CONHECIMENTO E CONDUTA DE NEONATOLOGISTAS DE UM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO SOBRE SAÚDE AUDITIVA INFANTIL
MELO, L.P.F. ;
NETO, J.R. ;
CAVALCANTI, H.G. ;
Introdução: Com o intuito de minimizar as consequências provenientes da deficiência auditiva no processo de aquisição da linguagem infantil, se faz necessário tomar medidas de prevenção e identificação precoce, buscando-se diminuir os impactos causados na criança. Nessa perspectiva, a Triagem Auditiva Neonatal é considerada eficiente por proporcionar diagnóstico audiológico e intervenção adequada até os seis meses de idade. Além dos procedimentos de avaliação auditiva, é importante também que os Indicadores de Risco para Deficiência Auditiva sejam investigados pelo neonatologista, tornando-se fundamental o acompanhamento do desenvolvimento infantil nos primeiros meses de vida. Considerando esse contexto, é importante que estes profissionais tenham um bom conhecimento em relação às etapas e aos procedimentos não só da triagem, mas também em relação ao monitoramento auditivo da criança, ao diagnóstico audiológico quando necessário e à intervenção apropriada para que as consequências de uma deficiência auditiva sejam minimizadas. Objetivo: Investigar o conhecimento e as condutas de neonatologistas de um hospital universitário acerca da saúde auditiva infantil. Metodologia: Pesquisa descritiva, exploratória, com abordagem quantitativa, aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos, parecer de número 4.657.505. Participaram oito neonatologistas que atuam na maternidade, unidade de terapia intensiva e alojamento conjunto de um Hospital Universitário. Foi aplicado um questionário contendo perguntas fechadas acerca do tema em questão. Resultados: Todos os participantes informaram não possuir cursos de formação específicos na área de saúde auditiva/deficiência auditiva. Em relação às condutas adotadas no momento da alta hospitalar, nos casos de falha do neonato na triagem auditiva, três neonatologistas referiram orientar a família para realizar acompanhamento fonoaudiológico, dois indicam a realização do reteste com emissões otoacústicas apenas e três indicam o reteste incluindo a realização do PEATE. Sobre o período ideal para que uma criança com perda auditiva comece a usar um dispositivo eletrônico de audição, quatro responderam que seria aos seis meses de vida, um respondeu que deveria ser com um ano de idade, um respondeu que seria aos dois anos de idade e dois responderam que deveria ser aos seis anos de idade. Conclusão: pode-se concluir que a maioria dos neonatologistas que participaram do estudo possui conhecimentos sobre a saúde auditiva infantil, porém estes se mostram insuficientes principalmente em relação aos desdobramentos das etapas que seguem a triagem auditiva neonatal, bem como às ações e os processos de intervenção na deficiência auditiva e no monitoramento de crianças que apresentaram falha na triagem auditiva neonatal.
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