Manes Kartagener. A SK é caracterizada pela tríade clássica de sinusopatia, bronquiectasias e STI. A otite média crônica é um dos clássicos achados clínicos em indivíduos com SIT que tende a ocorrer devido ao acúmulo de secreção alojada na tuba auditiva, causando perda auditiva do tipo condutiva. Objetivo: Descrever os achados da avaliação otorrinolaringológica e audiológica de um indivíduo com diagnóstico de SIT. Relato do caso: Mulher, da raça branca, 62 anos, em processo de reabilitação auditiva na Clinica de Fonoaudiologia. Realizou-se a avaliação audiológica composta por: entrevista, audiometria tonal liminar (ATL), logoaudiometria, timpanometria, pesquisa do reflexo acústico e aplicação do Tinnitus Handicap Inventory (THI). Resultados: Otoscopia: membranas íntegras diméricas. Na entrevista foi relatado hipertensão, bronquite alérgica crônica e Situs Inversus Totalis. Na ATL, observou-se perda auditiva do tipo mista, de grau severo bilateralmente, logoaudiometria compatível com a queixa e grau de perda auditiva, na timpanometria curva do “tipo B” bilateralmente, no reflexo acústico estapediano ausência de resposta na via contralateral e ipsilateral bilateral. No THI apresentou grau de incômodo leve, pontuação do aspecto emocional (12), funcional (12), e catastrófico (0), totalizando 24 pontos. Paciente usuária de aparelho de amplificação sonora individual (AASI) bilateralmente, com boa adaptação. Conclusão: A avaliação e o monitoramento audiológico no indivíduo com situs inversus totalis é de extrema importância para acompanhamento da função auditiva, a fim de auxiliar de maneira significativa no diagnóstico audiológico e no processo de reabilitação e na qualidade de vida.


1.BASSO, Marcelo Pandolfi et al. Colorectal cancer and situs inversus totalis: case report. ABCD. Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva (São Paulo), v. 27, p. 303-304, 2014. https://doi.org/10.1590/S0102-67202014000400018
2. Ribeiro JD, Fischer GB. Chronic obstructive pulmonary diseases in children. J Pediatr (Rio J). 2015;91:S11- --25. http://dx.doi.org/10.1016/j.jped.2015.06.003
3. LIMA, S. O.; SOUSA, M. L. C.; JESUS, A. A.; SILVA, F. M. B. F.; ANDRADE, M. A. R.; CAVALCANTI, M. M.; ARAUJO, N. M.; ANDRADE, R. L. B.; FERRARI, Y. A. C.; Colecistite calculosa em situs inversus totalis: abordagem laparoscópica – relato de caso. Revista Saúde (Sta.Maria). 2019; 45 (2).
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.586
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RESPOSTAS ENCONTRADAS NO VEMP E V-HIT DE IDOSOS COM TONTURA
Ribeiro, M.B.N. ; Mancini, P.C. ; Bicalho, M.A.C. ;

Introdução: a avaliação vestibular é realizada tradicionalmente por meio da prova calórica para avaliação do labirinto em indivíduos com tonturas, porém este exame avalia apenas os canais semicirculares laterais. Os potenciais evocados miogênicos vestibulares (VEMP) e o Video Head Impulse Test (v-HIT) consistem em exames complementares de rápida execução, considerados métodos de escolha para avaliação dos órgãos otolíticos, nervo vestibular e os canais semicirculares. O VEMP consegue avaliar os órgãos sáculo, utrículo, e as porções superior e inferior do nervo vestibular, enquanto o v-HIT avalia cada canal semicircular e o valor de assimetria entre os pares de canais. Juntos, estes exames conseguem realizar uma avaliação detalhada do labirinto. Objetivo: verificar as respostas encontradas nos exames VEMP cervical e ocular e no v-HIT em idosos com tontura. Métodos: Estudo transversal, observacional e analítico. A amostra foi composta por 42 idosos, de ambos os sexos, com disfunção vestibular comprovada por meio dos exames Potencial Miogênico Evocado Vestibular (VEMP) Cervical e Ocular e/ou Video Head Impulse Test (v-HIT). Os procedimentos desta pesquisa foram aprovados pelo Comitê de Ética da Universidade sob o nº CAAE 49714221.0.0000.5149. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Realizou-se a meatoscopia e imitanciometria para verificar a integridade de orelha média antes da realização do VEMP. Os exames VEMP cervical e ocular e o v-HIT foram realizados pelo mesmo pesquisador treinado. A análise estatística foi realizada por meio do programa SPSS - versão 22.0. Resultados: A idade da amostra variou de 60 a 89 com média de 74,04 anos e a escolaridade variou de 0 a 11 anos com média de 5,12 anos. No VEMP cervical, as médias das latências foram P13 esquerdo: 16,19; N23 esquerdo: 23,04; amplitude esquerda de 76,05; P13 direito 16,38; N23 direito 25,21; amplitude direita: 56,39; o valor de assimetria: 24,88% e a assimetria corrigida foi de 23,55%. No VEMP ocular encontrou-se a média das latências P15 esquerdo: 15,03; N10 esquerdo: 11,07; amplitude esquerda: 3,76; P15 direito: 15,97; N10 direito: 10,83; amplitude direita: 2,70 e o índice de assimetria foi de 23,91. No exame v-HIT observou-se a média dos ganhos dos canais semicirculares lateral esquerdo: 0,84; lateral direito: 0,93; anterior esquerdo: 0,82; anterior direito: 0,69; posterior esquerdo: 0,65 e posterior direito: 0,62. Verificou-se a presença de maior prevalência de sacadas corretivas abertas nos canais semicirculares posteriores (LP 14%; RP 31%) e o valores de assimetrias encontrados foram de 12,95% nos canais laterais, 21,38% nos canais anteriores e 15,39% nos canais posteriores. Conclusão: Os idosos com tontura apresentaram latências P13 bilateralmente e N23 direito pouco acima do esperado no VEMP cervical, porém as amplitudes e as assimetrias estão dentro dos padrões de normalidade encontrados na literatura. As latências, amplitudes de resposta e assimetria estão dentro dos padrões de normalidade da literatura no VEMP ocular. No exame v-HIT encontrou-se ganho reduzido nos canais semicirculares anterior direito e posteriores direito e esquerdo, que também apresentaram maior prevalência de sacadas corretivas. Verificou-se assimetria de respostas entre os ganhos dos canais semicirculares anteriores.

1. Perez N, Rama-Lopez J. Head-impulse and caloric tests in patients with dizziness. Otol Neurotol. 2013;24:913-7.
2. Ribeiro MBN, Mancini PC. Análise das respostas do VEMP cervical e ocular em indivíduos hígidos. Distúrb Comun. 2021;33(2): 213-220.
3. Ribeiro MBN, Mancini PC. Comparação das respostas do VEMP cervical e ocular em indivíduos com e sem doenças otoneurológicas. Distúrb Comun. 2020;32(3): 406-413.
4. Ribeiro MBN, Morganti LOG, Mancini PC. Avaliação do efeito da idade sobre a função vestibular por meio do Teste do Impulso Cefálico (v-HIT). Audiol Commun Res. 2019;24:e2209.
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Página(s): p.435
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RESULTADOS AUDIOLÓGICOS COM O USO DO IMPLANTE  COCLEAR EM INDIVÍDUOS ATIVADOS NA ADOLESCÊNCIA 
Conceição, J.L.P. ; Pizarro,L.M.P.V. ; Moret,A.L.M. ; Bertazolli,L.F ; Amantini, R.C.B. ;

Os resultados com o implante coclear (IC) referentes a percepção auditiva e  reconhecimento da fala podem ter limitações e dependem de inúmeras variáveis,  como a idade em que o paciente é implantado e o tempo de privação sensorial auditiva. A cirurgia e ativação em adolescentes com deficiência auditiva pré-lingual é  bastante discutida e controversa. Objetivo: Analisar o desempenho de audição em  indivíduos implantados e ativados na adolescência, durante os três primeiros anos de  uso do IC unilateral. Casuística e Método: A pesquisa teve aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) em Seres Humanos da Instituição, CAAE: nº 45385621.8.0000.5441 e aprovação do número do parecer 4.742.591. Estudo longitudinal retrospectivo. Análise  do prontuário de doze indivíduos com DA pré-lingual, neurossensorial, de grau severo  ou profundo, que foram submetidos ao implante coclear na adolescência. Foram  coletados dados referentes aos resultados pré-operatórios e pós-operatórios: limiares  auditivos em campo livre (0.5-4.0 KHz), resultados dos testes de percepção auditiva  de fala em conjuntos fechado e aberto. Assim como, idade na adaptação do aparelho  de amplificação sonora individual (AASI), tempo de privação sensorial auditiva,  efetividade do uso do processador de fala e a realização ou não de fonoterapia.  Realizada Análise de Variância (ANOVA) e do Teste de significância honesta de  Tukey. Resultados: Houve diferença estatisticamente significativa nas médias  quadritonais, (ANOVA, p > 0,05) e nas Categorias de Audição (ANOVA; Teste de  Tukey; p < 0,05) do grupo quando comparados os momentos Pré e Pós IC, não foi  encontrada diferença estatisticamente significativa Inter sujeitos (ANOVA; Teste de  Tukey; p > 0,05). Foi realizada análise estatística descritiva para as Categoria de  audição x Categoria de Linguagem x Média audiometria em campo Pré-IC (com AASI). Conclusão: A ativação de IC em adolescentes com DA pré-lingual levou ao maior  acesso aos sons de fala e avanço na categoria de audição na população estudada.  

Bittencourt, AG et al. Post-lingual deafness: benefits of cochlear implants vs. conventional hearing aids. Brazilian journal of otorhinolaryngology, v. 78, n. 2, p. 124-127, 2012
Brasil. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS no 2.776, de 18 de dezembro de 2014. Brasilia, 2014. Disponível em:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2014/prt2776_18_12_2014.html.Acesso em: 15/01/2019
Costa, LBA. Avaliação da Percepção Auditiva da Fala em Pacientes Submetidos ao Reimplante Coclear. Tese (Doutorado) - Programa de Otorrinolaringologia, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2018.
Delgado EMC, Bevilacqua MC.. Lista de palavras como procedimento de avaliação da percepção dos sons da fala para crianças deficientes auditivas. Pró-Fono. 1999;11(1):59-64
Forli, F. et al. Cochlear implant in prelingually deafened oralist adults: speech perception outcomes, subjective benefits and quality of life improvement. Acta Otorhinolaryngologica Italica, v. 37, n. 5, p. 416, 2017
Sousa, AF; Couto, MIV; Martinho-Carvalho, AC. Quality of life and cochlear implant: results in adults with postlingual hearing loss. Brazilian journal of otorhinolaryngology, v. 84, n. 4, p. 494-499, 2018.
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Página(s): p.513
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RESULTADOS DA TIRAGEM AUDITIVA NEONATAL EM INDIVÍDUOS COM SÍFILIS CONGÊNITA
CHIRIBOGA, L.F. ; SIDERI, K.P. ;

Introdução: A sífilis é uma doença sistêmica, de evolução crônica e muitas vezes assintomática que pode ser transmitida por via materno-fetal, sendo denominada de sífilis congênita. Apesar de já ter sido quase erradicada, houve um aumento expressivo da sua incidência nos últimos anos. Em 2018, no Brasil, a taxa de detecção de sífilis em gestantes foi de 21,4/1.000 nascidos vivos e a incidência de sífilis congênita foi de 9,0/1.000 nascidos vivos. Dentre suas consequências, a exposição a sífilis no período neonatal pode afetar a orelha interna, resultando em perda auditiva e, por isso, é considerada um Indicador de Risco para Deficiência Auditiva (IRDA). Desta forma, o procedimento de escolha para a TANU deve ser o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico Automático (PEATE-a) e os neonatos devem ser monitorados. Objetivo: Analisar os resultados da TANU de neonatos expostos a sífilis gestacional e as condutas tomadas. Método: Este estudo é uma análise documental de janeiro a junho de 2021 de um hospital que possui serviço de TANU. Foram selecionados todos os neonatos que foram expostos a sífilis durante o período gestacional e apresentaram o exame de sangue reagente para a sífilis. Foi realizada a análise dos resultados da TANU e condutas fornecidas a estas famílias. O estudo foi aprovado no Comitê de Ética em Pesquisa sob o número 3.923.866/2020. Resultados: Dos 4491 neonatos triados neste período, 385 tinham algum IRDA. Destes, 64 tinham a sífilis como um dos indicadores de risco e foram triados com Emissões Otoacústicas Transientes (EOAT) e PEATE-a. Destes, 59 passaram em ambos os testes, 2 falharam nas EOAT mas passaram no PEATE-a, 1 teve EOAT presentes em ambas as orelhas mas PEATE-a ausentes, 1 teve EOAT e PEATE-a ausentes em ambas as orelhas e 1 teve PEATE-a ausente em orelha direita. Os 61 neonatos que tiveram EOAT e PEATE-a ou PEATE-a presentes em ambas as orelhas foram orientados e encaminhados para monitoramento auditivo. Os outros foram encaminhados para retorno e todos apresentaram PEATE-a presente pós alta, também sendo encaminhados para o monitoramento auditivo. Dos bebês que retornaram para o monitoramento auditivo, todos estavam desenvolvendo as habilidades auditivas de acordo com o esperado. Conclusão: Por meio desse levantamento foi possível observar que, apesar da sífilis ser considerada um IRDA, os neonatos tiveram o resultado “passa” na TANU e desenvolvimento adequado das habilidades auditivas no monitoramento auditivo. Sabe-se que o monitoramento auditivo é de extrema relevância, já que a sífilis pode causar alterações progressivas e/ou tardias. No entanto, em nossa pesquisa, observamos que a sífilis não ocasionou perda auditiva. Tal dado vai de encontro com a nova proposta de fluxo de triagem auditiva que está sendo desenvolvida pelo Comitê Multiprofissional de Saúde Auditiva, em que os neonatos com sífilis não precisarão mais ser submetidos ao PEATE-a, exceto se tiveram a necessidade de ficar em UTI, mas deverão continuar sendo monitorados.

1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas e Departamento de Atenção Especializada. – Brasília: Ministério da Saúde, 2012;
2. JOINT COMMITTEE ON INFANT HEARING (US JCIH). Year 2019 position statement: principles and guidelines for early hearing detection and intervention programs. The Journal of Early Hearing Detection and Intervention 2019; 4 (2).
3. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico Sífilis [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2019 [citado em 2020 Out 13]. Disponível em: http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2019/boletim-epidemiologico-sifilis-2019
» http://www.aids.gov.br/pt-br/pub/2019/boletim-epidemiologico-sifilis-2019
4. Besen,E; Moreira E; Gonçalves,LF; Paiva,KM; Haas, P. SÍFILIS CONGÊNITA ASSOCIADA À PERDA AUDITIVA NEONATAL: REVISÃO SISTEMÁTICA. Arq. Catarin. Med. 2020 out-dez; 49(4):107-120
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Página(s): p.488
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REVISÃO BIBLIOGRÁFICA: RECURSOS TECNOLÓGICOS PARA AUXILIAR O IDOSO DEFICIENTE AUDITIVO.
ANEL, A.L. ; OLIVIO, A.C.B. ; TEOTONIO, O.R.B. ;

Introdução: Na senescência, os cinco sentidos ficam menos eficientes, afetando as funções sensoriais e podendo comprometer a segurança, atividades diárias e bem-estar em geral; no que se refere à audição, há diminuição da acuidade auditiva. O desenvolvimento do envelhecimento é progressivo e degenerativo, caracterizado por deterioração genética, biológica e que também envolve os fatores ambientais. Conforme são passados os anos, o idoso se depara com limitações e incapacidades físicas ou até cognitivas e comportamentais, que podem causar alterações biológicas como depressão e demência. Objetivo: Correlacionar os recursos tecnológicos para auxiliar o idoso deficiente auditivo. Metodologia: Foi realizado uma revisão bibliográfica sobre recursos tecnológicos para auxiliar o idoso deficiente auditivo, na base científica Scientific Electronic Library Online (Scielo Brasil) e Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) para textos completos em português, site especializado no tema citado e em dois livros referente ao tema, todos publicados entre 1999 a 2021; com as palavras chaves: Auxiliares da Audição; Presbiacusia; Idoso; Perda Auditiva; Implante Coclear; Tecnologia. Resultados: Foram encontrados 64 artigos relacionados aos descritores, na base científica Scielo e Lilacs para o tema: Recursos tecnológicos para auxiliar o idoso deficiente auditivo. Discussão: Uma vez que o idoso deixa de apresentar uma audição normal, não tem como clínica ou cirurgicamente recriar a orelha interna, com perda sensorioneural, então, é encaminhado para reabilitação e para uso da prótese auditiva, o idoso que não ouve tem grandes chances de ter um declínio cognitivo, ele pode ser natural ou progressivo, atinge as funções corticais, como a compreensão, memória, cálculo, capacidade de aprendizagem e linguagem. Conclusão: Os dispositivos auxiliadores da audição são de suma importância para facilitar a vida do idoso deficiente auditivo, trazendo benefícios para saúde, embora pesquisas recentes mostram avanço na tecnologia, nem todos podem ter a oportunidade de acessá-los.

CARNIEL, Camila Zorzetto et al. Implicações do uso do Aparelho de Amplificação
Sonora Individual na qualidade de vida de idosos. CoDAS [online]. Disponível em:
. Acessado em: 21 Maio 2021.

CORDEIRO, Leopoldo et. al. Implante Coclear em Idosos. Rev. Fed. Argent. Soc.
Otorrinolaringol [online]. Disponível em:
https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-908131. Acessado em: 12 de
Agosto 2021.

COSTA-GUARISCO, Letícia Pimenta et al. Percepção da perda auditiva: utilização
da escala subjetiva de faces para triagem auditiva em idosos. Ciência & Saúde
Coletiva [online]. Disponível em: 812320172211.277872016>. Acessado em: 21 Maio 2021.


PICININI, Taís de Azevedo et al. Restrição de participação social e satisfação com
o uso de aparelho de amplificação sonora individual - um estudo pós-adaptação.16
Audiology - Communication Research [online]. Disponível em: . Acessado em: 28 Maio 2021.

ROCHA, Larissa Veloso e MARTINELLI, Maria Cecília. Cognição e benefício obtido
com o uso de próteses auditivas: um estudo em idosos. CoDAS [online].
Disponível em: . Acessado em: 21
Maio 2021.
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Página(s): p.593
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REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA - IMPLANTE COCLEAR EM IDOSOS: QUAIS OS BENEFÍCIOS NA PERCEPÇÃO DE FALA?
LEMOS, F. D. ; ALVARENGA, K. F. ;

O implante coclear apresenta-se como um instrumento de alta tecnologia para pessoas com deficiência auditiva em graus severo e/ou profundo. Desse modo, o dispositivo é um recurso essencial na reabilitação auditiva e social, considerando a importância da comunicação oral. Além das questões de desenvolvimento de softwares avançados e componentes mais adequados aos pacientes, a melhoria na percepção de fala fornece aos pacientes autonomia com impacto positivo na qualidade de vida. Ao levar em consideração as especificidades de cada faixa etária, a Revisão Integrativa em questão buscou analisar e compreender o impacto do implante coclear na percepção de fala, de forma mais específica, de pacientes na terceira idade. Sendo assim, o presente trabalho tem como objetivo apresentar o levantamento das publicações relacionadas ao assunto e apresentar as evidências científicas dos resultados obtidos com o IC na perda auditiva pós-lingual em idosos, e consequentemente aprimorar os critérios de indicação. Assim, a pesquisa utilizou-se da busca de publicações nas bases de dados LILACS, PubMed, Scopus, Web of Science e Google acadêmico, conduzida pela pergunta norteadora: “Nos idosos, quais os benefícios do implante coclear para a percepção de fala, em comparação ao período pré implantação?”. Não foi necessário submeter o projeto ao CEP. Para a busca realizada nas bases de dados utilizou-se a combinação dos seguintes descritores: “Cochlear Implantation”, “Aged”, “Speech perception" e “Communication”. Estes também foram utilizados em português e espanhol para ampliar as possibilidades de publicações encontradas. Atribuiu-se aos critérios de inclusão artigos publicados entre 2017-2021 e artigos que baseiam-se na OMS para definir a população idosa. Além disso, foram considerados apenas estudos nos idiomas português, inglês e espanhol. Dessa forma, foi realizado um levantamento nas bases de dados supracitadas e seus resultados foram analisados por meio da plataforma virtual “Rayyan”, a qual permite a elaboração do cegamento, de forma a evitar erros na aferição de dados. Para tanto, 630 artigos foram exportados para tal plataforma para iniciar a seleção justificada em critérios de inclusão e exclusão (sendo eles, patologias não relacionadas ao implante coclear, aparelhos auditivos e quaisquer assuntos que não correspondam à pergunta norteadora) até resultar nos artigos condizentes com a pergunta norteadora. Durante o cegamento entre dois pesquisadores, 15 artigos apresentaram conflito, os quais foram resolvidos. Ao final dos processos de exclusão 16 artigos foram selecionados para a leitura integral, desses, apenas oito compreenderam, de forma completa, os critérios de inclusão e exclusão selecionados para a revisão. Tais artigos apresentaram, numa somatória geral, um total de 317 participantes. Em todos, a percepção de fala apresentou melhora significante após a ativação do IC. Além disso, foi unânime o êxito na qualidade de vida dos pacientes, considerando o conceito saúde-doença e interação social. O período de testes de percepção de fala e outros, variou de seis meses até um ano pós-ativação. Portanto, é possível concluir que o IC é seguro e eficaz para a reabilitação auditiva em idosos, com progresso na qualidade de vida devido a reinserção social proporcionada.

1. Bevilacqua MC, Martinez MAN. Tratado de Audiologia. GEN-GRUPO EDITORIAL NACIONAL PARTICIPAÇÕES (END ANT;2011
2. Bess FH, Humes LE. Fundamentos de audiologia. Porto Alegre: Artmed Editora; 1998
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Página(s): p.624
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REVISÃO SISTEMÁTICA: EFEITOS NÃO AUDITIVOS EM TRABALHADORES EXPOSTOS AO RUÍDO - RESULTADOS PARCIAIS
SANCHES, J. F. ; LOPES, A. C. ;

A perda auditiva (PA) pode interferir na qualidade de vida do trabalhador, no trabalho ou fora dele, podendo gerar impactos à saúde, no exercício das atividades executadas, assim como produzir limitação de atividades e restrição de socialização. Essa limitação pode levar a consequências psicossociais como estresse e ansiedade, comprometendo as relações do indivíduo na família, no trabalho e na sociedade (BASNER et al., 2014), pode ainda afetar o desempenho cognitivo e diminuir a atenção às tarefas (TELES; MEDEIROS, 2007). Neste sentido, a literatura é robusta em relação aos efeitos que o ruído provoca na saúde (TEIXEIRA et al., 2021). Também são descritos efeitos não auditivos, como comprometimento da comunicação, manutenção da atenção, da concentração e memória, aumento do estresse e da fadiga, o descanso, o sono e a comunicação, afetando diretamente a qualidade de vida (LOPES, 2012). Zumbido, dificuldade de percepção de fala no ruído, intolerância a sons fortes e diplacusia (ONISHI et al., 2018), irritação, distúrbios do sono e doenças cardiovasculares (DUARTE, 2019), além de efeitos auditivos, como a Mudança Temporária do Limiar Auditivo (MTL), Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) e Trauma Acústico (TA), também são citados. Considerando a alta ocorrência de efeitos auditivos e não auditivos, este estudo tem como objetivo identificar as evidências científicas disponíveis na literatura sobre os efeitos não auditivos na saúde dos trabalhadores expostos ao ruído ocupacional, assim como correlacioná-los com os limiares audiométricos. Método: por meio da revisão sistemática, foram selecionados estudos que contemplam os seguintes critérios: estudos observacionais nas línguas portuguesa, inglesa ou espanhola e resumos disponíveis que informassem o método de avaliação do dano auditivo, assim como os protocolos utilizados. Os descritores foram cruzados utilizando as seguintes palavras-chaves: ("hearing loss noise induced" OR "Noise Induced Hearing Loss" OR ("noise occupational" OR "Occupational Noise" OR "Occupational Noises")) AND ("nonauditory" OR "non auditory" OR "nonauditive" OR "non auditive"). Foram realizadas buscas de literatura no PubMed, Web of Science (Clarivate) e Scopus, sem delimitação de tempo, tendo como critério de inclusão: trabalhadores expostos ao ruído ocupacional, efeitos na saúde e selecionados artigos originais qualitativos e quantitativos. Resultados parciais: Foram identificadas nas bases de dados consultadas 198 estudos na área, sendo 96 duplicados; após a leitura dos resumos obteve-se 38 publicações selecionadas para leitura na íntegra. Conclusão: Este estudo permitirá ampliar as evidências encontradas na literatura sobre efeitos não auditivos que podem acometer a saúde do trabalhador, visando a valorização, diante da comunidade científica, da adoção de medidas de proteção à saúde do trabalhador, assim como a prevenção destes efeitos negativos à saúde.

BASNER M.; BABISCH W.; DAVIS A. et al. Auditory and non-auditory effects of noise on health. Lancet. 2014; 383:1325-32.
DUARTE, A. S. M. Avaliação da relação entre exame audiométrico e sintomas auditivos e não auditivos de trabalhadores expostos a ruído ocupacional / Tese (doutorado) – Universidade Estadual de Campinas, Faculdade de Ciências Médicas. Campinas, SP : [s.n.], 2019.
LOPES, A. C. Ruído em odontologia: interferência na saúde auditiva. Tese de Livre Docência. 2012. Disponível em: http://www.bv.fapesp.br/pt/pesquisador/8895/andreacintra-lopes/
ONISHI, E. T.; COELHO, C. C. B.; OITICICA, J. et al. Zumbido e intolerância a sons: evidência e experiência de um grupo brasileiro. Braz. j. otorhinolaryngol. [Internet]. 2018 Mar [cited 2021 Mar 24]; 84(2): 135-149. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808- 86942018000200135&lng=en. https://doi.org/10.1016/j.bjorl.2017.12.002.
TEIXEIRA et al. The effect of occupational exposure to noise on ischaemic heart disease, stroke and hypertension: A systematic review and meta-analysis from the WHO/ILO Joint Estimates of the Work-Related Burden of Disease and Injury. Environment International. 2021.
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Página(s): p.648
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SAÚDE AUDITIVA DO TRABALHADOR QUE ATUA EM OPEN OFFICE
Umeoka-Hidaka, M.T. ; Santos, T.M.M. ;

Uma das principais causas de perda auditiva no adulto é a exposição continuada a som intenso, problema este totalmente passivo de prevenção A OMS (2021) chama a atenção sobre a necessidade de redução do ruído ambiental e o controle do uso de dispositivos sonoros pelos jovens e estima que um em cada quatro sujeitos, terão problemas auditivos até 2050 É comum observarmos em diferentes locais e ambientes, sejam eles de lazer, de locomoção ou principalmente de trabalho, pessoas utilizando fones de ouvido conectados a dispositivos portáteis de som. É importante ressaltar que não é somente o som em intensidade elevada do ambiente de trabalho que causa prejuízos à saúde, sons de intensidade moderada também podem causar efeitos negativos sobre a saúde geral. Estudos apontam que o ruído pode provocar outros danos não auditivos à saúde tais como: reações generalizadas ao estresse, problemas digestivos, hipertensão arterial, dificuldades do sono, aumento da tensão muscular, cansaço, transtornos neurológicos, transtornos comportamentais, falta de atenção e concentração. Com a modernização dos ambientes de trabalho, os escritórios sofreram modificações, passando a não ter divisórias, sem barreiras. Os chamados open office (escritórios abertos) e como consequência o aumento do ruído ambiental, dificultando trabalhos de maior complexidade e necessidade de concentração. Como estratégia para minimizar o ruído no ambiente de trabalho os trabalhadores passaram a utilizar os fones de ouvido. Objetivo: Caracterizar o perfil de saúde, auditivo e o uso de fones de ouvidos de trabalhadores que atuam em open office. Método: Estudo descritivo, retrospectivo, realizado a partir da análise dos prontuários de trabalhadores com idade entre 18 e 40 anos que atuam em open office. (Parecer: 4.242.761-CAAE:34712720.4.0000.5482) Resultados: Analisados 1502 prontuários, 97,6% apresentam limiares auditivos dentro da normalidade, por frequência isolada e limite de normalidade 20 dBNA. diminui para 87,18% devido perdas auditiva em 6KHz e 8KHz; entalhe na orelha direita 5,5% e 8,3% na esquerda; 3,5% apresentam zumbido e 1,8% tontura; 69,5% usam fone de ouvido. Entre os 1044 que usam fone de ouvido: 22,3% usam para lazer, 44,4% no trabalho e 15,5% no trajeto, 16,7% trajeto e trabalho, 1,1% todas as situações; 83,1% usam o fone de ouvido até 3 horas e tempo médio de 2,23 horas. Conclusão: Os resultados encontrados parecem pouco significantes, entretanto a população estudada é de adultos/jovens, expostos a diferentes níveis de ruído e uso de fones de ouvido no ambiente laboral como estratégia para melhorar a concentração. Fatores que ao longo do tempo, podem provocar danos à saúde. As atualizações das normas regulamentadoras em vigência, ampliam os riscos ocupacionais e passam a considerar mais efetivamente os ergonômicos e a saúde mental. A ergonomia é a ciência que estuda a relação do homem com as condições de trabalho e deve ser incorporada ao fazer fonoaudiológico. Estratégias preventivas para minimizar os comportamentos auditivos prejudiciais, incluindo a promoção de "escuta segura” e conscientização são fundamentais. Há um consenso entre os estudiosos sobre a necessidades de programas educativos de promoção da saúde auditiva para toda a população nos diferentes ciclos de vida.
Palavras chaves: ruído, meio ambiente, perda auditiva

Cassano, D. A.; Vidal, M.C.. Escritórios Aberto: Um debate na confluência da arquitetua e da ergonomia. Revista Brasileira de Ergonomia, 2017: Ação Ergonomica volume 4, número 1
10. Kaarlela-Tuomaala A., Helenius R.; Keskinen E. & Hongisto V. (2009) Effects of acoustic environment on work in private office rooms and open-plan offices – longitudinal study during relocation, Ergonomics, 52:11,1423-1444,
DOI: 10.1080/00140130903154579 https://www.tandfonline.com/doi/full/10.1080/00140130903154579?scroll=top&needA ccess=true
11. Kang Shengxian; Ou Dayi, Mak Cheuk Ming, The impact of indoor environmental quality on work productivity in university open-plan research offices, Building and Environment, Volume 124,2017, Pages 78-89, ISSN 0360-1323, https://doi.org/10.1016/j.buildenv.2017.07.003.http://www.sciencedirect.com/science/ar ticle/pii/S0360132317302895
SCENIHR (Scientific Committee on Emerging and Newly Identified Health
Risks). 2008. Potential health risks of exposure to noise from personal music players and mobile phones including a music playing function: Scientific Committee on Emerging and Newly Identified Health Risks, European Commission.
Felchlin I, Hohmann BW, Matefi L. Personal cassette players: A hazard to hearing? In: Prasher D, Luxon L, Pyykko I, editors. Advances in noise research: Vol. 2, Protection against noise. London: Whurr; 1998. p. 95-100.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.633
ISSN 1983-1793X
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SAÚDE PLANETÁRIA E AUDIOLOGIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA SOBRE O IMPACTO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS NA SAÚDE AUDITIVA
Matos, H. G. C. ; Blasca, W. Q. ; Caldana, M. L. ;

Introdução: A saúde planetária é um campo de estudo e ação global com objetivo de quantificar os impactos da ação antropogênica sobre a saúde humana e os sistemas naturais. Dentre as consequências avaliadas pela saúde planetária destacam-se as mudanças climáticas (poluição, ondas de calor e doenças emergentes). De forma que as mudanças no clima são consideradas a maior ameaça aos sistemas de saúde no século XXI. Entretanto, mesmo em vista do considerável volume de pesquisas, ainda mostram-se escassos estudos sobre o impacto das mudanças climáticas na audição. Destacam-se as evidências sobre possíveis sintomas auditivos-vestibulares em casos de infecção pelo coronavírus SARS-CoV-2, que tem como hipótese de origem a ocorrência de spillover (passagem de vírus que normalmente circula nas espécies animais para o ser humano). Outra perspectiva é o aumento na incidência e na carga de doenças associadas à alterações da audição, como pressão alta, diabetes e meningite, em decorrência das mudanças climáticas. Dessa forma, mostra-se relevante levantar o estado das evidências sobre os impactos das mudanças no clima na saúde auditiva, enquanto a prática da audiologia dentro dos sistemas de saúde. Objetivo: Identificar e analisar as evidências existentes sobre os impactos das mudanças climáticas na saúde auditiva. Metodologia: O presente estudo trata-se de uma revisão integrativa realizada por meio de consulta às bases de dados: LILACS, PubMed/Medline, SciELO, Web of Science e Scopus. Com o DeCS/MeSH (Medical Subject Headings), definiu-se os descritores: saúde planetária, mudanças climáticas, audiologia, políticas públicas de saúde, saúde pública e planos e programas de saúde. A combinação dos descritores aplicada na pesquisa, para palavras-chave, título e resumo (Keywords/Title/Abstract), foi: (“Planetary Health” OR “Climate Change”) AND (“Audiology” AND (“Public health policies” OR “Health Programs and Plans” OR “Public Health”)). Foram incluídos artigos publicados entre 2011 e 2021, disponíveis de forma integral (Open Access) nos idiomas português, inglês e espanhol. A pergunta norteadora estabelecida foi "Há evidências sobre o impacto das mudanças climáticas na atenção à saúde auditiva nas populações?”. O critério de exclusão estabelecido foi: artigos que não respondiam ao tema, pergunta e objetivo do trabalho. A pesquisa foi realizada nos dias 5 e 6 de janeiro de 2022. Dada a natureza do estudo, não foi necessária submissão ao CEP. Resultados: Foram identificados 18 artigos, PubMed (1) e Scopus (17), com base nos critérios de inclusão, que foram adicionados ao software Rayyan. Do total de artigos incluídos na revisão, excluiu-se 2 textos duplicados. A partir da leitura do título e resumo dos 16 artigos restantes, 2 textos foram selecionados para leitura integral. Entretanto, com base nos critérios de inclusão nenhum dos artigos lidos integralmente foi selecionado. A não pertinência dos estudos para a compreensão dos impactos das mudanças no clima sobre a saúde auditiva foi o motivo da exclusão.. Conclusão: Em vista da ausência de evidências sobre o impacto das mudanças climáticas na saúde auditiva, mostra-se relevante a realização de estudos com objetivo de compreender e desenvolver o entendimento sobre os impactos das mudanças climáticas na audição e as possíveis consequências desse contexto.





1. Maria Cecília Bevilacqua. Saúde auditiva no Brasil : políticas, serviços e sistemas. São José Dos Campos, SP: Pulso Editorial; 2010.
2. Myers SS, Frumkin H. Planetary health : protecting nature to protect ourselves. Washington, Dc: Island Press; 2020.
3. Whitmee S, Haines A, Beyrer C, Boltz F, Capon AG, de Souza Dias BF, et al. Safeguarding human health in the Anthropocene epoch: report of The Rockefeller Foundation–Lancet Commission on planetary health. The Lancet. 2015 Nov;386(10007):1973–2028. DOI: 10.1016/S0140-6736(15)60901-1
4. Whittemore R, Knafl K. The integrative review: updated methodology. Journal of Advanced Nursing. 2005 Dec;52(5):546–53. DOI: 10.1111/j.1365-2648.2005.03621.x
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.645
ISSN 1983-1793X
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SÍNDROME TÔNICA DO TENSOR DO TÍMPANO: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO FONOAUDIOLÓGICA E OS EFEITOS SOBRE OS SINTOMAS AUDITIVOS E VESTIBULARES
Malavolta, V.C. ; Soares, L.S. ; Moreira, H. G. ; Tessele, D.R. ; Schumacher, C. ; Moura. F.A ; Piccolotto, C. ; Bruno, R.S. ; Moraes, M.Z. ; Garcia,.M.V. ;

Introdução: O músculo Tensor do Tímpano se encontra na orelha média, inserido no martelo e na porção cartilaginosa da Tuba Auditiva. A contratura deste músculo parece ter pouca relação com o estímulo sonoro, mas é ativada frente a estimulações da musculatura orofacial a aplicação de pressão no globo ocular. A Síndrome Tônica do Tensor do Tímpano(STTT) se trata, da contração involuntária deste músculo gerando, na maioria dos casos, plenitude auricular, zumbido e vertigem. Objetivo: analisar, em um relato de caso, a efetividade de uma intervenção fonoaudiológica na STTT e nos sintomas auditivos e vestibulares. Método: o presente estudo se trata de um relato de caso, com caráter longitudinal e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o número 25933514.1.0000.5346. O indivíduo participante era do sexo masculino, tinha 19 anos e era estudante universitário. Os procedimentos realizados foram: avaliação otorrinolaringológica, Audiometria Tonal Liminar, Medidas de Imitância Acústica, Limiar de desconforto, Acufenometria, Tinnitus Handicap Inventory(THI), Dizziness Handicap Inventory(DHI) e Hyperacusis Questionnaire(HQ). Após as avaliações, o diagnóstico foi realizado, excluindo as demais mioclonias (palatal e do músculo Estapédio). Para a intervenção foram realizadas cinco sessões de fonoterapia. Na primeira sessão, buscou-se identificar os principais músculos “gatilho”, os quais foram o foco da intervenção. As demais sessões foram compostas por: aplicação da técnica de pressão progressiva para desativação dos pontos-gatilho da musculatura, massagem profunda e contra o gradiente de contração e alongamento da musculatura. Na última sessão o paciente foi instruído a técnicas de relaxamento para utilizar no cotidiano. Resultados: Sintomas do paciente: muita queixa de ansiedade, plenitude em ambas as orelhas(flutuante), zumbido chiado(intermitente), sensação de flutuação, desconforto a sons moderados e fortes e cefaléia na região temporal. Sem uso de medicação contínua, sem outro diagnóstico. Dos achados: 1) Avaliação médica sem nenhuma indicação de outro comprometimento em orelha média; 2) Limiares dentro dos padrões de normalidade bilateralmente; 3) Curvas do tipo "A" em ambas as orelhas e reflexos acústicos presentes(desconforto na realização); 4) Limiar de desconforto com faixa dinâmica de até 45dB bilateralmente, indicando hiperacusia moderada; 5) Acufenometria de 12dB na orelha esquerda e 10dB na orelha direita. 6) THI indicando zumbido severo – 58 pontos; 7) DHI 18 pontos; 8) HQ somando 30 pontos. Durante a primeira sessão já houve uma remissão do zumbido, da plenitude e da sensação de flutuação, durante a manipulação dos músculos orofaciais. Os músculos identificados como principais gatilhos foram: masseteres, temporais e o ventre frontal do músculo epicrânio. Após as cinco sessões foi realizada a reavaliação, obtendo-se os seguintes resultados: limiar de desconforto com faixa dinâmica maior que 60dB bilateralmente(indicando ausência de hiperacusia); THI somando 6 pontos(ligeiro); DHI zero pontos; HQ dois pontos; Acufenometria da OD em 1dB e na orelha esquerda não foi realizada devido a ausência de zumbido. Após 3 meses da intervenção os resultados permanecem os mesmos. Conclusão: Houve efetividade da intervenção fonoaudiológica sobre este caso de STTT e na redução dos sintomas auditivos e vestibulares.

Noren˜a et al.An Integrative Model Accounting for the Symptom Cluster Triggered After an Acoustic Shock. Trends in Hearing. Volume 22: 1–18. 2018
Westcott, et al.: Tonic tensor tympani syndrome in tinnitus and hyperacusis patients. Tonic tensor tympani syndrome in tinnitus and hyperacusis patients: A multi‐clinic prevalence study. Noise & Health, March-April 2013, Volume 15:63, 117-28
Ren J, Xu T, Xiang T, Pu JM, Liu L, Xiao Y and Lai D (2021) Prevalence of Hyperacusis in the General and Special Populations: A Scoping Review. Front. Neurol. 12:706555. doi: 10.3389/fneur.2021.706555
SYSTEMATIC REVIEW published: 03 September 2021 doi: 10.3389/fneur.2021.706555.

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Página(s): p.604
ISSN 1983-1793X
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SINTOMAS AUDITIVOS E EXTRA AUDITIVOS DE AGRICULTORES EXPOSTOS À AGROTÓXICOS
Rymsza, S. ; Magni, C. ; Conto, J. D. ; Gorski, L. P. ;

Os agrotóxicos são empregados com frequência na prática agrícola, sendo o Brasil campeão mundial em utilização. Dependendo do nível de toxicidade, tipo e tempo de exposição, os agrotóxicos podem causar inúmeras alterações no organismo do ser humano, dentre elas, lesões nas células ciliadas da cóclea, levando à perda auditiva. Objetivo: Caracterizar a exposição de agricultores ao agrotóxico e relacionar aos sintomas auditivos e extra auditivos apresentados. Metodologia: Esta pesquisa foi realizada com agricultores do sexo masculino de comunidades rurais do município de Rio Azul-PR, que aplicam agrotóxico em suas lavouras de culturas variadas. Trata-se de um estudo de corte transversal, observacional e analítico, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (COMEP) sob o parecer número 3.065.280. Após assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), os participantes responderam um questionário permitindo a caracterização do trabalho rural com relação à quantidade de culturas, uso de agrotóxicos e equipamentos de proteção individual (EPI), sintomas auditivos e extra auditivos. Resultados: Dos 40 homens participantes com idade entre 21 e 59 anos (38,0±11,6), 18 (45%) realizavam cultura única e 22 (55%) mista, 30 (75%) relataram utilizar EPI de forma completa, 17 (42,5%) faziam uso das quatro classes de agrotóxicos combinados, sendo que a maioria (47,50%) utilizava agrotóxicos de 11 há 20 anos. Os sintomas auditivos e extra auditivos mais relatados foram lombalgia (45%), cefaleia (25%), insônia (20%) e hipersensibilidade a sons (12,5%). Conclusão: A população pesquisada relata fazer uso adequado do EPI e a presença de lombalgia assim como a diminuição da hipersensibilidade a sons com o aumento do tempo de exposição ao agrotóxico apresentaram significância estatística.

1. Londres, F. Agrotóxicos no Brasil: um guia para ação em defesa da vida. 1ª Edição. Rio de Janeiro, AS-PTA – Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa, 2011.
2. Brasil. Relatórios de comercialização de agrotóxicos: Histórico de comercialização, 2018. Disponível em: < https://www.ibama.gov.br/relatorios/quimicos-e-biologicos/relatorios-de-comercializacao-de-agrotoxicos >. Acesso em: 18 jun. 2019.
3. Kós, MI; Hoshino, AC; Asmus, CIF; Mendonça, R; Meyer, A. Efeitos da exposição a agrotóxicos sobre o sistema auditivo periféricos e central: uma revisão sistemática. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 29(8): p. 1491-1506, ago, 2013.
4. Hoshino, ACH; Ferrero, HP; Taguchi, CK; Tomita, S; Miranda, MF. Estudo da ototoxidade em trabalhadores expostos a organofosfadores. Rev Bras Otorrinolaringol, 74(6): p. 912-8, nov/dez 2008.
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Página(s): p.587
ISSN 1983-1793X
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SISTEMA DE MONITORAMENTO AUDIOLÓGICO DOS TRABALHADORES EXPOSTOS AO RUÍDO OCUPACIONAL DE UMA UNIVERSIDADE.
Perini, B. P. ; Rocha, C. H. ; Moreira, R. R. ; Samelli, A. G. ;

Introdução: O ruído é um dos principais agentes nocivos à saúde do trabalhador, ocasionando a perda auditiva induzida por níveis de pressão sonora elevados (PAINPSE), que é uma perda irreversível, mas absolutamente evitável quando medidas protetivas e de monitoramento são adotadas. Esse tipo de perda é um problema de saúde pública, sendo o ruído ocupacional responsável por 16% da perda auditiva incapacitante em adultos. Embora a legislação brasileira tenha estabelecido os parâmetros mínimos para monitoramento da audição dos trabalhadores, ainda existe uma alta prevalência da PAINPSE, em virtude principalmente da não aderência das empresas aos programas e da baixa capacidade de fiscalização governamental sobre as medidas preventivas adotadas contra o ruído. Desse modo, é fundamental a existência de sistemas eficientes de monitoramento de saúde do trabalhador, permitindo a vigilância epidemiológica constante, bem como facilitando a implementação de ações para eliminação ou redução dos riscos para a PAINPSE. Objetivo: Desenvolver e implementar um sistema para monitoramento audiológico de trabalhadores expostos a ruído ocupacional de uma universidade. Metodologia: Foi desenvolvido um sistema informatizado de prontuários virtuais, utilizando o programa Microsoft Access. Realizou-se também o levantamento retrospectivo das avaliações audiológicas a partir dos prontuários dos trabalhadores encaminhados pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) e posterior tabulação. Como critério de inclusão para a tabulação, foram considerados os funcionários ativos na instituição e os prontuários com os dados completos. Resultados: O referido serviço detém um extenso arquivo de prontuários. Para atender essa demanda, implementou-se o Sistema de Prontuários Virtuais (SPV). Dentre os benefícios do SPV, notou-se: agilidade no acesso aos dados, proporcionando a continuidade do cuidado; informações mais legíveis e qualificadas; facilidade na tomada de decisão clínica, promovendo a gestão qualificada do cuidado; remoção de prontuários físicos duplicados. Além disso, no processo de tabulação de dados, foram cadastrados 3304 prontuários, para classificação em ativos e inativos (1884 ativos e 1420 inativos). Destes, atualmente, 259 prontuários foram revisados, sendo: 143 inativos arquivados, 109 ativos digitalizados no SPV e 7 ativos incompletos excluídos da pesquisa. Dos 109 já digitalizados no SPV, a média de idade dos trabalhadores foi de 59,21 anos e tempo de trabalho na universidade de 15 anos ou mais para 87,15% dos funcionários. A maioria (75,23%) deles trabalha no ruído, sendo que 53,21% dos trabalhadores apresentaram perda auditiva na audiometria. Quanto ao uso de protetor auricular, 29,36% referem não utilizar e 28,44% não informaram ou o uso do protetor não se aplica à função. Destaca-se que dentre aqueles que trabalham no ruído, 30,49% referem não escutar bem. Conclusão: O SPV tem se mostrado imprescindível no processo de identificação do perfil dos trabalhadores expostos ao ruído da universidade, revelando as fragilidades e potencialidades do monitoramento audiológico, tanto em nível individual quanto coletivo. É um aliado da vigilância em saúde, permitindo o planejamento e a implementação de ações que visem reduzir e/ou eliminar os riscos para a perda auditiva causada pelo ruído.

Cunha IA (coord.), Shibuya EK, Fernandes RF, et al. Guia de diretrizes e parâmetros mínimos para a elaboração e gestão do Programa de Conservação Auditiva (PCA). São Paulo: Fundacentro, 2018.
Leao RN, Dias FAM. Perfil audiométrico de indivíduos expostos ao ruído atendidos no núcleo de saúde ocupacional de um hospital do município de Montes Claros, Minas Gerais. Rev. CEFAC. 2010;12(2):242-9.
Nyarubeli IP, Tungu AM, Bråtveit M, Moen BE. Occupational noise exposure and hearing loss: A study of knowledge, attitude and practice among Tanzanian iron and steel workers. Arch Environ Occup Health. 2020;75(4):216-25.
Seidman MD, Standring R. “Noise and quality of life”. International Journal of environmental research and public health. 2010;7(10):3730-8.
Santana MCCP, Brandão KKCP, Goulart BNG, Chiari BM. Fonoaudiologia e saúde do trabalhador: vigilância é informação para a ação! Rev. CEFAC. 2009;11(3):522-8.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.620
ISSN 1983-1793X
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TELEDUCAÇÃO COMO RECURSO PARA AUXILIAR OS PAIS NA SELEÇÃO DOS BRINQUEDOS DOS FILHOS
Mattos, L. S. ; Garrido, S. T. ; Sanches, J. F. ; Lopes, A. C. ;

Introdução: Há inúmeras diretrizes internacionais para a regulação da exposição ao ruído para adultos. No Brasil, tem-se as Normas Regulamentadoras, vinculadas à Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia ou da Fundacentro, que recomendam o limite de ruído no trabalho em 85dB(A) ou 80 dB(A) como margem de ação. A exposição que excede esta intensidade é considerada prejudicial e expõem as pessoas ao risco para desenvolverem alterações na saúde. Os limites de segurança para a exposição ao ruído determinado para adultos pode não ser suficiente para proteger a audição de bebês e crianças. Neste sentido, a American Academy of Pediatrics (AAP) e o Sound Study Group do National Resource Center - NRC recomendam, para bebês ou crianças, 45 dB(A) e 50dB(A), respectivamente, uma vez que são expostas a uma variedade de ruídos que infelizmente permanecem sem regulamentação nas principais jurisprudências. Em relação aos brinquedos, para que sejam liberados à comercialização, devem obedecer a Norma Brasileira (NBR) 11786/92 – Segurança do Brinquedo e devem ser certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), obedecendo à referida legislação. Os brinquedos sonoros fazem parte desse universo lúdico e, além de entretenimento, auxiliam nos aspectos do desenvolvimento, entretanto, é necessário selecioná-los, uma vez que podem gerar ruídos excessivamente intensos, colocando esta população em riscos à saúde auditiva. Dessa forma, por meio de estratégias como a teleducação, será criada uma plataforma para encorajar os pais, cuidadores e outras pessoas que interagem com as crianças para motivá-los a monitorar as fontes de exposição ao ruído e subsequentemente minimizar o tempo de exposição ao ruído gerado pelos brinquedos. Objetivo: Investigar, por meio da literatura, os níveis de intensidade sonora dos brinquedos, assim como os programas de educação em saúde voltados para esta temática. Metodologia: Não houve necessidade de aprovação do Comitê de Ética. A partir da revisão integrativa da literatura foram apresentados evidências científicas identificadas em periódicos nacionais e internacionais acessados eletronicamente em bases da BVS, PubMed, BDTD e CAPES, no período entre 2016 a 2021, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram utilizadas as seguintes bases de dados para a revisão: LILACS, SciELO, Cochrane Library, PubMed/Medline e Portal da CAPES. Os descritores foram: brinquedos, ruídos, perda auditiva e educação em saúde, em português e inglês. Resultados: Na primeira etapa, foram analisados os títulos dos artigos encontrados por meio da combinação dos descritores e palavras chaves em todas as bases de dados e foram encontrados 83 artigos. Na fase seguinte foram analisados os resumos e selecionados 10 artigos que possuíam informações sobre o tema. As evidências apontam que existe uma relação significativa entre o nível de ruído e o desenvolvimento, ou seja, o nível de ruído em excesso prejudica o desenvolvimento das crianças. Conclusão: Este estudo compilou achados relevantes e contribuirá para elaboração de um um ambiente virtual de transmissão de informações sobre brinquedos seguros em relação à audição, informações sonoras e consequências para o desenvolvimento para pais e cuidadores utilizando a Teleducação Interativa.


American Academy of Pediatrics, Committee on Environmental Health. Noise: a hazard for the
fetus and newborn. Pediatrics. 1997;100(4):724 –727.
Canada. Canadian Centre for Occupational Health and Safety. Noise – Occupational Exposure
Limits in Canada. http://www.ccohs.ca/oshanswers/phys_agents/exposure_can.html. Accessed
May 2, 2013.
Department of Hearing and Speech Sciences, University of Maryland, College Park.Influences of Background Noise
on Infants and Children.2017, Vol. 26(5) 451–457
United States. National Institute for Occupational Safety and Health. Criteria for a Recommended
Standard, Occupational Noise Exposure. Cincinatti: DHHS (NIOSH), 1998.

DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.470
ISSN 1983-1793X
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TESTE DE FALA NO RUÍDO APLICADO PARA VERIFICAR EVOLUÇÃO DE TREINAMENTO AUDITIVO
FERNANDES, L.M. ; ALMEIDA, A.S. ; SOUSA, A.M. ; SILVA, Y.M. ; SILVA, I.M.C. ;

Introdução: O Índice Percentual de Reconhecimento de Fala( IPRF) é um teste supraliminar que possibilita a análise da compreensão de fala. Os resultados são definidos através da porcentagem de acertos que cada indivíduo apresenta no reconhecimento das palavras. O teste de Fala com Ruído (FR) permite a avalição da capacidade de discriminação dos sons da fala em condições onde há competição sonora, com gerenciamento da relação sinal/ruído. Os resultados também são apresentados a partir da porcentagem de acertos.Objetivo: Comparar o desempenho de universitários no Índice Percentual de Reconhecimento de Fala com Gravação e Teste de Fala com Ruído antes e após estimulação auditiva remota. Metodologia: O projeto foi aprovado pelo CEP sob parecer 4.471.628 Após responder o questionário SAB online sobre algumas queixas das habilidades auditivas no cotidiano, os estudantes que apresentaram uma pontuação baixa foram encaminhados para a realização de uma triagem auditiva online com a utilização da plataforma Zoom para realizar a videoconferência e o compartilhamento de áudios e o software audacity para o gerenciamento dos áudios. Utilizou-se o IPRF com apresentação de 25 monossílabos no silêncio e na presença de ruído (FR), gerado pelo software Audacity, após calibração biológica da intensidade ideal. Assim, sempre que o participante escutava uma palavra, deveria repeti-la da forma que processou. O resultado do FR foi calculado em forma de porcentagem e cada item vale 4%. O teste foi aplicado antes e após o período de 8 sessões de estimulação auditiva remota, no qual todas as habilidades auditivas foram estimuladas de forma gradativa e desafiadora. Resultados: Participaram 8 universitários com pontuação no SAB abaixo de 36 pontos, indicando provável alteração de processamento auditivo. A comparação dos resultados obtidos na avaliação pré e pós estimulação evidenciou melhora significativa no teste de FR. A média do desempenho do grupo no IPRF foi de 86% e no teste FR o resultado obtido na avaliação pré-estimulação foi 88%. Já na avaliação pós-estimulação a média dos resultados obtidos no teste FR foi de 94,5%. Conclusão: O FR mostrou-se como um teste efetivo para analisar a compreensão de fala, possibilitando a continuidade de seu uso para comparar os resultados ao final da estimulação. A aplicação do teste na avaliação pré e pós estimulação mostrou resultados positivos para os participantes que participaram do treinamento auditivo realizado em formato remoto.

ZAMBONI, Zuleica Costa; IORIO, Maria Cecília Martinelli. Reconhecimento de fala no nível de máximo conforto em pacientes adultos com perda auditiva neurossensorial. Revista da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, v. 14, n. 4, p. 491-497, 2009.

NUNES, Cristiane Lima; PEREIRA, Liliane Desgualdo; CARVALHO, Graça Simões de. Construção e validação dos testes Fala com Ruído (FR) e Dicótico de Dígitos (DD) para aplicação em crianças portuguesas. 2011.

NUNES, CL; PEREIRA, LD; CARVALHO, GS. Scale of Auditory Behaviors e testes auditivos comportamentais para avaliação do processamento auditivo em crianças falantes do português europeu. CoDAS, São Paulo, v. 25, n. 3, p. 209-215, 2013.


PEREIRA, L. D.; SCHOCHAT, E. Testes auditivos comportamentais para avaliação do processamento auditivo central. Barueri (SP): Pró-Fono, 2011. Protocolo 3. Índice Percentual de Reconhecimento de Fala (IPRF) com Gravação e Teste de Fala com Ruído (FR).
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.538
ISSN 1983-1793X
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TESTE DO POTENCIAL EVOCADO MIOGÊNICO VESTIBULAR CERVICAL COMO TRIAGEM EM BEBÊS - REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA.
GONÇALVES, Yan Pedro Lazarotto ; TOMIASI, Aline Aparecida ; MENESES, Ana Alice ; PAULA, Giovana Romero ; TOPANOTTI, Jenane ;

Introdução: A integridade do Sistema vestibular é importante para um adequado desenvolvimento motor do bebê, sendo que disfunções vestibulares podem interferir nesse processo ocasionando atrasos e baixo desempenho das habilidades motoras. Desta forma, o teste de Potencial Evocado Miogênico Vestibular Cervical aplicado como ferramenta de triagem vestibular para mapear a ocorrência de disfunção vestibular em recém nascido e bebês, pode representar um método prático para avaliação em larga escala da função de equilíbrio do indivíduo, proporcionando o diagnóstico e intervenção precoce diferencial, favorecendo no diagnóstico da perda auditiva associada à insuficiência vestibular. Objetivo: Compilar artigos científicos que demonstram sobre a viabilidade de um teste vestibular, o Potencial Evocado Miogênico Vestibular Cervical, integrado ao programa de triagem auditiva neonatal universal. Metodologia: Tratou-se de uma revisão de literatura integrativa, no qual foram analisadas publicações disponibilizadas na base de dados PubMed, no período de 2016 a 2021, no idioma inglês, com disponibilidade integral do texto. A busca foi realizada por meio das seguintes palavras-chaves em combinação: newborn AND cervical vestibular evoked myogenic potentials. Resultados: Foram identificadas 30 publicações, no qual foram selecionadas 4 para compreender esse estudo. Os estudos apontaram de forma unânime que o Potencial Evocado Miogênico Vestibular Cervical é um instrumento valioso para a triagem vestibular em bebês, demonstrando alto nível de viabilidade e reprodutibilidade dos resultados, além de ser um teste simples e rápido. Conclusão: O Potencial Evocado Miogênico Vestibular Cervical integrado ao programa de triagem auditiva neonatal mostrou-se valioso para o diagnóstico precoce das disfunções vestibulares e auditivas. Novos estudos são necessários para confirmar o rigor do diagnóstico do Potencial Evocado Miogênico Vestibular Cervical como forma de rastreamento vestibular em bebês.

ECEVIT, A.; INCE, D.; ERBEK, S. et al. Comparison of cervical vestibular evoked myogenic potentials between late preterm and term infants. Turk J Pediatr. 2012 Sep-Oct;54(5):509-14. PMID: 23427515.

MARTENS, S.; DHOOGE, I.; DHONDT, C.; LEYSSENS, L.; SUCAET, M.; VANAUDENAERDE, S.; ROMBAUT, L.; MAES, L. et al. Vestibular Infant Screening – Flanders: The implementation of a standard vestibular screening protocol for hearing-impaired children in Flanders, International Journal of Pediatric Otorhinolaryngology, Volume 120, 2019.

VERRECCHIA, L.; KARPETA, N.; WESTIN, M. et al. Methodological aspects of testing vestibular evoked myogenic potentials in infants at universal hearing screening program. Sci Rep 9, 17225 2019.

YOUNG, Y. Assessment of functional development of the otolithic system in growing children: A review, International Journal of Pediatric Otorhinolaryngology, Volume 79, Issue 4, 2015, Pages 435-442, 2020.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.482
ISSN 1983-1793X
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TIMPANOMETRIA DE BANDA LARGA EM BEBÊS COM SÍFILIS CONGÊNITA: SÉRIE DE CASOS CLÍNICOS
Câmara, L. L. P. ; Santos, L. J. P. N. ; Vasconcelos, I. C. ; Balen, S. A. ;

Introdução: A sífilis congênita representa um risco para a saúde auditiva do lactente. Por conseguinte, é necessário estabelecer o Crosscheck na avaliação audiológica para determinar o status auditivo do bebê. A Timpanometria de Banda Larga (TBL) com medidas de absorvância é eficaz, pois detecta alterações na orelha média com exatidão e determina seu estado maturacional. Objetivo: Caracterizar as medidas de absorvância em uma série de casos em bebês com sífilis congênita recrutados de Maternidade Públicas. Metodologia: Este estudo é uma série de sete sujeitos com sífilis congênita, quatro com idade de 15 dias a 2 meses e três bebês com 5 a 6 meses de idade. Estes sujeitos realizaram a meatoscopia e a Triagem Auditiva Neonatal Universal com “passa” bilateralmente. A TBL, foi realizada no impedanciômetro Titan da Interacoustic A/S módulo IMP440, com medidas da TBL através do módulo WideBand Timpanometry (WBT) Research. O equipamento foi conectado a um computador Intel. Para análise dessas medidas, foi realizado a TBL com estímulo chirp, em amplo espectro de frequência de 226Hz a 8000Hz, sendo apresentado em um estímulo único e rápido. Todos os participantes obtiveram curva tipo A com tom base de 226Hz. A apresentação dos resultados das medidas de absorvância foram fornecidas em um gráfico 3D que possibilita averiguar a pressão sonora (daPa), frequência (Hz) e absorvância expressa em porcentagem. Foram analisados as medidas de absorvância para as bandas de frequência de 226Hz; 257Hz; 324Hz; 408Hz; 500Hz; 630 Hz; 794 Hz; 1.000Hz; 1.260 Hz; 1.587 Hz; 2.000 Hz; 2.520 Hz; 3.175 Hz; 4.000 Hz; 5.040 Hz; 6.350 Hz; 8.000 Hz; totalizando 17 frequências por orelha testada na pressão ambiente e 17 na pressão no pico. Os dados da absorvância acústica foram extraídos pela planilha 140331 WBT absorbances and averaged tymp em Excel, sendo possível visualizar os valores de absorvância no pico de pressão e ambiente por frequência de cada sujeito. Na análise dos dados foram utilizados os testes de Wilcoxon e Mann-Whitney, adotando-se o nível de significância de 5%. Resultados: Observou-se ausência de diferença estatisticamente significante na comparação das faixas-etárias nos valores de absorvância nas frequências e orelhas testadas. Como também, ausência de diferença estatisticamente significativa entre as orelhas nas frequências testadas, exceto na frequência de 324 e 408 Hz com mediana maior na orelha direita. Menores valores de absorvância entre as frequências de 226 Hz e 630 Hz em todas as orelhas da amostra. Conclusão: Os resultados desta série de casos demonstraram que a sífilis congênita não influencia a funcionalidade da orelha média. Porém, é necessário continuidade do estudo para estabelecer um grupo controle comparativo aos bebês com sífilis congênita.

Santos PP, Araújo ES, Costa Filho OA, Piza MT, Alvarenga, KF. Medidas de imitância acústica de banda larga com estímulo chirp e tom puro em lactentes com normalidade de orelha média. Audiology - Communication Research, 2015; 20(4):300-304. https://doi.org/10.1590/2317-6431-2015-1602
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST,Aids e Hepatites Virais. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis. Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de DST,Aids e Hepatites Virais. – Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
Sanford CA, Hunter LL, Feeney MP, Nakajima HH. Wideband Acoustic Immittance, Ear and Hearing: July 2013; 34: 65s-71s. doi: 10.1097/AUD.0b013e31829c7250
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Página(s): p.592
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TONTURA POSTURAL PERCEPTUAL PERSISTENTE (TPPP): UMA REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA
Bastos, G.S. ; Alves, E. ; Goulart, R.M. ; Melo, V. S. ;

Introdução: Tontura Postural Perceptual Persistente (TPPP) é uma síndrome de diagnóstico recém-definida, que unifica características principais da tontura subjetiva crônica, vertigem postural fóbica e distúrbios relacionados. Existem pacientes que apresentam tonturas não explicadas por doença otoneurológica e não diagnosticadas, por toda a gama de exames diagnósticos oferecida nos dias de hoje. Dentre elas a Tontura Postura Perceptiva Persistente (TPPP), um distúrbio funcional crônico, caracterizado por vertigem não giratória e instabilidade percebida, está entre as patologias mais complexas envolvidas no Sistema Auditivo Vestibular (SAV) e Sistema Nervoso Central (SNC). Suas principais características são os episódios recorrentes, com duração de segundos ou horas, provocando sintomas como tontura e vertigem, em movimentos de cabeça, ao sentar-se e levantar-se. Objetivo: Realizar um levantamento bibliográfico sobre principais estudos científicos, que abrangem a patologia Tontura Postural Perceptual Persistente (TPPP). Metodologia: Trata-se de uma revisão integrativa de literatura, abrangendo uma busca de artigos publicados entre o período de 2011 a 2021, e foi realizada nas bases de dados Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde (BVS), Nacional Library of Medicine (PubMed), Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (Medline) e Scientific Electronic Library Online (Scielo), e pesquisa de palavras do dicionário Medical Subject Heading Terms (MeSH), para Descritores em Ciência da Saúde (DeCS): tontura; equilíbrio postural; vestíbulo do labirinto. Resultados: Foram selecionados 16 artigos para essa revisão. Pôde-se identificar poucos estudos atuais e específicos que abrangem a patologia TPPP e suas caracterizações clínicas, bem como alterações funcionais, exames e tratamento. Isso se justifica por ser uma patologia ainda pouco conhecida na área da saúde, como também por ser confundida com outras patologias envolvidas entre SAV e SNC, as quais possuem sintomas incomuns. Conclusão:Os resultados indicaram que a avaliação dos sintomas deve seguir os critérios de diagnóstico, incluindo fatores de exacerbação e histórico médico; os mecanismos fisiopatológicos foram identificados como mudanças funcionais, nos mecanismos de controle postural, processamento de informações multissensoriais, ou integração cortical da orientação espacial e avaliação de ameaças; as mulheres e os indivíduos na faixa etária entre 40 e 60 anos, foram mais acometidos; os pacientes com tontura crônica, associada a transtornos psiquiátricos comórbidos, apresentam mais desvantagens subjetivas, comparados aos que não possuem comorbidades; a estimulação visual pode ser característica entre fatores de exacerbação.

1. Kazuko NL, Freitas CG, Manso A, Campos CAH, Korn Gustavo P. Reabilitação vestibular personalizada: levantamento de prontuários dos pacientes atendidos no ambulatório de otoneurologia da I.S.C.M.S.P. Rev. Bras. Otorrinolaringol. [Internet]. 2005 Aug [cited 2021 May 15 ; 71( 4 ): 440-447.
2. Oliveira JAA. Fisiopatologia do sistema vestibular. Artigos Originais Brazilian Jounal of Otorhinolaryngology. 1974;40(1):64-82.
3. Bruniera JRZ, Fernanda CJ, Melo PO, Rigotti FPP, Junior AS, Moraes MLL. Análise comparativa do equilíbrio postural pela posturografia em pacientes com vertigem isolada ou associada com perda auditiva. Biblioteca Virtual em Saúde. 2015;20(4):321-326.
4. Roseli Saraiva MB, Söhsten Lins EM. Clinical characteristics of patients with persistent postural-perceptual. Brazilian Journal of OTORHINOLARYNGOLOGY. Braz J Otorhinolaryngol. 2015; 81(3):276-282.
5. Bisdorff AR, Staab JP, Newman DE. Visão geral da classificação internacional de distúrbios vestibulares. Neurol Clin 2015; 33: 541 – 50.
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Página(s): p.464
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TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO TRANSCULTURAL DO PEDIATRIC VISUALLY INDUCED DIZZINESS QUESTIONNAIRE (PVID) PARA O PORTUGUÊS BRASILEIRO
Titara, LMB ; Melo, LPF ; Cavalcanti, HG ;

A tontura é a sensação de orientação espacial perturbada ou prejudicada, sem ilusão de movimento corporal. O termo tontura induzida visualmente refere-se à tontura ou instabilidade desencadeada por estímulo visual complexo, distorcido e amplo, incluindo o movimento relativo do entorno visual associado ao movimento corporal. Nesse sentido, o presente projeto se propõe realizar a tradução transcultural e adaptação do questionário “Pediatric Visually Induced Dizziness Questionnaire”- (PVID) aplicado em crianças de 6 a 17 anos que quantifica a presença e a gravidade da tontura induzida visualmente (VID). Nesse processo a metodologia foi constituída das seguintes etapas, baseadas em Beaton inicialmente, buscamos na literatura questionários validados voltados à investigação de tontura induzida visualmente na criança em utilização no Brasil e foi constatado que não havia; a seguir, dois tradutores habilitados, nativos no idioma alvo e fluentes no idioma e cultura fonte, traduziram o teste de forma independente, considerando a equivalência conceitual e evitando a tradução literal. Na sequência, foi realizada a síntese das traduções. Essa foi feita de forma consensual, pelo mesmo comitê selecionado no procedimento supracitado. Tal comitê construiu uma versão única a partir da comparação das traduções e da avaliação das discrepâncias semânticas, idiomáticas, conceituais, linguísticas e contextuais. A etapa seguinte foi a retradução realizada por três colaboradores nascidos na língua do idioma do instrumento original. A partir das três traduções realizadas foi feita a síntese das retrotraduções e construída a versão pré final do instrumento para a versão da língua original realizada por três retrotradutores fluentes na língua portuguesa brasileira. A partir daí foi realizada a síntese final das retraduções e elaborada a versão final da tradução, a qual foi submetida à avaliação por parte de um comitê de juízes especialistas. Finalmente, o instrumento foi aplicado a 30 crianças de diferentes estratos sociais e realizada análise das respostas. O comitê de juízes foi composto por quinze colaboradores, sendo a maioria especialistas na área da saúde incluindo médicos otorrinolaringologistas, uma otorrino-pediatra, fonoaudiólogos com especialização na área de audiologia com expertise na área de tontura e duas pedagogas que opinaram acerca de adequações semânticas para melhor entendimento das perguntas e respostas. Dessa forma, obtivemos o questionário traduzido e adaptado para o português brasileiro.

ARAÚJO, A. P. Q; FORTES, C. P. D. Checklist para tradução e Adaptação Transcultural de questionários em saúde. Cad. Saúde Coletiva: Rio de Janeiro, 2019.
BEATON, D. et al. Recommendations for the cross-cultural adaptation of the DASH & Quick DASH outcome measures. Institute for Work and Health, p. 1-45, 2007.
BRODSKY, J. R; LIPSON, S; BHATTACHARYYA, N. Prevalence of Pediatric Dizziness and Imbalance in the United States. Otolaryngology–Head and Neck Surgery. Vol. 162(2) 241–24, 2020.
PAVLOU, M et al., Visually Induced Dizziness in Children and Validation of the Pediatric Visually Induced Dizziness Questionnaire. Frontiers in Neurology, Lausanne, dez. 2017.
PERNAMBUCO, L. et al. Recomendações para elaboração, tradução, adaptação transcultural e processo de validação de testes em Fonoaudiologia. Paraíba: UFPB, 2016. Disponível em: . Acesso em: 10 jun. 2019.

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Página(s): p.613
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TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL DE RECÉM-NASCIDOS DE GESTANTES ACOMETIDAS PELA COVID-19: REVISÃO DE LITERATURA
Bueno, L. B. F ; David, K. S. ; Almeida, T. G. ; Barreto, M.A.S.C. ;

Introdução: Infecções virais como a rubéola, citomegalovírus, herpes e zika vírus são reconhecidamente fatores de risco para perda auditiva neonatal. Recentemente, com a Pandemia da Covid-19, verificou-se uma preocupação além das questões respiratórias inicialmente descritas. Intensificou-se uma preocupação com os aspectos auditivos e vestibulares dos sujeitos infectados, bem como dos efeitos aos recém-nascidos de gestantes acometidas pela Covid-19. A Lei Federal 12.303/2010 tornou obrigatória a realização da Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU) para todos os recém-nascidos brasileiros, aplicando-se o exame de Emissões Otoacústicas Evocadas Transientes (EOAT) em recém-nascidos sem indicadores de risco para deficiência auditiva e o exame de potenciais evocados auditivos de tronco encefálico (PEATE) nos recém-nascidos com indicadores de risco para deficiência auditiva. Objetivo: Verificar os métodos utilizados e os resultados da triagem auditiva neonatal de recém-nascidos cujas mães apresentaram resultado positivo ao vírus Sars-Cov-2 durante a gestação, bem como tipo de estudo, país e ano de publicação. Metodologia: Revisão de literatura por meio de busca nas bases de dados Pubmed, Google Acadêmico e Biblioteca Virtual em Saúde (com acesso às bases MEDLINE, LILACS e IBECS), de artigos empíricos publicados em português, inglês ou espanhol, entre os anos de 2020 a 2022, utilizando-se os descritores: covid-19, sars-cov-2, gravidez, e triagem auditiva neonatal, bem como seus correspondentes em inglês e espanhol. Resultados: Foram encontrados 114 artigos e 5 foram selecionados, após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, sendo um da base de dados PubMed, três do Google Acadêmico e um da Biblioteca Virtual em Saúde. Destes, dois relataram um risco aumentado de perda auditiva devido à infecção materna por Covid-19 e os demais não apresentaram resultados conclusivos quanto ao aumento do risco. Os cinco estudos foram publicados em 2021, sendo quatro deles desenvolvidos por pesquisadores da Turquia e um deles, do Egito. Quanto ao tipo de estudo, dois deles eram estudos caso-controle e três, estudos de coorte retrospectivo, sendo um deles multicêntrico. Quanto aos métodos utilizados, os três estudos que concluíram não haver risco de perda auditiva, utilizaram o teste de emissões otoacústicas evocadas transientes e caso ocorresse falha, utilizaram o PEATE. Dos dois estudos que referiram ter encontrado correlação entre Covid-19 na gestação e falha na triagem auditiva, um realizou somente o teste de potenciais evocados auditivos e o outro aplicou emissões otoacústicas evocadas transientes e produto de distorção, potenciais evocados auditivos e supressão das emissões otoacústicas, referindo inclusive insuficiência do sistema olivococlear medial eferente. Todos concordaram quanto à importância da TANU e da atenção continuada à saúde auditiva destes bebês, em virtude de possíveis complicações posteriores relacionadas à infecção pela Sars-Cov-2. Conclusão: Os principais métodos utilizados foram as emissões otoacústicas e os potenciais evocados auditivos e dois estudos correlacionaram covid-19 na gestação e resultados alterados na triagem auditiva neonatal. Verificou-se que há necessidade de mais investigações quanto ao método ideal a ser utilizado, o perfil audiológico dos recém-nascidos e a necessidade de acompanhamento auditivo à médio e longo prazo destes bebês.

Alan MA, Alan C. Hearing screening outcomes in neonates of SARS-CoV-2 positive pregnant women. International Journal of Pediatric Otorhinolaryngology. 2021, 146, 110754.

Celik T, Simsek A, Koca CF, Aydin S, Yasar S. Evaluation of cochlear functions in infants exposed to SARS-CoV-2 intrauterine. American Journal of Otolaryngology. 2021 v. 42, n.4, 102982.

Mostafa BE, Mostafa A, Fiky LME, Omara A, Teaima A. Maternal COVID-19 and neonatal hearing loss: a multicentric survey. European Archives of Oto-Rhino-Laryngology. 2021, p. 1-4.

Oskovi-Kaplan ZA. et al. Newborn Hearing Screening Results of Infants Born To Mothers Who Had COVID-19 Disease During Pregnancy: A Retrospective Cohort Study. Ear and Hearing. 2022 v. 43, n.1, p.41.

Yıldız G. et al. Hearing test results of newborns born from the coronavirus disease 2019 (COVID‐19) infected mothers: A tertiary center experience in Turkey. Journal of Obstetrics and Gynaecology Research. 2021 v.48, n.1, p.113-118.
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Página(s): p.456
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TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL EM NEONATOS COM MÃES DIAGNOSTICADAS COM COVID-19: COBERTURA E IDADE NA REALIZAÇÃO DA TESTAGEM
Decio, L.C. ; Teixeira, A.R. ; Elly, G.A.F. ; Saltiél, D.R.V. ;

Introdução: Em 2019 foi identificado um novo vírus pertencente à família Coronaviridae, o SARS-CoV-2 responsável por gerar infecção respiratória aguda grave, sendo a doença causada por este vírus denominada de COVID-19. Recentemente, tem-se observado um aumento no número de gestantes acometidas pela COVID-19, o que trouxe algumas considerações acerca do desconhecimento do potencial de risco da COVID-19 para a saúde auditiva dos neonatos. O Comitê Multiprofissional em Saúde Auditiva recomenda alguns indicadores de qualidade para a implantação e avaliação das ações de saúde auditiva, dentre eles, que a triagem auditiva neonatal seja realizada antes da alta hospitalar ou com até 30 dias de vida. Entretanto, devido ao risco de contágio pela COVID-19, foi necessário reorganizar os processos de testagem, sendo esses neonatos agendados para realizar o exame em ambulatório após o período de isolamento da mãe. Objetivo: verificar os indicadores de qualidade de cobertura e idade na triagem auditiva neonatal durante a pandemia da COVID-19. Metodologia: Trata-se de um estudo observacional, transversal e retrospectivo, com abordagem quantitativa-descritiva, na qual utilizou-se dados obtidos por meio de busca aos prontuários eletrônicos das mães com diagnóstico de COVID-19 e dos recém-nascidos. O intervalo de recuperação dos dados foi de agosto de 2020 a maio de 2021, período em que o hospital iniciou a triagem para a COVID-19 de todas gestantes na internação obstétrica. As variáveis deste estudo foram: mãe com teste positivo para COVID-19 durante a internação, comparecimento para realizar o exame em ambulatório e idade do bebê quando realizou o exame. As análises foram realizadas no programa SPSS versão 21.0 e descritas por média e desvio padrão ou mediana e amplitude interquartílica. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição onde foi realizado sob CAEE 51206321.0.0000.5327 e parecer número 2021-0363 Resultados: No período em estudo, foram identificados 112 neonatos e lactentes cujas mães tiveram diagnóstico de COVID-19. Destes, 21 não compareceram para a realização da triagem auditiva neonatal. É preconizado, como indicador de qualidade da triagem auditiva neonatal que, pelo menos, 95% dos neonatos realizem a avaliação auditiva. O estudo mostra que este indicador foi alcançado apenas nos meses de outubro de 2020, maio e setembro de 2021. A média proporcional de cobertura da triagem auditiva neonatal no período do estudo foi de 81,3%. A amostra final foi composta por 91 bebês de mães com diagnóstico de COVID-19 no momento da internação obstétrica. Com relação ao indicador “idade”, a triagem auditiva neonatal deve ser realizada, preferencialmente, nos primeiros dias de vida (24h a 48h) na maternidade e, no máximo, durante o primeiro mês de vida, a não ser em casos em que a saúde da criança não permita a realização dos exames. No presente estudo, a mediana de idade dos bebês que realizaram a triagem auditiva foi de 30 dias de vida. Conclusão: O estudo mostra adequado indicador de idade cronológica para realização da triagem auditiva neonatal. Observou-se, no entanto, taxa de cobertura abaixo da recomendação vigente.

BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes de atenção da triagem auditiva neonatal. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. Disponível em: . Acesso em:17 mai. 2021.

CELIK, T. et al. Evaluation of cochlear functions in infants exposed to SARS-CoV-2 intrauterine. American Journal of Otolaryngology–Head and Neck Medicine and Surgery, v. 42, e102982, 2021. Disponível em: . Acesso em: 30 mar de 2021.

COMITÊ MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE AUDITIVA (COMUSA). Nota Técnica. Triagem auditiva neonatal universal em tempos de pandemia. 26 mai. 2020. Disponível em: . Acesso em: 19 jan. 2022.

MELO, G. C.; ARAÚJO, K. C. G. M. Covid-19 infection in pregnant women, preterm delivery, birth weight, and vertical transmission: a systematic review and meta-analysis. Cadernos de Saúde Pública, v. 36, n. 7, e00087320, 2020.
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Página(s): p.507
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TRIAGEM DO PROCESSAMENTO AUDITIVO CENTRAL EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS DE UM CURSO DE FONOAUDIOLOGIA
Marciano, M.S. ; Scharlach, R.C. ;

Introdução: O processamento dos sons envolve diferentes habilidades auditivas e a presença de déficits em uma ou mais dessas habilidades pode afetar o processamento da informação auditiva. O Transtorno do Processamento Auditivo Central (TPAC) é muito discutido, estudado na população infantil e, menos frequentemente discutido na população de jovens adultos particularmente no que diz respeito à avaliação, diagnóstico, tratamento. O indivíduo com TPAC pode apresentar alterações na linguagem oral e escrita, dificuldades de aprendizado e no desempenho acadêmico, além de prejuízos na memória auditiva e dificuldade de compreensão em ambientes ruidosos. Contudo, essas associações contêm uma grande heterogeneidade com diferentes déficits nas habilidades auditivas e variadas dificuldades de leitura e escrita observadas na clínica. Objetivo: Analisar os resultados da triagem do processamento auditivo central em universitários de um curso de Fonoaudiologia. Metodologia: Estudo observacional, retrospectivo com análise de prontuários de estudantes do primeiro semestre de um curso de Fonoaudiologia da região sul do Brasil, no período de 2015 a 2017. A pesquisa foi analisada e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos sob o número CAAE: 26193219.9.000.0121. Os estudantes foram submetidos a três testes comportamentais para triagem do processamento auditivo central: Teste Dicótico de Dígitos (TDD), Teste de Fala Comprimida (TFC) e o Teste de Padrão de Frequência (TPF). Além disso, responderam um questionário para rastreamento auditivo, responderam ao questionário Scale of Auditory Behaviors (SAB). Os dados obtidos foram tabulados e submetidos a uma análise estatística descritiva e inferencial por meio de testes não paramétricos, com nível de significância de 5%. Resultados: No período estudado foram realizadas 100 triagens, contudo nem todas puderam ser utilizadas na presente pesquisa. Desta forma, a amostra final foi composta pela análise de 18 triagens, sendo que todas eram de acadêmicos do sexo feminino, com idade variando de 18 a 25 anos. Não foram observadas correlações significativas entre os testes aplicados e nenhuma relação entre os testes realizados. O TFC foi o teste com maior número de alterações. Conclusão: Em sua maioria, os universitários desta pesquisa, não apresentaram queixas auditivas e apresentaram resultados normais no questionário SAB, no TDD e no TPF. Não houve correlação ou relação entre o comportamento auditivo e os resultados dos testes comportamentais do processamento auditivo central.


1-ASHA, 2005: ASHA – American Speech-Language-Hearing Association. (Central) Auditory Processing disorders [Technical Report]. 2005.
2-Engel AC, Bueno CD, Sleifer P. Music training and auditory processing skills
in children: a systematic review. Audiol Commun Res. 2019;24:1-8.
https://doi.org/10.1590/2317-6431-2018-2116
3-Santos TS, Mancini PC, Sancio LP, Castro AR, Labanca L, Resende LM.
Achados da avaliação comportamental e eletrofisiológica do processamento
auditivo. – Audiol CommunRes. 2015, v. 20, n. 3, pp. 225-232. DOI:10.1590/2317-6431-2015-1589.
4-Sartori AATK, Delecrode CR, Cardoso ACV. Processamento auditivo (central) em escolares das séries iniciais de alfabetização. Codas. 2019;31(1); e20170237 DOI: 10.1590/2317-1782/20182018237.
5-Sobreira ACO, Gil D. Scale of Auditory Behaviors in the monitoring of acoustically controled auditory training. Revista Cefac. 2021;23(1):1-10.

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Página(s): p.655
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USO DA REALIDADE VIRTUAL E AUMENTADA PARA A REABILITAÇÃO VESTIBULAR
Ferreira, R. J. S. ; Barboza, H. N. ; Santos, M. B. ; Valença, E. C. D. ; Silva, V. D. ; Araújo, A. L. L. S. ; Rosa, M. R. D. ;

Estima-se que tontura crônica e a vertigem atingem cerca de 1,0-24,5% das populações de diferentes regiões do mundo. Dentre estes, cerca de 50-65% apresentam distúrbios vestibulares. O sistema vestibular desempenha um papel relevante no envio de informações sensoriais para ajustes dos movimentos corporais, postura, e equilíbrio, sendo sua homeostase importante para qualidade de vida. Distúrbios neste sistema podem desencadear desde perda de produtividade e impedimento de atividades de vida diária, até o surgimento/agravamento de sintomas como ansiedade e depressão, sendo o seu tratamento essencial para os portadores. A reabilitação vestibular é uma alternativa terapêutica para o controle das manifestações sintomáticas de distúrbios vestibulares, podendo ser mediada através de diferentes recursos, como a realidade virtual/aumentada (RV/RA). Objetivo: Apresentar um panorama geral do uso da realidade virtual/aumentada na reabilitação vestibular. Método: Foram realizadas buscas nas bases PubMed/ MedLine e BVS com os termos: “Reabilitação vestibular” e “Tecnologia” ou “Realidade virtual” ou “Realidade aumentada”, em português e inglês. Foram considerados artigos originais em qualquer idioma, dos últimos cinco anos, na área da Fonoaudiologia e que tivessem relação com a temática central. Estudos de avaliação dos sintomas, revisões e artigos no prelo ou sem texto na íntegra foram descartados. Resultados: Foram encontrados 242 artigos relacionados. Após a filtragem e seleção, 5 artigos foram escolhidos para compor este trabalho, destes 4 artigos são estudos de coorte e 1 ensaio clínico randomizado. As idades dos participantes dos estudos variaram de 26-88 anos, com predomínio do sexo feminino. Três estudos apresentaram propostas para o tratamento de vertigens e tonturas crônicas centrais ou periféricas, um estudo foi voltado ao tratamento de VPPB e um de desequilíbrio decorrente de doença Ménière. 57% dos estudos utilizaram os scores do DHI, pré e pós, como parâmetro para avaliação de efetividade das terapêuticas. Em relação as tecnologias, todos os estudos utilizaram terapia híbrida, combinando os exercícios tradicionais de reabilitação vestibular com estratégias de RV/RA. Para a realidade aumentada, os estudos apontam o uso de projetores, TVs, e aplicativos de celular como instrumentos de suporte. Para a realidade virtual, os óculos com suporte de games e/ou recursos audiovisuais em smartfones foram unanimidade. A dessensibilização visual, extensão de movimentos, coordenação e o controle postural foram os principais objetivos terapêuticos apresentados, estimulados através de exercícios de estabilização do olhar, manobras clínicas com suporte virtual e estimulação optocinética. Os estudos apontam efetividade desta proposta para o público de diferentes idades. A redução dos sintomas, melhora da assiduidade, redução de custos, resultados mais rápidos e o melhor engajamento dos pacientes foram os principais resultados encontrados pelos estudos, sugerindo a utilização de RV/RA como promissora para a reabilitação vestibular. A realização de estudos com populações maiores é necessária para visualizar estes efeitos em grandes escalas. Conclusão: A união de saúde e tecnologia reflete em benefícios diretos para diferentes cenários, incluindo a reabilitação vestibular. A utilização de RV/RA na reabilitação vestibular resultou em fortes benefícios, seja na redução dos sintomas, melhora na assiduidade ou engajamento dos pacientes, sendo um recurso promissor para as clínicas de Fonoaudiologia.

Mempouo E, Lau K, Green F, Bowes C, Ray J. Customised vestibular rehabilitation with the addition of virtual reality based therapy in the management of persistent postural-perceptual dizziness. The Journal of Laryngology & Otology. 2021 Oct;135(10):887-91.
Zeigelboim BS, José MR, Santos GJ, Severiano MI, Teive HA, Stechman-Neto J, Santos RS, de Araújo CM, Cavalcante-Leão BL. Balance rehabilitation with a virtual reality protocol for patients with hereditary spastic paraplegia: Protocol for a clinical trial. PloS one. 2021 Apr 1;16(4):e0249095.
Park JH, Jeon HJ, Lim EC, Koo JW, Lee HJ, Kim HJ, Lee JS, Song CG, Hong SK. Feasibility of eye tracking assisted vestibular rehabilitation strategy using immersive virtual reality. Clinical and experimental otorhinolaryngology. 2019 Nov;12(4):376.
Tabanfar R, Chan HH, Lin V, Le T, Irish JC. Development and face validation of a Virtual Reality Epley Maneuver System (VREMS) for home Epley treatment of benign paroxysmal positional vertigo: A randomized, controlled trial. American journal of otolaryngology. 2018 Mar 1;39(2):184-91.
Micarelli A, Viziano A, Micarelli B, Augimeri I, Alessandrini M. Vestibular rehabilitation in older adults with and without mild cognitive impairment: effects of virtual reality using a head-mounted display. Archives of gerontology and geriatrics. 2019 Jul 1;83:246-56.
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Página(s): p.508
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USO DA SIMULAÇÃO CLÍNICA NO ENSINO REMOTO: RELATO DE EXPERIÊNCIA
Machado, M. G. ; Santos, C. S. ; Scanferla, W. H. ; Carvalho, S. A. S. ; Mancini, P. C. ; Resende, L. M. ;

Introdução: A pandemia de COVID-19 tornou-se um agravante à prática clínica dos
estudantes, visto que interrompeu as atividades locais, afetando experiências e
habilidades que deveriam ser desenvolvidas presencialmente. Por outro lado,
educadores viram-se forçados a procurar opções virtuais e desenvolver novas
estratégias para aplicar remotamente. Uma solução para minimizar esses impactos
é o uso da simulação no ensino, uma técnica que visa substituir ou ampliar
experiências reais por meio de práticas orientadas que replicam ou fazem menção a
aspectos do mundo real. Objetivo: Relatar a experiência na construção e aplicação
de vídeos de simulação clínica e debriefing para estudantes de fonoaudiologia que
cursaram disciplinas de audiologia no ensino remoto. Metodologia: Trata-se de um
relato de experiência, realizado em uma universidade pública brasileira, no ano de
2021. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa sob o número
4.922.540. O grupo desenvolveu três vídeos de simulação clínica. Os vídeos tinham
por objetivo desenvolver habilidades e competências para um adequado
atendimento fonoaudiológico. As etapas deste trabalho seguiram-se pela construção
do roteiro, filmagem dos atores, edição e publicação dos vídeos em uma plataforma
online e gratuita, e então, aplicação dos vídeos e posterior debriefing, com utilização
de questionários, em aula remota, mediada por um professor. O debriefing foi
realizado para integralizar e consolidar o aprendizado a partir das respostas dadas
nos questionários pelos próprios alunos, com análise e reflexão sobre a situação
clínica proposta. O primeiro vídeo abordou um diagnóstico de perda auditiva de uma
criança aos pais, sob o modelo centrado na doença e na pessoa. O segundo,
mostrou o diagnóstico de perda auditiva em um adulto, desde a anamnese,
adaptação do aparelho auditivo e orientações gerais. O terceiro utilizou as
ferramentas motivacionais “a linha, o quadrado e o círculo” para que professor
pudesse demonstrar como aplicar os conceitos do cuidado centrado no paciente.
Resultados: Como metodologia de aprendizagem a utilização dos vídeos de
simulação permitiu que o docente pudesse demonstrar aos alunos a aplicação de
conceitos do cuidado centrado na pessoa. As respostas dos questionários, foram
utilizadas para o debriefing, sendo assim uma atividade centrada no aluno, em que
o professor aproveitou as impressões e comentários dos estudantes para as
reflexões sobre o atendimento clínico. Os estudantes, nas três simulações,
consideraram que o audiologista deve ser acolhedor, coletar o máximo de dados
possíveis para compreender o paciente como um todo, utilizar uma comunicação
clara e escuta ativa para compreender as limitações e angústias do paciente e usar
materiais de apoio sempre que possível para auxiliar na explicação do diagnóstico e
possíveis condutas. Conclusão: O uso da simulação possibilitou ao professor
trabalhar no ensino remoto aspectos importantes das habilidades de comunicação e
na condução do atendimento audiológico, que seriam vivenciadas apenas nas
atividades presenciais. Em todas as atividades de simulação clínica, os estudantes
consideraram os conteúdos úteis e que o questionário auxiliou na análise dos
vídeos. Acreditamos que essas atividades facilitam a introdução das práticas
clínicas, gerando menos ansiedade e insegurança nos estudantes.

1. Ferrel, M.N., & Ryan, J.J. The Impact of COVID-19 on Medical Education. In Cureus. 2020;12(3).
2. Gaba D.M. The future vision of simulation in health care. Qual Saf Health Care. 2004; 13:2-10.
3. Ida Institute. Motivation tools The Line, box and circle. Rudersdal, 2013. Disponível em:
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.545
ISSN 1983-1793X
https://audiologiabrasil.org.br/37eia/anais-trabalhos-consulta/545


USO DE MÍDIAS DIGITAIS PARA PROPAGAÇÃO DE EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE AUDITIVA VOLTADA A GESTANTES E LACTANTES
MELO, L.P.F. ; DANTAS, D.S. ; RODRIGUES, I.X. ; SILVEIRA, W.O. ; OLIVEIRA, A.G.S. ; MOURA, R.G. ; MOURA, L.M.G.M.O. ; CAVALCANTI, H.G. ;

Por ser um problema de saúde pública, a deficiência auditiva precisa ser prevenida e diagnosticada precocemente minimizando ao máximo suas consequências para o desenvolvimento infantil. Uma alternativa viável para atingir esse propósito é a promoção de ações educativas voltadas principalmente para gestantes e lactantes, propósito de uma ação extensionista de um curso de graduação em Fonoaudiologia mantido por uma universidade pública há dez anos. Diante do atual cenário de saúde do Brasil, em virtude da pandemia do Sars-COVID-19, houve a necessidade de adaptação das ações promovidas prestadas às mães. Além disso, foi visível o aumento de propagação e de interação de informações no formato on-line em plataformas de mídias digitais, destacando-se principalmente o Instagram. Desse modo, produzir e compartilhar conteúdo educativo sobre saúde auditiva infantil em plataformas digitais como o Instagram também se constituiu um dos objetivos do atual formato da ação extensionista em questão. As postagens nessa plataforma unem imagens e conteúdo que tratam dos cuidados com a saúde auditiva e o desenvolvimento infantil, sempre acompanhadas de legendas explicativas. Todo o conteúdo foi proposto e discutido pela equipe de extensionistas e postado quinzenalmente. O perfil da ação no Instagram foi criado em maio de 2020 e, atualmente, tem alcançado a marca de 244 seguidores, dos quais a maioria são mães. Estudantes e profissionais da área da saúde, incluindo fonoaudiólogos, ligas acadêmicas e pesquisadores, também acompanham as postagens e interagem com a equipe através de curtidas, comentários e directs. As publicações tiveram início em maio de 2020 e atualmente contam com 90 postagens. Além das publicações, o perfil também promoveu lives abordando várias temáticas voltadas para a saúde auditiva infantil, contando com a participação de diferentes profissionais, permitindo maior divulgação de conhecimento profissional e acadêmico nos âmbitos de educação em saúde. Ante o exposto, conclui-se que as redes sociais se constituíram importantes plataformas para a conexão do meio científico com a comunidade no desenvolvimento de atividades acadêmicas dos discentes vinculados à extensão, proporcionando experiência ímpar de apropriação de conteúdo relacionado tanto à Fonoaudiologia, quanto às mídias sociais. No mundo conectado da revolução tecnológica, foi notório o desenvolvimento de habilidades básicas de design, formatação de vídeos e análise de métricas de engajamento pensando no compartilhamento de conhecimento por parte da equipe. E para os usuários de serviços de saúde, o perfil se tornou uma fonte segura de informação, visando maior amparo e desenvolvimento de autocuidado.

1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas e Departamento de Atenção Especializada. – Brasília : Ministério da Saúde, 2012.
2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas e Departamento de Atenção Especializada. – Brasília : Ministério da Saúde, 2012.
3. Sabbag, José Carlos; Lacerda, Adriana Bender Moreira de. Rastreamento e monitoramento da Triagem Auditiva Neonatal em Unidade de Estratégia de Saúde da Família: estudo-piloto.Triagem Auditiva Neonatal em Unidade de Estratégia de Saúde da Família: estudo-piloto, São Lourenço, ano 2017, v. 01, ed. 01, p. 01, 17 fev. 2017.
4. Gatto, Cladi Inês; Tochetto, Tania Maria. Deficiência auditiva infantil: implicações e soluções. Rev. CEFAC, São Paulo , v. 9, n. 1, p. 110-115, mar. 2007 Disponível em .
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.583
ISSN 1983-1793X
https://audiologiabrasil.org.br/37eia/anais-trabalhos-consulta/583


USO DE MÍDIAS DIGITAIS PARA PROPAGAÇÃO DE EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE AUDITIVA VOLTADA A GESTANTES E LACTANTES
MELO, L.P.F. ; DANTAS, D.S. ; RODRIGUES, I.X. ; SILVEIRA, W.O. ; OLIVEIRA, A.G.S. ; MOURA, R.G. ; MOURA, L.M.G.M.O. ; CAVALCANTI, H.G. ;

Por ser um problema de saúde pública, a deficiência auditiva precisa ser prevenida e diagnosticada precocemente minimizando ao máximo suas consequências para o desenvolvimento infantil. Uma alternativa viável para atingir esse propósito é a promoção de ações educativas voltadas principalmente para gestantes e lactantes, propósito de uma ação extensionista de um curso de graduação em Fonoaudiologia mantido por uma universidade pública há dez anos. Diante do atual cenário de saúde do Brasil, em virtude da pandemia do Sars-COVID-19, houve a necessidade de adaptação das ações promovidas prestadas às mães. Além disso, foi visível o aumento de propagação e de interação de informações no formato on-line em plataformas de mídias digitais, destacando-se principalmente o Instagram. Desse modo, produzir e compartilhar conteúdo educativo sobre saúde auditiva infantil em plataformas digitais como o Instagram também se constituiu um dos objetivos do atual formato da ação extensionista em questão. As postagens nessa plataforma unem imagens e conteúdo que tratam dos cuidados com a saúde auditiva e o desenvolvimento infantil, sempre acompanhadas de legendas explicativas. Todo o conteúdo foi proposto e discutido pela equipe de extensionistas e postado quinzenalmente. O perfil da ação no Instagram foi criado em maio de 2020 e, atualmente, tem alcançado a marca de 244 seguidores, dos quais a maioria são mães. Estudantes e profissionais da área da saúde, incluindo fonoaudiólogos, ligas acadêmicas e pesquisadores, também acompanham as postagens e interagem com a equipe através de curtidas, comentários e directs. As publicações tiveram início em maio de 2020 e atualmente contam com 90 postagens. Além das publicações, o perfil também promoveu lives abordando várias temáticas voltadas para a saúde auditiva infantil, contando com a participação de diferentes profissionais, permitindo maior divulgação de conhecimento profissional e acadêmico nos âmbitos de educação em saúde. Ante o exposto, conclui-se que as redes sociais se constituíram importantes plataformas para a conexão do meio científico com a comunidade no desenvolvimento de atividades acadêmicas dos discentes vinculados à extensão, proporcionando experiência ímpar de apropriação de conteúdo relacionado tanto à Fonoaudiologia, quanto às mídias sociais. No mundo conectado da revolução tecnológica, foi notório o desenvolvimento de habilidades básicas de design, formatação de vídeos e análise de métricas de engajamento pensando no compartilhamento de conhecimento por parte da equipe. E para os usuários de serviços de saúde, o perfil se tornou uma fonte segura de informação, visando maior amparo e desenvolvimento de autocuidado.

1. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas e Departamento de Atenção Especializada. – Brasília : Ministério da Saúde, 2012.
2. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas e Departamento de Atenção Especializada. – Brasília : Ministério da Saúde, 2012.
3. Sabbag, José Carlos; Lacerda, Adriana Bender Moreira de. Rastreamento e monitoramento da Triagem Auditiva Neonatal em Unidade de Estratégia de Saúde da Família: estudo-piloto.Triagem Auditiva Neonatal em Unidade de Estratégia de Saúde da Família: estudo-piloto, São Lourenço, ano 2017, v. 01, ed. 01, p. 01, 17 fev. 2017.
4. Gatto, Cladi Inês; Tochetto, Tania Maria. Deficiência auditiva infantil: implicações e soluções. Rev. CEFAC, São Paulo , v. 9, n. 1, p. 110-115, mar. 2007 Disponível em .
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.584
ISSN 1983-1793X
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USO DOS DISPOSITIVOS DE AMPLIFICAÇÃO SONORA POR IDOSOS E MELHORA NA QUALIDADE DE VIDA
SANTOS, J. P. ; DARUIX, S. R. S. B. ; ROCHA, C. H. ; SAMELLI, A. G. ;

Introdução: A perda auditiva relacionada à idade é muito comum no processo de envelhecimento e pode estar associada a diversos desfechos negativos, incluindo o declínio cognitivo, a depressão e o isolamento social. Estudos sugerem que a intervenção por meio de dispositivos de amplificação sonora pode diminuir o impacto da perda auditiva sobre estas questões. A avaliação do bom uso dos dispositivos de amplificação sonora e do desempenho pode ser realizada após o período de aclimatização. Os benefícios percebidos pelo usuário podem ser mensurados por diversas avaliações, incluindo questionários de autoavaliação validados, como o Client Oriented Scale Improvement (COSI), que identifica, a partir das necessidades auditivas levantadas pelo próprio usuário, se houve melhora, piora ou estabilidade na reavaliação. A Escala Visual Analógica (EVA) também pode ser utilizada, atribuindo-se nota de 0 a 10 (muita qualidade) para sua audição, no pré e pós-período de aclimatização. O Datalogging, recurso presente nos dispositivos de amplificação sonora, mostra as horas de uso diário e pode ser utilizado como mais um parâmetro para avaliar a adaptação. Considerando os prejuízos da perda auditiva, torna-se necessário verificar o benefício das tecnologias disponíveis para a melhora da comunicação e da qualidade de vida. Objetivo: Verificar o quanto a autopercepção da perda auditiva interfere no uso dos dispositivos de amplificação sonora, bem como os efeitos do uso dos dispositivos de amplificação para qualidade de vida. Métodos: Estudo retrospectivo aprovado pelo comitê de ética em pesquisa da instituição (CAAE: 13744819.6.0000.0065). Foram levantados dados de 150 indivíduos, de acordo com os seguintes critérios de inclusão: adaptação com dispositivo de amplificação sonora; idade acima de 65 anos; perda auditiva de grau leve a severo na média das frequências de 500 a 4kHz; período de aclimatização de 4 a 6 semanas após o início do uso do dispositivo. Todos realizaram as seguintes avaliações: EVA e COSI antes e após o período de aclimatização. Também foram coletados dados como: tipo e grau da perda auditiva, índice percentual de reconhecimento de fala, tipo do dispositivo e da adaptação e Datalogging (tempo de uso). Foi realizada análise estatística descritiva e inferencial, quando pertinente, utilizando-se o teste ANOVA e teste de correlação de Pearson, com nível de significância de 5%. Resultados: Não houve correlação entre a autopercepção da perda auditiva e o tempo de uso do dispositivo. Houve diferença estatisticamente significante para a pontuação EVA antes e após a adaptação do dispositivo, com melhora de aproximadamente 3 pontos. Para o COSI, na categoria principal e secundária, a maioria dos indivíduos referiu ouvir “muito melhor” ou “melhor” após a protetização. Para a habilidade auditiva da categoria principal (quanto escuta com dispositivo), 79% dos indivíduos ouvem a “maioria das vezes”. A média de horas diárias utilizando o dispositivo foi de 9,18 horas. Conclusão: Embora não haja relação entre a autopercepção da perda auditiva e a quantidade de horas utilizando o dispositivo de amplificação, a grande maioria dos indivíduos referiu melhora significativa na audibilidade na maior parte do tempo, nas atividades de vida diária, e na qualidade de vida.

1. Carniel et al. Implicações do uso do Aparelho de Amplificação Sonora Individual na qualidade de vida de idosos. CoDAS 2017;29(5).
2. Cruz MS, Lima MCP, Santos JLF, Duarte YAO, Lebrão ML, Ramos-Cerqueira ATA. Uso de aparelho de amplificação sonora individual por idosos: estudo SABE – saúde, bem-estar e envelhecimento. ACR 2013;18(2):133-42.
3. Ribas A, Kozlowski L, Almeida G, Marques JM, Silvestre RAA, Mottecy CM. Quality of life: comparing results in elderly with and without presbyacusis. Rev Bras Geriatr Gerontol. 014;17(2):353-62.
4. Amorim RMC, Almeida K. Estudo do benefício e da aclimatização em novos usuários de próteses auditivas. Pró-Fono Revista de Atualização Científica. 2007; 19 (1): 39-48.
5. Dillon H, James A, Ginis J. Client Oriented Scale of Improvement (COSI) and its relationship to several other measures of benefit and satisfaction provided by hearing aids. J Am Acad Audiol. 1997, 8(1):27-43.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.521
ISSN 1983-1793X
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UTILIZAÇÃO DO DIZZINESS VR EM PACIENTES COM TONTURA DE MOVIMENTO: RESULTADOS PRIMÁRIOS
Galvão, M. M. ; Fraga, J. P. ; Sousa, M. G. C. ;

INTRODUÇÃO: A mediação dos dispositivos móveis para atividades de entretenimento, escolares, estimulação e reabilitação na área de saúde vem crescendo de forma significativa na sociedade contemporânea, contribuindo para situações de aprendizagem em distintos espaços. O aplicativo Dizziness VR utiliza óculos de realidade virtual com o objetivo de ampliar as estratégias terapêuticas comumente utilizadas para recuperação do equilíbrio corporal. A tontura é um sintoma que pode acarretar alterações na qualidade de vida do indivíduo. A reabilitação vestibular busca acelerar os mecanismos de compensação central nos transtornos do equilíbrio, baseada no fenômeno da habituação. OBJETIVO: Verificar a efetividade do Dizziness VR em voluntários com tontura de movimento. METODOLOGIA: Trata-se de um estudo piloto, exploratório, descritivo, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição, sob o parecer de número nº CEP: 4.600.322. Participaram do estudo 6 voluntárias com queixa de tontura de movimento, com idades entre 20-30 anos, todas do sexo feminino. A abordagem terapêutica constou da estimulação vestibular por meio do aplicativo Dizziness VR. Para cada ambiente virtual diferente (carros, luzes e ruas) a interação foi de 3 minutos. Foi escolhido, por cada voluntária, aquele cenário mais estimulante; que causava mais conflito sensorial, utilizando os óculos de realidade virtual como ambiente mediador. Foi explicado o objetivo do estudo e a importância da adesão ao protocolo. Todas as voluntárias asseguraram sentir maior desconforto, seguido de sintomas como enjoo e tontura, no cenário luzes. Deste modo, se estabeleceu o uso deste cenário para as demais interações. A terapia proposta transcorreu numa frequência de uma a duas vezes por semana entre os dias 22 de outubro e 16 de novembro de 2021. Para análise dos dados foi utilizado estatística descritiva por frequência simples. RESULTADOS: Todas as voluntárias informaram que ao final da quarta semana de interação houve diminuição do sintoma tontura durante a interação, bem como a coleta das esferas, tarefa a ser cumprida durante o jogo, aumentou no decorrer das semanas. CONCLUSÃO: A abordagem terapêutica proposta, por meio do aplicativo Dizziness VR, possibilitou a remissão da tontura em todas as voluntárias.

- GANANÇA, F. F.; MANOEL, E. M.; DUARTE, J. A. Tratamento Clínico do Paciente Vertiginoso. In: MAIA, F. C. Z. e; ALBERNAZ, P. L.
M.; CARMONA, S. Otoneurologia atual. Rio de Janeiro: Revinter, 2014. p. 461-478.
- MAIA, F. C. Z. Reabilitação do equilíbrio. Elementos Práticos em Otoneurogia. Rio de Janeiro: Revinter, 2015. p. 143-154.
- MAIA, F. C. Z.; ALBERNAZ, P. L. M.; CARMONA, S. Princípios anatômicos que regem o equilíbrio. Otoneurologia Atual. Rio de Janeiro: Revinter, 2014. p. 1-24.
- MANSO, A.; GANANÇA, M. M.; CAOVILLA, H. H.; reabilitação vestibular com estímulos visuais nas vestibulopatias periféricas. Braz J Otorhinolaryngol.2016;82:232-41.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.524
ISSN 1983-1793X
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VANTAGENS E DESVANTAGENS DE AÇÕES DE EDUCAÇÃO CONTINUADA SOBRE SAÚDE AUDITIVA PARA AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE NA MODALIDADE ONLINE: PERCEPÇÃO DOS MEMBROS DA EQUIPE
Streit, G. C. de S. ; Nascimento, R. N. do ; Thomazi, A. B. de O. ; Patatt, F. S. A. ;

Introdução: A construção de conhecimento por meio de encontros remotos, tem se disseminado nos últimos anos, sendo que em 2020, em virtude das condições impostas pela pandemia do COVID 19, ela se consolidou e tem se mostrado efetiva. Objetivo: Revelar a percepção dos membros do projeto de extensão intitulado “Educação continuada de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) sobre saúde auditiva de adultos e idosos” a respeito das vantagens e desvantagens das ações de educação continuada serem realizadas na modalidade online. Métodos: Estudo exploratório, censitário e com delineamento transversal. A coleta dos dados foi realizada por meio de um questionário, confeccionado na plataforma Google Forms, sendo o convite e o link deste formulário enviados aos integrantes e ex-integrantes do projeto de extensão via grupo de WhatsApp e e-mail. O instrumento contemplou questões de múltipla escolha, relacionadas a caracterização dos membros do grupo, bem como a respeito da percepção e expectativas destes sobre as propostas do projeto. Para as questões referentes às vantagens e desvantagens os sujeitos foram orientados a assinalar até duas alternativas. Após a obtenção das respostas, os dados foram tratados de forma descritiva. Resultados: Deste levantamento participaram 20 sujeitos, dos quais 75% (n=15) são do sexo feminino e 25% (n=5) do masculino, com idades entre 20 e 30 anos (média de idade = 22,4). Destes, 95% (n=19) são estudantes de diferentes semestres do curso de Fonoaudiologia e 5% (n=1) é aluno de pós-graduação. Do total, 75% (n=15) estão ativos no projeto e 25% (n=5) já fizeram parte. Sobre as vantagens das ações propostas pelo projeto serem realizadas na modalidade online, a “facilidade de acesso por parte dos ACS” foi apontada por 65% (n=13) dos membros como a principal delas, seguida pelo benefício de “não envolver o deslocamento até um local físico” (65%, n=13). Outras vantagens registradas ainda foram a maior adesão dos ACS nas ações educativas (35%, n=7), maior envolvimento dos membros da equipe (25%, n=5) e viabilidade de acesso às gravações das ações (20%, n=4). No que diz respeito às desvantagens das ações serem realizadas no formato remoto, 85% (n=17) dos integrantes do projeto referiram a instabilidade de conexão, 60% (n=12) apontaram a falta de proximidade do público-alvo, 35% (n=7) referiram a falta de proximidade entre os membros da equipe e 15% (n=3) assinalaram o menor feedback do público-alvo como desvantagem. Conclusão: As principais vantagens das ações na modalidade online, percebidas pelos membros da equipe, foram a facilidade de acesso por parte dos ACS e o fato de não ser necessário o deslocamento até um local físico, enquanto as desvantagens mais frequentes foram a instabilidade de conexão e a falta de proximidade do público-alvo.

ALVARENGA, Kátia Freitas et al. Proposta para capacitação de agentes comunitários de saúde em saúde auditiv. Pró-Fono Revista de Atualização Científica [online]. 2008, v. 20, n. 3 [Acessado 22 Agosto 2021] , pp. 171-176.

ANDRADE, Analise et al. Capacitação sobre saúde auditiva para agentes comunitários de saúde: uma avaliação de sua efetividade. Revista Aten. Saúde, São Caetano do Sul, v. 18, n. 63, p. 52-64, jan./mar., 2020.

BOÉCHAT, Edilene Marchini; RUSSO, Ieda Chaves Pacheco; ALMEIDA, Kátia. Reabilitação do adulto deficiente auditivo. In: ALMEIDA, Kátia; IÓRIO, Maria Cecília Martinelli. Próteses auditivas: fundamentos teóricos e aplicações clínicas. 2ª ed. São Paulo: Lovise; 2003. p. 437-46.

MARTINES, Wania Regina Vieira; CHAVES, Eliane Corrêa. Vulnerabilidade e sofrimento no trabalho do agente comunitário de saúde no programa de saúde da família. Revista Escola de Enfermagem USP, v. 41, n. 3, p. 426-433, 2007.

TEIXEIRA, Adriane Ribeiro; ALMEIDA, Luciane Gomes; JOTZ, Geraldo Pereira; DE BARBA, Marion Cristine. Qualidade de vida de adultos e idosos pós adaptação de próteses auditivas. Rev. soc. bras. fonoaudiol. [online]. 2008, vol. 13, n. 4, pp. 357-361.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.550
ISSN 1983-1793X
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VISÃO DE PAIS ACERCA DE HABILIDADES AUDITIVAS DE PRÉ-ESCOLARES DURANTE PANDEMIA DE COVID-19
ESMERALDINO,D. ; CORREIA-BARAN, J.B. ; ZEIGELBOIM, B.S. ; LOBATO, D.C.B. ; GONÇALVES, C.G.O. ; JOSÉ, M.R. ;

Introdução: A pandemia de COVID-19 impactou diversos setores devido a necessidade do isolamento social para contenção da circulação do vírus e número de infectados. Um dos setores impactados, foi o da educação, devido a impossibilidade de professores e alunos estarem presencialmente na sala de aula em decorrência da pandemia de COVID-19 e medidas de restrições sanitárias, muitas dificuldades apresentadas pelas crianças, podem não terem sido identificadas, como por exemplo, as dificuldades auditivas. Faz-se importante a investigação das habilidades auditivas em pré-escolares, devido as constantes mudanças no desenvolvimento cerebral e a urgência da identificação do risco para dificuldades do processamento auditivo central, antes mesmo do aprendizado da leitura e escrita.(1) Objetivo: Caracterizar as habilidades auditivas em situações cotidianas de pré-escolares, durante a pandemia de COVID-19. Metodologia: Este estudo apresenta delineamento observacional e transversal e teve seu projeto de pesquisa aprovado no Comitê de Ética em Pesquisas em Seres Humanos sob CAAE: 47558421.3.0000.8040, parecer número 4.790.558. A amostra foi composta por 40 pais/responsáveis por crianças devidamente matriculadas na pré-escola, em uma cidade do Sul do Brasil. Como critérios de inclusão, os responsáveis pelas crianças deveriam ter idade igual ou superior a 18 anos, serem responsáveis por crianças na faixa etária de 3 a 6 anos e que estiveram em aulas remotas durante a pandemia de COVID-19. Os responsáveis pelas crianças foram convidados a participar do estudo por meio de carta-convite enviada juntamente com o termo de consentimento livre e esclarecido em formulário Google Forms, pelos professores dos pré-escolares. Após concordância dos responsáveis pelas crianças, os professores encaminharam link de acesso do Google Forms contendo a Escala de Performance Auditiva em Crianças – CHAPPS(2) e o Questionário dos Domínios do Processamento Auditivo APDQ(3) para que fossem respondidos pelos responsáveis, de forma virtual. Para elaboração dos resultados foram utilizadas análises descritivas e uso do teste de correlação de Spearman, sendo considerado o nível de significância de 5% (p<0,05). Resultados: A pontuação total obtida no questionário CHAPPS correspondeu a mediana de 0.910 (Quartil 1 – Q1= 0.440 e quartil 3 – Q3= 1.00). Já no questionário APDQ, a pontuação total correspondeu a mediana de 151.0 (Q1= 148.0 e Q3= 153.0) e as menores pontuações medianas foram referentes aos domínios compreensão de fala (18.0; Q1= 18.0 e Q3= 19.0) e manutenção da atenção (27.0; Q1= 24.8 e Q3= 27.0). Foi observada correlação negativa e moderada entre todas as condições e pontuação total do CHAPPS e a variável idade. No questionário APDQ verificou-se correlação positiva e moderada somente entre o domínio audição para fala distorcida e a idade (r= 0.440; p= 0.004). Não foi observada correlação entre os questionários CHAPPS e ADPQ (p= 0.135). Conclusão: Verificou-se neste estudo associação entre todas as condições verificadas por meio do questionário CHAPPS com a variável idade, observando-se que quanto menor a idade da criança, maiores são as dificuldades auditivas. Houve associação entre o aumento da idade e melhora no domínio audição para fala distorcida no APDQ. Não houve associação entre condições propostas pelo CHAPPS com os domínios abordados no APDQ.

1. Bonacina S, Huang S, White-Schwoch T, Krizman J, Nicol T, Kraus N. Rhythm, reading, and sound processing in the brain in preschool children. NPJ Sci Learn. 2021;6(1):20.
2. Manoel RR, Feniman MR, Buffa MJMB, Maximino P, Lauris JRP, Freitas JAS, et al. Children's Listening with Cleft Lip and Palate in the School. Int. Arch. Otorhinolaryngol. 2010;14(3):280-287.
3. Dias KZ, Yokoyama CH, Pinheiro MMC, Junior JB, Pereira LP, O’Hara B. The Auditory Processing Domains Questionnaire (APDQ): Brazilian–Portuguese version. Braz. j. otorhinolaryngol [Internet]. Forthcoming 2022 [cited 2022 Fev 7].
Available from: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1808869421002135
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.623
ISSN 1983-1793X
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WIKIPEDIA AS ACTIVE LEARNING METHODOLOGY AND STRATEGY IN HEALTH COMMUNICATION DURING COVID-19 PANDEMIC
Matos, H. G. C ; Montilha, A. A. P. ; Lopes, T. A. ; Morata, T. C. ; Alvarenga, K. F. ; Jacob-Corteletti, L. C. ;

Introduction: The need for social isolation to reduce the spread of COVID-19 has changed several areas, such as education, due to the halt of in-person activities. In this regard, active learning methodologies have been used as an alternative to mitigate the potential damage in the education process. The development of Wikipedia’s articles has been a motivational tool for complementing learning. Since 2018, a group of Brazilian students has developed several Wikipedia articles about several topics on Speech Language Pathology and Audiology. Wikipedia has about one million articles in Portuguese, hence it is the main reference source on the internet. In this way, students become active producers of knowledge and the protagonists of their learning by writing and editing articles. In addition, continuous improvement of subjects available on Wikipedia broadens and democratizes access to scientific knowledge, which is fundamental to health communication. Due to the global advance of the pandemic, hearing and vestibular symptoms have been reported in the population affected by this disease; as a result, the scientific literature started to indicate a possible relationship between those manifestations and COVID-19. Therefore, by combining the student’s interests in the field with an increasing demand for lead information, it created a test page in order to host contents that can contribute to improving articles related to COVID-19. Objective: The aim of this study was to analyze the impact of the interventions made by students in the articles on SPL-Audiology in Wikipedia during the pandemic. Methodology: The study group was monitored and instructed about Wikipedia's policies and guidelines, its manual of style, the visual editor, and multimedia and translation tools. The Outreach Dashboard platform was used to coordinate and oversee the students’ edits on Audiology articles and also to keep track of their activities. The analysis of effectiveness considered the number of views and respective content in the quality range. Due to the type of research, submission to the CEP was not necessary. Results: In the Portuguese Wikipedia, the grade score varies from 1 (sketch) to 6 (high-quality), and it is attributed by a classification algorithm. By using Toolforge statistical tools, it was possible to identify that: 19 articles were created or translated (14 with an increase of 20% in a number of views in 30 days before and after student interventions); 11 were improved ranging positively in the grade score, and other 4 remained unchanged. The mean of the quality score has evolved by 2.4 to 3.7 (+50%) and two articles have increased 3 points in range, is “Presbycusis'' from 2 to 5 (+150%) and “Baha Implant'' from 1 to 4 (+300%); in 19 new articles, the quality range was 2.8. Conclusion: Thus, it becomes evident the efficacy of Wikipedia as an education technology tool for undergraduate and graduate programs. Based on the effective improvement of quality and an increasing number of views, the platform may be used in science dissemination, which is a relevant action to health communication.




1. Heilman JM, Kemmann E, Bonert M, Chatterjee A, Ragar B, Beards GM, et al. Wikipedia: A Key Tool for Global Public Health Promotion. J Med Internet Res. 2011 Jan 31;13(1):e14
2. Giles J. Internet encyclopedias go head to head. Nature. 2005 Dec;438(7070):900-1.
3. Trotter MI, Morgan DW. Patients' use of the Internet for health related matters: a study of Internet usage in 2000 and 2006. Health Informatics J. 2008 Sep;14(3):175-81.
4. Schleicher A. The impact of COVID-19 on education insights from education at a glance 2020 [Internet]. OECD; 2020 [cited 2022 Jan 10]. Available from: https://www.oecd.org/education/the-impact-of-covid-19-on-education-insights-education-at-a-glance-2020.pdf
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.565
ISSN 1983-1793X
https://audiologiabrasil.org.br/37eia/anais-trabalhos-consulta/565


ZUMBIDO E HIPOACUSIA: RELATO DE CASO
Silveira, R.M.G. ; Nascimento B. T. ; Ferreira, A. L. ; Nunes-Araújo, A. D. S. ; Speri, Maria Raquel B. ;

Introdução: O zumbido é conceituado como a percepção interna de um som apesar da ausência de um estímulo sonoro externo e afeta diretamente na qualidade de vida do indivíduo. Pode estar associado à insônia, ansiedade, depressão e alcoolismo. Nos últimos anos, a incidência do zumbido aumentou significativamente, acometendo mais de 25% da população mundial, com relatos de que mais de 85% dos pacientes que apresentam zumbido também apresentam algum grau de perda auditiva. Objetivo: Analisar o impacto do zumbido crônico por meio de um estudo de caso clínico. Método: Estudo de caso realizado em Clínica Escola de Fonoaudiologia, sob CEP número 327.959, aprovado no Hospital Universitário da Instituição. MFC, sexo masculino, 70 anos, oriundo de outro Estado, portador de perda auditiva sensorioneural de grau moderado bilateralmente, usuário de Aparelho de Amplificação Sonora Individual (AASI) há 8 anos, refere zumbido e insônia há 5 anos. Os exames complementares com Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE) e Emissões Otoacústicas Evocadas Transientes e por Produto de Distorção (EOAT e EOADP) sugerem comprometimento coclear bilateral. No atendimento no setor de AASI da clínica escola foram realizados teste de percepção de fala (TPF) com mono, di e trissílabos; International outcome inventory for hearing aids (IOA-HA); Hearing Handicap inventory in the elderly (HHIE-s); Tinnitus Handicap Inventory (THI). Resultado: Aplicado TPF com lista de palavras a viva voz com e sem o uso do AASI, com desempenho sem o AASI de 76% para mono e dissílabos, e 92% para trissílabos. Com o AASI, respondeu 96% para mono, di e trissílabos. IOA-HA com 29 pontos, que demonstra uma boa relação do paciente com o uso do AASI; HHIE-s com 34 pontos, demonstra uma percepção significativa do handicap auditivo e o THI com 48 pontos, evidencia uma desvantagem moderada do zumbido. Não foi realizado o Ganho de Inserção pois na clínica não tinha os cabos e software de programação da marca do AASI do paciente. No entanto, verificou-se com a fonoaudióloga responsável da cidade de origem os dados da regra prescritiva de ganho e a programação realizada. Iniciado aconselhamento informativo contemplando os aspectos da perda auditiva, estratégias de comunicação e para suavizar o zumbido. Conclusão: Percebe-se o benefício do uso do AASI para percepção de fala do paciente, porém um prejuízo significativo no que diz respeito ao zumbido. A Acufenometria para estabelecer o pitch e a loudness é recomendada assim como é necessária a continuidade do acompanhamento fonoaudiológico e otorrinolaringológico, preferencialmente com aconselhamento e abordagem multidisciplinar.

Sanchez TG, Ferrari GMS. O controle do zumbido por meio de prótese auditiva: sugestões para otimização do uso. Pró-Fono Revista de Atualização Científica. 2002; 14(1):11- 8.
Rosa MRD, Almeida AAF, Pimenta F, Silva CG, Lima MAR, Diniz MFFM. Zumbido e ansiedade: uma revisão da literatura. Revista CEFAC. 2012; 14(4): 742-54.
Chamouton CS, Nakamura HY. Zumbido e atenção básica: uma revisão de literatura. Distúrb Comun. 2017; 29(4): 720-6.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.589
ISSN 1983-1793X
https://audiologiabrasil.org.br/37eia/anais-trabalhos-consulta/589


“MEU QUERIDO PAPAPA! ENTENDENDO A DEFICIÊNCIA AUDITIVA NA INFÂNCIA.” ELABORAÇÃO DE UM LIVRO INFANTIL A RESPEITO DO PROCESSO DE DIAGNÓSTICO E DE INTERVENÇÃO DA DEFICIÊNCIA AUDITIVA.
Medeiros, M. C. N. ; Coelho, J. M. S. ; Vale, M. ;

INTRODUÇÃO: A deficiência auditiva é vista como um problema de saúde pública devido sua elevada prevalência. Em meio a sociedade atual, diversos são os recursos utilizados como facilitador da disseminação de informações a respeito da promoção e da educação em saúde auditiva. OBJETIVO: Elaborar um livro educativo infantil, sobre o processo de triagem, de diagnóstico e de intervenção de uma criança com deficiência auditiva. METODOLOGIA: O presente trabalho tratou-se de um estudo de produção técnica, por meio da elaboração de um livro educativo infantil, no período de agosto de 2020 a junho de 2021. O conteúdo do livro apresenta o processo de diagnóstico e de intervenção de uma criança que nasceu com DA, abordando todo o seu histórico, desde a sua vida uterina, até a sua inserção efetiva na sociedade como usuária de aparelho de amplificação sonora individual (AASI). O desenvolvimento da produção do livro foi dividido em três etapas: levantamento bibliográfico; elaboração do conteúdo e produção do material gráfico e visual. Foi firmada parceria com uma editora que se prontificou a desenvolver o processo de: revisão; ilustração; design gráfico; coordenação editorial e publicação do livro. RESULTADOS: A primeira temática abordada no livro foi a respeito do diagnóstico precoce da DA, contextualizando as etapas da Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU)1. Em seguida, foi a abordado o impacto após o diagnóstico da DA, pois diversos fatores passam pela cabeça dos pais, podendo ocorrer conflitos e dificuldades, como por exemplo, a pressão social e a dúvida de como a criança irá se desenvolver.2 Além disso, enfatiza o papel do fonoaudiólogo de conversar a respeito dos sentimentos dos pais em relação à DA, explicar todo o processo já realizado e o que ainda será, sanando todas as dúvidas.2 A terceira temática do livro foi a respeito da intervenção da DA por meio do uso de recursos tecnológicos, como o AASI e o Implante Coclear (IC), e de terapia fonoaudiológica, sendo indicado para a personagem principal o modelo de AASI “behind-the-ear” (BTE) com o molde auricular, pois além de amplificar uma ampla faixa de frequência, oferece conforto e segurança à criança.3 Além disso, menciona os cuidados essenciais com o AASI e a compatibilidade com o sistema de frequência modulada (Sistema FM)4, muito utilizado no ambiente escolar. Aliado aos recursos tecnológicos, a terapia fonoaudiológica com ênfase na reabilitação auditiva também foi abordada, sendo ela essencial para um bom prognóstico do desenvolvimento global da criança. A última temática do livro foi a respeito da inclusão social da criança com DA, assunto que deve ser abordado com bastante cautela e linguagem adequada, sendo necessário o apoio de todas as pessoas que cercam a criança5. CONCLUSÃO: Considera-se que a produção desse livro infantil, viabilizará um recurso motivador e inovador para educadores, estudantes, profissionais da saúde e familiares na abordagem e na divulgação do conhecimento sobre a DA infantil, além de contribuir na promoção e na educação em saúde de crianças, em especial em usuárias de AASI, favorecendo a sua visibilidade, identificação e o esclarecimento de dúvidas.

1 - Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal. Brasília, DF: Ministério da Saúde; 2012.

2 - Nascimento GB, Schiling NO, Ubal SR, Biaggio EPV, Kessler TM. Classificação socioeconômica e qualidade de vida de familiares de crianças e adolescentes com deficiência auditiva. Revista CEFAC. [Internet]. 2016 [citado em 2021 abr. 10];18(3):657-66. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1982-0216201618313215.

3 - American academy of audiology. Pediatric Amplification. Clinical Practice Guidelines. [Internet]. Reston, Virginia: American academy of audiology; 2013 [citado em 2021 abr. 10]. Disponível em: https://www.audiology.org/sites/default/files/publications/PediatricAmplificationGuidelines.pdf.

4 - Rocha BS, Scharlach RC. O uso de Sistema de Frequência Modulada por crianças com perda auditiva: benefício segundo a perspectiva do familiar. Revista CoDAS. 2017;29(6):9-2.

5 - Brasil. Presidência da República. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). [Internet]. Brasília, DF: Presidência da República; 2015 [citado em 2021 abr. 10]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/1_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.434
ISSN 1983-1793X
https://audiologiabrasil.org.br/37eia/anais-trabalhos-consulta/434


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