PREMATURIDADE E DEFICIÊNCIA AUDITIVA: ANÁLISE DOS INDICADORES DE RISCO E OS RESULTADOS DA TANU
Rodrigues, B.F.S.S ;
Alves, G.M ;
Fernandes, M. G. G ;
Machado, D. M ;
Lira, A. L ;
Ledesma, A. L. L ;
Oliveira, T. C. G ;
Pereira, V. R. C ;
Silva, I. M. C ;
Barreto, M. A. S. C ;
Introdução: Na triagem auditiva neonatal são realizados procedimentos indolores, acessíveis e não invasivos para identificar precocemente recém-nascidos e/ou lactentes com maior probabilidade de alterações na função auditiva. Ainda que não tenha caráter diagnóstico, a Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU) é essencial para detectar possíveis perdas auditivas e viabilizar encaminhamentos precocemente tanto para diagnóstico quanto para a intervenção terapêutica. Fatores genéticos, infecções intrauterinas, hipóxia, prematuridade, baixo peso, hiperbilirrubinemia, malformações craniofaciais, ventilação mecânica e medicamentos ototóxicos podem afetar a audição de recém-nascidos e/ou lactentes. Assim, a identificação e intervenção precoce são fundamentais para minimizar os impactos da perda auditiva. Em recém-nascidos que apresentam algumas das alterações citadas, é realizado o exame de Potenciais Evocados Auditivos de Tronco Encefálico, no modo Triagem. Objetivo(s): Identificar outros indicadores de risco para deficiência auditiva (IRDAs) associados à prematuridade e os resultados obtidos na Triagem Auditiva Neonatal Universal em um hospital público de referência no atendimento materno-infantil. Metodologia: Pesquisa aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa sob o número de parecer 6.833.262. Foram coletados os dados dos prontuários eletrônicos de 30 recém-nascidos e/ou lactentes prematuros, oriundos de uma unidade de cuidados intermediários canguru, em relação à: idade gestacional, peso ao nascimento, relação peso x idade gestacional, patologia de base, uso de medicação ototóxica, história familiar de perda auditiva, uso e ventilação mecânica e demais indicadores de risco para deficiência auditiva (IRDA), bem como os resultados da Triagem Auditiva. Os dados foram organizados em números absolutos e relativos. Resultados: No mês de referência, foram avaliados 30 prematuros, sendo 40,0% (n=12) meninas e 60,0% (n=18) meninos; a média da idade gestacional (IG) foi de 33 semanas e 3 dias. Dos 30 prematuros, 5 eram Muito Prematuros (28-31 semanas); 21 Moderados a Tardio (entre 32 e <36 semanas); 3 Tardios (36 semanas) e 1 Prematuro Extremo (<28 semanas). Quanto ao peso: 3 com Muito Baixo Peso (<1.500g); 18 com Baixo Peso (<2.500g); 2 com Extremo Baixo Peso (<1.000g) e 7 Eutróficos (>2.500g). Quanto a relação peso x idade gestacional: 25 eram Adequados para Idade Gestacional (AIG) e 5 Pequenos para Idade Gestacional (PIG). Além da prematuridade, os Indicadores de Risco para Deficiência Auditiva mais prevalentes na amostra foram: medicação ototóxica em uso na internação na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Quanto aos resultados da Triagem Auditiva, 29 (96,67%) obtiveram resultado “passa” bilateralmente no teste e 1 resultado “falha” bilateralmente. No reteste, o resultado foi “passa” bilateralmente. Conclusão: Ainda que a maioria dos recém-nascidos prematuros tenha apresentado resultados normais na Triagem Auditiva, é fundamental acompanhar a audição por meio de métodos objetivos e subjetivos, bem como a linguagem, devido principalmente a associação com outros indicadores de risco para deficiência auditiva, inclusive perda auditiva tardia.
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