ACHADOS AUDIOLÓGICOS DE JOVENS USUÁRIOS DE FONES DE OUVIDO: REVISÃO INTEGRATIVA DE LITERATURA.
SANTOS, T. T. S. ;
TOMIASI, A. A. ;
TOPANOTTI, J. ;
PAULA, G. R. ;
MORAES, M. C. O. ;
SCHERER, V. L. ;
Introdução: Com o avanço tecnológico, o ruído está constantemente presente em nosso dia a dia. Na população mais jovem, a exposição voluntária a fortes intensidades sonoras é bastante frequente, como a utilização de estéreos pessoais, com fones de ouvido que se tornou um hábito natural. Objetivo: Compilar os artigos científicos que apresentam estudos acerca dos achados audiológicos de jovens usuários de fones de ouvido. Metodologia: Foram analisadas publicações indexadas nas bases de dados LILACS e SCIELO, no período de 2011 a 2021, no idioma português, com disponibilidade gratuita e integral do texto. Para a busca, utilizou-se as seguintes palavras-chaves combinadas: perda auditiva AND fones de ouvido; perda auditiva AND adolescentes; fones de ouvido AND jovens; ruído AND jovens. Resultados: Os sintomas auditivos mais prevalentes nos jovens usuários de fones de ouvido foram o zumbido, a plenitude auricular e a dificuldade na inteligibilidade de fala. Quanto maior o tempo de utilização de fones, durante anos, maior foi a prevalência de sintomas e alterações auditivas. Os achados auditivos evidenciam normalidade auditiva, porém com limiares piores nas frequências entre 3kHz a 6kHz quando comparados ao grupo controle. Foi observado alterações nos registros das Emissões Otoacústicas Evocadas por Estímulo Transiente (EOAT) e Emissões Otoacústicas Evocadas – Produto de Distorção (EOAPD). Notou-se falta de conhecimento desta população quanto aos efeitos ocasionados por esta exposição na audição. Conclusão: a utilização constante de fones de ouvido, em fortes intensidades, é um fator relevante para o desenvolvimento de problemas auditivos. Torna-se importante a elaboração estratégias de conscientização quanto ao uso inadequado de fones de ouvido, proporcionando melhor compreensão quanto a saúde auditiva, prevenindo assim, os efeitos ocasionados por esta exposição.
BARCELOS, D.D; DAZZI, N.S. Efeitos do mp3 player na audição. CEFAC, São Paulo, v. 16, n. 3, p. 779-791, jun./2014.
GONÇALVES, C. L.; DIAS, F. A. M. ACHADOS AUDIOLÓGICOS EM JOVENS USUÁRIOS DE FONES DE OUVIDO. CEFAC, Belo Horizonte, v. 16, n. 4, p. 1097-1108, ago./2014.
FIGUEIREDO, R. R.; AZEVEDO, A. A.; OLIVEIRA, P. M. Incidência de zumbido em usuários de estéreos pessoais. Braz J Otorhinolaryngol, Online, v. 3, n. 73, p. 8-293, jan./2011.
FRANÇA, A. G.; LACERDA, A. B. M. Promoção da saúde auditiva: estratégias educativas desenvolvidas por estudantes do ensino médio. Distúrb Comun, São Paulo, v. 26, n. 1, p. 365-372, mar./2014.
LACERDA, A.B.M; GONÇALVES, C.G.O; ZOCOLI, A.M.F; DIAZ, C. e PAULA, K. HÁBITOS AUDITIVOS E COMPORTAMENTO DE ADOLESCENTES DIANTE DAS ATIVIDADES DE LAZER RUIDOSAS. CEFAC, Curitiba, v. 13, n. 2, p. 322-329, abr./2011.
DADOS DE PUBLICAÇÃO