Encontro Internacional de Audiologia

ANAIS - TRABALHOS CIENTÍFICOS

INFLUÊNCIA DA APLICAÇÃO DA REAL EAR TO COUPLER DIFFERENCE NO PROCESSO DE ADAPTAÇÃO DE APARELHOS DE AMPLIFICAÇÃO SONORA INDIVIDUAIS PARA ADULTOS
Blasca, W.Q ; Santana Jr, C. A.C. ; Campos, P.D. ;

A RECD foi incorporada em protocolos para verificação do desempenho eletroacústico durante a adaptação de AASI na população pediátrica como um fator de correção que possibilita a verificação em acoplador de 2cc. Além de ser uma etapa da verificação do desempenho eletroacústico do AASI da população pediátrica, essa medida pode ser adotada também para adaptação de AASI em adultos e idosos. O objetivo do presente estudo foi de analisar o impacto da mensuração da RECD na prescrição realizada por meio das fórmulas NAL-NL2 e DSLv5.0. Metodologia: Participaram do estudo 50 adultos matriculados no Serviço de Audiologia da Clínica de Fonoaudiologia de uma instituição pública, com diagnóstico de perda auditiva sensorioneural bilateral e indicação para uso do AASI, após avaliação e aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa da referida instituição proponente e co participante, sob CAAE: 46555421.3.0000.5441 e CAAE: 46555421.3.3001.5417, subsequentemente. As fórmulas NAL-NL2 e DSLv5.0 foram configuradas de duas formas: a) considerando os dados da RECD medida e b) com dados da RECD predita. Os valores de saída prescritos pela NAL-NL2 e DSLv5.0 gerados com a inserção da RECD medida e com a RECD predita foram comparados, assim como as diferenças entre a NAL-NL2 e a DSL v5.0 com a RECD medida e sem a inserção desta medida. Resultados: Para todos os tipos de moldes utilizados pelos participantes os valores da RECD foram positivos nas frequências altas, de 1000 a 6000Hz, já nas frequências baixas, de 250Hz e 500Hz, os valores RECD foram menores quando comparado com as outras frequências. A ventilação a qual foi utilizada como modificação acústica em boa parte dos moldes da amostra (41%) independente do diâmetro de ventilação, gera um valor RECD negativo nas frequências baixas de 250Hz e 500Hz, e quanto maior o tamanho da ventilação menor é o valor da RECD, mas, ainda, nas altas frequências, a partir de 1000Hz, os valores da RECD tiveram média com picos positivos, mesmo quando o molde auricular era do tipo aberto. Ou seja, não houve diferenças entre o tipo de acoplamento e o valor da RECD, contudo o contrário acontece com os diferentes diâmetros de ventilação, com forte influência principalmente nas frequências baixas. A RECD predita pelas fórmulas NAL-NL2 e DSLv5.0 apresentou valores diferentes entre os gêneros, já para a RECD medida não aconteceu o mesmo. Também não houve diferenças da RECD medida e predita pela fórmula NAL-NL2 entre os lados direito e esquerdo. Os valores de saída prescritos pelas fórmulas NAL-NL2 e DSLv5.0 foram iguais para os três níveis de entrada em intensidade fraca, média e forte, em comparação com os valores da RECD predita. Conclusão: Este estudo aborda resultados pertinentes quanto à influência da RECD e a sua aplicação na prática clínica, porém, não foi possível analisar o impacto da mensuração da RECD na prescrição realizada por meio das fórmulas NAL-NL2 e DSLv5.0.

Ferrari, D.V. ; Campos, P.D.; Paiva, Paula. Diferença entre orelha real e acoplador: importância na amplificação pediatrica. Disturb. Comun., São Paulo 26(1): 156 - 167, março. 2014.
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DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.497
ISSN 1983-1793X
https://audiologiabrasil.org.br/37eia/anais-trabalhos-consulta/497


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