Encontro Internacional de Audiologia

ANAIS - TRABALHOS CIENTÍFICOS

CONHECIMENTO DE GESTANTES ATENDIDAS EM UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE SOBRE A TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL
Fidêncio, V.L.D. ; Ferreira, D. S. M. ; Farias, E. N. D. ; Silva, J. L. P. ; Novanta, G. G. R. ;

Introdução: O primeiro passo para diminuir o impacto negativo da perda auditiva na vida do indivíduo é a realização do diagnóstico e intervenção precoce(1). No que diz respeito à perda auditiva em neonatos, o diagnóstico e início da intervenção antes dos seis meses de idade cronológica tem efeito significativamente positivo no desenvolvimento da linguagem receptiva e expressiva(2). Uma das medidas que contribui para o diagnóstico e a intervenção precoce nos casos da deficiência auditiva em neonatos é a realização da Triagem Auditiva Neonatal (TANU), que, no Brasil, é assegurada pela Lei nº 12.303 de 2 de agosto de 2010(3). No entanto, essa é só a primeira parte do processo(4). Para que sejam atingidos os objetivos da TANU, é necessário que haja o envolvimento e conscientização da família e dos profissionais de saúde envolvidos1. Objetivo: Investigar o conhecimento de gestantes atendidas em Unidades Básicas de Saúde (UBS) sobre a triagem auditiva neonatal. Métodos: O trabalho teve início após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisas, sob CAEE 46765015.8.0000.5553. A coleta de dados foi realizada em duas UBS. Aplicou-se um questionário com 19 perguntas de múltipla escolha a respeito da TANU, diagnóstico precoce da deficiência auditiva e indicadores de risco para a deficiência auditiva (IRDA). A amostra foi composta por 72 gestantes. Resultados: A maioria das participantes apresentava ensino médio completo e estava em sua primeira gestação. O total de 68,41% afirmou não ter recebido orientações sobre o desenvolvimento auditivo durante o pré-natal. Apesar de já terem ouvido falar sobre a TANU, mais de 90% desconheciam a legislação acerca do exame. Há desconhecimento quanto aos IRDA. Apesar de relatarem saber que é importante a realização da TANU, mais da metade das participantes relatou que não saberia explicar o motivo. Conclusão: Há desconhecimento das gestantes atendidas em UBS a respeito de diversos aspectos sobre a TANU, o que pode implicar em diagnósticos tardios da perda auditiva na população infantil.

1.Guimarães VC, Barbosa MA. Prevalência de alterações auditivas em recém-nascidos em hospital escola. Int Arch Otorhynolaryngol. 2012; 16(2):179-185.doi: 10.7162/S1809-97772012000200005.

2.Shojaei E, Jafari Z, Gholami M. Effect of early intervention on language development in hearing-impaired children. Iran J Otorhinolaryngol [Internet]. 2016 [citado 24 jun 2021]; 28(1):13-21. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4735612/

3.Brasil. Lei nº 12.303, de 2 de agosto de 2010. Dispõe sobre a obrigatoriedade de realização do exame denominado Emissões Otoacústicas Evocadas. Diário Oficial União. 3 ago. 2010.

4.Garcia BG, Gaffney C, Chacon S, Gaffney M. Overview of newborn hearing screening activities in Latin America. Rev Panam Salud Publica [Internet]. 2011 [citado 24 jun 2021]; 29(3):145-152. Disponível em: https://www.scielosp.org/pdf/rpsp/2011.v29n3/145-152

DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.516
ISSN 1983-1793X
https://audiologiabrasil.org.br/37eia/anais-trabalhos-consulta/516


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