O USO DE FONES DE OUVIDO NAS ATIVIDADES REMOTAS
RODRIGUES, P. F. ;
PINTO, I. M. ;
Introdução: O uso do fone de ouvido é um hábito incorporado na rotina de muitas pessoas, é usado para trabalho, estudos e lazer. Porém, seu uso de forma inadequada e abusiva pode trazer danos para a audição do usuário. Com a pandemia do Covid-19, as atividades remotas ganharam mais visibilidade, visto que, o isolamento e o distanciamento social foram os meios recomendados pelas autoridades de saúde para combater o contágio e proliferação do vírus. Porém, as atividades remotas podem estar associadas ao uso inadequado de fones de ouvido, o que pode acarretar danos à saúde auditiva. Objetivos: Traçar o perfil dos usuários de fones de ouvido durantes as atividades remotas, suas queixas auditivas e o conhecimento sobre os possíveis danos à saúde auditiva, determinando a existência de influência das atividades remotas durante a pandemia do Covid-19 no uso desses dispositivos. Metodologia: Após a aprovação pelo Comitê de Ética e Pesquisa no dia 25 de junho de 2021 CAAE 46329521.1.0000.5500 (Parecer 4.807.560) foi realizado a coleta de dados por meio da aplicação de um questionário online, visando obter os dados sobre os hábitos relacionados ao uso de fone de ouvido, os sintomas otológicos que podem estar associados e o conhecimento do usuário dos possíveis danos à audição. Resultados: A amostra foi constituída de 100 sujeitos, maiores de 18 anos do sexo feminino e masculino. Houve prevalência do gênero feminino (71%), 61% dos participantes tinham entre 18-28 anos, 38% eram estudantes. Dos 100 participantes, 36% começaram a fazer uso desses dispositivos durante a pandemia do Covid-19. Os outros 64% já faziam uso desses dispositivos antes da pandemia. Dos sujeitos 71% eram usuários de fones de ouvido intra-auricular e 29% de fones de ouvido supra-auriculares. Dos usuários dos fones intra-auriculares 27 sujeitos apresentaram sintomas auditivos após o uso, já dos fones supra-auriculares 7 apresentaram sintomas auditivos após o uso. Sobre os sintomas e queixas auditivas, 34% dos sujeitos relataram presença de sintomas auditivos após o uso dos dispositivos houve prevalência nos sintomas de dor (25,75%) e plenitude auricular (25,75%), também foram relatados os sintomas de zumbido (21,22%), diminuição da audição (16,68%) e tontura (10,60%). 89% dos participantes referiram terem acesso à informação sobre os possíveis danos causados pelo ruído, e os meios de informação citados foram: Profissionais da saúde (31,90%), veículos de comunicação (31,30%), escola (19%) e trabalho (17,80%). Os demais 11% nunca tiveram acesso à informação sobre os possíveis danos auditivos causados pela exposição ao ruído, sendo eles estudantes, professores, comprador, assistente administrativo, psicóloga e técnico. Conclusão: Ocorreu predomínio de usuários com ocupação principal como estudantes e falta de conhecimento dos mesmos sobre os possíveis danos auditivos causados pela exposição ao ruído, desta forma torna-se necessário o desenvolvimento de ações educativas em saúde para estudantes e professores, enfatizando a promoção à saúde auditiva, a orientação sobre os possíveis danos causados pelo uso incorreto dos fones de ouvido, como escolhe-los corretamente e os cuidados com os mesmos como limpeza e armazenagem.
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