Encontro Internacional de Audiologia

ANAIS - TRABALHOS CIENTÍFICOS

QUEIXAS AUDITIVAS, VESTIBULARES E FATORES ASSOCIADOS EM IDOSOS COM TONTURA: ESTUDO RETROSPECTIVO
MENDES, LS ; BRANCO-BARREIRO, FCA ;

Introdução: A tontura e o desequilíbrio são queixas comuns, que se tornam mais prevalentes com o avançar da idade. Mudanças decorrentes do envelhecimento acometem os sistemas envolvidos no equilíbrio corporal, tanto os sensoriais - visual, vestibular e somatossensorial - como a integração central e a resposta motora. Doenças crônicas, uso de medicamentos e doenças específicas do sistema vestibular contribuem para a tontura no idoso. Objetivo: caracterizar a tontura em idosos, bem como investigar a presença de comorbidades e hábitos que possam desencadear ou agravar a tontura; sintomas auditivos e vestibulares; verificar se existe associação entre a intensidade da tontura e ansiedade/depressão, estresse, idade, enxaqueca e número de comorbidades. Método: O estudo foi observacional de corte transversal, retrospectivo e de análise descritiva, desenvolvido por meio da análise de banco de dados de pacientes consecutivos, com idade igual ou superior a 60 anos de idade, atendidos de 2018 a 2020, no Ambulatório de Avaliação e Reabilitação Vestibular de um hospital universitário na cidade São Paulo, para avaliação da função vestibular. Resultados: Foram incluídos no estudo 82 participantes, com média de idade de 70,40 anos, na maioria mulheres (71,95%). 55 (67,07%) relataram o início da tontura há anos; com duração de segundos (28,05%) ou minutos (24,39%); de intensidade moderada (36.59%); de forma esporádica 24 (29,27%); caracterizada como vertigem interna (25,83%) e instabilidade postural (25,61%); desencadeada por movimentos do corpo (59,76%) e da cabeça (51,22%); com zumbido (78,05%) e perda auditiva (69,51%); com hipertensão arterial (65,85%); que faziam uso de medicamentos (87.80%) e abuso de café (51,22%). Conclusão: A vertigem e a instabilidade postural, desencadeados por movimentos corporais e cefálicos, foram os tipos de tontura mais prevalentes nos idosos estudados, sendo a maioria do sexo feminino, com hipertensão arterial referida, uso de medicamentos e abuso de cafeína. Não foi observada associação entre a intensidade da tontura e ansiedade/depressão, estresse, idade, enxaqueca e número de comorbidades.


GAZZOLA, J. M.; GANANÇA, F. F.; ARATANI, M. C.; PERRACINI, M. R. & GANANÇA, M. M. (2006). Clinical evaluation of elderly people with chronic vestibular disorder. Brazilian journal of otorhinolaryngology, 72(4), 515–522.
KAMMERLIND, AS.C., Ernsth Bravell, M. & Fransson, E.I. Prevalence of and factors related to mild and substantial dizziness in community-dwelling older adults: a cross-sectional study. BMC Geriatr 16, 159 (2016). https://doi.org/10.1186/s12877-016-0335-x
DADOS DE PUBLICAÇÃO
Página(s): p.646
ISSN 1983-1793X
https://audiologiabrasil.org.br/37eia/anais-trabalhos-consulta/646


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