Encontro Internacional de Audiologia

ANAIS - TRABALHOS CIENTÍFICOS

GESTANTES AGRICULTORAS E ACESSO A SAÚDE
Cassol, K. ; Magni, C. ; Lopes, A. C. ;

Introdução: Gestantes agricultoras comumente são expostas direta ou indiretamente a agrotóxicos, podendo sofrer os efeitos da intoxicação aguda e crônica, que nessa população pode gerar complicações e desfechos negativos na gestação. Dentre os efeitos teratogênicos desses produtos, incluem-se malformações fetais, prematuridade, baixo peso ao nascer, aborto espontâneo, dentre outros, ainda em investigação. Há também indícios que a exposição ambiental gera alterações no sistema nervoso, com relação também para os problemas neuropsiquiátricos, onde se incluem o Transtornos do Espectro Autista (TEA), os déficits de atenção e hiperatividade (TDAH), e as dificuldades de aprendizagem. No Brasil o impacto dos defeitos congênitos vem aumentando progressivamente, resultando em altas taxas de mortalidade infantil, e até mesmo impacto econômico, devido aos cuidados especiais e hospitalares que tais crianças necessitam ao longo da vida. Embora a discussão não seja recente no Brasil, o que se observa de maneira geral nas políticas públicas de saúde materno-infantil é a ausência de atenção a gestante agricultora que reside em áreas distantes dos serviços de saúde, o que justifica a importância de investigar como ocorre o acesso à saúde por essas gestantes, pode ser um caminho para direcionar tais ações, de maneira a atender essa realidade emergente. Objetivo: Caracterizar o acesso de gestantes agricultoras aos serviços de saúde. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa descritiva realizada com 320 gestantes residentes no estado do XXXXX que responderam um questionário sobre Conhecimento, Atitudes e Práticas sobre o uso de agrotóxicos e foram analisadas as questões referentes aos dados que caracterizem o perfil da população e sobre os serviços médicos utilizados durante a gestação. A pesquisa foi desenvolvida nas Unidades Básicas de Saúde entre agosto de 2018 a dezembro de 2019, e foi aprovada pelo comitê de ética em pesquisa, sob o parecer número 3.422.972. Resultados: a idade média das gestantes foi de 26 anos, no 3° trimestre gestacional, com média de duas gestações anteriores, com prevalência para ensino médio completo, e renda familiar entre um e dois salários mínimos; as participantes informaram que o Sistema Único de Saúde é o serviço de saúde mais frequente, seguido dos convênios médicos. De maneira geral, o acesso aos serviços de saúde das gestantes agricultoras tem certa limitação pelo fato de residirem em zona rural, distante dos centros urbanos dos municípios onde estão localizadas as unidades de saúde. Apesar dos avanços nas políticas públicas sobre a saúde da população rural, ainda são escassas as intervenções em relação a da saúde da gestante agricultora, a fim de minimizar as possíveis intercorrências, principalmente, no Brasil, que possui extensa área agrícola. Conclusão: É necessário a aplicação de estratégias que beneficiem e priorizem a atenção e cuidado a saúde da gestante agricultora.

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DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.496
ISSN 1983-1793X
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