Encontro Internacional de Audiologia

ANAIS - TRABALHOS CIENTÍFICOS

ACHADOS AUDITIVOS E VESTIBULARES NO AQUEDUTO VESTIBULAR ALARGADO
Bastos, P. A. ; Zabeu, J. S. ; Oliveira, J. R. M. O. ; Raineri, G. G. ; Mondelli, M. F. C. G. ;

Introdução: o Aqueduto Vestibular Alargado (AVA) é uma anormalidade da orelha interna e pode estar associado a sintomas auditivos como a perda de audição, bem como apresentar sintomas vestibulares. Objetivo: descrever os achados clínicos da avaliação das funções auditiva e vestibular em indivíduos com diagnóstico de AVA. Metodologia: estudo observacional, descritivo, retrospectivo e prospectivo, de série de 3 casos clínicos, realizado por meio de levantamento de dados de prontuário, como histórico clínico, avaliação auditiva, incluindo audiometria lúdica, audiometria tonal limiar, imitanciometria, pesquisa do reflexo acústico, audiometria de observação de comportamento, potencial evocado auditivo de tronco encefálico e emissões otoacústicas evocadas, e avaliação da função vestibular com emprego do inventário Dizziness Handicap Inventory (DHI) Child/Adolescent- Short Form e com provas de posicionamento (Head Roll Test e Dix-Hallpike) para análise em relação à vertigem postural. Este estudo obteve aprovação mediante ao parecer 4.248.686 do Comitê de Ética em Pesquisa. Resultados: verificou-se que os casos 1 e 3 apresentam deficiência auditiva sensorioneural profunda bilateral, usuários de implante coclear, sendo o caso 1 de surdez súbita e o caso 3 de caráter progressivo e, ambos com fatores de risco em seu histórico. O caso 2 possui deficiência auditiva unilateral mista moderada, com uso prévio do AASI, porém no momento a família optou por não utilizar o dispositivo. Quanto ao desenvolvimento auditivo dos casos 1 e 3, com os dispositivos eletrônicos somados às demais variáveis envolvidas, em especial a reabilitação auditiva e a participação família nesse processo, ambos atingiram habilidades em conjunto aberto, com percepção de fala no ruído. Com relação à avaliação da função vestibular, todos os casos apresentaram pontuação significativa do DHI, refletindo impacto dos sintomas vestibulares na qualidade de vida dos indivíduos. No caso 1 observa-se que a tontura interfere negativamente nos aspectos: emocional, por medo de sair de casa, tristeza; funcional, como às vezes deixar de ir à escola, e limitação de atividades como pular, jogar bola; físico, piora da tontura diante de movimentos rápidos de cabeça. O caso 2 não relatou interferência da tontura em seu aspecto emocional, contudo há impacto nos aspectos funcional (correr, andar de bicicleta, andar no escuro e às vezes dificuldade na leitura); e físico (movimentos rápidos de cabeça, abaixar a cabeça ou corpo). O caso 3 apresentou alteração quanto aos aspectos: emocional (medo de ficar sozinho); funcional (correr, jogar bola, deixar de ir a lugares altos, entre outros); físico (andar de bicicleta, movimentos rápidos de cabeça e às vezes ao abaixar a cabeça). Nenhum dos indivíduos apresentaram resultado positivo às Provas de Posicionamento. Conclusão: com o estudo pode-se verificar que: 1) os pacientes avaliados com AVA, embora com variabilidade nos achados audiológicos, podem atingir habilidades de percepção de fala em conjunto aberto, em diferentes condições - silêncio e situações desafiadoras, como no ruído, desde que obtenham a reabilitação auditiva adequada; 2) são necessárias orientações aos responsáveis e pacientes a respeito da influência da tontura nas atividades de vida diária, e dos cuidados para diminuição do impacto dos sintomas vestibulares em sua qualidade de vida.

BHATTACHARYYA, N. et al. Clinical practice guide-line: benign paroxysmal positional vertigo (update).Otolaryngol Head Neck Surg, v.156, sup 3, p.1–47, 2017.

LEE, K.H et al. Cochlear implantation in children with enlarged vestibular aqueduct. Laryngoscope, n.120,p.1675–81. 2010

MANZARI, L. Vestibular signs and symptoms of volumetric abnormalities of the vestibular aqueduct. The JournalofLaryngology&Otology,122(6), p.557-563, 2007.

SMITH, B.; MCCASLIN,D.L. Audiovestibular Findings in Children with enlarged vestibular aqueduct. ENT & Audiology News, v.24, n.5, p.96-99, 2015.

SOUSA, M.G.C et al. Propriedades psicométricas do dizziness handicap inventory-child/adolescent – versão reduzida. Audiol Commun Res., v.22, e1817, 2017.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.605
ISSN 1983-1793X
https://audiologiabrasil.org.br/37eia/anais-trabalhos-consulta/605


ATENDIMENTO

INSCRIÇÕES
(51) 98033-2025
atendimento@tribecaeventos.com.br
PROGRAMAÇÃO
(51) 99702-1511
cientifico@tribecaeventos.com.br
SEJA UM PATROCINADOR
(51) 98338-0908
comercial@tribecaeventos.com.br
Desenvolvido por Dinamk Websolutions  
Quero me inscrever