Encontro Internacional de Audiologia

ANAIS - TRABALHOS CIENTÍFICOS

NÃO COMPARECIMENTO AO RETESTE DA TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL – POSSÍVEIS CAUSAS
Camilo, B. S. ; Conto, J. D. ; Amaral, M. ; Gorski, L. P. ;

Introdução: A audição é um sentido indispensável na aquisição de fala e linguagem de uma criança, perdas auditivas, mesmo que discretas, podem levar a prejuízos funcionais importantes em seu desenvolvimento. Objetivo: Analisar os possíveis fatores objetivos para o não comparecimento ao reteste da triagem auditiva neonatal. Método: Trata-se de um estudo de corte transversal descritivo analítico, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (COMEP) sob o parecer número 4.198.075 e realizado a partir da análise de prontuários dos neonatos e lactentes, encaminhados para reteste, no período de cinco anos, em um programa de triagem auditiva neonatal de modelo universal e externo. Resultados: 1556 neonatos de ambos os gêneros, triados entre um e 376 dias de vida, com média etária de 60,7±46,4 dias (média ± desvio padrão), foram encaminhados para reteste. Os neonatos residiam no município de realização do teste e em outros municípios com distância de 12,6km à 91km do local de realização do teste. Os 1233 (79,2%) neonatos que retornaram para o reteste quando solicitado, realizaram pesquisa das EOE-T entre 15 e 687 dias de vida com média etária de 96,0±60,9 dias. Os neonatos que compareceram ao reteste possuíam idade significativamente menor do que os que não compareceram (p=0,002). Não houve associação para as variáveis ausência de transporte gratuito, dificuldade de locomoção, subvalorização dos responsáveis com mais filhos, longa distância entre local de moradia e de realização do reteste e desvalorização do retorno por presença de indicador de risco para deficiência auditiva e não por falha no teste. Conclusão: Os fatores objetivos considerados na presente pesquisa não apresentaram relação com o não comparecimento ao reteste da triagem auditiva neonatal.

1. Pinto JD, Ferreira L, Temp DA, Dias V, Rohers DE, Biaggio EPV. Evasão no reteste da Triagem Auditiva Neonatal: relação com indicadores de risco para deficiência auditiva. Rev. CEFAC. 2019; 21 (4): 1-7.
2. Mello JM, Silva EC, Ribeiro VP, Moraes AMSM, Della-Rosa VA. Índice de retorno ao reteste em um programa de triagem auditiva neonatal. Rev. CEFAC. 2013; 15(4):764-772.
3. Rangel SB, Ferrite S, Begrow DDV. Fatores que influenciam a não adesão ao retorno para triagem auditiva neonatal. Rev. Baiana Saúde Pública. 2011;35(4):948-965.
4. Alvarenga KF, Gadret JM, Araujo ES, Bevilacqua MC. Triagem auditiva neonatal: motivos da evasão das famílias no processo de detecção precoce. Rev. Soc. Bras. Fonoaudiol.2012;17(3): 241-247.
5. Grybos TC. Triagem Auditiva Neonatal: Motivos do Não Comparecimento ao Teste e Reteste. 2019. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Fonoaudiologia) - Universidade Estadual do Centro-Oeste, UNICENTRO, Irati “No prelo”.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.588
ISSN 1983-1793X
https://audiologiabrasil.org.br/37eia/anais-trabalhos-consulta/588


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