Encontro Internacional de Audiologia

ANAIS - TRABALHOS CIENTÍFICOS

INFLUÊNCIA DO NÚMERO DE ESTÍMULOS NAS COMPONENTES DO POTENCIAL EVOCADO AUDITIVO RELACIONADO A EVENTOS
Oliveira, Y. M. ; Zanchetta, S. ; Simões, H. O. ;

Introdução: O Potencial Evocado Auditivo Relacionado a Eventos (PEARE) é um Potencial Evocado de Longa Latência composto pelas componentes N2 e P3, seu registro é observado por meio do paradigma de Oddball. Os parâmetros de estímulo e registro selecionados para a obtenção do PEARE são importantes e influenciam o traçado, eles fornecem maior fidedignidade na investigação das vias auditivas ao nível cortical. Entre os parâmetros de estimulação destaca-se o tipo, verbal ou não-verbal, o número total de apresentação, a proporção de estímulos frequentes e raros, o intervalo intra-estímulos, duração dos mesmos e intensidade, e devem ser escolhidos com cautela pois influenciam diretamente na qualidade das componentes N2 e P3. O número de estímulos total para o PEARE, ou seja, o número de promediações do estímulo, mesmo na proporção recomendada, influencia a duração do exame, aspecto que pode tornar inviável em populações de especial interesse. A partir dos pressupostos clínicos, onde algumas condições do desenvolvimento, na qual há uma dificuldade no manejamento para uma seleção confiável de quantidade de estímulos raros, considerando o tempo de atenção dos sujeitos para o estímulo alvo, e a complexidade do tipo de estímulos, deu-se o presente estudo. Objetivo: Investigar a influência do número de estímulos raros para a formação das componentes N2 e P3, para diferentes tipos de estímulos acústicos. Método: estudo transversal, descritivo e comparativo, aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa, CAAE 05071718.7.0000.5440. Compuseram a amostra 20 adultos, de ambos os sexos, de 18 anos a 29 anos com acuidade auditiva, escores de estado de consciência mental e habilidades do processamento auditivo dentro dos padrões de normalidade. Para o Potencial Evocado Auditivo Relacionado a Eventos, utilizou-se os estímulos não verbais (1k vs. 2kHz) e verbais (/BA/ vs. /DA/), em cada um dos registros foram apresentados estímulos raros variando de 10, 20, 30, 40 e 50, com apresentação randomizada. Resultados: A latência de P3 foi significante, para tone burst (F4;72= 3,01; p=0,02) mostrou valores superiores para 50 estímulos em relação ao estímulo de fala; para a componente N2 não houve diferença (não verbal, F4;76= 0,78; p= 0,54; verbal, F4;76= 1,00; p= 0,42). As amplitudes absolutas de P3 (F4;72= 6,42; p=0,001) e pico-a-pico N2-P3 (F4;72= 7,30; p=0,001) apresentaram diferenças significantes para ambos os tipos de estímulos, sendo a ocorrência de 10 estímulos raros com maior amplitude, comparado aos demais. O teste de tendência linear apontou significância apenas para a amplitude das componentes (F1;17= 10,17; p= 0,005*), com diminuição da amplitude conforme aumentam o número de estímulos raros. Conclusão: As componentes foram identificáveis nas diferentes quantidades de estímulos raros e tipo de estímulos. Latência e amplitude de N2 e P3 foram significantes e com valores médios diferentes para das quantidades de estímulos raros apresentados, para estímulo verbal e não verbal. Protocolos de registro devem ser considerados quanto ao número de estímulos raros.

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DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.574
ISSN 1983-1793X
https://audiologiabrasil.org.br/37eia/anais-trabalhos-consulta/574


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