ASSOCIAÇÃO DAS QUEIXAS AUDITIVAS E O USO DE FONE DE OUVIDO
Bastos, G.S. ;
Ferreira, A.C.G. ;
Soares, D.L.C. ;
Rocha, S.S.R ;
Novanta, G.G.R ;
Boger, M.E. ;
Introdução: A evolução tecnológica tem contribuído para novos estilos de vida, e com essas mudanças é cada vez mais frequente o uso de equipamentos sonoros com fones individualizados por crianças, jovens e adultos. A alta intensidade dos sons nos fones de ouvido utilizados pelos jovens podem produzir uma diminuição auditiva lenta e progressiva, causando perdas auditivas com características neurossensoriais, sendo estas muito semelhantes às perdas provocadas pela exposição ao ruído ocupacional. Alguns smartphones e fones de ouvido têm capacidade de reprodução em volumes de até 130 dB. De acordo com os índices recomendados, ouvir música nessa intensidade por mais de 5 minutos já seria suficiente para provocar algum tipo de dano à audição, fazendo com que essa exposição contínua a sons mais intensos do que o indicado, pode desencadear sintomas como zumbido, sensação de dor e pressão nos ouvidos, distorção sonora, perda auditiva permanente, intolerância a sons intensos, tontura e dificuldades para compreender o que está sendo dito. Pela Norma Regulamentadora 15 o volume máximo ao qual podemos ficar expostos durante 8 horas por dia, é de até 85 decibéis (dB), mas não é observada, nessa norma nem em qualquer outra NR ou literatura nacional relacionada à medição de níveis de ruído, a descrição de uma metodologia que atenda às especificações da medição da exposição a ruído durante as atividades com o uso de fones de ouvido. Objetivo: Verificar associação das queixas auditivas e o uso de fone de ouvido. Nos últimos dois anos, dentro do contexto de pandemia, a população tem feito o uso diário e constante de fone de ouvido, seja para atividades ocupacionais, estudos e/ou atividades de lazer. Métodos: Revisão de literatura baseada em artigos publicados até agosto de 2021. As buscas de artigos foram realizadas nos bancos de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica (MEDLINE) utilizando os seguintes descritores controlados: audição, fone de ouvido, perda auditiva, jovens, efeitos do ruído. Resultados: O zumbido, a hipersensibilidade a sons intensos, a perda na habilidade para ouvir determinados sons e as dificuldades para compreensão da fala em ambientes ruidosos, foram as principais queixas encontradas. Conclusão: Foi possível identificar a estreita relação das queixas auditivas associadas ao uso de fones de ouvido.
1 - Luiz TS, Borja, AL. Sintomas auditivos em usuários de estéreos pessoais. Int Arch Otorhinolaryngol. 2012;16(2):163-9.
2 - Gonçalves C, Dias FAM. Achados audiológicos em jovens usuários de fones de ouvido. Rev. CEFAC. 2014 Jul-Ago; 16(4):1097-1108.
3 - Santos I, Colella-Santos MF, Couto CM. Pressão sonora gerada por equipamentos sonoros portáteis individuais. Braz J Otorhinolaryngol. 2014;80(1):41-7.
4 - Oliveira MFF, Andrade KCL, Carnaúba ATL, Peixoto GO, Menezes PL. Fones de ouvido supra-aurais e intra-aurais: um estudo das saídas de intensidade e da audição de seus usuários. Audiol Commun Res. 2017;22:e 1783. Acessado em 01/05/2021.
5 - Herrera S, Lacerda AB, Lürdes D, Rocha F, Alcaràs PA, Ribeiro LH. Amplified music with headphones and its implications on hearing health in teens. Int Tinnitus J. 2016 Jul 22.
DADOS DE PUBLICAÇÃO