SAÚDE AUDITIVA DO TRABALHADOR QUE ATUA EM OPEN OFFICE
Umeoka-Hidaka, M.T. ;
Santos, T.M.M. ;
Uma das principais causas de perda auditiva no adulto é a exposição continuada a som intenso, problema este totalmente passivo de prevenção A OMS (2021) chama a atenção sobre a necessidade de redução do ruído ambiental e o controle do uso de dispositivos sonoros pelos jovens e estima que um em cada quatro sujeitos, terão problemas auditivos até 2050 É comum observarmos em diferentes locais e ambientes, sejam eles de lazer, de locomoção ou principalmente de trabalho, pessoas utilizando fones de ouvido conectados a dispositivos portáteis de som. É importante ressaltar que não é somente o som em intensidade elevada do ambiente de trabalho que causa prejuízos à saúde, sons de intensidade moderada também podem causar efeitos negativos sobre a saúde geral. Estudos apontam que o ruído pode provocar outros danos não auditivos à saúde tais como: reações generalizadas ao estresse, problemas digestivos, hipertensão arterial, dificuldades do sono, aumento da tensão muscular, cansaço, transtornos neurológicos, transtornos comportamentais, falta de atenção e concentração. Com a modernização dos ambientes de trabalho, os escritórios sofreram modificações, passando a não ter divisórias, sem barreiras. Os chamados open office (escritórios abertos) e como consequência o aumento do ruído ambiental, dificultando trabalhos de maior complexidade e necessidade de concentração. Como estratégia para minimizar o ruído no ambiente de trabalho os trabalhadores passaram a utilizar os fones de ouvido. Objetivo: Caracterizar o perfil de saúde, auditivo e o uso de fones de ouvidos de trabalhadores que atuam em open office. Método: Estudo descritivo, retrospectivo, realizado a partir da análise dos prontuários de trabalhadores com idade entre 18 e 40 anos que atuam em open office. (Parecer: 4.242.761-CAAE:34712720.4.0000.5482) Resultados: Analisados 1502 prontuários, 97,6% apresentam limiares auditivos dentro da normalidade, por frequência isolada e limite de normalidade 20 dBNA. diminui para 87,18% devido perdas auditiva em 6KHz e 8KHz; entalhe na orelha direita 5,5% e 8,3% na esquerda; 3,5% apresentam zumbido e 1,8% tontura; 69,5% usam fone de ouvido. Entre os 1044 que usam fone de ouvido: 22,3% usam para lazer, 44,4% no trabalho e 15,5% no trajeto, 16,7% trajeto e trabalho, 1,1% todas as situações; 83,1% usam o fone de ouvido até 3 horas e tempo médio de 2,23 horas. Conclusão: Os resultados encontrados parecem pouco significantes, entretanto a população estudada é de adultos/jovens, expostos a diferentes níveis de ruído e uso de fones de ouvido no ambiente laboral como estratégia para melhorar a concentração. Fatores que ao longo do tempo, podem provocar danos à saúde. As atualizações das normas regulamentadoras em vigência, ampliam os riscos ocupacionais e passam a considerar mais efetivamente os ergonômicos e a saúde mental. A ergonomia é a ciência que estuda a relação do homem com as condições de trabalho e deve ser incorporada ao fazer fonoaudiológico. Estratégias preventivas para minimizar os comportamentos auditivos prejudiciais, incluindo a promoção de "escuta segura” e conscientização são fundamentais. Há um consenso entre os estudiosos sobre a necessidades de programas educativos de promoção da saúde auditiva para toda a população nos diferentes ciclos de vida.
Palavras chaves: ruído, meio ambiente, perda auditiva
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