Encontro Internacional de Audiologia

ANAIS - TRABALHOS CIENTÍFICOS

IMPACTO DA PANDEMIA DA COVID-19 NOS INDICADORES DE UM PROGRAMA DE TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL
Fávari, M. B. X. ; Melo, A. C. O. F. ; Silva, V. B. ;

Introdução: A integralidade da assistência à saúde auditiva na infância é preconizada na literatura e desde que se tornou obrigatório a realização da triagem auditiva neonatal para a identificação precoce e consequente intervenção na deficiência auditiva infantil, o cumprimento dos indicadores dos programas tem sido um importante desafio na saúde pública. Problemas quanto a oferta de profissionais para a realização da triagem, restrição de registros e a manutenção dos equipamentos são os principais causas do não se alcançar as metas. A pandemia da COVID-19 surgiu como um novo e grande desafio para a manutenção dos indicadores, pois limitou o acesso a alguns serviços, trouxe insegurança no ir e vir das pessoas, principalmente de pais com filhos recém-nascidos. Objetivo: Verificar o impacto da pandemia da COVID-19 nos indicadores de um programa de triagem auditiva neonatal. Materiais e métodos: Estudo descritivo realizado no banco de dados do programa de triagem auditiva neonatal de um hospital público terciário referência no atendimento a gestante e ao neonato de alto risco, o qual atende uma média de 3500 recém-nascidos por ano. Foram coletados os dados referente aos indicadores de qualidade do programa no relatório anual referente aos anos de 2019, 2020 e 2021. Os indicadores analisados foram: taxa de cobertura (meta>95%), taxa de testes alterados na primeira etapa (meta<10%), taxa de evasão no reteste (meta = 0%) e taxa de encaminhamento para diagnóstico audiológico (meta<4%). Resultados: a taxa de cobertura do programa foi de 81% em 2019 , 60% em 2020 e 99,8% em 2021; Dos recém-nascidos atendidos que realizaram a triagem, a taxa de testes alterados na primeira etapa foi de 2,5% em 2019, 3,2% em 2020 e 2,5% em 2021; Dentre os recém-nascidos que necessitavam fazer um novo teste pela possibilidade de falso positivo na primeira etapa, a taxa de evasão no reteste foi de 28% em 2019, 61% em 2020 e 49% em 2021; O encaminhamento para diagnóstico audiológico foi realizado para todos os recém-nascidos/lactentes que falharam no teste (oriundos da unidade neonatal) e no reteste (oriundos do alojamento conjunto), sendo de 1,8% em 2019, 1,9% em 2020 e 1,4% em 2021. Conclusão: A taxa de cobertura e de evasão no reteste são os indicadores de qualidade do programa de triagem auditiva neonatal mais afetados pela pandemia da COVID-19 no serviço analisado, no entanto apresenta uma recuperação em 2021.

Brasil. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2012 [citado em 2022 fevereiro 6]. Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diretrizes_atencao_triagem_auditiva_neonatal.pdf.
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DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.569
ISSN 1983-1793X
https://audiologiabrasil.org.br/37eia/anais-trabalhos-consulta/569


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