Encontro Internacional de Audiologia

ANAIS - TRABALHOS CIENTÍFICOS

INFLUÊNCIA DA ORDEM DE INÍCIO NO TESTE FALA COM RUÍDO: RELATO DE CASO.
Marques, S.L. ;

Introdução: O processamento auditivo se refere à interpretação e compreensão dos estímulos auditivos que são captados pela orelha externa e chegam até o cérebro. É um processo complexo e não compartimentalizado. Devido à sua complexidade, há a necessidade de uma metodologia criteriosa para o diagnóstico, eliminando ao máximo a participação da cognição, focando no princípio Botton up e seguindo evidências científicas. A bateria mínima de avaliação descrita pela Associação Brasileira de Audiologia inclui um teste monoaural de baixa redundância e, dentro dessa categoria, se encontra o teste de Fala com ruído. Este teste é composto por 25 monossílabos apresentados separadamente a cada ouvido, em conjunto com um ruído branco (White noise), produzido pelo audiômetro. Não há, até o momento, indicação do uso de uma faixa-treino, ou relatos de variação nos resultados de acordo com a orelha que inicia-se este teste. Objetivo: Relatar o caso de desempenho superior na orelha esquerda, em pacientes cujo teste de fala com ruído foi iniciado pela orelha direita e com pouca dificuldade na habilidade de fechamento auditivo. Metodologia: Foram observados e comparados os resultados do teste de fala com ruído de 26 pacientes com idade entre sete e 17 anos, 11 do sexo feminino e 15 do sexo masculino, que nunca tinham realizado avaliação do Processamento Auditivo Central, focando na diferença de desempenho entre a orelha direita e esquerda. Todas as avaliações foram feitas pelo mesmo profissional e este iniciou o teste sempre pela orelha direita. Os pacientes haviam sido encaminhados para o exame por uma Escola Municipal, com queixa de dificuldade na aprendizagem. Resultados: Dos 26 exames analisados, quatro tiveram resultado semelhante bilateralmente, três desempenho superior em orelha direita e 19 melhor desempenho em orelha esquerda, sendo que em nove destes o resultado de orelha direita foi muito próximo da normalidade (entre 4% e 8% abaixo do normal) e, em outras quatro avaliações, a orelha esquerda teve apenas um acerto a mais que a direita. Conclusão: Com estes casos descritos, pode-se supor que exista uma pequena melhora na segunda orelha em que realizamos o teste monoaural de fala com ruído, devido ao efeito “treino”, ou seja, tal teste sofreria influência da ordem de início em sua especificidade. Para confirmação dos resultados, são necessários estudos nessa área, especialmente ensaios clínicos randomizados.

Shaikh, M. A., Fox-Thomas, L., & Tucker, D. (2017). Maturational Changes in Ear Advantage for Monaural Word Recognition in Noise Among Listeners with Central Auditory Processing Disorders. Audiology research, 7(1), 157. https://doi.org/10.4081/audiores.2017.157

Tai, Y., & Husain, F. T. (2018). Right-Ear Advantage for Speech-in-Noise Recognition in Patients with Nonlateralized Tinnitus and Normal Hearing Sensitivity. Journal of the Association for Research in Otolaryngology : JARO, 19(2), 211–221. https://doi.org/10.1007/s10162-017-0647-3
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.533
ISSN 1983-1793X
https://audiologiabrasil.org.br/37eia/anais-trabalhos-consulta/533


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