AMPLITUDES DAS ONDAS DO PEATE EM SUJEITOS COM E SEM ZUMBIDO
Pereira, E.A. ;
Silva, D.P.C. ;
Roggia, S.M. ;
Introdução: O potencial evocado auditivo de tronco encefálico (PEATE) avalia o funcionamento do nervo auditivo e da via auditiva no tronco encefálico. Os parâmetros mais utilizados clinicamente são as latências absolutas das ondas I, III e V, os intervalos interpicos I-III, III-V e I-V e a diferença interaural da latência da onda V. No entanto, estudos recentes têm evidenciado a importância da análise das amplitudes das ondas do PEATE, em especial das ondas I e V, bem como da relação entre as amplitudes das ondas V/I. Nesse sentido, foram encontrados estudos nos quais a amplitude da onda I foi diminuída em pacientes com zumbido, mesmo com limiares auditivos dentro dos padrões da normalidade. Objetivo: Analisar a amplitude das ondas I e V, bem como a relação das amplitudes das ondas V/I em sujeitos com e sem zumbido. Metodologia: Estudo transversal aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (CAAE: 46189021.2.0000.0121). Foram avaliados 13 sujeitos (Idade média = 28 anos, de ambos os sexos) com zumbido no grupo de estudo – GE e 15 sujeitos (Idade média = 25 anos, de ambos os sexos) sem queixas auditivas no grupo controle – GC, todos eles com limiares auditivos dentro dos padrões da normalidade bilateralmente. O PEATE foi realizado no equipamento Smart EP, com velocidade de 21.1 cliques/segundo, polaridade rarefeita, filtros de 100 e 3000 Hz, 80 dBNA, fones de inserção ER3A, em duas varreduras de 2048 estímulos cada. A medida da amplitude das ondas I e V, foi realizada nas duas varreduras de cada orelha, utilizando-se o valor médio das varreduras para o cálculo das amplitudes das ondas, bem como para a análise da relação V/I. Como não houve diferença entre as amplitudes das ondas I e V entre as orelhas em nenhum dos grupos, a análise estatística foi feita considerando-se 26 orelhas do GE versus 30 orelhas do GC. Resultados: Na comparação da amplitude da onda I, entre o GE e o GC, a média dos valores entre os grupos (GE = 0,417 ± 0,151; GC = 0,430 ± 0,113) não diferiram de forma significativa (p = 0,698; Teste T para grupos independentes). Na comparação da amplitude da onda V, entre o GE e o GC, a média dos valores entre os grupos (GE = 0,472 ± 0,163; GC = 0,434 ± 0,154) não diferiram de forma significativa (p = 0,374; Teste T para grupos independentes). Na comparação da relação amplitude V/I, entre o GE e o GC, as medianas dos valores entre os grupos ( GE = 1,08; GC = 1,03) não diferiram de forma significativa (p = 0,379; Teste Mann Whitney). Conclusão: Não foram encontradas diferenças nas amplitudes das ondas I e V do PEATE, bem como na relação V/I entre sujeitos com e sem zumbido, apesar de existirem relatos na literatura em relação às diferenças na amplitude da onda I. Sugere-se portanto, a realização de mais estudos sobre essa temática, envolvendo casuísticas maiores.
HAN, M.S. et al. Auditory brainstem response test results in normal hearing adolescents with subjective tinnitus. International Journal of Pediatric Otorhinolaryngology, v.146, 110775, 2021. https://doi.org/10.1016/j.ijporl.2021.110775
JOO, J.W. et al. Analysis of Auditory Brainstem Response Change, according to Tinnitus Duration, in Patients with Tinnitus with Normal Hearing. J Int Adv Otol, v.16, n. 2., p.190-6, 2020.
PARK, E. et al. Evidence of Cochlear Synaptopathy and the Effect of Systemic
Steroid in Acute Idiopathic Tinnitus With Normal Hearing. Otol Neurotol, v.42, p.978–984, 2021. DOI: 10.1097/MAO.0000000000003189
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