Encontro Internacional de Audiologia

ANAIS - TRABALHOS CIENTÍFICOS

ANÁLISE DA COBERTURA DA TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL NAS MACRORREGIÕES DE SAÚDE DO ESTADO DA BAHIA: UMA BASE DE DADOS DO DATASUS
Pereira, MCCS ; Andrade, CLO ; Silva, VRC ;


Introdução: A deficiência auditiva, que acomete de 3 a 5 para cada 1.000 nascimentos no Brasil, pode desencadear impactos no curso do desenvolvimento global da criança, o que torna o diagnóstico precoce fundamental nesse processo. A Triagem Auditiva Neonatal é a primeira etapa da investigação auditiva na infância, pois identifica precocemente perdas auditivas, a fim de coibir repercussões suscetíveis à deficiência. Embora assegurada por lei, sua cobertura não tem sido satisfatória em várias unidades federativas, especialmente nos estados do Nordeste, os quais apresentam taxas de cobertura inferiores aos preconizados . Objetivo: Analisar a cobertura da triagem auditiva neonatal nas macrorregiões de saúde do Estado da Bahia, no período entre 2017 a 2021, por meio de dados secundários. Metodologia: Trata-se de um estudo ecológico, baseado em dados secundários dispostos em uma plataforma de domínio público, o DATASUS. Conforme a Resolução n° 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde, não houve necessidade de submissão do trabalho ao Comitê de Ética em Pesquisa (CEP). Foi efetuada a busca pelo quantitativo de triagens auditivas neonatais realizadas por meio de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOA) e Potenciais Evocados Auditivos de Tronco Encefálico Automático (PEATE-A) e os equipamentos disponíveis nas nove macrorregiões de saúde do Estado da Bahia. Os dados foram analisados de forma descritiva e expostos por meio de frequências absolutas e relativas, assim como o cálculo das taxas de crescimento. Resultados: Observou-se que nos períodos analisados a macrorregião Leste (Salvador) concentrou aproximadamente 50% dos equipamentos para o exame das EOA e cerca de 60% dos de PEATE-A disponíveis no Estado da Bahia. Das nove macrorregiões, apenas 11,1% realizaram procedimentos com o PEATE-A em 2019 e 33,3% nos demais anos, enquanto que 100% das macrorregiões, em todos os anos, utilizaram as EOA. A macrorregião Leste obteve a maior efetuação de triagens com o uso do PEATE-A (96,2%), ao tempo que não houve registros de triagens com tal procedimento nas macrorregiões Sul (Ilhéus), Oeste (Barreiras) e Centro-Leste (Feira de Santana). Utilizando EOA, a macrorregião Leste também obteve o maior percentual (21,3%) e o Extremo-Sul (Teixeira de Freitas) o menor (4,8%). Os dados também revelam que a macrorregião de maior concentração de todos os testes foi a Leste (24%), enquanto que o Extremo-Sul obteve o menor desempenho (4,7%). A taxa de crescimento de todo Estado sofreu variações, havendo o aumento de 3,3% em 2018, 0,7% em 2019 e diminuições em 2020 e 2021, com o percentual de -30% e -4,3%, respectivamente. Conclusão: Os dados sugerem que a cobertura da triagem auditiva neonatal no Estado da Bahia se distribui desigualmente entre suas nove macrorregiões de saúde, havendo centralização dos serviços e recursos tecnológicos na capital do Estado. Percebe-se também que a taxa de crescimento se encontra irregular nos períodos estudados, sofrendo pequenos aumentos e reduções significativas. Analisando a diminuição nos anos de 2020 e 2021, não se pode descartar que nestes anos tenha havido influência da Pandemia pelo Covid-19. Nota-se uma taxa de cobertura inferior à média nacional e valores discrepantes daqueles preconizados para a universalização da triagem auditiva neonatal.





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DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.635
ISSN 1983-1793X
https://audiologiabrasil.org.br/37eia/anais-trabalhos-consulta/635


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