QUEIXAS AUDITIVAS PELO USO DE FONES AURICULARES EM ESTUDANTES: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Maschio, G.A.S. ;
Hage, S.R.V. ;
Lopes, A.C. ;
INTRODUÇÃO: Atualmente, as mudanças sociais e tecnológicas trouxeram novas demandas em relação ao modo de pensar, agir, de se relacionar e adquirir conhecimentos. Diante disso, os aparelhos eletrônicos vêm se transformando em equipamentos indispensáveis para o cotidiano. Logo, o uso de fones auriculares por serem práticos e portáteis têm se tornado um acessório essencial. Diante disto, associada ao distanciamento social imposto pela pandemia de COVID-19, as atividades escolares passaram a ser remota, tendo um crescente aumento deste objeto. OBJETIVO: Analisar a prevalência de queixas auditivas de estudantes que fazem uso de fones auriculares. METODOLOGIA: Trata-se de uma revisão de literatura integrativa realizada nas bases de dados, SciELO, Lilacs e Scopus, utilizando os descritores: saúde auditiva, fones de ouvido, estéreos pessoais, headset, hearing health. Os critérios de inclusão e exclusão foram artigos completos e publicados nos últimos dez anos. Em seguida, os artigos encontrados foram filtrados de acordo com o resumo, e aqueles que não se adequaram ao tema principal da pesquisa, foram descartados. RESULTADOS: Foram encontrados onze artigos nas bases de dados aplicando os critérios de inclusão e exclusão. Ao final, sete artigos foram incluídos por cumprirem os critérios adotados. Com base nos achados da pesquisa, os resultados encontrados são anteriores à pandemia, ou seja, com as aulas remotas, a tendência é de que os fones auriculares terem sido mais utilizados. O fone intra-aural é considerado o mais utilizado pelos estudantes, apresentando também maior nível de pressão sonora quando comparado aos supra-aurais, sendo utilizado de 2 a 3 horas diariamente. Como principais queixas auditivas, aparecem a plenitude auricular e zumbido, foi observado em um dos estudos que quanto maior o tempo de exposição do usuário, maior é a presença de zumbido e também a presença do efeito de supressão das Emissões Otoacústicas. Em relação aos limiares auditivos, as médias de via aérea apresentaram-se dentro da normalidade, no entanto, observou-se alteração nas frequências entre 3KHz e 6KHz. Notável parte dos jovens classificam como forte a intensidade que usam em seus fones, mesmo tendo conhecimento prévio a respeito dos efeitos nocivos de sons em intensidade elevada para a audição, no entanto continuam com hábitos de uso inadequados desses equipamentos. A maioria dos estudantes acreditam ter uma boa percepção auditiva, entretanto uma parcela já refere possuir diminuição da acuidade auditiva. Por fim, foi observado que a figura da escola, nos estudos, apareceu como o meio de informação que menos contribui para os conhecimentos dos estudantes sobre possíveis riscos que o uso de fones pode causar à audição. CONCLUSÃO: Os achados evidenciaram perfil audiológico similar à de trabalhadores expostos à intensidades sonoras, sendo assim, considerando que estes participantes ainda não estão inseridos em mercado de trabalho, faz-se necessário a implementação eficaz de práticas educativas em saúde, programas de promoção da saúde auditiva em escolares, em consonância ao Programa saúde na escola e Dangerous Decibel Brasil.
BOSQUE, Lívia Telini Del; TESTA, Maria Aparecida. Os danos causados pelo Fone de Ouvido. São Paulo, SP: Convenit Internacional – Coepta, 2019. Disponível em: http://www.hottopos.com/convenit30/87-94LutLiviaf.pdf. Acesso em: 13 jan. 2022.
KENSKI, Vani Moreira. Educação e Tecnologias: o novo ritmo da informação. Campinas, SP: Papirus, 2008.
AGÊNCIA BRASIL. Covid-19: governo declara transmissão comunitária em todo o país. Disponível em:
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