Encontro Internacional de Audiologia

ANAIS - TRABALHOS CIENTÍFICOS

O USO DE DISPOSITIVOS DE AMPLIFICAÇÃO SONORA COM E SEM GERADORES DE SOM NA INTERVENÇÃO DO ZUMBIDO
SANTOS, J. P. ; DARUIX, S. R. S. B. ; ROCHA, C. H. ; SAMELLI, A. G. ;

Introdução: O zumbido pode ser definido pela percepção de um som, sem a presença de fonte sonora no ambiente externo. Estudos sugerem que a causa seja uma sequência de modificações centrais, desencadeadas pela diminuição da sensibilidade aferente para o estímulo sonoro. Este sintoma pode afetar diretamente a qualidade de vida. Para avaliação deste sintoma, podem ser utilizados escalas ou questionários, como a Escala Visual Analógica (EVA) e o Tinnitus Handicap Inventory (THI) ou Questionário de Gravidade do Zumbido (QGZ). Dentre as intervenções sugeridas na literatura, há a terapia sonora e de habituação ao zumbido. A maioria das pessoas com zumbido possui algum grau de perda auditiva e, assim, a amplificação, associada ou não a um gerador de som, são utilizados frequentemente para minimizar a percepção do zumbido. Após o período de adaptação dos dispositivos de amplificação sonora ou aclimatização auditiva, nota-se um maior ganho no desempenho do usuário. Portanto, qualquer instrumento para mensurar o desempenho deve considerar este período de aclimatização, sendo importante que seja aplicado antes do uso dos dispositivos e após o período de aclimatização. Objetivo: Avaliar e comparar a efetividade da intervenção proposta a indivíduos com zumbido, sendo elas: amplificação ou amplificação com ativação do gerador de som. Métodos: Estudo retrospectivo aprovado pelo comitê de ética em pesquisa da instituição (CAAE: 13744819.6.0000.0065). Foram levantados dados de 96 indivíduos, de acordo com os seguintes critérios de inclusão: presença de zumbido; idade acima de 40 anos; audição normal ou perda auditiva de grau leve a severo na média das frequências de 500 a 4kHz; período de aclimatização de 4 a 6 semanas. Foram coletadas informações sobre tempo, tipo e grau da perda auditiva, localização e tempo do zumbido, tipo e adaptação do dispositivo de amplificação sonora, ativação ou não do gerador de som. Além disso, foram levantadas as informações sobre as avaliações EVA e THI pré e pós período de aclimatização de 4 a 6 semanas. Na EVA, atribui-se uma nota de 0 a 10 (muito incômodo) para o zumbido. Já para o THI, as respostas geraram uma pontuação de 0 a 100 (maior repercussão do zumbido). Foi realizada análise estatística descritiva e inferencial, utilizando-se o teste ANOVA, com nível de significância de 5%. Resultados: A maioria dos indivíduos utilizou dispositivo de amplificação sonora binaural (66,6%). Para ambos os grupos (adaptação mono ou binaural), tanto para o THI quanto para a EVA, houve melhora estatisticamente significante do sintoma após a utilização dos dispositivos, com redução de aproximadamente 5 pontos na EVA e 20 pontos no THI. A maioria dos indivíduos (85,4%) não teve ativação do gerador de som. Conclusão: Verificou-se melhora significativa da percepção do zumbido, tanto pela escala EVA como pelo questionário THI, na comparação pré e pós adaptação do dispositivo de amplificação sonora, independente do uso concomitante do gerador de som. É importante salientar que não há uma abordagem única para o zumbido, sendo necessário delinear cada caso de acordo com as necessidades de cada indivíduo, para reduzir ao máximo a percepção desse sintoma.

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DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.522
ISSN 1983-1793X
https://audiologiabrasil.org.br/37eia/anais-trabalhos-consulta/522


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