Encontro Internacional de Audiologia

ANAIS - TRABALHOS CIENTÍFICOS

BIOSSEGURANÇA EM AUDIOLOGIA: PERSPECTIVAS DE ACADÊMICOS
BUASKI, J. P. ; PZENDZIUK, E. ; DE CONTO, J. ; AMARAL, M. ; MARTINS, P. N. ;

BIOSSEGURANÇA EM AUDIOLOGIA: PERSPECTIVAS DE ACADÊMICOS

Introdução: Biossegurança é um conjunto de ações voltadas para proteção da saúde do ser humano, visando prevenir e eliminar riscos ao bem-estar, e a sua compreensão se inicia já na formação dos futuros profissionais da Fonoaudiologia. O entendimento e a construção de práticas adequadas, baseadas em normas de biossegurança, promovem o fortalecimento do caminho para a efetivação das Políticas Públicas em Saúde Auditiva, na busca do desenvolvimento de uma assistência segura. Objetivo: Verificar o conhecimento de acadêmicos do curso de Fonoaudiologia sobre as concepções e práticas relacionadas à biossegurança em audiologia. Método: Estudo descritivo com delineamento quantitativo (CEP: nº 4.125.75), realizado com 49 acadêmicos dos terceiro e quarto anos do curso de Fonoaudiologia, ambos os sexos, entre 19 e 46 anos (média 22,73 anos). Todos os participantes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido e responderam a um questionário com vinte questões objetivas e semiabertas, composto de perguntas sociodemográficas e para verificação do conhecimento sobre concepções e práticas de biossegurança em audiologia. Foi realizada estatística descritiva e inferencial, Teste de Igualdade de Duas Proporções, sendo que nas variáveis com múltiplas categorias, a variável de maior proporção foi considerada como referência para a comparação. Considerou-se um nível de significância de 5% em todas as análises inferenciais. Resultados: O estudo evidenciou que houve proporção significativamente maior de acadêmicos com “médio” conhecimento sobre biossegurança em audiologia, na comparação com baixo (p=0,007) e alto conhecimento (p=0,001), e que classificam como “alta” a importância da biossegurança tanto em sua formação acadêmica em fonoaudiologia (p=0,001) quanto na formação acadêmica em audiologia (p=0,001). Em relação às práticas de biossegurança e uso de jalecos, houve relação significante entre retirar e transportar jaleco em embalagem plástica na comparação com transportar pelo lado avesso (p=0,037), realizar lavagem/higienização semanal, na comparação com a frequência de lavagem diária (p=0,004), quinzenal (p=0,036) e mensal (p=0,041), e em realizar lavagem/higienização separadamente das demais roupas de casa, na comparação com a frequência às vezes (p=0,001) e não lavar separadamente (p=0,007). Sobre ventilação do ambiente, houve resultados estatisticamente significativos na condição de se manter a ventilação natural do ambiente enquanto não havia atendimento, na comparação com a frequência às vezes (p=0,033) e não ventilar (p=0,030). No que se refere à higienização dos materiais, equipamentos e superfícies utilizados nos estágios, houve resultado significante na frequência sempre em comparação com a raramente (p=0,044). Por fim, considerando o grau de aplicação da prática dos conhecimentos em biossegurança, nos estágios em audiologia na instituição, acadêmicos relataram média aplicação realizada pelos acadêmicos em geral (pouca/p=0,027 e alta/p=0,028) e média aplicação realizada por cada um individualmente (pouca e alta/p=0,017). Conclusão: A temática biossegurança é amplamente abordada no processo de formação dos acadêmicos. Entretanto, observa-se que ainda se faz necessária a adoção de novas tecnologias e/ou estratégias, para promover a diminuição da assimetria entre conhecimento e aplicação prática, contribuindo desta maneira para a proteção à saúde, instituída pela Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva.

1. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria n º 2.073/GM de 28, de setembro de 2004. Institui a política nacional de atenção à saúde auditiva. [acesso em 12 jul 2015] Disponível em: http://www.crefono4.org.br/cms/files/legislacao/Portaria-MS-2073.pdf
2. Conselho Federal de Fonoaudiologia. Manual de Biossegurança. 2ª edição. Brasília, 2020. Disponível em: https://www.fonoaudiologia.org.br/wp-content/uploads/2020/09/CFFa_Manual_Biosseguranca.pdf
3. Teixeira, P; Valle, S. Biossegurança: uma abordagem multidisciplinar. 2ª ed. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2012.
4. Santos, J. N et al. Condutas de biossegurança em ambulatório de fonoaudiologia da rede SUS. Distúrb Comun, São Paulo, 26(1):42-49, março, 2014. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/dic/article/view/12643/14176
5. Rocha, F.P et al. Medidas de biossegurança adotadas por profissionais atuantes em audiologia. Revista CEFAC, São Paulo, vol.17, supl.1. Mar, 2015. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rcefac/a/RV57YyXgzm8nyHN4WkHztVw/abstract/?lang=pt#:~:text=a%20maioria%20dos%20fonoaudi%C3%B3logos%20relatou,83%25)%20e%20organiza%C3%A7%C3%A3o%20do.
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.639
ISSN 1983-1793X
https://audiologiabrasil.org.br/37eia/anais-trabalhos-consulta/639


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