Encontro Internacional de Audiologia

ANAIS - TRABALHOS CIENTÍFICOS

TELEDUCAÇÃO COMO RECURSO PARA AUXILIAR OS PAIS NA SELEÇÃO DOS BRINQUEDOS DOS FILHOS
Mattos, L. S. ; Garrido, S. T. ; Sanches, J. F. ; Lopes, A. C. ;

Introdução: Há inúmeras diretrizes internacionais para a regulação da exposição ao ruído para adultos. No Brasil, tem-se as Normas Regulamentadoras, vinculadas à Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia ou da Fundacentro, que recomendam o limite de ruído no trabalho em 85dB(A) ou 80 dB(A) como margem de ação. A exposição que excede esta intensidade é considerada prejudicial e expõem as pessoas ao risco para desenvolverem alterações na saúde. Os limites de segurança para a exposição ao ruído determinado para adultos pode não ser suficiente para proteger a audição de bebês e crianças. Neste sentido, a American Academy of Pediatrics (AAP) e o Sound Study Group do National Resource Center - NRC recomendam, para bebês ou crianças, 45 dB(A) e 50dB(A), respectivamente, uma vez que são expostas a uma variedade de ruídos que infelizmente permanecem sem regulamentação nas principais jurisprudências. Em relação aos brinquedos, para que sejam liberados à comercialização, devem obedecer a Norma Brasileira (NBR) 11786/92 – Segurança do Brinquedo e devem ser certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), obedecendo à referida legislação. Os brinquedos sonoros fazem parte desse universo lúdico e, além de entretenimento, auxiliam nos aspectos do desenvolvimento, entretanto, é necessário selecioná-los, uma vez que podem gerar ruídos excessivamente intensos, colocando esta população em riscos à saúde auditiva. Dessa forma, por meio de estratégias como a teleducação, será criada uma plataforma para encorajar os pais, cuidadores e outras pessoas que interagem com as crianças para motivá-los a monitorar as fontes de exposição ao ruído e subsequentemente minimizar o tempo de exposição ao ruído gerado pelos brinquedos. Objetivo: Investigar, por meio da literatura, os níveis de intensidade sonora dos brinquedos, assim como os programas de educação em saúde voltados para esta temática. Metodologia: Não houve necessidade de aprovação do Comitê de Ética. A partir da revisão integrativa da literatura foram apresentados evidências científicas identificadas em periódicos nacionais e internacionais acessados eletronicamente em bases da BVS, PubMed, BDTD e CAPES, no período entre 2016 a 2021, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram utilizadas as seguintes bases de dados para a revisão: LILACS, SciELO, Cochrane Library, PubMed/Medline e Portal da CAPES. Os descritores foram: brinquedos, ruídos, perda auditiva e educação em saúde, em português e inglês. Resultados: Na primeira etapa, foram analisados os títulos dos artigos encontrados por meio da combinação dos descritores e palavras chaves em todas as bases de dados e foram encontrados 83 artigos. Na fase seguinte foram analisados os resumos e selecionados 10 artigos que possuíam informações sobre o tema. As evidências apontam que existe uma relação significativa entre o nível de ruído e o desenvolvimento, ou seja, o nível de ruído em excesso prejudica o desenvolvimento das crianças. Conclusão: Este estudo compilou achados relevantes e contribuirá para elaboração de um um ambiente virtual de transmissão de informações sobre brinquedos seguros em relação à audição, informações sonoras e consequências para o desenvolvimento para pais e cuidadores utilizando a Teleducação Interativa.


American Academy of Pediatrics, Committee on Environmental Health. Noise: a hazard for the
fetus and newborn. Pediatrics. 1997;100(4):724 –727.
Canada. Canadian Centre for Occupational Health and Safety. Noise – Occupational Exposure
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Department of Hearing and Speech Sciences, University of Maryland, College Park.Influences of Background Noise
on Infants and Children.2017, Vol. 26(5) 451–457
United States. National Institute for Occupational Safety and Health. Criteria for a Recommended
Standard, Occupational Noise Exposure. Cincinatti: DHHS (NIOSH), 1998.

DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.470
ISSN 1983-1793X
https://audiologiabrasil.org.br/37eia/anais-trabalhos-consulta/470


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